da Livraria da Folha
Na primeira década do século 20, o corpo passou a ser novamente exibido após um longo período de repressão sexual. Foi nessa época que circulou "O Rio Nu", um periódico humorístico, erótico e ilustrado. As manchetes, cheias de trocadilhos, tinham a função de fazer rir e excitar o leitor. Além de desenhos e contos, a Galeria Artística apresentava fotografias importadas da França.
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| "O Rio Nu", periódico humorístico e erótico, circulou no início do séc. 20 |
"Com o afrouxamento dos controles, o corpo feminino apto para o prazer descobriu-se. As mulheres começaram a se descobrir para praticar esportes, para dançar, para atuar nos palcos ou para vender-se. Um dos aliados foi a lingerie", explica a historiadora Mary del Priore.
As imagens foram extraídas do exemplar "Histórias Íntimas", escrito por del Priore. O livro mostra como a sexualidade foi se transformando no Brasil, do encontro de índios e europeus aos escândalos sexuais contemporâneos.
Mary del Priore também é autora de "Ancestrais: Uma Introdução à História da África Atlântica", "A Família no Brasil Colonial", "500 Anos Brasil: Histórias e Reflexões, "Festas e Utopias no Brasil Colonial" e "Matar para Não Morrer", já venceu duas vezes o prêmio Casa Grande & Senzala e um Jabuti por obra de relevo em ciências sociais.
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| Formas opulentas femininas tinham por objetivo "encher a cama", relata "Histórias Íntimas" |
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