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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Danuza Leão dá dicas para "sair do armário" em novo livro

da Livraria da Folha

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Danuza reúne dicas para ser charmoso de forma simples e autentica
A escritora e jornalista Danuza Leão dá sugestões sobre etiqueta e como resolver impasses da vida sem muitos traumas em "É Tudo Tão Simples" (Agir).
Um dos desafios ao qual a autora se refere é a difícil --ou nem tanto, como defende o título do livro-- tarefa de assumir a sexualidade para a família. Danuza ensina a enfrentar o preconceito e abordar o tema com elegância, sem temer os homofóbicos de plantão. Na obra, uma atualização de seu best-seller "Na Sala com Danuza", a autora fala de questões primordiais que vão desde a melhor maneira de se portar em uma viagem de avião até a etiqueta na era da internet e do celulares.
A jornalista também demonstra de que forma é possível viver uma segunda juventude depois dos 40 anos e prova que o chique está muito mais na simplicidade do que na ostentação.
Danuza Leão também é autora de "Quase Tudo", "As Aparências Enganam" e "Fazendo as Malas" e mantém uma coluna na Folha de S.Paulo.
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"É Tudo Tão Simples"
Autora: Danuza Leão
Editora: Agir
Páginas: 128
Quanto: R$ 29,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Volume que conclui saga "Cavalo de Troia" chega ao Brasil

da Livraria da Folha
Criada pelo escritor espanhol J. J. Benitez, a mundialmente famosa série de livros "Operação Cavalo de Troia" conta a história de um grupo de militares norte-americanos que encontra meios de voltar ao passado para tentar comprovar a existência de Jesus Cristo.
O lançamento "Operação Cavalo de Tróia: Caná", nono volume da saga, foi anunciado pelo autor como seu encerramento. Na obra, o protagonista, Major Jasão, se encontra na aldeia que dá título à publicação, localizada na Galileia. No local, testemunha o dia a dia de Cristo, além de um de seus milagres mais conhecidos, a transformação da água em vinho.
Também descobre como Jesus se relacionava com a própria família, como foram selecionados os 12 apóstolos e detalhes sobre a personalidade dos seguidores do líder cristão.
Ainda no ínicio do ano, a obra "O Enviado" (Planeta, 2011), de Benitez, foi republicada no Brasil. O título analisa o Santo Sudário, tecido que teria coberto o rosto de Jesus Cristo após sua morte, supostamente marcado com suas feições.
O espanhol também é autor de "O Homem que Sussurava aos Ummitas" e "Enfim Livre!".
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"Operação Cavalo de Tróia: Caná"
Autor: J. J. Benitez
Editora: Planeta
Páginas: 1040
Quanto: R$ 59,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Livro "Jesus, o Maior Psicólogo que Já Existiu" aproxima religião e ciência

da Livraria da Folha

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Aproveite o preço promocional: R$ 15,92
 

"Jesus, o Maior Psicólogo que Já Existiu" traz uma abordagem diferente e curiosa sobre religião e ciência.
A proposta do autor Mark Baker é aproveitar os ensinamentos positivos sobre comunidade, respeito e alegria, vistos na religião, e aplicá-los nos novos campos de estudo da psicologia, no intuito de provocar a reflexão e o bem-estar frente aos problemas cotidianos.
Apesar da seriedade do tema, o autor consegue apresentar suas ideias como lições concisas e sábias em textos leves e positivos.
Naturalmente, o teor e formato da obra acabam vertendo para a autoajuda, com perguntas que questionam o leitor a respeito de suas virtudes, fé ideal e forma de se relacionar com o próximo.
Passagens da obra tomam histórias de outras pessoas para mostrar diferentes tipos de dificuldades, dores e lições que a vida oferece, marcadas por sentenças tiradas da Bíblia e frases de impacto.
Para Mark Weber, os ensinamentos religiosos são a melhor forma de fazer você se encontrar, conhecer os próprios sentimentos, dificuldades e pontos fortes para aproveitar a vida com valor e amor.
Recentemente, o mais pop "filósofo da autoajuda", o suiço Alain de Botton, tem desenvolvido seu trabalho como que em paralelo. Lançado no Brasil pela editora Intrínseca, seu livro "Religião para Ateus" (R$ 14,90), busca por meio de textos ensaísticos, aproveitar pontos fortes da religião para aplicá-los na sociedade. O autor é ateu, mas crê ser possível usar algumas das lições de fé e humildade sem levar em conta o mundo espiritual, para o crescimento interior e melhor comunicação com o próximo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"Para Seguir Minha Jornada" reúne fotos raras de Chico Buarque

da Livraria da Folha
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Olhos nos olhos, o leitor vai ver mais do que esperava no revelador 'álbum
Olhos nos olhos, o leitor vai ver mais do que esperava no revelador 'álbum'

Muitas mulheres desse imenso Brasil gostariam de passar alguns minutos com Chico Buarque. Por isso, Regina Zappa deve ser um pouco invejada. Porque ela, com certeza, gastou um bom papo com Chico, seus familiares e amigos por muitas e muitas horas. A jornalista e escritora tornou-se referência na hora de falar do cantor e escritor de olhos verdes, depois de publicar seu famoso perfil e escrever o belo cancioneiro. Regina, ainda, colabora com frequência para diversas publicações sempre quando há algo novo a ser dito ou repetido sobre o intelectual. Com "Para Seguir Minha Jornada", ela mais uma vez é escalada para traçar uma biografia de Chico, mas dessa vez, a partir de imagens e retratos que falam por si só.
As fotografias vistas, sem exageros, contam a história cultural do país. Afinal, a trajetória começa pelo seu pai, o respeitado historiador Sérgio Buarque de Holanda, autor de "Raízes do Brasil"; segue com as amizades musicais com Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Caetano, Nara Leão, Gil; retrata a vida de casado, separado, com as irmãs, e vai adiante com sua investida na carreira de escritor em diante.
Chico, desde sempre tímido e fugitivo das fofocas, tem em "Para Seguir Minha Jornada" todas as fases de sua vida recontadas com fotos raras e marcantes, que leva o leitor a concluir, afinal, que ele é um patrimônio nacional, mas que pode ser "comprado e guardado" em casa por todos os cidadãos interessados. Dessa forma, a mulherada (será?) fica menos implicante com Regina Zappa e acaba por agradecê-la por ter conseguido divulgar tantas e tantas fotos desse personagem pra lá de querido.

Veja algumas fotos do álbum
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

"Anticâncer" ganha nova edição com tratamentos atualizados

da Livraria da Folha

Bestseller mundial da área de saúde, "Anticâncer" (Fontanar, 2011), do médico francês David Servan-Schreiber ganha nova edição, revista e ampliada, com informações atualizadas e novos conhecimentos com relação ao câncer, os modos de prevenção e os tratamentos existentes.
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Sucesso editorial sobre cura e prevenção do câncer volta às prateleiras com informações atualizadas
Sucesso editorial sobre cura e prevenção do câncer volta às prateleiras com informações atualizadas

O próprio médico foi vítima de um tumor na cabeça e testou inúmeras formas de tratamento em si mesmo.
Entre os assuntos com novas abordagens no livro, estão os riscos trazidos pelo uso de telefone celular e como é possível evitá-los, assim como o de produtos de higiene pessoal e materiais de limpeza.
O especialista também fala sobre as toxinas presente nos plásticos e faz recomendações sobre beber vinho e chá verde, além de lista os alimentos que tem propriedades "anticâncer".
O volume traz informações sobre como a vitamina D3 ajuda no retardamento do câncer, como consegui-la nos níveis adequados e reúne técnicas para manter mente e corpo equilibrados.
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"Anticâncer"
Autor: David Servan-Schreiber
Editora: Fontanar
Páginas: 332
Quanto: R$ 39,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva" em apenas 21 dias

da Livraria da Folha
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Epidemia no mundo inteiro, é uma doença típica dos tempos modernos
Epidemia no mundo inteiro, é uma doença típica dos tempos modernos

"A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva" é assinado pelo médico Gabriel Cousens, que afirma ser possível solucionar, em 21 dias, este grande problema moderno e que atinge milhões de pessoas. Tudo à base de uma dieta correta com alimentos de origem orgânica e vegetal.
"A cura do diabetes pelo alimento vivo parece um milagre, mas não é. É uma cura fisiológica, metabólica e bioquímica, mas que vem acompanhada de uma cura mental, emocional e cultural", destaca.
Dividido em duas partes, os primeiros capítulos discutem a pandemia mundial, as causas da doença e programas de acompanhamento, e em seguida apresenta a dieta responsável por controlar seus males e consequências. Cousens, logo no início do livro, monta um mapa-múndi com a evolução e distribuição geográfica da doença nos países e cidades. Ideias sobre o sedentarismo, consumo de lacticínios, estilo de vida, colesterol, cafés e bebidas com cafeína também são logo debatidas. A obra "contém mais de 530 referências, a maioria fontes fundamentais de informação, entre as quais centenas de publicações científicas de outros pesquisadores, abrangendo muitas décadas, que defendem abordagem nutricional para a reversão de diabetes", explica o autor. Na outra parte, como não podia deixar de ser, o especialista apresenta uma lista de receitas elaboradas com os princípios da alimentação viva e vegana. "A cozinha internacional do arco-íris" é baseada nas cores, diferenciações e propriedades de cada alimento, e ela é a responsável por alcançar os resultados nos 21 dias por meio de saladas, molhos, cereais e pães.
O programa foi realizado com participantes sob a coordenação do doutor Cousens, e os resultados foram satisfatórios, o que naturalmente o influenciou a escrever o livro e dividir com tantas outras pessoas a possibilidade de recuperar a saúde com uma alimentação saudável.
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"A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva"
Autor: Gabriel Cousens
Editora: Alaúde
Páginas: 468
Quanto: R$ 52,00
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Literatura-"Tornar-se ateu exige reflexão", afirma autor de "Ímpio"

MARCELO JUCÁ/da Livraria da Folha
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Jornalista Fábio Marton não contou para a família sobre o que estava escrevendo, mas eles descobriram mesmo assim

 "ÍMPIO",do jornalista (e ateu) Fábio Marton é a história de uma vida religiosa, de sua peregrinação pelo evangelho e a libertação final (no caso, expulsou outros tipos de "incômodos").
Acostumado a grandes reportagens, o autor narra de forma envolvente e bem-humorada seus traumas e ousadias, das questões familiares até o pensamento cético que, de certa forma o tranquilizou, ao mesmo tempo que gerou maus olhados por parte de outros. "A última notícia é que um tio meu por lado de mãe, a parte católica da família, estava lendo, não me disseram o que achou", revela. Narrado em primeira pessoa, a obra ainda traz curiosos "recortes" em páginas negras, que remetem pensamentos antigos e constatações cientificas sobre a evolução do homem. Para o autor, não existe ateu que não tenha buscado conhecimento no campo da ciência ou filosofia. "Existem muitos religiosos afastados ou não-praticantes, mas tornar-se ateu exige reflexão. Os ateus não são todos eloquentes para explicar o que pensam, mas todos tiveram de pensar para chegar lá", destaca. Em entrevista à Livraria da Folha, Marton fala a razão de ter escrito o livro, de que se incomoda com o fanatismo religioso (o termo "ímpio" se refere justamente a isso, a não se dignar --e mesmo desprezar-- fanatismos religiosos), e ainda analisa o papel da religião na família e na formação de cada indivíduo.
Confira.
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Livraria da Folha- Como surgiu a ideia de escrever o livro? Era algo que o incomodava e precisava compartilhar com o mundo, foi uma oportunidade, ou uma grande reportagem que, por acaso, tem você como personagem principal?
Fábio Marton - Foi mais eu perceber que tinha uma história para contar, não um trabalho "missionário" como ateu. Eu nunca tentei esconder de ninguém que sou ateu, mas não fazia o tipo militante. Entre jornalistas, aconteceu uma vez de ficarem mais ofendidos por eu não acreditar em horóscopo que por não acreditar em Deus. Eu me dou por satisfeito quando as pessoas seguem ramos mais tolerantes de sua religião, não sinto a necessidade de desconvertê-las. Enfrentar o fanatismo me parece mais urgente e mais realista que enfrentar a religião em si. Mas, a quem me perguntar, eu explico porque acho a religião uma imensa baboseira. E vou reagir quando ouvir uma baboseira maior ainda, como a que quem não tem fé é imoral, ou que criacionismo deva ser ensinado em aulas de biologia.
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Bastidores de instituições religiosas e o seu processo missionário

Livraria da Folha- Seu histórico familiar tem enorme influência na sua formação até o momento em que se assume ateu. Com certeza, a afirmativa trouxe espanto. Alguém da sua família leu o livro?
Fábio Marton - Eu não disse nada a eles sobre o lançamento do livro, mas havia dito que estava escrevendo. Acabaram descobrindo mesmo assim. A última notícia é que um tio meu por lado de mãe, a parte católica da família, estava lendo, não me disseram o que achou. Um blog evangélico citou meu livro, e tive a impressão que um parente meu apareceu por lá para comentar. Disse que sou ingrato e fracassado, e gastei todo meu dinheiro com bebida e prostituição. Mentira. Eu nunca paguei por prostituição.
Livraria da Folha- O estilo de sua escrita, trazendo referências pops e nerds, pode também despertar o interesse, o debate sobre a religião e sociedade, para um público mais alienado?
Fábio Marton - Não gosto muito dessa palavra, "alienado". Costuma ser sinônimo de quem não concorda com aquele professor ultra-radical do cursinho, o que dizia que a Guerra do Paraguai foi causada pela Inglaterra. Como falei, eu tinha uma história para contar, a história de um adolescente que vivia nesse mundo de referências pop dos anos 80, mesmo sendo crente. Foi uma coisa que surgiu naturalmente, e espero que esse contraste meio bizarro, que existia de verdade em mim, tenha tornado a leitura mais divertida.

Livraria da Folha- Aliás, entre o "público alienado", muitos erguem a bandeira de "ateu", sem saber exatamente o que isso quer dizer, pois nunca se interessaram em ler ou discutir sobre as diferentes religiões com colegas. O que acha dessa constatação?
Fábio Marton - Não acho que exista ateu sem educação, não só científica, como também um tanto de filosofia. As crianças costumam ser místicas, enxergando fantasmas e propósitos em todo lugar - você deixa isso para trás quando aprende explicações melhores. Ou você entende as contradições entre as afirmações da fé e do conhecimento, ou é apenas um religioso em férias. Existem muitos religiosos afastados ou não-praticantes, mas tornar-se ateu exige reflexão. Os ateus não são todos eloquentes para explicar o que pensam, mas todos tiveram de pensar para chegar lá.
Livraria da Folha- O papel da família mudou nesse sentido? Ela influencia ainda hoje os jovens? Entende que está também relacionado às diferenças das classes sociais e localizações geográficas brasileiras?
Fábio Marton - Li várias matérias dizendo que é comum as pessoas ficarem em casa até muito tarde na vida hoje em dia, às vezes até os 40 anos. Eu saí de casa cedo, e isso foi importante para mim. Sinto que só comecei a ser quem eu sou hoje nesse momento. De certa forma, é fácil imaginar alguém que dependa dos pais ocultando seu ateísmo, ou mesmo evitando falhar na religião para não ofendê-los, ainda que eu mesmo tenha assumido meu ateísmo antes de sair de casa. A saída da religião não depende da família (exceto, é claro, se a família é quem for não religiosa) mas do que você aprende no mundo exterior. Nisso de classes sociais e regiões, pode ser que abandonar a fé seja mais difícil para quem não tem computador em casa para acessar discussões de ateus ou informações sobre evolução, geologia e filosofia - mas eu também não tive, e nem dinheiro para comprar livros, usava a biblioteca pública e da escola. Talvez a pressão religiosa seja maior em outras regiões do país ou outras classes sociais (minha família transitava entre a B e C e vivia no Sul e Sudeste), mas não vivi isso para dizer até que ponto, e estaria pensando em estereótipos se fosse especular sobre isso.
Livraria da Folha- A ideia das páginas negras é interessante. O que o motivou a destacar as curiosidades ali vistas? Os dados apresentados passaram pelas suas mãos em diferentes épocas de sua vida, ou são leituras mais atuais e que quis apresentar ao público sem "atrapalhar" o texto principal?
Fábio Marton - Algumas coisas que aparecem lá são dúvidas que me ocorreram ainda adolescente, de forma incipiente, que eu reconto com o que conheço hoje. Por exemplo, eu percebi a contradição entre o Pentecostes bíblico e as línguas estranhas, mas não conhecia o trabalho de linguistas na área. Outras são raciocínios completamente novos - eu não havia sido apresentado a São Tomás de Aquino, Pascal ou Leibniz naquela época, meus parentes e os pastores não eram tão sofisticados. A razão de separar essas discussões do resto do livro é que ele não é um tratado de argumentos contra religião, como Deus, um Delírio - alias, um tratado excepcional, que eu não havia lido ainda ao escrever o livro. Ímpio é uma narrativa em primeira pessoa. Não dá para comparar meu livro com o de Richard Dawkins, mas talvez dê para comparar com os de Dan Barker, ex-pastor que se tornou ateu em 1984.
Livraria da Folha- Sendo ateu, você encara a vida, e a morte, de uma forma diferente?
Fábio Marton - Certamente. Se a vida é sua única chance, você precisa fazer o melhor possível dela. E isso causa, sim, ansiedade, de não estar indo tão bem assim - mas aprendi um truque com meu avô pastor, que cito no epílogo do livro. Já a morte deve ser mais tranquila para mim que para o cristão, porque não acredito que serei julgado. Será simplesmente como aquela tarde de 31 de maio de 1399. Como foi a sua? Você sofria por não existir? Pois a tarde de 31 de maio de 2199 será igual.
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 "ÍMPIO"
Autora: Fábio Marton
Editora: LeYa
Páginas: 224
Quanto: R$ 34,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

domingo, 22 de maio de 2011

"Lady" Rita Cadillac por inteiro em documentário biográfico

da Livraria da Folha
"Rita Cadillac, A Lady do Povo" (DVD)
 RITA CADILLAC-A RAINHA DO POVO  é um documentário ousado e inteligente do diretor Toni Venturi.
A ideia de registrar e levar às telonas a vida da mais famosa vedete brasileira exige um mínimo de coragem, mas ao mesmo tempo, faz justiça ao gosto do povo.
Afinal, ela é a Lady do Povo. Nada mais certo, então, do que homenageá-la com este projeto.
O longa retoma toda a vida de Rita, destacando os principais momentos profissionais, com depoimentos, imagens de arquivo e cenas inéditas registradas nos últimos tempos.
André Vicente/Folha Imagem
Apresentação de Rita Cadilac no palco da rua Vieira de Carvalho, centro de São Paulo
Apresentação de Rita Cadillac no palco da rua Vieira de Carvalho, centro de São Paulo
Os grandes momentos vistos na película são como dançarina em "O Cassino do Chacrinha", nos anos 80, a simpatia que ganhou dentro das prisões com suas apresentações musicais, até mais recentemente quando começou a atuar em filmes pornôs, o que causou certo frisson em muitos fãs.
Símbolo sexual, cantora, "Lady" e Cadillac.
Rita, ao longo de um pouco mais de uma hora, mostra suas diferentes facetas, e separa a vida particular das escolhas profissionais. Poucos conhecem as dificuldades que enfrentou para conseguir pagar as mínimas contas, e nessa conversa ela revela tudo.
Sua vida, por inteiro, para todos que quiserem conhecer.
RITA CADILLAC A RAINHA DO POVO
Quanto: R$ 29,90
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da  LIVRARIA DA FOLHA

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Biografia de Bob Dylan ganha edição revista e ampliada

da Livraria da Folha

Quando foi descoberto, Bob Dylan nada mais era do que um sujeito meio caipira que se apresentava em cafés de pouca fama. Robert Shelton, crítico de música popular do jornal "New York Times", foi quem o viu pela primeira vez e reconheceu seu potencial.
Com uma voz áspera, alguns dizem que até fanho, suas letras tocaram fundo Shelton. Ele passou a indicar o músico ao seu público e, aos poucos, os dois tornaram-se amigos. Essa amizade resultou na biografia "No Direction Home: a Vida e a Música de Bob Dylan", em 1986.
Divulgação
Dylan, e Ginsberg ao fundo,em cena de "Don't Look Back"
Dylan, e Ginsberg ao fundo,em cena de "Don't Look Back"
Para comemorar o aniversário de 70 anos do músico neste mês de maio, a obra está sendo relançada mundialmente. A nova edição está atualizada com a discografia completa, análises de canções e 16 páginas apenas de fotos. Completam o volume trechos inéditos do original.
Por conta da intimidade entre biógrafo e biografado, houve acesso à familiares, amigos de infância, namoradas, inimigos e tantos outros que moldaram Dylan pessoal e musicalmente. Conhecendo o cantor como poucos, Shelton conseguiu retratá-lo a ponto de ter seu trabalho tido como a biografia definitiva.
Este trabalho é de tamanha importância que a cinebiografia dirigida por Martin Scorsese, leva o mesmo nome. O filme, de 2005, também acompanha a evolução da carreira do cantor, dos bares escondidos até o estrelato.
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No Directions Home - A Vida e a Musica de Bob Dylan
Autor: Robert Shelton
Tradução: Gustavo Mesquita
Editora: Larousse
Páginas: 768
Quanto: R$ 74,00 (preço promocional por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Stephen Hawking explica novas teorias sobre início do universo

da Livraria da Folha
Paul E. Alers/AP/Nasa
Físico Stephen Hawking critica filosofia e religião enquanto explica novas teorias científicas para a origem do universo e da vida
Físico Stephen Hawking critica filosofia e religião enquanto explica novas teorias científicas para a origem do universo e da vida
Conhecido por tornar a física teórica acessível para o público leigo com "O Universo numa Casca de Noz", Stephen Hawking aprofunda os novos estudos apresentados em "Uma Breve História do Tempo".
O GRANDE PROJETO  explica as teorias científicas recentes sobre o surgimento do universo para o leitor comum.
Em coautoria com Leonard Mlodinow, Hawking apresenta o que há de mais novo na física moderna.
Basicamente são novas propostas para cobrir as lacunas da teoria quântica, colocando um fim no grande mistério da origem do universo, do ponto de vista científico.
As grandes questões que perturbam a humanidade desde muito tempo, como quem somos e para onde vamos, tentam ser respondidas pela filosofia. Segundo os autores, esta é uma área do conhecimento morta, uma vez que não acompanhou o avanço científico.
Para poder entender o universo e o papel do ser humano nele, surge a teoria-M, que busca unificar todas as questões e respondê-las. Entre as perguntas está a existência de vida em lugares distantes da galáxia.
"Cada universo tem muitas histórias possíveis e muitos estados possíveis em instantes posteriores, isto é, em instantes como o presente, muito tempo após sua criação. A maioria desses estados será muito diferente do universo que observamos e será inadequa¬do à existência de qualquer forma de vida. Só pouquíssimos deles permitiriam a existência de criaturas como nós. Assim, nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência. Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação."
Longe de ser uma resposta definitiva a todas as questões existenciais da humanidade, "O Grande Projeto" introduz o avanço da ciência em respondê-las e como compreender o trabalho científico nesta direção.
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  O GRANDE PROJETO
Autor: Stephen Hawking e Leonard Mlodinow
Tradução: Mônica Gagliotti Fortunato Friaça
Editora: Nova Fronteira
Páginas:192
Quanto: R$ 69,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site .

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Por uma "pechincha", mulheres descobrem benefícios de ter amigo gay

da Livraria da Folha

A dica é antiga, mas até hoje muito válida. Se a relação homem X mulher é um embate sentimental, grosseiro e confuso, a moderna relação mulher X gay projeta muitas vantagens, inclusive para o homem do casal que não aparece na última estatística.
A jornalista Andrea Franco explica todos os detalhes dessa interessante parceria no livro "Por que Toda Mulher Precisa de um Gay em sua Vida", vendido na Livraria da Folha pelo preço promocional de R$ 9,90. De uma maneira divertida, a autora debate sobre as características que a mulher procura (e raramente acha) no homem amado, e como o amigo gay pode substituir essa falta com mais naturalidade que se imagina.
Os programas que os rapazes acham um... pouco cansativos, os amigos sugeridos são ótimas companhias, além do que, como sugere a obra, são grandes fontes de diálogo e não tentarão o velho truque do "lobo mau", ou seja, de conquistá-la sexualmente após um momento de fraqueza. A mulher fala e ele escuta. O contrário também acontece. E só isso. No fim das contas, sem saturar o namoradão com as angústias femininas diárias, fica a parte boa de curtir o tempo junto com sua paixão sem estresse e de bem com a vida. A ideia não é fazer do amigo gay um confessionário e só ficar com o marido nas partes boas, mas sim "direcionar" alguns assuntos que de forma alguma entram na cabeça dos homens. E claro, tratando tudo isso com bom humor.
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"Por que Toda Mulher Precisa de um Gay em sua Vida"
Autora: Andrea Franco
Editora: Matrix
Páginas: 152
Quanto: R$ 9,90 (preço promocional)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

sexta-feira, 6 de maio de 2011

"O Retorno do Rei" relembra a retomada na carreira de Elvis Presley

da Livraria da Folha

Elvis foi um dos grandes nomes da música, não apenas do rock. Seu estilo de tocar, cantar, dançar e se vestir revolucionou o que se conhecia por boa música.
Ele foi um dos primeiros cantores a atrair multidões e arrebanhar milhares de fãs, que se descabelavam a cada aparição ou canção melodia do astro. Sua vida também foi a primeira a ter um "rock style".
Para aguentar a maratona de shows e aparições públicas, Elvis utilizava substâncias químicas que o deixaram dependente e foram o primeiro passo para a imagem que ele deixou à época de sua morte.

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O cantor norte-americano Elvis Presley (1935-1977) em foto tirada em 1956
O cantor norte-americano Elvis Presley (1935-1977) em foto tirada em 1956

Um pouco antes do fim, como uma fênix, o astro ressurgiu com uma série de shows mostrando que era capaz. Este período é retratado em "O Retorno do Rei - A Grande Volta de Elvis Presley".
O livro tenta entender o que aconteceu com o rei do rock para ele chegar a este estado, o quanto foi duro para ele retornar e como este curto período serviu, também, para acabar de fez com as suas energias.
Leia abaixo um trecho do livro:
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Long, lonely highway
Os últimos seis anos da vida de Elvis Presley foram um lento desvanecimento, uma decadência gradual àquilo que muito veriam como uma infame caricatura. Mas a aparência física de Elvis durante seus últimos anos - alvo frequente de muito escárnio - não passava de um sinal de um maior e mais profundo mal-estar. No fim de sua vida, era mesmo como se Elvis tivesse perdido a coisa mais preciosa que um artista tem: a fé em seu talento e em si mesmo.
Ironicamente, as sementes para o declínio de Elvis foram plantadas justo pelo que, inicialmente, havia rejuvenescido a ele e a sua carreira: sua volta aos palcos. Sua temporada em Vegas, em 1969, havia lhe apresentado um desafio que valia a pena, mas o entusiasmo acabou rápido demais. "Pessoas como Lamar Fike contaram quão rapidamente Elvis se apagou em Vegas", disse Peter Guralnick, referindo-se às entrevistas que ele havia feito para Careless Love, o segundo volume de sua biografia de Elvis. "Eu havia pensado que eles quiseram dizer que isso aconteceu em um período de cinco anos, mas acho que, quando voltou a Vegas pela segunda vez, ele já não estava mais tão interessado. Ele havia provado que conseguia: havia conquistado Las Vegas e voltado para as paradas de sucessos pop. Não se tratava de haver perdido o amor pelos shows, pois acho que a conexão com o público era uma das coisas mais importantes de sua vida. Mas o nível de envolvimento que teve nos primeiros shows de Las Vegas acho que nunca mais se repetiu."
Vegas virou uma rotina - o que Ronnie Tutt mais tarde chamou de "a suprema gaiola de ouro". Além disso, a agenda de shows ficou puxada: de 1971 a 1973, Elvis tocou em Vegas duas vezes por ano, em temporadas que chegavam a quase 60 shows cada. "É uma situação peculiar quando se é tão popular", diz Wayne Jackson, integrante do The Menphis Horns, que trabalhou com Elvis no American. "Você não quer parar, pois é bom para você também, mas é o que acaba acontecendo quando se faz dois shows por dia. Quero dizer, não pode ser: você dá o seu melhor durante uma hora e meia ou duas horas de show, bota tudo para fora, é uma efusão de física de energia. Depois você para por uma hora e volta para fazer um segundo show. De onde tirar energia? Exige demais de você."
*
O Retorno do Rei
Autor: Gillian G. Gaar
Editora: Madras
Páginas: 272
Quanto: R$ 41,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

L&PM publica clássicos de Edgar Allan Poe em edição de bolso

Livraria da Folha
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Esta coletânea também inclui "O Mistério de Marie Rogêt"
Coletânea inclui "O Mistério de Marie Rogêt" e "O Coração Delator"

A editora L&PM acaba de publicar "Escaravelho de Ouro e Outras Histórias" em formato de bolso, uma coletânea de textos escritos pelo norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849).
O conto que dá título ao livro narra a história do excêntrico William Legrand, homem recluso que encontra uma nova espécie de inseto. A descoberta leva a uma sinistra caça a um tesouro escondido.
Famoso pelo poema "O Corvo", Poe reinventou o terror e o romance policial, mas também escreveu contos de humor, ficção científica e se aventurou pela filosofia e pela crítica. "Manuscrito Encontrado numa Garrafa", "O Encontro", "Morella", "A Conversa de Eiros e Charmion", "Uma Descida para Dentro do Maelström", "O Mistério de Marie Rogêt", "O Coração Delator", "Um Conto das Montanhas Escabrosas", "O Sepultamento Prematuro", "A Caixa Oblonga", "Tu És o Homem" e "O Demônio da Impulsividade" são os outros contos presentes na edição.
Leia, abaixo, um trecho do exemplar.
*
MANUSCRITO ENCONTRADO NUMA GARRAFA
Qui n'a plus qu'un moment à vivre
N'a plus rien à dissimuler.
Quinault - Atys

De minha terra e de minha família tenho pouco a dizer. Maus costumes e o passar dos anos me afastaram de uma e me alienaram da outra. A riqueza hereditária proporcionou- me uma educação fora do comum, e um modo de pensar contemplativo habilitou-me a sistematizar o repertório que o estudo precoce armazenara com muita diligência. Mais do que todas as coisas, os moralistas alemães deram-me grande deleite; não devido a alguma admiração desavisada por sua loucura eloquente, mas pela naturalidade com que meus rígidos hábitos de pensamento permitiram-me detectar suas falsidades. Fui muitas vezes repreendido devido à aridez de meu gênio; uma deficiência de imaginação foi-me imputada como um crime; e o pirronismo das minhas opiniões me fez sempre notório. De fato, um forte apego à filosofia natural matizou minha mente, receio, com um erro muito comum nestes tempos - refiro-me ao hábito de atribuir acontecimentos, mesmo os menos suscetíveis a tais atribuições, aos princípios dessa ciência. Em síntese, pessoa nenhuma poderia ser menos propensa do que eu a se deixar levar para longe das severas fronteiras da verdade pelos ignes fatui da superstição. Julguei apropriado fazer esta introdução por temer que a incrível história que tenho para contar possa ser considerada antes o desvario de uma imaginação rude do que a experiência concreta de uma mente para a qual os devaneios da fantasia eram letra morta e nulidade.
Depois de muitos anos viajando pelo estrangeiro, embarquei, no ano de 18..., no porto de Batávia, na rica e populosa ilha de Java, numa viagem ao arquipélago de Sonda. Viajei como passageiro - não tendo outra motivação senão uma espécie de desassossego nervoso que me assombrava como um demônio.
Nossa embarcação era um belo navio de cerca de quatrocentas toneladas, firmado em cobre e construído em Bombaim com teca de Malabar. Estava carregado com algodão em rama e óleo, das ilhas Laquedivas. Também tínhamos a bordo fibra de coco, açúcar mascavo, manteiga líquida, cocos e algumas caixas de ópio. O armazenamento fora feito de modo canhestro, e por isso o navio adernava.
Partimos com um mero sopro de vento e por muitos dias permanecemos ao longo da costa oriental de Java, sem nenhum incidente que quebrasse a monotonia de nosso avanço, nada que não fosse um encontro ocasional com alguns pequenos barcos do arquipélago para o qual nos dirigíamos.
Num fim de tarde, debruçado no parapeito da popa, observei uma nuvem isolada, muito peculiar, a noroeste. Ela era formidável, tanto por sua cor quanto por ser a primeira que víamos desde que saíramos de Batávia. Olhei para ela com a maior atenção até o pôr do sol, quando ela se espalhou de uma só vez a leste e oeste, cingindo o horizonte com uma estreita faixa de vapor, com a aparência de uma longa linha baixa de praia. Minha atenção foi logo a seguir atraída pela aparição avermelhada da lua e pelo aspecto pitoresco do mar. Este último estava passando por uma rápida transformação, e a água parecia mais transparente do que o normal. Embora eu pudesse enxergar com clareza o fundo, verifiquei, lançando a sonda, que estávamos numa profundidade de trinta metros. Então o ar se tornou intoleravelmente quente, carregado de exalações espirais semelhantes às que emanam de ferro aquecido. À medida que a noite caía, os menores sopros de vento se esgotavam, e era impossível conceber uma calmaria maior do que aquela. A chama de uma vela queimava na popa, sem apresentar nem o mais imperceptível movimento, e um longo fio de cabelo, sustentado com dedão e indicador, pendia sem que houvesse a menor possibilidade de detectarmos uma vibração. Entretanto, o capitão dizia não perceber nenhuma indicação de perigo, e, como estávamos sendo levados pela corrente diretamente para a costa, ele ordenou que as velas fossem recolhidas e que se lançasse âncora. Nenhum vigia foi designado, e a tripulação, constituída na maioria por malaios, ficou descansando à vontade no convés. Desci às cabines - não sem um palpável pressentimento de infortúnio. De fato, todos aqueles fenômenos me autorizavam a temer a chegada de um simum. Falei de meus medos ao capitão; mas ele não deu atenção ao que eu disse, e se afastou sem sequer me dar resposta. Meu desconforto, no entanto, não me deixava dormir e, por volta da meia-noite, subi para o convés. Assim que botei o pé no último degrau da escada do tombadilho, sobressaltei-me com um ruído alto, uma espécie de zumbir, como o som da rápida rotação de uma roda de moinho, e antes que eu pudesse descobrir seu significado, senti que o navio estremecia desde o centro. No momento seguinte, uma vastidão de espuma nos arremessou em adernamento e, cobrindo-nos por inteiro, varreu o convés de proa a popa.
*
"Escaravelho de Ouro e Outras Histórias"
Autor: Edgar Allan Poe
Editora: L&PM Editores
Páginas: 240
Quanto: R$ 12,75 (preço promocional)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

terça-feira, 26 de abril de 2011

Autora de "Mentes Perigosas" investiga compulsões do TOC

da Livraria da Folha

Divulgação
Especialista descreve série de casos de TOC e sua superação
Especialista descreve série de casos de TOC e sua superação

Respeitada estudiosa da mente humana, a Dra. Ana Beatriz Barbosa conquistou prestígio com seus livros sobre bullying, psicopatas, medos e fobias, pessoas hiperativas e transtornos alimentares.
Em seu novo trabalho, "Mentes e Manias", a especialista analisa a vida e os hábitos de pessoas com "manias" esquisitas, como lavar insistentemente as mãos, limpar repetidamente móveis e conferir se portas de carro, janelas de casa estão fechadas ou interruptores estão desligados.
Esse padrão de comportamento é conhecido como transtorno obsessivo-compulsivo, ou TOC.
Na obra, a autora aborda as diversas formas pelas quais o sintoma se desenvolve (dos simples exemplos até sintomas gravíssimos) e como as manias atrapalham as relações no trabalho e com amigos e famílias, o que naturalmente gera muita angústia e pode até chegar à depressão.
A psiquiatra também apresenta sugestões e soluções de como controlar suas ações e tratar as compulsões sem sofrimento.
*
"Mentes e Manias"
Autora: Ana Beatriz Barbosa
Editora: Fontanar
Páginas: 224
Quanto: R$ 34,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Livro traz mais de 90 fotos dos Beatles feitas por Don McCullin

da Livraria da Folha

Em 1968, depois do ambicioso e vanguardista "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band", os Beatles trabalhavam no projeto que viria a ser o emblemático "White Álbum". Nessa época, resolveram chamar o premiado fotógrafo de guerra Don McCullin para registrar imagens da banda durante um dia inteiro. O resultado está em "Um Dia na Vida dos Beatles", lançado pela Cosac Naify.

Don McCullin/ Divulgação
Don McCullin fotografou o quarteto em diversos lugares de Londres
Don McCullin fotografou o quarteto em diversos lugares de Londres

A obra de capa dura traz mais de 90 fotos de John, Paul, George e Ringo em diversos lugares de Londres, como na região portuária do East End, na rotatória da Old Street, na beira do Tâmisa e até na casa de McCartney, em St. John's Wood. O músico, aliás, assina um texto no livro em que relata um pouco do que aconteceu durante a sessão com McCullin.
"Cheguei vestindo um terno rosa e ele fez algumas fotos coloridas. Também havíamos levado outras roupas. Sugerimos alguns lugares, e Don indicou outros. Fomos ao cemitério e até a margem do rio. De repente, acabamos num salão com um piano e um papagaio, tudo muito surreal, surreal como toda aquela época".

Don McCullin/ Divulgação
Algumas das fotos foram feitas em um domo geodésio que Paul McCartney tinha no jardim de sua casa
Algumas das fotos foram feitas em um domo geodésio que Paul McCartney tinha no jardim de sua casa

Don McCullin, por sua vez, pensou que o primeiro contato telefônico que recebeu sobre o projeto era um trote. "Uma voz masculina desconhecida disse que estava ligando da gravadora Apple para saber se eu tinha interesse em passar um dia inteiro fotografando os Beatles em troca de duzentas libras", narra na apresentação do livro.

Don McCullin/ Divulgação
Um papagaio e um piano antigo fizeram parte da composição de algumas das imagens
Um papagaio e um piano antigo fizeram parte da composição de algumas das imagens

Quando percebeu que a ligação não era nenhuma "pegadinha", o fotógrafo ficou lisonjeado. "Mal sabiam que, ao ouvir a proposta, eu me senti levitando alguns centímetros acima do chão. Eu teria pago a eles as duzentas libras", revela no texto introdutório intitulado "Uma Louca Escapada".
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"Um Dia na Vida dos Beatles"
Autor: Don Mccullin
Editora: Cosac Naify
Páginas: 144
Quanto: R$ 59,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha.
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Tina Fey, da série "30 Rock", faz piada com autobiografia

FERNANDA EZABELLA/FOLHA
DE LOS ANGELES

Mãos peludas de homem seguram o rostinho delicado e maquiado de Tina Fey na capa de seu elogiado livro de memórias, "Bossypants", que estreou em primeiro lugar nas listas dos mais vendidos do final de semana.
A graça com a foto resume bem o espírito da biografia, ainda sem data para chegar ao Brasil. Apesar de ser a comediante mais bem-sucedida do horário nobre da TV americana, a criadora da série "30 Rock" passa as 275 páginas do livro fazendo piada com a própria vida.
"Espero que esta não seja mesmo a capa. Vai prejudicar muito as vendas", diz seu pai na contracapa, numa compilação de "elogios" ao lado de uma foto da autora criança, com um cabelo bem pouco elogiável.
A capa tampouco agradou a editora, que lhe teria dado US$ 5 milhões (cerca de R$ 7,8 mi) em adiantamento.

Mario Anzuoni/Reuters
A atriz Tina Fey, que fez piada com sua autobiografia
A atriz Tina Fey, que fez piada com sua autobiografia

"Topei fazer a foto, o Photoshop, um bom cabelo, mas queria colocar uma piada no meio. Não queria que fosse mais uma foto de artigo de revista", disse Fey, 40, ganhadora de mais de meia dúzia de prêmios Emmy, num evento em Los Angeles neste mês, no qual foi entrevistada por Steve Martin.
Fey segue para sua sexta temporada de "30 Rock", série sobre o dia a dia num programa de comédia na TV, o qual também escreve e estrela ao lado de Alec Baldwin. Ela está grávida de seu segundo filho.
"Estou tendo uma gravidez histérica para vender mais livros", brincou Fey, fazendo rir o público de mais de 7.000 pessoas.
TRAJETÓRIA
O livro dá conta de seus primeiros anos num grupo de comédia em Chicago, quando adolescente, até a passagem pelo programa de TV "Saturday Night Live", no qual foi a primeira mulher a liderar o time de roteiristas. Também dedica um capítulo inteiro ao seu pai, outro para os internautas que a odeiam, e dá dicas de como ter sucesso num ambiente dominado por homens. "Se você estiver tão brava a ponto de chorar, então chore. Isso assusta todo mundo", escreve. Ela lembra ainda das imitações que fez de Sarah Palin, num encontro das duas no "Saturday Night Live". "Estava lá meio que tirando uma onda da cara dela, mas ao mesmo tempo queria protegê-la. Tinha certeza de que seria vaiada", disse Fey. "Mas quando ela subiu ao palco, foi recebida como uma heroína. Acho que realmente subestimei nosso público", disse, rindo.
BOSSYPANTS
AUTOR Tina Fey
EDITORA Reagan Arthur Books
QUANTO US$ 14 na
www.amazon.com
(cerca de R$ 22, mais taxas; 288 págs.)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Livro "monstro" celebra pai do fetichismo gay (alerta: conteúdo adulto)

da Livraria da Folha
Reprodução
"Tom of Finland XXL" é o livro mais completo sobre a obra de um pioneiro na arte homoerótica, exposta em museus dedicados à representação do homoerotismo, como o Museu do Sexo, em Amsterdã.
Reprodução
Livro repleto de imagens eróticas é sonho de consumo de gays

Tom da Finlândia é o apelido de Touko Laaksonen, nascido no país em 1920 e morto em 1991. Considerado o mestre do fetichismo gay, o artista ganhou fama retratando homens musculosos em situações altamente eróticas, em tons ora em preto e branco ora em colorido. As imagens criadas por Tom da Finlândia compõe um universo próprio. É constante em sua obra cenas de orgias, de pênis gigantes e a retratação de um prazer intenso sob a ótica do sadomasoquismo. A maior parte de sua obra está compilada em  "TOM OF FINLAND XXL" uma edição de luxo, lançada pela editora Taschen e organizada pela influente Dian Hanson, responsável por outros títulos de sucesso
Como diz o título, "TOM OF FINLAND XXL" é um livro extragrande. Possui mais de 600 páginas e pesa 3,5 kg. O superlativo é justificável. São mais de 40 cm de altura e mais de mil imagens reproduzidas, sendo uma boa parte delas inéditas - a partir de uma extensa pesquisa na Europa e nos Estados Unidos por meio da instituição que leva seu nome, a "Tom of Finland Foundation".
O volume abrange as seis décadas da carreira do artista finlandês e mostra também um lado sensível e romântico do autor.
Confira outros trechos.
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Reprodução
Reprodução

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"TOM OF FINLAND XXL"
Autor: Dian Hanson (Org.)
Editora: Taschen
Páginas: 668
Quanto: R$ 939,00 (veja oferta especial)
Onde comprar: 0800-140090 ou na "Livraria da Folha"

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Aproveite-Compre shows de Roberto com frete grátis e descontos especiais

da Livraria da Folha

A Livraria da Folha celebra o aniversário de 70 anos de Roberto Carlos de uma maneira diferente. Ao invés de mandar uma "lembrancinha" ao rei, vamos presentear os súditos.

Fotomontagem
Shows do rei a partir de R$ 26,90 e livros com descontos para comemorar os 70 anos de Roberto Carlos

Abaixamos os preços de vários shows inesquecíveis de Roberto e de livros sobre sua carreira, a jovem guarda e seus amigos, entre eles o de fé e irmão camarada  Erasmo Carlos, que tem sua biografia vendida por apenas R$ 12,90.
Entre as apresentações, estão o DVD do show  "Pra Sempre" gravado ao vivo no estádio do Pacaembu, e os mais recentes  "Roberto Carlos Caetano Veloso e a música de Tom Jobim" e  "Emoções Sertanejas" todos por R$ 26,90 cada.
Veja lista em http://livraria.folha.com.br/lista/3d3e284a

terça-feira, 19 de abril de 2011

Tremendão conta como foi primeiro pagamento da parceria com o Rei

da Livraria da Folha


Divulgação/Editora Objetiva
No livro, Tremendão se mostra tão à vontade no texto quanto nos tempos da Jovem Guarda
No livro, Tremendão se mostra tão à vontade no texto quanto nos tempos da Jovem Guarda

Em "Minha Fama de Mau", Erasmo Carlos relata como foi receber o primeiro pagamento por suas composições. Na época, sua família passava por dificuldades financeiras.
A autobiografia narra a história do cantor que superou as limitações da juventude e o preconceito da Zona Sul carioca, consagrando-se, junto ao amigo Roberto Carlos, como o porta-voz sentimental de sua geração.
De estoquista de loja de sutiãs ao sucesso da Jovem Guarda, Erasmo reuniu passagens curiosas, confissões e memórias que agora estão disponíveis aos fãs por um preço imperdível: R$ 12,90. Leia o trecho do exemplar.
*
NO CAMINHO CERTO
Minha avó tinha uma fé em Santo Antônio que a levava até se esgotarem todas as orações conhecidas. O pedido era sempre o mesmo: dias melhores para nós. E como se previsse algo, foi ela quem me deu o meu primeiro violão. A via-crúcis da minha mãe - iniciada após a separação de meu padrasto - duraria a eternidade de uns três anos. Ela trabalhava duro para garantir a minha "roupa da missa", A imagem dela encerando o chão com o escovão (uma espécie de vassoura com uma escova grande na base) e lavando roupas para treze moradores da casa, de pés descalços, até altas horas, sobretudo nos dias de chuva, doía em mim.
Vieram os Snakes, o Exército, Carlos Imperial e... a parceria com Roberto Carlos. As cobranças na família atingiram o auge no período em que comecei a compor, o que gerava comentários do tipo:
- Era só o que faltava. Ele agora fica o dia inteiro no blém-blém-blém, tocando violão, enrolando a pobre mãe, que se mata de trabalhar.
Quando recebi meu primeiro trimestre de direitos autorais pela versão de Splish Splash e a coautoria de Parei na Contramão, ambas gravadas por Roberto Carlos, joguei o dinheiro vivo em cima da cama e, antes de dizer de onde ele vinha, brinquei:
- Mãe, roubei o dinheiro da padaria.
Uma brincadeira de mau gosto. Ela ficou possessa e, com lágrimas pelo rosto, saiu pela rua falando aos céus:
- Meu Deus, meu Deus, meu filho é um ladrão!
Somente com a negativa do surpreso e boa-praça seu Antônio da padaria, que não deu falta de dinheiro nenhum no seu caixa, e com a minha presença pedindo perdão pela péssima piada, é que ela se acalmou. Ao saber a origem da bolada, as lágrimas continuaram, só que agora eram de alegria.

Paulo Salomão/Divulgação/Editora Objetiva
Erasmo Carlos sentado em uma sala com o cantor Roberto Carlos no ínicio da Jovem Guarda
Erasmo Carlos sentado em uma sala com o cantor Roberto Carlos no início 

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"Minha Fama de Mau"
Autor: Erasmo Carlos
Editora: Objetiva
Páginas: 360
Quanto: R$ 12,90 (preço promocional)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Lygia Fagundes Telles completa 88 anos; conheça sua trajetória

da Livraria da Folha

Divulgação
Triângulo amoroso desestabiliza ainda mais relação entre mãe e filha

Quando se fala de Lygia Fagundes Telles, um emaranhado de letras e palavras se misturam. A confusão é natural, e em certa medida, a culpa é da autora. Mas muito provavelmente são poucos os que se incomodam com isso. Pelo contrário, as emoções despertas por seus textos fazem sentir, são sentidos, criam recordações não vividas, quem sabe inventadas. Nascida em 19 de abril de 1923, Lygia completa 88 anos, e suas obras continuam a gerar comentários, agrados e outras histórias. Conhecer sua literatura é dar de cara com personagens interessantes, misteriosos, viscerais. Há toda uma construção na literatura da prestigiada escritora, que usa e abusa das vozes, do pensamento alto e da confusão.
 "Ciranda de Pedra" é seu primeiro romance (já havia publicado livros de contos anteriormente), lançado em 1954, e causando espanto em alguns críticos, pela solidez das ideias de uma moça, que nem sequer era professora ou jornalista, mas sim advogada. Formou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, e nunca largou a profissão, tendo se aposentado como procuradora no Instituto de Previdência do Estado de São Paulo.

Eduardo Anizelli/Folhapress
A autora Lygia Fagundes Telles,que completa 88 anos, em sua casa em São Paulo
A autora Lygia Fagundes Telles,que completa 88 anos, em sua casa em São Paulo

A vontade de escrever ela sempre teve, e foram os amigos  Carlos Drummond de Andrade e Érico Veríssimo, entre outros, que a incentivaram a publicar mais textos. Talvez porque eles fossem sábios ou divertidos, ela acatou as sugestões, e em 1963 lança "Verão no Aquário",vencedor do prêmio Jabuti.

Joel Silva/Folha Imagem
Lygia recebe o prêmio Juca Pato de Antonio Candido, ganhador em 2007
Lygia recebe o prêmio Juca Pato de Antonio Candido, ganhador em 2007

Na década de 70, o livro de contos  "Antes do Baile Verde" é premiado na França, e Lygia apresenta seu terceiro romance  "As Meninas",uma das obras mais conhecidas de sua carreira, que narra os desencontros de três garotas durante a ditadura militar. Lygia é uma escritora engajada e vive a questão do terceiro mundo, buscando em suas obras tocar nos assuntos mesmo que de forma suave ou mascarada, contudo, sem esconder a realidade da cena de seu país.
A produção literária não cessa, e ao longo das décadas seguintes acumula os mais diversos méritos, a consagrá-la, definitivamente, em 2005 com o prêmio Camões, o mais prestigiado da língua portuguesa, pelo conjunto da obra.

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