Dois ministros haviam dito que a hipótese 'não estava descartada'.Forças aliadas bombardeiam desde sábado forças do ditador líbio.
O comandante do Estado-Maior do Reino Unido, general David Richards, negou nesta segunda-feira (21) que o ditador da Líbia, Muammar Kadhafi, seja um objetivo da operação militar da coalizão internacional, ao contrário do que sugeriram nas últimas horas dois ministros britânicos.
Questionado pelo canal BBC se Kadhafi era um dos alvos da ofensiva, David Richards respondeu: "Em absoluto".
"Não está permitido pela resolução das Nações Unidas e não é algo que queira discutir com detalhe", acrescentou o general.
As declarações foram feitas depois que o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, e o da Defesa, Liam Fox, não descartaram a possibilidade de Kadhafi ser um alvo.
"Não vou especular sobre oss objetivos... Isto depende das circunstâncias no momento", declarou Hague à rádio BBC.
Fox afirmou no domingo que Kadhafi era um objetivo legítimo ao qualificá-lo de "potencialmente possível".

No domingo, um prédio administrativo do complexo residencial de Kadhafi no bairro de Bab el Aziziya, em Trípoli, foi atingido por um míssil. O prédio, situado a cerca de 50 metros da tenda onde Khadafi recebe geralmente seus convidados importantes, foi totalmente destruído.
Trata-se de um edifício administrativo que foi atingido por um míssil, confirmou o porta-voz do regime, Musa Ibrahim, aos jornalistas estrangeiros.
"Foi um bombardeio bárbaro, que poderia ter atingido centenas de civis congregados na residência de Muammar Khadafi, a cerca de 400 metros do prédio atingido", declarou Ibrahim, que denunciou as "contradições do discurso ocidental".

Questionado pelo canal BBC se Kadhafi era um dos alvos da ofensiva, David Richards respondeu: "Em absoluto".
"Não está permitido pela resolução das Nações Unidas e não é algo que queira discutir com detalhe", acrescentou o general.
As declarações foram feitas depois que o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, e o da Defesa, Liam Fox, não descartaram a possibilidade de Kadhafi ser um alvo.
"Não vou especular sobre oss objetivos... Isto depende das circunstâncias no momento", declarou Hague à rádio BBC.
Fox afirmou no domingo que Kadhafi era um objetivo legítimo ao qualificá-lo de "potencialmente possível".
Carro das forças pró-Kadhafi pega fogo após bombardeio próximo a Benghazi, sede dos rebeldes, no sábado (19) (Foto: AP)
AtaqueNo domingo, um prédio administrativo do complexo residencial de Kadhafi no bairro de Bab el Aziziya, em Trípoli, foi atingido por um míssil. O prédio, situado a cerca de 50 metros da tenda onde Khadafi recebe geralmente seus convidados importantes, foi totalmente destruído.
Trata-se de um edifício administrativo que foi atingido por um míssil, confirmou o porta-voz do regime, Musa Ibrahim, aos jornalistas estrangeiros.
"Foi um bombardeio bárbaro, que poderia ter atingido centenas de civis congregados na residência de Muammar Khadafi, a cerca de 400 metros do prédio atingido", declarou Ibrahim, que denunciou as "contradições do discurso ocidental".
Destroços do prédio destruído no complexo residencial de Muammar Kadhafi, em Trípoli, neste domingo (20), supostamente por um míssil das forças aliadas. (Foto: Reuters)
"Os países ocidentais dizem que querem proteger os civis, mas atacam uma residência onde sabem que há civis no interior", disse.Conselho rebelde da Líbia reafirma que não quer negociar com Kadhafi
Conselho Nacional Líbio reafirmou que quer ver o ditador fora do poder.Bombardeios ocidentais atacam forças do coronel desde sábado.
Um dos principais integrantes do Conselho Nacional Líbio disse nesta segunda-feira (21) que não vai negociar com o ditador da Líbia, Muammar Kadhafi, para terminar o conflito no país.
"Estamos em uma guerra porque este ditador nos forçou", disse Abed al-Hafeez Ghoga em Benghazi, sede dos rebeldes.
"Por isso, nos recusamos a negociar com ele. Queremos ver o seu fim em vez de negociar. Ele é procurado internacionalmente como criminoso de guerra. Ele vai ser julgado por suas ações terroristas contra seu próprio povo."
"Estamos em uma guerra porque este ditador nos forçou", disse Abed al-Hafeez Ghoga em Benghazi, sede dos rebeldes.
"Por isso, nos recusamos a negociar com ele. Queremos ver o seu fim em vez de negociar. Ele é procurado internacionalmente como criminoso de guerra. Ele vai ser julgado por suas ações terroristas contra seu próprio povo."
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