Motivado por uma campanha da empresa onde trabalha, em Belo Horizonte, o produtor cultural Danilo França, de 24 anos, decidiu doar sangue pela primeira vez. Junto com um grupo de colegas, seguiu as etapas previstas: preencheu a ficha de inscrição e foi para a entrevista com o médico do hemocentro.
No momento da conversa, França descobriu que não poderia doar sangue porque mantém um relacionamento homossexual. “Fiquei atordoado, sem graça. Fiquei chateado e me senti discriminado”, disse França.Uma norma nacional considera inapto à doação qualquer homem que tenha se relacionado sexualmente com outro homem no período de 12 meses. O mesmo vale para heterossexuais que, no mesmo período, se relacionaram sexualmente com várias parceiras.Entidades de defesa dos direitos dos homossexuais reclamam da restrição e querem reacender o debate sobre o tema. “A cada fato novo, a gente tem que abrir a discussão. Se a pessoa usa preservativo e não tem comportamento de risco, não pode ser impedida de doar”, argumenta Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).
A regra do Ministério da Saúde, que vigora há mais de sete anos e vale para todos os hemocentros, foi baseada em estudos internacionais que apontam que o risco de contágio pelo vírus da aids (HIV) é 18 vezes maior nas relações entre homossexuais masculinos, na comparação com relações entre pessoas heterossexuais. O motivo é a prática do sexo anal, que aumenta o risco de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DST). Foi essa determinação que fez com que a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas) negasse ao produtor cultural a possibilidade de doar sangue.Em junho de 2011, o ministério baixou uma portaria que proíbe os hemocentros de usar a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) como critério para seleção de doadores de sangue. “Não deverá haver, no processo de triagem e coleta de sangue, manifestação de preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, hábitos de vida, atividade profissional, condição socioeconômica, raça, cor e etnia”. Mas, na prática, os homossexuais masculinos ativos sexualmente seguem impedidos de doar sangue. Para as lésbicas, não há restrições.O coordenador de Sangue e Hemoderivados do ministério, Guilherme Genovez, alega que a norma brasileira é avançada quando comparada à legislação de outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, um homem que tenha tido, no mínimo, uma relação sexual com outro homem fica proibido de doar sangue pelo resto da vida. “Acima de tudo, está o direito de um paciente receber sangue seguro”, alega o coordenador, lembrando que os testes não identificam imediatamente a presença de vírus em uma bolsa de sangue.Desde o ano passado, o governo federal está implantando o NAT, sigla em inglês para teste de ácido nucleico, para tornar mais segura a análise do sangue colhido pelos hemocentros. O exame reduz a chamada janela imunológica, que é o período de tempo entre a contaminação e a detecção da doença por testes laboratoriais. Com o NAT, o intervalo de detecção do vírus HIV cai de 21 para dez dias. Até agora, 59% do sangue doado no país passam pelo NAT. A previsão é que a tecnologia chegue a todos os hemocentros até julho.
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Rede Brasil e TV Aberta São Paulo lançam primeiro talk show LGBT brasileiro
Na noite da última terça-feira (17/4), aconteceu a festa de de lançamento do programa "The One", primeiro talk show LGBT do Brasil, transmitido pela TV Aberta São Paulo e Rede Brasil de Televisão.
Com comando de Paulo Fonseca, o programa terá matérias especiais com a drag queen Lisa Crazy e a repórter Joyce Gabrielle.De acordo com o portal Vírgula, um trecho do piloto exibido na festa mostra que "The One" abordará o universo da moda, saúde, beleza, gastronomia, viagens e entrevistas. A música tema do programa e da festa é da cantora Amannda, ícone da noite gay que já abriu o show de Lady Gaga.
No evento, estiveram presentes várias personalidades e artistas da noite gay. Entre eles, os apresentadores Nany Venâncio, Felipeh Campos, Liz Vamp, as drags Kaká DiPolly, Tchaka, Marcinha Maxima e a modelo travesti Viviany Beleboni.
Com comando de Paulo Fonseca, o programa terá matérias especiais com a drag queen Lisa Crazy e a repórter Joyce Gabrielle.De acordo com o portal Vírgula, um trecho do piloto exibido na festa mostra que "The One" abordará o universo da moda, saúde, beleza, gastronomia, viagens e entrevistas. A música tema do programa e da festa é da cantora Amannda, ícone da noite gay que já abriu o show de Lady Gaga.
No evento, estiveram presentes várias personalidades e artistas da noite gay. Entre eles, os apresentadores Nany Venâncio, Felipeh Campos, Liz Vamp, as drags Kaká DiPolly, Tchaka, Marcinha Maxima e a modelo travesti Viviany Beleboni.
“Eu acordei gay”
Homem que se descobriu homossexual após sofrer um derrame conta sua experiência em um documentário
por Redação Galileu
No ano passado, Chris Birch, um britânico jogador de rugby que estava de casamento marcado com sua noiva, sofreu um derrame. Quando ele acordou, descobriu que não gostava mais dela. Na verdade, descobriu que era homossexual. Em apenas duas semanas ele terminou o noivado, arranjou um namorado e passou a trabalhar como cabeleireiro. E, neste ano, ele lançou um documentário chamado “I woke up gay” (Eu acordei gay, em português), que conta a sua saga.Birch está convencido que seu derrame, de alguma forma, fez com que ele se tornasse homossexual, mas especialistas são céticos e argumentam que o próprio documentário deixa margem para dúvidas. No filme, por exemplo, o cabeleireiro conta que tem falhas na memória e não lembra de muitas coisas de sua adolescência – então seria possível que esses lapsos fossem sentimentos homossexuais reprimidos.Assista ao trailer de “I woke up gay”:
por Redação Galileu
No ano passado, Chris Birch, um britânico jogador de rugby que estava de casamento marcado com sua noiva, sofreu um derrame. Quando ele acordou, descobriu que não gostava mais dela. Na verdade, descobriu que era homossexual. Em apenas duas semanas ele terminou o noivado, arranjou um namorado e passou a trabalhar como cabeleireiro. E, neste ano, ele lançou um documentário chamado “I woke up gay” (Eu acordei gay, em português), que conta a sua saga.Birch está convencido que seu derrame, de alguma forma, fez com que ele se tornasse homossexual, mas especialistas são céticos e argumentam que o próprio documentário deixa margem para dúvidas. No filme, por exemplo, o cabeleireiro conta que tem falhas na memória e não lembra de muitas coisas de sua adolescência – então seria possível que esses lapsos fossem sentimentos homossexuais reprimidos.Assista ao trailer de “I woke up gay”:
terça-feira, 17 de abril de 2012
Forbes enumera os oito gays mais ricos do mundo
Bíblia das pessoas mais poderosas e ricas do mundo, a revista Forbes não poderia deixar o segmento LGBT de fora, não é mesmo? A publicação elencou os oito gays mais ricos do mundo.
Em primeiro lugar está David Geffen, um dos fundadores da companhia Dreamworks, junto a Steven Spielberg, e da gravadora que leva seu sobrenome, a Geffen Records. Uma década atrás, corria o boato de que Keanu Reeves teria sido seu namorado, mas isso nunca foi confirmado.
A lista segue com nomes menos conhecidos, como Peter Thiel (2°), um ás do mercado financeiro,
e Jann Wenner (5°), um dos fundadores da revista “Rolling Stone”.
Um dos criadores do Facebook também é gay. Ele se chama Chris Huges e é o mais jovem da lista (em 6º).
A diva Elton John aparece em 8º lugar. O cantor deve lançar seu 31º álbum, “The Diving Board”, em fevereiro de 2013.
Em primeiro lugar está David Geffen, um dos fundadores da companhia Dreamworks, junto a Steven Spielberg, e da gravadora que leva seu sobrenome, a Geffen Records. Uma década atrás, corria o boato de que Keanu Reeves teria sido seu namorado, mas isso nunca foi confirmado.
A lista segue com nomes menos conhecidos, como Peter Thiel (2°), um ás do mercado financeiro,
e Jann Wenner (5°), um dos fundadores da revista “Rolling Stone”.
Um dos criadores do Facebook também é gay. Ele se chama Chris Huges e é o mais jovem da lista (em 6º).
A diva Elton John aparece em 8º lugar. O cantor deve lançar seu 31º álbum, “The Diving Board”, em fevereiro de 2013.
Como descobrir se ele ou ela é homossexual?
Especialista e gays dão dicas para identificar se o parceiro/a gosta de uma pessoa do mesmo sexo
Mulher que se diz “cabeça aberta” tem mais chances de conhecer uma parceira do mesmo sexo / Baevskiy Dmitry/ Shutterstock Mulher que se diz “cabeça aberta” tem mais chances de conhecer uma parceira do mesmo sexo
O namoro não anda lá essas coisas e o parceiro (a) parece não demonstrar mais o mesmo interesse no sexo... Isso pode ser um sinal de que ele (a) esteja em dúvida sobre a própria opção sexual – seja por uma aventura bissexual ou até mesmo de repetir uma experiência homossexual do passado.Mas será que existe alguma forma de perceber se ele ou ela é gay? De acordo com a psicóloga e especialista em sexualidade humana Carla Cecarello, os sinais nem sempre são claros. "Às vezes são meses de relacionamento para que se perceba ou para que a pessoa conte que ela é homossexual", explica.
Carla afirma que o beijo de um homossexual que se relaciona com um heterossexual não tem o mesmo calor e a mesma “ardência”'. A especialista diz que os beijos costumam ser "chochos" apenas para constar que ainda “gosta da pessoa”, que faz parte do "padrão da sociedade".A psicóloga ainda conta que o casal – um heterossexual e outro que está “indeciso” ou é homossexual – passa muito mais a se comportar como bons amigos ou irmãos. "Normalmente, eles se dão muito bem fora da cama, são ótimos companheiros, porém, sem aquela história de pegar na mão, andar abraçadinhos, entre outros quesitos de um casal apaixonado e com a mesma química." Carla ainda ressalta que nessa situação, geralmente, o sexo é ruim e precário, por isso a relação fora da cama acaba sendo mais aprimorada.
Você desconfia...
Para uma pessoa heterossexual, existe uma demora grande em acreditar que o parceiro seja gay. "Ela fica pensando na probabilidade de uma pessoa homossexual estar dividindo a cama com ela e como explicar para a família e amigos”, afirma a psicóloga. Além disso, segundo Carla, o “hétero” pensa em como enfrentar a decepção de não ter percebido antes e ter feito a escolha errada. Por conta disso, muitos casais demoram anos para se separar definitivamente.
Será que ele é?
Carla conta que o homossexual dificilmente está disponível para o sexo. A especialista diz ainda que há sempre uma desculpa, um desinteresse excessivo e constante.Ainda de acordo com Carla, no caso dos homens, eles acabam com dificuldade até de ficar excitado. "As ereções geralmente ocorrem nesse caso quando eles acabam fantasiando sexualmente durante a transa com outro homem", revela.Além disso, a especialista afirma que propostas para práticas diferentes no sexo não existem.
Dicas dos gays
Segundo a relações públicas Daniela Sanches (nome fictício), de 31 anos, a tática infalível para descobrir se uma mulher é gay é jogar o charme. Se ela entra no clima, pronto. "Se você jogar um olhar fulminante, um bom papo e a pessoa retribuir, começou o jogo", conta.De acordo com Daniela, uma 'hétero', por mais educada que seja, irá arranjar uma forma de cortar “o clima” ali mesmo. "Se ela for curiosa ou lésbica 'enrustida', certamente vai prolongar o papo. Ela vai te dar a entrada, vai se sentir lisonjeada (mesmo que não haja química com você).”Daniela ainda conta que no meio gay um reconhece o outro. "Quase sempre o ‘radar’ funciona. Eu bato o olho e sei o que a pessoa é. Também pelo modo de olhar, se expressar e algumas vezes pelo estilo. Você percebe na reação dela. Se ela sorrir então, bingo!".Questionada se a pessoa já nasce gay, Daniela afirma que apenas com o passar do tempo foi formando sua identidade, vivendo experiências e constituindo a personalidade.
"Alguns se 'descobrem' cedo porque se permitem viver experiências, se conhecer melhor e tem uma estrutura familiar adequada”, conta Daniela. “Outros demoram muito mais porque estão mais fechados e não se conhecem o suficiente. Tem medo de enfrentar os olhares de reprovação, por isso o apoio da família nestas horas é importante e determinante", finaliza.A fotógrafa Thamy Teixeira (nome fictício), de 22 anos, diz que as chances das mulheres sentirem vontade de ficarem umas com as outras é enorme, pois, segundo ela, o público feminino é parecido e as mulheres estão geralmente envolvidas emocionalmente. "Esses fatores aumentam a oportunidade de termos intimidade, traição e sentimentos românticos."
Thamy diz que todos nascem bissexuais. "A sociedade direciona uma opção sexual para o lado heterossexual e retrai a pessoa quase a vida dela inteira, alienando ser heterossexual, pois homossexualidade não esta escrito da bíblia de uma maneira positiva. Muitas pessoas não aguentam essa pressão."
Truques para descobrir se ela é homossexual*:
1 – Mulher que se diz cabeça aberta e que não tem preconceito algum
2 – Mulher que usa com frequência anel no dedão
3 – Mulher que gosta de andar frequentemente com as mãos do bolso, principalmente usando calça jeans
4 – Pergunte para uma mulher que se diz hétero se ela não teria problema em beijar algumas mulheres famosas. Se ela responder, é porque tem desejos
5 – Mulheres que sempre falam ter nojo de outras mulheres abertamente –elas podem ter um desejo oculto dentro
Truques para descobrir se ele é homossexual*:
1 – Homem que tem amigo e frequenta balada GLS
2 – Homem que entende de signo
3 – Homem que tem mania de gostar muito do próprio corpo e dizer que é gostoso, sarado, entre outros elogios
4 – Quando o homem é muito homofóbico, também é um sinal
5 – Se usa cueca Calvin Klein é um indício. Gays adoram marcas
6 – Gosto musical um pouco diferente
7 – O modo que ele trata homens e mulheres na frente dos outros
8 – Homem que mexe muito no cabelo
* informações sugeridas por mulheres homossexuais
Mulher que se diz “cabeça aberta” tem mais chances de conhecer uma parceira do mesmo sexo / Baevskiy Dmitry/ Shutterstock Mulher que se diz “cabeça aberta” tem mais chances de conhecer uma parceira do mesmo sexo
O namoro não anda lá essas coisas e o parceiro (a) parece não demonstrar mais o mesmo interesse no sexo... Isso pode ser um sinal de que ele (a) esteja em dúvida sobre a própria opção sexual – seja por uma aventura bissexual ou até mesmo de repetir uma experiência homossexual do passado.Mas será que existe alguma forma de perceber se ele ou ela é gay? De acordo com a psicóloga e especialista em sexualidade humana Carla Cecarello, os sinais nem sempre são claros. "Às vezes são meses de relacionamento para que se perceba ou para que a pessoa conte que ela é homossexual", explica.
Carla afirma que o beijo de um homossexual que se relaciona com um heterossexual não tem o mesmo calor e a mesma “ardência”'. A especialista diz que os beijos costumam ser "chochos" apenas para constar que ainda “gosta da pessoa”, que faz parte do "padrão da sociedade".A psicóloga ainda conta que o casal – um heterossexual e outro que está “indeciso” ou é homossexual – passa muito mais a se comportar como bons amigos ou irmãos. "Normalmente, eles se dão muito bem fora da cama, são ótimos companheiros, porém, sem aquela história de pegar na mão, andar abraçadinhos, entre outros quesitos de um casal apaixonado e com a mesma química." Carla ainda ressalta que nessa situação, geralmente, o sexo é ruim e precário, por isso a relação fora da cama acaba sendo mais aprimorada.
Você desconfia...
Para uma pessoa heterossexual, existe uma demora grande em acreditar que o parceiro seja gay. "Ela fica pensando na probabilidade de uma pessoa homossexual estar dividindo a cama com ela e como explicar para a família e amigos”, afirma a psicóloga. Além disso, segundo Carla, o “hétero” pensa em como enfrentar a decepção de não ter percebido antes e ter feito a escolha errada. Por conta disso, muitos casais demoram anos para se separar definitivamente.
Será que ele é?
Carla conta que o homossexual dificilmente está disponível para o sexo. A especialista diz ainda que há sempre uma desculpa, um desinteresse excessivo e constante.Ainda de acordo com Carla, no caso dos homens, eles acabam com dificuldade até de ficar excitado. "As ereções geralmente ocorrem nesse caso quando eles acabam fantasiando sexualmente durante a transa com outro homem", revela.Além disso, a especialista afirma que propostas para práticas diferentes no sexo não existem.
Dicas dos gays
Segundo a relações públicas Daniela Sanches (nome fictício), de 31 anos, a tática infalível para descobrir se uma mulher é gay é jogar o charme. Se ela entra no clima, pronto. "Se você jogar um olhar fulminante, um bom papo e a pessoa retribuir, começou o jogo", conta.De acordo com Daniela, uma 'hétero', por mais educada que seja, irá arranjar uma forma de cortar “o clima” ali mesmo. "Se ela for curiosa ou lésbica 'enrustida', certamente vai prolongar o papo. Ela vai te dar a entrada, vai se sentir lisonjeada (mesmo que não haja química com você).”Daniela ainda conta que no meio gay um reconhece o outro. "Quase sempre o ‘radar’ funciona. Eu bato o olho e sei o que a pessoa é. Também pelo modo de olhar, se expressar e algumas vezes pelo estilo. Você percebe na reação dela. Se ela sorrir então, bingo!".Questionada se a pessoa já nasce gay, Daniela afirma que apenas com o passar do tempo foi formando sua identidade, vivendo experiências e constituindo a personalidade.
"Alguns se 'descobrem' cedo porque se permitem viver experiências, se conhecer melhor e tem uma estrutura familiar adequada”, conta Daniela. “Outros demoram muito mais porque estão mais fechados e não se conhecem o suficiente. Tem medo de enfrentar os olhares de reprovação, por isso o apoio da família nestas horas é importante e determinante", finaliza.A fotógrafa Thamy Teixeira (nome fictício), de 22 anos, diz que as chances das mulheres sentirem vontade de ficarem umas com as outras é enorme, pois, segundo ela, o público feminino é parecido e as mulheres estão geralmente envolvidas emocionalmente. "Esses fatores aumentam a oportunidade de termos intimidade, traição e sentimentos românticos."
Thamy diz que todos nascem bissexuais. "A sociedade direciona uma opção sexual para o lado heterossexual e retrai a pessoa quase a vida dela inteira, alienando ser heterossexual, pois homossexualidade não esta escrito da bíblia de uma maneira positiva. Muitas pessoas não aguentam essa pressão."
Truques para descobrir se ela é homossexual*:
1 – Mulher que se diz cabeça aberta e que não tem preconceito algum
2 – Mulher que usa com frequência anel no dedão
3 – Mulher que gosta de andar frequentemente com as mãos do bolso, principalmente usando calça jeans
4 – Pergunte para uma mulher que se diz hétero se ela não teria problema em beijar algumas mulheres famosas. Se ela responder, é porque tem desejos
5 – Mulheres que sempre falam ter nojo de outras mulheres abertamente –elas podem ter um desejo oculto dentro
Truques para descobrir se ele é homossexual*:
1 – Homem que tem amigo e frequenta balada GLS
2 – Homem que entende de signo
3 – Homem que tem mania de gostar muito do próprio corpo e dizer que é gostoso, sarado, entre outros elogios
4 – Quando o homem é muito homofóbico, também é um sinal
5 – Se usa cueca Calvin Klein é um indício. Gays adoram marcas
6 – Gosto musical um pouco diferente
7 – O modo que ele trata homens e mulheres na frente dos outros
8 – Homem que mexe muito no cabelo
* informações sugeridas por mulheres homossexuais
sábado, 14 de abril de 2012
Gay diz que teve 'licença-gala' negada e processa o empregador
No ano passado, STF garantiu igualdade de direito com heterossexuais.
Senac afirma que não recebeu solicitação formal para folga na lua de mel.
Paulo Sampaio Especial para o G1, em São Paulo
casal gay benefício negado senac (Foto: Flavio Moraes/G1)Elvis e Aparecido (Foto: Flavio Moraes/G1)
Agente administrativo no Serviço Social de Aprendizagem Comercial (Senac), Elvis Lincoln Nunes, 36, estava com tudo programado para passar a Semana Santa em viagem de lua de mel. Mas, como se uniu a um homem, e não a uma mulher, a empresa não concedeu a ele o benefício da licença-gala, como a lei chama os três dias de folga a que o trabalhador formal tem direito nessa ocasião. No Senac, onde ele trabalha, são sete.
"Perdi a reserva que tinha feito no hotel do Sesc (Serviço Social do Comércio) em Bertioga (no litoral paulista), com o qual o Senac tem convênio. Por sorte, consegui desmarcar a tempo. Senão, teria de pagar os R$ 700 das diárias", diz ele no sobrado onde mora com o companheiro, o operador de telemarketing Aparecido Cordeiro Brito, 37, no Jabaquara, bairro da Zona Sul de São Paulo.Em nota, o Senac diz que "o funcionário não fez nenhuma solicitação formal à instituição, para a concessão do benefício". De acordo com a empresa, "a intenção da união foi contada informalmente no ambiente de trabalho, e um profissional da área de recursos humanos foi consultado se o benefício se estendia também à relação homoafetiva".No começo de maio do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4277, que igualava os direitos concedidos às uniões homo e heteroafetivas.
Apesar de afirmar que o pedido de Elvis à instituição foi informal, o Senac explica que ainda não teria condições de conceder os benefícios ao funcionário."Desde que o STF reconheceu os direitos e deveres da união homoafetiva como uma entidade familiar, o Senac iniciou um processo de revisão de sua política interna de benefícios a seus funcionários e dependentes para adequá-la às novas exigências legais", diz a nota enviada pela instituição.
Negativa por e-mail
Elvis conta que desde julho de 2011 solicita formalmente a seus superiores a licença. Ele mostra os e-mails trocados com a suprevisora de sua área, a coordenadora e a gerente de pessoal, não só em relação à licença gala e ao "presente de casamento" (1/3 do salário, ou, no caso dele, cerca de R$ 685), mas também aos outros benefícios previstos para os funcionários que oficializam união heteroafetiva, como assistência médica para cônjuge e dependentes, e programa de educação aberta (cursos gratuitos). (Ao final desta reportagem, veja a troca de e-mails mostrada por Elvis.)
Em relação ao pedido para ter direito à licença-gala, a resposta foi: "Por enquanto ainda não está oficializado!". "O pior era ver as pessoas que iam casar dando entrada na papelada dos benefícios, e eu, sem direito a nada”, lembra Elvis.Nos e-mails, a gerente de pessoal da instituição informou que ele, "por enquanto, ainda não" tem direito aos benefícios pedidos. Ela diz que só têm direito a benefícios: esposas, filhos legítimos ou adotados, crianças que estejam sob guarda temporária ou definitiva do funcionário e companheira devidamente comprovada.
Reclamação de homofobia
Sentindo-se discriminado, Elvis recorreu ao Centro de Combate à Homofobia (CCH), vinculado à Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads) da Prefeitura de São Paulo. O advogado da coordenadoria, Paulo Roberto Iotti Vecchiatti, entrou com uma representação para abrir um processo administrativo pedindo punição por discriminação."Uma vez julgada pelo STF, a Adin já está valendo obrigatoriamente no país inteiro. Não há o que estudar. Nesse caso, a licença gala deve ser concedida a Elvis, da mesma forma que seria a um funcionário que comprovasse união estável heteroafetiva", diz o doutor Vecchiatti.Enquanto esperava pelo julgamento do processo administrativo, que pode punir o Senac aplicando uma multa, mas não conceder os 7 dias de gala, Elvis procurou um advogado trabalhista para conseguir a licença.Na véspera de formalizar a união estável, no dia 2 de abril, o advogado Haroldo Del Rei Almendro entrou na Justiça com uma reclamação, pedindo tutela antecipada (que adianta o gozo do benefício). "Nesses casos, nem se ouve a outra parte (Senac) para julgar o pedido. É só aplicar a lei", diz Haroldo. "Em menos de 24 horas eles já tinham o direito aos 7 dias de licença a gala."
Enquanto posa para as fotos ao lado de Aparecido, que obteve na empresa de saúde em que trabalha o benefício, Elvis só lamenta estar em casa, e não em Bertioga. "Eles julgaram rápido, mas não o suficiente", diz Elvis. Almendro diz estar preparado para entrar com ações sobre outros benefícios disponíveis.
e-mails casal gay (Foto: Elvis Lincoln Nunes)
Senac afirma que não recebeu solicitação formal para folga na lua de mel.
Paulo Sampaio Especial para o G1, em São Paulo
casal gay benefício negado senac (Foto: Flavio Moraes/G1)Elvis e Aparecido (Foto: Flavio Moraes/G1)
Agente administrativo no Serviço Social de Aprendizagem Comercial (Senac), Elvis Lincoln Nunes, 36, estava com tudo programado para passar a Semana Santa em viagem de lua de mel. Mas, como se uniu a um homem, e não a uma mulher, a empresa não concedeu a ele o benefício da licença-gala, como a lei chama os três dias de folga a que o trabalhador formal tem direito nessa ocasião. No Senac, onde ele trabalha, são sete.
"Perdi a reserva que tinha feito no hotel do Sesc (Serviço Social do Comércio) em Bertioga (no litoral paulista), com o qual o Senac tem convênio. Por sorte, consegui desmarcar a tempo. Senão, teria de pagar os R$ 700 das diárias", diz ele no sobrado onde mora com o companheiro, o operador de telemarketing Aparecido Cordeiro Brito, 37, no Jabaquara, bairro da Zona Sul de São Paulo.Em nota, o Senac diz que "o funcionário não fez nenhuma solicitação formal à instituição, para a concessão do benefício". De acordo com a empresa, "a intenção da união foi contada informalmente no ambiente de trabalho, e um profissional da área de recursos humanos foi consultado se o benefício se estendia também à relação homoafetiva".No começo de maio do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4277, que igualava os direitos concedidos às uniões homo e heteroafetivas.
Apesar de afirmar que o pedido de Elvis à instituição foi informal, o Senac explica que ainda não teria condições de conceder os benefícios ao funcionário."Desde que o STF reconheceu os direitos e deveres da união homoafetiva como uma entidade familiar, o Senac iniciou um processo de revisão de sua política interna de benefícios a seus funcionários e dependentes para adequá-la às novas exigências legais", diz a nota enviada pela instituição.
Negativa por e-mail
Elvis conta que desde julho de 2011 solicita formalmente a seus superiores a licença. Ele mostra os e-mails trocados com a suprevisora de sua área, a coordenadora e a gerente de pessoal, não só em relação à licença gala e ao "presente de casamento" (1/3 do salário, ou, no caso dele, cerca de R$ 685), mas também aos outros benefícios previstos para os funcionários que oficializam união heteroafetiva, como assistência médica para cônjuge e dependentes, e programa de educação aberta (cursos gratuitos). (Ao final desta reportagem, veja a troca de e-mails mostrada por Elvis.)
Em relação ao pedido para ter direito à licença-gala, a resposta foi: "Por enquanto ainda não está oficializado!". "O pior era ver as pessoas que iam casar dando entrada na papelada dos benefícios, e eu, sem direito a nada”, lembra Elvis.Nos e-mails, a gerente de pessoal da instituição informou que ele, "por enquanto, ainda não" tem direito aos benefícios pedidos. Ela diz que só têm direito a benefícios: esposas, filhos legítimos ou adotados, crianças que estejam sob guarda temporária ou definitiva do funcionário e companheira devidamente comprovada.
Reclamação de homofobia
Sentindo-se discriminado, Elvis recorreu ao Centro de Combate à Homofobia (CCH), vinculado à Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads) da Prefeitura de São Paulo. O advogado da coordenadoria, Paulo Roberto Iotti Vecchiatti, entrou com uma representação para abrir um processo administrativo pedindo punição por discriminação."Uma vez julgada pelo STF, a Adin já está valendo obrigatoriamente no país inteiro. Não há o que estudar. Nesse caso, a licença gala deve ser concedida a Elvis, da mesma forma que seria a um funcionário que comprovasse união estável heteroafetiva", diz o doutor Vecchiatti.Enquanto esperava pelo julgamento do processo administrativo, que pode punir o Senac aplicando uma multa, mas não conceder os 7 dias de gala, Elvis procurou um advogado trabalhista para conseguir a licença.Na véspera de formalizar a união estável, no dia 2 de abril, o advogado Haroldo Del Rei Almendro entrou na Justiça com uma reclamação, pedindo tutela antecipada (que adianta o gozo do benefício). "Nesses casos, nem se ouve a outra parte (Senac) para julgar o pedido. É só aplicar a lei", diz Haroldo. "Em menos de 24 horas eles já tinham o direito aos 7 dias de licença a gala."
Enquanto posa para as fotos ao lado de Aparecido, que obteve na empresa de saúde em que trabalha o benefício, Elvis só lamenta estar em casa, e não em Bertioga. "Eles julgaram rápido, mas não o suficiente", diz Elvis. Almendro diz estar preparado para entrar com ações sobre outros benefícios disponíveis.
e-mails casal gay (Foto: Elvis Lincoln Nunes)
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Quartéis americanos vão comemorar Dia do Orgulho LGBT
As coisas ficaram mais fáceis para os militares norte-americanos desde que Barack Obama derrubou a política do “Don’t Ask, Don’t Tell”, que mantinha os gays no armário. E eles têm mais é que comemorar.
Começa na próxima segunda-feira a Semana do Orgulho Gay nas academias militares dos Estados Unidos. O primeiro evento será um “Baile de Gala Gay”, uma cópia do tradicional baile que a instituição realiza.Cerca de 60 cadetes homossexuais da Academia de Guarda Costeira de New London, no Estado norte-americano de Connecticut formaram um Conselhor da Diversidade Sexual.
Enquanto isso, outros pequenos grupos das academias de West Point, Nova York e Academia das Forças Aéreas de Colorado Springs já anunciaram associações LGBT similares.
Começa na próxima segunda-feira a Semana do Orgulho Gay nas academias militares dos Estados Unidos. O primeiro evento será um “Baile de Gala Gay”, uma cópia do tradicional baile que a instituição realiza.Cerca de 60 cadetes homossexuais da Academia de Guarda Costeira de New London, no Estado norte-americano de Connecticut formaram um Conselhor da Diversidade Sexual.
Enquanto isso, outros pequenos grupos das academias de West Point, Nova York e Academia das Forças Aéreas de Colorado Springs já anunciaram associações LGBT similares.
Gay impedido de doar sangue em BH abre debate na saúde pública brasileira
Rachel Duarte
A menos de um ano da nova portaria do Ministério da Saúde que prevê a autorização de doação de sangue por homossexuais, um caso em Belo Horizonte (MG) alerta para a possível necessidade de revisão de um dos critérios da mesma portaria. Danilo França, 24 anos, foi impedido de doar sangue na última terça-feira (10), por ser homossexual. De acordo com a norma do MS, baseada em estudos da Organização Mundial de Saúde, homens que tiveram relações sexuais com outros homens nos últimos 12 meses não podem doar sangue. A medida adotada de forma rigorosa pode estar mantendo viva a tese preconceituosa da década de 80, quando a Aids era associada como a “doença dos gays”.
“Era a primeira vez que estava indo doar sangue. Esperei por duas horas na fila e na entrevista respondi que tinha um companheiro fixo há mais de três anos. Na hora me foi dito que eu não poderia doar. Sai e fiquei frustrado diante do argumento da portaria e constrangido diante dos meus colegas”, contou Danilo em conversa com o Sul21.A doação de sangue estava sendo promovida na empresa onde Danilo trabalha e não esconde a orientação sexual, por meio de um mutirão da Fundação Hemominas. Segundo ele, a entrevista com o médico na hora da doação mudou a partir do momento em que ele declarou sua orientação sexual.
Depois dessa resposta, Danilo alega que o profissional da saúde reagiu de forma diferente e fez mais outras perguntas sobre a vida sexual homossexual dele. Logo após, informou, com base na apostila do Hemominas, que Danilo não poderia ser doador. “É um critério que coloca homossexuais no tal grupo de risco, como se ser gay fosse condição de risco ou de doença”, afirma.
Após o episódio, no qual Danilo conta ter passado por constrangimento diante dos colegas ao deixar a sala e dizer que não seria e porque não seria doador, o jovem buscou esclarecimentos junto ao Hemominas e ao Ministério da Saúde.A médica responsável pelo setor de Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hemominas, Flávia Loureiro, afirma que o trabalho dos profissionais do Hemominas na hora da triagem é padronizado dentro da legislação federal. “Nas situações de risco acrescido, como chamamos estes casos, o comportamento sexual é analisado para verificar se a pessoa esteve exposta a situações de risco de saúde”, fala. Segundo ela, o questionário aplicado em Danilo é o disponibilizado pelo Ministério da Saúde e a orientação é de não haver discriminação na conduta da triagem. “Não entendemos que o doador é inapto apenas pelo comportamento sexual. Mas seguimos as normas federais. Compreendemos a frustração de Danilo e das pessoas que são impedidas de doar sangue, que é um gesto de solidariedade e nos auxilia muito nos estoques de bolsas que salvariam outras vidas”, disse.
“A orientação sexual não deve ser usada como critério para doadores de sangue”, diz nova portaria
Em 2011, o Ministério da Saúde consolidou um importante passo para o avanço na saúde pública brasileira. Diferente dos países da União Europeia e dos Estados Unidos, a regra para inclusão de homossexuais masculinos foi flexibilizada para aceitar os gays que não tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses. “Em outros países eles são banidos completamente”, afirma o coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.Segundo a nova portaria do Ministério da Saúde, “a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria”. Porém, a mesma portaria acaba estipulando um prazo quase inviável para um homossexual com vida sexual ativa ou com companheiro fixo, como é o caso de Danilo França.
A inaptidão para doação de sangue por homens que fazem sexo com homens dentro deste prazo segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e está fundamentada em estudos epidemiológicos que apontam que a epidemia de HIV/Aids ainda é concentrada entre os homossexuais. De acordo com o MS, a probabilidade de contágio entre os homens que fazem sexo com homens é cerca de 11 vezes maior que entre os heterossexuais.
Guilherme Genovez: "a janela imunológica pode levar até 21 dias. Não podemos arriscar a segurança das pessoas que serão beneficiadas com o sangue depois” | Foto: Ministério da Saúde
“O problema é que, com a transmissão transfusional do HIV se deu de forma muito catastrófica no Brasil nos anos 80 e várias pessoas contaminadas na época eram homens que faziam sexo com outros homens, acabou ficando esta associação. Porém, a janela imunológica entre a exposição em uma relação sexual até o vírus ser detectado no exame pode levar até 21 dias. Não podemos arriscar a segurança das pessoas que serão beneficiadas com o sangue depois”, alerta Genovez.Segundo ele, o percentual de casos de sorologia positiva para HIV é de até 14% nos homossexuais que fazem exame. “Muitos procuram na doação de sangue a forma de fazer o teste. Têm receio de assumir sua sexualidade ou ainda não estão bem resolvidos e optam por ser doadores quando querem testar a sorologia”, conta. Mais de 80% dos gays homens que procuram os hemocentros, procuram com a expectativa de fazer exame ou monitorar, acrescenta Genovez.
Gays não são doadores porque fazem “sexo traumático”
Nem todos os homens que fazem sexo com homens são gays, mas todos os que tiveram relações entre homens são banidos da doação de sangue. A regra do Ministério da Saúde condiciona um homossexual masculino a não ter relação sexual por um ano para poder doar sangue, e os responsáveis garantem que o critério se comprova cientificamente necessário. As relações sexuais entre homens são chamadas tecnicamente de ‘sexo traumático’ que aumenta a porta de entrada para doenças. Mulheres que admitem praticar sexo anal durante a entrevista, também são impedidas de doar sangue.
“O coito anal impede a doação, assim como as pessoas que têm relação promiscua, e isso pode ser heteros, bissexuais ou quaisquer pessoa. Mais de uma relação sexual desprotegida por ano já não pode ser doador. Tem que ser rígido para evitar os riscos de não identificar os diferentes vírus. Já aconteceu de uma bolsa de um indivíduo destes ser colocadas em bolsas de transfusão de 10 crianças na UTI neonatal de um hospital, ainda bem que evitou-se uma tragédia”, relata o coordenador do MS.
Quem faz parte do grupo de risco?
De acordo com a portaria do Ministério da Saúde também são considerados integrantes do grupo de risco as pessoas com mais de um parceiro sexual, quem tenham feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas, vítimas de violência sexual e que tenham colocado piercing ou feito tatuagem sem condições de segurança adequada. Entre os inaptos à doação de sangue estão os que tiveram hepatite após os 11 anos de idade, usuários de drogas ou quem ingeriu bebidas alcoólicas, se expôs a situações de risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis ou teve gripe, resfriado ou diarréia nos sete dias anteriores à doação.De acordo com a especialista em Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hemominas, Flávia Loureiro, os homossexuais homens que mantiveram relação nos últimos 12 meses não são incluídos no Grupo de Risco da instituição. “A relação sexual em si já é um risco de se contrair infecção. Não adotamos conceitos de risco ou grupo de risco para relações homossexuais. O critério básico que utilizamos na saúde é a prevalência para afirmarmos quantos casos efetivamente são reais dentro de uma determinada população para podermos tomar as medidas epidemiológicas. Há países que gays podem doar sangue porque os índices epidemiológicos de gays e heteros são os mesmos já”, explica.
No Brasil, o Ministério da Saúde ainda desenvolve estudos para aplicação de novas tecnologias nos exames sorológicos. “Estamos prevendo adotar um inibidor, uma substância misturada no sangue que matará tudo que está naquele sangue. Isto permitirá não descartar nenhum doador”, fala. Outro método que poderia auxiliar na redução do tempo exigido pelo MS para os doadores homossexuais não terem relação sexual é o teste NAT, já aplicado no Hemominas. “Até o final do ano vamos disponibilizar em todo país. É um exame de biologia molecular capaz de verificar a defesa do vírus nas pessoas e reduzir o tempo da janela imunológica em até 10 dias”, explica o coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.Enquanto isso, Geovanez afirma que o Ministério da Saúde capacita os profissionais da saúde para um atendimento livre de preconceito na área da saúde pública. Porém, com as atuais regras, Danilo França já admite que não terá condições de doar sangue. “Eu estou em dia com minha saúde e me cuido. Mas não vou mais pensar em doar sangue se for com estas condições”, fala, sendo mais um na estatística dos não-doadores e que poderiam estar salvando até três vidas com a coleta de sangue.
A menos de um ano da nova portaria do Ministério da Saúde que prevê a autorização de doação de sangue por homossexuais, um caso em Belo Horizonte (MG) alerta para a possível necessidade de revisão de um dos critérios da mesma portaria. Danilo França, 24 anos, foi impedido de doar sangue na última terça-feira (10), por ser homossexual. De acordo com a norma do MS, baseada em estudos da Organização Mundial de Saúde, homens que tiveram relações sexuais com outros homens nos últimos 12 meses não podem doar sangue. A medida adotada de forma rigorosa pode estar mantendo viva a tese preconceituosa da década de 80, quando a Aids era associada como a “doença dos gays”.
“Era a primeira vez que estava indo doar sangue. Esperei por duas horas na fila e na entrevista respondi que tinha um companheiro fixo há mais de três anos. Na hora me foi dito que eu não poderia doar. Sai e fiquei frustrado diante do argumento da portaria e constrangido diante dos meus colegas”, contou Danilo em conversa com o Sul21.A doação de sangue estava sendo promovida na empresa onde Danilo trabalha e não esconde a orientação sexual, por meio de um mutirão da Fundação Hemominas. Segundo ele, a entrevista com o médico na hora da doação mudou a partir do momento em que ele declarou sua orientação sexual.
Depois dessa resposta, Danilo alega que o profissional da saúde reagiu de forma diferente e fez mais outras perguntas sobre a vida sexual homossexual dele. Logo após, informou, com base na apostila do Hemominas, que Danilo não poderia ser doador. “É um critério que coloca homossexuais no tal grupo de risco, como se ser gay fosse condição de risco ou de doença”, afirma.
Após o episódio, no qual Danilo conta ter passado por constrangimento diante dos colegas ao deixar a sala e dizer que não seria e porque não seria doador, o jovem buscou esclarecimentos junto ao Hemominas e ao Ministério da Saúde.A médica responsável pelo setor de Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hemominas, Flávia Loureiro, afirma que o trabalho dos profissionais do Hemominas na hora da triagem é padronizado dentro da legislação federal. “Nas situações de risco acrescido, como chamamos estes casos, o comportamento sexual é analisado para verificar se a pessoa esteve exposta a situações de risco de saúde”, fala. Segundo ela, o questionário aplicado em Danilo é o disponibilizado pelo Ministério da Saúde e a orientação é de não haver discriminação na conduta da triagem. “Não entendemos que o doador é inapto apenas pelo comportamento sexual. Mas seguimos as normas federais. Compreendemos a frustração de Danilo e das pessoas que são impedidas de doar sangue, que é um gesto de solidariedade e nos auxilia muito nos estoques de bolsas que salvariam outras vidas”, disse.
“A orientação sexual não deve ser usada como critério para doadores de sangue”, diz nova portaria
Em 2011, o Ministério da Saúde consolidou um importante passo para o avanço na saúde pública brasileira. Diferente dos países da União Europeia e dos Estados Unidos, a regra para inclusão de homossexuais masculinos foi flexibilizada para aceitar os gays que não tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses. “Em outros países eles são banidos completamente”, afirma o coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.Segundo a nova portaria do Ministério da Saúde, “a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria”. Porém, a mesma portaria acaba estipulando um prazo quase inviável para um homossexual com vida sexual ativa ou com companheiro fixo, como é o caso de Danilo França.
A inaptidão para doação de sangue por homens que fazem sexo com homens dentro deste prazo segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e está fundamentada em estudos epidemiológicos que apontam que a epidemia de HIV/Aids ainda é concentrada entre os homossexuais. De acordo com o MS, a probabilidade de contágio entre os homens que fazem sexo com homens é cerca de 11 vezes maior que entre os heterossexuais.
Guilherme Genovez: "a janela imunológica pode levar até 21 dias. Não podemos arriscar a segurança das pessoas que serão beneficiadas com o sangue depois” | Foto: Ministério da Saúde
“O problema é que, com a transmissão transfusional do HIV se deu de forma muito catastrófica no Brasil nos anos 80 e várias pessoas contaminadas na época eram homens que faziam sexo com outros homens, acabou ficando esta associação. Porém, a janela imunológica entre a exposição em uma relação sexual até o vírus ser detectado no exame pode levar até 21 dias. Não podemos arriscar a segurança das pessoas que serão beneficiadas com o sangue depois”, alerta Genovez.Segundo ele, o percentual de casos de sorologia positiva para HIV é de até 14% nos homossexuais que fazem exame. “Muitos procuram na doação de sangue a forma de fazer o teste. Têm receio de assumir sua sexualidade ou ainda não estão bem resolvidos e optam por ser doadores quando querem testar a sorologia”, conta. Mais de 80% dos gays homens que procuram os hemocentros, procuram com a expectativa de fazer exame ou monitorar, acrescenta Genovez.
Gays não são doadores porque fazem “sexo traumático”
Nem todos os homens que fazem sexo com homens são gays, mas todos os que tiveram relações entre homens são banidos da doação de sangue. A regra do Ministério da Saúde condiciona um homossexual masculino a não ter relação sexual por um ano para poder doar sangue, e os responsáveis garantem que o critério se comprova cientificamente necessário. As relações sexuais entre homens são chamadas tecnicamente de ‘sexo traumático’ que aumenta a porta de entrada para doenças. Mulheres que admitem praticar sexo anal durante a entrevista, também são impedidas de doar sangue.
“O coito anal impede a doação, assim como as pessoas que têm relação promiscua, e isso pode ser heteros, bissexuais ou quaisquer pessoa. Mais de uma relação sexual desprotegida por ano já não pode ser doador. Tem que ser rígido para evitar os riscos de não identificar os diferentes vírus. Já aconteceu de uma bolsa de um indivíduo destes ser colocadas em bolsas de transfusão de 10 crianças na UTI neonatal de um hospital, ainda bem que evitou-se uma tragédia”, relata o coordenador do MS.
Quem faz parte do grupo de risco?
De acordo com a portaria do Ministério da Saúde também são considerados integrantes do grupo de risco as pessoas com mais de um parceiro sexual, quem tenham feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas, vítimas de violência sexual e que tenham colocado piercing ou feito tatuagem sem condições de segurança adequada. Entre os inaptos à doação de sangue estão os que tiveram hepatite após os 11 anos de idade, usuários de drogas ou quem ingeriu bebidas alcoólicas, se expôs a situações de risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis ou teve gripe, resfriado ou diarréia nos sete dias anteriores à doação.De acordo com a especialista em Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hemominas, Flávia Loureiro, os homossexuais homens que mantiveram relação nos últimos 12 meses não são incluídos no Grupo de Risco da instituição. “A relação sexual em si já é um risco de se contrair infecção. Não adotamos conceitos de risco ou grupo de risco para relações homossexuais. O critério básico que utilizamos na saúde é a prevalência para afirmarmos quantos casos efetivamente são reais dentro de uma determinada população para podermos tomar as medidas epidemiológicas. Há países que gays podem doar sangue porque os índices epidemiológicos de gays e heteros são os mesmos já”, explica.
No Brasil, o Ministério da Saúde ainda desenvolve estudos para aplicação de novas tecnologias nos exames sorológicos. “Estamos prevendo adotar um inibidor, uma substância misturada no sangue que matará tudo que está naquele sangue. Isto permitirá não descartar nenhum doador”, fala. Outro método que poderia auxiliar na redução do tempo exigido pelo MS para os doadores homossexuais não terem relação sexual é o teste NAT, já aplicado no Hemominas. “Até o final do ano vamos disponibilizar em todo país. É um exame de biologia molecular capaz de verificar a defesa do vírus nas pessoas e reduzir o tempo da janela imunológica em até 10 dias”, explica o coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.Enquanto isso, Geovanez afirma que o Ministério da Saúde capacita os profissionais da saúde para um atendimento livre de preconceito na área da saúde pública. Porém, com as atuais regras, Danilo França já admite que não terá condições de doar sangue. “Eu estou em dia com minha saúde e me cuido. Mas não vou mais pensar em doar sangue se for com estas condições”, fala, sendo mais um na estatística dos não-doadores e que poderiam estar salvando até três vidas com a coleta de sangue.
Apresentador Matheus Mazzafera se assume gay e diz que sofreu preconceito
Em entrevista à mais recente edição de QUEM, o apresentador disse que estava dando
HOMOFOBIA E BULLYNG DE LUANA PIOVANI VIA TWITTER MOTIVARAM
quem.com.br / Globo.com
Aos 30 anos, o stylist e apresentador Matheus Mazzafera decidiu assumir publicamente sua orientação sexual. “É muito forte falar ‘eu sou gay’, mas eu sou! A vontade de falar veio após o episódio com a Luana Piovani. Fiquei muito chateado de uma pessoa pública como ela fazer um bullying gratuito. O preconceito tem que acabar, não só contra o gay, mas também contra o gordo, contra o negro”, disse Matheus, em entrevista exclusiva a QUEM. Em seu amplo apartamento, nos Jardins, em São Paulo, onde mora sozinho, Matheus contou como a discussão polêmica com Luana, no Twitter, em 15 de março, o chateou.
QUEM: Por que decidiu assumir sua orientação sexual?
Matheus Mazzafera: Estou aqui hoje, aos 30 anos, para provar que batalhei muito e dizer: “Sou gay e ser gay é normal”. Quero crescer mais na minha vida profissional e pessoal sendo digno e correto. A Luana fez isso comigo, mas não pode fazer. Tem gente que se suicida por causa disso. Estou aqui para dar minha cara a tapa também porque tive uma infância muito ruim: sofri um sequestro aos 14 anos, perdi um irmão de 18 em um acidente de carro, sofri preconceito e tinha medo de falar.
QUEM: Que tipo de preconceito?
MM: Na escola e em casa. Estudei em colégio católico, e o padre fazia bullying comigo. Nunca tive gosto feminino, de querer usar sapato alto, mas sofri por ser mais sensível. O padre, na sala de aula, falava que eu era delicado. Era horrível, morria de vergonha. Em casa, meus pais eram muito católicos e fui muito reprimido, minha mãe achava que eu era assim por causa da convivência com minhas primas e me proibiu de vê-las. Hoje, minha mãe sabe que o que fazia era errado. A reação deles foi me mandar terminar o high school nos Estados Unidos."Tive uma infância muito ruim: sofri um sequestro aos 14 anos, perdi um irmão de 18 em um acidente de carro, sofri preconceito e tinha medo"
QUEM: Qual consequência acha que sua atitude terá?
MM: Já tiro meu sustento do meu salário na Rede TV!, acho que estou formando minha carreira e é por isso que estou abrindo o jogo. Cobrava 20 mil reais por diária como stylist, mas não quero mais fazer isso. Sou muito novo e o importante é mostrar aos jovens que isso não é errado, dar o exemplo para que eles não tenham medo. Às vezes, o único medo que tenho é de que a gente nunca sabe o dia de amanhã. Vai que eu me apaixone por uma mulher e isso me prejudique... Mas, no mundo, a gente está aberto para tudo.
HOMOFOBIA E BULLYNG DE LUANA PIOVANI VIA TWITTER MOTIVARAM
quem.com.br / Globo.com
Aos 30 anos, o stylist e apresentador Matheus Mazzafera decidiu assumir publicamente sua orientação sexual. “É muito forte falar ‘eu sou gay’, mas eu sou! A vontade de falar veio após o episódio com a Luana Piovani. Fiquei muito chateado de uma pessoa pública como ela fazer um bullying gratuito. O preconceito tem que acabar, não só contra o gay, mas também contra o gordo, contra o negro”, disse Matheus, em entrevista exclusiva a QUEM. Em seu amplo apartamento, nos Jardins, em São Paulo, onde mora sozinho, Matheus contou como a discussão polêmica com Luana, no Twitter, em 15 de março, o chateou.
Na ocasião, a atriz ironizou: “E o lançamento da G Magazine do it gay Matheus ‘Malhafera’? Quanta gente importante foi, pasmei! Cadê as famosas amigas dele, gente?”, disse Luana, ao lembrar que o stylist é amigo de modelos como Alessandra Ambrosio e Ana Beatriz Barros. “Estavam todas ocupadas com teu chá de bebê! ;-) VACA”, respondeu Matheus no microblog.
Filho de empresários do ramo de transportes, Matheus nasceu em Pouso Alegre, no interior de Minas Gerais, de onde diz guardar lembranças de discriminação. “A minha infância inteira sofri certas formas de bullying”, lembrou. “O padre do colégio me chamava de delicado, e meus pais, muito católicos, me mandaram estudar fora do país quando era adolescente. Não os culpo. Isso me deu outras oportunidades: fiz faculdade de moda, conheci muita gente importante e me tornei stylist”, disse, sobre o trabalho que desempenhou até agora.Há dois anos na televisão, Matheus diz que quer se dedicar somente ao quadro Na Moita, no programa Superpop, comandado por Luciana Gimenez, na Rede TV!. “Até como pessoa pública, estou aqui para dizer que não é errado ser assim e que, mesmo depois de tudo que passei, sou gay, sou feliz e estou vivo.”QUEM: Por que decidiu assumir sua orientação sexual?
Matheus Mazzafera: Estou aqui hoje, aos 30 anos, para provar que batalhei muito e dizer: “Sou gay e ser gay é normal”. Quero crescer mais na minha vida profissional e pessoal sendo digno e correto. A Luana fez isso comigo, mas não pode fazer. Tem gente que se suicida por causa disso. Estou aqui para dar minha cara a tapa também porque tive uma infância muito ruim: sofri um sequestro aos 14 anos, perdi um irmão de 18 em um acidente de carro, sofri preconceito e tinha medo de falar.
QUEM: Que tipo de preconceito?
MM: Na escola e em casa. Estudei em colégio católico, e o padre fazia bullying comigo. Nunca tive gosto feminino, de querer usar sapato alto, mas sofri por ser mais sensível. O padre, na sala de aula, falava que eu era delicado. Era horrível, morria de vergonha. Em casa, meus pais eram muito católicos e fui muito reprimido, minha mãe achava que eu era assim por causa da convivência com minhas primas e me proibiu de vê-las. Hoje, minha mãe sabe que o que fazia era errado. A reação deles foi me mandar terminar o high school nos Estados Unidos."Tive uma infância muito ruim: sofri um sequestro aos 14 anos, perdi um irmão de 18 em um acidente de carro, sofri preconceito e tinha medo"
QUEM: Qual consequência acha que sua atitude terá?
MM: Já tiro meu sustento do meu salário na Rede TV!, acho que estou formando minha carreira e é por isso que estou abrindo o jogo. Cobrava 20 mil reais por diária como stylist, mas não quero mais fazer isso. Sou muito novo e o importante é mostrar aos jovens que isso não é errado, dar o exemplo para que eles não tenham medo. Às vezes, o único medo que tenho é de que a gente nunca sabe o dia de amanhã. Vai que eu me apaixone por uma mulher e isso me prejudique... Mas, no mundo, a gente está aberto para tudo.
Londres proíbe anúncio em ônibus que oferecia 'cura para gays'
As autoridades de transporte de Londres proibiram um anúncio veiculado nos ônibus da cidade que sugeria que gays poderiam ser curados.
A campanha, uma paródia de uma iniciativa do grupo pró-gay Stonewall ("Algumas pessoas são gays. Aceite isso"), afirma que terapias poderiam mudar a orientação sexual.
Com o enunciado "Não gay! Pós-gay, ex-gay e orgulhoso. Aceite isso!", a campanha seria veiculada nos ônibus na próxima semana.Mas a autoridade de transporte londrina, Transport for London (TfL), baniu o anúncio após reclamações.
'Tolerante e inclusiva'
A Core Issues Trust, grupo cristão que está por trás da campanha banida, afirmou que a decisão constitui censura. O TFL, no entanto, argumentou que os anúncios não refletiam uma Londres "tolerante e inclusiva"."Os anúncios não estão nem estarão em qualquer dos ônibus da cidade", disse um porta-voz da autoridade.Desde abril, mil ônibus londrinos exibem os anúncios promovendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a campanha "Algumas pessoas são gays. Aceite isso".
Já os pôsteres bancados pela entidade cristã Anglican Mainstream e contratados junto às empresas de ônibus pelo grupo cristão Core Issues seriam veiculados em cinco rotas centrais de ônibus, incluindo destinos altamente turísticos e centrais como a Catedral de St Paul, Oxford Street, Trafalgar Square e Piccadilly Circus.
'Canais corretos'
O porta-voz da Stonewall, Andy Wasley, ressaltou que "não há anúncios promovendo vudu para curar gays em Londres", em uma crítica às entidades cristãs.O prefeito Boris Johnson afirmou: "É claramente ofensivo sugerir que ser gay é uma doença da qual as pessoas se recuperam e não estou disposto a ver isso circulando nos ônibus da cidade".
Já o co-diretor da Core Issues Mike Davidson afirmou não ter se dado conta de que a censura estava em vigor na capital. "Usamos todos os canais corretos e fomos aconselhados pelas empresas de ônibus a seguir seus procedimentos. Eles nos deram OK e, agora, vetaram".
A campanha, uma paródia de uma iniciativa do grupo pró-gay Stonewall ("Algumas pessoas são gays. Aceite isso"), afirma que terapias poderiam mudar a orientação sexual.
Com o enunciado "Não gay! Pós-gay, ex-gay e orgulhoso. Aceite isso!", a campanha seria veiculada nos ônibus na próxima semana.Mas a autoridade de transporte londrina, Transport for London (TfL), baniu o anúncio após reclamações.
'Tolerante e inclusiva'
A Core Issues Trust, grupo cristão que está por trás da campanha banida, afirmou que a decisão constitui censura. O TFL, no entanto, argumentou que os anúncios não refletiam uma Londres "tolerante e inclusiva"."Os anúncios não estão nem estarão em qualquer dos ônibus da cidade", disse um porta-voz da autoridade.Desde abril, mil ônibus londrinos exibem os anúncios promovendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a campanha "Algumas pessoas são gays. Aceite isso".
Já os pôsteres bancados pela entidade cristã Anglican Mainstream e contratados junto às empresas de ônibus pelo grupo cristão Core Issues seriam veiculados em cinco rotas centrais de ônibus, incluindo destinos altamente turísticos e centrais como a Catedral de St Paul, Oxford Street, Trafalgar Square e Piccadilly Circus.
'Canais corretos'
O porta-voz da Stonewall, Andy Wasley, ressaltou que "não há anúncios promovendo vudu para curar gays em Londres", em uma crítica às entidades cristãs.O prefeito Boris Johnson afirmou: "É claramente ofensivo sugerir que ser gay é uma doença da qual as pessoas se recuperam e não estou disposto a ver isso circulando nos ônibus da cidade".
Já o co-diretor da Core Issues Mike Davidson afirmou não ter se dado conta de que a censura estava em vigor na capital. "Usamos todos os canais corretos e fomos aconselhados pelas empresas de ônibus a seguir seus procedimentos. Eles nos deram OK e, agora, vetaram".
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Juiz mantém decisão que veta livro que diz que Lampião era gay
O juiz da 7ª Vara Cível de Aracaju, Aldo Albuquerque, manteve a decisão de não permitir que o polêmico livro "Lampião Mata Sete", que sustenta que o Rei do Cangaço, Virgulino Ferreira da Silva, era gay, seja lançado. No dia 25 de novembro do ano passado, Aldo expediu uma liminar suspendendo o lançamento, que iria ocorrer em uma livraria de Aracaju, em virtude de uma ação movida por Expedita Ferreira, filha do cangaceiro.
O autor do livro, o juiz aposentado Pedro de Morais, disse que vai recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) e tem 15 dias para realizar o procedimento legal. Caso não tenha sucesso e o livro continue sendo censurado pela Justiça, ele disse que vai jogar os 1 mil exemplares que lhe restam no Rio Sergipe.Aldo Albuquerque, que não leu o livro, disse que se baseou na Constituição Federal para continuar impedindo o lançamento do livro. "A Constituição protege a inviolabilidade da individualidade das pessoas", explicou ele, ao frisar que escreveu 25 laudas onde defende o não lançamento do livro. Para Aldo, se o livro versasse apenas sobre os crimes cometidos por Lampião, esse seria um fato público, mas quando trata da sexualidade, o tema não tem o mesmo interesse."O Aldo é um preconceituoso", disparou o autor do livro Pedro de Morais. Sobre essa crítica e as que poderão surgir em virtude da decisão, Aldo Albuquerque explicou que "doutor Pedro é um homem muito inteligente, um grande juiz". E com relação às demais críticas que poderão advir, Aldo explicou que um magistrado tem que agir sem se preocupar com isso, preservando a Constituição Federal.No dia 6 de novembro do ano passado, Pedro de Morais participou da Segunda Bienal do Livro, em Salvador, e vendeu o 1 mil exemplares, restando outros 1 mil para o lançamento em Aracaju, que não aconteceu. "A liminar proibindo o lançamento saiu no dia 25 de novembro", lembra Pedro.Dias depois no município de Campo Formoso, a 400 quilômetros de Salvador, o livro voltou a fazer sucesso em uma exposição literária. Desta vez, os exemplares foram levados pelo especialista em Lampião Oleone Coelho Fontes, que, inclusive, faz a introdução do livro. Oleone continua indignado e disse, na época, que "seria uma felicidade para o Nordeste se Lampião fosse homossexual".
O autor do livro, o juiz aposentado Pedro de Morais, disse que vai recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) e tem 15 dias para realizar o procedimento legal. Caso não tenha sucesso e o livro continue sendo censurado pela Justiça, ele disse que vai jogar os 1 mil exemplares que lhe restam no Rio Sergipe.Aldo Albuquerque, que não leu o livro, disse que se baseou na Constituição Federal para continuar impedindo o lançamento do livro. "A Constituição protege a inviolabilidade da individualidade das pessoas", explicou ele, ao frisar que escreveu 25 laudas onde defende o não lançamento do livro. Para Aldo, se o livro versasse apenas sobre os crimes cometidos por Lampião, esse seria um fato público, mas quando trata da sexualidade, o tema não tem o mesmo interesse."O Aldo é um preconceituoso", disparou o autor do livro Pedro de Morais. Sobre essa crítica e as que poderão surgir em virtude da decisão, Aldo Albuquerque explicou que "doutor Pedro é um homem muito inteligente, um grande juiz". E com relação às demais críticas que poderão advir, Aldo explicou que um magistrado tem que agir sem se preocupar com isso, preservando a Constituição Federal.No dia 6 de novembro do ano passado, Pedro de Morais participou da Segunda Bienal do Livro, em Salvador, e vendeu o 1 mil exemplares, restando outros 1 mil para o lançamento em Aracaju, que não aconteceu. "A liminar proibindo o lançamento saiu no dia 25 de novembro", lembra Pedro.Dias depois no município de Campo Formoso, a 400 quilômetros de Salvador, o livro voltou a fazer sucesso em uma exposição literária. Desta vez, os exemplares foram levados pelo especialista em Lampião Oleone Coelho Fontes, que, inclusive, faz a introdução do livro. Oleone continua indignado e disse, na época, que "seria uma felicidade para o Nordeste se Lampião fosse homossexual".
SE METENDO ONDE NÃO FOI CHAMADO-Grupo cristão promove boicote a jogos com personagens gays
POR Yuri Gonzaga
Cena do jogo "Mass Effect 3", da Electronic Arts; outro alvo de críticas é um game da série "Star Wars"
O grupo cristão Florida Family Association está convocando seus membros para que contatem a EA (Electronic Arts) para protestar contra os personagens gays de jogos como “Mass Effect 3″ e “Star Wars: The Old Republic”.Os games permitem que o jogador escolha flertar, beijar e dançar em um bar voltado ao público homossexual. A associação, conhecida por ataques a gays e a muçulmanos, diz que tal comportamento dos personagens virtuais são um mau exemplo.No artigo divulgado por meio de seu site, o grupo questiona: “Os criadores de games ‘Star Wars’ vão permitir que as crianças escolham uma versão transgênera de Darth Vader como seu personagem?”.“As famílias americanas cresceram com a série ‘Star Wars’, e ela não mostrava a profanidade, a nudez ou o conteúdo erótico homossexual contidos nos jogos que as crianças estão jogando.”
Como relata o site “GamesIndustry”, o vice-presidente de comunicação corporativa da Electronic Arts, Jeff Brown, alega que não há planos para censurar qualquer um de seus jogos –mesmo após a empresa ter recebido milhares de cartas “antigay”, com declarações de boicote.“É difícil que alguém se surpreenda com o conteúdo de um jogo que leva etiqueta de classificação indicativa”, diz o porta-voz.
“Para resumir, nossos jogos têm, sim, conteúdo homossexual”, adiciona Brown, destacando que a EA nunca sofreu pressão de grupos LGBT para que incluíssem personagens gays em seus títulos.
Cena do jogo "Mass Effect 3", da Electronic Arts; outro alvo de críticas é um game da série "Star Wars"
O grupo cristão Florida Family Association está convocando seus membros para que contatem a EA (Electronic Arts) para protestar contra os personagens gays de jogos como “Mass Effect 3″ e “Star Wars: The Old Republic”.Os games permitem que o jogador escolha flertar, beijar e dançar em um bar voltado ao público homossexual. A associação, conhecida por ataques a gays e a muçulmanos, diz que tal comportamento dos personagens virtuais são um mau exemplo.No artigo divulgado por meio de seu site, o grupo questiona: “Os criadores de games ‘Star Wars’ vão permitir que as crianças escolham uma versão transgênera de Darth Vader como seu personagem?”.“As famílias americanas cresceram com a série ‘Star Wars’, e ela não mostrava a profanidade, a nudez ou o conteúdo erótico homossexual contidos nos jogos que as crianças estão jogando.”
Como relata o site “GamesIndustry”, o vice-presidente de comunicação corporativa da Electronic Arts, Jeff Brown, alega que não há planos para censurar qualquer um de seus jogos –mesmo após a empresa ter recebido milhares de cartas “antigay”, com declarações de boicote.“É difícil que alguém se surpreenda com o conteúdo de um jogo que leva etiqueta de classificação indicativa”, diz o porta-voz.
“Para resumir, nossos jogos têm, sim, conteúdo homossexual”, adiciona Brown, destacando que a EA nunca sofreu pressão de grupos LGBT para que incluíssem personagens gays em seus títulos.
terça-feira, 10 de abril de 2012
“Avenida Brasil” trará discussão sobre futebol e homossexualidade
POR Vitor Angelo/BLOGAY
“Não é bom fazer negócio com judeus”. “Mulher nunca sabe dirigir”. “Gays não servem para serem soldados do exército”. “Os negros não se sobressaem nos estudos acadêmicos”. Estes sensos comuns acima partem de uma experiência que não é completa e profunda em suas colocações e por acabarem se tornando pseudo verdades universais, muitos grupos e minorias se sentem delimitados em suas diversas formas de atuar como seres humanos. Parece que são incapazes de realizar certos ofícios ou não são confiáveis para tal.Uma destas “míticas” se refere aos homossexuais e o futebol. Como o esporte se tornou um espécie de emblema da masculinidade (que uma grande maioria confunde como oposição à homossexualidade), o selo ISO de macheza de muitos, o terreno ficou impróprio para os gays. É claro que existe muitos homossexuais que execram o universo das chuteiras, mas isto não significa nem unanimidade nem maioria absoluta. Muitos gays estão presentes dentro dos campos e das arquibancadas. Claro, de forma silenciosa infelizmente para não romper com um grande tabu da nossa sociedade: gays não servem em nada para o esporte que apaixona de Nelson Rodrigues a Xico Sá. Será?Volta e meio surgem boatos de jogadores de futebol que transaram com outros homens, sempre de forma enrustida. O filme “Asa Branca, um Sonho Brasileiro”, dirigido por Djalma Limongi Batista, em 1980, foi um dos raros momentos que esta discussão foi colocada para a cultura de massa. Agora, “Avenida Brasil”, a novela das 21h de João Emanuel Carneiro, pretende retomar este tema. Roniquito (Daniel Rocha) será um jogador gay que, para agradar seu pai Diógenes (Otávio Augusto), faz parte do time Divino Futebol Clube. Nele, o jogador irá conhecer depois de um tempo Leandro (Thiago Martins), que entra para o time. Os dois acabam ficando muito próximos.
Roniquito (Daniel Rocha) é o jogador de futebol gay de "Avenida Brasil" (Divulgação / TV Globo)
Como novela é uma obra em aberto e Roniquito ainda não decolou na trama, vamos ver que rumo esta discussão, que pode ser bem promissora, pode tomar. Pois não é só para o tabu que gays não podem estar no meio fiutebolístico, ela pode ser libertadora também para héteros que desejam ser bailarinos ou cabeleireiros (profissões que o senso comum costuma excluir aos homens heterossexuais) sem precisarem passar pela pergunta sobre sua sexualidade, como se este fator alterasse o talento de alguém.Enquanto isso…
“Não é bom fazer negócio com judeus”. “Mulher nunca sabe dirigir”. “Gays não servem para serem soldados do exército”. “Os negros não se sobressaem nos estudos acadêmicos”. Estes sensos comuns acima partem de uma experiência que não é completa e profunda em suas colocações e por acabarem se tornando pseudo verdades universais, muitos grupos e minorias se sentem delimitados em suas diversas formas de atuar como seres humanos. Parece que são incapazes de realizar certos ofícios ou não são confiáveis para tal.Uma destas “míticas” se refere aos homossexuais e o futebol. Como o esporte se tornou um espécie de emblema da masculinidade (que uma grande maioria confunde como oposição à homossexualidade), o selo ISO de macheza de muitos, o terreno ficou impróprio para os gays. É claro que existe muitos homossexuais que execram o universo das chuteiras, mas isto não significa nem unanimidade nem maioria absoluta. Muitos gays estão presentes dentro dos campos e das arquibancadas. Claro, de forma silenciosa infelizmente para não romper com um grande tabu da nossa sociedade: gays não servem em nada para o esporte que apaixona de Nelson Rodrigues a Xico Sá. Será?Volta e meio surgem boatos de jogadores de futebol que transaram com outros homens, sempre de forma enrustida. O filme “Asa Branca, um Sonho Brasileiro”, dirigido por Djalma Limongi Batista, em 1980, foi um dos raros momentos que esta discussão foi colocada para a cultura de massa. Agora, “Avenida Brasil”, a novela das 21h de João Emanuel Carneiro, pretende retomar este tema. Roniquito (Daniel Rocha) será um jogador gay que, para agradar seu pai Diógenes (Otávio Augusto), faz parte do time Divino Futebol Clube. Nele, o jogador irá conhecer depois de um tempo Leandro (Thiago Martins), que entra para o time. Os dois acabam ficando muito próximos.
Roniquito (Daniel Rocha) é o jogador de futebol gay de "Avenida Brasil" (Divulgação / TV Globo)
Como novela é uma obra em aberto e Roniquito ainda não decolou na trama, vamos ver que rumo esta discussão, que pode ser bem promissora, pode tomar. Pois não é só para o tabu que gays não podem estar no meio fiutebolístico, ela pode ser libertadora também para héteros que desejam ser bailarinos ou cabeleireiros (profissões que o senso comum costuma excluir aos homens heterossexuais) sem precisarem passar pela pergunta sobre sua sexualidade, como se este fator alterasse o talento de alguém.Enquanto isso…
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sexta-feira, 6 de abril de 2012
Abercrombie & Fitch aposta em campanha homoerótica
A marca norte-americana Abercrombie & Fitch, queridinha entre os jovens do Brasil e do mundo, investiu no homoerotismo em sua nova campanha, dirigida pelo renomado fotógrafo Bruce Weber. O vídeo, intitulado "Outros esportes exigem uma bola", mostra os belos modelos da marca lutando sobre o tatame e sob o chuveiro. A Abercrombie é conhecida por divulgar a inauguração de suas lojas com modelos sem camisa em frente aos novos estabelecimentos
terça-feira, 3 de abril de 2012
Michael se diz mais aceito após assumir ser gay e narra caso com prostituta em livro
O jogador Michael, da equipe Vôlei Futuro, diz ter se fortalecido após o episódio em que foi ofendido pela torcida do Cruzeiro, em 2010, por ser gay. Em depoimento ao livro Toda Maneira de Amor Vale a Pena, que aborda várias histórias contadas por homossexuais, o atleta narra de forma bem humorada sua primeira transa com uma mulher, quando tinha 21 anos.

“Logo que a gente chegou ao quarto, perguntei à mulher se ela poderia colocar um filme pornô para ver se eu sentiria alguma coisa. Eu só ficava pensando: ‘Como vou fazer esse negócio?’ Excitado eu não fiquei, não, mas rolou mais ou menos. Lembro que, quando acabou, ela me perguntou: ‘Por que você me empurrou?’ Eu tinha empurrado e nem percebi. Hoje, conto essa história para meus amigos e eles rolam de rir”, descreveu Michael ao livro.
Michael afirma que a revelação em público sobre sua sexualidade logo depois de ser xingado em coro por torcedores tirou pressões e aumentou o respeito da torcida.
“As pessoas me cumprimentaram, disseram que tive muita coragem de ir à televisão. Jamais tive problema com isso e nunca falei nada antes porque não era necessário. É só olhar para mim e ver que sou gay. Todo mundo que me conhece, no vôlei, já sabia. Só resolvi falar porque foi realmente chato”.
Outra passagem citada por Michael foi quando dividia o alojamento com um aspirante a jogador. Michael viajou e deixou cremes e secador de cabelo no banheiro. O amigo aproveitou a ausência de Michael para levar a namorada.Ao se deparar com cremes e secador, a moça discutiu com o namorado, achando que ele morava com outra. O caso foi resolvido quando o rapaz explicou que os pertences eram de Michael.O apoio familiar possibilitou uma juventude “privilegiada”, frisa Michael.
O jogador do Vôlei Futuro rejeita aproveitar a fama para ser um defensor da luta contra a homofobia, apesar dos pedidos. Ele evita estrelar eventos GLS e acrescenta que pretende apenas ter uma vida tranquila, ao lado de parentes e amigos.
Michael celebra ponto do Vôlei Futuro com Camejo e RicardinhoFoi um evento com amigos em uma casa de prostituição. Ali ele percebeu definitivamente que estava no lugar errado.
“Logo que a gente chegou ao quarto, perguntei à mulher se ela poderia colocar um filme pornô para ver se eu sentiria alguma coisa. Eu só ficava pensando: ‘Como vou fazer esse negócio?’ Excitado eu não fiquei, não, mas rolou mais ou menos. Lembro que, quando acabou, ela me perguntou: ‘Por que você me empurrou?’ Eu tinha empurrado e nem percebi. Hoje, conto essa história para meus amigos e eles rolam de rir”, descreveu Michael ao livro.
Michael afirma que a revelação em público sobre sua sexualidade logo depois de ser xingado em coro por torcedores tirou pressões e aumentou o respeito da torcida.
“As pessoas me cumprimentaram, disseram que tive muita coragem de ir à televisão. Jamais tive problema com isso e nunca falei nada antes porque não era necessário. É só olhar para mim e ver que sou gay. Todo mundo que me conhece, no vôlei, já sabia. Só resolvi falar porque foi realmente chato”.
Outra passagem citada por Michael foi quando dividia o alojamento com um aspirante a jogador. Michael viajou e deixou cremes e secador de cabelo no banheiro. O amigo aproveitou a ausência de Michael para levar a namorada.Ao se deparar com cremes e secador, a moça discutiu com o namorado, achando que ele morava com outra. O caso foi resolvido quando o rapaz explicou que os pertences eram de Michael.O apoio familiar possibilitou uma juventude “privilegiada”, frisa Michael.
O jogador do Vôlei Futuro rejeita aproveitar a fama para ser um defensor da luta contra a homofobia, apesar dos pedidos. Ele evita estrelar eventos GLS e acrescenta que pretende apenas ter uma vida tranquila, ao lado de parentes e amigos.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Madonna pode ser multada se defender homossexuais na Rússia
O show da Madonna em São Petersburgo acontece só em agosto, mas as autoridades russas já ameaçam multar a cantora caso ela defenda homossexuais em durante sua passagem pela cidade.
"Se Madonna ou algum dos organizadores infringirem a lei, haverá castigo: a cantora pode receber uma multa de até US$ 170 [cerca de R$ 310]", afirmou Vitali Milónov, deputado da Assembleia Legislativa de São Petersburgo à agência Interfax.As autoridades da região aprovaram recentemente uma controversa lei que proíbe a propaganda homossexual, que a Igreja Ortodoxa quer estender a toda a Rússia.Diversas personalidades protestaram em pelo cancelamento da apresentação da popstar norte-americana na antiga capital czarista."Estou disposto a aguentar durante duas horas e assistir ao concerto (...) para o controle do conteúdo moral da atuação", comentou o deputado.Madonna publicou ontem, em sua página no site Facebook, que, durante seu show na antiga capital imperial, "falará a favor da comunidade homossexual para mostrar seu apoio e dar força e inspiração a qualquer um que está ou se sente oprimido".
A cantora já protagonizou um escândalo na primeira vez em que se apresentou na Rússia, em 2006, durante a turnê mundial "Confessions". Ela foi criticada pelos religiosos por aparecer "crucificada", usando uma coroa de espinhos na cabeça.
"Se Madonna ou algum dos organizadores infringirem a lei, haverá castigo: a cantora pode receber uma multa de até US$ 170 [cerca de R$ 310]", afirmou Vitali Milónov, deputado da Assembleia Legislativa de São Petersburgo à agência Interfax.As autoridades da região aprovaram recentemente uma controversa lei que proíbe a propaganda homossexual, que a Igreja Ortodoxa quer estender a toda a Rússia.Diversas personalidades protestaram em pelo cancelamento da apresentação da popstar norte-americana na antiga capital czarista."Estou disposto a aguentar durante duas horas e assistir ao concerto (...) para o controle do conteúdo moral da atuação", comentou o deputado.Madonna publicou ontem, em sua página no site Facebook, que, durante seu show na antiga capital imperial, "falará a favor da comunidade homossexual para mostrar seu apoio e dar força e inspiração a qualquer um que está ou se sente oprimido".
A cantora já protagonizou um escândalo na primeira vez em que se apresentou na Rússia, em 2006, durante a turnê mundial "Confessions". Ela foi criticada pelos religiosos por aparecer "crucificada", usando uma coroa de espinhos na cabeça.
quinta-feira, 22 de março de 2012
‘Star Magazine’ diz que casamento de Will Smith acabou por ele ser gay
A vida sexual das celebridades sempre despertou interesse por parte do público e da mídia especializada e os boatos são os mais variados possíveis. Um deles, nem tão recente assim, voltou à tona depois de ganhar a capa do tablóide “Star Magazine”.
A nova edição da revista traz como destaque o ator Will Smith. De acordo com a publicação, a homossexualidade dele foi o motivo do fim do casamento com a atriz Jada Pinkett-Smith. Os dois acabaram a união de 13 anos em agosto de 2011.A “Star Magazine” disse que a crise atingiu o ápice quando o ator preferiu passar as férias em Trinidad e Tobago, país localizado na América do Sul, com o amigo Duane Martin, o que teria deixado Jada infeliz.Esta não é a primeira vez que surgem boatos sobre a sexualidade de Will Smith. Em 2011, aedição da National Enquirer não só afirmou na época que Will era gay e mas disse ainda que o seu casamento era mentira, e que o ator teria mesmo um caso com o rapper Trey Songz.
A nova edição da revista traz como destaque o ator Will Smith. De acordo com a publicação, a homossexualidade dele foi o motivo do fim do casamento com a atriz Jada Pinkett-Smith. Os dois acabaram a união de 13 anos em agosto de 2011.A “Star Magazine” disse que a crise atingiu o ápice quando o ator preferiu passar as férias em Trinidad e Tobago, país localizado na América do Sul, com o amigo Duane Martin, o que teria deixado Jada infeliz.Esta não é a primeira vez que surgem boatos sobre a sexualidade de Will Smith. Em 2011, aedição da National Enquirer não só afirmou na época que Will era gay e mas disse ainda que o seu casamento era mentira, e que o ator teria mesmo um caso com o rapper Trey Songz.
Tribunal rejeita discriminação em adoção homossexual na França
O Tribunal Europeu de Direitos Humanos considerou nesta quarta-feira que a negação do direito de adoção a um casal de mulheres francesas homossexuais não casadas é discriminatória e contrária ao Convênio Europeu de Direitos Humanos.
Trata-se do caso de Valérie Gas e Nathalie Dubois, que vivem em Clamart, levado por ambas ao tribunal com sede em Estrasburgo pela rejeição ao pedido apresentado pela primeira delas na França para adotar o filho da segunda.O tribunal comunicou que não houve "diferença de tratamento baseada na orientação sexual" das mulheres, já que os casais heterossexuais de fato também não conseguem aprovação de pedidos de adoção similares.Os sete juízes da Câmara do Tribunal de Estrasburgo decidiram que não existe violação dos artigos 14 (sobre proibição da discriminação) e 8 (direito ao respeito da vida privada e familiar) no caso apresentado por Valérie e Nathalie.Elas levaram a ação até essa instância devido à recusa das autoridades francesas em reconhecer como filha de ambas Anaïs, nascida após uma inseminação artificial feita por Nathalie na Bélgica.A lei francesa não admite a adoção por casais do mesmo sexo, o que levou a administração francesa a negar a reconhecer Valérie como mãe de menina, que agora tem 12 anos.Em sua explicação da sentença, que não é definitiva e cabe recurso, o tribunal considerou que como as duas mulheres não são casadas não podiam se beneficiar do "exercício partilhado da autoridade parental previsto pelo código civil" francês.
O tribunal estimou, por outro lado, que a Convenção Europeia de Direitos Humanos "não impõe aos Governos dos estados-membros a ampliação do casamento aos casais homossexuais" e que quando decidem oferecer a eles outro tipo de reconhecimento jurídico, as autoridades têm "margem de apreciação sobre a natureza exata do estatuto atribuído".Em comunicado, a advogada das duas mulheres manifestou a "consternação" de ambas já que, segundo sua opinião, a menina está atualmente "menos protegida do ponto de vista jurídico" do que se fosse filha de um casal heterossexual.A advogada Caroline Mécary considerou que é "lamentável" que o Tribunal não tenha levado em conta a "evolução da situação" de outros países-membros do Conselho da Europa e lembrou que há "ao menos 11 países", que admitem a adoção "de um filho pelo pai 'social'".Caroline afirmou também que só por meio de uma modificação da legislação esse tipo de adoção poderá ser autorizado, mas que essa possibilidade dependerá de quem ganhar as próximas eleições presidenciais na França (previstas para 22 de abril e 6 de maio).
Trata-se do caso de Valérie Gas e Nathalie Dubois, que vivem em Clamart, levado por ambas ao tribunal com sede em Estrasburgo pela rejeição ao pedido apresentado pela primeira delas na França para adotar o filho da segunda.O tribunal comunicou que não houve "diferença de tratamento baseada na orientação sexual" das mulheres, já que os casais heterossexuais de fato também não conseguem aprovação de pedidos de adoção similares.Os sete juízes da Câmara do Tribunal de Estrasburgo decidiram que não existe violação dos artigos 14 (sobre proibição da discriminação) e 8 (direito ao respeito da vida privada e familiar) no caso apresentado por Valérie e Nathalie.Elas levaram a ação até essa instância devido à recusa das autoridades francesas em reconhecer como filha de ambas Anaïs, nascida após uma inseminação artificial feita por Nathalie na Bélgica.A lei francesa não admite a adoção por casais do mesmo sexo, o que levou a administração francesa a negar a reconhecer Valérie como mãe de menina, que agora tem 12 anos.Em sua explicação da sentença, que não é definitiva e cabe recurso, o tribunal considerou que como as duas mulheres não são casadas não podiam se beneficiar do "exercício partilhado da autoridade parental previsto pelo código civil" francês.
O tribunal estimou, por outro lado, que a Convenção Europeia de Direitos Humanos "não impõe aos Governos dos estados-membros a ampliação do casamento aos casais homossexuais" e que quando decidem oferecer a eles outro tipo de reconhecimento jurídico, as autoridades têm "margem de apreciação sobre a natureza exata do estatuto atribuído".Em comunicado, a advogada das duas mulheres manifestou a "consternação" de ambas já que, segundo sua opinião, a menina está atualmente "menos protegida do ponto de vista jurídico" do que se fosse filha de um casal heterossexual.A advogada Caroline Mécary considerou que é "lamentável" que o Tribunal não tenha levado em conta a "evolução da situação" de outros países-membros do Conselho da Europa e lembrou que há "ao menos 11 países", que admitem a adoção "de um filho pelo pai 'social'".Caroline afirmou também que só por meio de uma modificação da legislação esse tipo de adoção poderá ser autorizado, mas que essa possibilidade dependerá de quem ganhar as próximas eleições presidenciais na França (previstas para 22 de abril e 6 de maio).
Expulso por ser gay, pastor cria igreja voltada a homossexuais no RS
Cidade de Refúgio será inaugurada às 19h de sábado (24) em Porto Alegre.
Pastor ressalta que a nova igreja receberá todos os públicos.
Felipe Truda Do G1 RS
Pastor Zambom fará o primeiro culto da nova igreja neste sábado (24) (Foto: Mauro Vieira/Agência RBS)
A partir das 19h do próximo sábado (24), o Rio Grande do Sul terá a primeira igreja voltada ao público gay. Homossexual assumido, o pastor Anderson Zambom conta os dias para a inauguração da Igreja Cidade de Refúgio de Porto Alegre, vinculada a uma comunidade nacional que tem como objetivo pregar a palavra de Deus sem preconceitos quanto à orientação sexual.“Haverá cultos de ensino bíblico para mostrar às pessoas que Deus não é aquele monstro que as igrejas pregam”, disse ao G1 o pastor, que atuará junto com a pastora Vanessa Pereira, de 27 anos. "Quem impôs a condição de pecado foi o homem e não Deus, porque em nenhum momento a Bíblia condena o homossexualismo. O que há é algumas traduções errôneas e o entendimento errado e manipulado da Palavra", acrescentou.
O pastor ressalta que a Cidade de Refúgio não é de uma igreja voltada exclusivamente ao público gay, mas tem o intuito de dar uma oportunidade aos homossexuais evangélicos de exercerem a religião sem serem considerados pecadores. Foi exatamente o que aconteceu com o próprio Zambom, forçado a abandonar o exercício de pastor de uma igreja de Santa Maria, em 2003. "Fui excluído do ministério. Não pude ir para frente no meu trabalho", lamentou o pastor.Cristão desde os 10 anos, Anderson, hoje com 26, teve a ideia de voltar aos púlpitos ao perceber o surgimento das chamadas "igrejas inclusivas". Decidiu fundar a Cidade de Refúgio na capital gaúcha após conversar com a fundadora da comunidade, Lanna Holder. "Havia uma ideia de criação do nosso ministério, porém seria independente. Então, conversando com as pessoas, resolvemos começar esta obra aqui”, declarou.
Deus não é aquele monstro que as igrejas pregam"
Pastor Anderson Zambom
Os cultos da Cidade de Refúgio terão semelhanças aos da Bola de Neve, igreja evangélica voltada ao público jovem que se notabilizou após a conversão de Rodolfo Abrantes, ex-vocalista do grupo de rock Raimundos. “Serão cultos bem jovens”, diz o pastor.Fora as celebrações religiosas, uma das primeiras realizações da Cidade de Refúgio será a Balada Gospel, uma festa noturna voltada ao público cristão. O evento ainda não tem data marcada, e deve ocorrer até junho deste ano. O pastor tem outro plano mais ambicioso. “Pretendemos montar uma convenção nacional de igrejas inclusivas”, diz Zambom.Nos discursos, não serão abordados apenas temas voltados à homossexualidade. “Não é só uma igreja gay e não queremos que se torne isso. É uma igreja para todos, independente da orientação sexual”, ressaltou.Os cultos na Igreja Cidade de Refúgio de Porto Alegre serão realizados aos sábados, às 19h30, aos domingos, às 18h e às quartas-feiras, às 19h30. A nova igreja fica na Rua Álvaro Vieira Andrade, número 134, no bairro Jardim Ingá, na Zona Norte de Porto Alegre.
Pastor ressalta que a nova igreja receberá todos os públicos.
Felipe Truda Do G1 RS
Pastor Zambom fará o primeiro culto da nova igreja neste sábado (24) (Foto: Mauro Vieira/Agência RBS)
A partir das 19h do próximo sábado (24), o Rio Grande do Sul terá a primeira igreja voltada ao público gay. Homossexual assumido, o pastor Anderson Zambom conta os dias para a inauguração da Igreja Cidade de Refúgio de Porto Alegre, vinculada a uma comunidade nacional que tem como objetivo pregar a palavra de Deus sem preconceitos quanto à orientação sexual.“Haverá cultos de ensino bíblico para mostrar às pessoas que Deus não é aquele monstro que as igrejas pregam”, disse ao G1 o pastor, que atuará junto com a pastora Vanessa Pereira, de 27 anos. "Quem impôs a condição de pecado foi o homem e não Deus, porque em nenhum momento a Bíblia condena o homossexualismo. O que há é algumas traduções errôneas e o entendimento errado e manipulado da Palavra", acrescentou.
O pastor ressalta que a Cidade de Refúgio não é de uma igreja voltada exclusivamente ao público gay, mas tem o intuito de dar uma oportunidade aos homossexuais evangélicos de exercerem a religião sem serem considerados pecadores. Foi exatamente o que aconteceu com o próprio Zambom, forçado a abandonar o exercício de pastor de uma igreja de Santa Maria, em 2003. "Fui excluído do ministério. Não pude ir para frente no meu trabalho", lamentou o pastor.Cristão desde os 10 anos, Anderson, hoje com 26, teve a ideia de voltar aos púlpitos ao perceber o surgimento das chamadas "igrejas inclusivas". Decidiu fundar a Cidade de Refúgio na capital gaúcha após conversar com a fundadora da comunidade, Lanna Holder. "Havia uma ideia de criação do nosso ministério, porém seria independente. Então, conversando com as pessoas, resolvemos começar esta obra aqui”, declarou.
Deus não é aquele monstro que as igrejas pregam"
Pastor Anderson Zambom
Os cultos da Cidade de Refúgio terão semelhanças aos da Bola de Neve, igreja evangélica voltada ao público jovem que se notabilizou após a conversão de Rodolfo Abrantes, ex-vocalista do grupo de rock Raimundos. “Serão cultos bem jovens”, diz o pastor.Fora as celebrações religiosas, uma das primeiras realizações da Cidade de Refúgio será a Balada Gospel, uma festa noturna voltada ao público cristão. O evento ainda não tem data marcada, e deve ocorrer até junho deste ano. O pastor tem outro plano mais ambicioso. “Pretendemos montar uma convenção nacional de igrejas inclusivas”, diz Zambom.Nos discursos, não serão abordados apenas temas voltados à homossexualidade. “Não é só uma igreja gay e não queremos que se torne isso. É uma igreja para todos, independente da orientação sexual”, ressaltou.Os cultos na Igreja Cidade de Refúgio de Porto Alegre serão realizados aos sábados, às 19h30, aos domingos, às 18h e às quartas-feiras, às 19h30. A nova igreja fica na Rua Álvaro Vieira Andrade, número 134, no bairro Jardim Ingá, na Zona Norte de Porto Alegre.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Justiça Militar mantém condenação de casal gay; cabe recurso
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
O STM (Superior Tribunal Militar) condenou na terça-feira (20) Laci Araújo e Fernando Alcântara --casal de militares que se assumiu gay em rede nacional em 2008-- por calúnia e desacato.
Os crimes teriam ocorrido naquele ano, quando Laci foi preso por deserção pouco depois de conceder uma entrevista a uma rede de televisão em SP. O sargento denunciou ter sido torturado por militares a caminho do batalhão onde ficou detido. Para o Exército, houve intenção de denegrir a imagem da corporação. Ainda cabe recurso da decisão.Os ministros do STM mantiveram assim a decisão de primeira instância da Justiça Militar. Araújo recebeu a pena de 1 ano, 3 meses e 15 dias de reclusão e Alcântara, de 8 meses de detenção.Sete ministros votaram a favor da manutenção da pena; 4 foram favoráveis à redução e um magistrado votou pela absolvição do casal. Como o resultado não foi unânime, a defesa pode recorrer mais uma vez.Alcântara afirmou que a decisão já era esperada, e disse que a defesa pretende recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). "A gente entende que existe uma predisposição para a condenação. A justiça militar se comporta na defesa dos interesses dos membros do exército", afirmou.
DE BRASÍLIA
O STM (Superior Tribunal Militar) condenou na terça-feira (20) Laci Araújo e Fernando Alcântara --casal de militares que se assumiu gay em rede nacional em 2008-- por calúnia e desacato.
Os crimes teriam ocorrido naquele ano, quando Laci foi preso por deserção pouco depois de conceder uma entrevista a uma rede de televisão em SP. O sargento denunciou ter sido torturado por militares a caminho do batalhão onde ficou detido. Para o Exército, houve intenção de denegrir a imagem da corporação. Ainda cabe recurso da decisão.Os ministros do STM mantiveram assim a decisão de primeira instância da Justiça Militar. Araújo recebeu a pena de 1 ano, 3 meses e 15 dias de reclusão e Alcântara, de 8 meses de detenção.Sete ministros votaram a favor da manutenção da pena; 4 foram favoráveis à redução e um magistrado votou pela absolvição do casal. Como o resultado não foi unânime, a defesa pode recorrer mais uma vez.Alcântara afirmou que a decisão já era esperada, e disse que a defesa pretende recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). "A gente entende que existe uma predisposição para a condenação. A justiça militar se comporta na defesa dos interesses dos membros do exército", afirmou.
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