Em Santos (SP)
Professor cita fuzil e tráfico de droga em avaliação do primeiro ano do Ensino Médio
Na semana passada, Pini aplicou seis testes a seus alunos usando no enunciado das questões temas como tráfico de entorpecentes, prostituição, roubo de veículos, assassinato e uso de armas de fogo.Em um dos testes, o professor passou aos alunos o seguinte problema: “Rojão é um cafetão da praça Mauá e tem três prostitutas que trabalham para ele. Cada uma cobra R$ 35 do cliente, dos quais R$ 20 são entregues a Rojão. Quantos clientes terá que atender cada prostituta para comprar a dose diária de cocaína no valor de R$ 150?”. O caso foi denunciado à polícia pelos pais de uma aluna. Desde então, Pini foi afastado de suas funções e o caso ganhou repercussão nacional.O delegado titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), Francisco Garrido Fernandes, que ouviu os argumentos de Pini na tarde desta quarta-feira (23), não instaurou inquérito policial porque, segundo ele, o delito sob apuração é considerado infração de menor potencial ofensivo e deve ser julgado diretamente pelo Juizado Especial Criminal (Jecrim).
Caso seja condenado por "apologia ao crime", o professor poderá receber punição de três a seis meses de detenção, além do pagamento de multa.
Manifestação
Lecionando há cinco anos na mesma unidade escolar, Pini conquistou respeito e apreço de alunos e colegas de trabalho. Ontem, enquanto Pini falava à polícia, alunos pediam o retorno do professor em uma manifestação em frente da escola. Eles ergueram cartazes com os dizeres: 'Volta, Lívio”.
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