O "Pânico na TV" acusou o golpe. A matéria sobre a invasão só foi ao ar ontem, quando o assunto já havia esfriado. O tom foi quase sóbrio, de "homenagem" à cantora. E a vítima da invasão foi convenientemente deslocada: agora se tratava de uma "trollagem" à imprensa internacional, essa malvada. Menos, né, gente? Não somos tão burros assim. Penetrar num evento privado e doloroso como este não é o mesmo que desfilar na Fashion Week sem convite. E as entrevistas "fake" a vários canais de TV, com direito a choro compungido, foram sim um tapa na cara da família da artista. Não há liberdade de expressão que desculpe a má educação. Ainda disseram no começo da reportagem que os alvos do golpe eram os tablóides britânicos, o cachorro morto do momento. No final, mais críticas aos paparazzi e ao tratamento sensacionalista que Amy recebeu, tanto na vida como na morte. E ainda teve fãs cantando "Rehab" no YouTube, olha só que coisa mais fofa.
Foi aí que o "Pânico" cometeu o segundo deslize da noite. Na tentativa de reverter a má impressão, o quadro se esvaziou de toda e qualquer graça. Um dos programas mais irreverentes da TV brasileira caiu na babaquice por mais de 10 minutos, misturando desculpas esfarrapadas com pieguice. E cometeu o pecado mais mortal para qualquer humorístico que se preze: não fez rir.
| Andrew Winning /Reuters | ||
| Daniel Zukerman e André Machado no enterro de Amy Winehouse |

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