quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Greve dos Correios completa uma semana nesta quarta-feira

Em Belo Horizonte, uma empresa teve que contratar 22 motoboys. Segundo os Correios, 630 mil encomendas por dia estão atrasando em todo o país.

 
A greve dos Correios completou uma semana nesta quarta-feira (21), sem avanços nas negociações entre patrões e empregados, obrigando quem precisa do serviço a procurar alternativas. O telefone não para.
O movimento na empresa de motoentrega cresceu 40% com a greve dos Correios. “Telefonia, planos de saúde, escritórios de advocacias, a própria OAB”, conta o gerente da empresa de motoentrega, Ricardo Cordeiro.A empresa tenta contratar outros 22 motoboys desde a semana passada. Enquanto isso, funcionários dos Correios uniformizados, trocaram o trabalho pela manifestação, na porta da agência central, em Belo Horizonte.“É uma greve nacional, nos 35 sindicatos da categoria, em todos os estados, com a greve se ampliando para o interior dos estados, até mesmo com a adesão de trabalhadores da área administrativa”, fala o diretor do sindicato, Jorge Moreira.Segundo os Correios, 630 mil encomendas por dia estão atrasando em todo o país. “O grande prejuízo é o transtorno do atendimento a população. Visto que temos conseguido entregar 62% de nossa carga”, fala o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro.
Numa galeria de obras de arte, um leilão está marcado para o dia 29 e os 43 mil convites para os clientes chegariam pelos Correios. Com a greve, é preciso buscar uma alternativa. Os funcionários estão fazendo a entrega dos catálogos de porta em porta.
A estratégia é para evitar prejuízos. Há oito anos, uma greve dos carteiros atrapalhou outro leilão. “Nós cometemos o erro de enviar os catálogos e 90% chegaram após o evento. Tive um prejuízo de US$ 180 mil”, explica o dono da galeria, Errol Flynn.

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