Em Teresópolis, são 228; Nova Friburgo, 225; Petrópolis, 39; e Sumidouro, 16
Do R7 | 14/01/2011 às 11h08
André Muzell / Do R7.
População dos municípios da região serrana do Rio recebe doações.
O número de mortos em consequência das chuvas na região serrana do Estado do Rio de Janeiro chega a 510, de acordo com balanço divulgado pelas prefeituras, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. A assessoria da Prefeitura de Teresópolis divulgou às 10h54 desta sexta-feira (14) que o número de vítimas aumentou para 228. O município supera Nova Friburgo, onde foram registrados 225 óbitos até as 10h20. Em Petrópolis, são 39 mortos. A assessoria de imprensa do município informou nesta manhã que duas pessoas morreram em São José do Vale do Rio Preto. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros divulgou três vítimas. O mesmo aconteceu na cidade de Sumidouro, onde inicialmente a prefeitura informou 19 mortos e, às 10h25, divulgou que apenas 16 corpos foram encontrados. Em Teresópolis, 1.200 pessoas estão desabrigadas e 1300 desalojadas. Entre os bairros mais atingidos estão Caleme e Campo Grande, na zona urbana. Na Posse, a situação também está crítica. Em Bonsucesso, na zona rural do município, foi encontrado o maior número de corpos, 40. O número de desabrigados e desalojados na região serrana ultrapassa 10 mil.
Tragédia das chuvas
O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e
milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana. As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.
O governo federal, o Estado e as prefeituras se mobilizam para liberar verbas. Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais), recebem doações. Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) começaram a ser enterrados quinta-feira (13).
Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.

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