Operada há um mês, cantora dividiu palco com Zé Miguel Wisnik e Celso Sim.Apresentação na noite de quarta (6) homenageou escritor Oswald de Andrade.
Uma homenagem musical ao escritor Oswald de Andrade marcou a noite de abertura da nona edição da Festa Literária Internacional de Paraty na última quarta (6). O compositor José Miguel Wisnik e o cantor Celso Sim receberam a cantora Elza Soares, que emocionou o público ao participar da apresentação quase 30 dias após de se submeter a uma operação na coluna.

Auxiliada por duas pessoas e andando com alguma dificuldade, Elza foi recebida de pé e sob aplausos pela plateia que lotava a Tenda do Telão, local onde o palco foi montado. "É através de vocês que eu me alimento. Obrigada por tudo", agradeceu a cantora, que teve que se apresentar sentada por conta de seu quadro clínico.Programado para as 21h30, o show teve início com 40 minutos de atraso, o que pareceu não incomodar os presentes. Antes da música, porém, seguiram-se agradecimentos do prefeito de Parati, José Carlos Porto Neto, e da presidente da Flip, Liz Calder, entre outros.

O show contou com uma mistura de ritmos, incluindo rock, rumba, samba e blues, com os arranjos quase sempre privilegiando a percussão. Entre os destaques, "Balada do Esplanada", um blues de Cazuza; "Escapulário", de Caetano Veloso (ambas em cima de poemas de Oswald); "Paciência", de Lenine; "Soneto do olho do cu", de Wisnik, Zé Celso e Marcelo Drummond para a poesia de Arthur Rimbaud e Paul Verlaine; e "Mortal loucura", do poeta Gregório de Matos e musicada por Wisnik, que valeu até uma declamação após o fim da canção.

A cantora Elza Soares que, ao lado do compositor José Miguel Wisnik e do cantor Celso Sim, se apresentou no show de abertura da nona edição da Flip na noite de quarta-feira (6) (Foto: Flávio Moraes / G1)
"Ela sofreu uma delicada intervenção cirúrgica recentemente, mas não abriu mão dessa homenagem a Oswald", disse Wisnik, que momentos antes da apresentação havia participado da conferência inaugural da Flip, "Oswald de Andrade: devoração e mobilidade", ao lado do crítico e ensaísta Antonio Candido.Auxiliada por duas pessoas e andando com alguma dificuldade, Elza foi recebida de pé e sob aplausos pela plateia que lotava a Tenda do Telão, local onde o palco foi montado. "É através de vocês que eu me alimento. Obrigada por tudo", agradeceu a cantora, que teve que se apresentar sentada por conta de seu quadro clínico.Programado para as 21h30, o show teve início com 40 minutos de atraso, o que pareceu não incomodar os presentes. Antes da música, porém, seguiram-se agradecimentos do prefeito de Parati, José Carlos Porto Neto, e da presidente da Flip, Liz Calder, entre outros.
O músico, escritor e compositor José Miguel Wisnik cantou e tocou piano durante a apresentação (Foto: Flávio Moraes / G1)
"Desculpem, mas esta noite não vou falar português", brincou Liz, que é inglesa. "Este é um evento único no ano. É o momento de recarregar as baterias e abrir a mente para outras pessoas, lugares e tempos", declarou a presidente, pouco antes dos músicos subirem ao palco.A apresentação, que durou cerca de uma hora e meia, teve o repertório baseado nos poemas de Oswald de Andrade musicados por José Miguel Wisnik e que fizeram parte do espetáculo "Mistérios gozosos", adaptação de "O santeiro do mangue" (de Oswald) por José Celso Martinez Corrêa.O show contou com uma mistura de ritmos, incluindo rock, rumba, samba e blues, com os arranjos quase sempre privilegiando a percussão. Entre os destaques, "Balada do Esplanada", um blues de Cazuza; "Escapulário", de Caetano Veloso (ambas em cima de poemas de Oswald); "Paciência", de Lenine; "Soneto do olho do cu", de Wisnik, Zé Celso e Marcelo Drummond para a poesia de Arthur Rimbaud e Paul Verlaine; e "Mortal loucura", do poeta Gregório de Matos e musicada por Wisnik, que valeu até uma declamação após o fim da canção.
O performático cantor Celso Sim (Foto: Flávio Moraes / G1)
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