Kamila Ferreira e Marileide Rocha vivem em união estável há dois anos.Para Marileide, o casamento civil é 'direito fundamental a qualquer pessoa'.
(Foto: Agência Revista Central)
Para a professora, o casamento é um direito fundamental a qualquer pessoa, independente da orientação sexual. “Nós somos somos cidadãs comuns, pagamos impostos, cumprimos todos os deveres e queremos o que é de nosso direito”, defende.O casal também já planeja cerimônia para marcar a conquista e dispensou véu e grinalda. “Muito provavelmente vamos usar roupa social, mas ainda temos muito tempo para planejar isso”, diz.
Sem preconceito
A mais velha das duas, conhecida como Mari, afirma que os amigos e familiares nunca demonstraram preconceito contra a sua opção sexual. “No trabalho todo mundo me respeita e os meus pais são nota mil. Quando eles souberam (que era homessexual), eles simplesmente me entenderam”, diz Marileide.
Marileide diz também que recebeu várias ligações, mensagens via telefone e rede social apoiando o casamento “de papel passado”.Ela é mãe de duas crianças adotivas, uma de 8 e outra de 11 anos, que criou com um outra parceira com quem teve uma relação homoafetiva de 11 anos. A professora de inglês diz que educou os filhos para não reagirem a qualquer manifestação de preconceito de colegas.
Histórico
Kamilla e Marileide acreditaram na possibilidade de realizar o casamento após o reconhecimento do Supremo Tribunal Federal reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, em maio deste ano. Para Marileide, a decisão é um “avanço” contra o preconceito no Brasil.No Ceará ocorreu a primeira união estável do Brasil entre pessoas do mesmo sexo dentro de um presídio. Em cerimônia no Instituto Penal Desembargadora Feminino Auri Moura Costa o casal Marluce Bezerra de Sousa e Andrelina da Silva teve a união reconhecida perante uma escrivã.
O casal Marileide Rocha (à esquerda) e Kamila Ferreira garante que vai brigar pelo direito de casamento até última instância, se necessário. (Foto: Arquivo pessoal)
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