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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cérebro 'começa a declinar aos 45 anos', diz estudo

Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade. Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%. As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60. O estudo, publicado na revista científica "British Medical Journal", foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007. Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas - de percepção ou de compreensão - de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos. Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário - com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas.
Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade. Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas. "É importante identificar os riscos cedo. Se a doença começou em um indivíduo nos seus 50 que só começa a ser tratado nos 60, como fazemos para separar causa e efeito?", questiona o professor Archana Singh-Manoux, do Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Saúde da População, na França, que conduziu a pesquisa na instituição londrina. "O que precisamos agora é analisar aqueles que experimentam um declínio cognitivo mais rápido que a média e saber como parar o declínio. Algum nível de prevenção definitivamente é possível", afirma.
Crise de meia-idade
Singh-Manoux argumenta que as taxas de demência devem aumentar na sociedade na medida em que as funções cognitivas estão conectadas a hábitos e estilo de vida, através de fatores como o fumo o nível de exercício físico. Para a Sociedade contra o Alzheimer, uma organização de pesquisa e lobby no combate à demência, o estudo mostra a necessidade de mais conhecimento das mudanças no cérebro que sinalizam o problema.
"O estudo não diz se qualquer dessas pessoas chegou a desenvolver demência, nem quão viável seria para o seu médico detectar essas primeiras mudanças", afirmou a gerente de Pesquisas da Alzheimer Society, Anne Corbett. "São necessários mais estudos para estabelecer as mudanças mensuráveis no cérebro que possam nos ajudar a melhorar o diagnóstico da demência."
O diretor de Pesquisas na organização, Simon Ridley, reforçou a necessidade de conscientizar a população sobre os benefícios de ter hábitos saudáveis. "Embora não tenhamos uma maneira infalível de prevenir a demência, sabemos que mudanças simples de hábitos - adotar uma dieta saudável, não fumar, manter o colesterol e a pressão do sangue sob controle - reduzem o risco de demência", afirmou.
"Pesquisas anteriores indicaram que a saúde na meia-idade afeta o risco de demência durante o envelhecimento, e estas conclusões nos dão mais razões para cumprir as resoluções de Ano Novo."

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cientistas criam nova vacina contra o vírus Ebola

Doença mata até 90% das vítimas em surtos esporádicos.
Vacina feita com ajuda da folha de tabaco foi testada em camundongos.

Do G1, em São Paulo
 
Vírus Ebola (Foto: CDC)Vírus Ebola (Foto: CDC)
Cientistas norte-americanos publicaram nesta segunda-feira (5) uma pesquisa que representa um passo importante para a criação de uma vacina contra o Ebola. Esse vírus provoca uma febre hemorrágica perigosa, que mata até 90% de suas vítimas, em surtos que acontecem, na maioria das vezes, na África.
Os surtos da doença são localizados, passageiros e imprevisíveis. Por isso, a equipe liderada por Charles Arntzen, da Universidade do Estado de Arizona, propôs um tipo diferente de vacina. Em vez de aplicadas na infância, as doses seriam dadas apenas quando ocorresse a doença. Para isso, é preciso ter um bom estoque.A maioria das vacinas candidatas já criadas usam vírus vivos geneticamente modificados, cujo armazenamento é custoso. “Se você tem algo que você vai ter que manter em temperaturas de nitrogênio líquido por anos, esperando que nunca haja um surto, isso se torna inviável na prática”, diz Arntzen.
A alternativa encontrada pelos pesquisadores foi a folha de tabaco. Eles conseguiram inserir parte do DNA do vírus na folha, de forma que ela produza a proteína que torna a vacina eficaz. E essa vacina é mais barata e mais facilmente descartável do que as outras candidatas, o que é uma vantagem, já que a produção seria esporádica.A vacina foi testada em camundongos por especialistas do Exército dos EUA, porque o vírus tem grande potencial de infecção. Os resultados que eles encontraram nesses testes foram superiores aos de outras vacinas candidatas, o que mostra o potencial dessa pesquisa.
O estudo foi publicado pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

'Não sou mais um monstro', diz soldado que fez transplante completo de rosto

Depois de dez anos de cirurgia plástica, ex-soldado eletrocutado crê que transplante total mudará de vez a sua vida.

Da BBC
 
Mitch Hunter com a mulher e o filho. (Foto: BBC)Mitch Hunter com a mulher e o filho. (Foto: BBC)
Ele era visto com repulsa por estranhos e as crianças fugiam dele chamando-o de "monstro". Mas um transplante completo de rosto - apenas o terceiro nos EUA - promete transformar de vez a vida de Mitch Hunter.Quando bati à porta da sua casa, em um subúrbio de Indianápolis, não sabia o que esperar. Eu tinha visto fotos de Mitch antes e depois de dez anos de cirurgia plástica, mas não depois do transplante completo, feito há apenas quatro meses.Ele abriu a porta segurando seu filho Clayton, de 18 meses, nos braços. O que vi me deixou impressionado.Mitch não é mais o jovem bonito que era, mas a transformação em comparação ao rosto de seis meses atrás é surpreendente. Olhando para pai e filho, é possível até ver os traços familiares.
Ele tinha 20 anos quando o carro em que ele estava bateu em poste contendo cabos de eletricidade de 10 mil volts.Enquanto tentava resgatar uma passageira que também estava no carro, recebeu uma descarga elétrica que lhe deixou sem uma perna e com o rosto totalmente queimado.
Nos dez anos seguintes, passou por inúmeras cirurgias para reconstruir o rosto - mas os resultados não passavam de remendos.
"Monstro"
Foi o nascimento do filho Clayton que levou Mitch a optar pelo transplante completo de rosto - apenas o terceiro feito nos EUA."Vi muitas crianças correrem para se esconder atrás das mães porque ficavam muito assustadas quando me viam", contou."Isso estava ficando difícil, porque meus amigos começaram a ter filhos, depois meu irmão teve um filho. Quando tive Clayton, não quis mais que as crianças tivessem medo de mim."
Mitch Hunter, antes e depois da cirurgia que reconstruiu sua face, destruída após uma descarga elétrica. (Foto: BBC)O norte-americano Mitch Hunter, antes e depois da
cirurgia que reconstruiu sua face, destruída após uma descarga elétrica. (Foto: BBC)
A operação, realizada em abril, foi financiada por uma iniciativa entre o hospital Brigham and Women's, em Boston, e as Forças Armas americanas.O número de soldados que regressam do conflito no Afeganistão com o rosto e membros mutilados levou os militares a financiar pesquisas na área de reparação plástica, incluindo transplantes de mão e rosto.
Sob a coordenação do cirurgião Bohdan Pomahac, o hospital já realizou três transplantes completos de rosto e já tem outros cinco em vista.Para ser elegível para uma cirurgia completa, o paciente precisa ter pelo menos 25% do seu rosto danificado. Pomahac acredita que pelo menos 200 a 300 veteranos de guerra preenchem o critério.
Surpreendentemente, encontrar um doador não é tão difícil. O médico explica que prefere doadores jovens e do mesmo sexo, embora reconstruções computadorizadas sugiram que transplantar o rosto de uma mulher em um homem possa funcionar. Isto ainda não foi tentado.O rosto é transplantado em toda sua espessura, mas o que realmente determina o visual final do rosto é a estrutura óssea da face do paciente.No caso de Mitch, a operação correu bem. A equipe removeu a face antiga de Mitch antes de sobrepor a nova.Pomahac conectou artérias a três nervos do corpo de Mitch no novo rosto. A nova cara do paciente, com nariz, lábios e músculos, foi então costurada no seu lugar.A operação - a segunda do cirurgião - durou 14 horas, um pouco menos que a sua primeira.
"Quisemos simplificar a operação para torná-la mais fácil de repetir, e acho que conseguimos isso", disse o médico. "Mas a cada operação aprendemos uma enormidade de coisas."
Recuperando os sentidos
Mitch conta que, no início, o rosto estava muito inchado. "Parecia o rosto de um sujeito de cem quilos", afirmou.À medida que o inchaço diminuía, os traços ficavam mais definidos.Entretanto, o irmão de Mitch, Mark, diz que era capaz de ver o rosto do antigo Mitch desde o primeiro dia."Não sabia como eu ia reagir, mas quando atravessei a porta do hospital, vi que era ele, meu irmão", disse.
A mulher de Mitch, Katerina, é uma ex-colega de escola que ele começou a namorar muitos anos atrás, antes do transplante.Katerina disse que já havia aceitado o fato de que seu companheiro tinha um rosto deformado, embora percebesse que ele era infeliz e evitava sair de casa.Questionada sobre o fato de beijar os lábios de um morto - o dono original do rosto -, ela diz: "Nunca o beijei nos lábios antes.""É simplesmente louco quão longe a ciência chegou e o que eles conseguem fazer. É simplesmente incrível", afirma Katerina.Mitch diz que as sensações estão voltando e que ele consegue, por exemplo, elevar as sobrancelhas, fazer bico e sorrir."Ainda tem um pouco de pele de sobra em alguns lugares", afirma. "Mas me disseram que no fim vou ficar parecido com o que era."
O médico, Pomahac, diz que o quadro deve melhorar aos poucos, em especial no que tange às sensações.
"A primeira sensação se desenvolve no primeiro ou segundo mês. Ainda é muito pequena, mas continua a melhorar", diz.
"Por volta dos 18 meses, espero que Mitch estará se sentindo próximo do normal."

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Confira lista com 'coisas' bizarras retiradas de pacientes

Na China, médicos retiraram sanguessuga viva da traqueia de jovem.
Na Rússia, cirurgiões encontraram uma planta no pulmão de paciente.

Do G1, em São Paulo
 
Casos de pessoas que vivem com "corpos estranhos" no organismo são comuns. Mas, na semana passada, uma história impressionante ganhou destaque. Segundo a emissora de TV neozelandesa "3 News", médicos retiraram uma sanguessuga de dez centímetros viva da traqueia do adolescente chinês Tao Jiayuan, de 16 anos. A mãe do jovem pensou que ele estivesse com um resfriado e só o levou ao hospital depois que ele não melhorou. Abaixo, o G1 lista esse e outros casos de pessoas que viviam com "coisas bizarras" no corpo.
Veja lista com 10 lugares bizarros com casais flagrados fazendo sexo
Médicos retiraram uma sanguessuga da traqueia de adolescente chinês. (Foto: Reprodução/3 News)
Médicos retiraram uma sanguessuga da traqueia de adolescente chinês. (Foto: Reprodução/3 News)
Em 2007, a chinesa Jin Guangying descobriu que viveu durante 64 anos com uma bala alojada em sua cabeça. Ela foi ferida por um disparo japonês durante a Segunda Guerra Mundial. (Foto: Reprodução)
Em 2007, a chinesa Jin Guangying descobriu que viveu durante 64 anos com uma bala alojada em sua cabeça. Ela foi ferida por um disparo japonês durante a Segunda Guerra Mundial. (Foto: Reprodução)
Também na China, em 2009, He Wenying, de 65 anos, retirou uma projétil que estava alojado em sua mandíbula havia 42 anos. A munição foi retirada durante cirurgia em um hospital de Chongqing. (Foto: Reprodução)
Também na China, em 2009, He Wenying, de 65 anos, retirou uma projétil que estava alojado em sua mandíbula havia 42 anos. A munição foi retirada durante cirurgia em um hospital de Chongqing. (Foto: Reprodução)
Em 2009, cirurgiões na Rússia acreditavam que iriam retirar um tumor do pulmão de um paciente de 28 anos. No entanto eles encontraram uma planta - de cerca de 5 centímetros - crescendo no interior do órgão do paciente.  (Foto: Reprodução/Vídeo)
Em 2009, cirurgiões na Rússia acreditavam que iriam retirar um tumor do pulmão de um paciente de 28 anos. No entanto eles encontraram uma planta - de cerca de 5 centímetros - crescendo no interior do órgão do paciente. (Foto: Reprodução/Vídeo)
Em 2009, os médicos retiraram um pedaço de plástico de três centímetros do pulmão esquerdo do norte-americano John Manley,  que sofria com crises de tosse. Ele provavelmente inalou o objeto havia dois anos. (Foto: AP)
Em 2009, os médicos retiraram um pedaço de plástico de três centímetros do pulmão esquerdo do norte-americano John Manley, que sofria com crises de tosse. Ele provavelmente inalou o objeto havia dois anos. (Foto: AP)
Em 2009, médicos do hospital Kenez Gyula, em Debrecen (Hungria), retiraram uma pedra de 1,125 quilo e 17 centímetros de diâmetro do rim do paciente Sandor Sarkadi. (Foto: MTI,Tibor Olah/AP)
Em 2009, médicos do hospital Kenez Gyula, em Debrecen (Hungria), retiraram uma pedra de 1,125 quilo e 17 centímetros de diâmetro do rim do paciente Sandor Sarkadi. (Foto: MTI,Tibor Olah/AP)
Em 2010, médicos retiraram uma agulha de 2,5 centímetros que estava há 20 anos encravada na cabeça da chinesa Zhou Chaozheng. Ela passou por exames após começar a sentir dores de cabeça depois de dar à luz. (Foto: Barcroft Media/Getty Images)
Em 2010, médicos retiraram uma agulha de 2,5 centímetros que estava há 20 anos encravada na cabeça da chinesa Zhou Chaozheng. Ela passou por exames após começar a sentir dores de cabeça depois de dar à luz. (Foto: Barcroft Media/Getty Images)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Menino de 7 anos não sorri por causa de uma rara condição cardíaca que pode matá-lo se ele ficar eufórico

O problema foi descoberto em maio deste ano, quando Bradley desmaiou após brincar com os irmãos

Crescer

O inglês Bradley Burhouse tem 7 anos e uma rara condição cardíaca que o obriga a não sorrir mais, ou, então, a sua animação poderá lhe custar a vida – um ataque cardíaco fatal. Por causa de seu problema, ele não pode brincar ao ar livre com os irmãos Jack, 14, e Dalton, 12, e a irmã Maddison, 6, segundo informou a mãe do menino, Toni Burhouse, 34, ao jornal britânico Daily Mail. O garoto foi diagnosticado com uma taquicardia ventricular depois de passar mal no início deste ano enquanto brincava com os irmãos. A rara condição em crianças significa que o ritmo do coração em repouso varia de 120 a 200 batimentos por minunco – duas vezes mais rápido que uma pessoa normal. Assim, mediante qualquer esforço o seu coração pode desenvolver um ritmo cardíaco grave e levar à morte súbita.
A doença de Bradley pode ser corrigida com uso de comprimidos ou uma cirurgia, que se mostrou fatal em alguns casos em crianças. No entanto, se a condição dele piorar o coração pode entrar em fibrilação ventricular, o que quer dizer que o cérebro e os músculos param de receber sangue do coração.
Nas próximas semanas, ele fará exames para, então, os médicos decidirem qual caminho seguir em seu tratamento. “Eu me lembro que ele costumava correr até mim e dizer ‘mãe, o meu coração parece que vai saltar do meu peito´”, contou a mãe, que sempre dizia ao filho que aquilo era normal, porque ele estava correndo. Mas ela só descobriu que não era até o filho desmaiar. Toni diz ainda o quanto é difícil manter uma criança nessa idade parada e que a opção foi deixar que ele fique no videogame, o que fez com que Bradley engordasse bastante. Mas o foco agora da família é a esperança de que o problema do caçula seja logo resolvido.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dossiê "Cannabusiness": Hempcon Califórnia faz "show da maconha"

Marion Strecker /UOL
Em San Francisco

 
O HempCon se apresenta como o “show da maconha medicinal” e acontece em várias cidades da Califórnia (EUA). O último ocorreu em San Jose, a segunda maior cidade do Estado (menor apenas que Los Angeles). San Jose está a menos de uma hora de carro de San Francisco, ao sul da Bay Area, região também conhecida como Vale do Silício, berço da nova economia mundial.
Fui até lá com uma amiga, a também jornalista Christianne González, que está morando naquela cidade e me ajudou na produção desta reportagem. O centro de convenções onde acontecia o Hempcon ficava ao lado de um grande hotel. Tudo normal. Mas a entrada do público não me permitia entrar com câmera, como se cada telefone celular não contivesse uma câmera. Procuramos então uma entrada lateral e nos apresentamos profissionalmente.
 
Visitante do Oaksterdam Museum observa as diferenças entre os pés de Cannabis Indica e Cannabis Sativa, as duas espécies de maconha Marion Strecker/UOL
Deixamos a câmera maior ali e voltamos à bilheteria mostrar os ingressos devidamente pagos, que era o que mais importava para eles. Quando fomos recuperar a câmera maior, encontramos o mestre de cerimônia Crayz Alexander, 52, que cumpre essa função desde que o HempCon começou, dois anos atrás. Ele também é dono de um estúdio de tatuagem chamado Old School Tatto Parlor. Crayz conta que é filho de motociclista e usa maconha há 40 anos, desde que foi diagnosticado com DDA (Disordem de Déficit de Atenção).O ingressou do HempCon custou US$ 20 (por dia) e o evento durou três dias, de 11 a 13 de novembro. Antes que me perguntem se o ingresso dava direito a experimentar a droga a resposta é não. Mas na verdade é sim, porque é possível achar estande oferecendo amostra grátis ou oferecendo teste de equipamento que transforma maconha em vapor. Esses testes são feitos do lado de fora do salão de convenções, num estacionamento aberto, já que dentro é proibido.
O evento está organizado em três partes: um congresso repleto de palestras; uma feira de produtos relacionados ou não ao cânhamo e à maconha; e uma feira de maconha apresentada nas mais diversas formas, desde mudas da planta até carne seca contendo os princípios ativos da erva.
No congresso, por três dias profissionais e especialistas mostraram ao público as novidades sobre como plantar, tratar, usar e clonar maconha. Entre os temas estavam a maconha hidropônica, como iniciar uma plantação ao ar livre, as diferenças entre plantações orgânicas e químicas, a clonagem, como preparar e tratar o solo, os insetos que podem atacar a plantação, a plantação sustentável e debates entre expoentes da “indústria” da maconha para discutir a situação dessa erva na Califórnia hoje.
Não notei no público grande interesse pelas palestras, já que as cadeiras estavam em grande maioria vazias, ao menos no primeiro dia.O público estava mesmo interessado nos produtos. Não, a maconha não é liberada nos Estados Unidos. Mas a Califórnia, assim como diversos outros Estados do país, tem uma legislação que permite seu uso medicinal. E é assim que esse tipo de evento pode acontecer. Há especifidades nos limites legais definidas por cada município. A Justiça federal não aprova nada disso e está em ofensiva contra a maconha.A primeira parte da feira, aberta também a não pacientes, tinha estandes com inúmeras variedades de cachimbos, piteiras e narguilés, de todos os materiais imagináveis, além de mil modelos de moedores para a erva.Tinha também luzes especiais para criar a planta em ambientes internos; estande de rede social especializada em farmácias, serviços de entrega em casa, médicos e lugares para fumar maconha (www.SensiHunt.com); bancas de camisetas, bonés, cartazes; e banca de velas e cosméticos feitos com semente de cânhamo (a planta da maconha).
Tinha ainda objetos de decoração, peças de campanha pró-liberação da maconha e outros estandes sem nenhuma relação direta com a droga. Por exemplo: estandes políticos. Num deles, o professor aposentado Paul Gilbert, às vésperas de completar seus 80 anos, colhia muito seriamente assinaturas para uma campanha pelo fim da pena de morte nos EUA. Noutro estande se arrecadava dinheiro para uma organização especializada em tirar legalmente os “bad boys” da cadeia.

Maconha vaporizada

Mas a última moda, para evitar os males do fumo, parece ser consumir a maconha vaporizada. Funciona assim: o sujeito põe a erva num equipamento que aquece o produto a uma temperatura controlada, sem queimá-lo. Então basta inalar.
Quem explica é a executiva de negócios Amber Hobbs, 23, que trabalha para a rede Got Vape (www.gotvape.com), responsável pela distribuição de uma vasta gama de equipamentos do gênero.
Há desde vaporizadores portáteis, desses que cabem no bolso, até equipamentos maiores, alguns poucos que lembram hospital. Não vi nenhum no HempCon que custasse menos que US$ 90. O mais caro que encontrei custava pouco menos de US$ 800, um modelo digital da linha Volcano, em promoção.
Outro efeito benéfico dos vaporizadores, explica a vendedora, é que os usuários podem evitar que o ambiente em que usam a droga fique todo empesteado com a fumaça e o cheiro da maconha.

Mudas de maconha

Mas a parte mais excitante para o público da feira era a parte dos pacientes, ou seja, a parte em que só se pode entrar apresentando o documento legal que algum médico emitiu informando que a pessoa recebeu prescrição para usar maconha para fins medicinais. Entre os males para os quais a maconha é prescrita estão câncer, Aids, glaucoma, falta de apetite, dor nas costas, espasmos musculares, insônia e estresse.E quem não tinha o documento mas queria entrar na parte dos pacientes? Bom, aí era só entrar numa fila pequena, ali mesmo dentro do centro de convenções. Alguns minutos de paciência, algum documento de identidade e mais US$ 80 bastavam para emitirem o documento na hora.
Eu já tinha tirado o documento médico para entrar nas farmácias e fazer esta série de reportagens (diagnóstico: insônia e estresse!), então entrei na parte fechada da feira. Minha amiga ficou fora. Lá dentro encontrei mudas de maconha por US$ 5. Achei a planta tão bonitinha vendida em torrão que quase comprei. Mas como não tenho documento de identidade emitido na Califórnia, não poderia.
Havia também à venda plantas um pouco mais crescidas, de várias espécies, entre elas Cat Piss e Jelly Bean. Nunca havia ouvido falar de nada disso no Brasil. Tudo bem, alguns leitores vão me chamar de “careta”, não me importo! Segundo o vendedor, em dois meses aquelas mudas estariam produzindo maconha da melhor qualidade.Dou a volta no estande e encontro um rapaz, Zack Nugent, 28 anos, vendendo pirulitos e doces da empresa Green House Candy, da qual é sócio. O slogan da empresa é: “A maneira mais doce de se medicar”. Ele não se importou nem um pouco em ser fotografado e contou que esse trabalho não só paga as contas como provê uma excelente maneira de se medicar.
No fundo da feira encontrei ainda uma barraca de “jerk”, um tipo de carne seca muito popular nos EUA. A empresa Chronic Jerky (www.ChronicJerky.com) produz e industrializa essa carne seca com maconha, de modo a que as pessoas possam consumi-la em qualquer ocasião, inclusive na firma, sem chamar a atenção de ninguém.Minha conclusão é que o jovem de Oakland, Jesus Hernandez, tem toda razão em ver a maconha como um grande negócio. O HempCon não se parece em nada com um congresso acadêmico. É uma feira como outra qualquer, destinada ao público em geral. Ainda que não tenha números para provar, aposto que a maioria das pessoas ali faz apenas uso recreativo da droga, como em qualquer lugar, como no Brasil, como em tantos outros países do mundo.
A única diferença é que em muitas cidades da Califórnia é atualmente possível ser maconheiro (ou maconhista, como diz um colega do UOL) sem ficar na mão de traficante. Basta plantar no quintal ou comprar na lojinha.

sábado, 19 de novembro de 2011

Nova droga eleva colesterol bom e reduz o ruim

DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE SAÚDE /FOLHA

Estudo apresentado nesta semana no congresso da American Heart Association, em Orlando, nos EUA, mostra que um novo remédio conseguiu aumentar os níveis do chamado colesterol bom, o HDL, e baixar as taxas do ruim, o LDL. Quando combinado aos remédios já usados para baixar colesterol (estatinas), o evacetrapib mais que dobrou os níveis de colesterol bom e reduziu em até 35% o colesterol ruim, além de diminuir os triglicérides, outro indicador de risco cardíaco que é medido em exames de rotina.

Editoria de Arte/Folhapress

O novo remédio pertence a um grupo de substâncias que inibem uma proteína responsável por transferir colesterol do HDL para o LDL, aumentando a proteção contra o entupimento dos vasos.
O HDL funciona "limpando" o colesterol das artérias e o levando até o fígado. De lá, ele é eliminado do corpo.
Segundo Raul Santos, diretor da unidade de lípides do InCor (Instituto do Coração), um nível baixo de HDL é um sinal de risco de infarto. Resultados abaixo de 40 mg/dl para homens e 50 mg/dl para mulheres são um sinal de alerta, de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Remédios da mesma família do evacetrapib vêm sendo testados há alguns anos. O primeiro deles foi uma grande decepção para os médicos, afirma Santos, porque aumentou a pressão arterial dos pacientes e o risco de problemas cardíacos. "Depois disso, foram desenvolvidas mais três moléculas que, até agora, não causaram esses efeitos."
Um desses medicamentos, o dalcetrapib, está sendo testado no InCor por 20 pacientes, há dois anos. "Em 2013 devemos ter uma resposta sobre os efeitos da droga." Os médicos ainda precisam determinar se o mecanismo usado pela droga para aumentar o colesterol bom pode prejudicar a pessoa a longo prazo. A proteína cuja ação é inibida pelo remédio para aumentar o colesterol bom pode ter uma ação protetora para as artérias. "O efeito do remédio sobre o colesterol é ótimo, mas ainda não sabemos se isso vai prevenir eventos cardíacos", diz Santos. O novo estudo, feito por médicos da Cleveland Clinic e publicado no "Journal of the American Medical Association", sugere testes maiores para comprovar os benefícios do remédio.
POLÊMICA
Um outro estudo apresentado no congresso americano de cardiologia e publicado no "New England Journal of Medicine" levanta o debate sobre outra substância usada há mais de 50 anos para aumentar o HDL, a niacina. A pesquisa analisou o impacto da substância em pessoas com LDL controlado (abaixo de 70 mg/dl). Segundo os autores e um editorial publicado na revista médica, o remédio deve ser aposentado, porque não aumenta o colesterol bom dos pacientes e causa vermelhidão da pele.
Segundo o cardiologista do InCor, no entanto, ainda é preciso esperar o resultado de um estudo maior, com 25 mil pessoas, antes de desistir do remédio. "Ele é seguro, está no mercado há décadas."

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Eletroencefalograma detecta consciência em pacientes em estado vegetativo

AFP

Exames de eletroencefalograma (EEG) ajudaram médicos a perceber que alguns pacientes aparentemente em estado vegetativo permanente na verdade estavam conscientes, segundo estudo publicado na edição desta quinta-feira da revista científica The Lancet.
A técnica poderia ser desenvolvida como uma forma portátil e mais barata de ajudar os médicos a fazer diagnósticos mais precisos e estabelecer contato com os pacientes que estão imóveis, mas conscientes, afirmaram os autores do estudo.O estado vegetativo persistente ou permanente é definido como "vigilância sem percepção consciente de si e do meio". Em estado de coma, ao contrário, o paciente carece tanto de consciência quanto de vigilância.
Cientistas chefiados por Adrian Owen e Damian Cruse, do Centro de Cérebro e Mente da Universidade de Western Ontario, Canadá, fizeram um teste com 16 pacientes com danos cerebrais em estado vegetativo e 12 indivíduos de controle saudáveis.O eletroencefalograma consiste na colocação de sensores no couro cabeludo para registrar os sinais elétricos que resultam da atividade de células cerebrais.
Segundo o artigo, três dos 16 pacientes demonstraram de forma precisa e persistente uma clara resposta ao EEG quando se pediu que imaginassem movimentos com os dedões da mão e do pé direito.
Sinais elétricos no topo do couro cabeludo combinaram com os dos controles quando se pediu aos pacientes para executar esta atividade motora, mesmo que seus corpos não tenham executado qualquer movimento.Os autores afirmam que não querem tirar conclusões sobre os "mundos internos" dos três pacientes na base deste experimento.Mas destacaram que compreender o comando e o processamento disto no cérebro era complexo e exige atenção contínua, selecionando a resposta correta e a compreensão da linguagem.
"Apesar do rigoroso acompanhamento clínico, muitos pacientes em estado vegetativo têm diagnóstico equivocado", afirmaram os cientistas."O método EEG que nós desenvolvemos é barato, portátil, amplamente disponível e objetivo. Pode ser usado em todos os pacientes vegetativos e fundamentalmente mudar sua avaliação no leito hospitalar", acrescentou.
A técnica é considerada menos sensível do que a ressonância magnética funcional (fMRI), que monitora o fluxo cerebral e tem sido usada em algumas experiências importantes para determinar a consciência em pacientes vegetativos.Mas os escâneres de fMRI são muito caros e não podem ser usados em pacientes com metais no corpo, caso frequente em pacientes com danos cerebrais severos após sofrer acidente de carro.Se refinado, o diagnóstico por EEG pode ir além das respostas "sim/não" e incluir métodos de comunicação mais expressivos, afirmaram os autores.
O desenvolvimento de técnicas de classificação em tempo real de formas diferentes de imagem mental "habilitará a comunicação em duas vias com alguns destes pacientes, permitindo-lhes compartilhar informação sobre seu mundo interior, experiências e necessidades", concluíram.
Ao contrário da morte cerebral, o estado vegetativo persistente não é reconhecido legalmente como morte.
A síndrome de "Locked-in" é uma condição na qual o funcionamento mental é normal, mas o corpo é inerte e incapaz de responder a comandos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Alho ajuda a prevenir doenças e deve ser consumido cru, diz nutricionista

Ele tem vitaminas A, B1, B2, C.Compostos controlam glicose e colesterol.

Do G1 MG
 



O alho faz parte de um grupo de alimentos chamados funcionais, que tem componentes ativos capazes de auxiliar na prevenção de doenças. De acordo com a nutricionista Joyce Batista Andrade, ele tem vitaminas A, B1, B2, C e compostos que podem ajudar no controle da glicose e colesterol. Ainda segundo a especialista, ele pode prevenir doenças cardiovasculares, gripe e até mesmo o câncer.
Para aproveitar todos os benefícios que o alho pode oferecer, a nutricionista diz que é necessário comê-lo cru e triturado. Dessa forma, todas as propriedades do alimento, comumente usado como tempero, vão ser liberadas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vietnamita de 26 anos sofre reação alérgica e fica com aparência de 70

Ela diz que problema começou após comer frutos do mar.
Reação alérgica fez pele do rosto, pescoço e mãos enrugar.

Do G1, em São Paulo
A vietnamita Nguyen Thi Phuong tem 26 anos, mas a aparência de uma mulher de 70 anos. Depois de sofrer uma reação alérgica em 2008, a pele do rosto, pescoço e mãos de Phuong enrugou e a deixou com uma aparência mais velha, segundo os jornais locais "Petro Times" e "Tien Phong".
Nguyen Thi Phuong tem 26 anos, mas a aparência de uma mulher de 70 anos.  (Foto: Reprodução)
Nguyen Thi Phuong tem 26 anos, mas a aparência de uma mulher de 70 anos. (Foto: Reprodução)
A jovem, que mora em Giong Trom, na província de Ben Tre, disse que o problema começou depois que ela comeu frutos do mar. Por conta de uma alergia, ela teve erupções pruriginosas no rosto. Para aliviar os sintomas, ele tomou alguns medicamentos.
Os remédios não surtiram efeito. Um médico local chegou a prescrever um medicamento para dermatite. No entanto os comprimidos provocaram um inchaço de seu rosto e apareceram urticárias no local.
Após sua história ganhar destaques na imprensa local, Phuong passou a ser tratada por especialistas da cidade de Ho Chi Minh. Os médicos estão realizando exames, mas ainda não sabem o que provocou o processo de envelhecimento da pele da jovem.
Nguyen Thi Phuong com o marido, Nguyen Thanh Tuyen. (Foto: Reprodução)
Nguyen Thi Phuong com o marido, Nguyen Thanh Tuyen. (Foto: Reprodução)

DNA de 'rato pelado' traz pistas para estudos antivelhice

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE /FOLHA

Será que o segredo da juventude eterna se esconde no DNA de um rato pelado? Colocada nesses termos, a possibilidade parece absurda, mas o genoma do roedor desnudo em questão --o rato-toupeira-pelado, ou Heterocephalus glaber, como preferem os cientistas-- talvez traga pistas importantes sobre como mamíferos como eles e nós envelhecemos e lidamos com o câncer.
Isso porque essa criatura sui generis, cujo DNA decifrado está sendo apresentado na edição de hoje da revista científica "Nature", é o Matusalém dos roedores.
Arte

Enquanto ratos mais vagabundos, como os que povoam esgotos e biotérios de universidades, têm expectativa de vida de uns dois anos, o H. glaber, nativo da savana da África Oriental, pode até chegar à casa dos 30.
À PROVA DE CÂNCER
O bicho aparentemente consegue isso sendo extremamente refratário a tumores, por exemplo. Em laboratório, os pesquisadores têm até dificuldade de induzir a formação de cânceres na espécie.
Também é quase imperceptível o processo de envelhecimento das criaturas. A mortalidade não aumenta com a idade (menos quando se chega perto da longevidade natural do bicho, claro), e a fecundidade também é alta durante a vida toda. Alta, quer dizer, para os poucos ratos-toupeiras-pelados que conseguem se reproduzir. Ocorre que o bicho é o paralelo mais próximo com os insetos sociais (como abelhas e formigas) no mundo dos mamíferos. Isso significa que, como as abelhas, os ratos têm "rainhas" --e elas são as únicas fêmeas do grupo que se tornam mães. Grandalhonas --de novo, assim como ocorre com as abelhas-rainhas--, as fêmeas reprodutoras têm características hormonais especiais, suprimindo o desenvolvimento das companheiras.
A rainha se une a um pequeno número de machos, enquanto o resto da colônia é estéril, adotando funções de operários (abrindo os túneis onde os bichos vivem) ou soldados (defendendo o grupo de invasores).
SEGREDO NAS PONTAS
Essa lista de características únicas pode ser vista por um novo prisma graças ao genoma recém-soletrado, trabalho que foi coordenado por Vadim Gladyshev, da Escola Médica de Harvard (EUA).
Para começar, os pesquisadores verificaram que, entre os genes do bicho que os diferenciam dos demais mamíferos, estão os que coordenam a estrutura dos telômeros --as pontinhas dos cromossomos, os quais abrigam o material genético. Os telômeros estão justamente ligados à divisão e ao envelhecimento das células. A tendência é que, conforme as células se dividem e envelhecem, os telômeros encurtem --e isso leva a uma série de problemas bioquímicos. Os bichos, pelo jeito, acharam um modo de contornar esse fenômeno comum. Os dados de DNA também indicam que a criatura é mais eficiente na hora de fazer uma faxina nas proteínas do organismo que sofreram danos. E também mantém em funcionamento pleno as mitocôndrias, usinas de energia das células, durante todo o seu período de vida. Finalmente, os pesquisadores liderados por Gladyshev também acharam genes que ajudam o bicho a sobreviver em condições de baixo teor de oxigênio. Agora, o desafio é aplicar os dados em estudos sobre doenças que afetam seres humanos.
TEÓRICO PREVIU BICHO
Quem diz que a teoria da evolução é incapaz de fazer previsões sobre uma forma de vida que ainda está para ser descoberta deveria ser apresentado aos ratos-toupeiras-pelados.
Isso porque, nos anos 1970, o zoólogo americano Richard Alexander sugeriu que hábitos sociais como os de abelhas e formigas poderiam muito bem evoluir entre mamíferos, se as condições fossem adequadas.
Para que isso ocorresse, ele afirmou que a espécie em questão teria de ser um roedor, vivendo debaixo da terra nos trópicos africanos, em ninhos facilmente defensáveis e com fonte de comida abundante na forma de grandes tubérculos.
Na época, os ratos eram conhecidos, mas nada se sabia sobre seus hábitos. Alexander estava certo.

Médicos podem ter descoberto nova técnica para tratar diabetes

Queda natural no nível de insulina foi revertida em testes com roedores.Estudo é descrito no site da revista científica 'Nature'.

Do G1, em São Paulo

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, revelaram um novo alvo possível para o tratamento de diabetes. Eles encontraram um mecanismo molecular que é responsável por fazer o número de células produtoras de insulina diminuir conforme uma pessoa envelhece.
Ao alterarem esse funcionamento, os cientistas esperam podem solucionar a falta da substância em pessoas com diabetes. A insulina é responsável por permitir a entrada de açúcar (glicose) dentro das células para que energia seja gerada para o corpo.
O estudo é descrito no site da revista científica "Nature" nesta semana. Seung Kim, professor na universidade e autor principal do artigo, acredita que será possível manipular este mecanismo para oferecer um novo tratamento para humanos. O trabalho que acaba de divulgar, porém, foi conduzido em camundongos.O mecanismo descoberto por Kim existe tanto nos roedores como em homens. Conforme os níveis de uma mólecula conhecida pela sigla PDGF caem no corpo, o nascimento de novas células-beta começa a diminuir no pâncreas. Essas células são as responsáveis por produzir insulina para baixar os níveis de açúcar no sangue. As diabetes de tipo 1 e 2, apesar de diferentes, coincidem ao apresentar uma redução no número de células-beta.
Níveis altos de açúcar no sangue podem levar à hiperglicemia - uma condição que pode causar dano nos órgãos, coma e até a morte. A vantagem do método de Kim está no fato do estímulo à produção de insulina não provocar o efeito inverso: ou seja, o excesso de produção da substância, que pode levar à hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue).

Americana relata drama de descobrir na adolescência genética masculina

Katie tem síndrome da insensibilidade ao androgênio, diagnosticada depois de médicos descobrirem existência de testículo não descido.

Da BBC
Uma americana que descobriu na adolescência que era geneticamente homem relatou seu drama em um documentário da BBC.
Katie tem síndrome da insensibilidade ao androgênio, que só foi diagnosticada quando ela passou por uma operação de hérnia aos seis anos de idade.Os cirurgiões descobriram na época que ela tinha um testículo não descido e que não possuía ovários ou útero, apesar de ter uma vagina.Por não reagir ao androgênio, o hormônio que teria feito com que ela fosse um menino, ela se desenvolveu como menina.'Eu tenho aparência feminina, tenho um corpo de mulher normal, mas em vez de ter cromossomos XX como uma mulher típica, eu tenho cromossomos XY como um homem comum', diz Katie no programa 'Me, my sex and I', exibido esta semana pelo canal BBC One na Grã-Bretanha.
A americana Katie (Foto: BBC)
A americana Katie (Foto: BBC)
Segredo
Os pais de Katie, ambos médicos, aprenderam durante seus estudos que não era recomendável informar às mulheres que elas têm essa condição 'porque a notícia seria tão devastadora que elas poderiam cometer suicídio'.
Ainda assim, eles decidiram, aos poucos, dar a Katie algumas informações sobre seu corpo e quando ela completou 18 anos, os pais revelaram todos os detalhes.'Eu fiquei muito assustada. Eu não estava preparada para pensar em mim como totalmente e irreversivelmente diferente de qualquer outra mulher. Eu ficava pensando se alguém iria me amar ou se eu era tão diferente que não poderia ser amada', disse ela.Katie teve o testículo removido, passou a tomar pílulas para equilibrar melhor seus hormônios e começou a frequentar um grupo para mulheres como ela.
Distúrbios de Desenvolvimento Sexual
Aos 22 anos, Katie deu uma entrevista no programa da apresentadora Oprah Winfrey que teria contribuído para uma maior abertura na discussão dos Distúrbios de Desenvolvimento Sexual (DDS) nos Estados Unidos.O nascimento de uma criança que não pode ser descrita como menino ou menina (com sexo indeterminado, condição previamente conhecida como intersexo) é algo raro, mas o grupo de apoio Accord Alliance diz que, em cada 1,5 mil nascimentos, um apresenta algum tipo de DDS.Pessoas com o distúrbio podem ter desequilíbrios hormonais ou um desenvolvimento inadequado de seus órgãos sexuais ou reprodutivos, que pode levar a uma genitália ambígua e a uma aparência física que não corresponde a seus cromossomos sexuais, como é o caso de Katie.Em casos opostos ao de Katie, pessoas com cromossomos XX (femininos) podem não desenvolver seios, ter pelos em excesso e um clitóris aumentado, similar a um pênis.
'Eu acho que temos definições muito inadequadas do que é sexo, mas com base no que temos, não posso dizer que sou homem ou mulher em termos de sexo, apesar de minha identidade de gênero ser feminina', diz Katie.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Medicina-100 personalidades diferentes vivem dentro em Kim Noble



Chegou hoje às livrarias britânicas a autobiografia da pintora Kim Noble. O livro, na verdade, está longe de ser uma autobiografia padrão, já que a própria Kim não se lembra de muita coisa de sua vida. Kim é o corpo – ou um nome na certidão de nascimento – que abriga mais de 100 personalidades. Ela sofre de um transtorno psiquiátrico chamado dissociativo, mais conhecido na linguagem popular como “múltiplas personalidades”. Kim ficou famosa na Inglaterra há alguns anos, quando suas personalidades começaram a pintar quadros como forma de revelar seus traumas e aflições. O caso de Kim repercutiu até Estados Unidos, onde ela deu uma entrevista à Oprah Winfrey no ano passado. Agora, mais de dez anos depois de muita terapia para conciliar todos os perfis que habitam a mente de Kim, ela conseguiu reunir seus fragmentos de memória para tecer sua própria história no livro “All of Me: My Incredible Story of How I Learned to Live with the Many Personalities Sharing My Body”. Um livro para contar a história de tanta gente não poderia ter um nome menor. Na tradução para o português seria algo do tipo: Tudo sobre mim – minha incrível história de como aprendi a conviver com as múltiplas personalidades que compartilham o meu corpo). Os medicos e terapeutas que atendem Kim acreditam que o transtorno dissociativo tenha sido causado pelos sucessivos abusos que ela sofreu na infância. Seus pais eram operários e Kim era freqüentemente deixada com pessoas desconhecidas. Sua mente teria se fragmentado para se proteger do trauma do abuso. Muitas das personalidades não se lembram das violências, outras, como Ria Pratt, uma menina de 12 anos, retratam cenas chocantes por meio das pinturas. Patrícia, atualmente o perfil dominante, diz ser feliz porque não lembra dos abusos. É Patrícia quem está no comando de Kim na maior parte do dia. É ela quem cuida de Aimee, a filha de 14 anos de Kim. Mas, na hora das refeições, quem aparece é Judy. A personalidade de 15 anos se acredita gorda e tem problemas para comer. Dentro de Kim vivem até homens. Um deles é Ken, de 21 anos, gay. Cada uma dos perfis de Kim não tem conhecimento da existência das outras – com exceção de Patrícia, que aceita ter o transtorno dissociativo. Mas isso não significa que ela se lembre do que acontece quando é outro perfil que está no comando. Isso pode causar uma série de problemas a Kim: uma personalidade pode mudar o celular de lugar e a outra não irá encontrá-lo, uma marca consulta com um médico, mas a que está no comando no horário do compromisso não sabe que tem uma consulta. Kim diz que já deixou bilhetes pela casa com recados para as personalidades. Mas freqüentemente encontra respostas do tipo “Cuide de sua própria vida”. Kim, ou melhor, Patrícia, que é quem falar por ela boa parte do tempo, diz que as trocas de personalidade acontecem de três a quatro vezes por dia.A história de Kim foi marcada por sucessivas internações em hospitais psiquiátricos. Ela só recebeu o diagnóstico de transtorno dissociativo quando tinha 34 anos. A notícia, conta, foi um alívio. Ela já havia recebido tratamento para depressão, esquizofrenia e alguns outros transtornos dos manuais de psiquiatria. Desde que começou a tratar as múltiplas personalidades, não passou por nenhuma internação e parou de tomar remédios. Ela diz que a terapia foi fundamental para aprender a conciliar os múltiplos perfis. Para agendar horários e entrar em contato com a terapeuta, cada personalidade tem sua própria conta de e-mail com uma senha.
Mesmo em meio a essa confusão de perfis, Kim encontrou forças para lutar pela guarda da filha, retirada pela Justiça assim que Aimee nasceu e devolvida apenas seis meses depois. A Justiça achava que Kim que não teria condições de criar uma criança. Quem deu a luz à Aimee foi a personalidade Dawn, que ficou traumatizada com a perda da guarda e continua “vivendo” no ano de nascimento de Aimee, 1997, em busca da filha. Ela acha que a Aimee, hoje uma adolescente de 14 anos, é filha de uma amiga. Quando Aimee era criança, foi Hayley, uma super mãe, que se tornou a personalidade dominante naquela época.
Imaginem o que deve ter sido para Aimee crescer com tantas mães! Ela diz estar perfeitamente acostumada e conhece melhor do que ninguém cada uma das personalidades. Kim diz que tem certeza de que nenhum de seus perfis seria capaz de fazer a mal à sua filha porque eles apareceram justamente como uma forma de proteção durante a infância de Kim.

Marcela Buscato é editora de ÉPOCA em São Paulo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Argentina promoverá lei que permite mudança de sexo

Agencia Estado

O governo da presidente Cristina Kirchner está promovendo um projeto de lei que permitirá que qualquer pessoa maior de idade na Argentina possa fazer uma operação cirúrgica para a mudança de sexo no sistema público de saúde.
O plano é que a pessoa que faça a mudança possa renovar totalmente a carteira de identidade, de forma a ostentar no documento o novo gênero sexual, além de incluir um nome modificado de acordo com sua opção de gênero.
Segundo a deputada Diana Conti, da kirchnerista Frente pela Vitória, uma sublegenda do partido Justicialista (Peronista), a mudança de sexo "passará a ser um direito".
Caso o projeto seja aprovado, para solicitar a mudança de sexo - com confidencialidade prevista - bastará apresentar declaração autenticada por um cartório. O projeto conta com o respaldo do Instituto Nacional contra a Discriminação (Inadi).Atualmente, a pessoa que pretende mudar de sexo na Argentina precisa recorrer a um juiz, que permitirá - ou não - a alteração sexual por meios cirúrgicos. Desde a virada do século somente 50 pessoas receberam autorização na Justiça para modificação sexual.
Destas, 39 já foram operadas. Outras 11 esperam a cirurgia enquanto fazem o tratamento hormonal requerido. Além delas, uma centena de pessoas espera que a Justiça se pronuncie sobre seus pedidos para mudança de sexo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Gêmeas siamesas unidas pela cabeça são separadas em Londres

Gêmeas siamesas que nasceram unidas pela cabeça foram separadas com sucesso após quatro operações em Londres. As bebês Rital e Ritag Gaboura, de 11 meses, passaram pela cirurgia final no Hospital Infantil Great Ormond Street no dia 15 de agosto, mas só neste domingo foram divulgadas informações sobre seu estado de saúde.
BBC/Facing the World (www.facingtheworld.net)
Nascidas em Cartum, no Sudão, as gêmeas siamesas Rital e Ritag Gaboura, de 11 meses, foram separadas em Londres
Nascidas em Cartum, no Sudão, as gêmeas siamesas Rital e Ritag Gaboura, de 11 meses, foram separadas em Londres

As meninas sudanesas, que tiveram a viagem e todo o tratamento médico pago pela instituição de caridade Facing the World, parecem não ter sofrido danos neurológicos.
Gêmeos siameses são extremamente raros e apenas 5% deles são unidos pelo crânio. Destes, cerca de 40% morrem antes mesmo do nascimento ou durante o parto e outros 35% morrem nas primeiras 24 horas de vida, o que faz com que apenas 25% dos bebês unidos pela cabeça sobrevivam.
SORTE
Rital e Ritag nasceram de cesariana na capital do Sudão, Cartum. Devido à maneria como suas cabeças eram unidas, havia um grande fluxo de sangue entre os cérebros das irmãs. Ritag irrigava metade do cérebro da irmã, enquanto recebia quase todo esse fluxo de sangue de volta para seu coração. A situação das gêmeas era arriscada porque qualquer queda significativa no fluxo sanguíneo cerebral poderia causar danos neurológicos. Além disso, quando elas chegaram ao Reino Unido, o coração de Ritag já estava fraco. Devido à natureza delicada da cirurgia, a separação foi feita em quatro estágios. Após duas cirurgias em maio, foram inseridos expansores de tecido em julho, para que fosse possível fechar a cabeça de cada uma das gêmeas após a separação final, que aconteceu no dia 15 de agosto.
PRIVILÉGIO
Em uma declaração, os pais das gêmeas, ambos médicos, disseram se sentir privilegiados por suas filhas terem passado pela cirurgia de que precisavam.
BBC/Facing the World (www.facingtheworld.net)
Todas as despesas com a viagem a cirurgia das meninas africanas foram pagas por uma instituição de caridade internacional
Todas as despesas da viagem e cirurgia das duas meninas africanas foram pagas por uma instituição de caridade internacional

"Estamos muito agradecidos por poder esperar o momento em que vamos voltar para casa com duas meninas separadas e saudáveis. Agradecemos a todos os médicos que doaram seu tempo e à instituição Facing the World por organizar toda a parte logística e pagar pelas cirurgias."
Até o momento, Rital e Ritag estão reagindo a todos os testes e estímulos da mesma maneira que reagiam antes das operações, o que indica que não houve danos neurológicos. Ainda assim, devido à sua pouca idade, é impossível descartar a possibilidade de que tenha havido algum tipo de problema.
"A incidência de sobrevivência de gêmeos com essa condição é extremamente rara. A tarefa nos apresentou diversos desafios e todos nós sabíamos de nossa responsabilidade em relação a essa família e às duas meninas", disse o médico David Dunaway, da unidade de cirurgia plástica do hospital.
"A família Gaboura foi extremamente corajosa durante uma jornada muito estressante e seu amor pelas crianças é óbvio." A Facing the World é mantida com doações do público.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Britânico tem dedão do pé implantado no lugar do polegar

James Byrne cortou o polegar da mão esquerda quando serrava madeira.

Da BBC

O britânico James Byrne (Foto: PA)O britânico James Byrne (Foto: PA)
Um britânico que cortou o polegar da mão esquerda acidentalmente decidiu ter o dedão do pé amputado e implantado em seu lugar.James Byrne, de 29 anos, perdeu o polegar enquanto serrava madeira em dezembro do ano passado.
Depois de uma tentativa fracassada de reimplantar o dedo, cirurgiões plásticos do Hospital Frenchay, em Bristol, transplantaram o dedão do pé esquerdo de Byrne para sua mão.Segundo o cirurgião Umraz Khan, a perda do dedo do pé não é um incapacitamento tão grande como perder um polegar, então o ganho é maior que a perda.
'O Dr. Khan reimplantou meu polegar, mas ele tinha sido muito danificado e, apesar de termos tentado de tudo, incluindo sanguessugas, para fazer com que o sangue fluísse novamente, não conseguimos', disse Byrne.
Britânico tem dedão do pé implantado no lugar de polegar (Foto: PA)Britânico tem dedão do pé implantado no lugar
do polegar (Foto: PA)
'O Dr. Khan disse: 'Você vai ter um polegar nem que eu tenha que tirar seu dedão do pé'. Eu pensei que ele estivesse brincando, mas ele estava falando sério e nove meses depois, aqui está.'
Byrne diz não ficar incomodado com a parte estética.'Eu estou satisfeito com o fato de que ele (o dedo) funciona. Meu trabalho como pedreiro estaria destruído sem o uso da minha mão, porque não conseguiria pegar um tijolo sem o polegar, mas agora espero poder voltar ao trabalho em alguns meses.'
Fisioterapia
Byrne terá de passar por fisioterapia para ajudá-lo a se adaptar ao uso do novo polegar.
O Hospital Frenchay é um centro regional de microcirurgia e é renomado por ajudar pacientes que requerem este tipo de procedimento.'James terá de reaprender a se equilibrar sem o dedão do pé esquerdo, mas ele conseguirá andar e correr normalmente', disse o Dr. Khan.'Já sem o polegar, James não poderia fazer coisas básicas como segurar uma caneta ou abrir a porta. Ainda estamos na fase inicial, mas é possível que ele precise de outras cirurgias para fazer com que o dedão se pareça mais com um polegar.'

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Menina de 12 anos pode ser a única negra com doença de envelhecimento precoce

Do UOL Notícias*
Em São Paulo


Uma menina de 12 anos da África do Sul pode ser a única negra a ter a progéria, uma doença genética rara que acelera o processo de envelhecimento e não tem cura. Ontlametse Phalatse é considerada a primeira negra diagnosticada com a doença, de acordo com a Fundação de Pesquisa de Progéria. O fato fez com que a própria se autointitulasse "primeira dama". 
 
Ontlametse Phalatse, 12, lendo um livro na escola. Ela é considerada a primeira negra diagnosticada com progéria, doença que acelera o envelhecimento Denis Farrell/AP
 
"Eu me chamo de primeira dama porque sou a primeira negra a ser diagnosticada com a doença. Que outra criança negra você conhece com essa doença?", diz ela em entrevista à Associated Press.Nem mesmo a diretora executiva da fundação pesquisa, Audrey Gordon, tem uma resposta certa para essa pergunta. Segundo Audrey, apenas duas africanas foram diagnosticadas e ambas vivem na África do Sul: Ontlametse e uma outra menina, de 5 anos, que é branca. Depois de uma pesquisa realizada pelo instituto, estima-se que o número de crianças com essa doença seja de 80, no entanto, nenhuma delas seria negra.
 A mãe de Ontlametse, Bellon Phalatse, conta que a menina nasceu normal, mas logo passou a apresentar erupções no corpo. Antes de Ontlametse comemorar seu primeiro aniversário, seu cabelo estava caindo, as unhas não eram normais e havia os problemas de pele, relata a mãe.  
"Estávamos indo para cima e para baixo para os médicos", afirma Bellon. Com o diagnóstico, o pai de Ontlametse deixou a família.O dia a dia da garota é normal, na medida do possível. Ela diz ter dois amigos na escola primária Lorato, em Hebron, na África do Sul, cidade próxima à capital administrativa Pretória. "Mas nem todos os meus colegas de classe são gentis", diz ela. Duas vezes ao ano ela vai aos Estados Unidos acompanhada da mãe para um atendimento especializado, onde têm acesso a medicamentos que ainda não estão disponíveis comercialmente. Apesar de a maioria das crianças com progéria morrer entre 8 e 21 anos, Ontlametse faz planos para o futuro, entre eles ser "psicóloga". "Eu gostaria de ser uma psicóloga porque poderia ajudar as pessoas a resolverem seus problemas, ajudá-las a se aceitarem do jeito que elas são, pois elas veriam que eu me aceito como sou", disse ela à AP. 
Gordon afirma que houve significativos avanços na busca pela cura, sendo que em 2003 foi descoberto o gene responsável pela doença. Resta saber se a cura será encontrada a tempo de Ontlametse realizar seu sonho.
 
*Com informações da Associated Press

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Família acusa hospital do interior de SP de erro médico

Bebê de 40 dias faria cirurgia no abdome e teve queimaduras no corpo.Hospital abriu sindicância para apurar o caso; mão do menino foi amputada.

 


Funcionários de um hospital do interior de São Paulo são suspeitos de cometer erro de atendimento durante a cirurgia de um recém-nascido de 40 dias. Segundo a família, ele foi internado na Santa Casa de Ourinhos para operar o abdome e saiu da sala de operação com parte do corpo queimada. Dias depois ele perdeu a mão direita em consequência das queimaduras.O bebê saiu do centro cirúrgico a operação com queimaduras de segundo grau no peito e na mão direita. "Não é comum uma pessoa entrar em cirurgia com problema no estômago e sair da cirurgia com uma grave lesão na mão", disse Daniel Almeida, pai da criança.
O menino continuou internado e depois de duas semanas os médicos avisaram à familia que a mão dele precisava ser amputada devido às complicações no ferimento. Almeida contou que o filho pode ter sido vítima da “descarga elétrica de um bisturi elétrico que foi usado durante a cirurgia”. Ele criticou a atitude dos funcionários do hospital.“Nós queremos saber a verdade do que aconteceu durante essa cirurgia porque até então há uma grande falta de interesse por parte deles, porque até hoje eles não nos procuraram para falar sobre o assunto”, disse o pai do bebê.
Apuração
O bebê continua internado na UTI e o estado de saúde dele é estável. O hospital ainda não explicou os motivos que levaram o bebê a sair queimado da sala de cirurgia. Ninguém quis gravar entrevista. Por meio de nota, a direção afirmou que já abriu uma sindicância para apurar o caso.
A família reclama que os médicos não informaram sobre a gravidade do estado de saúde do bebê depois da operação. Os pais procuraram a polícia e registram queixa contra o hospital. O caso será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Americana desfigurada por chimpanzé mostra novo rosto após transplante

Charla Nash ainda se recupera em um hospital; no detalhe, como era seu rosto antes do ataque
Charla Nash ainda se recupera em um hospital; no detalhe, como era seu rosto antes do ataque
A norte-americana que ficou completamente desfigurada depois de ter sido atacada por um chimpanzé em 2009 mostrou seu novo rosto pela primeira vez, nesta quinta-feira (11), em um programa de TV, nos Estados Unidos. Charla Nash passou por um transplante facial em Boston, em maio deste ano.
Antes da cirurgia, Nash só saía de casa usando um véu sobre o rosto, já que perdeu os dois olhos, nariz e lábios, além das duas mãos, no ataque. Nash contou, ao programa "Today", da NBC, que se sente feliz em poder voltar a fazer coisas simples como cheirar flores, sentir o gosto da comida e, até mesmo cheirar com o nariz.
“Estou começando a sentir minha mandíbula e meu queixo. Já posso mover a boca e sorrir. Aos poucos, vou ficando mais forte”, disse ao programa.
*Com informações da MSNBC

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