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sábado, 10 de dezembro de 2011

Revista gay questiona a sexualidade de Jesus Cristo

Dorian Magazine tenta passar uma imagem de Jesus consumista e homossexual

 
Revista gay questiona a sexualidade de Jesus Cristo
A revista sueca Dorian Magazine lançou sua edição de inverno dia 6/12 querendo gerar polêmica no mês em que o mundo todo comemora o nascimento de Jesus.
Sua edição mais recente traz na capa a foto de um modelo muito semelhante à imagem que a maioria das pessoas tem de Jesus Cristo. Entre as chamadas, vê-se o modelo que carrega sacolas e bolsas de marca, com ar consumista e a frase “Oh, meu Senhor!” logo abaixo, a pergunta “Jesus era gay?”.
A publicação que é voltada para o público gay, diz que fez uma profunda investigação para saber se o Messias poderia ter sido homossexual. No recheio da revista o modelo que “representa” Jesus anuncia vários produtos num editorial sobre presentes de luxo par ao Natal.A revista faz ainda uma entrevista com o chefão da Chanel, Karl Lagerfeld e traça perfis de artistas populares entre as adolescentes, Justin Bieber, Taylor Lautner e Robert Pattinson.
A revista pode ser baixada por três dólares na loja da iTunes. O vídeo promocional pode ser visto abaixo:
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Livro "Jesus, o Maior Psicólogo que Já Existiu" aproxima religião e ciência

da Livraria da Folha

Reprodução
Aproveite o preço promocional: R$ 15,92
 

"Jesus, o Maior Psicólogo que Já Existiu" traz uma abordagem diferente e curiosa sobre religião e ciência.
A proposta do autor Mark Baker é aproveitar os ensinamentos positivos sobre comunidade, respeito e alegria, vistos na religião, e aplicá-los nos novos campos de estudo da psicologia, no intuito de provocar a reflexão e o bem-estar frente aos problemas cotidianos.
Apesar da seriedade do tema, o autor consegue apresentar suas ideias como lições concisas e sábias em textos leves e positivos.
Naturalmente, o teor e formato da obra acabam vertendo para a autoajuda, com perguntas que questionam o leitor a respeito de suas virtudes, fé ideal e forma de se relacionar com o próximo.
Passagens da obra tomam histórias de outras pessoas para mostrar diferentes tipos de dificuldades, dores e lições que a vida oferece, marcadas por sentenças tiradas da Bíblia e frases de impacto.
Para Mark Weber, os ensinamentos religiosos são a melhor forma de fazer você se encontrar, conhecer os próprios sentimentos, dificuldades e pontos fortes para aproveitar a vida com valor e amor.
Recentemente, o mais pop "filósofo da autoajuda", o suiço Alain de Botton, tem desenvolvido seu trabalho como que em paralelo. Lançado no Brasil pela editora Intrínseca, seu livro "Religião para Ateus" (R$ 14,90), busca por meio de textos ensaísticos, aproveitar pontos fortes da religião para aplicá-los na sociedade. O autor é ateu, mas crê ser possível usar algumas das lições de fé e humildade sem levar em conta o mundo espiritual, para o crescimento interior e melhor comunicação com o próximo.

domingo, 9 de outubro de 2011

Artista recebe críticas por criar Jesus Cristo musculoso

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER/FOLHA DE SÃO PAULO

A fé é mesmo capaz de mover montanhas? Se depender do tamanho dos bíceps que Jesus Cristo adquiriu na arte de Stephen Sawyer, 58, pode apostar que sim.
Americano morador de Kentucky e "criado na tradição cristã", Sawyer deu contornos bem literais à superforça do chamado filho de Deus. Em seus retratos, ele mostra um Jesus musculoso, boxeador e com tatuagem típica de marinheiro: um coração vermelho cruzado por uma faixa onde se lê "PAI".
"Um Chuck Norris de sandálias", na definição do jornal britânico "The Guardian", ou "o Messias machão", segundo o "New York Times". Afinal, esse Jesus é ou não é um "bad boy"?
Divulgação
Jesus boxeador na obra do artista plástico norte-americano Stephen Sawyer
Jesus boxeador na obra do artista plástico norte-americano Stephen Sawyer

"O que isso significa? Um causador de problemas? Alguém que desafia a autoridade religiosa? Hmmm... Talvez ele fosse e ainda seja um 'bad boy'", diz o artista à Folha.
Mas logo vem a ressalva: "Porém, todos esses eventos que acabaram em confusão sempre foram em nome da liberdade espiritual e da salvação dos outros". A intenção deste senhor cristão, de aparência até bem convencional, é "confrontar o preconceito teológico" sobre certos tipos de pessoa. Para Sawyer, "preocupar-se com tatuagens" é cisma de quem não absorveu um dos ensinamentos mais básicos da cristandade. "Jesus deixou claro que Deus liga para o que está dentro do corpo, e não fora dele", afirma.
SANTA POLÊMICA
Mas críticas continuam a transbordar desse corpo cheio de santa testosterona. Sawyer afirma que sua versão sarada de Jesus angariou certo mal-estar entre cristãos.
Os detratores costumam sacar citações bíblicas contra sua arte. Entre elas, uma do Levítico, livro do Antigo Testamento: "Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no vosso corpo imprimireis qualquer marca".
Outra passagem é associada ao profeta Isaías e fala de um Jesus que "não tinha formosura nem beleza", bem diferente do aspirante a galã de novela criado por Sawyer. O americano defende seu Jesus como uma figura mais próxima da realidade descrita na Bíblia. Ele sustenta que algumas narrativas da religião não poderiam ser obra de um Jesus mirrado e "paz e amor".
Como no episódio em que o filho de José e Maria entra no templo de Jerusalém para expulsar comerciantes dali, furioso com a troca de dinheiro e o comércio de produtos feitos no local. O barulho em torno dessa visão peculiar de Jesus remete a outras obras controversas, como uma foto de 1987 do conterrâneo Andres Serrano: um Cristo na cruz atingido pelo jorro da urina do artista.
Nas duas últimas décadas, Sawyer rodou o mundo para garantir justamente o contrário. Ele diz não correr atrás de polêmica gratuita, mas de "verdade, beleza e bondade".
Assim caminha a humanidade de Sawyer: "Focar nas diferenças apenas valida nossos medos, preconceitos, intolerâncias e outros assuntos que acabam em violência".
Chances de nocaute?

Sites brasileiros concedem a Jesus o escracho da internet

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER/FOLHA
DE SÃO PAULO

Uma pintura em que Jesus Cristo transforma água em vinho fez Vyktor Berriel, 22, passar por um daqueles momentos iluminados na vida de um homem.
"Imaginei que ele fazia isso numa festa, com os adolescentes ficando felizes e louvando o Salvador."
Esse misto de religião e arruaça está na gênese do site Jesus Manero (jesusmanero.com).
Nele, a ideia é intervir, inserido legendas engraçadinhas, em imagens de Cristo. A linguagem usada é "de internet, cheia de erro".
Divulgação
Imagem do blog Jesus Manero, de Vyktor Berriel, que cita música de Lady Gaga
Imagem do blog Jesus Manero, de Vyktor Berriel, que cita música de Lady Gaga

"Como se Jesus fosse um desses jovens que fazem piada em rede social escrevendo errado", diz o webdesigner.
O escracho nas intervenções lhe rendeu críticas pouco amistosas. Berriel já recebeu um e-mail "em nome de Jesus" que descrevia como ele e sua família sofreriam "todas as torturas e massacres ao lado do demônio".
Agnóstico que diz ser à avó ser católico, "só para evitar problema", Berriel evita brincar com o islamismo, temendo represálias de radicais. O comediante Ronald Rios, 23, também mantém um site de humor com paródias religiosas, o Olha o Passarinho, Jesus (olhaopassarinhojesus.tumblr.com).
Uma de suas divagações é sobre a imagem do Messias sentado num banco. Como legenda: "A Praça É Nossa". Para Ronald, essa "licença poética" pegaria mal na TV, mas está liberada na internet. "Lá é terra de amigos."

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Artista cria 'Jesus sarado' para aproximar jovens da religião

Americano Stephen Sawyer quer renovar a ideia que a atual geração faz de Cristo.

Da BBC
Artista cria 'Jesus sarado' para aproximar jovens da religião (Foto: Stephen Sawyer / Art4God )Artista cria 'Jesus sarado' para aproximar
jovens da religião (Foto: Stephen Sawyer / Art4God )
Jesus Cristo, herói do século XXI. A reinvenção de quem, para os cristãos, é o filho de Deus gerou um fenômeno artístico nos Estados Unidos.Com peitoral marcado, braços musculosos e atitude de vencedor, o Cristo chegou inclusive à capa do jornal 'The New York Times'. 'Um Chuck Norris de sandálias', assim definiu-o a publicação.
O autor dos desenhos, o artista Stephen Sawyer, de 58 anos, criou o projeto Art4God para tentar aproximar os jovens da religião.'Todos somos evangelistas de alguma coisa', disse Sawyer à BBC. 'Sou o pregador do homem que viveu há 2 mil anos e continua sendo meu herói.'O artista sustenta que a imagem de Jesus masculino e forte vem da Bíblia.'Dificilmente poderiam ter narrado cenas como o ataque de Jesus aos mercadores do templo se o protagonista da história fosse um fracote', defende Sawyer.'Era um carpinteiro da classe trabalhadora. Com certeza o seu corpo era forte e musculoso, porque essa era a sua ferramenta de trabalho.'Através de livros, revistas e blogs, o desenhista, que vive em Kentucky, tem viajado os Estados Unidos alimentando o seu movimento.Apesar do sucesso, as imagens foram questionadas por grupos de conservadores, para quem destacar o físico de Jesus relega o seu aspecto espiritual.
'Fico feliz que se crie um movimento em torno disto. A ideia é deixar de lado nossos prejuízos e aceitar as crenças de todos a partir da tolerância', responde o autor.
'Não sei como Cristo era visto há 2 mil anos, nem me importa. Quero criar uma iconografia que seja relevante para hoje.'
Artista cria 'Jesus sarado' para aproximar jovens da religião  (Foto: Stephen Sawyer / Art4God)
Artista cria 'Jesus sarado' para aproximar jovens da religião (Foto: Stephen Sawyer / Art4God)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Arqueólogos acham 'caixão' de família que julgou Jesus Cristo

REINALDO JOSÉ LOPES/FOLHA
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

Arqueólogos israelenses confirmaram a autenticidade de um ossuário (caixa usada para guardar ossos depois da fase inicial de sepultamento) pertencente à família do sacerdote que teria conduzido o julgamento de Jesus.
A peça, feita em pedra e decorada com motivos florais estilizados, data provavelmente do primeiro século da Era Cristã -tem, portanto, uns 2.000 anos.
Sebastian Scheiner/Associated Press
Funcionário da Autoridade Israelense de Antiguidades mostra inscrição em ossuário
Funcionário da Autoridade Israelense de Antiguidades mostra inscrição em ossuário

A inscrição no ossuário, em aramaico ("primo" do hebraico, língua do cotidiano na região durante a época de Cristo), diz: "Miriam [Maria], filha de Yeshua [Jesus], filho de Caifás, sacerdote de Maazias de Beth Imri". O nome "Caifás" é a pista crucial, afirmam os arqueólogos Boaz Zissu, da Universidade Bar-Ilan, e Yuval Goren, da Universidade de Tel-Aviv, que estudaram a peça. Afinal, José Caifás é o nome do sumo sacerdote do Templo de Jerusalém que, segundo os Evangelhos, participou do interrogatório que levaria à morte de Jesus junto com seu sogro, Anás.
Não se sabe se Miriam seria neta do próprio Caifás bíblico ou de algum outro membro da família sacerdotal. O ossuário, no entanto, liga a parentela à casta de Maazias, um dos 24 grupos sacerdotais que serviam no Templo. O governo israelense diz que o ossuário estava nas mãos de traficantes de antiguidades, impedindo o estudo de seu contexto original.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Jesus negro será queimado em pneus na Paixão de Cristo da Cidade de Deus

Espetáculo 'Outra Paixão' será encenado por grupo de teatro da comunidade.Peça adaptou personagens da Bíblia para os dias atuais.

Alícia Uchôa Do G1 RJ
 
 
Espetáculo Outra Paixão - Cidade de Deus (Foto: Françoise Mattoso & Joana Sanz / Divulgação)Espetáculo Outra Paixão - Cidade de Deus (Foto:
Françoise Mattoso & Joana Sanz / Divulgação)
Sexta-feira da Paixão e a Cidade de Deus vai ter seu próprio espetáculo da Paixão de Cristo neste feriado. Em vez de Jesus de madeixas longas crucificado, a comunidade da Zona Oeste do Rio vai ver o filho de Deus de cabelo no estilo black power sendo queimado em pneus, na tortura feita por traficantes conhecida como "micro-ondas". Dirigida por um ex-menino de rua, a Companhia Teatro da Provocação vai encenar a peça “Outra Paixão” no CIEP da favela, neste fim de semana.Admitindo a polêmica de “queimar” o filho de Deus na Cidade de Deus, Adilson Dias garante que está preparado para a repercussão. “Não fui eu quem executei Jesus. Li o evangelho e acho a palavra dele a mais avançada das mais avançadas das tecnologias. É revolucionário”, resume o diretor.
A ideia, conta ele, surgiu de uma conversa com um amigo da Favela do Barbante, em Campo Grande, também na Zona Oeste. “Ele falou: ‘aqui, só Jesus salva’. Comecei a imaginar Jesus chegando ali. O que ele encontraria se viesse nos dias de hoje”, explica Adilson.
Espetáculo Outra Paixão - Cidade de Deus (Foto: Françoise Mattoso & Joana Sanz / Divulgação)Na peça, Jesus é Messias, jovem que tenta
evangelizar traficantes (Foto: Françoise Mattoso & Joana Sanz / Divulgação)
Maria lavadeira
Na história, Messias, que é filho de Dona Maria, lavadeira da comunidade, chega à favela na tentativa de evangelizar dois jovens envolvidos com o tráfico de drogas. Acaba sendo traído por um deles e é condenado ao ‘micro-ondas’ pelo chefe do crime no local.Algumas das cenas, como a que traficantes vendem drogas gritando “pó de R$ 10” e “maconha de R$ 5” assustaram alguns vizinhos do espaço de ensaios, que não ouviam frases de feira livre de drogas desde a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade, em 2009. Já antevendo que isso poderia lhe trazer problemas, Adilson levou o roteiro da peça para o major Romeu, capitão da UPP local.
Ex-menino de rua
A relação de Adilson com a religião e com a cultura começou nas ruas. Menor de rua, ele ‘morava’ em frente à Candelária, no Centro da cidade. “Entrava no Centro Cultural Banco do Brasil para beber água gelada e ficava encantado”, lembra ele, hoje com 30 anos.
Adilson Dias, diretor Companhia Teatro de Provocação (Foto: Françoise Mattoso & Joana Sanz / Divulgação)Adilson Dias já viveu nas ruas e hoje é diretor da
Companhia Teatro de Provocação (Foto: Françoise
Mattoso & Joana Sanz / Divulgação)
Depois de sofrer uma agressão na região, foi viver em frente à Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. “Até 14 anos eu era um cara sujo, cheia de marcas no corpo e que as pessoas não enxergavam e não davam oportunidade. Naquela época, achavam que dali não sairia quem prestasse. Eu falei para mim: ‘ou estudar e dar a volta por cima’”, conta o diretor, que saiu antes da chacina da Candelária, mas chegou a conviver com as vítimas.Com a determinação, completou o Ensino Médio, estudou teatro e hoje faz faculdade de pedagogia. Seu padrinho no teatro é o ator Sérgio Britto, que ficou impressionado com o menino na porta do Teatro Glória. “Estava na porta pedindo ingresso, ele me perguntou se era isso mesmo que eu queria e fui ver “O Zelador”, de Harold Pinter, com Selton Mello”, lembra ele.
Serviço
"Outra Paixão" fica em cartaz nesta sexta, sábado e domingo, às 20h, no CIEP João Batista, na Rua Edgar Werneck, na Cidade de Deus. A entrada é gratuita.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Papa diz que Jesus teve mais medo da morte que Sócrates

O papa Bento 16 comparou nesta quarta-feira "a angústia" que sofreu Jesus diante da morte a "tranquilidade" com que Sócrates encarou, segundo referiu Platão em seu dia.Bento 16 foi ovacionado por 30 mil fiéis que lotavam a Praça de São Pedro, onde dedicou a audiência das quartas-feiras a explicar o rito do Tríduo Pascal, que começa nesta quinta-feira com as celebrações da paixão, morte e ressurreição de Cristo, segundo a tradição cristã."É possível "admirar Sócrates, mas os cristãos devem seguir Jesus", disse o papa teólogo ao aprofundar na reza de Jesus no Jardim do Getsêmani antes que os romanos os prendessem.
"Se refletirmos sobre o drama de Getsêmani podemos ver o grande contraste entre o sofrimento de Jesus e o do grande filósofo Sócrates, que permanece tranquilo", disse o papa."Mas a missão de Jesus era outra, não era a de uma indiferença e liberdade total, mas a de carregar nele todo o sofrimento da humanidade e abrir assim as portas do Céu".O papa teólogo afirmou que "a humilhação de Getsêmani é essencial na missão de Deus"."Nesta quarta-feira - continuou - para muitos é normal opor-se à vontade de Deus, sentir-se livre só se for autônomo, mas na realidade esta pretensão é errônea, seguir a vontade de Deus não corta em nada nossa liberdade, significa só querer reconhecer a verdade".
"Que a Virgem Maria ensine a todos a acompanhar nestes dias a seu Filho, nos momentos decisivos de seu mistério redentor".

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Semana Santa na TV Paga-Filmes, séries e documentários recheiam a programação

O Discovery Channel (52) está exibindo desde ontem, séries e documentários, entre eles:


“Jesus: As Últimas 24 Horas” – dia 22, às 21h.
O National Geographic (51) também traz programas dedicados à Páscoa:

“Os Mistérios de Jesus Cristo” – dia 18, às 22h
“Verdade ou Mito?” – dia 19, às 19h30
O History Channel (55) apresenta um especial de duas horas:

“A Verdadeira Face de Jesus” - dia 22, às 22h.

Última Ceia aconteceu numa quarta e não numa quinta, diz estudioso inglês

France Presse

LONDRES, 18 Abr 2011 (AFP) -A Última Ceia que Jesus Cristo compartilhou com seus 12 apóstolos na noite da Quinta-feira Santa aconteceu, na realidade, numa quarta-feira, segundo afirma um especialista britânico em um livro publicado pela Universidade de Cambridge.
"Descobri que a 'Última Ceia' aconteceu numa quarta-feira, dia 1º de abril do ano 33", declarou ao jornal The Times o professor Colin Humphreys, da Universidade de Cambridge.No livro, entitulado "The Mystery of the Last Supper" ("O mistério da última ceia"), o catedrático acrescenta mais uma tese a um tema que divide teólogos e historiadores."Esse é o problema: os especialistas em Bíblia e os cristãos acreditam que a última ceia começou depois do pôr do sol de quinta-feira, e a crucificação foi realizada no dia seguinte, às 09h00. O processo de julgamento de Jesus aconteceu em várias áreas de Jerusalém. Os especialistas percorreram a cidade com um cronômetro para ver como podiam ocorrer todos os acontecimentos entre a noite de quinta-feira e a manhã de sexta-feira: a maioria concluiu que era impossível", enfatizou o professor, segundo trechos do livro.Os discípulos Mateus, Marcos e Lucas dizem que a última ceia foi uma refeição pascoal, enquanto João afirma que aconteceu antes da Páscoa judaica.
"A solução que encontrei é que todos têm razão, mas que se referem a dois calendários diferentes", explica o pesquisador. Reconciliando os dois calendários, o professor concluiu que a última ceia aconteceu, na verdae, na véspera da Quinta-feira Santa.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Documentarista afirma ter encontrado pregos da cruz de Cristo

BBC BRASIL

Um documentarista afirma que dois pregos encontrados em um tumba em Jerusalém podem ter sido usados na crucificação de Jesus Cristo, hipótese que causou polêmica e crítica entre especialistas em arqueologia.
Os objetos foram encontrados em 1990 durante uma escavação na região montanhosa de Armon Hanatziv, a seis quilômetros ao sul da cidade antiga de Jerusalém. A área agora possui um parque e prédios residenciais. No local, estavam dois ossuários (caixas contendo restos mortais antigos), ambos com a inscrição "Caifás", nome do sumo sacerdote de Jerusalém durante o período de Jesus. Segundo a Bíblia, Caifás entregou Jesus ao governador romano Pôncio Pilates para que o messias fosse depois condenado à morte por crucificação. Os pregos estavam dentro de um dos ossuários, assim como outros objetos como moedas, uma garrafa de perfume e um lampião. Os artigos, levados a um laboratório na Universidade de Tel Aviv, passaram por estudos e ficaram guardados por cerca de 15 anos.
Para o documentarista Simcha Jacobovici, as autoridades israelenses não deram a importância devida aos pregos, que, segundo ele, teriam sido usados na crucificação e, anos depois, enterrados junto de Caifás por sua família. O motivo disso, de acordo com o diretor, seria o fato de o sacerdote ter mudado de ideia sobre Jesus após a cruficicação. Enterrar Caifás com os pregos seria uma maneira de dar-lhe proteção divina na vida após a morte. Jacobovici considera as evidências "muito fortes", mas admite não ter 100% de certeza de que os pregos foram de fato utilizados para crucificar Jesus.
O assunto é tema de seu documentário "Nails of the Cross" ("Pregos da Cruz", em inglês), primeira parte de uma série chamada "Jewish Secrets of Christianity" ("Segredos Judeus do Cristianismo"), a ser transmitida por uma rede de TV israelense. Nascido em Israel e criado no Canadá, Jacobovici é autor de diversos filmes e programas de TV em que explora assuntos relacionados à arqueologia e à história, como a série "The Naked Archaeologist", transmitida pelo canal History Channel.

Menahem Kahana/AFP
Para documentarista Simcha Jacobovici, autoridades israelenses não deram importância devida aos pregos
Para documentarista Simcha Jacobovici, autoridades israelenses não deram importância devida aos pregos

POLÊMICAS
Alguns documentários de Jacobovici sofreram críticas por sua suposta falta de apuro científico. Um deles foi "The Lost Tomb of Jesus" ("A Tumba Perdida de Jesus"), que afirma que a família de Jesus estaria enterrada em uma tumba próxima à cidade antiga de Jerusalém. A Autoridade de Antiguidades de Israel, órgão que supervisionou as escavações em 1990, afirma que pregos são frequentemente encontrados em tumbas na região. A entidade diz, segundo a agência Reuters, que o filme de Jacobovici é "interessante", mas a sua interpretação sobre os pregos é "fantasiosa". O órgão afirma ainda que Caifás era um nome comum à época, e que não há provas de que os ossuários contêm os restos do sacerdote. O documentarista, citado pela agência Xinhua, contesta a Autoridade e diz que o nome era incomum, o que faz com que as caixas de ossos sejam de fato do religioso que entregou Jesus a Pilates.
Já Zvi Greenhut, da Autoridade de Antiguidades de Israel, que foi responsável pela escavação em Armon Hanatziv, negou, em entrevista à rede CNN, que os pregos que estão na Universidade de Tel Aviv sejam os mesmo que ele desenterrou. Greenhut disse ainda que considera as teses de Jacobovici "imaginativas".

terça-feira, 29 de março de 2011

Escultura de Cristo nu cria polêmica na Semana Santa espanhola

Crítico diz que imagem fere sensibilidade de fiéis; autor diz que controvérsia 'frivoliza' seu trabalho.

BBC
Crítico diz que imagem fere 'sensibilidade de fiéis'  (Foto: Prefeitura de Medina del Campo)Crítico diz que imagem fere 'sensibilidade de fiéis'
(Foto: Prefeitura de Medina del Campo)
Uma das mais tradicionais confrarias religiosas da Espanha prepara as celebrações de Semana Santa sob uma grande polêmica. A procissão do sábado de aleluia contará com uma escultura em que Jesus Cristo aparece nu.A imagem em madeira chamada Cristo em braços da morte foi feita sob encomenda da prefeitura de Medina del Campo (centro-leste espanhol) e, muito antes de sair às ruas, já recebeu críticas e elogios de fiéis, políticos, artistas e religiosos.A peça que mede 2,45 metros de altura está sendo exibida ao público no Museu da Cidade, de onde sairá no próximo dia 9 de abril em procissão.
O escultor espanhol Ricardo Flecha, autor da escultura, entende a polêmica, mas afirma que a intenção foi apenas voltar a uma interpretação barroca da Via Cruxis.'Me entristece que o aspecto sexual seja o mais importante aqui, porque frivoliza o meu trabalho', disse o artista à BBC Brasil. 'Tem muito mais valor o conceito de um Cristo entregue nos braços da morte que o fato de estar nu.'Flecha explicou ainda que queria voltar ao passado com a obra. 'No século 16, tínhamos imagens realistas de Cristos que se rebelavam contra a morte e virgens que quase blasfemavam. No meu caso, a nudez só representa o desamparo e a fragilidade.'
Sensibilidade dos fiéisMas a proposta não parece ter convencido todos os fiéis que saem em procissão nas 12 confrarias da cidade.Depois de receber críticas de religiosos e políticos locais, a prefeitura ainda não decidiu se a imagem será levada às ruas do jeito em que está ou se os genitais estarão cobertos por um tecido. Por via das dúvidas, o escultor já recebeu a encomenda de preparar uma peça de cobertura.Um dos mais críticos é o vice-presidente da Junta Local de Semana Santa de Medina, David Muriel Alonso, que acha que a imagem fere a sensibilidade de fiéis e foge ao habitual decoro da celebração católica.'É possível ser realista sem a necessidade de tanta exposição. Mostrar os genitais do Nosso Senhor é realmente imprescindível? Entendemos as procissões como momentos de recolhimento, de profunda sensibilidade. É tão difícil respeitar isso?', questionou à BBC Brasil.Tentando encontrar uma solução salomônica, o vice-diretor do Museu Nacional de Escultura de Valladolid, um dos organizadores dos eventos da Semana Santa de Medina del Campo (a mais antiga da Espanha, com mais de 600 anos de existência), pede calma e consenso.Manuel Arias disse que entende as posições antagônicas e espera que até as datas de celebração religiosa haja algum acordo.'É verdade que há séculos os artistas já faziam obras de arte de figuras sacras nuas. Não há nada de errado nem de irreverente nisso. Acontece que o Concílio de Trento (1545-1563) provocou um forte puritanismo e as peças passaram a apresentar-se vestidas', diz.'Agora, o que uns veem como escândalo e ferimento de sensibilidades outros veem como seguimento de uma escola acadêmica determinada, uma obra de arte. Mas é preciso considerar todos os pontos de vista e chegar a um acordo. Se os fiéis vão se sentir mal pelo nudismo, o cobriremos e ponto. Depois da procissão, tiramos o pano', concluiu.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Papa veta a imagem de um Jesus revolucionário em novo livro

O Papa Bento XVI vetou a imagem de um Jesus Cristo politizado e revolucionário no novo livro lançado nesta quinta-feira em sete idiomas e no qual absolve os judeus como responsáveis pela morte do filho de Deus.
O segundo volume do livro do Papa sobre a vida de Cristo, Jesus de Nazaré. Da entrada em Jerusalém até a Ressurreição, tem um profundo conteúdo teológico e, em seu prefácio, Bento XVI precisa que "não se trata de um documento de magistério" (portanto, infalível), e sim um "percurso pessoal interior na busca do rosto de Deus".A nova obra, de mais de 300 páginas, espera ser um êxito editorial como foi o primeiro volume, que, em 2007, ficou entre os mais vendidos.Os livros do Papa geralmente viram fenômenos editoriais e recentemente o Vaticano informou que quase um milhão de exemplares do livro de entrevistas "Luz do mundo" já foram vendidos."Desejo apresentar 'a figura e a mensagem' de Jesus. Exagerando um pouco, queria descobrir o Jesus real", escreveu Bento XVI, um reconhecido teólogo.Em trechos que foram divulgados na semana passada, o Papa reafirmou que o povo judeu não era responsável pela morte de Cristo, tese também reconhecida por Israel e por movimentos judaicos.O Papa também rejeita a ideia de que Jesus tenha sido um "político revolucionário".
"Cristo não veio como destruidor, não chegou com a espada do revolucionário. Veio com o dom de curar (...) Ele nos mostra Deus como alguém que nos ama e seu poder é o amor", escreve o Papa, segundo uma tradução livre baseada na versão em italiano."Não, a subversão violenta, o assassinato de outros em nome de Deus não correspondia a seu modo de ser", enfatiza o Papa.No terceiro capítulo, dos nove que formam a obra, intitulado "Da lavagem dos pés", Bento XVI desenvolve o "mistério do traidor" e analisa a figura de Judas Iscariotes.
O papa-teólogo recorda que "Jesus teve de experimentar a incompreensão, a infidelidade na intimidade de seus amigos" para poder "cumprir as Escrituras", já que "Ele mesmo alude a seu destino através das Escrituras", que inserem Jesus na lógica de Deus, na lógica da história da salvação"."Ele carregou sobre si a traição de todos os tempos e experimentou o sofrimento de ter sido traído, suportando assim até o final as misérias da história", escreve o pontífice.O livro também aborda a relação com a política e a violência religiosa, uma das maiores preocupações de seu pontificado devido aos crescentes ataques contra cristãos no mundo muçulmano."Não é acaso verdade que as maiores ditaduras se mantiveram graças à força da mentira ideológica e que só a verdade é aquela que concede a libertação?", questiona.Para Bento XVI, as "consequências terríveis da violência religiosa podem ser vistas ante nossos olhos", por isso chama esta violência de "instrumento do anticristo"."Não serve à humanidade e sim à desumanidade", conclui.
Joseph Ratzinger começou a escrever esta série quando ainda era cardeal e prefeito da Congregação pela Doutrina da Fé, órgão do Vaticano encarregado de garantir a manutenção do dogma católico.
O segundo volume do livro "Jesus de Nazaré" tem uma 1,2 milhão de exemplares em sete idiomas, alemão, italiano, inglês, francês, espanhol, português e polonês.

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