quinta-feira, 10 de março de 2011

Jornalista brasileiro desaparecido na Líbia é localizado

A diretora executiva do jornal O Estado de S. Paulo, Luciana Constantino, confirmou à Agência Brasil que o jornalista Andrei Netto, de 34 anos, que estava desaparecido na Líbia, foi localizado. O embaixador do Brasil na Líbia, George Ney de Souza Fernandes, informou ao comando do jornal que Netto está preso em uma penitenciária a 20 quilômetros da capital líbia, Trípoli.
Segundo Luciana, os esforços agora do embaixador e do jornal são para tentar intermediar a libertação de Netto e retirá-lo da Líbia. O comando do O Estado de S. Paulo informou na quarta-feira (09/03) que tinha perdido o contato com o repórter que fazia a cobertura na área de Zawiya – uma das regiões onde os conflitos são mais intensos. A pedido da direção do jornal, o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada do Brasil passaram a procurar Netto. Até o começo da manhã desta quinta-feira (10/03), o Itamaraty não tinha informações sobre o caso.
Outro caso envolvendo jornalistas ocorreu com empregados da rede britânica de notícias BBC. Segundo a empresa, três jornalistas da foram presos e torturados por forças leais ao presidente da Líbia, Muammar Khadafi, quando tentavam entrar em Zawiya. Segundo a BBC, os três profissionais foram encapuzados, algemados e agredidos por integrantes do Exército líbio e da polícia secreta. Os profissionais também foram ameaçados de morte e submetidos a torturas que os faziam crer que seriam executados. No começo do mês passado, os jornalistas Corban Costa, da Rádio Nacional, e Gilvan Alves, da TV Brasil, foram presos, tiveram os olhos vendados e os equipamentos e documentos apreendidos no Egito, enquanto estavam no país para a cobertura da crise causada pela pressão para a saída do então presidente Hosni Mubarak. Os profissionais foram libertados e enviados de volta para o Brasil.

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