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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Autor Gilberto Braga está no quarto e passa bem, após cirurgia no Rio

O quadro de saúde é considerado estável. Segundo assessoria, ele deve ter alta nos próximos dias.

Do G1 RJ
Gilberto Braga passa bem após cirurgia no coração (Foto: Márcio de Souza/TV Globo)Gilberto Braga passa bem após cirurgia
(Foto: Márcio de Souza/TV Globo)
O autor de novelas da TV Globo, Gilberto Braga, foi transferido do CTI para um quarto e passa bem, após uma cirurgia no coração realizada no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. As informações foram divulgadas pela assessoria da unidade de saúde, nesta segunda-feira (10).
De acordo com a assessoria, o quadro de saúde dele é considerado estável. Ele foi submetido a uma cirurgia de correção de aneurisma da aorta, na segunda- feira (3).O paciente deverá ter alta nos próximos dias, informou a assessoria.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Relembre as mortes mais misteriosas das novelas de Gilberto Braga

Talvez este tenha sido o maior quem matou? de todas as telenovelas brasileiras e, com certeza, o maior de Gilberto Braga. Afinal, quem matou Odete Roitman, em Vale Tudo? Para os que não lembram ou nem eram nascidos, a personagem de Beatriz Segall foi assassinada com um tiro em uma noite de Natal. Em janeiro de 1989, o Brasil finalmente descobriu que a criminosa era Leila (Cássia Kiss), que, na verdade, queria atingir Maria de Fátima (Glória Pires)  Foto: Divulgação
Talvez este tenha sido o maior "quem matou?" de todas as telenovelas brasileiras e, com certeza, o maior de Gilberto Braga. Afinal, quem matou Odete Roitman, em Vale Tudo? Para os que não lembram ou nem eram nascidos, a personagem de Beatriz Segall foi assassinada com um tiro em uma noite de Natal. Em janeiro de 1989, o Brasil finalmente descobriu que a criminosa era Leila (Cássia Kiss), que, na verdade, queria atingir Maria de Fátima (Glória Pires)
Quem matou Miguel Fragonard (Raul Cortez)? Essa foi a grande pergunta a ser respondida no ano de 1980. A novela Água Viva trouxe a misteriosa morte do maior cirurgião do Rio de Janeiro e movimentou o Brasil. O responsável pelo assassinato foi Kléber Simpson (José Lewgoy), que ficou acuado ao descobrir que o médico sabia que ele se apropriou da herança de seu irmão, Nelson  Foto: Divulgação
Quem matou Miguel Fragonard (Raul Cortez)? Essa foi a grande pergunta a ser respondida no ano de 1980. A novela 'Água Viva' trouxe a misteriosa morte do maior cirurgião do Rio de Janeiro e movimentou o Brasil. O responsável pelo assassinato foi Kléber Simpson (José Lewgoy), que ficou acuado ao descobrir que o médico sabia que ele se apropriou da herança de seu irmão, Nelson
Labirinto, minissérie de 1998, foi mais uma trama que trouxe o famoso quem matou?, quase uma marca registrada de Gilberto Braga. Aliás, a pergunta era, na verdade, o que orientava a história da série. Otacílio Fraga (Paulo José) morreu no primeiro capítulo. E você consegue lembrar quem foi o assassino? Júnior (Marcelo Serrado), filho de Otacílio, muito rejeitado pelo pai  Foto: Divulgação
'Labirinto', minissérie de 1998, foi mais uma trama que trouxe o famoso "quem matou?", quase uma marca registrada de Gilberto Braga. Aliás, a pergunta era, na verdade, o que orientava a história da série. Otacílio Fraga (Paulo José) morreu no primeiro capítulo. E você consegue lembrar quem foi o assassino? Júnior (Marcelo Serrado), filho de Otacílio, muito rejeitado pelo pai
Nem Força de um Desejo (1999/2000), novela das 18h, escapou dos assassinatos misteriosos do autor. O Barão Henrique Sobral (Reginaldo Faria) foi morto pela louca Baronesa Bárbara (Denise Del Vecchio), mulher do maior inimigo da família Sobral, Higino Ventura (Paulo Betti). Até a real assassina ser revelada, as apostas iam até para o filho da vítima, Inácio (Fábio Assunção). Bárbara ainda matou outros personagens, como a baronesa Sobral (Sônia Braga)  Foto: Divulgação
Nem 'Força de um Desejo' (1999/2000), novela das 18h, escapou dos assassinatos misteriosos do autor. O Barão Henrique Sobral (Reginaldo Faria) foi morto pela louca Baronesa Bárbara (Denise Del Vecchio), mulher do maior inimigo da família Sobral, Higino Ventura (Paulo Betti). Até a real assassina ser revelada, as apostas iam até para o filho da vítima, Inácio (Fábio Assunção). Bárbara ainda matou outros personagens, como a baronesa Sobral (Sônia Braga)
Celebridade (2003/2004) chamou atenção do público pelos mais diversos motivos, mas, principalmente, pela vilã Laura (Cláudia Abreu) e pelo assassinato de Lineu. A dúvida de quem tinha matado o chefe do Grupo Vasconcellos ecoou pelo Brasil. Laura, grande vilã da novela, era a assassina, o que acabou deixando o público um pouco decepcionado, já que o desfecho era óbvio, apesar de coerente  Foto: Divulgação
'Celebridade' (2003/2004) chamou atenção do público pelos mais diversos motivos, mas, principalmente, pela vilã Laura (Cláudia Abreu) e pelo assassinato de Lineu. A dúvida de quem tinha matado o chefe do Grupo Vasconcellos ecoou pelo Brasil. Laura, grande vilã da novela, era a assassina, o que acabou deixando o público um pouco decepcionado, já que o desfecho era óbvio, apesar de coerente
Paraíso Tropical ganhou força graças ao casal Bebel (Camila Pitanga) e Olavo (Wagner Moura), que roubava a cena em qualquer ocasião, e a misteriosa morte da gêmea Taís (Alessandra Negrini). Até sobre a irmã Paula as suspeitas recaíram. Porém, o final foi parecido com o de Celebridade. O grande vilão da trama, Olavo, era o responsável pelo crime  Foto: Divulgação
'Paraíso Tropical' ganhou força graças ao casal Bebel (Camila Pitanga) e Olavo (Wagner Moura), que roubava a cena em qualquer ocasião, e a misteriosa morte da gêmea Taís (Alessandra Negrini). Até sobre a irmã Paula as suspeitas recaíram. Porém, o final foi parecido com o de 'Celebridade'. O grande vilão da trama, Olavo, era o responsável pelo crime
Léo (Gabriel Braga Nunes) também vai entrar para o hall de mortes misteriosas do autor Gilberto Braga, em Insensato Coração. Depois de ser humilhado por Norma (Glória Pires), o mau-cárater vai fingir a própria morte para incriminar o irmão, Pedro (Eriberto Leão). Depois de muito se esconder, acaba sendo assassinado de verdade. A partir daí, a grande pergunta será: quem matou Léo?  Foto: Divulgação
Léo (Gabriel Braga Nunes) também vai entrar para o hall de mortes misteriosas do autor Gilberto Braga, em 'Insensato Coração'. Depois de ser humilhado por Norma (Glória Pires), o mau-cárater vai fingir a própria morte para incriminar o irmão, Pedro (Eriberto Leão). Depois de muito se esconder, acaba sendo assassinado de verdade. A partir daí, a grande pergunta será: quem matou Léo?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Gilberto Braga: “Substitutos estão dando um banho” em Insensato Coração

Gabriel Braga Nunes e Paola Oliveira integraram o elenco de "Insensato Coração" quando a novela já estava sendo gravada

Beatriz Merched, iG Rio de Janeiro
O autor Gilberto Braga já foi crítico de cinema e professor de francês, mas foi escrevendo folhetins com vilões históricos que ele passou a integrar o primeiro time de autores da Rede Globo. Cinéfilo assumido, ele aposta em “O Discurso do Rei”, do diretor Tom Hooper, como o grande vencedor da cerimônia do Oscar. “Acho que vi todos os que receberam indicações e também indico "Minhas Mães e Meu Pai”, avalia Gilberto referindo-se ao longa da diretora Lisa Cholodenko.Aos 65 anos, com 14 novelas e 4 minisséries no currículo, Braga encara mais um desafio no horário nobre da emissora: transformar “Insensato Coração” em mais um sucesso e recuperar a audiência depois do fracasso de “Passione”.A trama, escrita junto com Ricardo Linhares e dirigida por Dennis Carvalho, já tinha iniciado as gravações quando perdeu seus dois principais protagonistas. Fábio Assunção pediu afastamento para voltar à reabilitação por drogas. E Ana Paula Arósio, que faltou gravações, foi convidada a se retirar da emissora. A responsabilidade, então, recaiu sobre Gabriel Braga Nunes e Paola Oliveira, quem, segundo o autor, “estão dando um banho”.
Em entrevista por email ao iG, Gilberto diz que já se decepcionou com personagens pelo desempenho de atores, só leva em consideração as críticas que o fazem se sentir bem e que avalia “Insensato Coração” um sucesso até agora. Há praticamente um mês no ar, os amores, os dramas familiares do cotidiano e a vilania, frutos da mente do autor, já conquistaram um público cativo e anunciam mais um marco da teledramaturgia brasileira.

Foto: Marcio Nunes/TV Globo
O vilão de Insensato Coração, Gabriel Braga Nunes, e o autor Gilberto Braga


iG: “Insensato Coração” já está no ar há quase um mês. Você já considera a novela mais um sucesso na sua carreira?
Gilberto Braga: Não, considero um sucesso até agora.
iG: Você acompanha a novela no ar?
Gilberto Braga: Às vezes, sim. Outras vezes vejo o capítulo gravado, depois de ter terminado meu trabalho.
iG: Costuma visitar as gravações?
Gilberto Braga: Não costumo, não dá tempo, meu contato é com o Dennis (diretor Dennis Caravalho), por telefone ou e-mail.
iG: Por que seus vilões são tão desejados pelos atores?
Gilberto Braga: Porque o mal é muito atraente.

Gilberto Braga: Acho. Os substitutos estão dando um banho.
Foto: Márcio de Souza/TV Globo
Gilberto Braga com o colaborador Ricardo Linhares
iG: Com a novela no ar, a imprensa parece ter esquecido que houve duas importantes substituições pouco antes da estreia de “Insensato Coração”. Você acha que isso se deve ao talento dos atores Gabriel Braga Nunes e Paola Oliveira que fizeram os nomes de Fabio Assunção e Ana Paula Arósio não serem mais citados?
iG: Algum ator ainda não acertou o tom de seu personagem?
Gilberto Braga: Acho todos ótimos. Mas se não achasse eu só diria isso ao Dennis.
iG: Como você lida com as críticas ao seu trabalho, em geral?
Gilberto Braga: Aproveito o que pode me fazer melhorar, ignoro o resto.
iG: Você costuma refletir sobre todas as novelas e minisséries que já escreveu? A que conclusão costuma chegar?
Gilberto Braga: Um resquício de modéstia me impede de responder.
iG: Depois da estreia, seu ritmo de trabalho diminui?
Gilberto Braga: Depois da estreia o ritmo aumenta, só faço trabalhar. Tiro uma folga no domingo, quando posso.
iG: Você já se decepcionou com algum personagem que tenha criado a ponto de desistir dele?
Gilberto Braga: Já, mas não dou exemplo porque sempre tem a ver com decepção com algum ator.
iG: Qual o seu melhor personagem criado até hoje? E qual personagem gostaria de esquecer que criou?
Gilberto Braga: Não tenho um preferido. E os que eu quero esquecer têm a ver com atores que não corresponderam, não respondo.
iG: Você escreve pensando na audiência da novela?
Gilberto Braga: Não, eu escrevo tentando agradar a mim.
iG: Vários outros personagens ainda aparecerão na trama. Existe algum que você destaque pela trama com que irá se envolver ou pelo talento mesmo?
Gilberto Braga: Há um bom número. Os do Herson Capri, Ana Beatriz Nogueira, Tarcísio Meira, Isabela Garcia, Cássio Gabus Mendes, Petrônio Gontijo, são só alguns exemplos.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Gilberto Braga diz que tem vergonha de não levantar bandeira gay

Nos anos 70, ele pôs o Brasil para usar as polainas de Dancing days. Na década seguinte, fez o país se perguntar “Quem matou Odete Roitman?”. Quatro anos depois, levou uma geração de caras-pintadas às ruas para protestar ao som de “Alegria, alegria”, música-tema de Anos rebeldes. Mas o maior autor de novelas do país, ao contrário de outros colegas, custa a acreditar que seja bom, fica inseguro antes de estreias e teme que tudo dê errado.Numa entrevista dada à Revista Marie Claire, Gilberto Braga falou sobre Insensato Coração, a infância sem luxos e a morte dos pais.O mestre dos diálogos televisivos não gosta de dar entrevistas. Prefere conversas por e-mail a bate-papos pessoais e faz questão de lembrar isso o tempo todo. O desconforto seria resultado de uma mania de precisão que o persegue desde menino.
Na entrevista, o autor da nova novela das nove ri de si mesmo e aborda assuntos delicados, como a militância gay, e doloridos, como a morte do pai e o suicídio da mãe.
O novelista mostrou-se como um contraponto aos homossexuais que ainda não ligam para o ativismo. Autor de novelas com vários personagens homos, Braga disse sentir “uma certa vergonha” por não participar do movimento gay.

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