Dom Ricardo Lorite de Lima defende benção divina para casamento entre pessoas do mesmo sexo
Lima alega não representar o pensamento vigente da instituição religiosa. “Existem vários grupos de anglicanos, os mais conservadores e os mais liberais”, diz, complementando que constantemente é perseguido por seu modo de pensar. A respeito do outdoor com mensagem bíblica contra a união homoafetiva, dom Ricardo considera a ação publicitária abusiva. “Eu li e achei um absurdo, ainda mais usar a questão do direito de liberdade religiosa. Isso aí é uma provocação.”Ele argumenta ainda que a citação bíblica usada na placa, embora verdadeira, é colocada fora de contexto. “Existem vários trechos bíblicos que são traduzidos fora do seu contexto, e hoje existe uma releitura bíblica que é chamada de inclusiva. Temos vários teólogos com visões diferentes e atualizadas da Bíblia”, afirma, citando que outras passagens do livro sagrado que fariam menção à homossexualidade. “Temos textos bíblicos que inclusive citam que o Rei Davi dizia preferir o amor do filho do Rei Saul ao amor das mulheres.”

Parada Gay de Ribeirão Preto tem público abaixo do esperado
Com público abaixo do esperado, a sétima edição da Parada do Orgulho LGBTT de Ribeirão Preto reuniu homossexuais e simpatizantes na Avenida Nove de Julho, neste domingo (21), a partir das 13h. Aos poucos, a multidão – que segundo a Guarda Municipal não passou de três mil pessoas, bem abaixo dos 15 mil participantes esperados - foi se formando até que, às 15h30, a festa começou oficialmente.
Parada Gay de Ribeirão Preto tem público abaixo do esperado
Muitas famílias, com crianças e idosos, foram vistas no meio do povo, agitado pelo som de música eletrônica e consumindo bebidas alcoólicas, como cerveja e uísque, vendidas por ambulantes. Houve distribuição gratuita de preservativos e panfletos de grupos que lutam pela diversidade sexual. Até o início da noite, de acordo com a GM, apenas foi registrado o furto de um telefone celular. A Polícia Militar confirmou que não atendeu nenhuma ocorrência relacionada à manifestação.Fantasiados ou não, com adereços que variavam da simplicidade de bandeiras do arco-íris a produções mais elaboradas, lésbicas, gays, transexuais e representantes públicos seguiram cinco trios elétricos em alto som – a despeito da existência de ao menos quatro hospitais nos arredores -, em direção às avenidas Presidente Vargas e Antonio Diederichsen.O trajeto deste ano foi alterado após uma ação do Ministério Público, segundo o coordenador de infraestrutura da parada, Fábio de Jesus, 22 anos. “Houve uma denúncia na Praça Sete de Setembro. A população não queria que a festa fosse lá. A promotoria entrou com uma ação contra nós permitindo fazer a parada em qualquer outro lugar, menos lá”, afirmou, adiantando que para o ano que vem os organizadores devem investir em divulgação para atrair mais participantes da região.
Foi ele o autor da denúncia contra a placa publicitária religiosa com mensagem homofóbica instalada em frente à Câmara Municipal, dias antes do evento. “Foi um afronte à comissão da parada gay”, disse.Também marcaram presença na manifestação líderes religiosos, o vice-prefeito Marinho Sampaio e Heloísa Gama Alves, coordenadora de políticas de diversidade sexual da Secretaria de Justiça do Estado.“A parada gay é um momento de festa, mas é um dia de reflexão também. É momento de pensarmos o quanto essa população tem sua cidadania garantida e momento de se mostrar que são pessoas comuns”, afirmou Heloísa.
EPTV
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