Ariadna, a primeira eliminada do “BBB 11”:coragem e preconceito
A matéria publicada na edição desta semana da revista semanal Istoé aborda o mundo dos homens e mulheres trans. Informativo, o texto começa falando da participante Ariadna e da modelo Lea T. e mostra como, aos poucos, as transexuais estão conquistando o seu espaço. A matéria fala dos poucos conhecidos transexuais, mulheres que ao inverso das transexuais, querem assumir a identidade masculina, com implante peniano, cirurgia nova no país.O título da matéria é ambíguo. “Eles (as) estão entre nós” – que pode ser um trocadilho para Eles (homens operados mas chamados de elas entre parênteses) ou para os dois gêneros de transexuais – o que não seria ofensivo e seria até uma sacada interessante, se essa fosse a leitura inicial da maioria das pessoas.O texto ainda confunde os artigos “os” e “as” para chamar as transexuais e os transexuais, porém a maior confusão se dá quando inserem uma travesti no contexto, como se fosse transexual. “Michelly X, nascida Alexandre, não quer ser operada. Gosta de ser o que é – mulher, mas com o genital masculino. A estilista é casada há 16 anos com um homem e conta que só não passa por grandes constrangimentos com o RG porque na foto ela aparece como uma mulher”.
Lea T., a embaixadora dos transexuais brasileiros,na capa com a top Kate Moss: beleza e glamour
A matéria é ótima do ponto de vista informativo, pois cita diversos dados e histórias, como a da paranaense Carla Amaral, que conseguiu modificar seu RG sem a cirurgia de adequação genital. A reportagem também fala do preconceito e, por ser uma revista usada por professores e lida pela classe média alta, este foi seu grande trunfo: “A barreira mais difícil, no entanto, ainda é o preconceito”. Mas em seguida o termo “coisa errada” mostra que de fato há algo errado com o texto.
Alexandre (à esq.), nascido Alexandra, espera por mudança de sexo em hospital público. Michelly X (à dir.) não quer ser operada, mas aparecer como mulher nos documentos
“Muitos acreditam ser homossexuais, mas percebem que alguma coisa ainda está errada”. Porém, o fechamento do texto é perfeito: “Em outras palavras, eles estão adequando seus corpos e documentos. Agora só falta a sociedade se adequar a eles”. Com certeza, todos nós precisamos.Irônicamente, a matéria de capa se chama "100% Natural" e se refere às novas práticas de uso de gordura e células tronco na substituição do silicone e outros produtos na medicina reparativa e estética.
fonte:-CenaG



Legal!!
ResponderExcluirBom a gente ler as críticas e ir melhorando o nosso trabalho, mesmo quando temos que parir matérias como essa em poucos dias.
Obrigada pelos toques!
Mas a gente só incluiu Michelly X porque ela mesma se considera transexual e porque todos os especialistas ouvidos também consideram os travestis como transexuais.
beijos
Débora