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quinta-feira, 29 de março de 2012

No "Brasil Urgente", Datena diz que não teria dinheiro do resgate se fosse sequestrado

Durante o programa "Brasil Urgente" desta quarta-feira (28), o apresentador José Luís Datena comentou sobre a descoberta da polícia de que bandidos pretendiam sequestrá-lo nesta noite, no caminho de volta para casa.

"Eu só queria avisar esses bandidos sacanas que eu acredito muito em Deus e não tenho medo de vocês. Fui aconselhado pela polícia a ficar calado mas não consigo ficar de boca fechada", disse o apresentador.De acordo com nota publicada pelo colunista do UOL Flávio Ricco, o crime aconteceria entre 20h30 e 21h, na rodovia Castelo Branco, entre os municípios de São Paulo e Osasco. A polícia alertou o apresentador e, através de um cruzamento de informações, chegou ao veículo que seria utilizado para o crime.Datena disse que, se o sequestro fosse realizado, ele não daria o dinheiro de resgate. "Se me sequestrar vocês vão ter que me matar, vocês jamais terão o dinheiro de resgate. Primeiro porque eu não tenho, fiz tanta coisa errada na minha vida que não sobrou quase nada. Meus bens materias são poucos. E segundo que se eu tivesse dinheiro não daria para vocês, para comprarem armas e matarem pessoas".O apresentador também aproveitou o programa para agradecer o trabalho da polícia, e alertou os bandidos: "Eu espero que se algum dia vocês realizarem algum ato como esse, que seja contra mim, olhando na minha cara [...], mas não toquem em um fio de cabelo da minha família que não vai ser bom para vocês".

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Polícia prende suspeito de manter 11 travestis em cárcere em SP

MARTHA ALVES/FOLHA
DE SÃO PAULO

Policiais militares prenderam um travesti suspeito de manter outros 11 em cárcere privado em um sobrado na avenida Miruna, em Indianópolis, zona sul de São Paulo, na madrugada desta quinta-feira. Não havia menores de idade no grupo.
A polícia chegou ao local após receber informações da polícia do Amazonas, que recebeu uma denúncia o irmão de um dos travestis. Ele procurou a diretoria de direitos humanos do Amazonas para dizer que o irmão havia sido agenciado pela internet e que, devido a condições financeiras, morava em uma casa e era obrigado a trabalhar para o aliciador.
As autoridades do Amazonas entraram em contato com o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, que levou o caso à polícia.
Zanone Fraissat/Folhapress
Fachada da residência onde 11 travestis eram mantidos em cárcere privado na zona sul de SP
Fachada da residência onde 11 travestis eram mantidos em cárcere privado na zona sul de SP

Segundo a polícia, em casos como do amazonense os aliciadores pagavam a passagem de avião. Em São Paulo, os aliciadores cobravam o dobro do valor pago pela passagem aérea e também a estadia na casa, que possuía apenas colchonetes velhos para os travestis dormirem.
A polícia informou também que a dívida cobrada dos travestis ultrapassava o valor que eles deveriam receber pelos programas, obrigando o grupo a ficar na casa até pagar o débito que aumentava a cada dia.
O caso foi registrado no 27º Distrito Policial do Campo Belo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Imagens mostram tiroteio e início de sequestro a ônibus no Rio

Vídeo registra o cerco da polícia; imagem também flagra refém escapando.Drama de reféns durou cerca de uma hora.

Do G1, com informações do Jornal da Globo



Imagens captadas pela TV Globo mostram o início do sequestro a um ônibus no Centro do Rio na noite desta terça-feira (9). O flagrante registra o momento em que veículo que liga a região central a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foi cercado pela polícia na altura do Sambódromo, na Avenida Presidente Vargas.Mesmo com o cerco, os criminosos obrigaram um passageiro a dirigir. Nas imagens é possível ver a polícia acompanhando a movimentação do coletivo quando começa um intenso tiroteio.O ônibus rompeu dois bloqueios e só parou próximo à sede da Prefeitura do Rio.Diversos carros da Polícia Militar (PM) e do Batalhão de Choque aumentaram o cerco aos criminosos. Para impedir uma nova fuga, os pneus do veículo foram furados.As imagens ainda registram o momento em que um dos reféns sai pela janela do veículo e corre em direção a policiais.
O sequestro
Os passageiros foram feitos reféns por cerca de uma hora. Dois bandidos se entregaram e um deles carregava uma granada. Um terceiro sequestrador havia saído do ônibus e trocou tiros com a polícia ao fugir. Mais tarde, o criminoso foi preso ferido em uma clínica particular.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, quatro pessoas foram baleadas: duas passageiras e um homem que estava dentro de um veículo que passava pelo local. Um outro homem foi atingido de raspão na perna e já foi liberado do hospital.Uma mulher levou um tiro no tórax e está no CTI. Seu estado de saúde é grave. A outra mulher foi atingida perto da região do glúteo e passa bem, e o homem foi baleado no pescoço. Ele está em observação.Além dos quatro, um policial foi ferido na perna, e foi levado para o hospital central da PM. Onze reféns saíram ilesos na operação.

Ônibus é sequestrado no Centro do Rio (Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo)
Ônibus é sequestrado no Centro do Rio (Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo) O Comandante da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, falou sobre o sequestro logo após a rendição dos bandidos. “Foi tudo resolvido de uma forma muito rápida”.
Segundo o Centro de Operações, a Avenida Presidente Vargas foi liberada ao tráfego.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mulher adota filha biológica mais de 40 anos após sequestro por babá

Ronique 'Pepper' Smith, de 41 anos, passou a vida tentando descobrir sua verdadeira história.

Da BBC
 
Ronique 'Pepper' Smith, hoje com 41 anos, com a mãe, Jolene Coleman (Foto: KTLA News )Ronique 'Pepper' Smith, hoje com 41 anos, com a
mãe, Jolene Coleman (Foto: KTLA News )
Uma americana adotou a própria filha biológica em um tribunal de Los Angeles mais de 40 anos depois de ela ter sido sequestrada pela babá.Ronique 'Pepper' Smith, hoje com 41 anos, foi levada de casa aos três meses de idade pela babá, Shirley Berthelot. A mãe dela, Jolene Coleman, diz ter passado a vida tentando achar a menina, sem sucesso.
O reencontro só foi possível, tanto tempo depois, devido a uma série de coincidências.
AdoçãoApós sequestrar Ronique ainda bebê, Shirley teria dado a menina para uma amiga, Barbara Christie, que a adotou legalmente junto com o marido, Robert, e deu a ela o nome de Rhonda Patricia Christie.
Neste momento, os direitos legais de Coleman em relação à filha terminaram, apesar de ela nunca ter sido contactada sobre o assunto, segundo suas declarações à imprensa local.Quatro anos depois, Shirley sequestrou a menina novamente. Agora sob o nome de 'Pepper Smith', a menina passou a ter uma vida nômade, morando em trailers e hotéis de beira de estrada e indo muito pouco à escola.Em declarações a jornais locais, ela contou que se lembrava de um quarto cor-de-rosa e de uma mãe carinhosa e que sabia que tinha sido sequestrada, mas nunca teve uma pista sobre sua verdadeira identidade.
Shirley morreu de câncer, em 1986, quando Pepper tinha 16 anos, mas teria se recusado a dar qualquer informação sobre a família da jovem.
Uma funcionária de um cartório da Califórnia encontrou certidão de nascimento da mulher e reuniu a família 40 anos depois (Foto: KTLA News)Uma funcionária de um cartório da Califórnia
encontrou certidão de nascimento da mulher e reuniu
a família 40 anos depois (Foto: KTLA News)
DocumentosA vida inteira, Pepper enfrentou problemas por não ter documentos. O problema se agravou quando ela teve uma filha.Segundo o Nevada Appeal News Service, tudo o que ela tinha era uma data de nascimento, 16 de setembro de 1969, e a lembrança de que seus pais se chamavam 'Bobby e Bobby'.
Em 2010, uma funcionária de um cartório da Califórnia deduziu que Bobby poderia ser um apelido para Barbara e encontrou uma certidão de nascimento. Pepper era 'Rhonda Patricia Christie', a filha adotiva de Barbara e Bob Christie.Pepper foi atrás da família e encontrou a mãe adotiva lutando contra um câncer terminal, mas muito feliz em reencontrá-la.
DesenrolarA história ganhou destaque no noticiário americano e teria sido assistida na TV por Jolene Coleman, a mãe biológica, que reconheceu a filha.Coleman contactou a advogada de Pepper, Gloria Allred, e passou por um exame de DNA que confirmou a relação entre as duas.Pepper ganhou então mais uma mãe, que decidiu então adotá-la legalmente em um tribunal de Los Angeles.
'Pela primeira vez na minha vida, me sinto uma pessoa inteira...não mais fragmentada. Eu sinto que posso ter orgulho, falar meu nome com confiança, sabendo que sou eu', disse Ronique 'Pepper' Smith a jornalistas.
'É um milagre que eu nunca achei que iria acontecer. E eu sou muito agradecida', disse Coleman.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

'Foi traumatizante', diz atriz após sofrer tentativa de sequestro na Barra, no RJ

Sylvia Massari foi abordada por dois criminosos na Avenida das Américas.Segundo PM, Sylvia chegou a entrar em luta corporal com um suspeito.

Rodrigo Vianna Do G1 RJ
 
Sylvia Massari foi rendida por criminosos armados na Avenida das Américas (Foto: Thiago Prado Neri / Divulgação TV Globo)Sylvia Massari foi rendida por criminosos na Barra
(Foto: Thiago Prado Neri / Divulgação TV Globo)
A atriz Sylvia Massari, de 63 anos, foi vítima de uma tentativa de sequestro na tarde desta quarta-feira (29), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Policiais que passavam pelo local conseguiram render os dois criminosos, um deles de 15 anos. Segundo a PM, a atriz seguia de carro para Ipanema, na Zona Sul, quando foi rendida na Avenida das Américas."O que mais me assustou foi saber que um deles tem 15 anos. Vivo fazendo shows beneficentes para essas crianças na esperança de que sigam outro caminho mas, enfim, não dá pra salvar o mundo. Foi traumatizante. Na delegacia, eu fiquei sabendo que eles tinham ordem de levar uma mulher de carro para a favela”, contou Sylvia, ainda abalada.O crime aconteceu por volta das 14h30, num sinal de trânsito, na pista sentido Zona Sul.Ao G1, a atriz, que é mulher do diretor Guto Graça Mello, contou que a ação dos criminosos foi rápida. Segundo ela, a dupla não aparentava estar sob efeito de drogas. Sylvia afirmou, ainda, que chegou a oferecer a bolsa e o carro, mas a dupla alegou que a levaria junto.


“Eu ia fazer uma mamografia, em Ipanema, e parei num sinal. Eu estava ouvindo uma música, quando de repente apareceram esses dois rapazes na lateral. Eles bateram com a arma com força no vidro. Na hora pensei até que era de brinquedo. Eu baixei o vidro e eles mandaram eu abrir a porta. Foi quando um deles passou por cima de mim e abriu a porta para o outro”, contou.
Sylvia disse que um dos criminosos chegou a apontar a arma para a sua cabeça. “Eu insisti que queria descer do carro, quando ele viu que eu ia descer, ele engatilhou o revólver na minha cabeça. Na hora, a minha reação foi abaixar a arma dele. Eu segurei na mão dele, porque se ele fosse atirar, pelo menos atiraria para o chão do carro, foi quando ele me agarrou”, acrescentou.
Atriz entrou em luta corporal com criminosos
Ainda de acordo com a atriz, ela entrou em luta corporal com um dos criminosos que estava no carona: “Eu sou louca. Eu lutei com os bandidos, porque eles queriam me levar. Eu sabia que uma coisa de muito ruim iria acontecer comigo, mas que isso não sirva de exemplo. Foi um momento de desespero, eu não conseguia pensar em outra reação”, disse ela.
Quando eu vi já havia dois PMs na nossa frente com metralhadoras."
Sylvia Massari/atriz
Policiais militares do 31º BPM (Recreios dos Bandeirantes) passavam pela via, quando perceberam a ação. De acordo com a polícia, os dois suspeitos ainda estavam dentro do carro da atriz quando foram abordados. Os PMs bloquearam a passagem para o carro e apontaram as armas em direção ao automóvel da atriz, ordenando que os criminosos se entregassem.
“Quando eu vi já havia dois PMs na nossa frente com metralhadoras. Os PMs agiram corretamente o tempo todo. Eu pedi para que não atirassem e eles não atiraram. Foi quando o bandido soltou a arma e eu a joguei pela janela. Foi um horror. Muitas pessoas que estavam perto começaram a gritar, mas acho que isso é um pouco da revolta do povo mesmo”, completou a atriz.Os suspeitos foram detidos em flagrante. Com eles, os PM apreenderam um revólver calibre 38 e quatro cartuchos. Eles foram levados para a 16ª DP (Barra da Tijuca), onde o caso foi registrado. O rapaz de 18 anos, segundo os agentes, já possui duas passagens por furto. O menor foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Atriz sofreu escoriações levesSylvia Massari também esteve na delegacia, onde prestou depoimento. De acordo com a PM, ela sofreu apenas escoriações leves e passa bem. Os dois criminosos são suspeitos de ligação com o tráfico de drogas no Morro do Encontro, no Grajaú, na Zona Norte. No entanto, a atriz acredita que ela seria levada por eles para uma favela em Jacarepaguá, também na Zona Oeste.A atriz disse que já foi assaltada pelo menos outras três vezes, porém nunca havia passado por nada parecido. Segundo ela, há cerca de dez anos, o marido também foi vítima de um sequestro na Avenida das Américas. Sylvia Massari, que está em cartaz com um espetáculo no Rio de Janeiro, disse que apesar do trauma, não vai alterar a agenda das apresentações.Sylvia Massari participou de vários programas e novelas de TV, como "Os Trapalhões", “A Diarista”, “Caras e Bocas” e “Duas Caras”, todos da TV Globo. Seu último trabalho na televisão foi no seriado "A Vida Alheia", também da TV Globo.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Família denuncia sequestro de blogueira envolvida em protestos na Síria

Amina Arraf escrevia sobre política e sobre ser lésbica, e teria sido levada por homens armados.

Da BBC
 
A blogueira Amina Arraf  (Foto: BBC)Amina Arraf, autora do blog A Gay Girl em
Damascus (Foto: BBC)
Uma blogueira que ganhou projeção com textos sobre a revolta popular na Síria e sobre como é ser lésbica em seu país foi sequestrada por homens armados em Damasco, afirmaram membros de sua família.
Amina Arraf tem dupla cidadania - americana e síria - e publicava textos em inglês com o pseudônimo de Amina Arraf, no blog A Gay Girl in Damascus (Uma Menina Gay em Damasco).
Ela teria sido vista pela última vez na segunda-feira à noite, quando iria se encontrar com uma pessoa envolvida com os protestos que vem sendo realizados no país há meses - e reprimidos com violência pelo governo do presidente Bashar al-Assad.Segundo um texto publicado no blog A gay Girl in Damascus por Rania Ismail, prima de Amina, a blogueira teria sido levada por três homens armados, que a arrastaram para dentro de um carro. Segundo o post, o carro tinha um adesivo com o rosto de Bassel al-Assad, irmão do presidente sírio, morto em um acidente de carro, em 1994.A prima contou que o pai de Amina está tentando descobrir quem a teria sequestrado, mas que isso é uma tarefa muito complicada, uma vez que a única testemunha do sequestro não anotou a placa do carro. Ele afirma que é difícil tentar rastreá-la, já que a Síria conta com ''18 diferentes grupos de polícia, bem como milícias e gangues''.''Nós não sabemos quem a levou, então não sabemos a quem pedi-la de volta. É possível que eles tentem forçá-la a ser deportada'', afirmou Rania Ismail.A prima se mostra esperançosa no blog, entretanto, ao dizer acreditar que Amina será solta em breve. 'Se eles quisessem matá-la, já o teriam feito. É por isso que estamos todos rezando.''Em seu blog, Amina escrevia sobre temas como as aparentes contradições entre ser lésbica e muçulmana sunita praticante. Ela postava ainda poemas e comentários políticos sobre a revolta na Síria.
Amina ganhou destaque internacional recentemente ao ser tema de uma reportagem do jornal britânico The Guardian, na qual é chamada de ''uma improvável heroína da revolta em um país conservador''.
A campanha pela libertação da blogueira está sendo difundida pelo Twitter, com usuários postando mensagens sob a classificação #FreeAmina, e por meio da página de Facebook ''Free Amina Abdalla'', que já foi marcada com um ''curti'' por cerca de 2.500 pessoas.

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