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terça-feira, 17 de abril de 2012

'Ainda é difícil acreditar', diz baiano escolhido para estágio na Nasa

Estudante de graduação da Ufba viajou para os EUA após receber bolsa.
'Quando entrei na faculdade, eu já sonhava com um titulo de PhD', diz.

Jairo Gonçalves e Rafaela Ribeiro Do G1 BA

O estudante baiano Carlos Vinicius Andrade Silva, de 22 anos, foi escolhido para estagiar no Ames Research Center, um dos centros da Agência Espacial Americana (Nasa) que fica no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. O jovem foi para o país há três meses através do programa “Ciências sem Fronteiras”, projeto do Governo Federal que pretende promover a ciência e tecnologia através do intercâmbio e da mobilidade internacional.O estudante de graduação do curso de Ciências da Computação da Universidade Federal da Bahia (Ufba) é o primeiro aluno da instituição a conseguir uma "bolsa sanduíche" através do Ciências sem Fronteiras. Com o benefício, Carlos deve ficar um ano estudando nos Estados Unidos e, passado este período, deve retornar para o Brasil com as despesas pagas.
“Ainda é difícil de acreditar. Comecei a colocar o pé no chão quando minha universidade divulgou no site, e no Facebook meus amigos começaram a mandar os parabéns junto com familiares, colegas de escola e até os professores. Minha familia ficou muito feliz, foi algo muito inesperado” lembra. O estágio na Nasa será realizado entre os meses de junho e agosto deste ano.

Em entrevista ao G1, o estudante relata que a oportunidade de estágio na Nasa surgiu a partir de 24 de fevereiro de 2012, quando ele começou a trocar e-mails com uma pesquisadora que trabalha na agência espacial.
“O processo se iniciou, por mais incrível que possa parecer, com uma troca de e-mails entre estranhos, eu, e a pesquisadora da Nasa. Eu me interessava pelo trabalho dela e na troca de e-mails, ela conheceu um pouco mais sobre mim e me concedeu a oportunidade” afirma Carlos Vinicius.O programa do governo cobre todas as despesas do estudante fora do país, desde as passagens de ida e volta até gastos com dormitório, alimentação e plano de saúde. Segundo Carlos, ele ainda recebe a quantia de 300 dólares por mês. “O custo de vida é literalmente zero graças à bolsa. É um sonho para qualquer estudante braseiro” comenta.
Objetivos
Atualmente, Carlos estuda no Stevens Institute of Technology na cidade de Hoboken, no estado de New Jersey, e segundo ele, o clima da cidade é bastante agradável.“Ela é pequena, mas é ao lado de Nova York. Por conta de minha infância de interior, eu gosto muito de cidades pequenas e quietas com pouco trânsito e que dá para caminhar pela cidade. Então, gosto de sair para caminhar sempre que possível” comenta.
Ele também comenta que mesmo com a responsabilidade e seriedade com os estudos, nunca deixou de fazer as coisas de que gosta, mas ressalta que não tem como fugir de rótulos que são dirigidos a estudantes que se dedicam muito aos estudos.

“Passei muito tempo fazendo coisas do tipo 'CDF'. Mas, me dava tempo para sair com meus amigos e ver um filme sempre que podia. Também sempre conversava muito com eles, nem que fosse por e-mail. Quando entrei na faculdade, eu já sonhava com um titulo de PhD. Eu tinha objetivos, e tinha metas. Queria vir para fora do país para aprender aqui e voltar para o Brasil como pesquisador e professor na universidade na qual aprendi a ser o que é cientista da computação. Sabia que ia ser difícil e que eu teria que fazer muitos sacrifícios no caminho. Se ser 'CDF' é ter optado por me dar menos luxo de lazer para atingir meus objetivos, posso dizer que sou sim” afirma.Carlos não relaxa com os estudos e mantém uma rotina intensa de atividades e ainda arranja tempo para participar das atividades de um grupo de pesquisa que é distribuído em duas universidade diferentes, Hawaii University e na Drexel University.
“Como a Drexel University é aqui perto, dei sorte e posso participar de reuniões off line às vezes. Aqui na Stevens, comecei um projeto de pesquisa também relacionado a minha área, então isso também me toma tempo. Por fim, me permitiram pegar matérias de mestrado aqui. Resolvi aproveitar a chance para, ao fim do ano, ter cursado as mesmas matérias que um aluno fazendo mestrado em minha área de pesquisa cursaria para ajudar em meus problemas e questionamentos de pesquisa, visto que ainda sou aluno de graduação e as matérias não são focadas no meu campo de pesquisa”, relata.
Quando questionado sobre o que teria motivado uma pesquisadora da Nasa a escolhê-lo de maneira informal para um programa de estágio na agência, ele também se mostra surpreso.
“Conversamos pouco através de troca de e-mails e foi tudo muito rápido na verdade, acredito que tudo ocorreu em menos de um mês. Também como disse anteriormente, eu tinha alguns méritos acadêmicos que acho que chamaram a atenção dela, e minha historia desde que comecei a universidade também lhe interessou”.
Reconhecimento


Segundo o professor Eduardo Almeida, coordenador do mestrado de Ciências da Computação da UFBA e orientador de Carlos, a escolha do estudante baiano para compor o programa de estágio da Nasa não causa espanto e só comprova o talento e dedicação do graduando. “Carlos é um estudante muito esforçado. Em minha opinião, ele é o melhor estudante de Ciências da Computação da Ufba”.
O professor relata um momento que, segundo ele, já seria um anúncio de que grandes oportunidades fariam parte da carreira do estudante baiano. “Sempre recebemos muitos estudiosos e pesquisadores de várias partes do mundo no Instituto de Ciências da Computação da Ufba. Lembro que em 2010, o diretor do Centro de Engenharia de Software da Universidade do Sul da Califórnia, Nenad Medvidović, esteve aqui [na universidade] e após algum tempo conversando com ele, o convidou para quando terminasse a graduação fosse direto para o doutorado na USC, sem sequer passar pelo mestrado. O que só comprova a dedicação dele” afirma Eduardo Almeida.Ele também afirma que é gratificante participar desse momento na vida do orientando e tem certeza que o conhecimento adquirido por Carlos no período em que estiver na Nasa será multiplicado no Brasil. “Isso pra mim é extremamente gratificante, eu tento abrir as portas e oferecer as oportunidades para os alunos. Abrir caminho e oferecer possibilidades de estudos em centros de excelência e depois esses mesmos estudantes voltarem e nos ajudar a construir nossos centros de excelência no Brasil, em especial na Bahia, é crucial para nós”.
Família

O estudante recebeu a informação de que havia sido escolhido para o estágio na Nasa na semana passada e a única forma de comemorar a conquista com a família foi através da internet. A ferramenta tem sido a única forma de contato com quem está em Salvador. Carlos é filho único da farmacêutica Carmozita Duarte, que durante entrevista ao G1 não escondeu o orgulho e a emoção que sente pela conquista do filho.“Ainda é difícil falar. É uma felicidade ímpar. Eu imaginava que ele conseguiria algo grande pela determinação dele, mas não imaginava a Nasa” relata.Carlos diz que os pais saíram das cidades de Curaçá e Juazeiro no interior da Bahia, para a Salvador, e até então, nenhum familiar havia saído do país. Ele também afirma que a notícia foi algo inesperado para todos, inclusive para ele

“Mais emocionado pela conquista por mim, fiquei por meus pais. Seus colegas de trabalho lhes parabenizaram enquanto estavam trabalhando. Eles sempre fizeram muito por mim, e sei que tiveram que fazer decisões difíceis e sacrificado oportunidades depois que nasci. Sempre quis ter tido a chance de lhes dar o devido reconhecimento pelos sacrifícios que fizeram para me ajudar sem ser através de dinheiro. Hoje, acho que consegui”.Para o pai de Carlos Vinicius, o engenheiro mecânico Antônio Carlos, a entrada do filho no programa de estágio na Nasa cumpre algo que ele profetizou ainda na infância. “Uma vez quando ele tinha 10 anos e nós estávamos assistindo Independence Day, eu disse que ele iria proteger o planeta dos extraterrestres e agora isso se confirmou” brinca Antônio Carlos.
O engenheiro afirma ainda que o filho não era um estudante tão aplicado durante o período escolar, mas ressalta que a mudança ocorreu a partir do terceiro ano do ensino médio. “Ele não ligava muito para estudos, foi no terceiro ano que resolveu se dedicar. Ele não era um aluno tão aplicado, de jeito nenhum. Foi uma virada de 180º. No final do terceiro ano, ele passou em vários vestibulares. Mas acredito que o maior mérito dele foi superar as dificuldades e algumas limitações da Ufba e conseguir hoje ir para a Nasa” finaliza.

terça-feira, 27 de março de 2012

Nasa descobre nebulosa que brilha ao misturar gases e poeira de estrelas

Emaranhado de filamentos é três vezes maior que a Lua cheia.
Nebulosa está há 1.500 anos-luz e é resultado de uma supernova.

Da AFP


Um imagem registrada pela Nasa (agência espacial norte-americana), nesta terça-feira (27), mostra um emaranhado de poeira e gases estelares em luzes ultravioleta provenientes da nebulosa Cygnus Loop, que fica a cerca de 1.500 anos-luz de distância.A nebulosa é o que restou de uma supernova, que sofreu uma enorme explosão estelar entre 5.000 e 8.000 anos atrás.A nebulosa tem mais de três vezes o tamanho da Lua cheia, e está situada próximo a uma das "asas de cisne “ da constelação de Cygnus.
Os filamentos de gás e pó visíveis foram aquecidos pela onda de choque da supernova, que ainda se espalha a partir da explosão original. A supernova original teria sido brilhante o suficiente para ser vista a olho nu da Terra.

terça-feira, 20 de março de 2012

Nasa divulga imagens de aurora boreal vista do estação espacial

DA BBC BRASIL

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou nesta terça-feira fotos que mostram a aurora boreal.

Captadas pela equipe da ISS (Estação Espacial Internacional), as imagens foram feitas entre janeiro e fevereiro desse ano e focam principalmente o norte dos Estados Unidos e do Canadá.A aurora boreal é um fenômeno ótico que ocorre no Hemisfério Norte e é gerado em decorrência do impacto de partículas de partículas provenientes do Sol --o chamado vento solar-- e a poeira espacial da Via Láctea em contato com a atmosfera terrestre.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Nasa mostra 4,5 bi de anos de história da Lua em 3 minutos

Vídeo disponibilizado pela Nasa mostra como o astro se tornou o satélite que conhecemos hoje. Neste material é possível ver que cada marca na superfície da Lua foi esculpida por impactos de asteroides e outras forças naturais. Vídeo com áudio original.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Nasa divulga mais nítida imagem do planeta Terra

A Nasa divulgou na quarta-feira a mais nítida imagem feita da Terra. Foto: Nasa/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring/Divulgação A Nasa divulgou na quarta-feira a mais nítida imagem feita da Terra
Foto: Nasa/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring/Divulgação

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou na quarta-feira a imagem da "Blue Marble", que corresponde à fotografia da superfície da Terra deste ano, tomada no dia 4 de janeiro pelo satélite Suomi NPP. Segundo a agência, esta é a imagem em mais alta definição já feita da Terra.
A Blue Marble deste ano superou as versões anteriores, tiradas pela Nasa desde 1972, quando a imagem foi capturada durante a missão da Apollo 17.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Nasa cria mais preciso mapa já feito da superfície da Lua

Com imagem, é possível determinar os graus de inclinação de todos os principais terrenos geológicos da Lua em alta resolução, além de planejar melhor futuras missões ao satélite.

Da BBC
A Nasa (agência espacial norte-americana) divulgou o mais preciso mapa da superfície da Lua já feito. O mapa foi produzido usando informações enviadas pela nave Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO, ou Orbitador de Reconhecimento Lunar, em português), lançada em junho de 2009.As imagens revelam depressões e elevações em quase toda a Lua. Um pixel no mapa representa uma área praticamente igual a dois campos de futebol. "Nossa nova visão topográfica da Lua fornece os dados que os cientistas lunares esperavam desde a era das missões Apollo", disse Mark Robinson, cientista-chefe da câmera da LRO.Com o mapa, segundo Robinson, é possível determinar os graus de inclinação de todos os principais terrenos geológicos da Lua em uma escala de 100 m, além de determinar como a crosta lunar foi deformada, entender melhor a mecânica das crateras geradas por impactos e planejar melhor futuras missões à Lua, tripuladas ou não.
Dois instrumentos foram usados para produzir o mapa: a câmera com lente grande-angular e um altímetro a laser. A nave LRO foi lançada à órbita lunar carregando seis instrumentos projetados para coletar informações detalhadas sobre o ambiente do satélite natural da Terra.
Mapa foi montado com informações da sonda LRO, lançada em junho de 2009 ao espaço. (Foto: Nasa / via BBC)
Mapa foi montado com dados da sonda LRO, lançada em junho de 2009 ao espaço. (Foto: Nasa / via BBC)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Em rara aproximação, asteroide passa a 300 mil km da Terra, diz Nasa

Cientistas da Nasa (agência espacial americana) confirmaram que o asteroide 2005 YU55 passou a 325 mil km da Terra nesta terça-feira, a distância mais próxima em fenômenos do tipo nos últimos 35 anos, e algo que deve voltar a ocorrer somente em 2028. Embora a agência já tivesse descartado qualquer chance de colisão ou efeitos sobre placas tectônicas, por volta das 18h28 da costa leste dos EUA (21h28 em Brasília), o asteroide chegou a ficar mais próximo da Terra do que a Lua, cuja distância média do planeta fica em torno de 384 mil km.
Em diversos pontos dos EUA foram montados esquemas de observação. O 2005 YU55 só pôde ser visto com a ajuda de telescópios, e segundo a Nasa teve o aspecto de um ponto branco por trás de uma constelação de estrelas.
Nasa
Imagem do asteroide 2055 YU55 que passará a 324 mil km de distância da Terra; foto foi tirada pela Nasa
Imagem do asteroide 2055 YU55 que passará a 324 mil km de distância da Terra; foto foi tirada pela Nasa

"É uma oportunidade fantástica de educar o público que há coisas no espaço sobre as quais precisamos nos preocupar", disse Ron Dantowitz, diretor do Clay Center Observatory, no Estado de Massachusetts.
Com o tamanho de um porta-aviões, caso o objeto tivesse se chocado com a Terra, poderia abrir uma cratera de 6,4 km de diâmetro e 528 metros de profundidade. E se tivesse caído no oceano, teria provocado um tsunami com ondas de até 21 metros. Asteroides são "sobras" da formação de sistemas solares há cerca de 4,5 bilhões de anos.
DESCOBERTA
Os astrônomos que estudam este objeto, classificado como um asteroide de classe C, dizem que é muito escuro, cor de carvão, e bastante poroso.
O 2005 YU55 foi descoberto em 2005 por Robert McMillan, do projeto Spacewatch, grupo de cientistas que observa o sistema solar perto de Tucson, Arizona (sudoeste).
Leonard Ortiz/Associated Press
Cientisa americano se prepara para observar passagem de asteroide ainda durante a tarde desta terça-feira
Cientisa americano se prepara para observar passagem de asteroide ainda durante a tarde desta terça-feira

O objeto faz parte de um conjunto de 1.262 asteroides grandes, que giram ao redor do sol e têm mais de 150 metros de largura, que a Nasa qualifica como "potencialmente perigosos".
"Queremos estudar estes asteroides, de forma que se algum dia formos atingidos, saibamos o que fazer com ele", disse Statler.
A passagem mais próxima que um asteroide fará da Terra será em 2094, a uma distância de 269 mil km, segundo as previsões.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Nasa e Japão divulgam mais completo mapa topográfico da Terra em 3D


 A Nasa e o governo japonês divulgaram esta semana o mais completo mapa topográfico da Terra em 3D. As imagens detalhadas de montanhas, vales, lagos, rios e mares foram feitas com o instrumento japonês Aster (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer), a bordo do satélite Terra, da Nasa Nasa/GSFC/Meti/Ersdac/Jaros e equipe Aster Japão/EUA
A Nasa e o governo japonês divulgaram esta semana o mais completo mapa topográfico da Terra em 3D.
As imagens detalhadas de montanhas, vales, lagos, rios e mares foram feitas com o instrumento japonês Aster (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer), a bordo do satélite Terra, da Nasa.A câmera do Aster registra imagens que vão do espectro visível até o infravermelho. O efeito tridimensional é criado através da sobreposição de imagens levemente diferentes em duas dimensões.
O projeto já mapeou 99% da massa terrestre, de 83 graus de latitude norte a 83 graus de latitude sul, usando informações como temperatura da superfície, reflectância e elevação.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Telescópio registra estrela gigante mil vezes maior que o Sol

Esta nova imagem é a melhor já obtida para uma estrela hipergigante. Foto: ESO/Divulgação Esta nova imagem é a melhor já obtida para uma estrela hipergigante
Foto: ESO/Divulgação

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) utilizaram o Very Large Telescope para obter imagens de uma estrela colossal pertencente a uma das mais raras classes de estrelas no universo, as hipergigantes amarelas. Esta nova imagem é a melhor já obtida para uma estrela desta classe e mostra pela primeira vez uma enorme concha dupla de poeira a rodear a hipergigante central. A estrela e a sua concha parecem-se com a clara de um ovo em torno da gema central, o que levou os astrônomos a darem-lhe o nome de Nebulosa do Ovo Frito. A estrela monstruosa, conhecida pelos astrônomos como IRAS 17163-3907 tem um diâmetro cerca de mil vezes maior que o do Sol. A uma distância de cerca de 13 mil anos-luz da Terra, é a hipergigante amarela mais próxima de nós encontrada até hoje e as novas observações mostram que brilha cerca de 500 mil vezes mais intensamente do que o Sol. "Sabia-se que este objeto brilhava intensamente no infravermelho mas, surpreendentemente, ninguém o tinha ainda identificado como uma hipergigante amarela", disse Eric Lagadec, líder da equipa que produziu estas novas imagens. As observações da estrela e a descoberta das suas conchas envolventes foram feitas pela câmara infravermelha VISIR. As imagens obtidas são as primeiras que mostram claramente o material que rodeia a estrela e revelam claramente duas conchas quase perfeitamente esféricas.
Se a Nebulosa do Ovo Frito fosse colocada no centro do Sistema Solar, a Terra ficaria bem no interior da própria estrela e o planeta Júpiter orbitaria por cima da sua superfície. A concha muito maior que envolve a estrela englobaria todos os planetas, planetas anões e ainda alguns dos cometas que orbitam muito além da órbita de Netuno. A concha exterior tem um raio 10 mil vezes maior que a distância da Terra ao Sol.
As hipergigantes amarelas estão numa fase extremamente ativa da sua evolução, sofrendo uma série de eventos explosivos - esta estrela ejetou já quatro vezes a massa do Sol em apenas algumas centenas de anos. O material ejetado durante estas explosões formou a extensa concha dupla da nebulosa, a qual é constituída por poeira rica em silicatos misturada com gás.
Esta atividade mostra igualmente que a estrela deverá sofrer brevemente uma morte explosiva - será uma das próximas explosões de supernova na nossa Galáxia. As supernovas fornecem ao meio interestelar circundante muitos químicos necessários e as ondas de choque resultantes podem dar origem à formação de novas estrelas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Telescópio da Nasa permite estudos mais preciso de buraco negro

Wise trouxe dados sobre a base dos jatos emitidos no fenômeno.
Buraco negro estudado é o GX 339-4, a mais de 20 mil anos-luz da Terra.

Do G1, em São Paulo
Dados obtidos pelo Wise, um telescópio espacial da Nasa que usa raios infravermelhos para observar o universo, possibilitaram uma nova pesquisa sobre um buraco negro, o GX 339-4, que fica a mais de 20 mil anos-luz da Terra.O fenômeno já foi estudado anteriormente por outros cientistas, mas ainda não se sabe detalhes sobre ele. Na base do buraco negro, de onde saem os raios mais brilhantes, é difícil fazer as medições.
“Imagine como seria se nosso Sol tivesse estouros repentinos e aleatórios, ficando três vezes mais brilhante em questão de horas e apagando de novo. É o tipo de comportamento que vemos nesses jatos”, disse Poshak Gandhi, da Jaxa, agência espacial japonesa, autor do estudo.
“Com a visão infravermelha do Wise, conseguimos focar em regiões internas, perto da base do jato do buraco negro de massa estelar pela primeira vez”, completou Gandhi.
Ilustração mostra como os cientistas imaginam que seja a aparência do buraco negro GX 339-4 (Foto: Nasa)
Ilustração mostra como os cientistas imaginam que seja a aparência do buraco negro GX 339-4 (Foto: Nasa)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Telescópio pode ter detectado grafeno no espaço pela 1ª vez

Material feito de carbono é apontado como 'futuro' da tecnologia.Traços foram descobertos na região das Nuvens de Magalhães.

Do G1, em São Paulo

A agência espacial norte-americana (Nasa) pode ter encontrado grafeno - um material semicondutor, apontado como o futuro dos computadores, telas eletrônicas e painéis solares - pela primeira vez no espaço. Caso confirmada, a descoberta ajudaria os astrônomos a estudarem a formação desse material.
A detecção foi feita com observações do Telescópio Espacial Spitzer em duas galáxias satélites da Via Láctea conhecidas como Nuvens de Magalhães. O instrumento realiza as pesquisas utilizando a radiação infravermelha que chega do espaço.As pesquisas sobre as propriedades do grafeno renderam o prêmio Nobel de Física de 2010 para os cientistas Andre Geim e Konstantin Novoselov. Eles conseguiram, em 2004, produzir o material em laboratório pela primeira vez em 2004. Composto por uma camada com a espessura de um átomo, o grafeno é capaz de conduzir eletricidade tão bem quanto cobre e é mais resistente que o aço.
Durante a mesma pesquisa, o Spitzer pode ter encontrado dois tipos de moléculas "gigantes" de carbono, compostas por 70 átomos. No ano de 2010, a Nasa divulgou ter encontrado uma versão menor, com 60 átomos, conhecida como "buckyball" na mesma região do espaço. Tanto o grafeno como essas duas moléculas - conhecidas como C70 e C60 - fazem parte de uma família de compostos com base no carbono chamada fulerenos.Segundo os astrônomos, uma possível explicação para o surgimento dessas formas de organização do carbono no espaço seria o efeito de ondas de choque criadas após a morte de estrelas.
Spitzer grafeno espaço (Foto: Nasa)
Moléculas de grafeno, com espessura de um átomo, são ilustradas na imagem acima. (Crédito: Nasa)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Nasa divulga foto de 'ponto de exclamação' no espaço

Complexo VV 340 fica a 450 milhões de anos-luz da Terra.
Em alguns milhões de anos, as duas galáxias devem se fundir.

Do G1, em São Paulo
Nasa galáxias vizinhas (Foto: X-ray NASA/CXC/IfA/D.Sanders et al; Optical NASA/STScI/NRAO/A.Evans et al)
Complexo de galáxias espirais vizinhas VV 340, também conhecido como Arp 302, é flagrado em estágio inicial de interação pelo telescópio espacial de raio X Chandra, junto com dados óticos obtidos pelo telescópio Hubble, ambos da Nasa. As galáxias VV 340 Norte (o risco do "ponto de exclamação") e VV 340 Sul (o ponto) ficam a 450 milhões de anos-luz da Terra. Em alguns milhões de anos, as duas devem se fundir, da mesma forma como deve ocorrer com a Via Láctea e Andrômeda daqui a bilhões de anos. (Foto: X-ray NASA/CXC/IfA/D.Sanders et al; Optical NASA/STScI/NRAO/A.Evans et al)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Foto do telescópio Hubble mostra nebulosa em formato de 'colar'

Imagem foi divulgada nesta quinta-feira (11) pela Nasa.Nebulosa tem 19,3 trilhões de quilômetros de diâmetro.

Do G1, em São Paulo
Uma imagem divulgada pela agência espacial norte-americana (Nasa) nesta quinta-feira (11) mostra detalhes da Nebulosa do Colar, localizada a 15 mil anos-luz de distância da Terra. A foto foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble.Descoberta em 2010, a nebulosa é o que restou após a extinção de uma estrela parecida com o Sol. Ao todo, o anel composto por gases e poeira tem 19,3 trilhões de quilômetros de diâmetro. O objeto está localizado na direção da constelação da Flecha.
O material da estrela "morta" se espalhou formando figuras que lembram diamantes em um colar. As cores representam o brilho emitido pelos gases no local: hidrogênio (azul), oxigênio (verde) e nitrogênio (vermelho).Segundo os astrônomos, na verdade são duas estrelas que geraram a nebulosa, sendo que uma delas teria sido "engolida" pela outra há 10 mil anos. Por estarem muito próximas uma da outra, as estrelas aparentam formar um único ponto, visto no meio da imagem (veja a foto abaixo). Elas giram ao redor de um centro comum e completam uma órbita inteira em menos de um dia.
A Nebulosa do Colar, descoberta em 2010, com regiões repletas de hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. (Foto: Telescópio Espacial Hubble / ESA / Nasa)
A Nebulosa do Colar, descoberta em 2010, com regiões repletas de hidrogênio (azul), oxigênio (verde) e nitrogênio (vermelho). (Foto: Telescópio Espacial Hubble / ESA / Nasa)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Observatório da Nasa fotografa explosão solar

A Nasa (agência espacial americana) divulgou na terça-feira a foto de uma explosão solar na região denominada AR11263, tirada pelo SDO (sigla em inglês de Observatório de Dinâmica Solar).
Essas explosões gigantescas de radiação não chegam a atravessar a atmosfera terrestre e não há provas conclusivas que indicam serem uma ameaça aos seres humanos que vivem no Planeta.
Elas afetam, porém, o ambiente e são capazes de interromper sinais de GPS ou provocar interferências nas comunicações.
A foto é da cor azul devido ao tipo de equipamento usado para registro da imagem.
SDO/Aia/Nasa/France Presse
Explosão solar fotografada pela Nasa; fenômeno não representa perigo para seres humanos que vivem na Terra
Explosão solar fotografada pela Nasa; fenômeno não representa perigo para seres humanos que vivem na Terra

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nasa indica que a vida na Terra pode ter origem no espaço

A vida na Terra pode ter sua origem no espaço, de acordo com pesquisas da Nasa divulgadas pelo britânico Daily Mail. Os cientistas analisaram 12 meteoritos que se formaram há bilhões de anos. Os fragmentos de carbono que foram encontrados podem conter elementos químicos similares a um dos componentes-chave do DNA humano.
Segundo o Daily Mail, os testes mostram que a presença dessas substâncias químicas não são explicadas pela contaminação terrestre, sugerindo que as origens do DNA podem estar no espaço.
Em nota na revista Proceedings of National Academy of Sciences, os pesquisadores disseram que sua descoberta tem "implicações de longo alcance". Principal autor do estudo, Dr. Michael Callahan, do Goddard Space Flight Centre da Nasa, em Maryland, afirmou: "os meteoritos e os cometas que caíram na Terra primitiva contêm alguns ingredientes muito importante."

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Astronauta faz foto do 'pôr-da-Lua' visto do espaço

Ronald Garan faz fotografias de dentro da estação espacial.
Pôr-do-Sol e pôr-da-Lua são vistos 16 vezes por dia.

Do G1, em São Paulo
O astronauta Ronald Garan, parte da tripulação da Estação Espacial Internacional, tuitou no final de semana uma imagem do "pôr-da-Lua" feita do espaço. Nesta quarta-feira (3), a fotografia foi selecionada para a galeria de "imagens do dia" da Nasa.O nascer e o pôr-do-Sol e da Lua são ocorrências cotidianas na estação espacial. Como o complexo completa uma volta em torno da Terra a cada 90 minutos, os astronautas podem apreciar a vista 16 vezes por dia.
Pôr-da-Lua foi fotografado pelo astronauta Ronald Garan (Foto: Nasa)
Pôr-da-Lua foi fotografado pelo astronauta Ronald Garan (Foto: Nasa)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Nasa descobre asteroide vizinho que compartilha órbita da Terra

A Nasa (agência espacial norte-americana) anunciou a descoberta do primeiro asteroide troiano que compartilha a órbita da Terra.
Até agora, os cientistas haviam previsto a possibilidade de haver asteroides troiano como vizinhos próximos da Terra, mas eles nunca foram realmente vistos --os mais famosos no nosso Sistema Solar ficam em Netuno, Marte e Júpiter. O 2010 TK7, detectado pelo telescópio Neowise antes dele ser desligado em fevereiro deste ano, confirmou a existência do troiano, chamado de 2010 TK7. Ele tem cerca de 300 metros de diâmetro e está a 80 milhões de quilômetros da Terra. Mas não há qualquer motivo para se preocupar com ele: nos próximos cem anos, o máximo que vai conseguir é chegar perto do planeta a uma distância de 24 milhões de quilômetros. Um troiano é denominado assim quando compartilha a órbita com um corpo celeste maior, como um planeta ou uma lua, mas não colide com o mesmo.
O achado está detalhado na edição desta quinta-feira na revista "Nature".
Nasa/France Presse
Ilustração mostra em azul a órbita da Terra, o asteroide 2010 TK7 é o ponto cinza e em verde, a sua órbita
Ilustração mostra em azul a órbita da Terra, o asteroide 2010 TK7 é o ponto cinza e em verde, a sua órbita

quinta-feira, 21 de julho de 2011

ESA: Hubble registra "detalhes nunca vistos" de Andrômeda

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), parceira da Nasa no Hubble, divulgou nesta quinta-feira quatro imagens da galáxia Andrômeda .... Foto: ESA/Divulgação

"Longe de ser um objeto, opaco denso, o Hubble nos lembra que a característica dominante de uma galáxia são os enormes vazios entre suas estrelas", diz a ESA em comunicado
Foto: ESA/Divulgação

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), parceira da Nasa no Hubble, divulgou nesta quinta-feira quatro imagens da galáxia Andrômeda registradas pelo telescópio com "detalhes nunca vistos". As observações mostram até estrelas individuais - mesmo alguns dos mais potentes equipamentos não conseguem registrar estrelas em outras galáxias.As imagens, afirmam a ESA, foram possíveis graças ao posicionamento do Hubble, que não tem a interferência da atmosfera, e ao fato de Andrômeda ser a galáxia espiral mais próxima da Via Láctea - ela pode ser vista até a olho nu. Além disso, os astrônomos evitaram focar o centro de Andrômeda, onde as estrelas são muito próximas e é difícil de registrá-las individualmente. O resultado, afirma a galáxia, é uma visão diferente da galáxia, normalmente mostrada por inteiro. "Longe de ser um objeto, opaco denso, o Hubble nos lembra que a característica dominante de uma galáxia são os enormes vazios entre suas estrelas", diz a ESA em comunicado.

Fim de uma era-Assista ao pouso do ônibus espacial Atlantis em Cabo Canaveral

Pouco antes do nascer do sol na Flórida, o ônibus espacial Atlantis fez um pouso tranquilo em Cabo Canaveral, pondo fim à etapa mais longa e tempestuosa da exploração tripulada do espaço pela Nasa.
A nave, comandada por Chris Ferguson e tripulada por Rex Walheim, Sandy Magnus e Doug Hurley, chegou às 6h56 (horário de Brasília), exatamente o horário previsto desde que o pouso tinha sido acertado para esta quinta-feira (21).
 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Veja onde estão os mais famosos astronautas da história dos EUA

Neil Armstrong e Buzz Aldrin deixaram a Nasa ainda nos anos 1970.John Glenn foi senador por mais de 20 anos e também está aposentado.

Do G1, em São Paulo
Header matérias Atlantis (Foto: arte / G1)

A corrida espacial trouxe grandes avanços para a ciência, mas também mexeu com os brios dos seres humanos, que se viram capazes de vencer grandes desafios. Nos tempos da Guerra Fria, os feitos dos astronautas os transformavam em heróis nacionais, propagandeados em seus países.
Agora, pelo menos por um tempo, os americanos ficarão sem novos heróis. O ônibus espacial Atlantis volta à Terra nesta quinta-feira (21), encerrando a última missão tripulada prevista para a Nasa.
O G1 listou dez desses astronautas que se tornaram celebridades nos EUA e o que aconteceu com eles depois:
Quem é?Como começou a carreira?Por que é famoso?Por onde anda?
Neil Armstrong
Neil Armstrong (Foto: Nasa) (Foto: Nasa)
Nasceu em 5 de agosto de 1930, em Wakaponeta, Ohio. Foi piloto da Marinha entre 1949 e 1952, e serviu na Guerra da Coreia. Em 1962, se tornou astronauta. Fez seu primeiro voo espacial em 1966, na missão Gemini 8.Em 1969, foi escolhido como comandante da missão Apollo 11, a primeira tripulada a pousar na Lua. Com o sucesso da missão, tornou-se o primeiro ser humano a pisar no satélite natural da Terra em 20 de julho daquele ano.Em 1971, Armstrong se desligou da Nasa. Até 1979, lecionou engenharia aeroespacial na Universidade de Cincinnati. Depois, tornou-se empresário até se aposentar, em 2002. Mora em Ohio, seu estado natal.
Buzz Aldrin
Buzz Aldrin (Foto: Nasa)(Foto: Nasa)
Nasceu em 30 de janeiro de 1930, em Glen Ridge, Nova Jersey, com o nome de Edwin Aldrin. Hoje, adotou oficialmente o nome "Buzz", que é um apelido de infância. Aldrin era piloto da Aeronáutica  e combateu na Coreia antes de ser aprovado para se tornar astronauta, em 1963. Em 1966, pilotou a Gemini 12, última nave daquele programa.Aldrin também participou da missão Apollo 11, na qual serviu como piloto do módulo lunar. Logo após Neil Armstrong, Aldrin foi o segundo homem a pisar na Lua, no mesmo dia.Em 1972, deixou seus postos na Nasa e na Aeronáutica. Escreveu três livros, em 1973, 1989 e 2009, falando sobre a exploração espacial. Em dois deles, autobiográficos, contou seus problemas com a depressão e o alcoolismo
John Glenn
John Glenn (Foto: Nasa)(Foto: Nasa)
Nasceu em 18 de julho de 1921, em Cambridge, Ohio. Entrou na Marinha como piloto em 1943. Como militar, combateu nas guerras do Pacífico e da Coreia. Em 1957, era um piloto de destaque e foi o primeiro a cruzar os EUA num voo supersônico. Entrou na Nasa em 1959.Em 1962, Glenn realizou o voo da Friendship 7. Ficou pouco menos de 5 horas no espaço e foi o primeiro norte-americano a entrar em órbita. Tornou-se herói nacional, com grande projeção nacional.Em 1964, pouco depois do assassinato do presidente John Kennedy, resolveu se dedicar à política. Somente em 1974 se elegeu senador por Ohio e pelo Partido Democrata, e se manteve no cargo por 24 anos. Em 1998, fez mais um voo espacial, a bordo do Discovery. Também naquele ano, montou uma escola de política pública em seu estado.
Alan Shepard
Alan Shepard (Foto: Nasa) (Foto: Nasa)
Nasceu em 18 de setembro de 1923, em Derry, New Hampshire. Formou-se na Academia Naval em 1944 e combateu na Guerra do Pacífico. Em 1950, tornou-se piloto de testes da Escola Naval e acumulou 8 mil horas de voo antes de ir para a Nasa, em 1959.Em 5 de maio de 1961, foi escolhido para voar com a Freedom 7 na primeira ida de um norte-americano ao espaço, menos de um mês após a viagem pioneira do soviético Yuri Gagarin. O voo de Shepard atingiu 187 km, ou seja, não chegou à órbita, e durou 15 minutos. Voltou ao espaço na Apollo 14, em 1971, e foi o quinto homem a pisar na Lua.Deixou a Nasa e a Marinha em 1974, aposentado. Passou a investir em negócios pessoais e abriu uma companhia que atuava em vários ramos, a Seven Fourteen (referência aos números de suas missões na Freedom e na Apollo). Escreveu um livro em parceria com outro astronauta, Deke Slayton, e com um jornalista. Morreu de leucemia em 1998.
Gus Grissom
Gus Grissom (Foto: Nasa)(Foto: Nasa)
Virgil ou "Gus" Grissom nasceu em 3 de abril de 1926, em Mitchell, Indiana. Em 1951 e 1952, participou de mais de cem missões de combate na Guerra da Coreia, antes de voltar para os EUA como instrutor de voo. Acumulou mais de 4,6 mil horas de voo, 3,5 mil delas em jatos. Entrou para a Nasa em 1959.Grissom foi o segundo  norte-americano a fazer um voo espacial, ainda sub-orbital, na nave Liberty Bell 7. Em 1965, pilotou o primeiro voo tripulado do Gemini. Em 1967, foi escolhido para o primeiro voo do projeto Apollo, que culminaria com a chegada à Lua. No entanto, a Apollo 1 explodiu durante um teste e Grissom morreu em 27 de janeiro daquele ano.Como um dos sete astronautas escolhidos no programa Mercury, primeira seleção, feita ainda em 1959, Grissom tinha muito prestígio junto à Nasa. Deke Slayton, chefe dos astronautas na segunda metade da década de 1960, chegou a afirmar que gostaria que Grissom estivesse na primeira missão que pousasse na Lua.
James Lovell
James Lovell (Foto: Nasa) (Foto: Nasa)
James ou "Jim" Lovell nasceu em 25 de março de 1928, em Cleveland, Ohio. Formou-se na Academia Naval em 1952, mas não teve de servir na Guerra da Coreia. Foi piloto de testes e acumulou 7 mil horas de voo antes de ser selecionado como astronauta da Nasa, em setembro de 1962.Voou nas missões Gemini 7, a primeira a fazer um encontro entre duas naves tripuladas no espaço, e 12. Esteve ainda na Apollo 8, a primeira do homem à Lua, mas sem aterrissar. Contudo, sua missão mais marcante foi a Apollo 13, comandada por ele, na qual os astronautas contornaram uma falha no sistema de oxigênio e voltaram a salvo à Terra.Deixou a Nasa e a Marinha em 1973 e passou a trabalhar como administrador de empresas até se aposentar, no início dos anos 1990. Escreveu um livro sobre o drama da missão Apollo 13, que inspirou um filme sobre a quase tragédia; Tom Hanks fez o papel do astronauta no cinema.
John Young
John Young (Foto: Nasa)(Foto: Nasa)
Nasceu em 24 de setembro de 1930, em São Francisco, Califórnia. Formou-se em engenharia aeronáutica em 1952 e entrou para a Marinha. Serviu na Guerra da Coreia antes de se tornar piloto de aviões. Foi selecionado como astronauta pela Nasa em setembro de 1962.Young fez parte dos programas mais importantes da história da Nasa. Foi ao espaço pela primeira vez em 1965. Esteve em dois voos da Gemini e em dois da Apollo, e explorou a Lua na missão Apollo 16. Em 1981, comandou a STS-1 e foi o primeiro a pilotar um ônibus espacial, o Columbia. Comandou ainda a missão STS-9, em 1983.De 1974 a 1987, chefiou o Escritório de Astronautas da Nasa. Dali até 1996, foi assistente da direção para engenharia, operações e segurança. Depois tornou-se diretor técnico associado e só se aposentou da Nasa em 2004. Ainda hoje, se dedica a desenvolver tecnologias que nos permitam viver na Lua e em Marte.
Sally Ride
Sally Ride (Foto: Nasa) (Foto: Nasa)
Nasceu em 26 de maio de 1951, em Los Angeles, Califórnia. Em 1977, a Nasa passou a buscar uma mulher para se tornar astronauta. Ride era estudante de física na Universidade Stanford e se inscreveu para o cargo. Ela foi uma das seis escolhidas.Em 18 de junho de 1983, Ride decolou a bordo do Challenger na missão STS-7 e tornou-se a primeira mulher norte-americana a voar para o espaço. Ela ainda voltou no ano seguinte, na missão STS-41G.Ride deixou a Nasa em 1987 e se tornou professora na Universidade da Califórnia, em San Diego. Desde então, se engajou na tarefa de ajudar especialmente meninas a estudar matemática. Escreveu ainda livros destinados a crianças, incentivando o gosto pela ciência.
Guion Bluford
Guion Bluford (Foto: Nasa)(Foto: Nasa)
Guion ou "Guy" Bluford nasceu em 22 de novembro de 1942, em Filadélfia, Pensilvânia. Formou-se em engenharia espacial e fez mestrado e doutorado no Instituto de Tecnologia da Aeronáutica. Em 1979, tornou-se astronauta da Nasa.Sua primeira missão foi a STS-8, lançada em 30 de agosto de 1983. A bordo do Challenger, foi o primeiro afro-americano a viajar para o espaço. Fez ainda mais três viagens espaciais, a última delas em 1992, e totalizou 668 horas no espaço.Em 1993, deixou a Nasa e a Aeronáutica e passou a atuar como administrador em companhias ligadas ao setor de engenharia aeroespacial, onde ainda trabalha.
Eileen Collins
Eileen Collins (Foto: Nasa)(Foto: Nasa)
Nasceu em 19 de novembro de 1956, em Elmira, Nova York. Formou-se em economia e matemática antes de se tornar piloto da Aeronáutica. Ainda na Força Aérea, fez pós-graduação em gerenciamento de sistemas espaciais. Foi selecionada pela Nasa em 1990.Nos ônibus espaciais, participou das missões STS-63 e STS-84, respectivamente em 1995 e 1997. Em julho de 1999, foi a primeira mulher a comandar uma missão do programa de ônibus espaciais da Nasa: a STS-93, a bordo do Columbia.Collins se aposentou da Aeronáutica em 2005 e da Nasa em 2006. Quando parou de trabalhar, a piloto anunciou que pretendia passar mais tempo com a família.

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