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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Múmia confirma que câncer de próstata tem origem genética

A descoberta de um câncer de próstata em uma múmia com 2.200 anos sugere que a doença não é necessariamente ligada à interferência do ambiente ou da industrialização.
"As condições de vida de tempos antigos eram muito diferentes, sem poluentes ou alimentos modificados", comentou o professor Salima Ikram, da Universidade Americana, no Cairo (Egito).
"[Isso] nos leva a acreditar que a doença não está necessariamente e somente ligada a fatores industriais", diz o pesquisador que nos últimos dois anos estudou a múmia, guardada no Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa, em Portugal. A conclusão foi possível graças ao uso de uma tomografia computadorizada que produziu imagens raras de alta definição", comentou o radiologista de imagens Carlos Prates.
O homem com câncer teria morrido por volta de 285 a.C., e sua morte foi devagar e dolorosa.
"As lesões nos ossos foram consideravelmente sugestivas de um câncer de próstata em metástase", diz o artigo publicado no "International Journal of Paleopathology".
Este é o segundo mais antigo caso de câncer de próstata já encontrado. O primeiro, encontrado em 2007, é de uma múmia de 2.700 anos de idade que morreu na Sibéria.
National Museum of Archeology/Associated Press
A múmia de 2.200 anos que está guardada no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa
A múmia de 2.200 anos que está guardada no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Arqueólogos encontram 'casa de bruxa' do século 17 com gato mumificado

Animal estava em parede de sala fechada; construção foi encontrada durante obras de companhia fornecedora de água.

Da BBC
 
Casa foi descoberta no vilarejo de Barley (Foto: PA)Casa foi descoberta no vilarejo de Barley (Foto: PA)
Arqueólogos britânicos encontraram um gato mumificado em uma casa do século 17 durante um projeto de construção em Lancashire, no norte da Inglaterra.
A casa foi descoberta perto de um reservatório no vilarejo de Barley. A construção tem uma sala fechada e, dentro de uma das paredes, foi encontrado o gato mumificado.Os historiadores afirmam que a casa pode ter pertencido a uma mulher acusada de bruxaria que vivia na região no século 17 e acredita-se que o gato tenha sido emparedado vivo para proteger os moradores da casa de maus espíritos.

Uma companhia de fornecimento de água, a United Utilities, levou os arqueólogos para o local, um procedimento de rotina da companhia antes de fazer obras de escavação em áreas que podem ter importância arqueológica.'É como descobrir sua pequena Pompeia. Raramente temos a oportunidade de trabalhar em algo tão bem preservado', disse Frank Giecco, arqueólogo que descobriu a casa.'Assim que começamos a cavar, encontramos o topo das portas e sabíamos que tínhamos em mãos algo especial', acrescentou.A região de Lancashire teve muitos registros da presença de mulheres acusadas de bruxaria no século 17, principalmente na área de Pendle Hill, onde a casa foi encontrada.
Na época, distritos inteiros em algumas partes de Lancashire relatavam ocorrências de bruxaria, contra homens e animais, gerando uma onda de acusações contra muitas pessoas.Em 1612, 20 pessoas, entre elas 16 mulheres de várias idades, foram levadas a julgamento, a maioria delas acusada de bruxaria, em um episódio que ficou conhecido na região como o 'julgamento das bruxas de Pendle'.
'Tumba de Tutancâmon'
Frank Giecco afirmou que a construção encontrada é um 'microcosmo da ascensão e queda desta área, do tempo das 'bruxas de Pendle' até a era industrial. Há camadas de história bem na sua frente'.
'Não é com frequência que você encontra uma casa de contos de fada completa, incluindo o gato da bruxa', disse Carl Sanders, gerente de projeto da companhia.
'A construção está em ótimas condições, você pode andar por ela e ter um sentimento real de que está espiando o passado.''Pendle Hill tem uma verdadeira aura, é difícil não ser afetado pelo lugar', afirmou Sanders.'Mesmo antes de descobrirmos a construção, havia muitas piadas entre os funcionários sobre vassouras e gatos pretos. A descoberta realmente nos surpreendeu', disse.'Em termos de importância, é como descobrir a tumba do (faraó egípcio) Tutancâmon', disse Simon Entwistle, especialista nas bruxas de Pendle.'Daqui a alguns meses teremos os 400 anos dos julgamentos das bruxas de Pendle e aqui temos uma descoberta rara e incrível, bem no coração da região das bruxas.'
'Gatos aparecem muito no folclore sobre bruxas. Quem quer que tenha dado este destino horrível a este gato, certamente estava buscando proteção de espíritos malignos', acrescentou.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vinhos enterrados com Tutancâmon serviam para levá-lo aos deuses

REINALDO JOSÉ LOPES/FOLHA
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

O rei-menino mais famoso da Antiguidade fez questão de levar consigo três tipos de vinho --dois tintos e um branco-- quando partiu desta para uma melhor. O enigma, até agora, era o porquê disso.
Uma farmacêutica catalã, com alma de arqueóloga e paixão pelo antigo Egito, diz ter resolvido o mistério. Tutancâmon (1333 a.C.-1323 a.C.) teria escolhido uma adega mística, e as seletas bebidas permitiriam que ele realizasse o destino de todo bom faraó: unir-se aos deuses.
Editoria de Arte / Folhapress

Maria Rosa Guasch Jané, 38, nascida em Barcelona e hoje pesquisadora da Universidade Nova de Lisboa, publicou sua engenhosa tese na revista científica "Antiquity". Guasch Jané e seus colegas tinham sido os responsáveis por identificar os vinhos do faraó em pesquisas anteriores. A pista usada pela equipe foi a presença residual de ácido siríngico, um derivado da malvidina, substância exclusiva de uvas vermelhas, em duas ânforas (jarros). A posição das ânforas, contudo, ainda deixava a pesquisadora com a pulga atrás da orelha (leia mais no infográfico). Colocadas dentro da câmara mortuária propriamente dita, elas foram posicionadas ao leste, ao oeste e ao sul do sarcófago. "Não havia nenhuma no norte", lembra ela. "Os egípcios tinham rituais muito complexos para permitir a ida ao Além, e me pareceu que esses três vinhos poderiam ter esse propósito, por estarem tão perto do faraó defunto", afirma.
Durante o reinado de Tutancâmon, a teologia egípcia fundiu o deus solar Ra com Osíris, divindade dos mortos e da ressurreição. O faraó era considerado divino já em vida. Mas, para conseguir ressuscitar após a morte, ele tinha de incorporar Osíris. Para Guasch Jané, essa é a chave do mistério. Os vinhos do leste e do oeste (respectivamente um branco e um tinto) simbolizam o trajeto do deus-Sol Ra pelo céu: vermelho-escuro no poente e claro ao amanhecer. Mais importante ainda é a bebida do sul. Em egípcio, ela é designada por uma palavra especial, "shedeh", que não é o mesmo termo usado para um vinho comum ("irep") e designa uma bebida muito apreciada e refinada. Textos egípcios mencionam que o "shedeh" era filtrado e aquecido. "É algo que se vê ainda hoje em vinhos para usos religiosos, como no judaísmo", diz Alexandra Corvo, da escola Ciclo das Vinhas. Segundo ela, o processo deixaria o vinho com menos álcool e mais adocicado. Pois bem: era a partir da região sul do céu que, segundo a mitologia egípcia, o faraó, unido a Osíris, navegava antes da aurora. Se a interpretação estiver certa, o "shedeh" estava ali para fortalecer o rei na parte mais importante de sua jornada para se unir aos deuses do Egito.

domingo, 7 de agosto de 2011

Restauração da pirâmide mais antiga da história será retomada

  • A pirâmide escalonada de Zoser, em Saqara, sudeste do Cairo, que continuará a ser restaurada A pirâmide escalonada de Zoser, em Saqara, sudeste do Cairo, que continuará a ser restaurada
Cairo, 7 ago (EFE).- O Conselho Supremo de Antiguidades (CSA) do Egito decidiu neste domingo continuar com a restauração da pirâmide escalonada de Zoser, a mais antiga da história, localizada em Saqara, sudeste do Cairo, para protegê-la de um possível desabamento.Segundo um comunicado do CSA, um comitê de especialistas e responsáveis da zona de Saqara visitou neste domingo a pirâmide para examinar sua situação, depois que alguns veículos da imprensa advertissem neste sábado do perigo do desabamento como consequência da suspensão dos trabalhos de restauração.Após a visita deste comitê à pirâmide, o CSA decidiu pedir à companhia, que se encarregava da restauração, que retome seu trabalho nesta segunda-feira.

A restauração desse lugar está sendo realizada há quatro anos e estava em sua última etapa.A pirâmide foi construída como tumba do faraó Zoser pelo arquiteto e médico Imhotep, na zona de Saqara, cuja área monumental cobre uma extensão de sete quilômetros quadrados.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Arqueólogos dizem ter descoberto o túmulo do apóstolo Filipe

Uma equipe de arqueólogos dirigida pelo italiano Francesco d'Andria afirmou ter encontrado na cidade turca de Pamukkale, antiga Hierápolis (oeste), o túmulo de São Filipe, um dos doze apóstolos de Jesus, informou nesta quarta-feira a agência Anatólia.
"Tentamos encontrar há anos o túmulo de São Filipe. Finalmente a encontramos entre os escombros de uma igreja que escavamos há cerca de um mês", explicou o arqueólogo, acrescentando que a tumba ainda não foi aberta."Um dia será aberta, sem dúvida. Esta descoberta é de grande importância para a arqueologia e o mundo cristão", afirmou ainda.
Originário da Galileia, atual Israel, Filipe foi um dos discípulos de Cristo. Teria viajado para evangelizar as regiões da Ásia Menor, teria sido lapidado e depois crucificado pelos romanos em Hierápolis, na Frígia.
A atual Pamukkale é um local turístico conhecido por suas águas termais, suas rochas sedimentares e sua pedra calcárea branca, de onde vem o nome da cidade, que significa em turco "castelo de algodão".

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Museu expõe pela 1ª vez crânio de predador marinho 'mais temido' da Terra

Pliossauro achado em Dorset, na Inglaterra, será exibido após trabalho de 18 meses dos cientistas.

Da BBC

O crânio de um dos maiores seres marinhos já descobertos no planeta será mostrado pela primeira vez em uma exposição pública na Grã-Bretanha. O animal é um pliossauro, que há 200 milhões de anos era o predador marinho mais temido da Terra.
Richard Edmonds, diretor de ciência do Condado de Dorset, onde o crânio será exibido, mostrou alguns dos detalhes da descoberta.
O crânio do pliossauro (Foto: BBC)
O crânio do pliossauro (Foto: BBC)
O olho do animal tinha o tamanho de um melão. Um buraco enorme era totalmente preenchido pelos músculos da mandíbula, responsáveis pela mordida do pliossauro, a mais potente de todos os animais marinhos da era jurássica.
O fóssil do animal foi encontrado em Dorset em 2009, mas os cientistas demoraram 18 meses para conseguir retirá-lo das rochas que o envolviam.

domingo, 3 de julho de 2011

Arqueólogos franceses fazem novas descobertas no complexo de Karnak em Luxor

Uma missão arqueológica francesa descobriu um muro, blocos de pedra com inscrições e uma porta no templo do deus Ptah no complexo de Karnak, em Luxor, no sul do Egito, anunciaram neste domingo autoridades locais.O Ministério de Estado para as Antiguidades informou em comunicado que especialistas encontraram uma parede de pedra que cercava o templo do deus Ptah, que os egípcios relacionavam com a criação artística, as artes e a fertilidade.O recinto de Ptah data do período Moderno (1550-1070 a.C.) e é um dos seis templos que formam o gigantesco complexo de Karnak em Luxor, o segundo lugar mais visitado do Egito depois das pirâmides de Gizé.Entre as descobertas desta escavação se destaca uma série de blocos de pedras talhadas que fazia parte do templo de Ptah, mas que data do reinado de Tutmosis III (1490-1436 a.C.), o faraó que ordenou a construção do templo.Durante as escavações que culminaram com a descoberta do muro, os arqueólogos encontraram também uma porta que foi construída durante o reinado do faraó Shabaka (712-698 a.C), da dinastia XXV, que ampliou e restaurou o templo quase mil anos depois que Tutmosis III tê-lo construído.
Os arqueólogos determinaram que a porta dava acesso a um quarto onde se conservavam joias, e nos muros desta sala pode ser vista uma imagem que ainda conserva as cores originais e mostra o faraó apresentando o sinal da justiça ao deus Amon Rá.A missão francesa planeja restaurar as peças encontradas e está preparando a abertura deste templo ao público. O complexo de Karnak, junto com as ruínas do templo de Luxor e a necrópole de Tebas foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Arqueólogos acham 'caixão' de família que julgou Jesus Cristo

REINALDO JOSÉ LOPES/FOLHA
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

Arqueólogos israelenses confirmaram a autenticidade de um ossuário (caixa usada para guardar ossos depois da fase inicial de sepultamento) pertencente à família do sacerdote que teria conduzido o julgamento de Jesus.
A peça, feita em pedra e decorada com motivos florais estilizados, data provavelmente do primeiro século da Era Cristã -tem, portanto, uns 2.000 anos.
Sebastian Scheiner/Associated Press
Funcionário da Autoridade Israelense de Antiguidades mostra inscrição em ossuário
Funcionário da Autoridade Israelense de Antiguidades mostra inscrição em ossuário

A inscrição no ossuário, em aramaico ("primo" do hebraico, língua do cotidiano na região durante a época de Cristo), diz: "Miriam [Maria], filha de Yeshua [Jesus], filho de Caifás, sacerdote de Maazias de Beth Imri". O nome "Caifás" é a pista crucial, afirmam os arqueólogos Boaz Zissu, da Universidade Bar-Ilan, e Yuval Goren, da Universidade de Tel-Aviv, que estudaram a peça. Afinal, José Caifás é o nome do sumo sacerdote do Templo de Jerusalém que, segundo os Evangelhos, participou do interrogatório que levaria à morte de Jesus junto com seu sogro, Anás.
Não se sabe se Miriam seria neta do próprio Caifás bíblico ou de algum outro membro da família sacerdotal. O ossuário, no entanto, liga a parentela à casta de Maazias, um dos 24 grupos sacerdotais que serviam no Templo. O governo israelense diz que o ossuário estava nas mãos de traficantes de antiguidades, impedindo o estudo de seu contexto original.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Egito revela segredos do segundo barco solar de Quéops

O segundo barco solar de Quéops, que há 4.550 anos permanece sepultado em Giza junto à grande pirâmide, revelou nesta quinta-feira seus primeiros segredos quando uma equipe de arqueólogos levantou um dos grandes blocos de pedra que o cobriam.

Uma cápsula com o nome de Quéops, o segundo faraó da IV dinastia, que reinou entre 2609 e 2584 a.C., e um hieróglifo sem proteção com o nome de seu filho Kafra foram os dois achados feitos nesta quinta-feira pelos arqueólogos egípcios e japoneses que trabalham em colaboração para a restauração do barco.
O ministro de Estado para as Antiguidades, Zahi Hawass, e o diretor da restauração do barco solar, Sakuji Yoshimura, professor da Universidade Waseda no Japão, foram os encarregados de apresentar o projeto aos cerca de cem jornalistas.Japoneses e egípcios colaboram desde 2009 no estudo e conservação do barco, de 40 metros de comprimento e cinco de largura, que permanece em uma câmara subterrânea coberta por blocos de pedra de ao menos 16 toneladas.A embarcação foi descoberta em 1954 junto ao primeiro bote, também de Quéops, que está em exposição em um museu ao lado da grande pirâmide em Giza.Ao contrário do primeiro, os arqueólogos decidiram não retirar os blocos de pedra que o cobriam para não causar danos e realizaram todos os estudos utilizando ondas eletromagnéticas e sondas para fazer amostras da madeira de cedro do Líbano do qual foi feito o barco para estudá-las.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Descoberta estátua do faraó Amenhotep III, avô de Tutancamôn em Luxor

EFE).- Uma grande estátua do faraó Amenhotep III (1352-1390 a.C.), pai de Aquenaton e avô de Tutancâmon, foi descoberta durante escavações em um templo funerário deste monarca em Luxor, no sul do Egito.O Ministério de Estado para as Antiguidades anunciou nesta terça-feira em comunicado que uma delegação de arqueólogos egípcios e europeus localizou uma estátua na margem ocidental de Luxor.
A peça representa o rei sentado e vestido, com coroa e barba reais.Os arqueólogos encontraram o corpo do faraó separado de sua cabeça em um dos corredores do templo, que foi destruído por um terremoto no período romano.Na mesma região foram descobertas 160 peças que compõem um quadro compacto de nove metros de altura.
Este quadro tem 25 linhas de um texto escrito em hieróglifo e contém os nomes de templos construídos pelo faraó Amenhotep III.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Princesa é o primeiro humano diagnosticado com doença coronária

O primeiro ser humano a ser diagnosticado com uma doença coronária é uma princesa do Egito que viveu entre 1580 a.C. e 1550 a.C., informou a Sociedade Europeia de Cardiologia nesta terça-feira.
A identificação, que chega com um "atraso" de aproximadamente 3.500 anos, foi possível por uma tomografia computadorizada da múmia da princesa Ahmose-Meryet-Amon.
A técnica não invasiva fornece imagens detalhadas e em alta qualidade do corpo.
A princesa tinha aterosclerose, com material gorduroso obstruindo duas de suas três principais artérias coronárias, o que provocou a sua morte aos 40 anos.
Michael Miyamoto/European Society of Cardiology/France Presse
Scanner possibilitou uma tomografia computadorizada da múmia da princesa; ela morreu de aterosclerose
Scanner possibilitou uma tomografia computadorizada da múmia da princesa; ela morreu de aterosclerose
Michael Miyamoto/European Society of Cardiology/France Presse
Princesa egípcia, que morreu devido a uma doença coronária, viveu entre 1580 d.C. e 1550 d.C.
Princesa egípcia, que morreu devido a uma doença coronária, viveu entre 1580 d.C. e 1550 d.C.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dinossauros caçavam também à noite, aponta estudo

O artista que bolou os olhões de gato do velociraptor ao lado acertou em cheio. Segundo uma nova pesquisa, muitos dinos carnívoros tinham em comum com os felinos o hábito de caçar à noite.
Como diabos alguém consegue adivinhar esse tipo de informação sobre um bicho extinto?
O segredo, como o leitor talvez imagine, está na anatomia dos olhos dos dinos.
Lars Schmitz e Ryosuke Motani, ambos da Universidade da Califórnia em Davis (EUA), mediram tanto o diâmetro das órbitas dos fósseis quanto o chamado anel esclerótico -um reforço de cartilagem ou osso que aparece no que seria o branco dos olhos. Depois, compararam esses dados com animais atuais, com hábitos já conhecidos. A análise indicou que os dinos carnívoros gostavam da noite, ou ao menos do crepúsculo.
Já os grandes herbívoros do grupo tinham picos de sono e vigília ao longo de todas as 24 horas do dia.
O trabalho investigou ainda os pterossauros, répteis voadores que não eram dinos, mas se extinguiram com eles. Essas criaturas parecem ter tido adaptações para a vida diurna.

Divulgação
Réplica do velociraptor na mostra do Museu de Zoologia da USP, em São Paulo
Réplica do velociraptor na mostra do Museu de Zoologia da USP, em São Paulo

 

Velociraptors eram caçadores noturnos, diz estudo

(EFE).- Os grandes dinossauros herbívoros se alimentavam de dia e de noite, enquanto os carnívoros como o temível velociraptor do filme Jurassic Park eram caçadores noturnos, revela um estudo americano da Universidade UC Davis, baseado na estrutura ocular de 33 fósseis de dinossauro.
Essa constatação, feita pelo geólogo Ryosuke Motani e pelo pesquisador Lars Schmitz, contrasta com a difundida crença de que os dinossauros eram diurnos, enquanto os primitivos mamíferos saíam pela noite. "Foi uma surpresa, mas faz sentido", diz Motani.No estudo, publicado na edição digital da revista "Science", Motani e Schmitz determinam os hábitos diários dos dinossauros através do estudo dos olhos dos fósseis.
Os dinossauros, da mesma forma que lagartos e pássaros, possuem um anel ósseo chamado anel escleral no olho, ao contrário de mamíferos e crocodilos.Os animais diurnos têm uma pequena abertura na metade do anel, que é muito maior entre animais noturnos e intermédia nos que são ativos tanto de dia como de noite.
O tamanho desses traços depende tanto do ambiente (ecologia) como da genealogia (filogenia). Por isso, os dois pesquisadores tiveram de elaborar um software para separar o "sinal ecológico" do "sinal filogenético".
Depois, eles aplicaram esta técnica aos fósseis de dinossauros herbívoros e carnívoros e de pterossauros - os grandes répteis voadores antecessores dos pássaros.As conclusões do estudo revelaram que os grandes herbívoros saíam tanto de dia como de noite porque precisavam se alimentar na maior parte do tempo, da mesma forma que os elefantes contemporâneos.A maioria dos pterossauros era ativa durante o dia, segundo o estudo, que não incluiu o gigantesco Tiranossauro Rex por não existir fósseis bem conservados de seus anéis esclerais.
A possibilidade de separar os traços genealógicos dos ecológicos dá aos pesquisadores uma nova ferramenta para entender como viviam os animais em seu ambiente e como este influiu em sua evolução ao longo de milhões de anos, assinala Motani

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cientistas encontram esqueleto do que seria um homem pré-histórico homossexual

 Os restos são de um membro da cultura da cerâmica cordada, que viveu no norte da Europa na Idade da Pedra, entre 2.500 AC e 2.900 AC Sociedade Arqueológica Tcheca
Cientistas tchecos escavaram o que acreditam ser o esqueleto de um homem pré-histórico homossexual ou transexual que viveu entre 4.500 e 5.000 anos atrás.
A equipe de pesquisadores da Sociedade Arqueológica Tcheca constatou que os restos - retirados de um sítio arqueológico neolítico em Praga - indicam que o indivíduo, de sexo masculino, foi enterrado segundo ritos normalmente destinados às mulheres.A arqueóloga Katerina Semradova disse à BBC Brasil que o enterro “atípico” indica que o indivíduo encontrado fazia parte do “terceiro sexo”, provavelmente homossexual ou transexual."Trabalhamos com duas hipóteses: a de que o indivíduo poderia ter sido um xamã ou alguém do terceiro "terceiro sexo'. Como o conjunto de objetos encontrados enterrados ao redor do esqueleto não corroboravam a hipótese de que fosse um xamã, é mais provável que a segunda explicação seja a correta", disse Semradova.As escavações foram abertas ao público nesta quinta-feira e a visitação tem sido intensa.
Os restos são de um membro da cultura da cerâmica cordada, que viveu no norte da Europa na Idade da Pedra, entre 2.500 AC e 2.900 AC.Neste tipo de cultura, os homens normalmente são enterrados sobre o seu lado direito, com a cabeça virada para o oeste, juntamente com ferramentas, armas, comida e bebidas.
As mulheres, normalmente sobre o seu lado esquerdo, viradas para o leste e rodeada de jóias e objetos de uso doméstico.O esqueleto foi enterrado sobre o seu lado esquerdo, com a cabeça apontando para o oeste e cercado de objetos de uso doméstico, como vasos."A partir de conhecimentos históricos e etnológicos, sabemos que os povos neste período levavam muito a sério os rituais funerários, portanto é improvável que esta posição fosse um erro", disse a coordenadora da pesquisa, Kamila Remisova Vesinova.
"É mais provável que ele tenha tido uma orientação sexual diferente, provavelmente homossexual ou transexual."

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Descoberta arqueológica surpreende e leva a repensar a história do Peru

A descoberta do túmulo de um governante de uma civilização pré-hispânica de há um milênio abriu novas perspectivas sobre a história do antigo Peru, opinaram especialistas nesta quinta-feira.
Arqueólogos encontraram um complexo funerário formado por nove túmulos pertencentes à cultura Wari, anterior à incaica, e que teve sua época de esplendor entre os anos 600 e 1.200 de nossa era - uma civilização que se estendeu por grande parte da costa peruana e da região andina.
Entre as tumbas, escavadas na zona de selva do departamento de Cusco - antiga capital do império incaico -, sobressaem os restos de um personagem de estirpe, adornado de peças de ouro e prata, batizado de o Senhor de Wari.
"É uma impressionante descoberta Wari, em plena selva cusquenha, que abre um novo capítulo nas pesquisas arqueológicas, reescrevendo nossa história", disse Juan García, diretor regional de cultura de Cusco, ao fazer o anúncio."É um dos mais importantes achados, comparável a Machu Picchu, a fortaleza incaica, e ao Senhor de Sipán", descoberto no norte peruano em 1987, pertencente à cultura Moche, acrescentou.
O complexo funerário foi encontrado na cidadela arqueológica de Espíritu Pampa, na província amazônica de La Convención, distrito de Vilcabamba, em Cusco (1.100 km a sudeste de Lima).

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