O militante gay Sergio Viula e seu companheiro Emanuel Façanha da Silva, do Rio de Janeiro, ficaram indignados ao verem que livros do Pastor Silas Malafaia fazem parte do catálogo da empresa Avon, famosa por atuar no ramo dos cosméticos e de venda porta em porta. Eles encaminharam reclamações para a empresa tanto no Brasil quanto nos EUA, dizendo que a Avon ajuda a financiar a homofobia ao revender produtos de tal pastor. Silva, que é maquiador profissional, pediu também seu desligamento do cadastro da empresa, do qual era revendedor dos produtos.
E eles não estão sozinhos. Nas redes sociais, cresce a indignação do apoio da empresa ao pastor evangélico que prega o preconceito aos homossexuais. Em seus programas de TV, Malafaia diz que os gays querem direitos especiais e os compara a pedófilos e a quem faz sexo com animais. Nos livros vendidos pela Avon, alguns retratam o tema e mostram a opinião preconceituosa do religioso que enfrente um processo ajuizado pelo Ministério Público de São Paulo por apologia a violência contra os homossexuais.A Avon nasceu de um livreiro que dava perfumes de brindes, um dia, ele mudou de ramo e passou a vender tais fragrâncias e depois produtos de beleza. A empresa respondeu a um pedido de comentário da Lado A, por meio da empresa que cuida das mídias sociais da Avon no Brasil:“A Avon tem como um de seus mais importantes pilares o respeito à diversidade, em todos os seus aspectos, e busca atender de forma ampla e democrática aos consumidores de mais de 100 países, oferecendo uma ampla variedade de cosméticos e outros produtos - entre eles os livros -, para atender à pluralidade de preferências, ideias e estilos de vida.
No que se refere aos livros, oferecemos títulos já consagrados pelo público que espelhem essa diversidade, ainda mais forte em um país multicultural de dimensões continentais. Entendemos que não nos cabe questionar posicionamentos religiosos, políticos ou ideológicos dos autores dessas publicações, mas estamos sempre atentos a opiniões e pontos de vista como os seus, que serão considerados por nossa equipe para aperfeiçoar nossa seleção. Agradecemos por compartilhar sua opinião conosco.”Perguntamos também se era cogitada a retirada dos livros da editora do pastor dos catálogos de venda da empresa ou se poderiam nos informar o volume de livros comprados da mesma editora, mas não tivemos acesso a estas informações. Há ainda na internet uma campanha que propõe boicote aos produtos da empresa e outra iniciativa que deseja criar uma abaixo assinado para que a Avon deixe de vender os produtos do pastor homofóbico.
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sexta-feira, 13 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Juiz mantém decisão que veta livro que diz que Lampião era gay
O juiz da 7ª Vara Cível de Aracaju, Aldo Albuquerque, manteve a decisão de não permitir que o polêmico livro "Lampião Mata Sete", que sustenta que o Rei do Cangaço, Virgulino Ferreira da Silva, era gay, seja lançado. No dia 25 de novembro do ano passado, Aldo expediu uma liminar suspendendo o lançamento, que iria ocorrer em uma livraria de Aracaju, em virtude de uma ação movida por Expedita Ferreira, filha do cangaceiro.
O autor do livro, o juiz aposentado Pedro de Morais, disse que vai recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) e tem 15 dias para realizar o procedimento legal. Caso não tenha sucesso e o livro continue sendo censurado pela Justiça, ele disse que vai jogar os 1 mil exemplares que lhe restam no Rio Sergipe.Aldo Albuquerque, que não leu o livro, disse que se baseou na Constituição Federal para continuar impedindo o lançamento do livro. "A Constituição protege a inviolabilidade da individualidade das pessoas", explicou ele, ao frisar que escreveu 25 laudas onde defende o não lançamento do livro. Para Aldo, se o livro versasse apenas sobre os crimes cometidos por Lampião, esse seria um fato público, mas quando trata da sexualidade, o tema não tem o mesmo interesse."O Aldo é um preconceituoso", disparou o autor do livro Pedro de Morais. Sobre essa crítica e as que poderão surgir em virtude da decisão, Aldo Albuquerque explicou que "doutor Pedro é um homem muito inteligente, um grande juiz". E com relação às demais críticas que poderão advir, Aldo explicou que um magistrado tem que agir sem se preocupar com isso, preservando a Constituição Federal.No dia 6 de novembro do ano passado, Pedro de Morais participou da Segunda Bienal do Livro, em Salvador, e vendeu o 1 mil exemplares, restando outros 1 mil para o lançamento em Aracaju, que não aconteceu. "A liminar proibindo o lançamento saiu no dia 25 de novembro", lembra Pedro.Dias depois no município de Campo Formoso, a 400 quilômetros de Salvador, o livro voltou a fazer sucesso em uma exposição literária. Desta vez, os exemplares foram levados pelo especialista em Lampião Oleone Coelho Fontes, que, inclusive, faz a introdução do livro. Oleone continua indignado e disse, na época, que "seria uma felicidade para o Nordeste se Lampião fosse homossexual".
O autor do livro, o juiz aposentado Pedro de Morais, disse que vai recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) e tem 15 dias para realizar o procedimento legal. Caso não tenha sucesso e o livro continue sendo censurado pela Justiça, ele disse que vai jogar os 1 mil exemplares que lhe restam no Rio Sergipe.Aldo Albuquerque, que não leu o livro, disse que se baseou na Constituição Federal para continuar impedindo o lançamento do livro. "A Constituição protege a inviolabilidade da individualidade das pessoas", explicou ele, ao frisar que escreveu 25 laudas onde defende o não lançamento do livro. Para Aldo, se o livro versasse apenas sobre os crimes cometidos por Lampião, esse seria um fato público, mas quando trata da sexualidade, o tema não tem o mesmo interesse."O Aldo é um preconceituoso", disparou o autor do livro Pedro de Morais. Sobre essa crítica e as que poderão surgir em virtude da decisão, Aldo Albuquerque explicou que "doutor Pedro é um homem muito inteligente, um grande juiz". E com relação às demais críticas que poderão advir, Aldo explicou que um magistrado tem que agir sem se preocupar com isso, preservando a Constituição Federal.No dia 6 de novembro do ano passado, Pedro de Morais participou da Segunda Bienal do Livro, em Salvador, e vendeu o 1 mil exemplares, restando outros 1 mil para o lançamento em Aracaju, que não aconteceu. "A liminar proibindo o lançamento saiu no dia 25 de novembro", lembra Pedro.Dias depois no município de Campo Formoso, a 400 quilômetros de Salvador, o livro voltou a fazer sucesso em uma exposição literária. Desta vez, os exemplares foram levados pelo especialista em Lampião Oleone Coelho Fontes, que, inclusive, faz a introdução do livro. Oleone continua indignado e disse, na época, que "seria uma felicidade para o Nordeste se Lampião fosse homossexual".
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Veja os cinco maiores arrependimentos daqueles que estão para morrer
Uma enfermeira que aconselhou muitas pessoas em seus últimos dias de vida escreveu um livro com os cinco arrependimentos mais comuns das pessoas antes de morrer.
Bronnie Ware é um enfermeira que passou muitos anos trabalhando com cuidados paliativos, cuidando de pacientes em seus últimos três meses de vida. Em "The Top Five Regrets of the Dying" (Top Cinco Arrependimentos Daqueles que Estão Para Morrer", ela conta que os pacientes ganharam uma clareza de pensamento incrível no fim de suas vidas e que podemos aprender muito desta sabedoria.
"Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente", disse Bronnie ao jornal britânico "The Guardian".
Confira a lista e os comentários da enfermeira:
1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse
"Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos e têm de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram, ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais."
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
"Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de seus parceiros. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho."
3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos
"Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, eles se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que eles carregavam."
4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos
"Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Tiveram muito arrependimentos profundos sobre não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo."
5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz
"Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso 'conforto' com as coisas que são familiares O medo da mudança fez com que ele fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo."
Bronnie Ware é um enfermeira que passou muitos anos trabalhando com cuidados paliativos, cuidando de pacientes em seus últimos três meses de vida. Em "The Top Five Regrets of the Dying" (Top Cinco Arrependimentos Daqueles que Estão Para Morrer", ela conta que os pacientes ganharam uma clareza de pensamento incrível no fim de suas vidas e que podemos aprender muito desta sabedoria.
"Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente", disse Bronnie ao jornal britânico "The Guardian".
Confira a lista e os comentários da enfermeira:
1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse
"Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos e têm de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram, ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais."
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
"Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de seus parceiros. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho."
3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos
"Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, eles se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que eles carregavam."
4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos
"Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Tiveram muito arrependimentos profundos sobre não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo."
5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz
"Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso 'conforto' com as coisas que são familiares O medo da mudança fez com que ele fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo."
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Livro digital "Yelow Submarine", dos Beatles, é disponibilizado para download gratuito
Capa do CD "Yellow Submarine", trilha sonora do desenho animado de mesmo nome
O livro traz 14 videoclipes do filme de 1968, a trilha de George Martin, e o texto da obra de 2004. Uma narração feita pelo ator Dean Lennox Kelly é disponibilizada, e também é possível interagir com a história tocando nos animais que circulam o cenário psicodélico.
O texto de "Yellow Submarine" é uma adaptação de CHarlie Gardner do roteiro do filme, e as ilustrações do livro são assinadas por Fiona Andreanelli a partir da arte gráfica original de Heinz Edelmann.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Hebe Camargo dá selinho em Boni em lançamento de livro
A apresentadora prestigiou o lançamento do livro de Boni
Foto: Amauri Nehn/AgNews
Nessa segunda-feira (5), Boni lançou sua biografia na livraria Cultura, no Conjunto Nacional, em São Paulo. Assim como no Rio de Janeiro, quando recebeu Roberto Carlos, o diretor da Rede Globo foi paparicado por um time de famosos.
Entre muitos convidados, estava a apresentadora Hebe Camargo, que fez questão de dar um selinho em Boni. Além dela, Marília Gabriela, Lima Duarte
Entre muitos convidados, estava a apresentadora Hebe Camargo, que fez questão de dar um selinho em Boni. Além dela, Marília Gabriela, Lima Duarte
sábado, 3 de dezembro de 2011
Foto inédita mostra Dilma em interrogatório em 1970
ÉPOCA publica na edição desta semana uma imagem da presidente Dilma Rousseff aos 22 anos, na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro
REDAÇÃO ÉPOCA
A vida quer coragem (Editora Primeiro Plano), do jornalista Ricardo Amaral, chega às livrarias na primeira quinzena de dezembro. A foto abaixo, inédita, está no livro que conta a trajetória de Dilma Rousseff da guerrilha ao Planalto. Amaral, que foi assessor da Casa Civil e da campanha presidencial, desencavou a imagem no processo contra Dilma na Justiça Militar. A foto foi tirada em novembro de 1970, quando a hoje presidente da República tinha 22 anos. Após 22 dias de tortura, ela respondia a um interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro.
A RÉ DILMA
Dilma na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. Ao fundo, os oficiais que a interrogavam sobre sua participação na luta armada escondem o rosto com a mão (Foto: Reprodução que consta no processo da Justiça Militar).
REDAÇÃO ÉPOCA
A vida quer coragem (Editora Primeiro Plano), do jornalista Ricardo Amaral, chega às livrarias na primeira quinzena de dezembro. A foto abaixo, inédita, está no livro que conta a trajetória de Dilma Rousseff da guerrilha ao Planalto. Amaral, que foi assessor da Casa Civil e da campanha presidencial, desencavou a imagem no processo contra Dilma na Justiça Militar. A foto foi tirada em novembro de 1970, quando a hoje presidente da República tinha 22 anos. Após 22 dias de tortura, ela respondia a um interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro.
A RÉ DILMA
Dilma na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. Ao fundo, os oficiais que a interrogavam sobre sua participação na luta armada escondem o rosto com a mão (Foto: Reprodução que consta no processo da Justiça Militar).
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Sem revelações bombásticas, Boni conta episódios da TV brasileira em livro de memórias
Da Redação UOL
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, reuniu em mais de 400 páginas histórias de sua trajetória profissional e alguns detalhes de sua vida pessoal, sem a pretensão de produzir uma autobiografia. “O Livro do Boni”, que chega às livrarias editado pela Casa da Palavra (preço sugerido de R$ 44,90), é uma coletânea de episódios em que o autor narra de forma bem-humorada algumas de suas experiências com o rádio, a publicidade e a televisão.Aos que esperam revelações surpreendentes, Boni faz questão de informar: “Não espere deste livro nenhuma informação bombástica ou a revelação de segredos dos bastidores ou das empresas, até hoje ocultos”. O publicitário deixou o cargo de vice-presidente da Globo há 14 anos e atualmente se auto intitula “palpiteiro mor”, com direito à palavra final, da TV Vanguarda, emissora afiliada à Globo no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, pertencente ao seu primo, Roberto Buzzoni, e aos filhos.
O homem a quem se credita muito do sucesso comercial da Rede Globo relembra a infância simples em Osasco, São Paulo. Filho de pai dentista e mãe psicóloga, Boni veio ao Rio de Janeiro pela primeira vez aos 14 anos. O primeiro emprego foi na Rádio Clube do Brasil, graças à amizade do tio José Gonzáles Fernández com Dias Gomes, então diretor-geral da rádio. No final dos anos 50, Boni chegou a trabalhar como produtor musical de artistas como Maysa na gravadora RGE e mais tarde atuou como câmera e iluminador e dirigiu programas nas extintas TV’s Tupi, Rio, Paulista e Excelsior. Em 67 ele assumiu o cargo de superintendente de programação e produção da TV Globo à convite de Roberto Marinho e permaneceu por lá durante 30 anos.Por suas mãos passaram programas e telenovelas que ainda hoje fazem parte do imaginário popular, como “Roque Santeiro”, “Irmãos Coragem”, “Malu Mulher” e o “Programa do Chacrinha”. Foi Boni, por exemplo, o idealizador do Projac, complexo de estúdios localizado na zona oeste do Rio de Janeiro. Nas páginas ele derrama-se pelas atrizes “sem as quais os autores não conseguem viver”, como o caso de Glória Pires, Regina Duarte e Malu Mader, conta a importância de se investir no mercado infantil - Boni esteve ligado a projetos de sucesso como “O Sítio do Pica Pau Amarelo”, “Pirlimpimpim” e “Balão Mágico” - e sobre, talvez, uma das maiores parcerias da Rede Globo, a com o cantor Roberto Carlos. “O Roberto colaborou de todas as formas possíveis e, realmente, até hoje não existe fim de ano sem o programa dele”, escreve Boni .
"Fera" da publicidade, criou slogans famosos como “Varig, Varig, Varig”, assim como o gênio forte fez sua fama de temperamental se espalhar pelos corredores da emissora. Para o livro, Regina Duarte escreveu um depoimento sobre o ‘big boss’ e diz que ficava com “mão geladas, suor na testa e garganta seca” toda vez que eles tinham uma reunião. A relação com Roberto Marinho, fundador da Rede Globo, também tem espaço na biografia. Boni faz questão de negar boatos de relacionavam o empresário à ditadura militar no Brasil: “Ele acreditava piamente que o único regime que servia para o Brasil, era a democracia”, diz e conta que em razão do temperamento difícil de ambos, algumas vezes se comunicam apenas por cartas.Aos 76 anos (completados neste dia 30 e que terá uma festa de gala para o lançamento do livro), casado com Lou há mais de vinte anos, Boni é pai de Boninho, realizador do “Big Brother Brasil”, de Diogo, empresário, e de Bruno Boni, ator que vai interpretar o pai na minissérie “Dercy”, com previsão de estreia na Globo em janeiro de 2012.
Capa do "Livro do Boni" (novembro/11)
O homem a quem se credita muito do sucesso comercial da Rede Globo relembra a infância simples em Osasco, São Paulo. Filho de pai dentista e mãe psicóloga, Boni veio ao Rio de Janeiro pela primeira vez aos 14 anos. O primeiro emprego foi na Rádio Clube do Brasil, graças à amizade do tio José Gonzáles Fernández com Dias Gomes, então diretor-geral da rádio. No final dos anos 50, Boni chegou a trabalhar como produtor musical de artistas como Maysa na gravadora RGE e mais tarde atuou como câmera e iluminador e dirigiu programas nas extintas TV’s Tupi, Rio, Paulista e Excelsior. Em 67 ele assumiu o cargo de superintendente de programação e produção da TV Globo à convite de Roberto Marinho e permaneceu por lá durante 30 anos.Por suas mãos passaram programas e telenovelas que ainda hoje fazem parte do imaginário popular, como “Roque Santeiro”, “Irmãos Coragem”, “Malu Mulher” e o “Programa do Chacrinha”. Foi Boni, por exemplo, o idealizador do Projac, complexo de estúdios localizado na zona oeste do Rio de Janeiro. Nas páginas ele derrama-se pelas atrizes “sem as quais os autores não conseguem viver”, como o caso de Glória Pires, Regina Duarte e Malu Mader, conta a importância de se investir no mercado infantil - Boni esteve ligado a projetos de sucesso como “O Sítio do Pica Pau Amarelo”, “Pirlimpimpim” e “Balão Mágico” - e sobre, talvez, uma das maiores parcerias da Rede Globo, a com o cantor Roberto Carlos. “O Roberto colaborou de todas as formas possíveis e, realmente, até hoje não existe fim de ano sem o programa dele”, escreve Boni .
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-vice-presidente da Globo
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Alessandra Ambrosio posa completamente nua e com o bumbum à mostra
Modelo brasileira é uma das estrelas do livro de arte "Culo", de Raphael Mazzucco
QUEM ONLINE; Foto: Reprodução
A angel - espécie de embaixadora - da "Victoria's Secret", no entanto, não foi a única famosa a posar para o trabalho. Além dela, personalidades como Lady Gaga, Stacy Keibler e Nicole Scherzinger também mostraram o bumbum para as lentes do fotógrafo
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Livro sobre Roberto Carlos em Jerusalém sai na próxima semana
O livro "Um Show em Jerusalém - O Rei na Terra Santa" (Globo Livros), de Léa Penteado sobre os bastidores do show de Roberto Carlos em Jerusalém, realizado em setembro deste ano, será lançado no dia 23 de novembro, em São Paulo.
A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta sexta.A obra traz uma entrevista que o artista concedeu ao jornal israelense "Yedioth Ahronoth". O cantor conta que reza, "mas não só nas horas difíceis, rezo todos os dias. Peço mais para os amigos, parentes. Peço proteção e agradeço".
A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta sexta.A obra traz uma entrevista que o artista concedeu ao jornal israelense "Yedioth Ahronoth". O cantor conta que reza, "mas não só nas horas difíceis, rezo todos os dias. Peço mais para os amigos, parentes. Peço proteção e agradeço".
| Zé Paulo Cardeal/TV Globo | ||
| Roberto Carlos durante apresentação em Jerusalém |
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
À beira dos 30, Britney Spears tem carreira esmiuçada em "Menina Perdida"
Livraria da Folha
A eterna estrela adolescente Britney Spears está prestes a se tornar uma balzaca. Entre sucessos musicais que ganharam o mundo e polêmicas equivalentes, a estrela pop completa seus 30 anos no dia 2 de dezembro.
O lançamento "Britney Spears: Menina Perdida", do biógrafo profissional Christopher Heard, faz uma média da carreira da cantora e revela detalhes da vida "montanha-russa" que ela tem levado desde que estourou precocemente para a fama internacional com o sucesso mundial do disco "...Baby One More Time", de 1999.
Momentos como sua rápida ascensão, os vários anos nas paradas, com mais três álbuns lançados ("Oops!... I Did It Again", em 2000, "Britney", em 2001, e "In the Zone", em 2003), e a posterior queda são passados a limpo no livro. A obra mostra como a estrela sucumbiu junto ao casamento fracassado, à sequência de internações clínicas e à perda da guarda dos filhos.
O período obscuro da cantora, dominante entre 2004 e 2007, ficou cristalizado em uma série de fotografias de um episódio específico no qual ela, munida de um guarda-chuva verde, tentou quebrar o carro de um paparazzi. Nas imagens, a pop star aparece vestida com casaco e shorts brancos, um pouco rechonchuda, com olheiras fundas e a cabeça raspada. Porém, nem mesmo o vislumbre do fundo do poço conseguiu parar Britney. No final de 2007, ela apareceria com o inédito "Blackout", que a colocou novamente no mapa musical. Com o disco "Circus", lançado no ano seguinte, ela voltaria a estourar. Principalmente com o hit "Womanizer", que ganhou o topo das principais paradas mundiais. No clipe desta música, ela mostrou um corpo reelaborado e enxuto, negando os boatos persistentes de que ainda estava na pior.
Embora tenham surgido outras estrelas brilhantes do pop, como Lady Gaga e Rihanna, a eterna diva adolescente tem conseguido manter o reinado em uma carreira que continua a ser administrada pelo próprio pai. Em 2011, Britney lançou o poderoso "Femme Fatale", com o qual segue em turnê. A cantora e sua trupe se apresentaram nesta terça, 15, no Rio de Janeiro e repetem o show na sexta, 18, em São Paulo.
"Britney Spears: Menina Perdida" é um item para matar a curiosidade dos fãs sobre a ascensão, queda e retorno da diva e suprir a nostalgia de todos que sentem o peso da idade ao saber que Britney está para alcançar a casa dos "inta".
Monte suas estante com DVDs de Britney Spears
Autor: Christopher Heard
Editora: Prumo
Páginas: 256
Quanto: R$ 27,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
| Associated Press | ||
| Britney Spears durante a passagem da turnê de "Femme Fatale" por Moscou (Rússia) em setembro deste ano |
A eterna estrela adolescente Britney Spears está prestes a se tornar uma balzaca. Entre sucessos musicais que ganharam o mundo e polêmicas equivalentes, a estrela pop completa seus 30 anos no dia 2 de dezembro.
| Divulgação |
| Biografia esmiúça trajetória da cantora pop Britney Spears |
O lançamento "Britney Spears: Menina Perdida", do biógrafo profissional Christopher Heard, faz uma média da carreira da cantora e revela detalhes da vida "montanha-russa" que ela tem levado desde que estourou precocemente para a fama internacional com o sucesso mundial do disco "...Baby One More Time", de 1999.
Momentos como sua rápida ascensão, os vários anos nas paradas, com mais três álbuns lançados ("Oops!... I Did It Again", em 2000, "Britney", em 2001, e "In the Zone", em 2003), e a posterior queda são passados a limpo no livro. A obra mostra como a estrela sucumbiu junto ao casamento fracassado, à sequência de internações clínicas e à perda da guarda dos filhos.
O período obscuro da cantora, dominante entre 2004 e 2007, ficou cristalizado em uma série de fotografias de um episódio específico no qual ela, munida de um guarda-chuva verde, tentou quebrar o carro de um paparazzi. Nas imagens, a pop star aparece vestida com casaco e shorts brancos, um pouco rechonchuda, com olheiras fundas e a cabeça raspada. Porém, nem mesmo o vislumbre do fundo do poço conseguiu parar Britney. No final de 2007, ela apareceria com o inédito "Blackout", que a colocou novamente no mapa musical. Com o disco "Circus", lançado no ano seguinte, ela voltaria a estourar. Principalmente com o hit "Womanizer", que ganhou o topo das principais paradas mundiais. No clipe desta música, ela mostrou um corpo reelaborado e enxuto, negando os boatos persistentes de que ainda estava na pior.
| Reprodução |
| Episódio com paparazzis imortalizou o período mais obscuro da carreira da estrela americana |
Embora tenham surgido outras estrelas brilhantes do pop, como Lady Gaga e Rihanna, a eterna diva adolescente tem conseguido manter o reinado em uma carreira que continua a ser administrada pelo próprio pai. Em 2011, Britney lançou o poderoso "Femme Fatale", com o qual segue em turnê. A cantora e sua trupe se apresentaram nesta terça, 15, no Rio de Janeiro e repetem o show na sexta, 18, em São Paulo.
"Britney Spears: Menina Perdida" é um item para matar a curiosidade dos fãs sobre a ascensão, queda e retorno da diva e suprir a nostalgia de todos que sentem o peso da idade ao saber que Britney está para alcançar a casa dos "inta".
Monte suas estante com DVDs de Britney Spears
*
"Britney Spears: Menina Perdida"Autor: Christopher Heard
Editora: Prumo
Páginas: 256
Quanto: R$ 27,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
"Para Seguir Minha Jornada" reúne fotos raras de Chico Buarque
da Livraria da Folha
| Divulgação |
| Olhos nos olhos, o leitor vai ver mais do que esperava no revelador 'álbum' |
Muitas mulheres desse imenso Brasil gostariam de passar alguns minutos com Chico Buarque. Por isso, Regina Zappa deve ser um pouco invejada. Porque ela, com certeza, gastou um bom papo com Chico, seus familiares e amigos por muitas e muitas horas. A jornalista e escritora tornou-se referência na hora de falar do cantor e escritor de olhos verdes, depois de publicar seu famoso perfil e escrever o belo cancioneiro. Regina, ainda, colabora com frequência para diversas publicações sempre quando há algo novo a ser dito ou repetido sobre o intelectual. Com "Para Seguir Minha Jornada", ela mais uma vez é escalada para traçar uma biografia de Chico, mas dessa vez, a partir de imagens e retratos que falam por si só.
As fotografias vistas, sem exageros, contam a história cultural do país. Afinal, a trajetória começa pelo seu pai, o respeitado historiador Sérgio Buarque de Holanda, autor de "Raízes do Brasil"; segue com as amizades musicais com Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Caetano, Nara Leão, Gil; retrata a vida de casado, separado, com as irmãs, e vai adiante com sua investida na carreira de escritor em diante.
Chico, desde sempre tímido e fugitivo das fofocas, tem em "Para Seguir Minha Jornada" todas as fases de sua vida recontadas com fotos raras e marcantes, que leva o leitor a concluir, afinal, que ele é um patrimônio nacional, mas que pode ser "comprado e guardado" em casa por todos os cidadãos interessados. Dessa forma, a mulherada (será?) fica menos implicante com Regina Zappa e acaba por agradecê-la por ter conseguido divulgar tantas e tantas fotos desse personagem pra lá de querido.
Veja algumas fotos do álbum
| Reprodução | ||
| Reprodução | ||
| Reprodução | ||
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Christiane Torloni: "Você pode ficar velha depois dos 50, e eu fiquei loba"
A atriz falou como lida com a idade, durante lançamento de livro em São Paulo
Por Sonia Vieira; Fotos Francisco Cepeda / Agnews
Fina Estampa
"A gente se diverte muito em cena. Só podia ser um bofe como o Marcelo Serrado para fazer o Crô. Um levanta e outro corta, isso é fruto do trabalho que foi feito de leitura de mesa, e como tinha frente de capítulos, a gente pode estudar. O Marcelo se desapega dele, né. Então, só um bofe para fazer um gay daquele".A atriz durante a coletiva de imprensa
Livro
"Na verdade, a idéia do livro surge como capítulo da minha biografia. Quando nós chegamos no 'Lobo de Ray Ban', nós já estavamos fazendo a peça, e no que se começou a organizar o material, percebeu-se que era um livro. E aí, a Denise, como vocês podem perceber, ela é muito sedutora, ela me seduziu de uma maneira que eu adiei a biografia para o ano que vem e vamos fazer o livro. Fomos juntando fotografias deslumbrantes, ficamos parafusando, e decidimos fazê-lo. Boa forma
"Cuido do corpo, mas não sou obcecada. O teatro cuida bem do meu corpo, do meu espírito e da minha mente. O teatro alinha a gente. É muito bom ser atriz. O teatro descansa você, e temos oportunidade de esquecer da gente mesmo. Descansa, a mágoa, a saudade, a ira. O lugar onde mais descanso de mim é quando estou em cena". Bordão "Hoje é dia de rock, bebê!
"Isso é maravilhoso. Sou uma pessoa que vi o 'Hoje é Dia de Rock' 17 vezes, era da minha época, eu vi esse espetáculo. Às vezes tem frases que radiografam tão bem a alma de um momento. Não é mérito meu, é só ter vivido o suficiente para estar no lugar certo, na hora certa, com o estado de espírito certo. Adoro show de rock. Viajo para o exterior assistir, faz parte do meu DNA". Leonardo Franco, Christiane Torloni e José Possi Neto
sábado, 29 de outubro de 2011
Livro diz que Google controla silenciosamente a internet
CAMILA FUSCO/FOLHA
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
O que palavras aparentemente desconexas como Disney, cachorro e amendoim têm em comum?
Para a maioria das pessoas, elas não revelam muito, mas, se digitadas no Google, apontam que a interessada nos temas é possivelmente uma mulher, mãe de filhos pequenos e que sofre de alergias específicas.
Pode ser ainda que, a partir da identificação de seu perfil, a internauta veja mais propagandas de produtos infantis, indicações imobiliárias e, dali a alguns anos, até sugestões de escolas para adolescentes.
Não se trata de pura adivinhação, mas da era em que informações aparentemente simples viram material precioso para previsões de comportamentos. É o que relata Siva Vaidhyanathan, professor da Universidade da Virgínia em "A Googlelização de Tudo".
Mestre em criar conexões invisíveis baseadas nos interesses dos usuários pesquisados na ferramenta de busca, o Google é, na visão do professor, a principal ameaça à privacidade de dados pessoais nos dias de hoje. Isso porque não esclarece que tudo o que se coloca na rede pode ser monitorado por seus sistemas de identificação de navegação (os chamados cookies) nem informa com precisão como os usuários podem configurar seus critérios de busca para proteger suas informações. A lógica perversa do Google, na avaliação de Vaidhyanathan, está ainda em transmitir ao mundo que o acesso a seus serviços é gratuito, enquanto o verdadeiro custo está na troca por detalhes da personalidade de cada um. São essas informações que renderão lucro à empresa, com a venda de anúncios direcionados a perfis específicos de usuários.
Dividida em seis capítulos, a primeira parte da narrativa se concentra em mostrar o triunfo da aceitação da "googlelização" -presença cada vez mais frequente do buscador em diversas áreas do conhecimento.
Indica ainda a criação de uma geração superficial, que aceita ver o mundo por meio dos resultados de buscas no Google em detrimento de conhecimentos profundos.
Desliza, no entanto, ao considerar o buscador como o principal vilão da internet, reduzindo a importância de outras ferramentas concorrentes e das redes sociais, que hoje podem ser a maneira mais avançada para acumular informações sobre os internautas.
Na segunda parte do livro, o autor apresenta elementos políticos, filosóficos e até psicológicos pelos quais tenta provar necessária a reação dos internautas às forças dominantes na rede.
O livro é para quem quer conhecer os bastidores dessa potência da internet mundial, mas não traz provas concretas -além do relato do autor- sobre se o Google é bom, mau ou se é apenas esperto ao aproveitar o espírito de "compartilhamento" dos internautas na rede.
É o início da análise sobre a dinâmica do controle da informação virtual, mas está longe de ser uma resposta definitiva para a questão.
A GOOGLELIZAÇÃO DE TUDO
Autor Siva Vaidhyanathan
Editora Cultrix
Quanto R$ 35,91 (272 págs.)
Tradução Jeferson Luiz Camargo
Avaliação Regular
sábado, 22 de outubro de 2011
'Se não tem graça, piada vira grossura', diz Jô Soares
MARCO RODRIGO ALMEIDA
IVAN FINOTTI/FOLHA
DE SÃO PAULO
IVAN FINOTTI/FOLHA
DE SÃO PAULO
"O humor não pode ter limites", diz Jô Soares. Há 23 anos ele comanda "talk shows" na televisão brasileira, mas, antes disso, Jô Soares teve uma longa carreira em programas de humor.
"Não acompanhei o momento [em que Rafinha Bastos fez a piada sobre Wanessa Camargo]. Eu só acho que o humor não pode ter limite. Quem estabelece esse critério é quem fala a coisa. A criação não pode ter limite", diz.
"Há uma linha tênue entre humor e grossura", continua Jô. "Se tem graça, é humor. Se não tem, vira grossura."
"Se fosse uma coisa realmente muito engraçada, não teria nenhum problema", acredita.
QUEDA NAS VENDAS
Se considerarmos que a tiragem inicial média de um livro no Brasil fica entre 2.000 e 5.000 cópias, as vendagens dos três romances de Jô Soares são estrondosas.
Mas elas têm caído a cada novo lançamento (leia quadro acima). Jô culpa a economia e a competição.
"'O Homem que Matou Getúlio Vargas', por exemplo, vendeu de cara 300 mil, mas foi a época da desvalorização do real. Aí passou a vender menos", recorda.
"E tem outra coisa também: a competição de mídia é muito maior. A leitura eletrônica se transformou em competição à leitura em livro", acredita o autor.
| Editoria de arte/Folhapress | ||
Seja como for, nada disso tira a vontade de Jô de seguir na carreira literária; tanto que um próximo livro já está engatinhando em sua cabeça. E uma descoberta recente deve mudar um pouquinho o perfil de suas histórias.
Até agora, todos os romances de Jô foram ambientados no Rio de Janeiro de outrora. Mas, durante as pesquisas para "As Esganadas", ele descobriu o site do Acervo Folha (acervo.folha.com.br), que oferece a íntegra de todas edições do jornal paulistano desde 1921.
Ficou tão encantado com as possibilidades do novo material que já decidiu: "Meu próximo romance vai se passar em São Paulo".
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Biografia "Uma Vida" detalha bastidores da cantora francesa Edith Piaf; leia trecho
A vida da cantora francesa Edith Piaf é contada no livro "Piaf - Uma Vida", escrito por Carolyn Burke. Na foto, reproduzida no livro, Edith Piaf recebe a cantora e atriz Marlene Dietrich no camarim do Versailles Nightclub, em Nova York, em noite de setembro de 1952 Divulgação
A voz imponente e os vestidos pretos tornaram inconfundíveis as performances da francesa Edith Piaf, mas a imagem frágil da chamada "Pequeno Pardal" camuflava um passado encoberto por tragédias. A biografia "Piaf - Uma Vida" (Ed. Leya), escrito por Carolyn Burke, retrata sua ascensão à fama mundial e os momentos mais trágicos e menos conhecidos de sua história. O livro chega às lojas no próximo final de semana.
Criada entre um bordel, uma caravana circense e um bairro de classe trabalhadora, Piaf foi descoberta cantando na rua, e iniciou sua carreira em um cabaré na Champs-Elysées. Da infância no bordel, as lutas contra as drogas e o álcool, os amores perdidos e os muitos casamentos, a autora conta histórias que passavam despercebidas toda vez que Piaf subia no palco.
Édith Piaf era o nome artístico de Édith Giovanna Gassion, que nasceu em Paris em 19 de dezembro de 1915 e morreu em 11 de outubro de 1963. Autora de quase cem canções, Piaf elevou sua carreira a um nível mundial com clássicos como "La Vie En Rose" (1946), "Milord" (1959) e "Non, Je Ne Regrette Rien" (1960). Além de cantora, participou de peças teatrais e filmes.
Em junho de 2007 foi lançado um filme biográfico sobre ela, chegando aos cinemas brasileiros em agosto do mesmo ano com o título "Piaf - Um Hino Ao Amor" (originalmente "La Môme", em inglês "La Vie En Rose"), direção de Olivier Dahan.
Leia trecho do livro "Piaf - Uma Vida", por Carolyn Burke
Da Redação UOL
Reprodução Capa do livro "Piaf - Uma Vida", de Carolyn Burke |
Capítulo um
1915-1925
A vida de Edith Piaf começa como uma versão moderna de "Les Miserables" (Os Miseráveis). Menina de um bairro pobre parisiense, ela cresceu entre as almas oprimidas que um dia habitariam suas letras e, por meio da sua ressonância mítica, moldariam o cenário da cultura francesa do século XX. A história de Piaf pode ser vista como a matéria-prima típica de qualquer lenda da classe trabalhadora; e suas alegrias e tristezas, como fontes para as canções. Da origem miserável, ela guardou um jeito atrevido, comum a quem conhece o dia a dia nas ruas, e o espírito alegre, enquanto se reinventava como a cantora que ultrapassaria barreiras sociais, nacionais e linguísticas para dar voz às emoções de gente comum.
Apesar das histórias fabulosas em torno de Piaf, sua infância não foi nenhum conto de fadas. Os poucos fatos conhecidos a respeito do seu começo desafortunado misturam-se a lendas que ela mesma e outras pessoas passaram a cultivar quando se tornou famosa; neste caso, muitas vezes é impossível separar fato de ficção – pretensão pouco pertinente, tendo em vista que sua arte e lenda alimentaram uma à outra, devolvendo-a às ruas onde começou. "Au bal de la chance" (A roda da fortuna), 1958, e Ma vie (Minha vida), 1964 – versões de sua vida ditada por outros – precisam ser complementadas por entrevistas com Piaf e seus amigos para que nos ajudem a compreender o contexto de cada lenda gerada ao seu redor.
Edith Piaf nasceu no segundo ano da Primeira Guerra Mundial, em Belleville, um povoado desafiadoramente independente, na parte alta a leste de Paris, que se mantinha, mesmo muito tempo depois de ter sido anexado à cidade em 1860, como símbolo da cultura revolucionária. Diferente de Montmartre, outro bairro miserável no topo da cidade, Belleville não possuía uma comunidade artística. Sem um Picasso para celebrar aquela área nem visitantes burgueses à procura da vida boêmia, o bairro conservava seu jeito vulgar. Maurice Chevalier, que cresceu próximo dali, em Menilmontant, chamava Belleville "capital da periferia de Paris". Apesar da população formada basicamente pela classe trabalhadora, tinha de tudo um pouco: "um sujeito bom e honesto pode viver ao lado do cafetão mais sórdido, e esposas respeitáveis ficam na fila da padaria com as prostitutas".
Uma mancha similar de promiscuidade dá cores à infância de Piaf. "Minha mãe quase me pariu na rua", ela contou a um jornalista, que depois removeu a palavra "quase" para criar a conhecida lenda sobre como Piaf veio ao mundo protegida apenas por uma capa de lã colocada sobre o asfalto por um policial com presença de espírito. Tempos depois, quando perguntada se, de fato, havia nascido na rua, Piaf nem confirmou nem negou a história, deixando que as pessoas acreditassem no que preferissem. "Ela não sabia muito sobre a própria infância", disse uma vez o compositor Henri Contet, e gostava de alimentar as versões dadas pela imprensa, que serviam como um reflexo seu – como se, estudando as versões, ela pudesse juntar peças suficientes para completar o quebra-cabeça dos seus primeiros passos.
Um documento registrado na Prefeitura do vigésimo distrito, no centro administrativo de Belleville, fornece uma versão pouco mais confiável do nascimento da menininha nas proximidades do Hospital Tenon. "No dia 19 de dezembro de 1915", começa o texto, "o parto de Edith Giovanna, filha de Louis Gassion, 'acrobata', 34, e de sua esposa, Annetta Giovanna Maillard, 'cantora', 20, ocorreu às cinco horas da manhã na Rue de la Chine" (endereço do hospital). O documento, assinado por uma enfermeira que assistiu o parto e por dois funcionários do hospital – "na ausência do pai" –, aponta o número 72 da Rue de Belleville como endereço do casal, um prédio modesto em cuja escadaria a mãe pode ou não ter entrado em trabalho de parto. Aqui, os simples fatos – nome, idade e profissão dos pais, seu endereço, hora e local de nascimento – formam o caixilho sobre o qual a história de Edith Piaf pode ser tecida ponto a ponto.
Comecemos pelo pai ausente, aqui identificado como um "acrobata". Louis Gassion, homem bonito, com um belo corpo, tinha pouco menos de 1,60 m. Era um soldado em campo, entrincheirado ao leste da França quando Edith nasceu, e permaneceria fora por quase toda sua infância. Depois da guerra, a ausência contínua do pai explicava-se pela vida de artista itinerante que levava e por seu amor ao gros rouge, vinho tinto barato. "Era o veneno que o mantinha na ativa", costumava dizer Piaf sobre seu pai, de quem herdara a baixa estatura (adulta, ela media cerca de 1,49 m).
Louis Gassion treinou seu ofício desde a infância, tendo aprimorado os truques nos anos 1890 – quando artistas como Valentin le Désossé ("o desossado", contorcionista do Moulin Rouge imortalizado em obra de Toulouse-Lautrec) entretinham as massas. O pai de Piaf apresentava-se como contorcionista, mas jamais atingiu o nível de celebridade de Le Désossé. Antes da guerra, fez uma turnê pela Europa com o circo da família Gassion, que tinha sua base na Normandia, sob a direção do pai, Victor Gassion, um equitador que também recrutou quatro das irmãs mais jovens de Louis como trapezistas. Sua mãe, Louise-Léontine Descamps Gassion, destacava-se no comando dessa grande tribo. Se foram feitas fotografias dos pais de Louis e de seus catorze filhos, nenhuma restou. Talvez eles não fossem suficientemente bem-sucedidos para registrar sua vida como fazem as famílias burguesas.
"Piaf - Uma Vida"
- Autor: Carolyn Burke
- Editora: LeYa Brasil
- Tradutor: Cecília Giannetti
- Páginas: 392
- Preço: R$ 44,90
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Em pré-venda-Steve Jobs: A Biografia
O livro, baseado em mais de quarenta entrevistas com Jobs ao longo de dois anos - e entrevistas com mais de cem familiares, amigos, colegas, adversários e concorrentes -, narra a vida atribulada do empresário extremamente inventivo e de personalidade forte e polêmica, cuja paixão pela perfeição e cuja energia indomável revolucionaram seis grandes indústrias: a computação pessoal, o cinema de animação, a música, a telefonia celular, a computação em tablet e a edição digital.
Numa época em que as sociedades de todo o mundo tentam construir uma economia da era digital, Jobs se destaca como o símbolo máximo da criatividade e da imaginação aplicada à prática. Embora tenha cooperado com esta obra, Jobs não pediu nenhum tipo de controle sobre o conteúdo, nem mesmo o direito de lê-lo antes de ser publicado. Não estabeleceu nenhum limite: pelo contrário, incentivou seus conhecidos a falarem com franqueza. "Fiz muitas coisas que não acho louváveis, como ter engravidado minha namorada aos 23 anos de idade e a maneira como encaminhei a questão", disse ele. "Mas não tenho nenhum segredo a esconder." Jobs fala com franqueza, e às vezes com brutalidade, sobre os companheiros de trabalho e os concorrentes. Do mesmo modo, seus amigos, inimigos e colegas apresentam um painel com as paixões, os demônios, o perfeccionismo, os desejos, o talento artístico, as manias e a obsessão controladora que formaram sua atitude empresarial e os produtos inovadores que criou.
Jobs é capaz de levar à fúria e ao desespero quem está perto dele. Mas a personalidade e os produtos, assim como um hardware e um software da Apple, estão unidos num mesmo sistema integrado. Sua história é ao mesmo tempo uma lição e uma advertência, e ilustra a capacidade de inovação e de liderança, o caráter e os valores de um homem que ajudou a construir o futuro.
Observação: A data de lançamento foi antecipada pela editora para o dia 24 de outubro.
LIVRARIA DA FOLHA-FONE 0800-140090(para comprar)

A maior revista americana "parou as máquinas" para sair hoje com 21 páginas sobre Steve Jobs. É sua sétima capa com o empresário. O texto principal foi escrito por Walter Isaacson em duas horas, informa o Playbook. Por enquanto, a "Time" só postou o título, "Ícone americano".Jobs é capaz de levar à fúria e ao desespero quem está perto dele. Mas a personalidade e os produtos, assim como um hardware e um software da Apple, estão unidos num mesmo sistema integrado. Sua história é ao mesmo tempo uma lição e uma advertência, e ilustra a capacidade de inovação e de liderança, o caráter e os valores de um homem que ajudou a construir o futuro.
Observação: A data de lançamento foi antecipada pela editora para o dia 24 de outubro.
LIVRARIA DA FOLHA-FONE 0800-140090(para comprar)
Ícone americano
Isaacson é o autor da biografia "Steve Jobs", cujas pré-vendas saltaram 42.000% após a morte, informa o Hollywood Reporter. Já é o primeiro na Amazon e o quarto na Barnes & Noble. O livro se baseia em 40 entrevistas com Jobs e centenas de outras com parentes, amigos e concorrentes. Sai no dia 24 de outubro.
Também a inglesa "Economist" correu com a capa, uma foto de Jobs no palco, e os enunciados "O mágico" e "Steve Jobs e o mundo que ele criou".
PS 18h - A "Time" postou afinal o texto de Isaacson, para assinantes.Leia abaixo.
Jobs revolucionou seis indústrias, escreve biógrafo; leia artigo
Abaixo, a íntegra do artigo de Isaacson, que sairá na edição especial da revista americana "Time".
*
| Reprodução | ||
| Capa de "Steve Jobs", primeira biografia autorizada do ex-executivo-chefe da Apple, escrita por Walter Isaacson |
POR WALTER ISAACSON
A saga de Steve Jobs é o mito de criação da revolução digital em grande escala: o início de um negócio na garagem de seus pais e sua transformação na empresa mais valiosa do mundo. Embora não tenha inventado muitas coisas de cabo a rabo, Jobs era um mestre em combinar ideias, arte e tecnologia de uma maneira que por várias vezes inventou o futuro. Ele projetou o Mac depois de apreciar o poder das interfaces gráficas de uma forma que a Xerox não foi capaz de fazer, e criou o iPod depois de compreender a alegria de ter mil músicas em seu bolso de uma forma que a Sony, que tinha todos os ativos e a herança, jamais conseguiu fazer. Alguns líderes promovem inovações porque têm uma boa visão de conjunto. Outros o fazem dominando os detalhes. Jobs fez ambas as coisas, incansavelmente.
Em consequência, revolucionou seis indústrias: computadores pessoais, filmes de animação, música, telefones, tablets e publicação digital. Pode-se até adicionar uma sétima: lojas de varejo, que Jobs não chegou a revolucionar, mas repensou. Ao longo do caminho, ele não só produziu produtos transformadores, mas também, em sua segunda tentativa, uma empresa duradoura, dotada de seu DNA, que está cheia de designers criativos e engenheiros ousados que podem levar adiante sua visão.
Jobs tornou-se assim o maior executivo de nossa época, aquele que com maior certeza será lembrado daqui a um século. A história vai colocá-lo no panteão, bem ao lado de Edison e Ford. Mais do que ninguém de seu tempo, ele fez produtos que eram completamente inovadores, combinando o poder da poesia com processadores. Com uma ferocidade que poderia tornar o trabalho com ele tão perturbador quanto inspirador, também construiu o que se tornou, ao menos por um período do mês passado, a empresa mais valiosa do mundo. E foi capaz de infundir nela a sensibilidade para o design, o perfeccionismo e a imaginação que fizeram da Apple, com toda probabilidade, mesmo em décadas futuras, a empresa que melhor prospera na intersecção entre arte e tecnologia.
No início do verão de 2004, recebi um telefonema de Jobs. Ele havia sido intermitentemente amigável comigo ao longo dos anos, com rajadas ocasionais de intensidade, em especial quando lançava um novo produto que queria na capa da Time ou em programa da CNN, lugares em que eu trabalhava. Mas agora que eu não estava mais em nenhum desses lugares, não tinha notícias frequentes dele. Conversamos um pouco sobre o Instituto Aspen, para o qual eu havia recentemente entrado, e o convidei para falar no nosso campus de verão no Colorado. Ele disse que ficaria feliz de ir, mas não para estar no palco. Na verdade, queria dar uma caminhada comigo para que pudéssemos conversar.
Isso me pareceu um pouco estranho. Eu ainda não sabia que dar uma longa caminhada era a sua forma preferida de ter uma conversa séria. No fim das contas, ele queria que eu escrevesse sua biografia. Eu havia publicado recentemente uma de Benjamin Franklin e estava escrevendo outra sobre Albert Einstein, e minha reação inicial foi perguntar, meio de brincadeira, se ele se considerava o sucessor natural naquela sequência. Supondo que ele estava no meio de uma carreira oscilante, que ainda tinha muitos altos e baixos pela frente, eu hesitei. Não agora, eu disse. Talvez em uma década ou duas, quando você se aposentar.
Mas depois me dei conta de que ele havia me chamado logo antes de ser operado de câncer pela primeira vez. Enquanto eu o observava lutar contra a doença, com uma intensidade incrível, combinada com um espantoso romantismo emocional, passei a achá-lo profundamente atraente, e percebi quão profundamente sua personalidade estava entranhada nos produtos que ele criava. Suas paixões, o perfeccionismo, os demônios, os desejos, o talento artístico, o talento diabólico e a obsessão pelo controle estavam integralmente ligados a sua abordagem do negócio, e decidi então tentar escrever sua história como estudo de caso de criatividade.
A teoria do campo unificado que une a personalidade de Jobs e os produtos começa com sua característica mais saliente, a intensidade. Ela era evidente já nos tempos de escola secundária. Naquela época, ele já começara com as experiências que faria ao longo de toda a sua vida com dietas compulsivas - em geral, somente de frutas e legumes - de tal modo que era tão magro e firme quanto um whippet. Ele aprendeu a olhar fixo para as pessoas e aperfeiçoou longos silêncios pontuados por rajadas em staccato de fala rápida.
Essa intensidade estimulou uma visão binária do mundo. Os colegas se referiam à dicotomia herói/cabeça de bagre; você era um ou o outro, às vezes no mesmo dia. O mesmo valia para produtos, ideias, até para a comida: As coisas ou eram "a melhor coisa do mundo" ou uma droga. Era capaz de provar dois abacates, indistinguíveis para os mortais comuns, e declarar que um deles era o melhor já colhido e o outro, intragável.
Julgava-se um artista, o que incutiu nele a paixão por design. No início da década de 1980, quando estava construindo o primeiro Macintosh, não parava de exigir que o projeto fosse mais "amigável", um conceito estranho aos engenheiros de hardware da época. Sua solução foi fazer o Mac evocar um rosto humano, e chegou a manter a faixa acima da tela fina para que não fosse uma cara de Neanderthal.
Jobs compreendia intuitivamente os sinais que um projeto adequado emite. Quando ele e seu companheiro de projeto Jony Ive construíram o primeiro iMac, em 1998, Ive decidiu que o aparelho deveria ter uma alça situada na parte superior. Era uma coisa mais brincalhona e semiótica do que funcional. Tratava-se de um computador de mesa. Não muitas pessoas iriam carregá-lo para cima e para baixo. Mas a alça emitia um sinal de que você não precisava ter medo da máquina, que podia tocá-la e ela lhe obedeceria. Os engenheiros objetaram que aquilo aumentaria o custo, mas Jobs ordenou que fizessem daquele jeito.
Sua busca pela perfeição levou à compulsão de que a Apple tivesse um controle de ponta a ponta de todos os seus produtos. A maioria dos hackers e aficionados gostava de personalizar, modificar e conectar coisas diferentes em seus computadores. Para Jobs, tratava-se de uma ameaça para uma experiência de usuário inconsútil de ponta a ponta. Seu parceiro inicial Steve Wozniak, um hacker nato, discordava. Ele queria incluir oito slots no Apple II para que os usuários pudessem inserir as placas de circuito menores e os periféricos que quisessem. Jobs concordou com relutância. Mas, alguns anos mais tarde, quando construiu o Macintosh, ele o fez à sua maneira. Não havia slots extras ou portas, e chegou mesmo a usar parafusos especiais para que os aficionados não pudessem abri-lo e modificá-lo.
Seu instinto de controle significava que ele tinha urticária, ou algo pior, ao contemplar o excelente software da Apple rodando em hardwares ruins de outras empresas, e também era alérgico à ideia de aplicativos ou conteúdos não aprovados poluindo a perfeição de um dispositivo da Apple. Essa capacidade de integrar hardware, software e conteúdo em um sistema unificado lhe possibilitava impor a simplicidade. O astrônomo Johannes Kepler, declarou que "a natureza ama a simplicidade e a unidade". O mesmo acontecia com Steve Jobs.
Isso o levou a decretar que o sistema operacional do Macintosh não estaria disponível para o hardware de qualquer outra empresa. A Microsoft seguiu a estratégia oposta, permitindo que seu sistema operacional Windows fosse promiscuamente licenciado. Isso não produziu os computadores mais elegantes, mas levou a Microsoft a dominar o mundo dos sistemas operacionais. Depois que a fatia de mercado da Apple caiu para menos de 5%, a estratégia da Microsoft foi declarada vencedora no reino do computador pessoal.
A longo prazo, no entanto, o modelo de Jobs mostrou ter algumas vantagens. Sua insistência na integração de ponta a ponta deu à Apple, no início do século XXI, uma vantagem no desenvolvimento de uma estratégia de hub digital, o que permitiu que seu computador de mesa se ligasse perfeitamente a uma variedade de dispositivos portáteis e gerenciasse seu conteúdo digital. O iPod, por exemplo, fazia parte de um sistema fechado e totalmente integrado. Para usá-lo, era preciso utilizar o software iTunes da Apple e baixar conteúdos da iTunes Store. Em consequência, o iPod, tal como o iPhone e o iPad que vieram depois, eram um deleite elegante, em contraste com os canhestros produtos rivais que não ofereciam uma experiência perfeita de ponta a ponta.
Para Jobs, a crença em uma abordagem integrada era uma questão de retidão. "Não fazemos essas coisas porque somos malucos por controle", explicou. "Nós as fazemos porque queremos fazer grandes produtos, porque nos preocupamos com o usuário e porque gostamos de assumir a responsabilidade por toda a experiência, ao invés fabricar a porcaria que outros fazem." Ele também acreditava que estava prestando um serviço às pessoas. "Elas estão ocupadas fazendo o que sabem fazer melhor e querem que façamos o que fazemos melhor. Suas vidas estão ocupadíssimas; elas têm mais coisas a fazer do que pensar em como integrar seus computadores e dispositivos.".
Em um mundo cheio de dispositivos inúteis, software pesados, mensagens de erro inescrutáveis e interfaces irritantes, a insistência de Jobs em uma abordagem integrada levou à criação de produtos surpreendentes, caracterizados por uma experiência de usuário deliciosa. Usar um produto da Apple podia ser tão sublime quanto caminhar em um dos jardins zen de Quioto que Jobs amava, e nenhuma dessas experiências foi criada pela adoração no altar da abertura ou deixando mil flores florescem. Às vezes é bom estar nas mãos de um maníaco por controle.
Há algumas semanas, visitei Jobs pela última vez em sua casa de Palo Alto. Ele se mudara para um quarto no andar de baixo, porque estava fraco demais para subir e descer escadas, e estava encolhido com um pouco de dor, mas sua mente ainda estava afiada e seu humor vibrante. Conversamos sobre sua infância, e ele me deu algumas fotos de seu pai e da família para usar em minha biografia. Como escritor, estou acostumado a manter distanciamento, mas fui atingido por uma onda de tristeza quando tentei dizer adeus. A fim de disfarçar minha emoção, fiz a pergunta que ainda me deixava perplexo. Por que ele se mostrara tão disposto, durante quase cinquenta entrevistas e conversas ao longo de dois anos, a se abrir tanto para um livro, quando costumava ser geralmente tão discreto? "Eu queria que meus filhos me conhecessem", disse ele. "Eu nem sempre estava presente, e queria que eles soubessem o porquê disso e entendessem o que fiz."
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Medicina-100 personalidades diferentes vivem dentro em Kim Noble
Chegou hoje às livrarias britânicas a autobiografia da pintora Kim Noble. O livro, na verdade, está longe de ser uma autobiografia padrão, já que a própria Kim não se lembra de muita coisa de sua vida. Kim é o corpo – ou um nome na certidão de nascimento – que abriga mais de 100 personalidades. Ela sofre de um transtorno psiquiátrico chamado dissociativo, mais conhecido na linguagem popular como “múltiplas personalidades”. Kim ficou famosa na Inglaterra há alguns anos, quando suas personalidades começaram a pintar quadros como forma de revelar seus traumas e aflições. O caso de Kim repercutiu até Estados Unidos, onde ela deu uma entrevista à Oprah Winfrey no ano passado. Agora, mais de dez anos depois de muita terapia para conciliar todos os perfis que habitam a mente de Kim, ela conseguiu reunir seus fragmentos de memória para tecer sua própria história no livro “All of Me: My Incredible Story of How I Learned to Live with the Many Personalities Sharing My Body”. Um livro para contar a história de tanta gente não poderia ter um nome menor. Na tradução para o português seria algo do tipo: Tudo sobre mim – minha incrível história de como aprendi a conviver com as múltiplas personalidades que compartilham o meu corpo). Os medicos e terapeutas que atendem Kim acreditam que o transtorno dissociativo tenha sido causado pelos sucessivos abusos que ela sofreu na infância. Seus pais eram operários e Kim era freqüentemente deixada com pessoas desconhecidas. Sua mente teria se fragmentado para se proteger do trauma do abuso. Muitas das personalidades não se lembram das violências, outras, como Ria Pratt, uma menina de 12 anos, retratam cenas chocantes por meio das pinturas. Patrícia, atualmente o perfil dominante, diz ser feliz porque não lembra dos abusos. É Patrícia quem está no comando de Kim na maior parte do dia. É ela quem cuida de Aimee, a filha de 14 anos de Kim. Mas, na hora das refeições, quem aparece é Judy. A personalidade de 15 anos se acredita gorda e tem problemas para comer. Dentro de Kim vivem até homens. Um deles é Ken, de 21 anos, gay. Cada uma dos perfis de Kim não tem conhecimento da existência das outras – com exceção de Patrícia, que aceita ter o transtorno dissociativo. Mas isso não significa que ela se lembre do que acontece quando é outro perfil que está no comando. Isso pode causar uma série de problemas a Kim: uma personalidade pode mudar o celular de lugar e a outra não irá encontrá-lo, uma marca consulta com um médico, mas a que está no comando no horário do compromisso não sabe que tem uma consulta. Kim diz que já deixou bilhetes pela casa com recados para as personalidades. Mas freqüentemente encontra respostas do tipo “Cuide de sua própria vida”. Kim, ou melhor, Patrícia, que é quem falar por ela boa parte do tempo, diz que as trocas de personalidade acontecem de três a quatro vezes por dia.A história de Kim foi marcada por sucessivas internações em hospitais psiquiátricos. Ela só recebeu o diagnóstico de transtorno dissociativo quando tinha 34 anos. A notícia, conta, foi um alívio. Ela já havia recebido tratamento para depressão, esquizofrenia e alguns outros transtornos dos manuais de psiquiatria. Desde que começou a tratar as múltiplas personalidades, não passou por nenhuma internação e parou de tomar remédios. Ela diz que a terapia foi fundamental para aprender a conciliar os múltiplos perfis. Para agendar horários e entrar em contato com a terapeuta, cada personalidade tem sua própria conta de e-mail com uma senha.
Mesmo em meio a essa confusão de perfis, Kim encontrou forças para lutar pela guarda da filha, retirada pela Justiça assim que Aimee nasceu e devolvida apenas seis meses depois. A Justiça achava que Kim que não teria condições de criar uma criança. Quem deu a luz à Aimee foi a personalidade Dawn, que ficou traumatizada com a perda da guarda e continua “vivendo” no ano de nascimento de Aimee, 1997, em busca da filha. Ela acha que a Aimee, hoje uma adolescente de 14 anos, é filha de uma amiga. Quando Aimee era criança, foi Hayley, uma super mãe, que se tornou a personalidade dominante naquela época.Imaginem o que deve ter sido para Aimee crescer com tantas mães! Ela diz estar perfeitamente acostumada e conhece melhor do que ninguém cada uma das personalidades. Kim diz que tem certeza de que nenhum de seus perfis seria capaz de fazer a mal à sua filha porque eles apareceram justamente como uma forma de proteção durante a infância de Kim.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Gravações de conversas por telefone revelam "outra" Jacqueline Kennedy
Uma Jacqueline Kennedy mais complexa, diferente da esposa glamourosa e viúva silenciosa do presidente John F. Kennedy veio à tona nesta semana com a divulgação de suas conversas em 1964 com um historiador.Poucos meses depois do assassinato do presidente Kennedy em novembro de 1963, a viúva manteve longas conversas com Arthur Schlesinger, que tinha sido amigo e colaborador do líder por muitos anos. Estas gravações não haviam sido divulgadas até agora. Jacqueline Kennedy morreu em 1994, aos 64 anos de idade.
O livro intitulado "Jacqueline Kennedy: Historic Conversations on Life with John F. Kennedy", da editora Hyperion, será lançado nesta quarta-feira nos Estados Unidos acompanhado de discos compactos que contêm as gravações.A combinação de texto e testemunho oral é particularmente instrutiva, porque não só captura o conteúdo das declarações de Jacqueline, mas o tom, as ênfases e ainda certa malícia irreverente na então jovem viúva, que soube cuidar muito bem de sua imagem pública.Além disso, o material, que têm seis horas e meia de gravações, proporciona uma percepção mais íntima do casamento Kennedy em alguns dos momentos mais tensos de sua história.
Quando os Estados Unidos e a União Soviética pareciam encaminhados a uma guerra nuclear pela presença de mísseis soviéticos em Cuba, Jacqueline pediu a seu marido que não enviasse os filhos do casal e ela mesma para longe da Casa Branca.Em sua conversa com Schlesinger, Jacqueline lembrou que disse ao marido: "Por favor, não me envie a outro lugar. Se algo acontecer, vamos estar aqui ao seu lado".Meses depois da crise dos mísseis, quando o presidente Kennedy já podia se vangloriar de ter saído a salvo do confronto com Moscou, ele teria dito, segundo a viúva: "Bom, se alguém vai me matar, este é o momento certo para isso".Segundo o testemunho gravado de Jacqueline, pouco antes de ser assassinado em Dallas, Kennedy já começara a planejar sua campanha para a reeleição em 1964, e tinha marcada uma visita sem precedentes à União Soviética. Visando as eleições de 1964, Kennedy especulava que preferiria outra pessoa como vice-presidente ao invés de Lyndon Johnson.Kennedy "não gostava da ideia de que Johnson fosse a chegar à Presidência, porque se preocupava com o que ele faria ao país", disse Jacqueline.Apesar destes materiais revelarem uma intervenção muito mais intensa e profunda de Jacqueline na carreira política de seu marido do que os historiadores sabiam até agora, a viúva tinha ideias muito definidas acerca do papel das mulheres na vida pública.
"Acho que as mulheres jamais deveriam se colocar na política", disse Jacqueline em conversa gravada. "Simplesmente não somos aptas para isso".
O livro intitulado "Jacqueline Kennedy: Historic Conversations on Life with John F. Kennedy", da editora Hyperion, será lançado nesta quarta-feira nos Estados Unidos acompanhado de discos compactos que contêm as gravações.A combinação de texto e testemunho oral é particularmente instrutiva, porque não só captura o conteúdo das declarações de Jacqueline, mas o tom, as ênfases e ainda certa malícia irreverente na então jovem viúva, que soube cuidar muito bem de sua imagem pública.Além disso, o material, que têm seis horas e meia de gravações, proporciona uma percepção mais íntima do casamento Kennedy em alguns dos momentos mais tensos de sua história.
Quando os Estados Unidos e a União Soviética pareciam encaminhados a uma guerra nuclear pela presença de mísseis soviéticos em Cuba, Jacqueline pediu a seu marido que não enviasse os filhos do casal e ela mesma para longe da Casa Branca.Em sua conversa com Schlesinger, Jacqueline lembrou que disse ao marido: "Por favor, não me envie a outro lugar. Se algo acontecer, vamos estar aqui ao seu lado".Meses depois da crise dos mísseis, quando o presidente Kennedy já podia se vangloriar de ter saído a salvo do confronto com Moscou, ele teria dito, segundo a viúva: "Bom, se alguém vai me matar, este é o momento certo para isso".Segundo o testemunho gravado de Jacqueline, pouco antes de ser assassinado em Dallas, Kennedy já começara a planejar sua campanha para a reeleição em 1964, e tinha marcada uma visita sem precedentes à União Soviética. Visando as eleições de 1964, Kennedy especulava que preferiria outra pessoa como vice-presidente ao invés de Lyndon Johnson.Kennedy "não gostava da ideia de que Johnson fosse a chegar à Presidência, porque se preocupava com o que ele faria ao país", disse Jacqueline.Apesar destes materiais revelarem uma intervenção muito mais intensa e profunda de Jacqueline na carreira política de seu marido do que os historiadores sabiam até agora, a viúva tinha ideias muito definidas acerca do papel das mulheres na vida pública.
"Acho que as mulheres jamais deveriam se colocar na política", disse Jacqueline em conversa gravada. "Simplesmente não somos aptas para isso".
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Anne Rice deixa deixa vampiros para escrever sobre anjos e Jesus
A Globo News foi ao Historic Mission Inn Hotel & Spa para mostrar o cenário de dois livros a autora.
Para a escritora Anne Rice, anjos e vampiros fazem parte da mesma jornada espiritual em busca do amor e de um sentido para a vida. Ela explica a mudança de tema de seus livros: "Vampiros foram a primeira expressão literária da minha busca, onde a escuridão dominava o caminho. Sofri uma conversão e a possibilidade da fé retornou a mim. Então comecei a comecei a escrever livros sobre Jesus Cristo".
Em entrevista ao repórter Jorge Pontual, Anne contou sobre o sonho que tinha de chegar perto da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. "Havia visto essa estátua em um filme quando tinha uns 6 anos. Chegar aos pés dela foi um dos pontos altos da minha vida".
Anne, autora de séries de terror e fantasia, mostrou com exclusividade imagens de santos que comprou no Brasil. A Globo News foi ao Historic Mission Inn Hotel & Spa para mostrar o cenário de dois livros dela sobre anjos; visite o site.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Lady Gaga divulga imagem do livro que publicará com o fotógrafo Terry Richardson
Lady Gaga e o fotógrafo Terry Richardson em imagem que estará no livro de fotografias sobre a cantora
Foi divulgada nesta quarta-feira (17) a primeira imagem que estará no livro que Lady Gaga e o fotógrafo Terry Richardson estão preparando sobre a vida da cantora.Na imagem, a cantora e o fotógrafo aparecem abraçados, com a cidade de Londres ao fundo.A publicação trará mais de 350 imagens inéditas e deve chegar às livrarias no dia 22 de novembro.
No início de agosto, Gaga disse à MTV que o livro seria "completamente não-filtrado" e que incluiria desde sua rotina matinal até sua participação no festival Lollapalooza.
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