terça-feira, 14 de junho de 2011

Aluna baleada em escola de Realengo tem alta, mas não consegue andar

Mãe afirma que ela contrai os músculos e tem sensibilidade nas pernas.Thayane era única vítima que ainda estava internada, havia 2 meses.

Carolina Lauriano Do G1 RJ
 
Sessenta e oito dias após o massacre de Realengo, na Zona Oeste do Rio, a única vítima que ainda estava internada, a estudante Thayane Tavares, de 13 anos, recebeu alta nesta terça-feira (14). Ela estava no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Centro do Rio.
Thayane continua sem caminhar, mas, segundo a mãe da adolescente, Andréa Tavares, ela contrai os músculos e também tem sensibilidade nas pernas. "O médico disse que tudo pode ser reversível porque ela é muito nova. Ele disse que o melhor antibiótico é a fé", disse ela ao G1, afirmando que a família toda está otimista.A tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, que aconteceu no dia 7 de abril, terminou com 12 alunos mortos e outros 12 feridos. A menina foi atingida pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira no abdômen e na coluna. Já nos primeiros dias ela não sentia as pernas.O maior temor da família é que a aluna de atletismo não volte a andar.Segundo Andéa, os médicos afirmaram que ainda é cedo para dizer que a jovem ficou tetraplégica. Ela disse que Thayane ficou feliz ao receber a notícia que poderia ir para casa depois de mais de dois meses no hospital. "Ela está bem, agora vai fazer acompanhamento e muita fisioterapia", disse a mãe da estudante.
Lesão medularO diretor do hospital informou através de nota que a paciente sofreu uma lesão medular e que a família vem sendo informada desde o início das possíveis sequelas dessa lesão.
"O trabalho de reabilitação é longo e Thayane deverá ser acompanhada para sua independência funcional e suporte psicoterapêutico intensivo por tempo indeterminado", informou o boletim médico divulgado na segunda-feira (13), pela pela Secretaria de Saúde.Depois de passar por uma cirurgia para retirada da bala na coluna, no hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, a adolescente estava desde 2 de junho internada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), para onde foi transferida.
Do G1, no Rio e em São Paulo
 
A reconstituição acima foi feita a partir de vídeos do sistema de segurança da escola, informações da polícia e relatos de testemunhas.
Caso seu navegador não permita visualizar conteúdo em flash, assista à reportagem ao lado, com cenas capturadas pelo sistema de segurança.Na segunda-feira (11), a polícia informou que vai investigar a rede de contatos de Wellington Menezes de Oliveirana na internet. Ele foi o responsável pelo assassinato de 12 crianças no Rio.
A Justiça já concedeu a quebra do sigilo eletrônico de Wellington junto à empresa Microsoft, responsável pelo programa MSN.Na internet, o assassino se apresentava como "Wellington Treze". Ele mantinha contato com pelo menos seis pessoas.Em manuscritos revelados pelo Fantástico, no domingo (10), Wellington demonstrava fixação em atentados terroristas.
VALE ESTE (10.04) Infográfico sobre ação do atirador dentro da escola em Realengo (Foto: Editoria de Arte/G1)


O infográfico acima foi feito com informações apuradas no dia do ataque e no dia seguinte, quinta-feira (7/4) e sexta. Leva em conta vídeos divulgados, relatos de vítimas e de policiais e a entrevista concedida pelo diretor da escola, Luiz Marduk, à repórter Tahiane Stochero.
O infográfico abaixo foi produzido no dia do ataque, com base nas informações iniciais, e atualizado no dia seguinte com retificações.
VALE ESTE: Info sobre ação do atirador em Realengo (Foto: Editoria de Arte/G1)

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