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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Astro de "Hung" vai beijar atriz transexual na série

O ator Thomas Jane, 42, vai beijar uma atriz transexual na próxima temporada de "Hung". No seriado, ele interpreta o gigolô Ray Drecker, conhecido por seu apetite sexual.
O personagem vai se sentir atraído pela transexual Jamie Clayton, segundo a produtora-executiva Colette Burson. "A ideia de beijar outro homem não era confortável para ele", afirmou ao "TV Guide". "Mas ele se saiu bem." "Eles tiveram que se beijar por horas", contou. "Mas depois da timidez inicial, ela virou uma mulher para ele."
Clayton é conhecida por ter participado do reality show "Transform Me".
Matthew Cavanaugh/Divulgação/Associated Press
A atriz transexual Jamie Clayton e o ator Thomas Jane
A atriz transexual Jamie Clayton e o ator Thomas Jane, que se beijam na nova temporada do seriado "Hung"

 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sargento transexual da Marinha ganha na Justiça direito de incluir parceiro como dependente

Aliny Gama
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió
  • Éryca Fayson mostra foto de quando era fuzileiro naval da Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro Éryca Fayson mostra foto de quando era fuzileiro naval da Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro
O alagoano Erivaldo Marinho de Oliveira, 39, 3° sargento reformado da Marinha, poderá incluir como dependente o seu parceiro de união homoafetiva, o paraibano Klécio Fernandes Monteiro, e garantir seu acesso ao plano de saúde corporativo.A determinação é da Justiça e foi assinada pelo juiz Nivaldo Luiz, da 6ª Vara Especial, no último dia 7 de junho. Há oito anos o casal brigava na Justiça para conseguir o direito ao plano.Em 2003 Erivaldo submeteu-se a uma cirurgia para a troca de sexo e, desde então, passou a ser Éryca Fayson. Naquele mesmo ano a Marinha mandou o sargento para a reserva, aposentando-o por invalidez.Éryca e Klécio conseguiram registrar a união estável bem antes da recente decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Em 2008, o reconhecimento foi dado pela 26ª Vara da Família de Maceió. Desde lá, Éryca tenta provar que seu parceiro é dependente financeiro e precisa ter acesso ao plano de saúde da Marinha.
Segundo éryca, Klécio sofre de hipertensão aguda e teve que largar o emprego de cobrador de ônibus em 2006 por conta do problema. Desde lá, as finanças da casa são custeadas todas por Éryca.
“Não aceitar que tenho um companheiro e ele depende de mim financeiramente é um absurdo. Klécio adoeceu e teve de largar o emprego de cobrador de ônibus. O balanço dentro de um ônibus piorou o estado de saúde dele, e não consegue mais emprego”, afirmou Éryca, se dizendo vítima de homofobia.
Com a decisão em mãos, ela foi até a Capitania dos Portos em Alagoas para tentar uma inclusão provisória até a Marinha ser notificada oficialmente da sentença, mas a Marinha não aceitou.
Aposentada por invalidez
Além de tentar incluir o parceiro com dependente, Éryca tem outra ação na Justiça pedindo indenização por danos morais e pela aposentadoria por invalidez (que a teria impedido de subir de patente). “Recebo como 3° sargento, mas se eu estivesse trabalhando já estaria como suboficial. Quero a revisão do meu soldo [salário]”, disse.A 3° sargento era lotada no corpo de fuzileiros navais do Rio de Janeiro e retornou a Alagoas depois que foi reformada. Ela assegura que sofreu preconceito do alto escalão da Marinha devido a sua opção sexual.“Depois que mudei de sexo, sofri perseguição e fui aposentada por invalidez. Não tiveram como justificar falhas nas minhas funções profissionais e arrumaram um jeito de me tirar da Marinha. Desempenhei minhas funções por 12 anos com profissionalismo e nunca deixei a desejar como fuzileiro naval”, diz, mostrando fotos de quando atuava na Marinha.A transexual conta que depois de ser aposentada começou a ter problemas psicológicos. “Fiquei numa situação horrível. Entrei em depressão e cheguei até a ser internada num hospital psiquiátrico. Até hoje tomo remédios controlados”, disse.
Marinha diz que não recebeu decisão
A Capitania dos Portos de Alagoas informou que não recebeu oficialmente a decisão do Juizado Especial da 6ª Vara da Justiça Federal em Alagoas. Segundo o capitão dos Portos de Alagoas, André Pereira Meire, a Marinha tomou conhecimento da determinação de forma não-oficial, quando Éryca Fayson se dirigiu até a Capitania, “de posse de uma decisão em que nem constava a assinatura do juiz”.
“O documento que o senhor Erivaldo tentou nos entregar, no último dia oito, tem de chegar de forma oficial para a Capitania, pela Advocacia Geral da União, para depois repassarmos os papéis para a Diretoria de Pessoal Militar da Marinha do Brasil [localizada no Rio de Janeiro], que analisa e homologa qualquer decisão judicial”, informou Meire.O capitão negou qualquer ato de homofobia e ressaltou que a Capitania dos Portos, neste caso, tem apenas a função de escritório de repasse da determinação para a sede da Marinha.
O capitão dos Portos de Alagoas enviou uma nota por email ao UOL Notícias com mais esclarecimentos sobre o caso. Ele informou que Klécio Monteiro foi incluso em 2009, por 90 dias, como dependente no plano de saúde do companheiro Erivaldo – período de análise dos papéis enviados à Marinha, que indeferiu o pedido.“A Diretoria de Pessoal Militar da Marinha informou que a pretendida inclusão poderia ocorrer, não com vínculo de companheiro, mas como pessoa que viva sob o mesmo teto do militar e, no mínimo, há cinco anos”, diz o texto.O documento ainda ressalta que a Marinha “jamais deixou de considerar válido o documento da 26ª Vara de Família da Capital”, mas que a declaração de dependente não tem valor jurídico.
Segundo a nota, é uma escritura pública lavrada no 1° Ofício de Notas e Protestos, na qual os interessados declaram que Klécio depende economicamente de Erivaldo.“Tal documento não constitui uma Justificação Judicial, instrumento jurídico cuja aceitabilidade depende da estrita correlação das provas nelas consubstanciadas com os fatos em que assente a pretensão e a sua natureza jurídica."

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Psicólogo transexual e travesti vai poder usar nome social no trabalho

Resolução foi motivada por pedidos de profissionais travestis ou transexuais de pelo menos 3 Estados

Fábio Mazzitelli - O Estado de S. Paulo

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) aprovou no último sábado, dia 18, resolução que assegura a psicólogos transexuais e travestis de todo o País o direito de uso do nome social em documentos profissionais, como relatórios e pareceres, e na carteira de identidade profissional.
De acordo com o presidente do CFP, Humberto Cota Verona, a resolução foi motivada por pedidos de psicólogos travestis ou transexuais originários de, pelo menos, três Estados brasileiros - alguns deles, como tiveram as solicitações negadas nos conselhos regionais, apelaram à representação federal. Aprovada em plenário, a resolução vai ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União e passa a valer de forma imediata. Para consumar a mudança, o psicólogo vai necessitar elaborar uma solicitação por escrito ao conselho regional. "É um direito do profissional ter uma identidade de gênero diferente daquela que está no registro civil. A resolução é um reconhecimento deste direito", afirma Humberto Verona.
Por uma questão legal, o nome social do psicólogo tem de ser acompanhado do nome de registro civil e do número de registro profissional, já que a carteira de classe vale como documento de identidade e o conselho profissional não tem o poder de alterar registros civis. "Mas esta resolução vai permitir que o psicólogo transexual ou travesti assine documentos dando destaque ao nome social, na primeira linha", diz o presidente do CFP.No ano passado, tanto a Prefeitura de São Paulo como o governo paulista aprovaram decretos que permitiram aos servidores públicos transexuais e travestis usarem o nome social no trabalho, inclusive no crachá de identificação. Segundo Verona, o conselho de psicologia é uma das primeiras entidades de classe a reconhecer tal direito.
"É uma decisão que pode ser inédita. Não conheço outro conselho de classe que tem reconhecido esse direito", diz.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Justiça da Itália obriga casal a se separar após marido mudar de sexo

Casal queria permanecer junto, mas lei não permite casamento de pessoas do mesmo sexo.

Da BBC
 
A italiana Alessandra (Foto: Arquivo pessoal/BBC)A italiana Alessandra Bernaroli
(Foto: Arquivo pessoal/BBC)
A Justiça da Itália obrigou um casal da cidade de Bolonha a se separar contra a própria vontade, depois que o homem trocou de sexo e se tornou mulher.
Alessandro Bernaroli, de 40 anos, se submeteu a uma operação de troca de sexo em 2009, quatro anos após ter se casado no civil e no religioso. Ele passou a se chamar de Alessandra e não tinha a intenção de se separar da esposa. Nem ela dele.Em outubro do ano passado, um tribunal de Modena, cidade onde foi celebrado o casamento, reconheceu que o casal tinha o direito de permanecer unido legalmente.
Agora, uma sentença do tribunal de apelação de Bolonha, onde eles moram, impôs o divorcio, alegando falta de diversidade sexual entre os cônjuges.
Regularização
O problema surgiu quando Alessandra foi regularizar seus documentos com a nova identidade feminina na prefeitura. Um funcionário anulou o casamento alegando não ser possível legalizar a união entre duas mulheres."Pensei que fosse suficiente mudar o nome na certidão de casamento, mas eles decidiram que a gente tinha que se separar", disse ela à BBC Brasil.Segundo o advogado do casal, embora a legislação italiana não reconheça os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, não há lei que os obrigue a se divorciar sem o próprio consentimento."A lei de ratificação da identidade sexual não prevê a dissolução automática do casamento. E ainda que a mudança de sexo seja motivo para pedir o divórcio, ele deve ser solicitado pelo cônjuge", explicou o advogado Michele Giarratano ao jornal "La Repubblica".
Discriminação
O casal se considera vítima de discriminação. 'É uma situação intolerável, pois não se julga com base na legislação existente e sim no preconceito. Não queremos que nosso casamento tenha uma definição: homossexual, transexual ou heterossexual, mas continuar vivendo como antes', diz Alessandra.
Agora os advogados vão entrar com um recurso no tribunal de última instância, cuja sentença definitiva deve sair em 4 ou 5 anos."Enquanto isso, não sabemos se somos casados ou não, o que podemos e o que não podemos fazer. Isto fere nossa dignidade", reclama.Caso a última sentença seja negativa, Alessandra disse que pretende recorrer à Corte Europeia de Direitos Humanos e pedir asilo político a um país membro da União Europeia.Ela é também ativista de um grupo que defende os direitos dos homossexuais e afirmou que deseja transformar seu caso numa batalha pelos direitos de todos.
"Queremos que a Itália seja como o Brasil, por exemplo, onde as pessoas do mesmo sexo já podem conviver legalmente", afirma.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Cirurgia de mudança de sexo de Lea T. terá que ser adiada

Lea T desfilou no Fashion Rio deste ano (Photo Rio News
Lea T desfilou no Fashion Rio deste ano
Não vai ser tão rápido que Lea T. irá se livrar daquilo que está sobrando. A modelo pretendia fazer a operação de mudança de sexo em julho deste ano, porém a cirurgia teve que ser adiada.
De acordo com a coluna Olá, do jornal Agora São Paulo, publicada nesta terça-feira (14), ela foi diagnosticada com anemia, sendo assim, só poderá fazer a mudança no ano que vem.
Ela é filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo e foi um dos destaques dos desfiles no Fashion Rio deste ano.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Lea T. mostra implante mamário em ensaio fotográfico

A transexual Lea T. mostra implante mamário em ensaio fotográfico para Terry Richardson no Copacabana Palace, na zona sul do Rio. Recentemente, a modelo colocou 300 ml de silicone em cada seio (4/6/2011)
Sorrindo, a transexual Lea T. exibe implante mamário em ensaio fotográfico para Terry Richardson no Copacabana Palace, na zona sul do Rio. Recentemente, a modelo colocou 300 ml de silicone em cada seio .

Transexual cubano passa por cirurgia de mudança de sexo aos 61 anos

(EFE).- Aos 61 anos, Juani Santos realizou seu sonho após se transformar em um dos primeiros transexuais a ser submetido a cirurgia de mudança de sexo em Cuba, aprovadas pelo Governo de Raúl Castro em junho de 2008.
De estatura pequena e bigode, Santos disse em entrevista à Agência Efe que foi operado no início deste ano e ressaltou que é um dos dois transexuais cubanos que deixaram de ser mulher e viraram homem através das operações gratuitas promovidas pelo Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex).
"Foi o que desejei por toda a minha vida, era o que precisava como pessoa. Não há nada mais maravilhoso do que poder me identificar como um homem normal", diz Santos, que nasceu e viveu durante décadas com o nome de Juana na província ocidental de Matanzas.Desde a infância, Santos tentou trocar seu nome para Juani, enquanto rejeitou todos os vestidos que sua mãe queria que ele que usasse."Eu me considerei sempre, desde que nasci, um homem. Nunca me achei um homossexual. Muita gente pensava que eu era e isso me ofendia", relata.Ele revela que passou sua infância vestindo calças e jogando sem camisa e sem sapatos com os meninos da rua no bairro onde morava.Abandonou a escola na quinta série quando exigiram que ele usasse uniforme feminino e, depois de adulto, continuou seus estudos graças ao apoio de um diretor que convenceu os professores a incluírem ele nas listas como "Juani"."Queria ter sido engenheiro, pintor, restaurador. Mas meu nome dificultou muito as coisas para mim", disse Santos, que trabalha em uma fábrica de metais de Matanzas desde 1970.Esse ano marcou em Cuba o início de um período conhecido como "Quinquênio Cinza", que marcou a perseguição a intelectuais e artistas acusados de homossexualidade e que contribuiu para aumentar a homofobia no país.Ao narrar sua vida, Santos tenta omitir os contratempos e se centra nos que o ajudaram, desde sua família até Mariela Castro, diretora do Cenesex e filha do presidente Raúl Castro.
Santos viajou em 2009 junto a Mariela a Copenhague para representar Cuba na Conferência Internacional GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transexuais) sobre Direitos Humanos, e assegura que em 2004 ela lhe prometeu que ele faria a cirurgia de mudança de sexo.
E foi assim que aconteceu. Há três anos, o Governo aprovou uma resolução para permitir essas operações em Cuba, onde tinha acontecido uma única cirurgia desse tipo, mas de um homem que queria se tornar mulher, em 1988.Em 2008 foi divulgado que cerca de 30 transexuais poderiam ser beneficiados com o procedimento gratuito e, nesse mesmo ano, começaram a ser realizadas operações desse tipo, a cargo de uma equipe assessorada por especialistas belgas.Em 2010, Mariela disse à imprensa que 15 cirurgias já tinham sido realizadas no país, apesar de sua política de não divulgar os custos nem o número exato de pessoas operadas até atingir a meta de 30.
Leal a essa estratégia, Santos não dá mais detalhes sobre sua operação, e só informa que foi realizada no início deste ano em Havana e que ainda passará por outras "mais simples".A cronologia de sua transformação começou em 1978 com uma primeira operação para reduzir os seios e, uma década depois, o Cenesex permitiu a ele que modificasse seu nome de batismo no documento de identidade."Com a mudança de nome recuperei parte da minha família. Foi um alívio", ressalta Santos, referindo-se, principalmente, a seu irmão mais velho, Fernando, de 67 anos.Fernando chegou a pensar que a atitude de Juani era uma "aberração" e em sua infância chegou a proibir que usasse calças, queimando todas as que estavam em seu guarda-roupa.Mas, nos últimos anos, foi ele que acompanhou Juani às cirurgias."Para nós, a mulher que ele deixou de ser, morreu. Quando alguém que conhecemos há anos nos pergunta por ela, a gente diz que faleceu, porque morreu espiritualmente", explicou Fernando à Efe.Santos lamenta apenas que em Cuba não se apoie mais o "maravilhoso" trabalho liderado por Mariela e disse que espera que as reformas legais a favor dos direitos dos homossexuais e transexuais sejam concretizadas em breve, para que outros não passem por tudo que ele passou.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Vou ser sempre uma transexual, isso não vai mudar nunca", diz Lea T.

CAROLINA VASONE
Enviada especial ao Rio

  • Modelo transexual Lea T. desfila de "engana-mamãe" no Fashion Rio Modelo transexual Lea T. desfila de "engana-mamãe" no Fashion Rio
Lea T. nunca imaginou o sucesso que faria depois que seu amigo Riccardo Tisci, diretor criativo da Givenchy a lançou na alta moda mundial. Desde então, conquistou outros trabalhos e a atenção do cenário fashion, de um editorial em que posou nua para a revista “Vogue” francesa a uma reportagem na “Vanity Fair”. “É legal saber que tem gente que apoia o meu visual”, disse, em entrevista coletiva após o desfile da Blue Man.

O fato de não ter feito operação de mudança de sexo provocou curiosidade geral sobre como ficaria o biquíni da marca carioca na modelo. Ela contou, porém, que achou mais difícil desfilar de biquíni do que posar nua para a “Vogue”. “Para usar biquíni tem que ser sexy”, disse a modelo, que não se considera sensual o suficiente, por fazer um tipo mais andrógino.
Perguntada se sentiria-se “mais mulher” se fizesse a operação, Lea foi enfática. “Vou ser sempre uma transexual, isso não vai mudar nunca.” (com reportagem de Fabíola Ortiz)

Lea T causa frisson com maiô engana-mamãe e shortinho

'Estou aproveitando o momento', disse a top após aplausos na passarela.Além da modelo transexual, desfile teve momento em que modelo caiu.

Carla Meneghini e Dolores Orosco Do G1 RJ e do G1, em São Paulo
 
 
Lea T de biquíni (Foto: Raul Zito/G1)Lea T de biquíni em sua segunda entrada no
desfile da Blue Man. (Foto: Raul Zito/G1)
Vestindo biquíni, a modelo transexual Lea T fez sua estreia na passarela do Fashion Rio. A top brasileira desfilou para a grife Blue Man, na noite desta quarta-feira (1).Bastante aplaudida, a participação da top era um dos momentos mais aguardados desta edição da maratona fashion carioca.
"Estou aproveitando o momento, sei que vai durar pouco", disse Lea, que foi revelada recentemente pelo estilista Riccardo Tisci, da grife francesa Givenchy.Ao final do desfile, a top foi abordada por jornalistas, que questionaram como ela faz para esconder o órgão genital masculino em figurinos mais ousados de passarela. "Puxo para trás, é o único jeito", explicou, mantendo o jogo de cintura.Em sua primeira entrada na passarela, a modelo mineira surgiu usando um modelo engana-mamãe (aquele que parece maiô, mas tem medidas de um biquíni) e um shortinho rosa. Nos pés, anabelas altíssimas, com o salto todo estampado.Na segunda entrada, Lea surgiu com um biquíni de lacinho colorido, arrancando aplausos da plateia. Ao final do desfile, ela voltou à passarela, ao lado do estilista Thomaz Azulay e da diretora da grife, Sharon Azulay.
Nesta semana, Lea causou alvoroço no Posto 9, em Ipanema, ao posar para as lentes do fotógrafo americano Terry Richardson. As imagens, feitas para o catálogo da Blue Man, são extremamente sensuais, e traz a top posando com dez modelos - entre eles, Marlon Teixeira, o brasileiro mais bem sucedido da moda masculina e que também desfilou no Fashion Rio.Filha do ex-craque do futebol Toninho Cerezo, a modelo mineira é uma das sensações da cena fashion. Além das campanhas da francesa Givenchy, ela entrou para a lista das 50 modelos mais importantes da moda mundial, ocupando a 42ª posição.
Lea T exibe sua tatuagem que escapa nos vazados do maiô engana-mamãe.  (Foto: Raul Zito/G1)
 
Lea T exibe sua tatuagem, que escapa nos vazados do maiô engana-mamãe. (Foto: Raul Zito/G1)
Lea T entre o estilista da grife, Thomaz Azulay, e a diretora Sharon Azulay.  (Foto: Raul Zito/G1)
 
Lea T entre o estilista da grife, Thomaz Azulay, e a diretora, Sharon Azulay. (Foto: Raul Zito/G1)
Em entrevista ao G1 nesta semana, Lea falou sobre o preconceito contra os transexuais e contou que ainda não decidiu se fará uma operação mudança de sexo. "Antes de fazer a cirurgia estou amadurecendo a ideia."
Inspiração
O mar, a areia e as paisagens tropicais do país serviram de inspiração para o verão 2012 da Blue Man. O desfile desta temporada marcou a volta da grife ao calendário do Fashion Rio após a morte de um de seus fundadores, David Azulay, em 2009.
No comando da marca agora está a filha de David, Sharon Azulay, de apenas 19 anos, e seu primo, o estilista Thomaz Azulay.
Ana Claudia Michels cai na passarela e é amparada pela amiga Ana Beatriz Barros.  (Foto: Raul Zito/G1)
 
Ana Claudia Michels cai na passarela e é amparada pela amiga Ana Beatriz Barros. (Foto: Raul Zito/G1)
O desfile contou com um time de musas da moda praia, como as tops Ana Beatriz Barros, Ana Claudia Michels, Laís Ribeiro e Barbara Berger.Em um dos momentos de tensão no desfile, a modelo Ana Claudia Michels tropeçou no próprio salto e caiu na passarela. Ana Beatriz Barros, sua amiga de longa data, a ajudou a se levantar.
Tudo sob aplausos do público, na maior descontração.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Modelo Lea T diz que transexual pode participar da sociedade

Mas top model, filha do ex-jogador Toninho Cerezo, tem medo de estudar.Lea T diz que sofreria pressão na faculdade só por ser diferente.

Heloísa Marra Especial para o G1, no Rio
 
O casamento gay acaba de ser reconhecido, a androginia está mais do que nunca em alta na moda, mas engana-se quem pensa que tais conquistas tornaram a vida de pessoas como a top model transexual Lea T mais fácil e cheia de glamour.Fotografada por Terry Richardson para a campanha da Blue Man no Posto 9, em Ipanema, no Rio de Janeiro, Lea T afirmou: “para mim, o fundamental não é ser modelo. Já estou com 29 anos e tenho os pés no chão. O importante é passar uma mensagem que não seja só estética mas mostrar que podemos fazer parte da sociedade, que somos parte de um grupo e não podemos viver separadas”.
Lea T fotografa para grife de biquínis na Praia de Ipanema.  (Foto: Wallace Barbosa / AgNews)
 
Lea T fotografa para grife de biquínis na Praia de Ipanema. (Foto: Wallace Barbosa / AgNews)
“Fotografar uma campanha com Terry Richardson é o que menos importa. Existem pessoas que merecem mais do que eu, pessoas que querem frequentar uma faculdade, mas têm medo de serem agredidas. Há pouco tempo, em Baltimore, nos Estados Unidos, uma transexual foi espancada por meninas porque entrou no banheiro feminino do Mc Donald’s. Só pararam de bater nela quando teve uma convulsão. Não muito longe daqui, na Paraíba, não faz muito tempo um transexual morreu depois de levar 30 facadas”, desabafa Lea, que diz ter medo de estudar numa faculdade hoje só de pensar na pressão que sofreria por ser diferente.A filha do ex-jogador Toninho Cerezo assumiu sua sexualidade ao começar a trabalhar como modelo de provas para o estilista Riccardo Tisci, da Givenchy. Ficou famosa ao posar para a campanha da grife. “Eu precisava de dinheiro e o Riccardo me convidou para posar. Disse a ele que faria isso com uma condição. Quero que saibam que sou transexual”, disse Lea, que desfila amanhã às 22h de biquíni na Blue Man, no Fashion Rio.
Indefinição de gênero é um problema
Para Lea T, todo transexual enfrenta o dilema da indefinição de gênero. “É uma questão de identidade. Isso é um problema porque você não vive bem com o seu lado masculino, por isso tenta se voltar para o feminino. Tem que estudar muito, fazer muita terapia. Nós não nos aceitamos como somos embora saibamos no fundo que é só corpo. A esperança é que um dia não exista mais o homem e a mulher, só o ser”, afirma Lea, que recentemente adiou a cirurgia que faria para mudar o sexo para julho.
Lea T (Foto: Wallace Barbosa/AgNews)
 
Lea T é filha do ex-jogador Toninho Cerezo. (Foto: Wallace Barbosa/AgNews)
“Muita transexual diz: ‘eu sou mulher’. Ela não é mulher, ela é ela e quer ser algo que não é. Quer ser a caricatura de uma mulher. O importante não é ter vagina ou pênis, mas sentir-se bem como você é”, continua Lea, que fez recentemente uma cirurgia para aumentar os seios. “Qualquer coisa que você faça no corpo é um trauma. O corpo é a caixa da alma. Particularmente não gosto do meu pênis, mas estou aprendendo a conviver com ele. Por isso, antes de fazer qualquer cirurgia estou refletindo e amadurecendo a ideia”.Segundo Lea, hoje, a cirurgia de mudança de sexo é mais branda e menos longa. Leva uma hora e meia e no segundo dia o paciente já levanta e anda. “Roberta Close foi pioneira numa época de muito preconceito. Através do meu trabalho, mostro que cada um tem a sua diferença. O respeito é obrigatório”, afirma a top, que se diz chocada com as agressões que sofre na Internet. “Precisei entender porque isso acontece e vi que elas ocorrem com todo o tipo de diferença, como, por exemplo, com meninas que nasceram siamesas ou bebês que vieram ao mundo com problemas sérios de pele. O ser humano é mau, mas não sou eu que vou mudar isso, cabe a todo mundo”, conclui a top, que fica no Brasil até quinta-feira (2), quando volta a Milão, onde mora com o yorkshire Obi.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ES: travestis e transexuais poderão usar nome social nas escolas

O Conselho Estadual de Educação do Espírito Santo aprovou a resolução 2.735/2011, que permite a inclusão do nome social dos Travestis e Transexuais nos registros escolares das escolas do estado. A partir disso, as instituições devem incluir nas "chamadas", registros diários de frequência, entre parênteses, o nome social pelo qual estudante se identifica. A resolução foi publicada no Diário Oficial no dia 20 deste mês. De acordo com o presidente da ABGLT, Toni Reis, o processo estava parado desde 2008, mas agora as/os Travestis e Transexuais têm direito a usar a denominação com a qual se identificam. "Isso é uma grande vitória para movimento", afirmou o presidente em nota. No entanto, o nome social não deverá constar nas declarações do histórico escolar, dos certificados e dos diplomas.

De acordo com a resolução, cabe à instituição de ensino garantir a presença e a permanência do aluno, tendo em vista o respeito às diferenças. "Os professores e demais profissionais da educação devem estar atentos para evitar toda e qualquer forma de discriminação e preconceito que traga constrangimento para o (a) aluno (a)", diz o texto.

Lea T.: “Desfilar de biquíni, me assusta mais que o sofá da Oprah”

A modelo transexual, que vai desfilar no Fashio Rio, confessa que colocou silicone e que vai fazer a cirurgia de mudança de sexo
QUEM Online; Fotos: Getty Images
 Getty Images
Lea T. vai desfilar pela primeira vez de biquíni no Fashion Rio, no Rio de Janeiro, na quarta-feira (1). A modelo transexual, que colocou 300 ml de silicone para dar conta do biquini pequeno, conta em entrevista a revista “Serafina”, do jornal “Folha de São Paulo”, que está muito nervosa com o evento. “Desfilar de biquíni, me assusta mais que o sofá da Oprah”, contou a modelo que já foi entrevistada pela apresentadora americana.
“Esconder os órgãos sexuais é o que menos me preocupa. Conheço vários segredinhos das ‘trans’ mais velhas que dão super certo. É o básico, a gente prende para trás, como todo garoto faz de brincadeira uma hora ou outra”, disse. Sobre a cirurgia de mudança de sexo. “Vou fazer em algum momento, mas não já. Deve ser na Tailândia, os médicos de lá são acostumados, têm experiência”, disse a modelo, que foi descoberta pelo estilista italiano Riccardo Tisci. “A primeira pessoa que me disse que eu era transexual foi o Riccardo Tisci, um dos meus melhores amigos.” “Percebi que tinha algo que não dava certo. Sabe quando você troca os sapatos nos pés? Fui a vários psiquiatras até entender que eu era. Um dia decidi contar para minha família: ‘Sou transexual. Não é uma tara, nem uma fase’”, revelou.

sábado, 28 de maio de 2011

Ícone nova-iorquino, transexual Amanda Lepore diz que Lady Gaga ajudou a diminuir preconceito

Neto Lucon, com tradução de Gabriel Nanbu e Diego Bonel

A musa transexual Amanda Lepore (Divulgação)
A musa transexual Amanda Lepore
Uma gritante imagem loura, recortada das fotos do conceituado fotógrafo David LaChapelle, circulou por São Paulo em uma tarde de sábado, dia 14 de maio. Pálida, com lábios carnudos e extremamente vermelhos, era apontada como uma alucinação de Marylin Monroe. Os olhares tortos de curiosos eram comuns, mas ela parecia não se importar. Rumo à escadaria da Avenida 13 de Maio, inspirava-se nos passos da envolvente marciana interpretada por Lisa Marie em “Marte Ataca” (comédia americana de 1996). Com toda delicadeza e pompa de uma diva, estava empolgada por estar pela terceira vez no Brasil, onde gravou o clipe Turn me on Turn me Over.
Amanda Lepore, a tal figura vibrante que contrastou com o cenário cinza de São Paulo, é um grito. Uma hipérbole, boneca pop art que anda, pensa, fala e canta. Uma imagem moldada pelas mãos de cirurgiões plásticos, eternizada por LaChapelle e inspiração para letras do rapper Cazwell. Nada nela é óbvio. Até mesmo as intervenções cirurgias – tidas por muitos como artificiais – serviram para aliar ao mais íntimo sentimento: o de ser mulher. Embora tenha uma imagem incomum e ousada, é tranquila e extremamente educada.Ícone da noite americana e musa de LaChapelle (fotógrafo que também adotou ícones como Madonna, Cher, Elton John e Lady Gaga), a cantora nova-iorquina conversou com o Virgula com exclusividade. Aqui, falou sobre o novo álbum, o que pensa sobre Lady Gaga, Britney Spears, a brasileira Lea T e revelou detalhes de sua intimidade.
Você esteve aqui para gravar o clipe Turn me on Turn me Over. Por que escolheu o Brasil?
Eu e Marco Ovando (diretor do clipe) pensamos que o Brasil se encaixaria melhor pelas imagens dos garotos bonitos e seus contrastes. Assim como o título sugere, “os brasileiros me excitam”. A música é na verdade uma canção que fizemos há uns três anos. Eu cheguei a tocá-la uma vez com o Scissor Sisters, em Dallas, e outra em que o som não estava muito bom. O clipe foi gravado todo no Brasil, em um clube e no hotel em que fiquei hospedada.
Ícone da noite nova-iorquina, quando você se descobriu artista e começou a ser considerada diva?
Acho que logo quando comecei a trabalhar em night clubs, como na festa Disco 2000, em Nova York. Nós éramos tratadas como estrelas, embora não fôssemos.
Isso aconteceu como? Foi de repente, “ok, sou uma diva”?
Eu só queria ser uma garota normal, era muito tímida. Na noite, só estava tentando me virar. Mas depois teve o David LaChapelle que começou a me fotografar e isso virou uma bola de neve: entrevistas, reportagens, comecei a ser respeitada seriamente como uma diva. Mas teve gente que achou que me tornei famosa por causa das plásticas.
Que diferença você nota do cenário dos clubes de antigamente para o atual?
Quando comecei a trabalhar, as transexuais não eram vistas como parte da cultura gay. Tanto que trabalhava em clubes héteros, ao lado dos gogos e dançarinas. Fui provavelmente uma das primeiras transexuais na cena de clubes de Nova York e eles realmente não sabiam o que fazer comigo. Como me encaixava melhor entre as garotas, eles me colocavam com elas. Só mais tarde é que comecei a perceber que era mais convidada para festas gays.
Quando notou essa mudança?
Acho que quando começaram a incluir as transexuais nos direitos homossexuais, quando os gays começaram a ser mais receptivos. Hoje eu só trabalho em festas gays. A maior mudança é essa: começou de nada gay e agora é tudo gay.
O que acha de cantoras mais montadas de hoje, quase-drags, como a Lady Gaga?
Eu gosto, acho que ajuda muito pessoas como eu. Britney Spears, Christina Aguilera, Jennifer Lopez, Lady Gaga, as pessoas vêem e pensam “eu gosto dela, e posso gostar também do trabalho da Amanda”. Acho que parte do sucesso da Lady Gaga vem do jeito que ela se veste. Acho a música boa, embora coisas novas não sejam as minhas favoritas.
O que escuta em casa?
Gosto muito de Kylie Minogue. Não compro música, porque gasto mais dinheiro com roupas e acessórios, mas ganho muitos presentes. Gosto de música boa em geral: velha, disco music... Entre Britney e Christina, prefiro a voz de bebê da Britney, apesar de tecnicamente a Christina ter uma boa voz. Da Rihanna prefiro o visual, a voz é muito sintetizada. Sobre a Lady Gaga, gostei do primeiro trabalho, mas não muito dos outros.
Recentemente você traçou uma parceria com o rapper Cazwell. Como o conheceu?
Nós nos conhecemos em clubes que trabalhamos juntos. Eu era fã da música dele e o chamei para tocar em minha festa de aniversário.
Depois ele colocou você em alguns clipes...
Sim, ele me colocou. É que passamos muito tempo próximos, e ele começou a escrever músicas sobre minhas experiências. A primeira foi “Champagne”. Eu gostei, as pessoas gostaram e foi um sucesso. E continuamos fazendo outros trabalhos em parceria.
Parceria ainda maior foi com David LaChapelle. O que poderia falar sobre os bastidores dos ensaios?
Ele é muito organizado, tudo é desenhado antes em storyboards. Gosta de discutir o cabelo e tem muitas referências. A equipe é enorme e tudo é planejado. Hoje ele tem sucesso e dinheiro para fazer dessa forma.
Você chega dar opinião nas fotos?
No começo eu não dava opinião. Mas agora ele me deixa escolher as fotos. Ele é muito meticuloso. Acho que uma das razões pelas quais a gente se dá tão bem é que ele percebeu que tenho uma visão que ninguém tem. E ele curiosamente também vê do meu jeito.
Conhece a modelo brasileira e transexual Lea T?
Ela é ótima! É uma modelo linda. Há sempre uma fascinação de deusas transexuais. Aconteceu isso nos anos 80, 60, 70, 90 e tem agora a Lea T. Sempre tem “a” pessoa, mas você nunca as vê como supermodels. Não é aceito dessa forma, é apenas uma fascinação.
O que acha da atual presença trans na mídia?
Sempre existiu um movimento de valorização da transexual, com uma fascinação, como se fôssemos deusas. Mas logo depois tudo isso acaba, não tem mais espaço. E é um pouco estranho, ainda existe muito preconceito, mas acho que está ficando mais comercial. Hoje vemos transexuais na televisão, trabalhando em lojas...
Quando você era pequena, não existiam tantas referências de transexuais. Em quem você se inspirou?
Sempre me senti garota e não entendia porque meus pais compravam roupas de menino. Pensava que eles estavam me punindo. Minhas referências foram as estrelas do cinema. Passava horas assistindo filmes antigos. Minha mãe e minha avó também gostavam de se montar. Nesta época, as mulheres tinham um acabamento drag queen, elas eram muito produzidas, assim como a Dita Von Teese é hoje em dia.
Como seus pais lidavam com sua vontade de adentrar no universo feminino?
Meu pai pegava todas as minhas bonecas, mas eu dizia que não iria para a escola e ele devolvia (risos). Minha mãe passou muito tempo hospitalizada, então meus familiares sentiam pena de mim. Minha avó me dava bolsas, jóias, me deixava usar perfume. Eles faziam isso porque achavam que eu era infeliz e que era apenas uma fase.
Você gosta de cantar no chuveiro, esse tipo de coisa?
Quando eu era pequena, cantava em frente ao espelho e fingia que estava me apresentando.
Como você é na intimidade? Você se maquia sempre?
Eu me maquio todos os dias, mas às vezes vou à academia sem nada. Gosto de pensar que não sou reconhecida, que passo batida, mas não passo (risos). Alguns namorados dizem que quando eu tomo banho e tiro a maquiagem não fico tão diferente. Mas de fato me sinto mais confortável maquiada.
E o que podemos esperar de você nos próximos anos?
Gosto de me manter ocupada e estou ficando mais confiante como performer. Não tomo as coisas como ganhas e por isso trabalho duro. Gostaria de fazer filmes ou escrever. Mas hoje meu foco é na música. Meu álbum sai em junho, 25, e tem 14 faixas.
Pretende voltar ao Brasil?
Oh, sim, claro. Podem esperar...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Transexual Lea T. vai desfilar de biquíni para grife de moda praia

Lea T. vai fazer duas entradas no desfile da Blue Man na próxima quarta-feira no Fashion Rio.
A modelo transexual encerra a apresentação e deve aparecer, em pelo menos uma das aparições, só de biquíni. A filha do treinador Toninho Cerezo será estrela da nova campanha da marca, junto com Marlon Teixeira.
As fotos, assinadas pelo fotógrafo Terry Richardson, serão feitas no posto 9, na praia de Ipanema, no Rio.
A informação é da coluna da coluna Última Moda, de Vivian Whiteman, publicada nesta sexta-feira (27) na Folha.
Caio Guatelli/Folhapress
A modelo transsexual Lea T., filha do ex-jogador Toninho Cerezo, veste roupa do estilista Alexandre Herchcovitch
A modelo transexual Lea T., filha do ex-jogador Toninho Cerezo, que vai desfilar de biquíni para a grife Blue Man

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Professora transexual diz que alunos sabem lidar com a diversidade

Marina Reidel foi vítima de homofobia antes de passar por 'transformação'. Ela aprova kit do MEC e diz que ganhou o respeito de pais e estudantes.

Paulo Guilherme/Do G1, em São Paulo
 
Marina Reidel é transexual e dá aulas em uma escola pública de Porto Alegre (Foto: Arquivo pessoal)Marina Reidel é transexual e dá aulas em uma
escola pública de Porto Alegre (Foto: Arquivo
pessoal)
Os estudantes adolescentes sabem lidar com tranquilidade quando lhes é apresentado em sala de aula o tema da diversidade sexual. É a conclusão que chegou a professora Marina Reidel por sua experiência didática em uma escola pública de Porto Alegre. Ela se sente muito à vontade para falar sobre o tema que gerou a polêmica suspensão do projeto "Escola sem homofobia", que iria debater a diversidade sexual nas escolas públicas por meio de vídeos e uma cartilha – o chamado" kit anti-homofobia". Marina é transexual desde os 30 anos (ela não revela a idade) e é tratada com respeito por alunos, pais e diretores por seu trabalho em sala de aula.De família com ascendência alemã, Marina sempre teve o carinho dos pais, que viam o filho brincando com bonecas desde pequeno. Mas nunca teve diálogo necessário para falar sobre sua orientação sexual em casa. Talvez por isso tenha demorado tanto tempo para assumir a sua condição.
No trabalho nas escolas viveu duas realidades distintas. Antes de decidir se tornar transexual, deixando o cabelo crescer e assumindo a sua feminilidade, Marina era o professor Mário e, como homossexual, era vítima de preconceito nas escolas.
“Enquanto eu era um gay não assumido tive alguns problemas”, conta a professora, que faz mestrado em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Teve um pai que não aceitava que eu desse aula para a filha dele. Uma mãe retirou a filha da escola porque não aceitou o fato de ela ter um professor homossexual. Eu até fui ofendido por um aluno da oitava série. Registrei boletim de ocorrência e ele acabou saindo da escola.”Depois que se tornou transexual, as coisas mudaram. Mario avisou a direção da escola que iria se ausentar por alguns meses e voltaria diferente. A diretora e os outros professores prepararam os alunos para receber esta mudança. E a transexual voltou à escola como uma respeitada professora Marina. “Depois que me transformei ninguém questionou nada sobre minha história ou meu trabalho. Nem os meus alunos, que têm de 10 a 17 anos. E os pais confiam na escola e no trabalho que a gente faz.”
Marina participou de trabalhos de capacitação promovidos pelo MEC sobre a questão da diversidade sexual nas escolas. Teve acesso aos vídeos preparados para o kit anti-homofobia e até promoveu com os alunos trabalhos abordando o tema. “Tivemos trabalhos excelentes sobre a conscientização desta temática”, avalia.Ela lidera uma associação de professores transexuais do país. Diz que tem 15 professores transexuais nas escolas da rede pública, sendo quatro no Rio Grande do Sul. “Deve haver mais, mas nem todo mundo assume sua condição”, diz. Ao saber da suspensão da distribuição do material didático voltado para a orientação do professor, Marina achou um retrocesso. Ela diz que muitos professores querem abordar a temática, mas não têm material didático para se basear. E outros professores não querem se envolver com o tema por “preguiça”. “Eles se preocupam só com seus conteúdos enquanto na sala de aula temos violência, bullying, homofobia, drogas...”Sobre a proibição do kit preparado a pedido do MEC, Marina disse que a interferência dos políticos está atrapalhando o desenvolvimento de uma questão importante para a educação brasileira. “Acho muito estranho é que na educação todo mundo dá palpite. No posto de saúde ninguém diz para o médico o que deve ser feito. Por que nós educadores temos que dar ouvidos às pessoas que não entendem de educação e querem dar pitacos no nosso trabalho? Por que os deputados evangélicos podem se meter tanto se o estado é laico?”

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Travestí Luisa Marilac diz que não esperava todo o sucesso na internet

Luisa Marilac contou à revista 'Quem sobre o sucesso na internet. Foto: Divulgação
Luisa Marilac também reclamou da violência contra travestis no Brasil
Foto: Divulgação
Em entrevista à edição da revista Quem que chega à bancas nesta quarta-feira (18), a travesti Luisa Marilac, que virou sucesso da internet com alguns vídeos caseiros, disse que não esperava pela fama.
Em junho de 2010, a transexual brasileira decidiu fazer algo diferente para se vingar do ex-namorado. Após ser roubada pelo "italiano lindo", como ela mesma se refere a ele, e entrar em depressão, Luisa resolveu gravar um vídeo para mostrar ao ex que tinha superado o trauma. "A ideia era mandar para ele e depois apagar, mas eu perdi a senha do site. Eu não esperava todo esse sucesso, mas Deus sabe o que faz", contou.O jeito engraçado de falar e o mau português renderam bordões na web. Os "bons drinque" e o sotaque arrastado caíram na boca do povo. Apesar de assumir que não tem nenhum dom artístico, a ex-garota de programa virou um personagem cômico, o que lhe rendeu uma série de shows pelo Brasil. "Qualquer coisa que eu falo o povo começa a rir, acho que sou engraçada", afirmou.
Luisa também reclamou da violência contra os travestis. "É muito ruim a vida para 'nosotras' no Brasil", disse.
Ela está cotada para o elenco do reality show A Fazenda 4, com estreia prevista para julho de 2011.


'G Magazine' diz que não quer Luisa Marilac em sua capa

Gabriel Perline
Acostumada a convidar personagens famosos da cena gay para participar de ensaios ao lado de modelos nus, a revista G Magazine não pretende convidar Luisa Marilac, sucesso da web, para estampar uma das capas de suas futuras edições.
"Não temos a intenção de convidá-la, pois ela não tem o perfil que buscamos para a revista", disse Klifty Pugini, diretor de redação da G Magazine.
Segundo Klifty, a revista busca personalidades que se destacam na cena gay e que conquistaram o público com seus trabalhos ou atuações no meio.
A edição de junho da G Magazine trará na capa o ex-BBB Daniel, que fará fotos sensuais ao lado de um modelo, escolhido pela revista, que fará as fotos nu.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Professora transexual: educador não quer discutir homofobia

A transexual e professora Marina Reidel discute a homofobia com os alunos da Escola Estadual Rio de Janeiro, em Porto Alegre. Foto: Nabor Goulart/Agência FreeLancer/Especial para Terra
A transexual e professora Marina Reidel discute a homofobia com os alunos da Escola Estadual Rio de Janeiro, em Porto Alegre
Foto: Nabor Goulart/Agência FreeLancer/Especial para Terra

Angela Chagas /TERRA/Direto de Porto Alegre

 
Nesta terça-feira, dia que marca a luta mundial de combate à homofobia, especialistas em educação apontam que os professores têm o desafio de discutir o combate ao preconceito no ambiente escolar. Para a transexual Marina Reidel, professora de artes e ética de um colégio público de Porto Alegre (RS) e mestranda em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o maior problema está relacionado à falta de interesse dos profissionais em discutir o tema. "Eu acho que há uma acomodação, os professores não querem se envolver com esses temas, eles dizem que isso não tem relação com a disciplina deles. Mas precisam entender que isso faz parte das nossas vidas, está nos meios de comunicação, na internet, basta procurar um especialista, uma ONG para levar essa discussão para a escola".A pós-doutora em Cultura Visual e professora do Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jane Felipe, concorda que a escola deve dicutir o tema. "Os professores devem tratar da homofobia desde o começo, nas séries iniciais, para evitar que as crianças cresçam com o preconceito", diz a especialista.Professora há 20 anos, Marina entende bem do assunto. Quando criança passou pelo mesmo preconceito que ainda está presente em muitas escolas brasileiras. "Desde pequena eu era agredida. Nas escolas que estudei, as equipes de direção não faziam nada para evitar que isso acontecesse, eram negligentes. Uma vez a direção disse que eu era diferente e que, por causa do meu jeitinho, os colegas me agrediam".Apesar das humilhações que sofreu na escola, Marina decidiu que queria ser professora. Nessa época era conhecida como Mario, nome que ainda leva na carteira de identidade. Em 2006, quando já trabalhava como professora da Escola Estadual Rio de Janeiro há 3 anos, decidiu se afastar um tempo das aulas para assumir a nova identidade. Trocou as calças e camisas pelo salto alto e vestido, fez plástica e retornou para a escola como mulher.
"Os professores prepararam os alunos para a minha transformação, explicaram sobre a transexualidade. Eles estavam com uma expectativa muito grande, mas foi super tranquilo. Fui muito bem recebida de volta, não tive nenhum problema com os pais e os estudantes", afirma. Após a mudança, a professora percebeu que tinha o apoio da comunidade escolar para desenvolver ações voltadas à inclusão das diferenças. "Hoje todos os alunos sabem que eu sou transexual e respeitam muito o meu trabalho na escola".A partir da iniciativa da ONG Somos, que orienta os estudantes sobre sexualidade e diversidade, Marina começou a dar aulas de ética nas turmas de sétima e oitavas séries para tratar de direitos humanos e respeito às diversidades. "Substituímos a disciplina de ensino religioso pela de ética e cidadania e passamos a tratar da homofobia, do preconceito contra negros, das questões de gênero", explica. Segundo ela, os alunos das outras turmas também participam das discussões por meio de oficinas com especialistas da ONG, que vão até a escola realizar atividades. "Eles adoram as oficinas, porque nós discutimos aquilo que muitas vezes não é falado em casa e que estão presentes no dia a dia deles".
Kits contra homofobia
O Ministério da Educação (MEC) vai oferecer às escolas brasileiras no segundo semestre de 2011 um kit contra a homofobia. Marina participou de um treinamento realizado em São Paulo para representantes de todos os Estados sobre o material, que segundo ela, "é um grande avanço".
De acordo com informações do MEC, um dos vídeos mostra a relação de duas lésbicas na escola. "Acho a iniciativa dos kits importante, mas cabe às secretarias estaduais e ao próprio ministério promover a equidade de gênero nas escolas. As pessoas em geral ignoram como se constitui a identidade de gênero, não sabem que é uma questão histórica. Por isso, é importante que o professor tenha um conhecimento teórico as temáticas", afirma Jane Felipe."Essa discussão não pode ser feita na base do improviso. O professor tem que estudar muito porque a principal função dele é ampliar o conhecimento dos alunos. Os governos precisam investir nessa formação continuada para que ele esteja capacitado para lidar com essas temáticas da diversidade", diz a professora da UFRGS.Para que os educadores se sintam preparados para abordar a homofobia, a Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul começou, em abril deste ano, o trabalho de capacitação de gestores regionais, que irão "multiplicar o conhecimento" nos municípios. Iris de Carvalho, assessora da equipe da Diversidade do Departamento Pedagógico da secretaria, afirma que os professores estão sendo estimulados "a trabalhar a questão de como o ambiente escolar enfrenta a homofobia e como recebe a diversidade". Iris afirma que no Estado as coordenadorias de educação estão sendo estimuladas a fazer parcerias com as prefeituras, as universidades e as ONGs para a formação dos professores sobre a sexualidade. "Queremos acabar com a lógica de que é só responsabilidade do professor de biologia discutir isso, mas que é uma ação pedagógica planejada por todas as áreas da educação. E que também não é envolve só as temáticas da gravidez e da aids, mas principalmente as questões de gênero".
Na Bahia, onde a Secretaria Estadual de Educação exonerou do cargo na sexta-feira a vice-diretora de uma escola de Salvador que suspendeu um aluno de 11 anos por "indecência" ao fazer carinho na cabeça de um colega, não há uma política específica de combate à homofobia nas escolas. "Não temos uma ação específica, mas geral de que não pode haver discriminação", diz o chefe de gabinete da secretaria, Paulo Pontes. De acordo com ele, após o a atitude "equivocada" da vice-diretora, representantes da secretaria estão realizando reuniões com os educadores para discutir o tema e evitar que ocorram novos casos.
Família
O MEC pretende disponibilizar o conteúdo dos kits para alunos do ensino médio, mas a professora do Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero da UFRGS afirma que não só a escola, mas também a família devem promover o respeito às diferenças desde cedo. "Tantos os pais quanto os educadores não devem dizer aos meninos, por exemplo, que se eles tiverem um comportamento diferente do convencionado é porque são 'bichinhas'", diz. Jane Felipe afirma que desde quando são bebês, as crianças precisam aprender o respeito. "Muitas vezes as famílias ensinam a discriminar, a ter olhar de desprezo aos pobres, negros e homossexuais. A escola sozinha não faz milagre, precisa da parceria e do apoio dos pais", diz a especialista.A transexual Marina Reidel concorda com a especialista. "As famílias, os professores e a equipe da direção sempre apoiaram o meu trabalho. Tenho orgulho do que conquistei e do que fazemos para promover a inclusão", diz a transexual. "Eu não quero que as pessoas pensem igual a mim, nunca cobrei isso dos meus alunos, eu só quero que eles respeitem as diferenças", conclui.

sábado, 30 de abril de 2011

Paquistão reconhece "terceiro sexo" oficialmente

(EFE).- A Corte Suprema do Paquistão, em uma decisão rara no mundo islâmico, ordenou criar um novo gênero nos documentos de identidade para oficializar a discriminada comunidade transexual, conhecida como o "terceiro sexo".
Desta forma, os 'hijra', como são chamados no Sul da Ásia, farão parte de uma categoria sexual nos documentos oficiais."Há dois anos apresentamos um pedido perante a Corte Suprema por nossos direitos, porque no Paquistão não havia um conceito para nossa comunidade", explicou em entrevista à Agência Efe o presidente da Associação pelos Direitos dos Transexuais do Paquistão, Miss Bobby.Durante a conversa, rasgou elogios para o chefe do Tribunal Supremo, Iftikhar Chaudhry, do qual guarda uma fotografia posada com ele em um lugar de destaque na sua sala."Ele toma decisões e dá passos muito corajosos para nossa comunidade pela primeira vez na história do Paquistão", justificou.A corte presidida por Chaudhry permitirá agora o fato simbólico que, ao solicitar a carteira de identidade, toda pessoa terá a opção de possa marcar 'homem', 'mulher' ou 'transexual' ("shemale", se o formulário for em inglês, ou "khuaja sarai" em urdu).
Esta comunidade, conhecida também como "terceiro sexo", agrupa homens que adotam roupas e comportamentos femininos mas que não passam pela sala de cirurgia, outros que optam por uma intervenção cirúrgica após assumir sua feminilidade e pessoas que têm desordens genéticas e nascem com órgãos genitais mistos."Sabemos e aceitamos que somos uma minoria, mas temos nossos direitos", afirmou Miss Bobby, que reivindicou para sua comunidade a condição de "única".Apesar do veredicto do Supremo surpreender em um país islâmico e conservador como o Paquistão, a figura do 'hijra' está enraizada não só neste país mas em todo o Sul da Ásia, onde sofre uma discriminação parecida.A decisão judicial nem sequer alterou os ânimos dos grupos religiosos de corte islamita.
"Não há nenhuma objeção por nossa parte. É uma decisão correta do Supremo. As autoridades têm o dever de dar direitos a todos", afirmou à Efe o porta-voz do partido islamita Jamat-e-Islami, Shujaat Qamar.
Mas o estigma social dos 'hijra' segue sem desaparecer e muitos deles se veem obrigados a pedir esmolas nas ruas e sobrevive em um mundo marginal, próximo a da malandragem e exposto à prostituição e às doenças sexuais.A presidente da associação de transexuais citou o sequestro, a violação, o roubo e o assédio da Polícia, entre alguns dos abusos que sofre a comunidade e cifrou entre 50 mil e 80 mil os membros desta comunidade no Paquistão, embora outras estimativas não oficiais elevam o número a centenas de milhares.Miss Bobby admitiu que a situação está melhorando nos últimos anos com decisões como as do chefe do Supremo, que contribuem à aceitação social, e reivindicou que a comunidade não deve sentir-se "envergonhada".
"Não fizemos isso a nós mesmos, foi Deus que nos fez assim", apontou.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ex-BBB Ariadna troca beijos com lutador australiano em festa

 . Foto: Divulgação Ariadna beijou lutador em festa carioca
Foto: Divulgação

Ariadna trocou beijos com um lutador australiano durante a festa de lançamento da Sexy com a ex-big brother Natália na capa em uma boate da Barra, nesta quarta-feira.
"A primeira coisa que eu disse a ele foi que eu era operada e ele me disse: 'não me importa o que você já foi, você é a mais linda da festa'", explicou a transexual. A carioca deixou claro que não tem nada sério com o louro. "Não tô namorando não, gente. Só conheci o carinha e nos beijamos".

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Transexuais ganham direitos no Paquistão

O conservador governo do Paquistão surpreendeu ao anunciar medidas que favorecem os transexuais que vivem no país.
A primeira delas é o fato de a Suprema Corte ter aceitado introduzindo um terceiro gênero no documento de identificação nacional.Além disso, o governo está começando a empregar transexuais, que tem uma grande dificuldade para encontrar trabalho.Em grupos, eles trabalham na cobrança de impostos atrasados, normalmente em áreas nobres das cidades paquistanesas.É o caso de Shehzadi, que se diz muito orgulhosa de seu nome emprego.Ela conta que sua vida é muito difícil e que é complicado achar um lugar pra morar e até mesmo sair na rua sem sofrer abusos.Os transexuais paquistaneses costumam trabalhar em áreas ligadas ao entretenimento, à prostituição ou viram pedintes.
Assim, apesar de a vasta maioria dos continuar sem emprego, as novas medidas ajudam a melhorar um pouco a situação de uma comunidade que sempre foi isolada e até ridicularizada no país.

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