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terça-feira, 5 de julho de 2011

4D-'Pequenos espiões 4' terá tecnologia que permite sentir cheiros no cinema

Quarto filme da série virá com cartão que reproduz odor das cenas.Longa '4D' com Jessica Alba tem estreia mundial prevista para agosto.

Do G1, em São Paulo
Jessica Alba em 'Pequenos espiões 4' (Foto: Divulgação)Jessica Alba em 'Pequenos espiões 4'
(Foto: Divulgação)
O novo trailer de "Pequenos espiões 4" ("Spy kids 4: all the time in the world") mostra pela primeira vez o efeito 4D que o diretor Robert Rodriguez anunciou ter criado especialmente para o filme. O longa infantil terá a tecnologia batizada de "aroma scope", um cartão que os espectadores poderão usar para sentir o cheiro de algumas cenas do longa em três dimensões .O novo filme traz Jessica Alba no papel principal, interpretando uma espiã aposentada que foi reativada. Ela interpreta a mãe de um bebê e madrasta de duas crianças. O longa da produtora Dimension retoma a lucrativa franquia que inicialmente teve Alexa Vega e Daryl Sabara no papel de crianças com pais espiões (Antonio Banderas e Carla Gugino).
Rodriguez foi o roteirista e diretor de todas as produções da série. Esse é o terceiro trabalho de Jessica com o cineasta: eles estiveram juntos em "Spin city" e "Machete".

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cinema em 4D promete novas sensações que vão além do 3D

O diretor francês Luc Besson iniciou no parque Futuroscope uma atração em 4D inspirada no universo animado de seu filme 'Arthur e os Minimoys'. Foto: EFE O diretor francês Luc Besson iniciou no parque Futuroscope uma atração em 4D inspirada no universo animado de seu filme 'Arthur e os Minimoys'
Foto: EFE

Violeta Molina Gallardo
A aventura do cinema começou com a clarividência - em duas dimensões e preto e branco - dos irmãos Lumière. Desde então, a sétima arte trouxe ao homem a possibilidade de entrar em mundos alheios e viver emoções desconhecidas. Mas a imersão do espectador nas histórias, até há pouco totalmente dependente da qualidade dos roteiros e da atuação dos intérpretes, ganhou outras feições com o avanço da tecnologia, especialmente com o aperfeiçoamento das três dimensões.O sucesso de Avatar, o filme de maior bilheteira da história com uma arrecadação de US$ 2,7 bilhões, constata que a fórmula estereoscópica tem futuro. De fato, os grandes estúdios cinematográficos se lançaram com entusiasmo à produção de filmes em 3D.
Um novo universo sensorial
E essa febre por experimentar em primeira pessoa a ação de um filme, sendo mais que um simples espectador passivo, levou algumas redes de cinemas a ressuscitar a chamada quarta dimensão, que consiste em acrescentar ao 3D a estimulação sensorial, além da visão e da audição. Assim, graças a alguns dispositivos especiais, o espectador pode perceber cheiros sintéticos, sentir na pele efeitos climatológicos como vento, chuva e nevoeiro, ou crer que está presente em uma explosão como consequência de efeitos avançados de luz e de som. Além disso, a essa combinação podem ser acrescentados assentos articulados que movimentam o espectador ao ritmo da ação mostrada na tela.Um adicional para aumentar a sensação de imersão na história que alguns especialistas consideram parte integrante das quatro dimensões e outros vão além, afirmando que constitui a sexta dimensão no cinema. A rede de exibição CJ-CGV embarcou na aventura de adaptar "Avatar às quatro dimensões e mostrou o resultado de meses de trabalho em várias salas de cinema da Coreia do Sul - anteriormente já tinha testado com Viagem ao Centro da Terra. Apesar do preço da entrada ser o triplo em relação ao valor do passe convencional, o sucesso foi imenso.
Um começo tímido
O começo das quatro dimensões no cinema está sendo tímido, em parte porque requer um grande investimento para acondicionar as salas e adaptar os efeitos aos filmes e em parte porque a indústria é reticente a adotar mudanças radicais. Também é preciso levar em conta que a experiência em 4D não é do gosto de todos: a sensação pode ser tão envolvente que o espectador pode chegar a sofrer enjôos, como aconteceu entre grande parte do público que assistiu à projeção em quatro dimensões de um documentário sobre a vida marinha no National Sea Life Centre de Birmingham (Reino Unido).As quatro dimensões não são uma novidade, como não o era também a tecnologia estereoscópica quando começou seu "boom" cinematográfico, só que as melhorias no sistema estão motivando seu ressurgimento. Há anos, espaços interativos de parques de atrações, zoológicos e outros centros de lazer estão trabalhando com elas.Inclusive, há exemplos de sinergias entre cinema e atrações em 4D. O cineasta francês Luc Besson foi notícia no início de 2010 por ter projetado uma para o Futuroscope, o parque situado em Poitiers (França). O diretor aproveitou a estreia de seu filme de animação Arthur et la vengeance de Maltazard para iniciar uma atração em 4D, inspirada no universo animado de "Arthur e os Minimoys", que custou 6 milhões de euros (cerca de US$ 8 milhões).Sem se movimentar de seu assento, mas sim nele, o participante desta atração se vê imerso em uma corrida frenética na qual se esquiva de ratos gigantes, fica preso em uma teia de aranha, é roçado pela língua de uma rã e impulsionado por túneis e precipícios.
Uma quarta dimensão alternativa
Este desdobramento tecnológico não satisfaz a todos: seus críticos e os puristas da sétimo arte alegam que estes avanços desvirtuam a magia do cinema, que sempre deve se sustentar em um bom roteiro e uma atuação envolvente.
A eles talvez lhes seduza mais a proposta de quatro dimensões cunhada pela cineasta e atriz de comédia italiana Sabina Guzzanti. Sabina filmou um documentário crítico com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, no qual relacionava os escândalos da classe política desse país com o terremoto que sacudiu a localidade do L'Aquila, na região de Abruzos em 2009.
A cineasta assegurou que o filme constituía um exemplo de "cinema em 4D", uma expressão na qual o D significa democracia, já que pediu aos leitores de seu blog que escolhessem o título da obra: Draquila, L'Itália che trema ("Draquila, a Itália que treme") foi o eleito.

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