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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Beber com moderação faz a mulher envelhecer com saúde

Consumir de um a dois drinques por dia ajuda a evitar problemas como câncer, diabetes e doença cardiovascular, indica pesquisa da Universidade de Harvard

Envelhecimento: o consumo moderado e regular de bebidas alcoólicas ajuda mulheres na meia idade a envelhecer de maneira saudável Envelhecimento: o consumo moderado e regular de bebidas alcoólicas ajuda mulheres na meia idade a envelhecer de maneira saudável (Thinkstock)
Consumir bebidas alcoólicas moderadamente ajuda as mulheres na meia idade - na faixa dos 35 aos 58 anos - a envelhecer de maneira mais saudável. Ao menos é o que sugere um estudo americano publicado no periódico especializado PLoS Medicine Journal. De acordo com a pesquisa, consumir de 15 a 30 gramas de álcool (o equivalente a aproximadamente meio litro de cerveja ou uma taça de vinho), de cinco a sete vezes na semana, faz com que as mulheres se tornem mais sudáveis à medida em que envelhecem.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Alcohol Consumption at Midlife and Successful Ageing in Women: A Prospective Cohort Analysis in the Nurses' Health Study
Onde foi divulgada: periódico PLoS Medicine Journal
Quem fez: Sun Q, Townsend MK, Okereke OI, Rimm EB, Hu FB, e outros
Instituição: Escola de Medicina da Universidade de Harvad, nos Estados Unidos
Dados de amostragem: 14.000 mulheres que sobreviveram até os 70 anos de idade ou mais
Resultado: O consumo regular e moderado de bebidas alcoólicas na meia-idade pode estar relacionado com um aumento no estado geral de saúde entre as mulheres que sobrevivem até idades mais avançadas.
O estudo da Escola de Medicina da Universidade de Harvard analisou 14.000 mulheres que viveram até os 70 anos de idade ou mais. Como envelhecimento bem sucedido, os pesquisadores consideraram a ausência de: 11 doenças crônicas; comprometimento cognitivo; deficiência física; e limitações de saúde mental. Entre as bebidas e quantidades analisadas estavam: uma tulipa de cerveja, uma taça de vinho e uma dose única de aguardente.Descobriu-se, então, que mulheres nos seus 50 anos que consomem de um a dois drinques por dia têm uma probabilidade 28% maior de ter um envelhecimento bem sucedido. Já aquelas que bebem, no mínimo, em cinco dias da semana praticamente dobram as chances de envelhecer de maneira saudável.
Segundo os pesquisadores, isso pode significar que mulheres que consomem de maneira moderada e frequente bebidas alcoólicas têm mais chances de chegar aos 70 anos livres de condições como câncer, diabetes, doenças cardíacas e outras enfermidades. Eles não conseguiram delimitar, no entanto, se é o álcool em si que oferece os benefícios à saúde, ou se existe algum fator que caminha lado a lado com o hábito e que possa estar beneficiando essas mulheres.
Dados prévios - Estudos anteriores já haviam demonstrado que o consumo moderado de bebidas alcoólicas, dentro das duas ou três unidas diárias recomendadas, estava relacionado com menores riscos de doenças cardíacas e outras condições. Há ainda, de acordo com estudos, benefícios como redução da resistência à insulina, de inflamações, do colesterol alto e de outros processos danosos ao corpo.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cerveja especial com Viagra celebra casamento real britânico

'Royal Virility Performance' é vendida pela internet.
Cervejaria mandou garrafas de presente para príncípe William.

Do G1, em São Paulo

Uma cervejaria escocesa lançou uma edição especial de cerveja com Viagra na composição em homenagem ao casamento do príncipe William com Kate Middleton, que ocorre no próximo dia 29.
A "Royal Virility Performance" (algo como "Performance da Virilidade Real"), da Brew Dog, é vendida pela internet por 10 libras a garrafa – estão disponíveis apenas 1.000 unidades. Além de Viagra, a bebida do tipo India Pale Ale leva chocolate, outros ingredientes afrodisíacos e "uma dose saudável de sarcasmo".
Cerveja especial leva Viagra, chocolate e outros ingredientes afrodisíacos na composição (Foto: Divulgação/Brew Dog)
Cerveja especial leva Viagra, chocolate e outros ingredientes afrodisíacos na composição (Foto: Divulgação/Brew Dog)
Segundo a empresa, 20% das vendas serão revertidas a uma instituição de caridade apoiada pelo príncipe. A cervejaria também enviou ao próprio William algumas garrafas da bebida.
De acordo com reportagem do jornal britânico "The Sun", beber três garrafas da "Royal Virility Performance" seria o equivalente a tomar um comprimido de Viagra.
Cervejaria mandou algumas garrafas da 'Royal Virility Performance' para o príncipe William. Mil unidades estão à venda no site da empresa (Foto: Divulgação/Brew Dog)
Cervejaria mandou algumas garrafas da 'Royal Virility Performance' para o príncipe William. Mil unidades estão à venda no site da empresa (Foto: Divulgação/Brew Dog)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Museus valorizam design com mostras de anúncios antigos

SILAS MARTÍ
DE SÃO PAULO

Nos carros sobre trilhos que cortavam São Paulo antes de ela ser metrópole, cartazes anunciavam de tudo, dos milagrosos rum Creosotado e colírio Lavolho ao forte café Paraventi, passando até pelas notícias da recém-lançada "Folha da Tarde". Dos anos 1940 aos 1970, a Companhia de Annuncios em Bonds, grafada assim mesmo, inventou cerca de 9.000 anúncios em cartaz, num ateliê comandado pelo polonês Henrique Mirgalowski na rua do Carmo, atrás da praça da Sé. "Ele era mãe de todos lá", lembra Wilson Limongelli, último cartazista sobrevivente da velha companhia. "Todos os meninos começavam pequenos, não tinha escola de desenho nem de publicidade, tinha que ter o dom." E, com esse dom, não seguiam a estratégia agressiva do marketing atual, nem pesquisas de comportamento. Eram desenhos de influência soviética, art déco e futurista, com textos um tanto singelos. Quase tudo estava à venda nas "boas casas do ramo", e clientes eram chamados de "ilustre passageiro". Mas tudo isso se perdeu quando os bondes deram lugar aos ônibus e o ateliê foi despejado de seu endereço. Cartazes que sobreviveram foram passando de mão em mão até serem expostos agora pela primeira vez, numa mostra que o Instituto Tomie Ohtake abre hoje à noite. No mesmo museu, outra exposição reúne rótulos de cachaça feitos no pais entre as décadas de 1950 e 1960. "É um retrato arqueológico de uma época que mudou", resume Milton Cipis, designer que organiza as mostras. "Nunca se juntou tanto material, e a gente começa a valorizar o que houve. Fica claro que a gente não é só filho do modernismo." Ou seja, houve design no Brasil antes da escola construtiva de desenho, que surgiu nos anos 1950 e dominou os traços de tudo no país --do mobiliário à publicidade.
Passada a febre concreta, é esse pré-design que ganha espaço nos museus agora. Talvez na esteira do estardalhaço provocado por mudanças recentes nos clássicos. Casou certa choradeira entre designers a aposentadoria das embalagens concretistas que a artista Lygia Pape fez para os biscoitos Piraquê.
No plano internacional, a Campbell's demorou mas também reformou a lata da sopa celebrizada pelas serigrafias de Andy Warhol.
Divulgação
Rótulo da cachaça Caninha Linda
Rótulo da cachaça Caninha Linda, com pin-up segurando copo, é um dos que serão expostos em mostra no Instituto Tomie Ohtake

GLICOSE
Prevendo o mesmo destino para esse design popular, museus estão entrando numa onda de preservação.
Junto do Instituto Tomie Ohtake, o Museu Paulista tem agora uma exposição de papéis de bala, com embalagens e rótulos de chicletes e doces mais e menos clássicos --estão lá Ping Pong, balas Chita, entre outras guloseimas com alto teor de glicose."Tem um acervo iconográfico muito grande que ainda não foi descoberto", diz o designer Egeu Laus, que levou seus rótulos de pinga ao Tomie. "Isso mostra que há design antes do concretismo; é possível contar uma parte da história com esses rótulos." Entre as pin-ups, tema mais tradicional das garrafas de caninha, bichos e nomes estranhos, havia também homenagens a grandes sambistas, jogadores de futebol e acontecimentos históricos. Não fosse um pedido do próprio astro, Pelé seria até hoje nome de aguardente. Pixinguinha não se acanhou e seguiu firme nas garrafas.
Designers dizem que, com o resgate dessa memória gráfica, muitas releituras já estão em curso, basta olhar a cerveja que estampa no rótulo pin-ups turbinadas, designadas pela cor dos cabelos.
 

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