Mensagem sobre expulsão foi postada por religiosa no perfil do Facebook.
Em 2010, ela ganhou um prêmio pela digitalização da biblioteca do local.
da 'irmã internet' (Foto: Reprodução)
O Arcebispado de Toledo se recusou a comentar o caso, divulgado pelo jornal local “ABC Toledo”, que considera o assunto da “vida interna” da comunidade religiosa.
Ao jornal, pessoas que não quiseram ser identificadas descreveram um clima de tensão no covento Santo Domingo el Real entre a freira internauta e outras irmãs. No local vivem 14 freiras estrangeiras, algumas da África e da Ásia.A noticia da expulsão da “irmã internet” provocou protestos nas redes sociais. No perfil da freira, em que ela postou um rosto de mulher chorando, muitos deixam mensagens de apoio de diferentes lugares do mundo.“Nasci feliz, vivo feliz e morrerei feliz… apesar de terem me expulsado do monastério por causa de três quenianas ambiciosas”, escreveu a irmã no seu Facebook, onde se define como alguém "que gosta de ler, de música, de arte e de ter amigos”. Até a tarde desta quinta-feira (17), eram quase 300 os amigos na rede social e mais de 600 seguidores na comunidade dedicada a ela.A freira se recusou a falar sobre os motivos exatos de sua expulsão, alegando que o episódio “já passou e não vale à pena remexer na ferida”. “Estou em paz, sem nenhum tipo de rancor”, acrescentou no seu perfil.Em maio de 2010, Galán recebeu o prêmio Mérito Regional do Governo de Castilla-La Mancha por seu trabalho de "catalogação de documentos e livros da biblioteca do convento, a introdução de novas tecnologia no ambiente tradicional e a contribuição pela difusão da comunidade na rede".
Pessoas próximas à freira disseram ao diário “El País” que, por trás da decisão, havia o descontentamento da hierarquia eclesiástica com uma religiosa que tinha cada vez mais notoriedade nos meios de comunicação.
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