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segunda-feira, 12 de março de 2012

Fotos-Soldados britânicos no Afeganistão: Antes, durante e depois

A fotógrafa britânica Lalage Snow fotografou e entrevistou integrantes do Primeiro Batalhão do Regimento Real da Escócia em três momentos distintos: antes de eles serem mandados para o Afeganistão; após três meses no país; e poucos dias depois de terem voltado para casa.
A fotógrafa britânica Lalage Snow fotografou e entrevistou integrantes do Primeiro Batalhão do Regimento Real da Escócia em três momentos distintos: antes de eles serem mandados para o Afeganistão; após três meses no país; e poucos dias depois de terem voltado para casa. As imagens e palavras revelam a expectativa, o medo, e, em muitos casos, as experiências traumáticas vividas pelos militares. Na foto, o segundo tenente Adam Petzsch, 25 anos
As imagens e palavras revelam a expectativa, o medo, e, em muitos casos, as experiências traumáticas vividas pelos militares. "Eu fiquei chocada com a diferença na aparência deles: olhos vermelhos, barbas, muito magros, mais bronzeados e cobertos de areia", disse Snow à BBC.
Além das mudanças físicas, a fotógrafa também testemunhou mudanças na personalidade de alguns soldados, principalmente os mais jovens. "Eles amadureceram muito", disse a fotógrafa.
 "Enquanto no treinamento eles podiam brincar um pouco mais, lá (no Afeganistão) eles pareciam ter acordado para a realidade. Eles pensavam: 'Isso é real, esse é o meu trabalho. Vamos em frente'."
O principal objetivo das fotos é chamar atenção para a questão do transtorno de estresse pós-traumático. Nenhuma das pessoas fotografadas está sofrendo com o problema, mas Lalage Snow afirma que o estresse pós-traumático pode surgir anos após o combate em militares que assistiram à morte de colegas ou viveram outras situações violentas. "Rapazes nos Bálcãs estão sofrendo de estresse pós-traumático agora, devido a conflitos de 10 ou 15 anos atrás."
A fotógrafa britânica Lalage Snow fotografou e entrevistou integrantes do Primeiro Batalhão do Regimento Real da Escócia em três momentos distintos: antes de eles serem mandados para o Afeganistão; após três meses no país; e poucos dias depois de terem voltado para casa. As imagens e palavras revelam a expectativa, o medo, e, em muitos casos, as experiências traumáticas vividas pelos militares. Na foto, o cabo Ben Frater, 21 anos
A fotógrafa britânica Lalage Snow fotografou e entrevistou integrantes do Primeiro Batalhão do Regimento Real da Escócia em três momentos distintos: antes de eles serem mandados para o Afeganistão; após três meses no país; e poucos dias depois de terem voltado para casa. As imagens e palavras revelam a expectativa, o medo, e, em muitos casos, as experiências traumáticas vividas pelos militares. Na foto, o soldado Jo Yavala, 28 anos
A fotógrafa britânica Lalage Snow fotografou e entrevistou integrantes do Primeiro Batalhão do Regimento Real da Escócia em três momentos distintos: antes de eles serem mandados para o Afeganistão; após três meses no país; e poucos dias depois de terem voltado para casa. As imagens e palavras revelam a expectativa, o medo, e, em muitos casos, as experiências traumáticas vividas pelos militares. Na foto, o cabo David McLean, 27 anos
A fotógrafa britânica Lalage Snow fotografou e entrevistou integrantes do Primeiro Batalhão do Regimento Real da Escócia em três momentos distintos: antes de eles serem mandados para o Afeganistão; após três meses no país; e poucos dias depois de terem voltado para casa. As imagens e palavras revelam a expectativa, o medo, e, em muitos casos, as experiências traumáticas vividas pelos militares. Na foto, o soldado Matthew Hodgson, 18 anos
A fotógrafa britânica Lalage Snow fotografou e entrevistou integrantes do Primeiro Batalhão do Regimento Real da Escócia em três momentos distintos: antes de eles serem mandados para o Afeganistão; após três meses no país; e poucos dias depois de terem voltado para casa. As imagens e palavras revelam a expectativa, o medo, e, em muitos casos, as experiências traumáticas vividas pelos militares. Na foto, o cabo Martyn Rankin (Mazzer), 23 anos
 A fotógrafa britânica Lalage Snow fotografou e entrevistou integrantes do Primeiro Batalhão do Regimento Real da Escócia em três momentos distintos: antes de eles serem mandados para o Afeganistão; após três meses no país; e poucos dias depois de terem voltado para casa. As imagens e palavras revelam a expectativa, o medo, e, em muitos casos, as experiências traumáticas vividas pelos militares. Na foto, o soldado Steven Anderson, 31 anos
A fotógrafa britânica Lalage Snow fotografou e entrevistou integrantes do Primeiro Batalhão do Regimento Real da Escócia em três momentos distintos: antes de eles serem mandados para o Afeganistão; após três meses no país; e poucos dias depois de terem voltado para casa. As imagens e palavras revelam a expectativa, o medo, e, em muitos casos, as experiências traumáticas vividas pelos militares. Na foto, o soldado Sean Patterson, 19 .
 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

BIZARRO-Família de correspondente agora precisa provar que ele foi à guerra

JEAN-PHILIP STRUCK/FOLHA
DE SÃO PAULO

A família de Joel Silveira (1918-2007), jornalista que atuou como correspondente ao lado da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Itália, terá de provar na Justiça sua participação na Segunda Guerra Mundial para receber uma pensão de ex-combatente que foi cancelada.
Autor de sete livros sobre a guerra, Silveira teve o benefício cassado em 2007, a pedido da Advocacia-Geral da União, que alegou que ele não provou sua condição de ex-combatente: faltou um diploma emitido pelo Exército. Para a AGU, o fato de Silveira ter atuado na guerra como jornalista "não o caracteriza como ex-combatente".

Acervo da família de Joel Silveira
Na Itália, o jornalista Joel Silveira (ao centro) assiste à rendição do general alemão OttoFretter-Pico ao general Falconieri
Na Itália, Joel Silveira (ao centro) assiste à rendição do general alemão OttoFretter-Pico ao general Falconieri

Após perderem um recurso em fevereiro último, parentes do jornalista pretendem recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça para reaver parte dos pagamentos (R$ 4.000 mensais).
Silveira já havia morrido quando a pensão foi cancelada. Na época, o benefício havia passado à viúva do jornalista, Iracema --morta em 2010--, que recebeu apenas a metade de um dos pagamentos antes do cancelamento. A família espera receber o pagamento correspondente aos meses entre a morte de Silveira e a morte de Iracema. O valor chega a R$ 200 mil.
Elisabeth da Silveira, 65, filha de Joel, diz que o valor é necessário para repor os gastos com despesas médicas que o escritor e a viúva tiveram no fim da vida: "Tenho o temperamento do meu pai. Vou até o fim dessa história". Para o advogado da família, Antonio Pereira, Silveira está sendo discriminado por ter atuado como jornalista. "Não interessa se ele foi com um fuzil ou com uma caneta." Uma medalha de campanha recebida por Silveira e outros documentos já garantem a pensão, diz Pereira. "Ele se arriscou mais que muitos combatentes porque não podia revidar, tinha de escrever reportagem. Quase morreu várias vezes", argumenta a filha do escritor. Na Itália, Silveira usava uniforme e tinha patente de capitão concedida pelo Exército. A distinção, porém, era honorária, como ele próprio relatou em um de seus livros, ao mandar um soldado "procurar um oficial de verdade". Nascido em Sergipe e conhecido como "víbora" por seu estilo ácido, Silveira foi mandado à Itália, aos 26 anos, pelo então dono dos Diários Associados, Assis Chateaubriand, com a seguinte ordem: "Não me morra. Repórter é para mandar notícias, não é para morrer!"

sábado, 30 de abril de 2011

Kadafi ameaça que guerra pode chegar ao Ocidente

Kadafi advertiu os países da Otan que atacam a Líbia de que a guerra pode chegar a seu território. Foto: AFP Kadafi advertiu os países da Otan que atacam o país de que a guerra pode chegar a seu território
Foto: AFP

Além de ter se negado a abandonar a Líbia, Muammar Kadafi advertiu os países da Otan que atacam o país de que a guerra pode chegar a seu território. Em discurso televisionado, Kadafi assinalou que "os líbios são livres para estender a guerra até o território do inimigo, têm a razão e eu não posso impor um veto se esta for sua decisão".
No discurso, pronunciado por ocasião do centenário de uma batalha travada contra as forças italianas, Kadafi reprovou a decisão da Itália de voltar a lançar uma agressão contra a Líbia e empregar seu poderio militar para "matar líbios", segundo o texto divulgado pela agência oficial de notícias Jana.
"Onde estão o tratado de amizade e o acordo de não agressão? Onde está meu amigo Berlusconi? Onde está o Parlamento italiano?", questionou o coronel líbio. Kadafi sublinhou que, se o petróleo for o motivo da agressão ocidental, "assinaremos contratos com suas empresas. Não precisamos de uma guerra para isso".
Mais uma vez, o líder líbio descartou deixar o poder e abandonar o país. "Não vou abandonar meu país. Ninguém pode me obrigar a deixar meu país, e ninguém pode me dizer para não brigar pelo meu país", assegurou. O líder líbio acrescentou que ainda está disposto a um cessar-fogo: "A (Líbia) esteve pronta até agora para entrar em um cessar-fogo... mas o cessar-fogo não pode ser de uma só parte". "Fomos os primeiros a dar as boas-vindas a um cessar-fogo e fomos os primeiros a aceitá-lo, mas o ataque cruzado da Otan não parou", disse o coronel. Kadafi também defendeu negociações com a Otan para pôr fim aos bombardeios aéreos sobre a Líbia. "Nós não os atacamos, nem cruzamos o mar. Por que nos atacam? Desejamos negociar com vocês, os países que nos atacam. Desejamos negociar", apontou. No entanto, advertiu que, se os estados da Otan não querem dialogar, o povo líbio não se renderá e estará disposto a resistir ao que chamou de ataques "terroristas". Nesse sentido, Kadafi disse que os soldados da Otan morrerão se invadirem a Líbia por terra. "Ou a liberdade ou a morte. Nenhuma rendição. Nenhum medo. Nenhuma saída", assinalou o líder líbio, que denunciou que os ataques aéreos da Otan violam a resolução da ONU. Por outro lado, incentivou os rebeldes a abandonarem as armas, já que, em sua opinião, os líbios não deveriam brigar entre si. "Não podemos lutar entre nós, somos uma família", indicou Kadafi. Durante a declaração, Kadafi convidou França e Estados Unidos a negociar com ele uma solução para a crise na Líbia. "Estamos dispostos a negociar com França e Estados Unidos, mas sem condições", afirmou o ditador. "Nós não nos renderemos, mas eu os convido a negociar. Se vocês querem o petróleo, venham para que assinemos acordos com suas empresas, mas não vale a pena fazer uma guerra" disse. Por fim, o coronel líbio afirmou que as forças leais ao seu regime estão lutando contra "grupos da Al Qaeda", e questionou: "estarão estes grupos dispostos a respeitar um cessar-fogo? Desafio a Aliança Atlântica a obrigar essa gente a um cessar-fogo".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Desertor diz ter 'inventado' que Iraque tinha armas de destruição em massa

Rafid Ahmed Alwan al Janabi deu entrevista ao britânico 'Guardian'.Informação falsa teria sido pretexto para EUA e aliados invadirem país.

Da Reuters
Um desertor iraquiano inventou as acusações de que o regime de  Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa, o que serviu de pretexto para que os EUA e seus aliados invadissem o país, disse o jornal britânico "Guardian" nesta quarta-feira.O desertor Rafid Ahmed Alwan al Janabi disse ao jornal que foi o responsável por denúncias, apresentadas em 2000 aos serviços alemães de inteligência, de que o Iraque possuiria armas biológicas móveis e fabricas clandestinas de armas.
Depois da invasão norte-americana, em 2003, nenhuma arma de destruição em massa foi encontrada no país. O conflito levou à queda de Saddam e mergulhou o Iraque num prolongado período de instabilidade política, além de resultar em mais de 100 mil mortes, a maioria de civis.
Forças de seguranças iraquianas inspecionam local de ataque em Bagdá que matou funcionário do ministério da Agricultura do país (Foto: Karim Kadim/AP)
Forças de seguranças iraquianas inspecionam local de ataque em Bagdá em outubro de 2010 (Foto: Karim Kadim/AP)
"Talvez eu estivesse certo, talvez não", disse Janabi, apelidado de "Curveball" pelas autoridades de inteligência dos EUA e da Alemanha. 'Eu tinha um problema com o regime de Saddam', declarou ele ao "Guardian". "Queria me livrar dele, e tinha essa chance."
As informações transmitidas por Janabi serviram de base para um discurso feito em 2003 pelo então secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, ao Conselho de Segurança da ONU, em que ele defendia o uso da força contra a ameaça das supostas armas de destruição em massa do Iraque.
O BND (serviço secreto alemão), que havia identificado Janabi como um engenheiro químico radicado em Bagdá, abordou-o em março de 2000 e depois novamente em 2002, procurando informações sobre o Iraque."Eles me deram essa chance. Eu tive a chance de fabricar algo para derrubar o regime", afirmou ele. "Acreditem em mim, não havia outra forma de trazer a liberdade para o Iraque. Não havia outras possibilidades."

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