Mostrando postagens com marcador bibi ferreira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bibi ferreira. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de março de 2012

Diva-Bibi Ferreira abre comemorações dos 90 anos-Assista à entrevista de Bibi no Jô

Bibi Ferreira - "Aposentadoria é uma palavra que me ofende" /Foto: Reprodução
Prestes a completar 90 anos em junho, Bibi Ferreira nem pensa em parar- tem dois teatros para inaugurar, show em Nova York para fazer e um CD com músicas natalinas para lançar. A grande diva dos nossos palcos fará duas longas temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, de três meses cada, com Bibi, um apanhado de todos os espetáculos que já fez. Em 2013, ano que marca os 50 anos da morte da cantora francesa Edith Piaf, ela sobe novamente aos palcos para uma turnê de músicas da musa francesa.

Como está se preparando para voltar aos palcos?
Tenho acordado mais cedo; não posso mais me dar ao luxo de levantar por volta de meio-dia como antes. Tenho que preparar a voz para ensaiar o show com tranquilidade diariamente.
Como serão as comemorações dos 90 anos?
Além dessas duas temporadas com direção do jovem João Falcão, em junho vou gravar um CD só com músicas natalinas. E no final do ano existe uma possibilidade de cantar no Carnegie Hall, em Nova York. Mas ainda não sei se vai dar certo, lá nos Estados Unidos é tudo tão caro.

O que quer ganhar de aniversário?
Gostaria de continuar com o melhor presente que uma pessoa pode ter: a saúde. E também seguir vivendo na companhia da minha filha, meu neto e as pessoas que trabalham comigo.

Pensa em se aposentar?
Aposentadoria é uma palavra que me ofende. Estou cantando melhor do que nunca. Estive recentemente no programa do Jô Soares e, ao final do meu número, os músicos do sexto estavam todos chorando. E não era um choro de pena, não. Era um choro emocionado. Eu me sustento com meu trabalho, não vivo de renda. E, se parar, vou fazer o quê? Ficar aqui em frente de casa olhando para a Baía de Guanabara? A vista é linda, mas olhar o dia inteiro para ela, nem pensar.

O que gosta de fazer nas horas vagas?

Sou viciada em TV e ver filmes no DVD. Estou aqui com dois na minha frente: O Especialista e Al Capone. E todos os dias, pontualmente às 21h, ligo a televisão para ver a novela. Adorei Fina Estampa. Já dessa edição do Big Brother não tenho gostado muito, os confinados não são interessantes.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Marcia Peltier Entrevista Bibi Ferreira na CNT

Ela é uma prova viva de que o talento pode ser genético. Filha de Procópío Ferreira, um dos maiores atores da história do Brasil, seguiu a carreira artística desde cedo. Estreou nos palcos com apenas 24 dias de vida. Daí não parou mais e se tornou atriz consagrada. O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 11 de janeiro, recebe a atriz, cantora e diretora Bibi Ferreira. Bibi estreou nos palcos cedo... Mas muito cedo mesmo! "Meu pai fazia uma peça na qual tinha uma cena com um bebê. Eles iam usar uma boneca. Mas, pouco antes do início do espetáculo a boneca sumiu e alguém lembrou que ele tinha uma filha recém-nascida. E eu estreei com 24 dias de vida nos palcos", lembra. Essa história mostra que o destino dela era mesmo ser atriz. "Enquanto todas as moças da época eram proibidas de trabalhar com teatro, meu pai que era ator e minha mãe que era bailarina me incentivavam a seguir a carreira artística", conta.
Bibi teve que enfrentar preconceitos da época, nas décadas de 30 e 40 do século passado. Ela chegou a ser impedida de cursar o Colégo Sion no Rio de Janeiro, por ser filha de ator. Mas isso acabou ajudando no início da vida de artista. "Um amigo do meu pai sugeriu a ele que me lançasse no teatro, porque como o caso da minha barração no colégio teve muita repercussão na época, ele achava que isso chamaria a atenção das pessoas para minha estréia nos palcos. E meu pai, que enfrentava dificuldades financeiras, aceitou a idéia", fala. E Bibi foi em frente. Estudou , se preparou. E hoje é uma artista completa: sabe dançar, canta bem e interpreta como ninguém. Ela participou de espetáculos que marcaram época, como: Brasileiro profissão esperança e Piaf, a vida de uma estrela. A cantora francesa Edith Piaf, aliás, é um personagem que marcou a carreira de Bibi. "A Piaf é um personagem que não me deixa livre. Todos lembram e pedem nos meus shows para que eu cante as músicas dela. Mas isso também se deve ao sucesso da adaptação feita no Brasil para o espetáculo. O Flávio Rangel e o Millôr Fernandes deixaram a Piaf alegre, que é como ela era na verdade", diz. Não à toa, é uma colecionadora de premiações. Ganhou os prêmios: Moliére, Mambembe, Sharp, Saci e o da Associação Paulista dos Críticos de Arte. "Tudo o que eu fiz de trabalho, foi para sobreviver. Porque na verdade sou muito preguiçosa.", brinca.
Além do teatro e do cinema, também apresentou e dirigiu programas de televisão na Tupi e na Excelsior. Foi uma das primeiras apresentadoras de tevê a usar o videoteipe. "Eu comecei a usar o VT, mas eu não gosto de programas gravados. O gravado não sou eu. Prefiro fazer ao vivo", revela.
Ela conta ainda na entrevista, a história dos erros de gravação durante uma entrevista para a tv com o antropólogo Darcy Ribeiro na década de 60. E como essa grande dama das artes dramáticas se definiria? "Sou uma pessoa alegre. A vida tem que ser alegre!", conclui.

Marcia Peltier Entrevista, na CNT, 11/01/2011 22:45.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...