Malhado, milícia, ralar, blogar são alguns dos verbetes do Aurélio Júnior, uma publicação voltada para crianças e jovens em idade escolar
DANILO CASALETTI /ÉPOCA
Capa do dicionário Aurélio Júnior (Foto: Divulgação)Blogar, baixar, ecobag, topar a parada, pagar mico. Essas palavras e expressões fazem parte do cotidiano dos brasileiros, principalmente entre os mais novos. Nada mais justo do que elas constarem de um dicionário. E é justamente isso que o Dicionário Aurélio Júnior, lançado pela Editora Positivo, a mesma que edita o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, propõe-se a fazer.
São 30 mil verbetes que contemplam gírias, brasileirismos, expressões usadas no mundo virtual, definições de palavras que nomeiam as tendências ecologicamente corretas e locuções usadas de maneira coloquial. O alvo, segundo a editora, são crianças e jovens em idade escolar.Há alguns verbetes polêmicos. Por exemplo, periguete, aquela menina que sai com vários rapazes. Segundo o Aurélio Júnior, a definição para esse tipo de pessoa é: "moça ou mulher que, sem namorado, demonstra interesse por qualquer um". Há controversas. Periguete que é periguete realmente sai com qualquer um, mesmo tendo um namorado.
Alguns verbetes do Aurélio Júnior: Baixar – fazer download de arquivos, dados
Ferrar – sair-se mal
Ficar – trocar carinhos por um período curto, mas sem compromisso de namoro
Malhado – moldado (corpo ou parte dele) em conseqüência de ginástica
Milícia – grupo paramilitar
Morro – favela
Periguete - moça ou mulher que, sem namorado, demonstra interesse por qualquer um
Pintar – aparecer em algum lugar
Ralar – trabalhar com afinco
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