A estudante de 20 anos que afirma ter sido estuprada dentro da boate Kiss and Fly, que funciona dentro da loja Daslu, no Itaim-Bibi (zona oeste), informou aos policiais que foi estuprada, mas que Ela nem não tinha condições de entender o que se passava em razão do excesso de bebida. Segundo ela, os ataques começaram quando ela passava mal no ambulatório. A garota disse à polícia que se lembrava estar na pista de dança e, "de repente, estava no ambulatório". Lá, ainda segundo viu um bombeiro passando as "partes íntimas" "na sua cabeça", mas ela "não conseguia ter discernimento do que estava acontecendo". Na manhã de anteontem, o bombeiro civil foi preso sob a suspeita de violentado a jovem. Ele nega que tenha sido estupro. Diz ter mantido relações com a estudante, mas foi consensual. Segundo ele, ela o teria convidado para ir ao banheiro para manterem relações.
Segurança
A boate cobra R$ 250 por pessoa e o camarote custaR$ 3.500. Procurada, a Kiss and Fly não explicou como o bombeiro estava sozinho dentro do ambulatório e conseguiu violentar a frequentadora. Disse que, agora, fará "todas as mudanças necessárias" para melhorar sua segurança. A boate não explicou, porém, quais mudanças irá promover no local. "Nunca aconteceu nada parecido na casa, que conta com uma equipe completa e experiente de segurança", diz nota da casa noturna. Também em nota, a Kiss and Fly defendeu a equipe de segurança contratada e disse que ela "conta com anos no mercado e nunca teve problemas com sua equipe". "Igualmente séria é a empresa KIF, responsável pelo profissional em questão", diz.
Polícia diz que estupro em boate foi planejado
A polícia afirma ter provas de que o bombeiro civil preso sob suspeita de estuprar uma estudante de 20 anos alcoolizada, no banheiro de uma boate de luxo, cometeu o crime premeditadamente. O incidente ocorreu na madrugada de sábado, na casa noturna Kiss & Fly, na Villa Daslu, no Itaim Bibi (zona oeste de SP). A mãe da vítima classificou o suspeito Luciano Ferreira, 32 anos, como "um lixo".
O delegado titular do 15º DP (Itaim Bibi), Paul Henry Verduraz, afirma que os depoimentos de testemunhas mostram como o homem planejou estuprar a vítima. Segundo Verduraz, ao socorrer a estudante alcoolizada, o suspeito teria pedido para a irmã dela, de 22 anos, pagar as comandas e comprar um refrigerante, deixando-o sozinho com a jovem. "Ele foi visto carregando a estudante para o banheiro, em vez de chamar uma funcionária. Isso demonstra que ele pretendia abusar dela", diz o delegado.
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