As profecias sobre o fim do mundo, previsto por gurus apocalípticos para o dia 21 de dezembro de 2012 de acordo com o calendário maia, têm aumentado o surgimento de seitas na França, segundo um relatório oficial apresentado nesta quarta-feira que recomenda maior vigilância sobre elas.
Diante desse fenômeno, os poderes públicos devem "aumentar a vigilância" contra "atos extremos" que podem ser cometidos pelos cidadãos conduzidos por esses discursos milenaristas, adverte o relatório anual da Missão Interministerial de Luta contra as Seitas (Miviludes), entregue nesta quarta-feira ao Governo.
O estudo assinala que a data de 12 de dezembro do ano que vem, quando termina o calendário maia, representa a 183ª já anunciada como dia do fim do mundo desde a queda do Império Romano.No entanto, a proliferação das novas tecnologias promoveu a profecia de 2012 "uma ressonância amplificada", enquanto a crise econômica mundial e as catástrofes naturais dão aos cidadãos "uma razão extra para crer no fim do mundo".O relatório aponta que, no ano passado, foram registrados 2,5 milhões de sites referentes ao fim do mundo em dezembro de 2012.As seitas que se baseiam em previsões apocalípticas são "mais alienantes e mais manipuladoras que as outras" e suas estruturas são "mais histéricas e fanáticas", acrescenta o estudo.Na França, é muito lembrado o suicídio coletivo de 16 membros da seita da Ordem do Templo Solar na colina de Isère, perto da fronteira franco-suíça, que se atearam fogo em 1995. O relatório também alerta contra os "dramas individuais" de muitas pessoas que decidem "romper com sua vida" para chegar a provocar a própria morte.A Miviludes mantém atenção especial sobre a localidade de Bugarach, uma pequena comuna do sudeste da França situada junto a um penhasco considerado por diversas profecias que circulam pela internet como o único lugar que se salvará do apocalipse de dezembro de 2012.O povoado, de menos de 200 habitantes, viveu nos últimos meses uma explosão da demanda imobiliária. Além disso, proliferam os pedidos de reservas de quartos para essa data na localidade, disse em entrevista ao jornal "Le Figaro" o prefeito da comuna, Jean-Pierre Delord."Ligam para pedir um quarto e reservas de alimento para dezembro de 2012", afirmou o político. Segundo ele, a localidade tornou-se nos últimos meses um destino de peregrinação para diversos grupos esotéricos.Bugarach, com altitude aproximada de 1.230 metros, também foi assinalada na internet como uma garagem de ovnis e como a porta para uma civilização desaparecida.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Evangélicos americanos anunciam fim do mundo para dia 21 de maio (não era 2012???)
O grupo cristão evangélico americano Family Radio comprou dezenas de outdoors nas principais cidades dos Estados Unidos e Canadá para anunciar que o Dia do Juízo Final será no dia 21 de maio.
Desta forma, o Family Radio, um grupo evangélico cristão com sede na Califórnia, lançou uma campanha mundial na qual adverte que só os verdadeiros crentes se salvarão.
Em seu site, assim como nas ruas, o grupo adverte que "O Dia do Juízo Final é o dia 21 de maio de 2011. A Bíblia garante. Faltam 11 dias". Segundo o grupo, o presidente d Family Radio, Harold Camping, chegou à conclusão que o fim do mundo será em 21 de maio de 2011 após estudar a Bíblia e porque é exatamente 7 mil anos depois do episódio que Noé se salva do Dilúvio Universal segundo, o texto religioso.
"A Sagrada Bíblia dá mais provas incríveis que no dia 21 de maio de 2011 é exatamente o momento do Juízo Final" acrescenta no site do grupo.
O Family Radio considera que os não crentes sofrerão um poderoso terremoto que provocará vários meses de caos na Terra.
domingo, 8 de maio de 2011
Livro retoma teoria conspiratória de que Hitler fugiu para a Patagônia
"Os deuses de muitas populações antigas eram, na verdade, extraterrestres que vieram à Terra e ensinaram coisas como construir pirâmides, estátuas gigantescas e canais aos primitivos humanos."
"O ditador nazista Adolf Hitler não se suicidou em Berlim no final da Segunda Guerra; veio de submarino para a Patagônia argentina. E o submarino afundou o cruzador brasileiro Bahia pelo caminho, em 4 de julho de 1945, pois sua tripulação estava bêbada."
Qual dessas duas histórias é a mais incrível? A competição é dura. Velha maluquice do escritor suíço Erich von Däniken, o livro "Eram os Deuses Astronautas?" (1968) tem pelo menos o mérito de ser original.
Von Däniken fez uma palestra em São Paulo anos atrás na qual apresentou mais "provas" de que extraterrestres visitaram a Terra no passado e ensinaram os terráqueos. Como é praxe nesse tipo de autor, ele denuncia que existe uma conspiração do silêncio para evitar que esses "fatos" sejam conhecidos.
O suíço coleciona desenhos antigos em que homens parecem usar capacetes parecidos com os dos astronautas. Seriam "provas" de que astronautas extraterrestres visitaram a Terra...
Já a ideia de que altos hierarcas nazistas fugiram de submarino em 1945, expressa no livro "Ultramar Sul - A Última Operação Secreta do Terceiro Reich" [trad. Sérgio Lamarão, Civilização Brasileira, 490 págs., R$ 57,90], dos argentinos Juan Salinas e Carlos De Nápoli, é requentada. A origem remota dessa tese absurda é a chegada de dois submarinos alemães à Argentina, em 1945, semanas depois de terminada a guerra na Europa. Em 10 de julho, a base naval argentina em Mar del Plata recebe o submarino alemão U-530, comandado por Otto Wermuth.
HITLER
Não demoraram a surgir rumores de que o submarino tinha contrabandeado líderes nazistas, inclusive Hitler e sua mulher, Eva Braun. O mito ganhou força com a publicação, no jornal argentino "La Crítica", de uma história da fuga do "Führer" e da criação de uma base alemã na Antártida, escrita pelo húngaro Ladislao Szabo. Em um livro de 1947, "Hitler Está Vivo", Szabo afirma que os dois submarinos eram parte de uma frota maior que teria levado os nazistas até a Antártida, em um local onde havia passado uma expedição alemã antes da guerra batizado de Nova Berchtesgaden (alusão à cidade nos Alpes onde vários hierarcas nazistas tinham mansões). Cinco semanas depois do U-530, Mar del Plata conhece o U-977, sob o comando de Heinz Schaeffer. Os dois comandantes e suas tripulações não haviam se conformado com a derrota alemã. Wermuth e Schaeffer optaram por ir a um país que, durante a guerra, havia sido simpático à Alemanha nazista. A Argentina, afinal, só declarou guerra ao país europeu --com relutância-- em 1945, depois de servir de refúgio a criminosos de guerra como Adolf Eichmann, capturado por agentes israelenses e executado após julgamento.A captura do criminoso de guerra era algo até agora misterioso. Agentes israelenses em uma missão arriscada e diplomaticamente delicada no exterior não costumam se abrir com a imprensa. Mas, com a passagem do tempo, a história já pode ser contada em detalhe. Foi o que fez o jornalista americano Neal Bascomb no livro "Caçando Eichmann - Como um Grupo de Sobreviventes do Holocausto Capturou o Nazista Mais Notório do Mundo" [trad. Maria Beatriz de Medina, Objetiva, 200 págs., R$ 47,90]. Um livro infinitamente superior ao dos dois argentinos, diga-se.
O pecado de Bascomb é um cacoete de autores de não ficção americanos: recriar cenas e falas, passeando pela mente dos personagens. O atenuante é a série de notas (infelizmente, concentrada no fim do livro), a conferir verniz de autenticidade aos diálogos.
DESMENTIDO
O comandante Schaeffer escreveu um livro refutando as invencionices de Szabo e descrevendo a longa viagem da Europa à Argentina, que incluiu o que era então um recorde de dias de submersão em uma mesma viagem: 66. Pioneiro, o livro foi importante por relatar a vida dos tripulantes de submarinos alemães. A edição aqui consultada é a americana de 1952, "U-Boat 977" [Ballantine Books].
Quanto ao cruzador Bahia, as investigações da Marinha do Brasil concluíram que ele afundou por acidente, quando disparos de um canhão automático Oerlikon calibre 20 mm ("metralhadora", no léxico da Marinha) atingiram cargas de profundidade na popa.O único oficial sobrevivente do afundamento, o primeiro-tenente Lúcio Torres Dias, narrou o acidente. Resumindo: "Lá pelo quinto ou sexto disparo, uma tremenda explosão na popa sacudiu violentamente o velho barco. A rajada de granadas explosivas da metralhadora havia acidentalmente atingido as bombas de profundidade arrumadas sobre o tombadilho". Morreram no incidente 336 oficiais e marinheiros, incluindo quatro americanos. Houve apenas 36 sobreviventes na maior tragédia na história da Marinha do Brasil. "Eu apontei o fato de que nós chegamos com nosso complemento total de torpedos e de que todos os nossos dados de navegação estavam disponíveis e nos absolveriam da suspeita. Cada homem a bordo do U-977 estava plenamente consciente de que uma ação agressiva depois da vitória aliada não serviria a nenhum propósito e com certeza traria consequências muito sérias", escreveu Schaeffer.
Os dois autores argentinos retomaram e requentaram agora a saga. Nápoli fez uma divertida palestra na Casa do Saber, em São Paulo. Para ele, dos 20 submarinos do "comboio" nazista, nada menos do que seis chegaram à Patagônia! "Nessa fuga, atacaram criminosamente o cruzador Bahia. A Marinha do Brasil continua abafando o caso", declarou Nápoli.
FUGA
O mais importante especialista alemão na campanha submarina da Segunda Guerra, o historiador Jürgen Rohwer, deu uma palestra na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, em 1982, na qual informou que não havia mais submarinos em missões de combate ao longo da costa brasileira em 1945. Segundo Rohwer, os U-530 e U-977 não estavam em operações, mas simplesmente fugindo.
"Todo tapado (tudo abafado)", não cansa de repetir o autor argentino, que também fala em "pacto de silêncio", nos "muito interesses" envolvidos e por aí vai. "Penso que era Hitler a bordo, mas não tenho provas", admite Nápoli. Dá para imaginar uma tripulação disciplinada de submarinistas, com Hitler a bordo, ficando "borrachos" ao comemorar a travessia do Equador e decidindo afundar um navio aliado já em plena paz? "Não há melhor mentira do que aquela que contém uma parcela de verdade", afirmam, inadvertidamente, os autores argentinos. Estão certos.Uma descrição da expedição à Antártida do navio Schwabenland, em 1938 e 1939, e do posterior nascimento do mito da base nazista foi feita pelos pesquisadores Colin Summerhayes, do Instituto de Pesquisa Polar Scott, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), e Peter Beeching, de Toronto (Canadá). O artigo descrevendo a história, "Hitler's Antarctic Base: The Myth and The Reality" (a base antártica de Hitler: o mito e a realidade), foi publicado no periódico científico "Polar Record" em 2007.
Dizem Summerhayes e Beeching: "Embora, sem dúvida, haja algo sedutor na ideia de uma base secreta nazista na Antártida, na ausência de provas para a sua existência, ficamos nos perguntando se estaríamos lidando com a literatura do absurdo representada por obras como 'Eram os Deuses Astronautas?', de von Däniken, que entrelaçam o ouro do fato com a escória da especulação, invenção e falsidade. O ônus da prova deve recair sobre os ombros daqueles que fazem as alegações. Não é suficiente propor uma ideia e então reivindicar que a hipótese não é testável porque as provas foram abafadas".
"O ditador nazista Adolf Hitler não se suicidou em Berlim no final da Segunda Guerra; veio de submarino para a Patagônia argentina. E o submarino afundou o cruzador brasileiro Bahia pelo caminho, em 4 de julho de 1945, pois sua tripulação estava bêbada."
Qual dessas duas histórias é a mais incrível? A competição é dura. Velha maluquice do escritor suíço Erich von Däniken, o livro "Eram os Deuses Astronautas?" (1968) tem pelo menos o mérito de ser original.
| Ilustração de Jan Limpens | ||
Von Däniken fez uma palestra em São Paulo anos atrás na qual apresentou mais "provas" de que extraterrestres visitaram a Terra no passado e ensinaram os terráqueos. Como é praxe nesse tipo de autor, ele denuncia que existe uma conspiração do silêncio para evitar que esses "fatos" sejam conhecidos.
O suíço coleciona desenhos antigos em que homens parecem usar capacetes parecidos com os dos astronautas. Seriam "provas" de que astronautas extraterrestres visitaram a Terra...
Já a ideia de que altos hierarcas nazistas fugiram de submarino em 1945, expressa no livro "Ultramar Sul - A Última Operação Secreta do Terceiro Reich" [trad. Sérgio Lamarão, Civilização Brasileira, 490 págs., R$ 57,90], dos argentinos Juan Salinas e Carlos De Nápoli, é requentada. A origem remota dessa tese absurda é a chegada de dois submarinos alemães à Argentina, em 1945, semanas depois de terminada a guerra na Europa. Em 10 de julho, a base naval argentina em Mar del Plata recebe o submarino alemão U-530, comandado por Otto Wermuth.
HITLER
Não demoraram a surgir rumores de que o submarino tinha contrabandeado líderes nazistas, inclusive Hitler e sua mulher, Eva Braun. O mito ganhou força com a publicação, no jornal argentino "La Crítica", de uma história da fuga do "Führer" e da criação de uma base alemã na Antártida, escrita pelo húngaro Ladislao Szabo. Em um livro de 1947, "Hitler Está Vivo", Szabo afirma que os dois submarinos eram parte de uma frota maior que teria levado os nazistas até a Antártida, em um local onde havia passado uma expedição alemã antes da guerra batizado de Nova Berchtesgaden (alusão à cidade nos Alpes onde vários hierarcas nazistas tinham mansões). Cinco semanas depois do U-530, Mar del Plata conhece o U-977, sob o comando de Heinz Schaeffer. Os dois comandantes e suas tripulações não haviam se conformado com a derrota alemã. Wermuth e Schaeffer optaram por ir a um país que, durante a guerra, havia sido simpático à Alemanha nazista. A Argentina, afinal, só declarou guerra ao país europeu --com relutância-- em 1945, depois de servir de refúgio a criminosos de guerra como Adolf Eichmann, capturado por agentes israelenses e executado após julgamento.A captura do criminoso de guerra era algo até agora misterioso. Agentes israelenses em uma missão arriscada e diplomaticamente delicada no exterior não costumam se abrir com a imprensa. Mas, com a passagem do tempo, a história já pode ser contada em detalhe. Foi o que fez o jornalista americano Neal Bascomb no livro "Caçando Eichmann - Como um Grupo de Sobreviventes do Holocausto Capturou o Nazista Mais Notório do Mundo" [trad. Maria Beatriz de Medina, Objetiva, 200 págs., R$ 47,90]. Um livro infinitamente superior ao dos dois argentinos, diga-se.
O pecado de Bascomb é um cacoete de autores de não ficção americanos: recriar cenas e falas, passeando pela mente dos personagens. O atenuante é a série de notas (infelizmente, concentrada no fim do livro), a conferir verniz de autenticidade aos diálogos.
DESMENTIDO
O comandante Schaeffer escreveu um livro refutando as invencionices de Szabo e descrevendo a longa viagem da Europa à Argentina, que incluiu o que era então um recorde de dias de submersão em uma mesma viagem: 66. Pioneiro, o livro foi importante por relatar a vida dos tripulantes de submarinos alemães. A edição aqui consultada é a americana de 1952, "U-Boat 977" [Ballantine Books].
Quanto ao cruzador Bahia, as investigações da Marinha do Brasil concluíram que ele afundou por acidente, quando disparos de um canhão automático Oerlikon calibre 20 mm ("metralhadora", no léxico da Marinha) atingiram cargas de profundidade na popa.O único oficial sobrevivente do afundamento, o primeiro-tenente Lúcio Torres Dias, narrou o acidente. Resumindo: "Lá pelo quinto ou sexto disparo, uma tremenda explosão na popa sacudiu violentamente o velho barco. A rajada de granadas explosivas da metralhadora havia acidentalmente atingido as bombas de profundidade arrumadas sobre o tombadilho". Morreram no incidente 336 oficiais e marinheiros, incluindo quatro americanos. Houve apenas 36 sobreviventes na maior tragédia na história da Marinha do Brasil. "Eu apontei o fato de que nós chegamos com nosso complemento total de torpedos e de que todos os nossos dados de navegação estavam disponíveis e nos absolveriam da suspeita. Cada homem a bordo do U-977 estava plenamente consciente de que uma ação agressiva depois da vitória aliada não serviria a nenhum propósito e com certeza traria consequências muito sérias", escreveu Schaeffer.
Os dois autores argentinos retomaram e requentaram agora a saga. Nápoli fez uma divertida palestra na Casa do Saber, em São Paulo. Para ele, dos 20 submarinos do "comboio" nazista, nada menos do que seis chegaram à Patagônia! "Nessa fuga, atacaram criminosamente o cruzador Bahia. A Marinha do Brasil continua abafando o caso", declarou Nápoli.
FUGA
O mais importante especialista alemão na campanha submarina da Segunda Guerra, o historiador Jürgen Rohwer, deu uma palestra na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, em 1982, na qual informou que não havia mais submarinos em missões de combate ao longo da costa brasileira em 1945. Segundo Rohwer, os U-530 e U-977 não estavam em operações, mas simplesmente fugindo.
"Todo tapado (tudo abafado)", não cansa de repetir o autor argentino, que também fala em "pacto de silêncio", nos "muito interesses" envolvidos e por aí vai. "Penso que era Hitler a bordo, mas não tenho provas", admite Nápoli. Dá para imaginar uma tripulação disciplinada de submarinistas, com Hitler a bordo, ficando "borrachos" ao comemorar a travessia do Equador e decidindo afundar um navio aliado já em plena paz? "Não há melhor mentira do que aquela que contém uma parcela de verdade", afirmam, inadvertidamente, os autores argentinos. Estão certos.Uma descrição da expedição à Antártida do navio Schwabenland, em 1938 e 1939, e do posterior nascimento do mito da base nazista foi feita pelos pesquisadores Colin Summerhayes, do Instituto de Pesquisa Polar Scott, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), e Peter Beeching, de Toronto (Canadá). O artigo descrevendo a história, "Hitler's Antarctic Base: The Myth and The Reality" (a base antártica de Hitler: o mito e a realidade), foi publicado no periódico científico "Polar Record" em 2007.
Dizem Summerhayes e Beeching: "Embora, sem dúvida, haja algo sedutor na ideia de uma base secreta nazista na Antártida, na ausência de provas para a sua existência, ficamos nos perguntando se estaríamos lidando com a literatura do absurdo representada por obras como 'Eram os Deuses Astronautas?', de von Däniken, que entrelaçam o ouro do fato com a escória da especulação, invenção e falsidade. O ônus da prova deve recair sobre os ombros daqueles que fazem as alegações. Não é suficiente propor uma ideia e então reivindicar que a hipótese não é testável porque as provas foram abafadas".
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Verdade ou Farsa?-Sem fotos, morte de Bin Laden cria teorias da conspiração
A negativa da Casa Branca em publicar as fotos do corpo do chefe da Al-Qaeda, Osama bin Laden, morto pelas forças americanas no domingo passado no Paquistão, está alimentando uma série de teorias da conspiração entre a população paquistanesa, já contrariada com a violação de sua soberania nacional.
Todo o país se pergunta como 79 membros dos Navy Seals, a unidade de elite das forças especiais americanas, puderam chegar de helicóptero sem ser detectados até a residência ocupada por Bin Laden, matá-lo e ir embora com o cadáver, tudo isso perto de uma academia militar de elite.
O jornal The News estimava inclusive que este ataque levanta questões sobre a segurança do arsenal nuclear paquistanês."Paquistão e seu aparato de segurança passaram a ser objeto de piadas, os meios de comunicação do mundo inteiro enfatizam a descoberta do homem mais procurado do mundo a poucos passos de uma academia militar", afirma um editorial do jornal."Entre as questões levantadas está a de saber qual é o grau de segurança do Paquistão e de suas armas nucleares, já que helicópteros puderam penetrar no território sem ser detectados", acrescenta.Embora a imensa maioria dos paquistaneses admita que Bin Laden morreu realmente, em Karachi, a capital econômica, há os que evocam a tese do complô, dada a negativa dos Estados Unidos de publicar as fotos do cadáver.
Os Estados Unidos "sempre mentiram e abandonaram os seus aliados. Como então confiar neles quando afirmam que mataram Osama? Não querem mostrar as fotos porque isto poderia descobrir suas mentiras", declara Mehmud Azim, um médico de 55 anos."Não sabemos exatamente o que aconteceu nesta noite. E o que é mais grave é que nossos líderes civis e militares mantêm-se unidos no silêncio", diz Ahmed, que prefere não dar seu primeiro nome.O principal jornal do país, Jang, titula em seu editorial: "Não mantenham a nação na ignorância: informem sobre os fatos". O jornal considera que é difícil que os paquistaneses aceitem as versões oficiais, embora não ponha em dúvida a morte de Bin Laden.Por sua vez, o jornal Jabrain levanta dúvidas sobre o momento da morte do líder terrorista.
"Alguns especialistas pensam que o chefe da Al-Qaeda esteve detido por um longo tempo e que os Estados Unidos orquestraram um roteiro de acordo com os seus interesses", escreve.No entanto, inclusive os grupos religiosos mais radicais admitem a morte de Bin Laden. A fundação de caridade Jamaat ud Dawa, considerada o braço público do grupo islamita proibido Lashkar e Taiba, exortou nesta terça-feira a rezar pelo "mártir".O principal partido islamita do país, Jamaat e Islami (JI), convocou manifestações nesta sexta-feira, acusando o governo e os serviços secretos de um fracasso "criminoso" por deixar que o ataque ocorresse.
"Está claro que o Paquistão se tornou o lacaio dos Estados Unidos na medida em que o governo não fez nada para impedir a intrusão americana em nosso território", declarou Mohamad Ibrahim, chefe provincial do JI.Em Peshawar, grande cidade do noroeste do Paquistão, às portas das zonas tribais que são os bastiões dos insurgentes islamitas, o presidente da associação de comerciantes, Halim Said, afirmou que a violação do território paquistanês não é novidade.Desde 2008, os ataques de aviões não tripulados da CIA dirigidos contra a Al-Qaeda e os talibãs paquistaneses e afegãos nas zonas tribais são muito frequentes, quase diários, e deixaram mais de 1.500 mortos."Já não somos uma nação soberana, já que a cada dia os ataques de drones americanos questionam nossa soberania", considera Said.
Todo o país se pergunta como 79 membros dos Navy Seals, a unidade de elite das forças especiais americanas, puderam chegar de helicóptero sem ser detectados até a residência ocupada por Bin Laden, matá-lo e ir embora com o cadáver, tudo isso perto de uma academia militar de elite.
O jornal The News estimava inclusive que este ataque levanta questões sobre a segurança do arsenal nuclear paquistanês."Paquistão e seu aparato de segurança passaram a ser objeto de piadas, os meios de comunicação do mundo inteiro enfatizam a descoberta do homem mais procurado do mundo a poucos passos de uma academia militar", afirma um editorial do jornal."Entre as questões levantadas está a de saber qual é o grau de segurança do Paquistão e de suas armas nucleares, já que helicópteros puderam penetrar no território sem ser detectados", acrescenta.Embora a imensa maioria dos paquistaneses admita que Bin Laden morreu realmente, em Karachi, a capital econômica, há os que evocam a tese do complô, dada a negativa dos Estados Unidos de publicar as fotos do cadáver.
Os Estados Unidos "sempre mentiram e abandonaram os seus aliados. Como então confiar neles quando afirmam que mataram Osama? Não querem mostrar as fotos porque isto poderia descobrir suas mentiras", declara Mehmud Azim, um médico de 55 anos."Não sabemos exatamente o que aconteceu nesta noite. E o que é mais grave é que nossos líderes civis e militares mantêm-se unidos no silêncio", diz Ahmed, que prefere não dar seu primeiro nome.O principal jornal do país, Jang, titula em seu editorial: "Não mantenham a nação na ignorância: informem sobre os fatos". O jornal considera que é difícil que os paquistaneses aceitem as versões oficiais, embora não ponha em dúvida a morte de Bin Laden.Por sua vez, o jornal Jabrain levanta dúvidas sobre o momento da morte do líder terrorista.
"Alguns especialistas pensam que o chefe da Al-Qaeda esteve detido por um longo tempo e que os Estados Unidos orquestraram um roteiro de acordo com os seus interesses", escreve.No entanto, inclusive os grupos religiosos mais radicais admitem a morte de Bin Laden. A fundação de caridade Jamaat ud Dawa, considerada o braço público do grupo islamita proibido Lashkar e Taiba, exortou nesta terça-feira a rezar pelo "mártir".O principal partido islamita do país, Jamaat e Islami (JI), convocou manifestações nesta sexta-feira, acusando o governo e os serviços secretos de um fracasso "criminoso" por deixar que o ataque ocorresse.
"Está claro que o Paquistão se tornou o lacaio dos Estados Unidos na medida em que o governo não fez nada para impedir a intrusão americana em nosso território", declarou Mohamad Ibrahim, chefe provincial do JI.Em Peshawar, grande cidade do noroeste do Paquistão, às portas das zonas tribais que são os bastiões dos insurgentes islamitas, o presidente da associação de comerciantes, Halim Said, afirmou que a violação do território paquistanês não é novidade.Desde 2008, os ataques de aviões não tripulados da CIA dirigidos contra a Al-Qaeda e os talibãs paquistaneses e afegãos nas zonas tribais são muito frequentes, quase diários, e deixaram mais de 1.500 mortos."Já não somos uma nação soberana, já que a cada dia os ataques de drones americanos questionam nossa soberania", considera Said.
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