sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nasa diz que superfície de Mercúrio pode conter gelo

Um estudo prévio das primeiras imagens tiradas da superfície de Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar, parece indicar a existência de gelo, apesar da proximidade com o Sol.
A sonda Messenger, a primeira a orbitar Mercúrio depois de uma viagem de seis anos até chegar a seu destino, enviou um lote inicial com 20 mil imagens para a Terra. O planeta já foi fotografado anteriormente, mas esta é a primeira vez que as imagens são obtidas com exatidão.
Nasa/Associated Press
Esta é a primeira vez que imagens de Mercúrio são obtidas com exatidão; veja fotos da superfície do planeta

A Messenger também realizou análises da composição química do solo e reuniu dados sobre o campo magnético de Mercúrio. "É quase um planeta novo. Nunca tivemos este tipo de dado antes", disse o pesquisador-chefe Sean Solomon, do Instituto Carnegie, de Washington. A coleta indica que há ricos depósitos de enxofre no solo e provavelmente foram os vulcões que desempenharam um papel importante na formação de Mercúrio.

A descoberta faz com que os cientistas repensem as teorias sobre como o planeta se formou e o que aconteceu a ele nos últimos 4 bilhões de anos. A origem do planeta, especulam os cientistas, pode ter sido com materiais diferentes dos de Vênus, Terra e Marte.
Cientistas registram uma das maiores explosões espaciais
Segundo pesquisadores, fenômeno pode ter sido causado pela colisão entre uma estrela do tamanho do Sol e um buraco negro um milhão de vezes maior
A colisão entre uma estrela e um enorme buraco negro provocou uma das maiores explosões espaciais jamais registradas, cujo brilho viajou por 3,8 milhões de anos-luz até chegar à Terra, segundo estudo publicado nesta quinta-feira pela revista Science.

No momento da descoberta, os cientistas estudavam a origem de um feixe de raios gama observado a partir de um satélite da Nasa. Inicialmente, pensaram que podia se tratar de uma explosão de raios gama, mas a persistência da luminosidade e o fato de ter sido reativado três vezes em apenas 48 horas levaram os pesquisadores a buscar outra hipótese."Era algo totalmente diferente de qualquer explosão que já vimos", disse em comunicado Joshua Bloom, astrônomo da Universidade de Berkeley e um dos coordenadores do estudo. Bloom sugeriu que a causa poderia ser a queda de uma estrela do tamanho do Sol em um buraco negro um milhão de vezes maior, o que gerou uma quantidade tremenda de energia ao longo de muito tempo. Dois meses e meio depois, o fenômeno ainda persiste, segundo o pesquisador. "Isso acontece porque o buraco negro 'rasga' a estrela, e este processo libera muitíssima energia", explicou. Cerca de 10% da massa dessa estrela se transformou em energia irradiada, como raios X e gama.Ao repassar o histórico de explosões na Constelação de Draco, onde foi observado o fenômeno, os cientistas determinaram que o acontecimento foi "excepcional", já que não encontraram indícios de outras emissões de raios X ou gama. O mais fascinante, segundo Bloom, é que o fenômeno começou em um buraco negro em repouso, ou seja, que não estava atraindo matéria. "Isto poderia acontecer em nossa própria galáxia, a Via Láctea, onde há um buraco negro que vive em quietude e que apenas ocasionalmente absorve um pouco de gás", disse.
Segundo Bloom, a explosão é algo "nunca visto" até agora no comprimento de onda dos raios gama, e o mais provável é que só aconteça uma vez a cada 100 milhões de anos. O estudo estima que as emissões de raios gama, que começaram entre os dias 24 e 25 de março em uma galáxia a cerca de 3,8 milhões de anos-luz, vão se dissipar ao longo do ano. "Acreditamos que o fenômeno foi detectado em seu momento de maior brilho, e se realmente for uma estrela destruída por um buraco negro, podemos dizer que nunca voltará a ocorrer nessa galáxia", concluiu Bloom.

(Com Agência EFE)

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