Morreu na noite desta terça-feira (27), aos 87 anos, o escritor Millôr Fernandes. Desenhista, dramaturgo, poeta e jornalista, ele faleceu em sua casa, no Rio de Janeiro, em decorrência de falência múltipla de órgãos. O velório será realizado até as 15h desta quinta-feira (29), no Rio, mas ainda não há detalhes sobre cerimônia de sepultamento ou cremação. As informações são do cemitério Memorial do Carmo.
Nascido no bairro do Méier, no Rio, em 16 de agosto de 1923, Millôr foi registrado oficialmente em 27 de maio de 1924. Com um ano, ficou órfão de pai e, aos 10 anos, de mãe. Ao longo da vida, se firmou como um dos mais importantes e atuantes intelectuais brasileiros. Adaptou e escreveu obras para teatro e para televisão, além de ter imortalizado diversos frases e aforismos.
Em 1943, após ter passado pelo jornal "Diário da Noite" e pela revista "A Cigarra" - onde criou o pseudônimo Vão Gogo, com o qual assinou suas colunas até 1962 -, Millôr retornou à revista "O Cruzeiro", onde criou, ao lado de Péricles, cartunista de "O Amigo da Onça", a seção "O Pif-Paf".
Autodidata, em 1942 realizou a sua primeira tradução - função que anos mais tarde lhe renderia o título de maior tradutor de Shakespeare no Brasil -, para "Dragon Seed", romance da americana Pearl S. Buck, com o título "A Estirpe do Dragão".Já em 1946 fez sua estreia literária com o livro "Eva Sem Costela". Sete anos depois, foi montada sua primeira peça de teatro, "Uma Mulher em Três Atos".
Em 1964, aos 41 anos, editou a revista humorística "O Pif-Paf", considerada uma das pioneiras da imprensa alternativa. Quatro anos depois, participou da fundação do jornal satírico "O Pasquim", uma das vozes mais ativas contra a censura e o governo militar durante a ditadura nos anos 70. A publicação teve colaboração de Ruy Castro, Paulo Francis, Ivan Lessa, dos cartunistas Jaguar e Ziraldo, entre outros nomes importantes do jornalismo brasileiro.
Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim.
Millôr Fernandes
Autor de mais de 40 títulos literários, o cartunista atuou como colaborador de diversos jornais e publicações ao longo dos últimos 60 anos, entre eles "Folha de S. Paulo", "Correio Braziliense", "Jornal do Brasil", "Isto É", "O Estado de S. Paulo", "O Dia" e "Veja".Além de Shakespeare, Millôr traduziu obras de Anton Tchekov, Bernard Shaw, Dario Fo, Luigi Pirandello, Molière, Mario Vargas Llosa, Samuel Beckett, R. W. Fassbinder e Tennessee Williams.Como desenhista, com passagem pelo Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro entre 1938 e 1943, expôs seus trabalhos no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro em duas ocasiões. Em 1981, seus trabalhos gráficos foram reunidos em "Desenhos" (ed. Raízes Artes Gráficas).Como poeta, publicou "Papaverum Millôr" (ed. Prelo, 1967), "Hai-kais" (ed. Senzala, 1968) e "Poemas" (ed. L&PM, 1984).
Além de dramaturgo, atuou também como roteirista de cinema, séries e programas de TV, adaptando para a Rede Globo na década de 1990 a obra "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida. No filme "Terra Estrangeira" (1995), de Walter Salles, colaborou com diálogos adicionais.Em 2000, tornou-se um dos pioneiros a publicar na web ao lançar o “Millôr On Line” no UOL.Entre seus últimos títulos, Millôr lançou em 2007 pela editora Desiderata "Novas Fábulas e Contos Fabulosos", reunião de contos e fábulas ilustrados pelo cartunista Angeli. Em 2010, a atriz Fernanda Torres adaptou na série "Amoral da História" duas obras anteriores para o canal de televisão GNT -- "Fábulas Fabulosas" e "A Bíblia do Caos".
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quarta-feira, 28 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Autor de "Operação cavalo de Troia"-Escritor espanhol que refuta a Bíblia diz ter mais munição
MARCO RODRIGO ALMEIDA/FOLHADE SÃO PAULO
Entrevistar o autor espanhol J.J. Benítez, 65, é tão intrigante quanto ler um de seus livros.
Em ambos os casos, podemos sair com duas opiniões: ou ele é um gênio, ou é maluco de pedra. Benítez, em todo caso, não vai se preocupar em desfazer nenhuma delas.
O autor lançou, no fim de 2011, o nono e último volume da saga "Cavalo de Troia".
A série, iniciada em 1984, conta a história de dois pilotos da Força Aérea Norte-Americana que viajam no tempo e acompanham os últimos anos de Jesus Cristo.O enredo é fantasioso, mas o autor garante que "Cavalo de Troia" é bem mais real do que crê o leitor.Adotando o nome de Jasão, um dos pilotos narrou a experiência em um diário, que teria chegado às mãos de Benítez e dado origem à série.Jasão, segundo o autor, morreu em 1981, e isso é quase tudo o que ele revela sobre os bastidores da série.Mistérios, afinal, são a marca de Benítez. O primeiro livro dele, "Existiu Outra Humanidade" (1975), defende que, há milhões de anos, o planeta foi habitado por uma civilização que desenvolveu o transplante de DNA.
Procurado pela Folha, preferiu fazer a entrevista por e-mail, enviando as respostas em páginas escritas a mão e escaneadas em seguida.
A seguir, os melhores (e não necessariamente os mais inteligíveis) momentos da conversa.
J.J. Benítez - Não posso contar isso.
Há fatos dos diários que o senhor ainda não revelou?
Sim. Tornarei tudo público no momento adequado.
O senhor argumenta que os diários apresentam uma versão diferente dos fatos narrados pela Bíblia.
Entendo que a Igreja não foi fundada por Jesus de Nazaré. O Vaticano obedece a seus interesses. Os evangelhos foram tergiversados, são uma péssima amostra do real pensamento de Deus.
Por exemplo, Maria, a mãe de Jesus, ganha novos contornos em seus livros.
Ela era muito diferente do que diz a Bíblia. Era inteligente e valente, mas não compreendeu a mensagem do Filho. Isso nenhum evangelista mencionou. Não interessava a eles.
O senhor já foi chamado de louco? Como reage às críticas?
Não presto atenção às críticas mal-intencionadas. Os leitores conservadores defendem seu "negócio". Eu os compreendo.
O sr. já teve contato com ETs?
Que eu saiba só tive um encontro, quando era pequeno. Creio que um contato oficial e público com os ETs nos prejudicaria gravemente. Necessitamos de tempo.
Os governos escondem esse tipo de informação?
Os militares (não os governos) têm provas físicas da existência de muitas civilizações não humanas. Mas ocultam isso há uns 60 anos.
Depois de concluir a série, quais são seus projetos?
Não faço planos mais além de minha sombra. Vivo o presente. No momento, me dedico a pensar.
OPERAÇÃO CAVALO DE TROIA 9
AUTOR J.J. Benítez
EDITORA Planeta
TRADUÇÃO Clene Salles e Sandra Martha Dolinsky
QUANTO R$ 74,90 (1.040 págs.)
Entrevistar o autor espanhol J.J. Benítez, 65, é tão intrigante quanto ler um de seus livros.
Em ambos os casos, podemos sair com duas opiniões: ou ele é um gênio, ou é maluco de pedra. Benítez, em todo caso, não vai se preocupar em desfazer nenhuma delas.
O autor lançou, no fim de 2011, o nono e último volume da saga "Cavalo de Troia".
A série, iniciada em 1984, conta a história de dois pilotos da Força Aérea Norte-Americana que viajam no tempo e acompanham os últimos anos de Jesus Cristo.O enredo é fantasioso, mas o autor garante que "Cavalo de Troia" é bem mais real do que crê o leitor.Adotando o nome de Jasão, um dos pilotos narrou a experiência em um diário, que teria chegado às mãos de Benítez e dado origem à série.Jasão, segundo o autor, morreu em 1981, e isso é quase tudo o que ele revela sobre os bastidores da série.Mistérios, afinal, são a marca de Benítez. O primeiro livro dele, "Existiu Outra Humanidade" (1975), defende que, há milhões de anos, o planeta foi habitado por uma civilização que desenvolveu o transplante de DNA.
Procurado pela Folha, preferiu fazer a entrevista por e-mail, enviando as respostas em páginas escritas a mão e escaneadas em seguida.
A seguir, os melhores (e não necessariamente os mais inteligíveis) momentos da conversa.
| Juanjo Guillón - 17.nov.11/Efe | ||
| O escritor espanhol J.J. Benítez, autor da série de ficção científica "Cavalo de Troia" |
*
Folha - Como o sr. teve acesso aos diários do piloto?J.J. Benítez - Não posso contar isso.
Há fatos dos diários que o senhor ainda não revelou?
Sim. Tornarei tudo público no momento adequado.
O senhor argumenta que os diários apresentam uma versão diferente dos fatos narrados pela Bíblia.
Entendo que a Igreja não foi fundada por Jesus de Nazaré. O Vaticano obedece a seus interesses. Os evangelhos foram tergiversados, são uma péssima amostra do real pensamento de Deus.
Por exemplo, Maria, a mãe de Jesus, ganha novos contornos em seus livros.
Ela era muito diferente do que diz a Bíblia. Era inteligente e valente, mas não compreendeu a mensagem do Filho. Isso nenhum evangelista mencionou. Não interessava a eles.
O senhor já foi chamado de louco? Como reage às críticas?
Não presto atenção às críticas mal-intencionadas. Os leitores conservadores defendem seu "negócio". Eu os compreendo.
O sr. já teve contato com ETs?
Que eu saiba só tive um encontro, quando era pequeno. Creio que um contato oficial e público com os ETs nos prejudicaria gravemente. Necessitamos de tempo.
Os governos escondem esse tipo de informação?
Os militares (não os governos) têm provas físicas da existência de muitas civilizações não humanas. Mas ocultam isso há uns 60 anos.
Depois de concluir a série, quais são seus projetos?
Não faço planos mais além de minha sombra. Vivo o presente. No momento, me dedico a pensar.
OPERAÇÃO CAVALO DE TROIA 9
AUTOR J.J. Benítez
EDITORA Planeta
TRADUÇÃO Clene Salles e Sandra Martha Dolinsky
QUANTO R$ 74,90 (1.040 págs.)
sábado, 21 de janeiro de 2012
Livro relembra publicações gays da imprensa brasileira
Autor de "Fina Estampa", que criou o caricato personagem Crô, Aguinaldo Silva já esteve na vanguarda da militância gay no país.
O escritor -que é homossexual, contrário ao beijo gay em novela- ajudou a fundar o "Lampião da Esquina", o primeiro jornal engajado editado por ele entre 1978 e 1981. Foi alvo de ataques de grupos paramilitares e esteve na lista de publicações a serem banidas. Seus diretores foram acusados de "atentado ao pudor" pelo Ministério da Justiça e responderam a um inquérito policial, arquivado. Em 1979, "O Lampião" entrevistou Luiz Inácio Lula da Silva, então dirigente sindicalista, para uma matéria sobre machismo na esquerda. Na reportagem, o ex-presidente disse "que homossexualismo na classe operária era coisa que ele não conhecia". Os bastidores da atuação de Aguinaldo Silva no movimento gay é resultado de pesquisa de Flávia Pèret, autora de "Imprensa Gay no Brasil". O livro, que será lançado na próxima semana pela Publifolha, é o primeiro da série "Folha Memória", um projeto da Folha que seleciona, por meio de um concurso anual, três propostas de pesquisa sobre a história do jornalismo brasileiro.
Os escolhidos têm seis meses para finalizar a pesquisa -paga com patrocínio da Pfizer- e escrever um livro. O melhor é publicado. Segundo Pèret, o "Lampião" acabou por um racha entre Silva e o escritor João Silvério Trevisan, outro fundador. No ano seguinte, ele foi contratado pela Globo.
"Não posso dizer que faço isso [criar personagens gays] por ativismo, mas, se a gente analisar bem, vai perceber que não deixa de ser uma forma de militância", diz.
VIRARAM PURPURINA
O livro mostra que, em quase cinco décadas, a história dos veículos gays se repete: sucumbem diante das dificuldades financeiras, geradas principalmente pela escassez de anúncios. "Foi assim com o 'Lampião, e, em parte, com a 'Sui Generis' [revista]", diz. A "G Magazine", primeira a exibir ensaios fotográficos de famosos em nu frontal, é outro exemplo.
Ela surgiu em 1997, se sustentou por alguns anos, mas, no final, acabou lançando revistas pornográficas para gerar receitas. Em 2008, foi vendida a um grupo estrangeiro. Recentemente, parte das publicações migrou para a internet e ganhou vida nova. Mas, ainda segundo Pèret, a proposta editorial mudou. Em vez do ativismo político, os títulos focam na "militância de mercado": o que os gays consomem, como se comportam e seus ícones.
O livro tem lançamento marcado para o próximo dia 28, das 10h30 às 14h, na livraria Ouvidor (r. Fernandes Tourinho, 253, Funcionários, Belo Horizonte, MG, tel. 0/xx/31/3221-7473).
IMPRENSA GAY NO BRASIL
Autora Flávia Pèret
Editora Publifolha
Quanto R$ 19,90 (136 págs.)
O escritor -que é homossexual, contrário ao beijo gay em novela- ajudou a fundar o "Lampião da Esquina", o primeiro jornal engajado editado por ele entre 1978 e 1981. Foi alvo de ataques de grupos paramilitares e esteve na lista de publicações a serem banidas. Seus diretores foram acusados de "atentado ao pudor" pelo Ministério da Justiça e responderam a um inquérito policial, arquivado. Em 1979, "O Lampião" entrevistou Luiz Inácio Lula da Silva, então dirigente sindicalista, para uma matéria sobre machismo na esquerda. Na reportagem, o ex-presidente disse "que homossexualismo na classe operária era coisa que ele não conhecia". Os bastidores da atuação de Aguinaldo Silva no movimento gay é resultado de pesquisa de Flávia Pèret, autora de "Imprensa Gay no Brasil". O livro, que será lançado na próxima semana pela Publifolha, é o primeiro da série "Folha Memória", um projeto da Folha que seleciona, por meio de um concurso anual, três propostas de pesquisa sobre a história do jornalismo brasileiro.
| Arte/Folhapress | ||
Os escolhidos têm seis meses para finalizar a pesquisa -paga com patrocínio da Pfizer- e escrever um livro. O melhor é publicado. Segundo Pèret, o "Lampião" acabou por um racha entre Silva e o escritor João Silvério Trevisan, outro fundador. No ano seguinte, ele foi contratado pela Globo.
"Não posso dizer que faço isso [criar personagens gays] por ativismo, mas, se a gente analisar bem, vai perceber que não deixa de ser uma forma de militância", diz.
VIRARAM PURPURINA
O livro mostra que, em quase cinco décadas, a história dos veículos gays se repete: sucumbem diante das dificuldades financeiras, geradas principalmente pela escassez de anúncios. "Foi assim com o 'Lampião, e, em parte, com a 'Sui Generis' [revista]", diz. A "G Magazine", primeira a exibir ensaios fotográficos de famosos em nu frontal, é outro exemplo.
Ela surgiu em 1997, se sustentou por alguns anos, mas, no final, acabou lançando revistas pornográficas para gerar receitas. Em 2008, foi vendida a um grupo estrangeiro. Recentemente, parte das publicações migrou para a internet e ganhou vida nova. Mas, ainda segundo Pèret, a proposta editorial mudou. Em vez do ativismo político, os títulos focam na "militância de mercado": o que os gays consomem, como se comportam e seus ícones.
O livro tem lançamento marcado para o próximo dia 28, das 10h30 às 14h, na livraria Ouvidor (r. Fernandes Tourinho, 253, Funcionários, Belo Horizonte, MG, tel. 0/xx/31/3221-7473).
IMPRENSA GAY NO BRASIL
Autora Flávia Pèret
Editora Publifolha
Quanto R$ 19,90 (136 págs.)
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Danuza Leão dá dicas para "sair do armário" em novo livro
da Livraria da Folha
| Reprodução |
Um dos desafios ao qual a autora se refere é a difícil --ou nem tanto, como defende o título do livro-- tarefa de assumir a sexualidade para a família. Danuza ensina a enfrentar o preconceito e abordar o tema com elegância, sem temer os homofóbicos de plantão. Na obra, uma atualização de seu best-seller "Na Sala com Danuza", a autora fala de questões primordiais que vão desde a melhor maneira de se portar em uma viagem de avião até a etiqueta na era da internet e do celulares.
A jornalista também demonstra de que forma é possível viver uma segunda juventude depois dos 40 anos e prova que o chique está muito mais na simplicidade do que na ostentação.
Danuza Leão também é autora de "Quase Tudo", "As Aparências Enganam" e "Fazendo as Malas" e mantém uma coluna na Folha de S.Paulo.
*
"É Tudo Tão Simples"Autora: Danuza Leão
Editora: Agir
Páginas: 128
Quanto: R$ 29,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Volume que conclui saga "Cavalo de Troia" chega ao Brasil
Criada pelo escritor espanhol J. J. Benitez, a mundialmente famosa série de livros "Operação Cavalo de Troia" conta a história de um grupo de militares norte-americanos que encontra meios de voltar ao passado para tentar comprovar a existência de Jesus Cristo.
O lançamento "Operação Cavalo de Tróia: Caná", nono volume da saga, foi anunciado pelo autor como seu encerramento. Na obra, o protagonista, Major Jasão, se encontra na aldeia que dá título à publicação, localizada na Galileia. No local, testemunha o dia a dia de Cristo, além de um de seus milagres mais conhecidos, a transformação da água em vinho.
Também descobre como Jesus se relacionava com a própria família, como foram selecionados os 12 apóstolos e detalhes sobre a personalidade dos seguidores do líder cristão.
Ainda no ínicio do ano, a obra "O Enviado" (Planeta, 2011), de Benitez, foi republicada no Brasil. O título analisa o Santo Sudário, tecido que teria coberto o rosto de Jesus Cristo após sua morte, supostamente marcado com suas feições.
O espanhol também é autor de "O Homem que Sussurava aos Ummitas" e "Enfim Livre!".
Autor: J. J. Benitez
Editora: Planeta
Páginas: 1040
Quanto: R$ 59,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
O lançamento "Operação Cavalo de Tróia: Caná", nono volume da saga, foi anunciado pelo autor como seu encerramento. Na obra, o protagonista, Major Jasão, se encontra na aldeia que dá título à publicação, localizada na Galileia. No local, testemunha o dia a dia de Cristo, além de um de seus milagres mais conhecidos, a transformação da água em vinho.
Também descobre como Jesus se relacionava com a própria família, como foram selecionados os 12 apóstolos e detalhes sobre a personalidade dos seguidores do líder cristão.
Ainda no ínicio do ano, a obra "O Enviado" (Planeta, 2011), de Benitez, foi republicada no Brasil. O título analisa o Santo Sudário, tecido que teria coberto o rosto de Jesus Cristo após sua morte, supostamente marcado com suas feições.
O espanhol também é autor de "O Homem que Sussurava aos Ummitas" e "Enfim Livre!".
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"Operação Cavalo de Tróia: Caná"Autor: J. J. Benitez
Editora: Planeta
Páginas: 1040
Quanto: R$ 59,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Livro "Jesus, o Maior Psicólogo que Já Existiu" aproxima religião e ciência
da Livraria da Folha
| Reprodução |
"Jesus, o Maior Psicólogo que Já Existiu" traz uma abordagem diferente e curiosa sobre religião e ciência.
A proposta do autor Mark Baker é aproveitar os ensinamentos positivos sobre comunidade, respeito e alegria, vistos na religião, e aplicá-los nos novos campos de estudo da psicologia, no intuito de provocar a reflexão e o bem-estar frente aos problemas cotidianos.
Apesar da seriedade do tema, o autor consegue apresentar suas ideias como lições concisas e sábias em textos leves e positivos.
Naturalmente, o teor e formato da obra acabam vertendo para a autoajuda, com perguntas que questionam o leitor a respeito de suas virtudes, fé ideal e forma de se relacionar com o próximo.
Passagens da obra tomam histórias de outras pessoas para mostrar diferentes tipos de dificuldades, dores e lições que a vida oferece, marcadas por sentenças tiradas da Bíblia e frases de impacto.
Para Mark Weber, os ensinamentos religiosos são a melhor forma de fazer você se encontrar, conhecer os próprios sentimentos, dificuldades e pontos fortes para aproveitar a vida com valor e amor.
Recentemente, o mais pop "filósofo da autoajuda", o suiço Alain de Botton, tem desenvolvido seu trabalho como que em paralelo. Lançado no Brasil pela editora Intrínseca, seu livro "Religião para Ateus" (R$ 14,90), busca por meio de textos ensaísticos, aproveitar pontos fortes da religião para aplicá-los na sociedade. O autor é ateu, mas crê ser possível usar algumas das lições de fé e humildade sem levar em conta o mundo espiritual, para o crescimento interior e melhor comunicação com o próximo.
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Nova livraria online especializada em literatura gay e lésbica entra na net
A editora Bubok anunciou hoje a abertura de uma livraria online especializada em literatura lésbica, gay,
A editora Bubok anunciou hoje a abertura de uma livraria online especializada em literatura lésbica, gay, bissexual e transgénero (LGBT), Arco-íris, assumida como espaço exclusivo para quem quer ler e publicar obras sobre este tema.
A Arco-íris abriu com dois títulos inéditos em Portugal, "Um amor diferente", de Francesca White, e "Mesa 27", de Adriana Nicolodi, este em parceria com a editora brasileira Livronovo.
"Esta livraria é um espaço exclusivo para os que querem ler e publicar histórias com esta temática e esperamos que em breve possa ter um catálogo de referência no género e com um forte compromisso cultural", refere a editora. A Bubok, "editora onde todos podem publicar gratuitamente, já tem mais de 4.500 livros publicados em dois anos, mais de seis a cada novo dia".
"Como parte deste lançamento, estivemos já na sede da ILGA para um workshop de auto-publicação e estamos a desenvolver parcerias com as principais associações nacionais que representam esta imensa minoria de autores e leitores arco-íris", acrescenta a editora.
"Esta livraria é um espaço exclusivo para os que querem ler e publicar histórias com esta temática e esperamos que em breve possa ter um catálogo de referência no género e com um forte compromisso cultural", refere a editora. A Bubok, "editora onde todos podem publicar gratuitamente, já tem mais de 4.500 livros publicados em dois anos, mais de seis a cada novo dia".
"Como parte deste lançamento, estivemos já na sede da ILGA para um workshop de auto-publicação e estamos a desenvolver parcerias com as principais associações nacionais que representam esta imensa minoria de autores e leitores arco-íris", acrescenta a editora.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Ator do "Saturday Night Live" revela abusos da mãe e automutilações
O comediante americano Darrell Hammond, que integrou o elenco do programa de TV Saturday Night Live (25/10/2011)
O comediante americano Darrell Hammond, que integrou o elenco do programa de TV "Saturday Night Live" por 14 anos, afirma em uma autobiografia que sofreu violentos abusos por parte de sua mãe durante a infância, incluindo choques elétricos, que já cometeu automutilações e que foi viciado em álcool, cocaína e crack.Hammond, 56 anos, participou do elenco do "Saturday Night Live" entre 1995 e 2009, tornando-se o ator que participou por mais tempo como integrante regular do programa. Ele ficou famoso por imitar personalidades, como o presidente americano Bill Clinton, seu vice, Al Gore, o empresário Donald Trump e o ator Sean Connery, entre outros.A autobiografia de Hammond, entitulada "God, If You're Not Up There, I'm F*cked" ("Deus, Se Você Não Estiver Aí em Cima, Estou Ferrado", em tradução livre do inglês), traz relatos da vida do comediante desde a infância até a fama na TV, com destaque aos episódios envolvendo abusos em sua infância e problemas com drogas. Em entrevista à rede CNN, Hammond disse que, enquanto criança, sofreu golpes, facadas e até choques elétricos por parte de sua mãe. "Eu fui vítima de uma brutalidade sistemática e prolongada", disse o ator à CNN. "Minha mãe fez algumas coisas que me custaram caro."Segundo o comediante, os abusos sofridos na infância o levaram a várias hospitalizações, tratamentos psiquiátricos e automutilações, cometidas até mesmo nos bastidores do "Saturday Night Live".
Álcool, cocaína e crack
Em sua autobiografia, Hammond afirma que, por muito anos, bebeu grandes quantidades de álcool, inclusive na NBC, emissora que produz o Saturday Night Live. "Eu mantinha um copo de Rémy (uma marca de conhaque) em minha mesa no trabalho (...) quando a bebida não funcionava, eu me cortava", escreveu o comediante.Hammond diz em seu livro que, em uma ocasião em 1998, policiais o retiraram do prédio da NBC "em uma camisa de força", para levá-lo a um hospital. "A minha mulher chegou, mas eu não a reconheci", diz ele na autobiografia.Além de beber, o ator diz que consumiu "quantidades obscenas" de cocaína a partir de 2002. Após passar por um programa de reabilitação, ele afirma que teve uma recaída em 2009, quando começou a fumar crack, frequentando zonas perigosas do bairro do Harlem, em Nova York.Hammond afirma estar recuperado, livre do álcool e das drogas. Sua autobiografia chega às livrarias americanas em 8 de novembro.
Guia sexual para esposas muçulmanas estimula o prazer em grupo
Agencia EFE
Paula Regueira Leal.
Jacarta, 25 out (EFE).- Uma associação indonésia de esposas muçulmanas, que propõe a submissão da mulher para combater o divórcio e a violência doméstica, editou uma guia que estimula o sexo em grupo para fortalecer os casamentos polígamos, assunto que gerou rejeição de entidades muçulmanas e de direitos humanos.
'Islamic sex, fighting Jews to return Islamic sex to the world' (Sexo islâmico, combatendo os judeus para devolver o sexo islâmico ao mundo, em livre tradução) é o título do manual de 115 páginas que foi distribuído entre as mais de 1 mil fãs na Indonésia, Malásia e Cingapura pelo 'Obedient Wives Club', ou seja, Clube da Esposas Obedientes.A organização alcançou notoriedade ao defender que as mulheres devem se comportar como prostitutas especialistas na cama para atender os desejos dos maridos e manter a união familiar.
A espécie de 'Kama Sutra' para preservação do casamento oferece, sem conter nenhuma fotografia ou desenho, instruções sobre como entreter, obedecer e dar prazer aos maridos.Com este intuito pedagógico, a associação pretende melhorar o desempenho das mulheres que só oferecem 10% do desejo de seus cônjuges, segundo o texto.A imprensa local revelou trechos do manual, apesar de 'a leitura ser restrita as integrantes do clube', revelou à Agência Efe a diretora da associação na Indonésia, Gina Puspita.'Alá garantiu ao homem a possibilidade de ter sexo simultâneo com todas suas esposas. Se a mulher assim agir, o sexo será melhor', diz um dos capítulos do guia, que estimula as mulheres a manter relações com seus maridos e com suas demais esposas.Vários países muçulmanos mantêm a poligamia, prática pela qual os homens muçulmanos podem se casar com mais de uma mulher sempre que possuam meios para sustentá-las.O livro mostra em outros capítulos como as mulheres podem satisfazer seus maridos descrevendo atos sexuais e defendendo que o sexo é uma forma de prece.
A fundadora do grupo, Maznah Taufik, considera que as separações são resultado do fracasso das mulheres em dar prazer a seus maridos.'O abuso doméstico acontece porque as esposas não obedecem aos maridos. O homem é o responsável pelo bem-estar da mulher, mas ela deve escutá-lo e obedecê-lo', disse Taufik à imprensa.
O manual recebeu duras críticas de inúmeros grupos muçulmanos, organizações de direitos humanos e até mesmo de ministros.A responsável pela associação feminista Empower criticou a visão 'atrasada e estreita' do papel da mulher no guia.'É realmente um insulto ao movimento de defesa dos direitos da mulher. Avançamos o suficiente para que as mulheres não sejam mais tratadas como meros objetos sexuais', defendeu.
Ratna Osnan, líder do grupo muçulmano Irmãs no Islã, denunciou que 'os homens que abusam costumam utilizar o comportamento de suas esposas como justificativa de seus atos embora sejam sua responsabilidade'.O ministro de Assuntos Islâmicos da Malásia, Jamil Khir Baharom, anunciou que irá analisar o conteúdo do livro para determinar se é pornográfico ou ofensivo ao islã.
Na Indonésia - o país com mais muçulmanos do mundo onde 80% de seus 240 milhões de habitantes praticam esta religião - o clube se nega a fornecer mais detalhes sobre um guia de 'uso privado e exclusivo'. EFE
Jacarta, 25 out (EFE).- Uma associação indonésia de esposas muçulmanas, que propõe a submissão da mulher para combater o divórcio e a violência doméstica, editou uma guia que estimula o sexo em grupo para fortalecer os casamentos polígamos, assunto que gerou rejeição de entidades muçulmanas e de direitos humanos.
'Islamic sex, fighting Jews to return Islamic sex to the world' (Sexo islâmico, combatendo os judeus para devolver o sexo islâmico ao mundo, em livre tradução) é o título do manual de 115 páginas que foi distribuído entre as mais de 1 mil fãs na Indonésia, Malásia e Cingapura pelo 'Obedient Wives Club', ou seja, Clube da Esposas Obedientes.A organização alcançou notoriedade ao defender que as mulheres devem se comportar como prostitutas especialistas na cama para atender os desejos dos maridos e manter a união familiar.
A espécie de 'Kama Sutra' para preservação do casamento oferece, sem conter nenhuma fotografia ou desenho, instruções sobre como entreter, obedecer e dar prazer aos maridos.Com este intuito pedagógico, a associação pretende melhorar o desempenho das mulheres que só oferecem 10% do desejo de seus cônjuges, segundo o texto.A imprensa local revelou trechos do manual, apesar de 'a leitura ser restrita as integrantes do clube', revelou à Agência Efe a diretora da associação na Indonésia, Gina Puspita.'Alá garantiu ao homem a possibilidade de ter sexo simultâneo com todas suas esposas. Se a mulher assim agir, o sexo será melhor', diz um dos capítulos do guia, que estimula as mulheres a manter relações com seus maridos e com suas demais esposas.Vários países muçulmanos mantêm a poligamia, prática pela qual os homens muçulmanos podem se casar com mais de uma mulher sempre que possuam meios para sustentá-las.O livro mostra em outros capítulos como as mulheres podem satisfazer seus maridos descrevendo atos sexuais e defendendo que o sexo é uma forma de prece.
A fundadora do grupo, Maznah Taufik, considera que as separações são resultado do fracasso das mulheres em dar prazer a seus maridos.'O abuso doméstico acontece porque as esposas não obedecem aos maridos. O homem é o responsável pelo bem-estar da mulher, mas ela deve escutá-lo e obedecê-lo', disse Taufik à imprensa.
O manual recebeu duras críticas de inúmeros grupos muçulmanos, organizações de direitos humanos e até mesmo de ministros.A responsável pela associação feminista Empower criticou a visão 'atrasada e estreita' do papel da mulher no guia.'É realmente um insulto ao movimento de defesa dos direitos da mulher. Avançamos o suficiente para que as mulheres não sejam mais tratadas como meros objetos sexuais', defendeu.
Ratna Osnan, líder do grupo muçulmano Irmãs no Islã, denunciou que 'os homens que abusam costumam utilizar o comportamento de suas esposas como justificativa de seus atos embora sejam sua responsabilidade'.O ministro de Assuntos Islâmicos da Malásia, Jamil Khir Baharom, anunciou que irá analisar o conteúdo do livro para determinar se é pornográfico ou ofensivo ao islã.
Na Indonésia - o país com mais muçulmanos do mundo onde 80% de seus 240 milhões de habitantes praticam esta religião - o clube se nega a fornecer mais detalhes sobre um guia de 'uso privado e exclusivo'. EFE
domingo, 23 de outubro de 2011
"Mentes Ansiosas" ensina aos mais afoitos a como ter equilíbrio na vida
da Livraria da Folha
| Divulgação |
| Medo pode ser um exemplo de ansiedade que altera sua vida |
"Mentes Ansiosas" é o novo livro de Ana Beatriz Barbosa Silva, a psiquiatra responsável por tornar acessível o diagnóstico dos sintomas mais agudos da sociedade contemporânea.
Já foi assim com o estrondoso sucesso "Bullying", além dos também aclamados "Mentes Perigosas" e "Mentes e Manias". Nesta nova obra, a psiquiatra conversa com um vasto público, o dos ansiosos e afoitos, estes que sofrem muitas vezes apenas com suposições, e não necessariamente fatos reais.
Mais do que nunca, a ansiedade tem sua causa na cultura, no modo de vida que a sociedade capitalista de consumo tem se comportado frente a tanta oferta e objetivos (obrigações) de vida feliz.
A psiquiatra usa como referência as definições estabelecidas pela Associação de Psiquiatria Americana, para agrupar e apontar as diversas formas e os diferentes graus de intensidade dos transtornos de ansiedade:
1 - Súbitos ataques de pânico, que podem evoluir para o transtorno do pânico.
2 - Fobia social ou timidez patológica, na qual as pessoas percebem ameaças potenciais em situações sociais e em exposição ao público.
3 - Medos diversos ou fobias simples, cuja ameaça provém de estímulos bem específicos (animais, lugares fechados, chuvas, avião, etc.)
4 - Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), quando se vive experiências traumáticas significativas (seqüestros, perdas de entes queridos, acidentes, etc.)
5 - Transtorno de ansiedade generalizada (TAG), que se caracteriza por um estado permanente de ansiedade, sem qualquer associação direta com situações ou objetos específicos
6 - Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), no qual a mente é invadida por pensamentos intrusivos e sempre de conteúdo ruim (obsessões), que desencadeiam rituais repetitivos e exaustivos (compulsões), na tentativa de exorcizar tais ideias.
Com muita cautela, a psiquiatra explica e esclarece o que vem a ser a ansiedade, sua associação com o medo, em quais outras particularidades ela pode se desdobrar e o que não é ansiedade também.
*
"Mentes Ansiosas"Autora: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
Páginas: 208
Quanto: R$ 26,90 (preço promocional)*
Onde comprar: 0800-140090 ou na Livraria da Folha
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Romance inédito de José Saramago será publicado neste mês
O autor português escreveu ‘Claraboia’ nos anos 1950.
Publicação póstuma foi autorizada pelo vencedor do Nobel.
Da EFE
Comente agora
publicado apenas após sua morte (Foto: AP)
"Claraboia” é a história de uma casa e, segundo Pilar, está escrita em uma prosa mais convencional que a maioria das obras posteriores de Saramago.
Johnny Depp pode protagonizar filme sobre The Beatles
Johnny Depp pode assumir o papel de Derek Taylor, o publicitário que marcou a história da banda The Beatles
Getty ImagesJohnny Depp
Johnny Depp (48) segue firme na corrida para ser o protagonista do filme The Longest Cocktail Party, baseado no livro homônimo, que conta a história da maior banda de todos os tempos, The Beatles. Os únicos dois empecilhos para que o ator assuma o papel de Derek Taylor, publicitário do grupo que dá liga a história, são a idade e o sotaque americano.
“Johnny no elenco seria ótimo. Mas o problema é: Derek Taylor, que é o personagem principal, veio de Liverpool e tem provavelmente 32 ou 33 anos no roteiro. Johnny tem 48 ou algo assim, e é americano, então é mais que a faixa etária. Há outros papeis que ele poderia fazer, mas quanto a viver Derek... eu não sei”, declarou Michael Winterbottom, que vai dirigir o longa.Os direitos dos filme estão nas mães de Liam Gallagher, do Oasis, que irá assinar como produtor do projeto. Foi ele quem sugeriu Johnny Depp para o papel.
“Ok, mas para começar, quem se importa se Johnny é americano? Você nunca viu ele atuando? Ele pode ser britânico em qualquer dia da semana”, ponderou Michael.
Getty ImagesJohnny Depp
Johnny Depp (48) segue firme na corrida para ser o protagonista do filme The Longest Cocktail Party, baseado no livro homônimo, que conta a história da maior banda de todos os tempos, The Beatles. Os únicos dois empecilhos para que o ator assuma o papel de Derek Taylor, publicitário do grupo que dá liga a história, são a idade e o sotaque americano.
“Johnny no elenco seria ótimo. Mas o problema é: Derek Taylor, que é o personagem principal, veio de Liverpool e tem provavelmente 32 ou 33 anos no roteiro. Johnny tem 48 ou algo assim, e é americano, então é mais que a faixa etária. Há outros papeis que ele poderia fazer, mas quanto a viver Derek... eu não sei”, declarou Michael Winterbottom, que vai dirigir o longa.Os direitos dos filme estão nas mães de Liam Gallagher, do Oasis, que irá assinar como produtor do projeto. Foi ele quem sugeriu Johnny Depp para o papel.
“Ok, mas para começar, quem se importa se Johnny é americano? Você nunca viu ele atuando? Ele pode ser britânico em qualquer dia da semana”, ponderou Michael.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
"Garotas que leem nuas" sacodem Nova York
Desfrutar os textos de Shakespeare, Oscar Wilde ou Henrik Ibsen lidos por belas mulheres nuas, ouvindo tudo com um copo na mão, num ambiente descontraído: esta é a proposta de "Naked Girls Reading", uma experiência incomum que está sacudindo Nova York, uma vez por mês.Trinta pessoas - em maioria jovens casais e grupos de homens - aguardam num pequeno salão, com velhas cadeiras clássicas e lâmpadas de luz vermelha no primeiro andar de um bar de Greenwich Village, no centro de Manhattan.Logo, quatro meninas de roupão e saltos altos sobem num pequeno estrado decorado com um grande divã, ao lado de um microfone. As pessoas aplaudem, entre elas um homem de meia-idade que, até o momento, lia tranquilamente o jornal, ao lado da companheira."Bem-vindos! Gostaria de começar apresentando-lhes nossas meninas nuas que lerão esta noite", anuncia Nasty Canasta, uma jovem de cabeleira loura e silhueta fina, artista do gênero neoburlesco, que lidera a trupe.Em seguida, Gal Friday, Sapphire Jones, Tansy e ela própria tiram os roupões e, como Deus as trouxe ao mundo, começam a ler passagens selecionadas sobre autores famosos e nem tanto, neste espetáculo de "literatura completamente frontal"."The Importance of Being Earnest", do escritor britânico Oscar Wilde ou "Casa de Bonecas" do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen são alguns livros escolhidos para esta vesperal dedicada ao teatro, durante a qual as quatro moças exibem um verdadeiro talento oratório.A plateia ri dos diálogos picantes ou muito inteligentes, mas também acompanha em silêncio atento os momentos de emoção, por exemplo, quando Sapphire Jones dedica um texto de Shakespeare à avó, falecida há duas semanas."Gosto de narrar histórias e esta é a minha maneira. Sinto-me confortável, nua", conta à AFP Nasty Canasta ao final das leituras, que duram quase duas horas, com um intervalo.A seu lado, Gal Friday concorda e lembra que ficou "nervosa" a primeira vez que leu nua em público, mas que agora já nem se dá conta disso."Quando alguém vem aqui pela primeira vez diz: 'Oh, há uma garota nua!' Mas depois, quando começamos a ler, os olhares sobem", comenta Friday com uma risada. Ela como as outras têm experiência em teatro.
A ideia de "Naked Girls Reading" nasceu em Chicago (norte dos Estados Unidos), em março de 2009, das mãos de Michelle L'Amour, uma conhecida artista americana do gênero neoburlesco."Meu marido me encontrou uma vez sentada na cadeira, lendo nua. Digamos que se viu inspirado pela imagem. Começamos a rir e a conversar sobre a criação do evento Naked Girls Reading. E compramos o site na internet", conta L'Amour à AFP.Michelle entrou logo em contato com Nasty para produzir o espetáculo em Nova York, que teve sua primeira leitura em outubro de 2009. Prepara, agora, um grande evento para celebrar o segundo aniversário.
Atualmente, o espetáculo é produzido em várias cidades americanas e em algumas europeias, como Londres e Copenhague."As leituras estão aí para fazer com que as pessoas se excitem com a literatura. Você pode ouvir bela literatura enquanto observa mulheres formosas. É uma combinação perfeita", explica L'Amour.A escolha das meninas leitoras exige certas características, segundo Nasty Canasta."Em maioria é gente que conheço e está disposta. Para os espectadores, que se despedem das garotas com um grande aplauso, o resultado é convincente.
"Foi maravilhoso. Quando começaram a ler esqueci que estavam nuas", comenta Ellen Snare, uma advogada de 32 anos que assistiu pela primeira vez ao espetáculo."A escolha das passagens foi perfeita", conclui, assegurando que vai recomendar os amigos.
A ideia de "Naked Girls Reading" nasceu em Chicago (norte dos Estados Unidos), em março de 2009, das mãos de Michelle L'Amour, uma conhecida artista americana do gênero neoburlesco."Meu marido me encontrou uma vez sentada na cadeira, lendo nua. Digamos que se viu inspirado pela imagem. Começamos a rir e a conversar sobre a criação do evento Naked Girls Reading. E compramos o site na internet", conta L'Amour à AFP.Michelle entrou logo em contato com Nasty para produzir o espetáculo em Nova York, que teve sua primeira leitura em outubro de 2009. Prepara, agora, um grande evento para celebrar o segundo aniversário.
Atualmente, o espetáculo é produzido em várias cidades americanas e em algumas europeias, como Londres e Copenhague."As leituras estão aí para fazer com que as pessoas se excitem com a literatura. Você pode ouvir bela literatura enquanto observa mulheres formosas. É uma combinação perfeita", explica L'Amour.A escolha das meninas leitoras exige certas características, segundo Nasty Canasta."Em maioria é gente que conheço e está disposta. Para os espectadores, que se despedem das garotas com um grande aplauso, o resultado é convincente.
"Foi maravilhoso. Quando começaram a ler esqueci que estavam nuas", comenta Ellen Snare, uma advogada de 32 anos que assistiu pela primeira vez ao espetáculo."A escolha das passagens foi perfeita", conclui, assegurando que vai recomendar os amigos.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Jô Soares escreve livro sobre assassino de mulheres gordas
De acordo com o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, Jô Soares entregou à editora Companhia das Letras seu novo romance, que deverá ser lançado na última semana de outubro.
A nova obra do apresentador conta a história de um homem que, após sofrer traumas com a mãe obesa, passar a matar mulheres gordas.
A nova obra do apresentador conta a história de um homem que, após sofrer traumas com a mãe obesa, passar a matar mulheres gordas.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Biblioteca Britânica e Google fecham acordo para digitalizar 250 mil livros de acervo
Projeto disponibilizará online até 40 milhões de páginas escritas entre 1700 e 1870.
A Biblioteca Britânica e o Google anunciaram nesta segunda-feira uma parceria para ditigalizar 250 mil livros do acervo da biblioteca.
Os artigos que serão digitalizados não possuem restrições relativas a direitos autorais.
Os títulos, que abrangem um total de 40 milhões de páginas, datadas de 1700 a 1870, foram selecionados pela Biblioteca Britânica e digitalizados pelo Google, que irá arcar com todos os custos do processo.
Entre os primeiros itens a ser digitalizados estão panfletos feministas a respeito da rainha Maria Antonieta, de 1791, um documento sobre o primeiro submarino movido por um motor de combustão, de 1858, e um texto que oferece um relato detalhado de um hipopótamo empalhado do príncipe de Orange, de 1775.
Uma vez digitalizados, os textos poderão ser consultados na íntegra, baixados e lidos por meio do programa Google Books.Pesquisadores e estudantes em qualquer parte do mundo poderão ter acesso aos itens digitalizados e copiá-los e compartilhá-los desde que o façam sem fins comerciais.
A parceria com o Google é o mais recente acordo firmado pela Biblioteca Britânica com entidades privadas para digitalizar a coleção da biblioteca.Recentemente, a instituição anunciou uma parceria com a editora online britânica brightsolid para digitalizar 40 milhões de páginas de sua coleção de periódicos e já havia firmado anteriormente um acordo com a Microsoft para digitalizar 65 mil livros do século 19, alguns dos quais estão disponíveis atualmente por meio de aplicativos do iPad, da Apple.
Os artigos que serão digitalizados não possuem restrições relativas a direitos autorais.
Os títulos, que abrangem um total de 40 milhões de páginas, datadas de 1700 a 1870, foram selecionados pela Biblioteca Britânica e digitalizados pelo Google, que irá arcar com todos os custos do processo.
Entre os primeiros itens a ser digitalizados estão panfletos feministas a respeito da rainha Maria Antonieta, de 1791, um documento sobre o primeiro submarino movido por um motor de combustão, de 1858, e um texto que oferece um relato detalhado de um hipopótamo empalhado do príncipe de Orange, de 1775.
Uma vez digitalizados, os textos poderão ser consultados na íntegra, baixados e lidos por meio do programa Google Books.Pesquisadores e estudantes em qualquer parte do mundo poderão ter acesso aos itens digitalizados e copiá-los e compartilhá-los desde que o façam sem fins comerciais.
A parceria com o Google é o mais recente acordo firmado pela Biblioteca Britânica com entidades privadas para digitalizar a coleção da biblioteca.Recentemente, a instituição anunciou uma parceria com a editora online britânica brightsolid para digitalizar 40 milhões de páginas de sua coleção de periódicos e já havia firmado anteriormente um acordo com a Microsoft para digitalizar 65 mil livros do século 19, alguns dos quais estão disponíveis atualmente por meio de aplicativos do iPad, da Apple.
sábado, 18 de junho de 2011
Viúva deposita cinzas de Saramago em pé de oliveira em Lisboa
Evento ocorre no primeiro aniversário de morte do escritor português.Árvore foi transplantada da aldeia natal de Saramago.
Da France Presse
pé de oliveira (Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP)
Os restos do Prêmio Nobel de Literatura de 1998, falecido na ilha espanhola de Lanzarote aos 87 anos, descansarão em frente à "Casa dos Bicos", sede da Fundação José Saramago, que abrirá suas portas em novembro, na praça Campo das Cebolas, às margens do rio Tejo.
Na presença de sua viúva e tradutora, a espanhola Pilar del Río, numerosas personalidades do mundo da cultura e da política, assim como admiradores, participaram da cerimônia concluída com homenagens ao autor de "O Evangelho segundo Jesus Cristo" e "Ensaio sobre a cegueira", entre outros livros.
Um romance inédito que Saramago concluiu em 1953, mas que não quis publicar em vida, será publicado em Portugal no final do ano, anunciou nesta semana sua editora.
Em 2008, a obra "Ensaio sobre a Cegueira" (1995) foi transformada em filme pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles. O longa teve Julianne Moore e Mark Ruffalo como protagonistas.
O escritor, um dos maiores nomes da literatura contemporânea, também foi contemplado com um prêmio Camões.Entre as obras publicadas por Saramago estão: "Manual de Pintura e Caligrafia" (1977), "Levantado do Chão" (1980), "Memorial do Convento" (1982), "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (1986), "A Jangada de Pedra" (1986), "História do Cerco de Lisboa" (1989), "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (1991),"Todos os Nomes" (1997), "O Homem Duplicado" (2003), "As Intermitências da Morte" (2005) e "Caim" (2009).
Antes de morrer, José Saramago lançou uma nova edição de "A Jangada de Pedra" e toda a renda arrecadada com as vendas foi revertida para as vítimas do terremoto no Haiti. O preço total do livro, 15 euros, foi doado ao fundo de emergência da Cruz Vermelha do país.José de Sousa Saramago nasceu no dia 16 de novembro de 1922, na aldeia portuguesa de Azinhaga, província de Ribatejo. Filho dos camponeses José de Sousa e Maria da Piedade, mudou-se para Lisboa aos 2 anos, onde viveu grande parte de sua vida.
Em seu livro "As Pequenas Memórias" (2006), o escritor conta que Saramago era, na verdade, o apelido pelo qual seu pai era conhecido na aldeia, e também o nome de uma planta que serve de alimento aos pobres quando há escassez de comida.Publicou seu primeiro livro, "Terra do Pecado", em 1947. Em 1980, lançou "Levantado do Chão", considerado seu primeiro grande romance. Em 1991, publicou o polêmico "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", que foi censurado pelo governo português, levando o autor a se exilar em Lanzarote.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Onda de eutanásia-Com Alzheimer, escritor Terry Pratchett cogita suicídio assistido
Ele tomou decisão após acompanhar morte de empresário em documentário.Autor britânico vendeu mais de 65 milhões de livros da série 'Discworld';
Do G1, em São Paulo
Prachett já vendeu mais de 65 milhões de livros da franquia "Discworld", saga de fantasia que lançou em 1983.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Gays-Fotógrafa Cassia Tabatini lança livro de amigos nus
A fotógrafa Cassia Tabatini lança nesta quarta (8) em São Paulo o livro “The Nude Project”, que reúne 24 fotos tiradas em quatro anos (de 2007 a 2011), com nus masculinos, retratos de amigos e conhecidos da artista. O livro, que participou de uma instalação de Amilcar Packer, na semana passada, na Galeria Vermelho (dentro da programação do festival Pop Porn), será vendido no lançamento e, depois, no site de Tabatini. Acima, imagem de “Klaus”, um dos retratados no livro. Abaixo, uma pequena entrevista com a fotógrafa.
O nu na arte aparece tanto como um tema clássico, como um “flerte” com a pornografia. Você acha que suas fotos pendem mais para que lado?
Nenhum dos dois. Acho que minhas fotos acho que estão mais pra relação social. Por acaso, as pessoas que fotografei estão nuas. Não pretendo dismitificar a pornografia. Tudo faz parte de minha relação social, são pessoas que eu conheço, de meu circulo de amigos. Acho também que elas têm um pouco de feminismo “moderno”. É uma coisa da mulher que pega uma câmera e vai fotografar homens nus, gays, como uma declaração de amor.
E tem só amigos gays?
Não, tem héteros também, mas é minoria.
Por que. Você não fotografo homens heterossexuais?
Fotografo. Mas tenho mais amigos gays.
Como você acha que o fato de você ser heterossexual e todos os seus modelos gays afeta o resultado final de suas fotos?
Quando comecei a fazer essas fotos, em 2007, eu chamava pra posar pessoas que se montavam muito, e eu tinha a curiosidade de saber como relas eram sem roupa. Então eu pedia pra elas ficarem nuas e aparecessem do jeito como elas queriam. Mas nuas. Se eu fosse homem, talvez rolasse um flerte, ou uma tensão, comigo, por eu ser mulher e amiga deles, era super relaxado e natural. Eu dizia: “faz de conta que vc está de roupa e está posando pra mim pra um retrato”.
As fotos vêm acompanhadas de pequenos textos…
Os textos foram escritos depois de editar o livro. Foi o Pablo (Pablo León de la Barra, artista e curador espanhol), que sugeriu que eu incluísse esses textos, que, de alguma forma, contextualizam minha relação com as pessoas retratadas. São textos informais, como bilhetes, como se eu estivesse escrevendo uma mensagem rápida pra aquele amigo.
E você já está trabalhando em algum novo projeto?
Sim, estou fazendo uma série de fotos em que eu também apareço. Também são nus.
Você também aparece nua?
Até agora, sim. Vamos ver até onde eu agüento.
É mais fácil fotografar os outros?
Claro!
***
COMO CLUBE-ATELIER
Pça da República, 80 (Ed. Esther), cj. 905
Das 19h às 23h30
A partir de quinta o livro estará à venda no site
htto://www.cassiatabatini.co.uk/
“The Nude Project”
Cassia Tabatini
24 páginas
R$ 35
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Cuba festeja centenário de nascimento de poeta homossexual
Cuba vai pagar uma das suas "maiores dívidas culturais", ao celebrar o centenário do nascimento do poeta e dramaturgo Virgilio Piñera (1912-1979), que foi marginalizado devido à sua homossexualidade, informou hoje o jornal oficial Granma.
Segundo o órgão do Partido Comunista cubano, algumas obras do escritor vão ser reeditadas e diversos textos inéditos publicados.
Virgilio Piñera, dramaturgo, poeta, romancista e crítico, morreu aos 67 anos, devido a uma crise cardíaca, em completo isolamento editorial e público. Várias personalidades literárias cubanas foram marginalizadas por causa da sua homossexualidade nos anos 70, numa altura em que o regime de Fidel Castro enviava os homossexuais para campos de reeducação.
DN Globo
Autor de renome continental, mais conhecido como dramaturgo e narrador do que como poeta, a obra de Piñera se caracteriza pelo absurdo, pela descontração e pela expressão conversacional *. Na década de 1940, integrou-se ao grupo de Orígenes, tomando-se uma espécie de franco-atirador das posições existencialistas, e produzindo, já em Las furias (1941), uma poesia impregnada de originalidade. Radicou-se na Argentina, até época próxima ao triunfo da Revolução. De regresso a Cuba, Piñera publicou La vida entera (1969), que reúne o essencial da sua criação lírica. Postumamente, apareceu Una broma colosal (1988). Alguns de seus poemas publicados de maneira dispersa, e outros poemas inéditos aguardam compilação em livro. Para a geração dos poetas coloquialistas, "Vida de Flora" representa a culminação dos dotes criativos do autor. Nesse poema, Virgilio coloca no papel de heroína uma passadeira**, cantada não pelos seus olhos nem pelos seus lábios de mulata tropical, mas sim pelos seus pés grandes, já que Piñera gostava de ressaltar a enormidade em tudo.
N. do T: Conversacional": ainda que esta palavra não esteja dicionarizada em português nem em espanhol. resolvemos conservá-la por tratar-se de expressão específica de terminologia literária de Cuba.
N. do T.: "Passadeira" - mulher que passa roupa a ferro.
UN DUQUE DE ALBA
A Lezama
Por más de veinte años
un duque de Alba
permaneció echado en su cama.
Entre la mugre de sus detritus
y la lepra de un amor desdichado,
veía salir el sol y ponerse,
veía, como una tumba más, la noche.
El aire mefítico que respiraba
mezclado venía con la fragancia
de los azahares de su amada.
A este duque de Alba, tan feliz,
lo envidiamos noblemente,
nosotros, en edad asolada
por la tecnocracia y la desconfianza.
Este duque de Alba tenía un solo
pensamiento, una idea, pero suya.
Lo iba gastando,
y al mismo tiempo enriquecía.
Pero nosotros, en varias camas,
con mugres y millones de lepras,
entre planes y simulaciones,
ya no sufrimos nada.
Nos permiten tomar pastillas,
y callar.
1972. (De: Una broma colosal, 1988)
Extraídos de VINTE POETAS CUBANOS DO SÉCULO XX; seleção, prefácio e notas de Virgilio López Lemus. Trad. Alai Garcia Diniz, Luizete Guimarães Barros. Florianópolis:Editora de UFSC, 1995.
Segundo o órgão do Partido Comunista cubano, algumas obras do escritor vão ser reeditadas e diversos textos inéditos publicados.
Virgilio Piñera, dramaturgo, poeta, romancista e crítico, morreu aos 67 anos, devido a uma crise cardíaca, em completo isolamento editorial e público. Várias personalidades literárias cubanas foram marginalizadas por causa da sua homossexualidade nos anos 70, numa altura em que o regime de Fidel Castro enviava os homossexuais para campos de reeducação.
DN Globo
Autor de renome continental, mais conhecido como dramaturgo e narrador do que como poeta, a obra de Piñera se caracteriza pelo absurdo, pela descontração e pela expressão conversacional *. Na década de 1940, integrou-se ao grupo de Orígenes, tomando-se uma espécie de franco-atirador das posições existencialistas, e produzindo, já em Las furias (1941), uma poesia impregnada de originalidade. Radicou-se na Argentina, até época próxima ao triunfo da Revolução. De regresso a Cuba, Piñera publicou La vida entera (1969), que reúne o essencial da sua criação lírica. Postumamente, apareceu Una broma colosal (1988). Alguns de seus poemas publicados de maneira dispersa, e outros poemas inéditos aguardam compilação em livro. Para a geração dos poetas coloquialistas, "Vida de Flora" representa a culminação dos dotes criativos do autor. Nesse poema, Virgilio coloca no papel de heroína uma passadeira**, cantada não pelos seus olhos nem pelos seus lábios de mulata tropical, mas sim pelos seus pés grandes, já que Piñera gostava de ressaltar a enormidade em tudo.
N. do T: Conversacional": ainda que esta palavra não esteja dicionarizada em português nem em espanhol. resolvemos conservá-la por tratar-se de expressão específica de terminologia literária de Cuba.
N. do T.: "Passadeira" - mulher que passa roupa a ferro.
UN DUQUE DE ALBA
A Lezama
Por más de veinte años
un duque de Alba
permaneció echado en su cama.
Entre la mugre de sus detritus
y la lepra de un amor desdichado,
veía salir el sol y ponerse,
veía, como una tumba más, la noche.
El aire mefítico que respiraba
mezclado venía con la fragancia
de los azahares de su amada.
A este duque de Alba, tan feliz,
lo envidiamos noblemente,
nosotros, en edad asolada
por la tecnocracia y la desconfianza.
Este duque de Alba tenía un solo
pensamiento, una idea, pero suya.
Lo iba gastando,
y al mismo tiempo enriquecía.
Pero nosotros, en varias camas,
con mugres y millones de lepras,
entre planes y simulaciones,
ya no sufrimos nada.
Nos permiten tomar pastillas,
y callar.
1972. (De: Una broma colosal, 1988)
Extraídos de VINTE POETAS CUBANOS DO SÉCULO XX; seleção, prefácio e notas de Virgilio López Lemus. Trad. Alai Garcia Diniz, Luizete Guimarães Barros. Florianópolis:Editora de UFSC, 1995.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
"A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva" em apenas 21 dias
da Livraria da Folha
| Divulgação |
| Epidemia no mundo inteiro, é uma doença típica dos tempos modernos |
"A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva" é assinado pelo médico Gabriel Cousens, que afirma ser possível solucionar, em 21 dias, este grande problema moderno e que atinge milhões de pessoas. Tudo à base de uma dieta correta com alimentos de origem orgânica e vegetal.
"A cura do diabetes pelo alimento vivo parece um milagre, mas não é. É uma cura fisiológica, metabólica e bioquímica, mas que vem acompanhada de uma cura mental, emocional e cultural", destaca.
Dividido em duas partes, os primeiros capítulos discutem a pandemia mundial, as causas da doença e programas de acompanhamento, e em seguida apresenta a dieta responsável por controlar seus males e consequências. Cousens, logo no início do livro, monta um mapa-múndi com a evolução e distribuição geográfica da doença nos países e cidades. Ideias sobre o sedentarismo, consumo de lacticínios, estilo de vida, colesterol, cafés e bebidas com cafeína também são logo debatidas. A obra "contém mais de 530 referências, a maioria fontes fundamentais de informação, entre as quais centenas de publicações científicas de outros pesquisadores, abrangendo muitas décadas, que defendem abordagem nutricional para a reversão de diabetes", explica o autor. Na outra parte, como não podia deixar de ser, o especialista apresenta uma lista de receitas elaboradas com os princípios da alimentação viva e vegana. "A cozinha internacional do arco-íris" é baseada nas cores, diferenciações e propriedades de cada alimento, e ela é a responsável por alcançar os resultados nos 21 dias por meio de saladas, molhos, cereais e pães.
O programa foi realizado com participantes sob a coordenação do doutor Cousens, e os resultados foram satisfatórios, o que naturalmente o influenciou a escrever o livro e dividir com tantas outras pessoas a possibilidade de recuperar a saúde com uma alimentação saudável.
*
"A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva"Autor: Gabriel Cousens
Editora: Alaúde
Páginas: 468
Quanto: R$ 52,00
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
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