A polícia trabalha com a hipótese de que Márcia do Nascimento, 21, e Fabiana Perpétua de Oliveira, 20, planejaram a morte de Maeda porque ela havia desconfiado que as duas estariam roubando dinheiro da iogurteria, mas nenhuma delas confirma a hipótese. Nascimento nega que tenha participado do crime. Já Oliveira afirma que a colega foi responsável pela morte de Maeda, mas diz que não sabia do plano e que foi pega 'de surpresa'. Em depoimento, de acordo com a polícia, Oliveira disse que Nascimento e o namorado de sua colega, Élvis de Souza, ofereceram carona para ela e Maeda no dia 31. No caminho, porém, Nascimento e Souza simularam estar passando mal, pararam o carro num local ermo, desceram do veículo, levaram Maeda consigo e, então, dispararam contra a jovem.
Oliveira disse que foi orientada pela dupla a aumentar o volume do som e tapar os ouvidos, mas que ouviu dois tiros. Ela diz que disparos foram feitos por Élvis de Souza, que ainda está foragido. A bolsa da universitária, com todos os seus pertences, foi encontrada na casa do rapaz.
Nascimento e Oliveira estão presas temporariamente. A Folha não conseguiu contato com os advogados dos acusados.
Duas funcionárias teriam mandado matar colega para encobrir um furto
Louise Maeda, 21 anos, era supervisora de uma sorveteria em Curitiba. Segundo a polícia, ela descobriu um desvio de dinheiro do caixa da loja.
Louise Sayuri Maeda, de 21 anos, era supervisora de uma sorveteria em um shopping de Curitiba. De acordo com as investigações, ela descobriu que duas colegas de trabalho estavam desviando dinheiro do caixa. As suspeitas são Fabiana Oliveira e Márcia do Nascimento.Nas imagens do circuito interno do shopping, feitas no dia do desaparecimento, Louise aparece à esquerda, em companhia de Fabiana, na saída do trabalho. A polícia descobriu que as duas pegaram carona com Márcia do Nascimento, no carro de Elvis de Souza, amigo das moças.
Segundo a investigação, no caminho Louise foi retirada do veículo e assassinada com dois tiros na cabeça. O corpo de Louise só foi encontrado na última sexta-feira, 17 dias depois do desaparecimento.
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