terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

XAVIER-Estreia de “Em Família” mostra que a novela não tem a pretensão de inovar

É sempre precoce avaliar o primeiro capítulo de uma novela – vide “Amor à Vida”, que acabou se transformando em algo completamente diferente de sua estreia. Mas bem que Manoel Carlos avisou: “Em Família” – a nova novela da Globo, estreia desta segunda, 03/02 – não traz nada de novo, além do bom e velho folhetim contado ao ritmo do cotidiano – a marca do novelista. Se bem que, para uma estreia, até que passou bastante coisa na tela: após um prólogo na década de 1960 (com o nascimento de Helena), começou a primeira fase, que culminou com um mergulho de Helena adolescente e engatou na segunda. Mas nada de atropelamentos, agilidade, criança abandonada em lixão ou recém-nascida jogada na caçamba. A julgar pela audiência da estreia, o telespectador vai exigir um tempo maior para se adaptar e se acostumar com os novos personagens do novíssimo folhetim da Globo. É que as novelas anteriores tiveram Ibope mais significativo no primeiro capítulo, veja:

“Em Família” – 31
“Amor à Vida” – 35
“Salve Jorge” – 35
“Avenida Brasil” – 37
“Fina Estampa” – 41
“Insensato Coração” – 36
“Passione” – 37
“Viver a Vida”, a última de Manoel Carlos – 43 (colaborou Fábio Dias)
 O primeiro capítulo de “Em Família” teve barraco em família, bunda de Oscar Magrini, nudez implícita de Bruna Marquezine, procissão e sonho com direito a animação. Chamou a atenção a personagem Shirley, que parece que vai ser a “peste” da vez, a garota vilãzinha, mimada e barraqueira sempre presente nas tramas de Maneco. E já ficou claro a personalidade dos protagonistas, Helena e Laerte. O elenco na maioria desconhecido do grande público (com muitos atores mirins e adolescentes) pode ter causado algum estranhamento. Mas logo vem a fase definitiva com os medalhões. A abertura é bonita, e o encerramento – chamado de “Momentos” – parece que vai contar uma historinha diariamente. Momentos em família à la Maneco. Talvez o público precise mesmo dar um tempo nos folhetins pretensamente “inovadores” – os que se valem de linguagem de seriado, câmera nervosa e afins – e resgatar o bom e velho folhetim. Se bem que a última trama de Manoel Carlos, “Viver a Vida”, de 2009, não foi um grande sucesso.

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