terça-feira, 8 de março de 2011

Beija-Flor e Porto da Pedra se destacam em desfiles no Rio

FERNANDA PEREIRA NEVES/DE SÃO PAULO
MARIANA DESIDÉRIO/TATIANA SANTIAGO/COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Beija-Flor e a Porto da Pedra foram os grandes destaques do segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval no Rio. A Beija-Flor emocionou e animou o público com uma homenagem ao rei Roberto Carlos. Já a Porto da Pedra surpreendeu o público com muita cor e brilho em uma homenagem à escritora Maria Clara Machado.
BEIJA-FLOR
Com um desfile em homenagem ao rei Roberto Carlos, a Beija-Flor de Nilópolis entrou na avenida com cores e inovações. A comissão de frente "Do Sonho à Inspiração" mostra Roberto Carlos quando criança, puxando um caminhão de brinquedo que carregava um rádio. Quando ele ligava o aparelho, saíam notas musicais e a musa inspiradora da música --Cláudia Raia--, que desapareciam num passe de mágica.
Neste ano, a escola teve uma novidade: a interação do mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso, com a comissão de frente.
Danilo Verpa/Folhapress
Cantor Roberto Carlos durante homenagem da Beija-Flor; agremiação encerrou desfiles no Rio de Janeiro

Já o abre-alas levava mais de cem beija-flores e tinha uma carruagem de pequeno príncipe, que mostrava o sonho do rei quando menino em Cachoeira de Itapemirim, cidade do Espírito Santo onde o rei nasceu.
O último carro trazia o próprio rei Roberto Carlos e causou frisson na avenida.
PORTO DA PEDRA
A Porto da Pedra falou do mundo dos sonhos, da imaginação e da infância em homenagem à escritora Maria Clara Machado. Com o enredo "O Sonho Sempre Vem Pra Quem Sonhar...", a escola lembrou diversos personagens de Maria Clara Machado, como "Pluft, o Fantasminha", que estava presente na bateria e em uma alegoria. Além disso, um balão gigante sobrevoou a bateria durante todo o desfile, assim como um integrante da escola --representando o fantasminha. Na comissão de frente, uma caixa colorida se abria na avenida se transformando numa representação do teatro Tablado e libertando os componentes que representaram a imaginação da própria autora. Dessa forma, foi representado o processo de surgimento das ideias e a libertação delas.
Danilo Verpa/Folhapress
Desfile escola de samba Portp da Pedra, na Marquês de Sapucaí, mostra enredo "O Sonho sempre vem para quem sonhar"

SALGUEIRO
Já o Salgueiro, fez um desfile empolgante com carros alegóricos gigantes e coreografias. Entretanto, a escola terminou o desfile 10 minutos depois do tempo máximo permitido pelo regulamento, que é de 82 minutos.
O problema ocorreu após alguns carros alegóricos enfrentarem dificuldade para entrar na avenida devido ao tamanho. Segundo o regulamento, a escola perde um décimo de ponto por minuto do tempo excedente. Entretanto, não há risco de a escola ser rebaixada, uma vez que não haverá rebaixamento neste ano devido ao incêndio que atingiu o barracão de três escolas na Cidade do Samba, em 7 de fevereiro.
Com o enredo "Salgueiro Apresenta: O Rio no Cinema", o grande destaque foi o sétimo carro alegórico que fez referência ao filme King Kong, com uma estátua gigante de um macaco, além de um prédio também de grande proporções.
Danilo Verpa/Folhapress
Alegoria do Salgueiro, que mostra enredo sobre o cinema; clique e veja outras imagens

MOCIDADE INDEPENDENTE
A Mocidade Independente de Padre Miguel levou para a Marquês de Sapucaí um grande baile de Carnaval para homenagear a maior festa popular do mundo. Alas da escola mostraram arlequins, pierrôs e colombinas. Uma das alegorias representou um baile de máscaras.
Com o enredo 'Parábolas dos Divinos Semeadores', a escola mostrou a origem do Carnaval através da origem dos rituais da terra. A deusa egípcia Ísis, o deus grego Baco e o romano Saturno --todos ligados à terra e à agricultura-- estavam presentes. A bateria foi um dos grandes atrativos da Mocidade durante o desfile. Com paradinhas tradicionais, os ritmistas estavam vestidos de faunos e tinham até patas.
Antonio Lacerda/Efe
Comissão de frente da Mocidade Independente de Padre Miguel; escola homenageou o Carnaval
 

GRANDE RIO
Depois de perder grande parte das fantasias e alegorias no incêndio na Cidade do Samba, a Grande Rio desfilou debaixo de forte chuva na Sapucaí, e nem por isso desanimou. O enredo era sobre Florianópolis, mas o tema de fato foi a volta por cima da escola. Logo no início, uma ala trazia placas com letras que formavam o nome da escola e, na parte de traz, a palavra "superação".
Muitas alas tinham fantasias simples que foram feitas em cima da hora, para que os integrantes não precisassem desfilar usando apenas a camiseta da escola. No fim do desfile os funcionários e voluntários que ajudaram a reerguer a apresentação da Grande Rio ganharam uma ala própria com uma camiseta que dizia "O sonho não acabou!".
Danilo Verpa/Folhapress
Carro alegórico da Grande Rio representa Florianópolis como a ilha das Bruxas

UNIÃO DA ILHA
No dia em que comemora 58 anos, a União da Ilha fez um desfile alegre e mostra que superou o incêndio da Cidade do Samba. O tema da escola era "O Mistério da Vida" --o enredo falava sobre Darwin e a evolução das espécies. Algumas roupas estavam muito simples, mas davam um efeito bonito. A ala das células, por exemplo, trazia balões de hélio, que foram soltos e voaram no meio do desfile. Na bateria, não foi possível terminar de refazer todas as fantasias e uma parte dos músicos desfilou com uma roupa improvisada.
Os carros estavam exuberantes. O carro que representava a vida marinha realmente dava uma sensação de fundo do mar. Já a última alegoria trazia um rosto gigante de Darwin já velho, na imagem conhecida popularmente. O carro representava ainda a árvore da vida e Adão e Eva.
Danilo Verpa/Folhapress
Integrante da União da Ilha, durante desfile; veja outras imagens

 

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