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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Vídeo com suposta briga de Alexandre Frota no SBT cai na internet

Alexandre Frota teria se irritado com comentário sobre sua suposta homossexualidade e caso com o travesti Bianca Soares. Foto: Divulgação Alexandre Frota teria se irritado com comentário sobre sua suposta homossexualidade e caso com o travesti Bianca Soares
Foto: Divulgação

Caiu na internet um vídeo em que Alexandre Frota se irrita durante participação no programa Você Tem Que Ver, do SBT, e quebra parte da bancada montada no estúdio da emissora.
Nas imagens, o ator não gosta quando o apresentador, José Américo, faz um comentário sobre a suposta homossexualidade de Frota com base nos filmes pornôs que ele fez junto com o travesti Bianca Soares. Américo ironizou a história e imitou Frota se defendendo do caso: "que viado? Schwarzenegger é viado? Eu sou? Eu sou malhado, eu sou definido". Diante da fala, Frota se pronunciou: "não. O que é isso? Pode parar.

Quem é que está dirigindo isso daqui? Isso não. Vão ficar falando de Bianca aqui?". Américo então respondeu que esta parte da gravação era apenas uma brincadeira de bastidores e que não seria exibida.
Mas, nem isso foi capaz de acalmar Frota, que chutou a bancada do apresentador e depois passou a afirmar que sempre teve respeito pela equipe do SBT e da atração e, portanto, as pessoas deveriam também respeitar essa "amizade".
O SBT ainda não se pronunciou sobre o caso. O Você Tem Que Ver com a suposta briga de Frota vai ao ar na próxima quarta-feira (2).

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Polícia prende suspeito de manter 11 travestis em cárcere em SP

MARTHA ALVES/FOLHA
DE SÃO PAULO

Policiais militares prenderam um travesti suspeito de manter outros 11 em cárcere privado em um sobrado na avenida Miruna, em Indianópolis, zona sul de São Paulo, na madrugada desta quinta-feira. Não havia menores de idade no grupo.
A polícia chegou ao local após receber informações da polícia do Amazonas, que recebeu uma denúncia o irmão de um dos travestis. Ele procurou a diretoria de direitos humanos do Amazonas para dizer que o irmão havia sido agenciado pela internet e que, devido a condições financeiras, morava em uma casa e era obrigado a trabalhar para o aliciador.
As autoridades do Amazonas entraram em contato com o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, que levou o caso à polícia.
Zanone Fraissat/Folhapress
Fachada da residência onde 11 travestis eram mantidos em cárcere privado na zona sul de SP
Fachada da residência onde 11 travestis eram mantidos em cárcere privado na zona sul de SP

Segundo a polícia, em casos como do amazonense os aliciadores pagavam a passagem de avião. Em São Paulo, os aliciadores cobravam o dobro do valor pago pela passagem aérea e também a estadia na casa, que possuía apenas colchonetes velhos para os travestis dormirem.
A polícia informou também que a dívida cobrada dos travestis ultrapassava o valor que eles deveriam receber pelos programas, obrigando o grupo a ficar na casa até pagar o débito que aumentava a cada dia.
O caso foi registrado no 27º Distrito Policial do Campo Belo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Travesti é assassinado próximo a igreja evangélica em Vila Velha, no ES

Segundo um frequentador da igreja, ele fazia programas no local há 1 ano.
Ainda não há pistas sobre o suspeito do crime.

Um travesti foi morto com seis tiros na noite desta quinta-feira (13), no bairro Itaparica, em Vila Velha, na Grande Vitória. De acordo com policiais militares, a vítima deve ter entre 25 e 30 anos, mas ainda não possui identificação. Porém, moradores do local o conhecem como Sandy. O suspeito ainda não foi encontrado.O crime aconteceu em uma esquina próxima à uma igreja evangélica. De acordo com um dos frequentadores da igreja, o travesti fazia programas no local há cerca de um ano. Segundo testemunhas, a vítima estava sentada na esquina quando chegou uma segunda pessoa em uma moto. O criminoso atirou seis vezes contra o travesti, que tentou fugir correndo pela rua.Policiais militares e civis estiveram no local e estão investigando o caso. Ainda não há pistas sobre o assassino.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Argentina lança 1º jornal voltado para público travesti

Maricel Seeger
  • El Teje, jornal argentino voltado para travestis "El Teje", jornal argentino voltado para travestis
Buenos Aires, 18 ago - Com artigos sobre as próprias experiências, entrevistas e até brincadeiras, um grupo de travestis edita na Argentina um jornal, "El Teje", a primeira publicação dirigida para este público na América Latina que tem como fim desmistificar os estigmas contra uma comunidade cercada por preconceitos.O periódico semestral "El Teje" é o resultado da oficina de Crônica Jornalística que recebe semanalmente mais de dez travestis no Centro Cultural Rojas, vinculado à Universidade de Buenos Aires (UBA), a maior da Argentina."Esta iniciativa tem como objetivo capacitar e fortalecer a comunidade travesti para enfrentar a discriminação e buscar desmistificar certos preconceitos na sociedade para que se torne mais pluralista", disse à Agência Efe a diretora do jornal, Marlene Wayar.
Marlene afirmou que a publicação visa a inclusão social de travestis, que em boa parte são obrigados a se prostituir "por falta de emprego e de oportunidades".
O periódico é distribuído na sede do centro cultural, em organizações feministas, homossexuais e lésbicas de Buenos Aires e no interior, além de hotéis onde membros da comunidade exercem a prostituição, uma atividade proibida por lei no país.A capacitação de transexuais fomentada por esse projeto pode ajudar ainda na promoção do respeito pela identidade deste público que tem dificuldade de conseguir emprego, mesmo tendo diploma universitário."É difícil que se tornem médicos, por exemplo, já que mesmo após seis anos de estudo, nenhum hospital vai querer admiti-los", afirmou Marlene, uma das fundadoras da Red Trans de Latinoámerica y el Caribe "Silvia Rivera".
"Há alguns que trabalham como cozinheiros e em bares, mas é uma mudança cultural muito complexa", acrescentou.A diretora da publicação advertiu que, "de fato, há uma expectativa de vida de 35 anos na comunidade porque os travestis não vão ao hospital ou aqueles que vão não voltam por terem sofrido maus-tratos".Com tamanho reduzido e produzido em várias cores, o jornal contém seções fixas, como "Cuéntame tu vida", na qual integrantes da comunidade relatam suas experiências e divulgam informações sobre espetáculos.Entre os colaboradores, pagos para cada artigo que produzem, está Malva, um travesti de 90 anos que enfrentou a perseguição dos homossexuais e transexuais praticada por vários governos, segundo ela."Poder viver em liberdade não tem preço. É mais importante que comer todos os dias", afirmou Malva, que frequenta um curso de crônica jornalística.O "El Teje", que já está em seu 6º número, também incluiu relatos sobre "o pesadelo" que é para esse público votar com uma identidade diferente de sua aparência."Nossa comunidade foi sempre discutida pelos outros. A psiquiatria e as ciências jurídicas nos relacionaram com patologias, além de terem nos criminalizado", disse Marlene.Dessa forma, o "El Teje" procura refletir em detalhes as realidades enfrentadas pelos travestis, o que se traduz desde a escolha do nome, "uma palavra muito significativa na linguagem travesti" local, afirmou a diretora da publicação.O jornal também aborda temas que podem interessar ao setor, como a constituição de uma família e o casamento homossexual, aprovado no ano passado pelo Parlamento da Argentina, o primeiro país da América Latina a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Bons drink-Transexual Luisa Marilac conta como escolheu seu nome de mulher

A transexual Luisa Marilac é a entrevistada de terça (28) do programa "Provocações", da TV Cultura.
Ao apresentador Antônio Abujamra, ela contou que não esperava a repercussão que teve o vídeo caseiro que a tornou famosa. Postado há cerca de um ano no YouTube, o vídeo teve mais de 1,6 milhão de exibições. "No início não foi fácil, só ouvia críticas muito duras", afirmou ela, que, contudo, defendeu seu estilo de vida. "Eu não tenho vergonha nem medo de ser o que sou." A transexual contou como escolheu seu nome de mulher. "Uma amiga dela [da mãe de Luisa], de nome Luisa Marilac, deu minha primeira roupa de mulher e tornou-se uma grande amiga." Segundo Luisa, ainda há muito preconceito contra os transexuais tanto no Brasil quanto na Europa. "A violência no Brasil é muito grande com relação a nós", disse. "Tomei sete facadas, perdi um pulmão. Tenho cicatrizes no corpo e na alma que nunca vão passar."
O programa vai ao ar a partir das 23h15.
Cleones Ribeiro/Divulgação
A transexual Luisa Marilac no "Provocações", da TV Cultura
A transexual Luisa Marilac, que contou como escolheu seu nome de mulher no "Provocações", da TV Cultura

Cuiabá tem 23 casos de agressão e quatro mortes de travestis neste ano

Números se referem só aos casos que chegam ao Centro de Referência.Centro de Combate à Homofobia de MT cobra punição de criminosos.

Pollyana Araújo Do G1 MT
 
Somente neste ano, 23 casos de violência e quatro de homicídios contra travestis chegaram até o Centro de Referência de Combate à Homofobia de Mato Grosso, vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado (Sedjuh), conforme estimativa divulgada pela entidade. A maioria dos casos de agressão física corresponde à região do Zero Quilômetro, em Várzea Grande, região metropolitana da capital.
A coordenadora do Centro de Referência, Cláudia Ferreira Carvalho, supõe que o número de ocorrências seja bem maior do que o divulgado, já que muitos casos de espancamento e até de homicídio não chegam até a instituição, implantada a partir do Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLTB (Gays, Lésbicas, Transgêneros e Bissexuais), lançado em 2004.
Os índices são preocupantes na avaliação da coordenadora do Centro de Referência se comparado ao número de habitantes de outras regiões brasileiras e aos registros de casos de agressão às mulheres que também fazem programa. "As mulheres que sofreram agressões dos clientes não tiveram requintes de crueldade, como ocorre com os transexuais", avalia Cláudia Carvalho, ao considerar que o fato de serem travestis é um grande fator de vulnerabilidade.Segundo ela, a violência contra os travestis chega ao extremo diante da discriminação contra os transexuais. "A sociedade precisa se conscientizar de que eles têm os mesmos direitos que qualquer outra pessoa". Ela reclama ainda que o governo do estado não desenvolve nenhuma política específica de combate à violência contra homossexuais.Em cerca de 10 dias, dois travestis foram mortos vítimas de agressão em Cuiabá. Eles tiveram os corpos encontrados em um terreno baldio próximo à Lagoa Encantada e a suspeita é de que supostas dívidas com traficantes de drogas tivessem motivado os homicídios. Também há a hipótese de que os responsáveis pertençam a grupos homofóbicos, que têm resistência extrema a homossexuais.
No final da semana passada, um travesti foi espancado por um cliente em um motel de Várzea Grande e ficou gravemente ferido. Por isso, não chegou sequer a registrar ocorrência. Esse caso será acompanhado pelo Centro de Referência de Combate à Homofobia e pela coordenadoria regional da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis.

sábado, 25 de junho de 2011

Travesti é espancado por cliente em motel de MT e fica em estado grave

Vítima não chegou a registrar ocorrência devido aos ferimentos.Centro de Combate à Homofobia disse que irá cobrar medida sobre o caso.

Pollyana Araújo Do G1 MT
 
Um travesti foi espancado por um cliente quando fazia programa em um motel localizado na região do Zero Quilômetro, em Várzea Grande, tido como um dos principais pontos de prostituição da região metropolitana de Cuiabá, na madrugada desta quinta-feira (23).
A vítima ficou ferida a ponto de não conseguir registrar ocorrência contra o agressor e, por isso, ainda não foi divulgada a motivação do crime. Ela está hospitalizada no Pronto-Socorro de Várzea Grande.
Segundo informações de uma integrante da coordenadoria regional da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis, o paciente chegou a passar por um exame de tomografia.
A coordenadora do Centro de Referência de Combate à Homofobia, ligado à Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp), Cláudia Cristina Ferreira Carvalho, afirmou, em entrevista ao G1, que na próxima segunda-feira (27) irá tomar medidas relacionadas a esse caso específico.Para ela, a agressão é mais um caso de intolerância, tendo, entre as motivações, a falta de impunidade dos criminosos. "É preciso haver respeito das autoridades policiais com os profissionais do sexo com a ampliação de ações repressivas, principalmente no combate ao tráfico de drogas", defende Cláudia Cristina.Além disso, a coordenadora reclama da ausência de políticas públicas de inclusão social dos travestis no mercado de trabalho. "Muitos querem sair dessa situação e não conseguem porque, muitas vezes, não têm nem o ensino fundamental", avalia. Ela disse que tem cobrado a instalação de uma sala de aula exclusiva a eles, no próprio prédio do Centro de Referência.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Psicólogo transexual e travesti vai poder usar nome social no trabalho

Resolução foi motivada por pedidos de profissionais travestis ou transexuais de pelo menos 3 Estados

Fábio Mazzitelli - O Estado de S. Paulo

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) aprovou no último sábado, dia 18, resolução que assegura a psicólogos transexuais e travestis de todo o País o direito de uso do nome social em documentos profissionais, como relatórios e pareceres, e na carteira de identidade profissional.
De acordo com o presidente do CFP, Humberto Cota Verona, a resolução foi motivada por pedidos de psicólogos travestis ou transexuais originários de, pelo menos, três Estados brasileiros - alguns deles, como tiveram as solicitações negadas nos conselhos regionais, apelaram à representação federal. Aprovada em plenário, a resolução vai ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União e passa a valer de forma imediata. Para consumar a mudança, o psicólogo vai necessitar elaborar uma solicitação por escrito ao conselho regional. "É um direito do profissional ter uma identidade de gênero diferente daquela que está no registro civil. A resolução é um reconhecimento deste direito", afirma Humberto Verona.
Por uma questão legal, o nome social do psicólogo tem de ser acompanhado do nome de registro civil e do número de registro profissional, já que a carteira de classe vale como documento de identidade e o conselho profissional não tem o poder de alterar registros civis. "Mas esta resolução vai permitir que o psicólogo transexual ou travesti assine documentos dando destaque ao nome social, na primeira linha", diz o presidente do CFP.No ano passado, tanto a Prefeitura de São Paulo como o governo paulista aprovaram decretos que permitiram aos servidores públicos transexuais e travestis usarem o nome social no trabalho, inclusive no crachá de identificação. Segundo Verona, o conselho de psicologia é uma das primeiras entidades de classe a reconhecer tal direito.
"É uma decisão que pode ser inédita. Não conheço outro conselho de classe que tem reconhecido esse direito", diz.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

De minivestido, Luisa Marilac passeia pela SPFW

VITOR ANGELO/FOLHA
DE SÃO PAULO

A travesti Luisa Marilac, que virou fenômeno da web ao postar um vídeo no YouTube em que aparece na piscina de uma casa na Espanha, visitou a São Paulo Fashion Week nesta quinta-feira (16), junto com a equipe do programa "Pânico na TV!". "É claro que eu teria que vir ao São Paulo Fashion Week, pois sou contra a homofobia e aqui é um lugar repleto de gays", disse Marilac à Folha. Com um minivestido tomara-que-caia preto sob um casaco cinza, a diva da web assistiu ao desfile da grife Água de Coco e concedeu entrevistas nos corredores do prédio da Bienal, no Ibirapuera, onde ocorre a SPFW.
"Ainda vou dar uma volta pelos lounges do evento para tomar meus 'bons drink'", disse, usando o bordão com o qual ficou famosa.
Alexandre Rezende/Folhapress
A travesti Luisa Marilac, que ficou famosa com vídeo no YouTube, visita a São Paulo Fashion Week nesta quinta
A travesti Luisa Marilac, que ficou famosa com vídeo no YouTube, visita a São Paulo Fashion Week nesta quinta

terça-feira, 14 de junho de 2011

Travestis mortos em Cuiabá deviam dinheiro a traficante, diz delegada

Duas vítimas foram cruelmente torturadas antes de morrer, diz polícia. Entidades suspeitam que crimes tenham motivação homofóbica.

Ericksen Vital Do G1 MT
 
 

A delegada da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Anaíde Barros, afirmou em entrevista ao G1 que os dois travestis assassinados em Cuiabá deviam dinheiro para um traficante de drogas. Anaíde de Barros explicou que ouviu na tarde desta segunda-feira (13) uma testemunha 'chave' para esclarecer os homicídios. Porém, a delegada ainda não descartou a possibilidade de os crimes terem sido motivados por homofobia. Entidades que defendem os direitos humanos querem uma apuração rigorosa dos casos.
Com as informações repassadas pela testemunha, um travesti que conhecia uma das vítimas, a Polícia Civil começa a identificar uma relação entre os dois homicídios. A delegada vê semelhanças entre as mortes. Ela explica que os assassinatos aconteceram em um intervalo de apenas 11 dias. Além disso, as vitimas são travestis e foram mortas na mesma região da cidade, no bairro CPA 4, e de forma muito violenta.
Até o momento, cinco homens foram interrogados pela polícia. Segundo a delegada, chegou até a delegacia a informação de que os travestis teriam sido mortos por integrantes de um grupo homofóbico da capital, ou seja, assassinados por pessoas que tem ódio de homossexuais.No entanto, a possibilidade de o crime ter motivação homofóbica foi praticamente descartada com o depoimento do travesti. "Estamos trabalhando, mas foi uma corrente que ainda não prosperou", comentou a delegada. A polícia agora foca a investigação em acerto de contas. Os dois jovens eram usuários de drogas e estavam devendo a um mesmo traficante.
Justiça
Mae_Travesti (Foto: Ericksen Vital G1/MT)Mãe de travesti assassinado diz que espera pela
justiça de Deus. (Foto: Ericksen Vital G1/MT)
Angela Maria de Carvalho, mãe do travesti Alisson Otavio da Cruz, de 20 anos, conhecido como Alicinha, confirma que o filho era usuário de droga e que passava por um momento difícil. “A droga levou meu filho”, comentou a mãe que sempre apoiou a opção sexual dos filhos. Além de Alisson, dona Angela tem mais três filhos gays. “Ele foi morto por preconceito. Agora eu espero a justiça de Deus. Meu filho era uma pessoa boa e não fazia mal a ninguém”, disse a mãe. Ela acredita que filho pode ter sido morto apenas por ser travesti.
As mortes
“A droga levou meu filho”diz mãe de um dos travestis cruelmente assassinados
Alisson foi morto no dia 28 de maio deste ano com requintes de crueldade. O corpo dele foi encontrado no córrego Gumitá, na região da Morada da Serra, na capital. Dona Angela diz que o corpo do filho estava praticamente irreconhecível no Instituto Médico Legal (IML). “Quando vi meu filho, achei que ele tinha sido queimado. Mas não foi. Ele foi jogado no esgoto após ser puxado por um carro. Tinham feito muita crueldade com ele”, comentou a mãe, segurando a foto do filho.Além de Alisson, morreu assassinado no dia 8 de junho o travesti Maildo dos Santos, de 25 anos. O corpo dele foi encontrado na região que fica aos fundos da chamada Lagoa Encantada, em Cuiabá. A morte foi similar. “Eu desejo justiça. Justiça para meu filho”, espera dona Eulália dos Santos, mãe de Maildo.
Direitos humanos
Após tomarem conhecimento das mortes em Cuiabá, entidades dos direitos humanos começaram a acompanhar os casos para saber se os crimes tiveram motivações homofóbicas. A assessora da Coordenadoria Nacional dos Direitos Humanos, Ana Lúcia da Silva, disse que espera que sejam identificados os criminosos e que eles sejam penalizados conforme a lei. Já a Coordenadora do Centro de Referência de Enfrentamento à Homofobia, Cláudia Cristina Carvalho, quer que a sociedade reconheça que os travestis tem direito à dignidade humana respeitada.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ES: travestis e transexuais poderão usar nome social nas escolas

O Conselho Estadual de Educação do Espírito Santo aprovou a resolução 2.735/2011, que permite a inclusão do nome social dos Travestis e Transexuais nos registros escolares das escolas do estado. A partir disso, as instituições devem incluir nas "chamadas", registros diários de frequência, entre parênteses, o nome social pelo qual estudante se identifica. A resolução foi publicada no Diário Oficial no dia 20 deste mês. De acordo com o presidente da ABGLT, Toni Reis, o processo estava parado desde 2008, mas agora as/os Travestis e Transexuais têm direito a usar a denominação com a qual se identificam. "Isso é uma grande vitória para movimento", afirmou o presidente em nota. No entanto, o nome social não deverá constar nas declarações do histórico escolar, dos certificados e dos diplomas.

De acordo com a resolução, cabe à instituição de ensino garantir a presença e a permanência do aluno, tendo em vista o respeito às diferenças. "Os professores e demais profissionais da educação devem estar atentos para evitar toda e qualquer forma de discriminação e preconceito que traga constrangimento para o (a) aluno (a)", diz o texto.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Travesti é assassinado por cliente na Zona Oeste de SP

Crime aconteceu na noite desta quinta-feira (26) na Barra Funda. Motivo do crime teria sido uma discussão por causa de R$ 10.

Do G1 SP
 
Um travesti foi assassinado por um cliente, na noite desta quinta-feira (26), em uma rua da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista. O motivo do crime foi uma discussão por causa de R$ 10. O jovem de 23 anos saiu com um cliente em uma moto e, quando voltou para a Rua Doutor Edgar Teotônio Santana, na Barra Funda, se desentendeu com ele.Outro travesti que trabalha no local, e não quer ser identificado, presenciou o crime. “Quando ela voltou, desceu da moto já correndo, quando eu ouvi o primeiro disparo. Ele correu atrás dela e depois disparou mais cinco vezes”, afirmou. Com a informação, a polícia vai tentar identificar o assassino. Parentes da vítima foram ao local da morte.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Travestí Luisa Marilac diz que não esperava todo o sucesso na internet

Luisa Marilac contou à revista 'Quem sobre o sucesso na internet. Foto: Divulgação
Luisa Marilac também reclamou da violência contra travestis no Brasil
Foto: Divulgação
Em entrevista à edição da revista Quem que chega à bancas nesta quarta-feira (18), a travesti Luisa Marilac, que virou sucesso da internet com alguns vídeos caseiros, disse que não esperava pela fama.
Em junho de 2010, a transexual brasileira decidiu fazer algo diferente para se vingar do ex-namorado. Após ser roubada pelo "italiano lindo", como ela mesma se refere a ele, e entrar em depressão, Luisa resolveu gravar um vídeo para mostrar ao ex que tinha superado o trauma. "A ideia era mandar para ele e depois apagar, mas eu perdi a senha do site. Eu não esperava todo esse sucesso, mas Deus sabe o que faz", contou.O jeito engraçado de falar e o mau português renderam bordões na web. Os "bons drinque" e o sotaque arrastado caíram na boca do povo. Apesar de assumir que não tem nenhum dom artístico, a ex-garota de programa virou um personagem cômico, o que lhe rendeu uma série de shows pelo Brasil. "Qualquer coisa que eu falo o povo começa a rir, acho que sou engraçada", afirmou.
Luisa também reclamou da violência contra os travestis. "É muito ruim a vida para 'nosotras' no Brasil", disse.
Ela está cotada para o elenco do reality show A Fazenda 4, com estreia prevista para julho de 2011.


'G Magazine' diz que não quer Luisa Marilac em sua capa

Gabriel Perline
Acostumada a convidar personagens famosos da cena gay para participar de ensaios ao lado de modelos nus, a revista G Magazine não pretende convidar Luisa Marilac, sucesso da web, para estampar uma das capas de suas futuras edições.
"Não temos a intenção de convidá-la, pois ela não tem o perfil que buscamos para a revista", disse Klifty Pugini, diretor de redação da G Magazine.
Segundo Klifty, a revista busca personalidades que se destacam na cena gay e que conquistaram o público com seus trabalhos ou atuações no meio.
A edição de junho da G Magazine trará na capa o ex-BBB Daniel, que fará fotos sensuais ao lado de um modelo, escolhido pela revista, que fará as fotos nu.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sucesso na internet, Marilac diz que está velha para fazer pornô

Marilac levou a mãe à boate Cine Ideal. Foto: Roberta Pirro/Divulgação
Marilac levou a mãe à boate Cine Ideal
Foto: Roberta Pirro/Divulgação
Bruno Astuto/ODIADireto do Rio de Janeiro

Luisa Marilac é uma verdadeira sensação. Celebridade cybernética desde o vídeo feito na piscina de sua casa, na Espanha, visto por mais de 900 mil pessoas, em que mergulha e diz que "tudo está numa boa". Sobre o reality show A Fazenda, da Record, ela não descartou a possibilidade de ser uma das integrantes. "Até agora não falaram nada comigo, mas, se for, eu garanto para você que vou tirar muito leite do touro", disse. Por outro lado, ela não participaria de um filme pornô. "Ah, depois de velha, que já está tudo no joelho... não tenho essa coragem", afirmou.
Na última sexta-feira (13), Luisa tocou na boate carioca Cine Ideal. A travesti, que trabalha como dançarina, às vezes também faz papel de DJ, mostrando os mais recentes hits das bombadas noites europeias. Mas o ponto forte mesmo é quando pega o microfone para conversar com o público e soltar suas famosas frases de sucesso - todo mundo vai ao delírio.
Tomando seus "bons drink", ao lado mãe, Maria do Carmo, Luisa Marilac fez uma hilária performance, distribuindo beijos, abraços e posando para inúmeras fotos com os fãs, e são muitos, pelo menos no Rio. A musa gay, mineira de Além Paraíba (MG), entre um gole e outro, conta por que decidiu deixar o País, e levanta a bandeira pelos direitos entre iguais.
"Eu sempre vou gritar: basta à homofobia!", desabafa ela, que já foi vítima de violência por preconceito e se recuperou de um coma por conta de sete facadas, em São Paulo. "Já está na hora de parar com essa palhaçada, porque são todos filhos de Deus. E quando morrer, vamos todos para o mesmo buraco. Então vamos levantar 'os drink' e brindar, porque a voz do povo é a voz de Deus".
O Dia - Dessa vez você veio para ficar?
Luisa Marilac - Venho sempre ao Brasil e fico um ou dois meses, no máximo. Mas isso não é porque eu não gosto, é por conta da ignorância, a impotência, a violência. Vim para ficar por mim e pela minha família. Mas não quero ficar aqui sem fazer nada, só por ficar. Quero ter um projeto, senão vou embora.
O Dia - Verdade que foi convidada pra participar da próxima edição de A Fazenda?
Luisa Marilac - Até agora não falaram nada comigo, mas, se for, eu garanto pra você que vou tirar muito leite do touro.
O Dia - Se recebesse uma proposta para ter um programa de TV, como seria?
Luisa Marilac - Sou bem sincera. Seria um programa gay e cheio de travestis dançando de maiô, pois já está na hora do povo se acostumar, né? Cada dia que passa eu repito: tem que começar a falar sobre esse assunto em casa, nas escolas...
O Dia - Faria filme pornô?
Luisa Marilac - Ah, depois de velha, que já está tudo no joelho... não tenho essa coragem. Até porque não vim ao Brasil pra mostrar tudo o que o povo vê por aí; eu vim fazer algo diferente.
O Dia - Prefere o homem brasileiro ou europeu?
Luisa Marilac - Brasileiro, meu amor. Olha, eu nunca falei mal do meu País, falo mal é do sistema. Sou brasileira e com orgulho.
O Dia - Você sempre diz que quer fazer algo diferente nesse verão. O que fez no verão passado?
Luisa Marilac - Estava ao lado de um homem que amei muito, mas ele me roubou. Então nesse verão eu quero fazer muitas coisas diferentes e melhores. Mas não quero fazer só para mim, quero fazer para todos nós.
O Dia - Vai se operar?
Luisa Marilac - Depois que eu soube que tem prazer, sim. Antes, não. Porque ter prazer é uma das coisas mais gostosas da vida, meu amor.
O Dia - Se encontrasse com o deputado Jair Bolsonaro, o que diria?
Luisa Marilac - Que ele tenha um pouquinho mais de respeito, de educação. Ele disse que nós somos anormais, mas um ser humano de verdade nunca pensaria desse jeito. Mas isso tudo é nossa culpa, que botamos uma pessoa dessas no governo. A solução seria que todos nós fossemos lá, e parássemos na porta de Brasília; porque eles nunca vão fazer nada pela gente mesmo.
O Dia - Você desfilaria em Parada Gay?
Luisa Marilac - Fui convidada para desfilar no primeiro carro da Parada Gay de São Paulo, e vou com muito orgulho. E se for convidada para vir na daqui do Rio, também virei com prazer. Não só aqui como em qualquer lugar do Brasil, porque recebi esse nome de diva não foi à toa. Quero estar junto do povo em todos os meus momentos.

domingo, 8 de maio de 2011

Pela 1ª vez, travestis fazem shows no teatro Karl Marx, em Cuba

Teatro foi palco de discursos de Fidel e de reuniões do Partido Comunista.Evento foi organizado pela filha de Raúl Castro, Mariela Castro.

Da EFE

Artistas, transformistas, travestis e drag queens cubanos realizaram pela primeira vez uma festa contra a homofobia no teatro Karl Marx de Havana, o mais importante da ilha. Neste sábado (7), os shows concebidos para apoiar a causa da diversidade sexual, receberam cerca de 5 mil pessoas.
O evento reuniu cantores populares em Cuba, como Hayla e Maria Antonieta, transformistas conhecidos na ilha, como Imperio, Margot e Chantal, músicos, dançarinos e modelos.
Pela primeira vez o teatro Karl Marx, em Havana, palco de discursos importantes de Fidel Castro e de reuniões do partido comunista de Cuba, permite a realização de shows com travestis, transformistas e drag queens.  (Foto: Adalberto Roque / AFP Photo)
Pela primeira vez o teatro Karl Marx, em Havana, palco de discursos importantes de Fidel Castro e de reuniões do partido comunista de Cuba, permite a realização de shows com travestis, transformistas e drag queens. (Foto: Adalberto Roque / AFP Photo)
O público, em sua maioria integrantes da comunidade gay, desfrutou de três horas de música com clássicos da canção cubana, famosas peças de musicais como “Cabaré” e “Cats”, e sucessos internacionais de artistas como Whitney Houston, Beyoncé e Rihanna.A festa foi organizada pelo Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex) e é uma das atividades em Cuba pelo Dia Mundial contra a Homofobia.A diretora do Cenesex, Mariela Castro, filha do presidente cubano, Raúl Castro, assistiu ao evento e recebeu homenagens dos artistas e do público.Ainda participaram do evento o presidente da União de Escritores e Artistas de Cuba, Miguel Barnet, e o Chefe do Departamento Ideológico do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Rolando Alfonso Borges.“Esta revolução torna muito mais invencível se todos e todas estamos unidos”, afirmou Margot, um dos transformistas que conduziu o espetáculo.
A 4ª Jornada cubana contra a homofobia se estenderá até o dia 17 de maio com atos em pelo menos dez das 15 províncias do país, e terá sua atividade central na cidade oriental de Santiago de Cuba.
Travestis e transformistas esperam para entrar no Teatro Karl Marx. O evento foi organizado por Mariela Castro, filha do presidente de Cuba, Raúl Castro. (Foto: Adalberto Roque / AFP Photo)
Travestis e transformistas esperam para entrar no Teatro Karl Marx. O evento foi organizado por Mariela Castro, filha do presidente de Cuba, Raúl Castro. (Foto: Adalberto Roque / AFP Photo)
Com o apoio de outras instituições, o Cenesex organizou um programa que também inclui conferências, exposições, apresentações de livros, entre outros atos.
Nos últimos anos esse centro liderou uma insistente campanha para sensibilizar nos planos político e da opinião pública a respeito da diversidade sexual. Entre as conquistas do Cenesex está a legalização das operações de mudança de sexo e a apresentação ao Parlamento de um projeto de lei que modificaria o Código de Família, com aspectos como a união legal entre casais homossexuais.

Em 2010,Fidel assumiu culpa pela onda homofóbica em Cuba há 50 anos

'Foram momentos de grande injustiça', disse o cubano.
'Pessoalmente, eu não tenho esse tipo de preconceito', acrescentou.

Da Reuters

O ex-presidente cubano Fidel Castro assumiu a culpa pela onda homofóbica empreendida por seu governo há quase cinco décadas, quando marginalizou os homossexuais e os enviou a campos de trabalho agrícolas forçados, acusando-os de serem "contrarrevolucionários", disse ele ao jornal mexicano "La Jornada".
Página do jornal mexicano 'La Jornada' traz a segunda parte da entrevista exclusiva concedida por Fidel Castro
Página do jornal mexicano 'La Jornada' traz a segunda parte da entrevista exclusiva concedida por Fidel Castro (Foto: Reprodução)
A declaração faz parte da segunda parte de uma entrevista publicada em 2010, na qual Castro afirmou que é o principal responsável pela perseguição aos homossexuais na ilha há 50 anos e lamentou não ter corrigido essa falha por estar envolvido na defesa do país.
"Sim, foram momentos de grande injustiça, uma grande injustiça! Fomos nós que fizemos, fomos nós... Estou tentando diminuir minha responsabilidade em tudo isso, porque, pessoalmente, eu não tenho esse tipo de preconceito", acrescentou.
"Escapar da CIA, que comprava tantos traidores, às vezes entre pessoas próximas, não era coisa fácil. Mas, no fim, de todas as formas, se tem que assumir a responsabilidade, assumo a minha. Não vou jogar a culpa nos outros", afirmou.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Travesti confessa assassinato de empresário em Cuiabá, diz polícia

Acusado tentou aplicar o golpe 'boa noite cinderela' no empresário. Objetivo era roubar a caminhonete da vítima.

Do G1 MT

Duas pessoas foram presas acusadas de ter matado o empresário Martins Pompeo Barros, encontrado morto na manhã de quinta-feira (28) na periferia de Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, um travesti e seu companheiro tentaram aplicar o golpe 'boa noite cinderela' no empresário para poder roubar a caminhonete em que ele estava.
A polícia chegou até as dois acusados depois de encontrar o veículo, que estava escondido no bairro CPA, em Cuiabá. De acordo com o chefe de operações Vlademir Barros, a caminhonete possuía rastreador e os acusados assumiram o crime assim que foram presos.
Em depoimento eles disseram que o objetivo era levar a caminhonete roubada para a Bolívia. Para isso, o travesti comprou um remédio usado para aplicar um golpe conhecido como 'boa noite cinderela' e seguiu para um motel onde o programa com o empresário seria feito. Ainda de acordo com o chefe de operações, a vítima foi assassinada ainda dentro do motel.Além dos dois acusados, outras duas pessoas estão sendo investigadas por suspeita de envolvimento no crime. Uma delas é o farmacêutico que teria vendido o remédio usado para aplicar o golpe e o outro seria a pessoa que fez a proposta para que o travesti roubasse o veículo.Os presos estão na Delegacia Especializada de Roubos de Veículos. As investigações são realizadas em conjunto com a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa de Cuiabá.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Transexuais do Nepal abençoam Kate e William

A comunidade transexual do Nepal ofereceu suas bênçãos ao príncipe William e a Kate Middleton por seu casamento na semana que vem, propondo até enviar um de seus membros à cerimônia.
Na Ásia do Sul, os transexuais, com mais frequência homens transformados em mulheres, conhecidos pelo nome de "hijras", são considerados de bom augúrio nos casamentos, nos quais são pagos para cantar, dançar e abençoar o casal."De acordo com a tradição, oferecemos nossas bênçãos ao príncipe William e a Kate Middleton para uma vida conjugal feliz", declarou Pradeep Khadka, membro do grupo de defesa dos direitos dos homossexuais, Blue Diamond Society.
A organização também escreveu à embaixada da Grã-Bretanha em Katmandu propondo enviar um de seus membros à cerimônia do dia 29 de abril.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Crítica: Peça Luiz Antonio Gabriela fala sem maneirismos sobre travestis

Em cartaz em SP, Luiz Antonio Gabriela é trabalho autoral e sensível sobre travestis
Divulgação
Marcos Felipe abre mão de maneirismos
Marcos Felipe abre mão de maneirismos
Peças sobre o universo das travestis são comuns. Encontrar uma que aborda com seriedade e criatividade um mundo tão complexo e singular não é fácil. Desde que o projeto “Bárbara ao Quadrado” (2006) – que trazia à tona a travesti Bárbara, retirada do livro “Estação Carandiru”, de Drauzio Varella, - ganhou os palcos, não havia aparecido outra peça tão relevante quanto “Luiz Antonio-Gabriela”, em cartaz gratuitamente no Centro Cultural São Paulo.A peça é um acerto de contas do diretor Nelson Baskerville com o irmão Luiz, que se mudou para a Espanha, se tornou uma transformista famosa e morreu em 2006 vitimado por diversas doenças em decorrência do vírus HIV e de ter sido dependente química por anos. E como frisou o historiador Alexandre Mate: “essa obra coloca o dedo na nossa desumanização”.Gabriela nunca mais viu a família, não esteve presente no enterro do pai e ficou sem contato com os familiares por cerca de 30 anos. Natural da cidade de Santos, Gabriela foi discriminada, rejeitada, se prostituiu, apanhou, foi incompreendida, mas parece não ter guardado rancor de nada. Afinal, para ela “a vida é tão curta e a gente fica se dando aos pedaços”.É corajoso o trabalho do diretor, pois para cuidar da ferida aberta ele teve que expor e metamorfosear todo seu passado e seu ressentimento em resoluções cênicas. Com a ajuda de Verônica Gentilin – que interpreta o próprio diretor na peça –, que cuidou da parte dramatúrgica, a Cia. Mungunzá oferece ao público uma encenação tocante, sensível, criativa e contundente.
Não há excessos da direção de Baskerville, todos os elementos parecem querer quebrar o relato emocionado e clichê da travesti coitada e maltratada. Não, Luiz Antonio Gabriela é antes de tudo um guerreiro, defendeu-se como pode e mesmo com as adversidades não se arrefeceu. Não deixou de ser quem era. O cenário do diretor em conjunto com Marcos Felipe quebra com a narrativa linear e qualquer rastro de realismo. É tudo mentira, embora seja tudo verdadeiramente real.Atente-se para as cenas de sexo entre os irmãos, é uma das mais belas já realizadas em cena para relatar o famoso troca-troca. A paranóia que Baskerville cultivava na infância ao ser possuído pelo irmão seria cômica se não fosse trágica. Afinal, você já viu um homem soltar leite?Marcos Felipe, o intérprete de Gabriela, tem uma composição sutil e cativante. Em cima do salto alto imaginário e com um olhar sempre lascivo e frágil, o ator consegue transpor - sem os maneirismos comuns em atores que interpretam mulheres – o drama da personagem sem pieguice, ou sentimentos de dó.É um trabalho de fôlego do grupo. Um belo trabalho, diga-se de passagem. Diria obrigatório. Se expor como fez o diretor é para poucos. Ainda mais num mundo onde carecemos de pessoas que realmente sejam corajosas e levem ao pé da letra o sentido da palavra “autoral”. O documentário cênico de Baskerville é real e pulsa dentro do expectador que não se contém ao final do espetáculo.O espetáculo encerra as apresentações gratuitas no próximo sábado, 23, e volta ainda neste semestre no Galpão do Folias, localizado no bairro de Santa Cecília. Os ingressos podem ser retirados antecipadamente na bilheteria do Centro Cultural. E é possível formar uma fila de espera antes das apresentações. Para quem se interessa por assuntos do universo LGBT, não há nada mais contundente, nos palcos da cidade do que “Luis Antonio-Gabriela”. Imperdível.
“Luis Antonio – Gabriela” – até 23 de abril
Quarta a sábado, às 21h
Centro Cultural São Paulo: Rua Vergueiro – 1000 (estação Vergueiro do Metrô)
Tel.: (11) 3397-400
Entrada franca


 

'Tem muita travesti talentosa', diz nova diva gay do YouTube

Vídeo com piscina e 'bons drink' trouxe fama à transexual Luisa Marilac.Após agressão no Brasil e golpe na Itália, ela explica como saiu 'da pior'.

Dolores Orosco Do G1, em São Paulo
Luisa Marilac (Foto: Reprodução)Luisa Marilac em cena do vídeo que teve mais de
800 mil acessos no YouTube. (Foto: Reprodução)
No verão passado, Luisa Marilac decidiu fazer algo diferente. Ela só não previa que o vídeo no qual desfrutava de um dia de sol na piscina de sua casa na Espanha, tomando seus “bons drink”, faria dela uma celebridade da internet.“Menina! Passei a tarde na cama, só falando com o povo no Twitter. Meus Deus, quanta gente!”, contou a transexual ao G1 na terça-feira (19), data em que o vídeo intitulado “Luisa Casa Roqueta” ultrapasou os 800 mil acessos no YouTube.Filmada com uma câmera amadora em junho de 2010, a gravação era uma pequena vingança de Luisa contra um ex-namorado italiano. “Nós moramos em Roma por dois anos e mudamos para Madri para nos casar. Chegando aqui, ele me roubou, fugiu com meus documentos, meus cartões de crédito, me deixou na m...”, explica. “Quis fazer o vídeo para mostrar que apesar de tudo, eu não estava na pior”.Nas cenas em que joga na cara do ex o glamour da casa com piscina no povoado de Roqueta de Mar, no sul da Espanha, Luisa dispara uma sequência de frases que têm virado bordões nas redes sociais.
Luiza Marilac, sucesso no YouTube (Foto: Divulgação)Luiza Marilac tem planos de voltar ao Brasil após
sucesso na web. (Foto: Divulgação)
“Neste verão eu decidi fazer algo de diferente. Decidi ficar na minha casa, na minha piscina, com meus bons drink [sic] curtindo esse verão maravilhoso na Europa”, diz a brasileira na gravação, antes de dar um mergulho na água “geladíssima”. “E teve boatos de que eu estava na pior... Se isso é estar na pior, que quer dizer estar bem? P...”, completa Luisa, com ar debochado.Descobertas só recentemente por usuários do Twitter e do Facebook, as máximas de Luisa ganharam até as pistas de dança. Misturadas a arranjos eletrônicos, as pérolas proferidas pela transex foram convertidas em versos de hits de baladas moderninhas.
“Fiz o remix por zoação e toco em festas em que o pessoal tem mais humor”, conta o DJ Nedu Lopes, que se apresenta nos clubes paulistanos Vegas e Glória. Já o DJ Dolores de las Dores, do projeto Las Bibas from Vizcaya, produziu uma versão batizada “Momentos meus”, executada na Red Party, do Sonique Bar, também em São Paulo. Enfio a música no meio de um set maluco, intercalando com Gretchen ou Lady Gaga”, conta.Assim como o vídeo original de Luisa, os remixes também fazem sucesso: ambos já tiveram mais de 55 mil acessos no YouTube.
Vida 'hétera' no BrasilO assédio virtual dos brasileiros causou certo banzo na neodiva gay da web, que faz planos de visitar o país no próximo dia 6 de maio. A data não foi escolhida à toa: é o aniversário de Luisa – que jamais revela a idade. “Coloca aí que sou da época do 'Fuscão preto'. E abafa o caso”, pede.
Na vinda ao país, ela pretende ir direto ao encontro da mãe, que trabalha como cabeleireira em Guarulhos, na Grande São Paulo. Também planeja visitar familiares que vivem em sua terra natal, Além Paraíba, localizada na Zona da Mata mineira.Levei sete facadas nas costas. Fiquei em coma dois dias e me trataram feito animal em um hospital público. Essa semana me mandaram aquele vídeo do travesti assassinado na Paraíba e fiquei em estado de choque"
Luisa Marilac
“É uma cidade pequenininha e acolhedora, que faz divisa com o Rio, na BR 116”, detalha. “Quando volto para lá levo uma vida de 'hétera' e tento passar o mais discreta possível. Sei que aí no Brasil travesti leva pedrada na rua”.A violência contra os homossexuais no país é tema que preocupa Luisa. Ela diz que foi justamente um ataque homofóbico que a fez se mudar para a Europa há mais de duas décadas.
“Levei sete facadas nas costas dentro de um bar em São Paulo. Fiquei em coma dois dias e me trataram feito animal em um hospital público”, explica. “Essa semana me mandaram aquele vídeo do travesti assassinado na Paraíba e fiquei em estado de choque, não consegui nem dormir!”.Quando se mudou para a Europa, Luisa caiu na prostituição, como fazia desde a adolescência na Grande São Paulo. “A diferença é que na Itália eu não sentia medo, no máximo alguém me olhava feio. No Brasil, travesti que está na vida sabe que pode ser linchado, assassinado...”.A transex diz que há quase três anos deixou de fazer programas. “Ainda circulam uns anúncios meus em alguns sites. Já tentei tirar todos do ar, mas é tão difícil...”, lamenta.
Luiza Marilac, sucesso no YouTube (Foto: Divulgação)Luiza Marilac: curvas generosas atrapalham na
hora de escolher grifes. (Foto: Divulgação)
Atualmente, diz ela, o sustento vem da renda que acumulou. Mora em um apartamento no centro da capital espanhola e no verão, aproveita o calor na casa da Roqueta. “É tudo alugado, mas é meu. Eu pago o aluguel, então é meu”, enfatiza.“Adoro o agito de Madri, mas prefiro ficar na Roqueta, que é um lugar menorzinho. Sempre fui uma moça do interior”, confessa, aos risos. “Sou uma dona-de-casa que gosta de ver tudo limpinho, receber as amigas. Coisa de mulherzinha”.
Silicone da vizinhaCom 1,85m de altura, cintura fina, seios e quadris fartos, Luisa se considera uma “travesti à moda antiga”. “Plástica mesmo só fiz no nariz. O resto é aquele silicone que você bate na porta da vizinha e pede pra ela aplicar”, revela, sem pudores.O corpão exagerado às vezes atrapalha na hora de escolher um modelito de alta-costura. “Grife é coisa tão rara de me servir... Comprei um vestido Roberto Cavalli que ficou péssimo. Comprei uma bota Calvin Klein que na primeira esquina quebrou o salto. Fico louca da vida, não compensa gastar tantos euros”, pondera. “E tem mais: aprendi a me olhar no espelho e me achar linda, não importa a roupa”.Os investimentos mais altos, diz ela, são nos perfumes. “Sou muito exigente e se você me perguntar, sei o nome de todos: Lancôme, Chanel, Givenchy...”, desafia. “Mas o meu preferido é o Insolence, da Guerlain. Adoro um cheirinho bem doce”.Sou uma dona-de-casa que gosta de ver tudo limpinho, receber as amigas. Coisa de mulherzinha"
Luisa Marilac
A vaidade também ficou mais forte desde que seu “dolce far niente” na piscina ganhou a internet. Em seu vídeo mais recente, filmado em HD, gastou 3 mil euros com uma miniequipe formada por maquiadora e cinegrafista.
“Vou continuar fazendo essas palhaçadinhas no YouTube e vou chamar as amigas para participar”, promete. “Tem muita travesti talentosa e bonita que não tem oportunidade e se vê obrigada a cair na prostituição. Sou muito afortunada por não ter contraído um HIV. Na minha época não se falava tanto em camisinha”.
Xuxa
Luisa espera repetir o êxito de outras transexuais famosas, como Nany People, Dimmy Kieer e a top model Lea T – a queridinha da vez do mundo fashion. “Ela é linda! No início da carreira estava muito magrinha, mas agora ficou incrível. Virou mulher!”, elogia. “Se você descobrir o nome do cirurgião dela, você me passa?”, solicita.Meu sonho de infância era ser paquita e se você perguntar para qualquer travesti, ele vai te dizer o mesmo"
Luisa Marilac
Se a fama na web ajudar, Luisa quer realizar um desejo antigo: conhecer a rainha dos baixinhos. “Xuxa é a minha maravilhosa! Meu sonho de infância era ser paquita e se você perguntar para qualquer travesti, ele vai te dizer o mesmo”, garante.Outra heroína de infância da transex é Luisa de Marilac. Nada a ver com a santa francesa, cujo sobrenome batizou um município mineiro. “Escolhi esse nome para homenagear uma amiga de minha mãe, que me deu a primeira roupa de mulher”, recorda ela, que esconde com afinco seu nome masculino. “Dona Luísa era uma santa, vendedora da sessão de cosméticos do Carrefour. Me tratava como a filha que nunca teve”.A formação católica passada pela mãe – Luisa nunca conheceu o pai biológico – ainda tem espaço no cotidiano. “Deus foi muito bom comigo. Quando acordo, a primeira coisa que faço é agradecer por mais um dia e já peço perdão pelos pecados que cometerei nas próximas horas”.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Malásia quer 'reeducar' alunos com tendências homossexuais

O jornal da Malásia New Straits Times afirmou que um grupo de 66 adolescentes malaios com "tendências afeminadas" será enviado a um acampamento com o objetivo de "passar por uma reeducação". O jornal credita a informação a autoridades da Malásia, país que não tolera a homossexualidade.
Segundo o Departamento de Educação do Estado de Terengganu, o acampamento começou a funcionar no último domingo. Os jovens enviados ao local foram indicados por suas escolas, que foram instruídas no ano passado a "denunciar alunos que pudessem ser gays".A Malásia considera ilegais as relações entre pessoas do mesmo sexo. Homossexuais malaios denunciam medidas do governo que consideram discriminatórias, como, por exemplo, a pena de 20 anos de prisão por sodomia.
De acordo com o New Straits Times, os estudantes terão aulas de educação física e religião, conduzidas por "palestrantes motivacionais".O diretor do departamento, Razali Daud, disse ao New Straits Times que, embora os "sintomas" variem, o comportamento dos 66 jovens - todos estudantes do ensino médio - "não são comuns para rapazes normais desta idade"."Nós não estamos interferindo com o processo da natureza, e sim meramente tentando guiar estes estudantes a seguir um caminho adequado em suas vidas", afirmou Daud."Nós sabemos que algumas pessoas acabam se tornando mak nyah (travestis) ou homossexuais, mas nós faremos o melhor para limitar este número", disse.
A entidade malaia Grupo Unido de Ação para a Igualdade de Gêneros (JAG, sigla em inglês) afirmou, em comunicado publicado pelo site de notícias The Malaysian Insider, que a medida vai contra os direitos humanos, além de promover a homofobia e o preconceito.

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