'Governo vivenciará maior número de ataques na história', diz mensagem.Hackers se identificam como um grupo nacionalista.
em mensagem deixada no site (Foto: Reprodução/Site do IBGE)
O IBGE confirmou a invasão por meio de sua assessoria de imprensa, por volta das 8h, mas alegou que o banco de dados não foi afetado. A equipe técnica da Diretoria de Informática avalia se houve algum outro tipo de consequência. Alguns minutos depois, o site foi tirado do ar.
Ao pé da página, os hackers ainda negam ter relações com os grupos LulzSec ou Anonymous no Brasil, que seriam "grupos sem qualquer ideologia", segundo a mensagem deixada pelos hackers.
(Foto: Reprodução/Site do IBGE)
Grupo contrário
O canal de comunicação usado pelo LulzsecBrazil foi fechado por volta das 22h desta quinta (23). A decisão foi tomada pelos administradores da rede que também hospeda o canal usado pela operação do Lulzsec original.Antes, o grupo divulgou na internet arquivos com supostos dados de políticos, como a presidente Dilma Rousseff, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.Um possível indício do surgimento de um grupo de piratas contrários ao LulzSecBrazil é a divulgação de um documento que acusa um hacker de ser líder do movimento brasileiro. Ele seria Al3XG0, um conhecido criminoso digital envolvido com o roubo de senhas bancárias e cartões de crédito e que mantinha um site que pegava informações de brasileiros usando uma falha no site do Ministério do Trabalho. O documento indica também nome, RG e CPF de uma pessoa que, segundo o texto, seria o hacker Al3XG0. Há ainda um link para uma fotografia, supostamente do hacker.O LulzSecBrazil teria ligações com o LulzSec, responsável por ataques recentes a empresas de videogame como Sony e Nintendo, às redes de televisão americanas Fox e PBS e a órgãos governamentais americanos como a CIA (agência de inteligência americana) e o FBI (polícia federal), além do serviço público de saúde britânico, o NHS.
Jovem de 19 anos invade sites do governo americano e mobiliza FBI
O jovem foi preso em Londres, acusado de montar uma rede de hackers, onde teria violado os sites do Senado, da CIA e de empresas de informática.
Um jovem de 19 anos invadiu sites do mundo inteiro e mobilizou ate o FBI. E tudo isso no quarto da casa da mãe dele.
A invasão de computadores deixou de ser apenas brincadeira de mau gosto. Em muitos países é crime, considerado gravíssimo. O jovem preso em Londres, acusado de montar uma rede de hackers, pode até ser extraditado para os Estados Unidos, onde teria violado os sites do Senado, da CIA e de empresas de informática.Agentes americanos do FBI já estão na Inglaterra pra acompanhar o processo. O rapaz de 19 anos vivia trancado no quarto, no segundo andar de uma casa na periferia de Londres. A mãe pensava que ele era só mais um jovem viciado em jogos de computador e achava melhor assim, pois pelo menos o filho estava em casa e livre dos perigos da rua.Agora está preso e, se for condenado, pode pegar até 60 anos de prisão.
Hackers divulgam e-mails sobre supostas fraudes em licitações
Foto: Reprodução/Terra
O grupo denominado LulzSecBrazil, responsável pelos recentes ataques a sites governamentais, divulgou na noite desta quinta-feira e-mails com supostas informações sobre irregularidades em licitações no Estado do Amapá. Mais cedo o grupo divulgou que estava trabalhando para obter dados do governo do Ceará, da "máfia das licitações" e "processo seletivo".
Os e-mails trazem supostas informações do aluguel de um helicóptero e irregularidades em licitações na Secretaria de Saúde do Amapá. As mensagens seriam de jornalistas, políticos e de pessoas interessadas em denunciar o esquema.Na tarde de hoje, o grupo afirmou que copiou dados protegidos no site do Ministério do Esporte, mostrando supostas diferenças entre contribuições e recebimentos de dinheiro do governo federal em estados que sediarão jogos da Copa do Mundo, em 2014. Informações sobre endereços de e-mail, telefones, filiação e signo da presidente Dilma Rousseff e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também foram divulgados.Ainda na noite de hoje o grupo divulgou um vídeo no qual diz que o governo tem tentado controlar a internet, e informa que os grupos hackers Anonymous e LulzSecBrazil se uniram na operação #AntiSec. "Nós encorajamos os ataques aos sites inimigos e encorajamos o uso do termo Antisec em qualquer site ou grupo que apóie a censura. Qualquer informação escondida de nós deve ser trazida à luz", diz trecho do vídeo.
Entenda o caso
Na quarta-feira (22), sites do governo brasileiro saíram do ar por causa de ataques assumidos pelo LulzSecBrazil, o braço brasileiro de um grupo internacional da hackers. Foram alvo os sites da Presidência da República, do governo federal, da Previdência, da Petrobras e da Receita Federal. Na quinta-feira (23), as páginas da Presidência da República, do Senado e do Ministério dos Esportes sofreram com a ação dos hackers. Eles utilizam o chamado DDoS (sigla em inglês para distributed denial-of-service, ataque distribuído de negação de serviço), que usa robôs (máquinas) em várias partes do mundo para sobrecarregar um sistema. O objetivo dessas ações não é invadir o sistema, mas sim tirar o site do ar.
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