Aulas são suspensas temporariamente em algumas cidades.
Não há registro de mortos por causa das chuvas.
O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), decretou nesta sexta-feira (11) situação de emergência nas áreas afetadas pela chuva no estado. Segundo informações da Defesa Civil, pelo menos 13 cidades foram castigadas pelas fortes chuvas que atingem Mato Grosso do Sul desde o início do mês. O decreto foi publicado no 'Diário Oficial' do estado.Nesta manhã, Puccinelli realizou um sobrevoo junto com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, pelas regiões afetadas para verificar o estrago provocado.O município de Aquidauana, segundo informações do governo, foi um dos mais prejudicados. O Rio Aquidauana chegou a ficar 10 metros acima do nível normal. O Miranda, também na região oeste do Estado, transbordou e desabrigou 70 famílias ribeirinhas na cidade de mesmo nome. Em Coxim, o Rio Taquari desabrigou famílias e inundou a área urbana.
Ainda não há dado oficial sobre o total de desabrigados no estado, mas segundo previsão da Defesa Civil, o número pode chegar a 15 mil famílias. Não há registro de mortos.
Sem aula
Por causa da chuva, que derrubou pontes e deixou estradas totalmente intransitáveis, algumas comunidades estão com dificuldade de locomoção. De acordo com a Defesa Civil, não há comunidade isolada, mas o governo decidiu suspender temporariamente as aulas já que alguns estudantes estão incapacitados de chegar às escolas. Além disso, algumas ainda sofrem com enchentes. Mais de 7 mil estudantes estão sem aulas em todo o estado.As enchentes também provocam perdas nas lavouras de soja. Em São Gabriel, por exemplo, estima-se que o prejuízo seja de aproximadamente R$ 70 milhões. De acordo com a prefeitura de São Gabriel, ao menos 36 mil hectares de soja foram afetados.Na quinta-feira (10), o governo do estado enviou para as cidades de Dois Irmãos do Buriti, Anastácio e Aquidauana 250 cestas básicas, roupas, agasalhos e água potável. A falta de acesso devido à precariedade das estradas e inundações dos núcleos mais populosos causou o desabastecimento de alimentos.O pagamento do Bolsa Família foi antecipado para 5 mil famílias que perderam móveis, roupas e principalmente alimentos. Elas receberam R$ 145. A antecipação soma R$ 608,85 mil. Em todo o Mato Grosso do Sul, o programa atende em torno de 60 mil famílias.
(*) Com informações da Agência Estado
Ainda não há dado oficial sobre o total de desabrigados no estado, mas segundo previsão da Defesa Civil, o número pode chegar a 15 mil famílias. Não há registro de mortos.
Sem aula
Por causa da chuva, que derrubou pontes e deixou estradas totalmente intransitáveis, algumas comunidades estão com dificuldade de locomoção. De acordo com a Defesa Civil, não há comunidade isolada, mas o governo decidiu suspender temporariamente as aulas já que alguns estudantes estão incapacitados de chegar às escolas. Além disso, algumas ainda sofrem com enchentes. Mais de 7 mil estudantes estão sem aulas em todo o estado.As enchentes também provocam perdas nas lavouras de soja. Em São Gabriel, por exemplo, estima-se que o prejuízo seja de aproximadamente R$ 70 milhões. De acordo com a prefeitura de São Gabriel, ao menos 36 mil hectares de soja foram afetados.Na quinta-feira (10), o governo do estado enviou para as cidades de Dois Irmãos do Buriti, Anastácio e Aquidauana 250 cestas básicas, roupas, agasalhos e água potável. A falta de acesso devido à precariedade das estradas e inundações dos núcleos mais populosos causou o desabastecimento de alimentos.O pagamento do Bolsa Família foi antecipado para 5 mil famílias que perderam móveis, roupas e principalmente alimentos. Elas receberam R$ 145. A antecipação soma R$ 608,85 mil. Em todo o Mato Grosso do Sul, o programa atende em torno de 60 mil famílias.
(*) Com informações da Agência Estado
Em estado de calamidade, cidade do RS tenta se recuperar da destruição
Governador Tarso Genro prepara plano para São Lourenço do Sul. Oito pessoas morreram e 2 mil estão desalojadas, segundo Defesa Civil.
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, deve chegar na tarde desta sexta-feira (11) em São Lourenço do Sul para se reunir com as autoridades locais e a Defesa Civil e traçar os próximos passos para o atendimento às vítimas e reconstrução da cidade destruída pela chuva e por uma forte enxurrada. Oito pessoas morreram, duas mil estão desalojadas e 350 passaram a noite em abrigos, segundo a defesa civil. A chuva atingiu 20 mil pessoas. O prefeito José Daniel Raupp Martins decretou estado de calamidade pública no município.O vice-governador Beto Grill, que chegou na quinta-feira (10) em São Lourenço do Sul, fez contato com o Ministério da Integração Nacional para pedir auxílio para a reconstrução da cidade e cestas básicas para as famílias atingidas. A energia elétrica já voltou em parte da cidade, mas o abastecimento de água continua interrompido. "Boa parte da cidade está toda destruída. As pessoas perderam casas, mobílias, a situação é de calamidade", diz Amilton Neutzling, coordenador dos trabalhos da Defesa Civil.

A nível da água do Rio São Lourenço baixou nesta sexta-feira. "O rio está praticamente de volta ao leito, só temos algumas áreas alagadas na parte rural da cidade", destaca Neutzling. A queda de duas pontes deixou uma região da cidade isolada. Na quinta-feira, helicópteros fizeram o resgate de quase cem pessoas que estavam nos telhados das casas. "Agora o resgate deverá ser feito por barcos", explicou. Muitos fazendeiros perderam plantações e criações de animais. Uma vaca foi o único animal que sobreviveu da criação de uma fazenda ao se abrigar na copa de uma árvore quando estava sendo arrastada.

Rio São Lourenço enchey (Foto: Nauro Júnior/
Agência RBS)Vítimas
Cinco das oito vítimas eram pessoas de mais idade. Um senhor de 80 anos, que chegou a ser socorrido pela Brigada Militar, mas não resistiu e morreu no hospital antes de receber atendimento médico; e uma senhora de 76 anos que foi encontrada morta dentro de sua casa. Ela tinha dificuldades de locomoção e não teria conseguido deixar o local no momento em que o nível das águas do rio São Lourenço subiu. Outra senhora morreu junto com a fílha em casa .
Segundo a prefeitura, na quinta-feira a água chegou a três metros de altura e várias casas foram parcialmente destruídas.

'Nunca tinha visto enchente como essa'
No Iate Clube de São Lourenço do Sul, trailers e barcos foram arrastados por causa da forte correnteza do rio. "Por volta das às 4h da manhã, me acordaram para amarrar os barcos", relata Renato Freitas, funcionário do estabelecimento. "Amarrei mas o trapiche não aguentou. Veleiros, barcos de pesca e escuna saíram água afora e ficaram à deriva na lagoa." A correnteza impede a busca dos barcos. "Faz 40 anos que eu moro aqui e nunca tinha visto uma enchente como essa".Ainda segundo informações da Defesa Civil, o município vizinho de Turuçu também foi atingido pelas enchentes e a rodovia BR-116 bloqueada após a queda de parte da pista. Por causa da queda da cabeceira de uma ponte, o trânsito está bloqueado entre Sâo Lourenço do Sul e Turuçu.
Vaca subiu em árvore para escapar da enxurrada (Foto: Nauro Júnior/Zero Hora/Agência RBS)
A nível da água do Rio São Lourenço baixou nesta sexta-feira. "O rio está praticamente de volta ao leito, só temos algumas áreas alagadas na parte rural da cidade", destaca Neutzling. A queda de duas pontes deixou uma região da cidade isolada. Na quinta-feira, helicópteros fizeram o resgate de quase cem pessoas que estavam nos telhados das casas. "Agora o resgate deverá ser feito por barcos", explicou. Muitos fazendeiros perderam plantações e criações de animais. Uma vaca foi o único animal que sobreviveu da criação de uma fazenda ao se abrigar na copa de uma árvore quando estava sendo arrastada.
Chuva derrubou cabeceira de ponte em rodovia que liga São Lourenço do Sul a Turuçu (Foto: Carlos Queiroz/Agência Freelancer)
Agência RBS)
Cinco das oito vítimas eram pessoas de mais idade. Um senhor de 80 anos, que chegou a ser socorrido pela Brigada Militar, mas não resistiu e morreu no hospital antes de receber atendimento médico; e uma senhora de 76 anos que foi encontrada morta dentro de sua casa. Ela tinha dificuldades de locomoção e não teria conseguido deixar o local no momento em que o nível das águas do rio São Lourenço subiu. Outra senhora morreu junto com a fílha em casa .
Segundo a prefeitura, na quinta-feira a água chegou a três metros de altura e várias casas foram parcialmente destruídas.
Casa destruída pela chuva forte em São Lourenço do Sul (RS) (Foto: Nauro Júnior/Agência RBS)
No Iate Clube de São Lourenço do Sul, trailers e barcos foram arrastados por causa da forte correnteza do rio. "Por volta das às 4h da manhã, me acordaram para amarrar os barcos", relata Renato Freitas, funcionário do estabelecimento. "Amarrei mas o trapiche não aguentou. Veleiros, barcos de pesca e escuna saíram água afora e ficaram à deriva na lagoa." A correnteza impede a busca dos barcos. "Faz 40 anos que eu moro aqui e nunca tinha visto uma enchente como essa".Ainda segundo informações da Defesa Civil, o município vizinho de Turuçu também foi atingido pelas enchentes e a rodovia BR-116 bloqueada após a queda de parte da pista. Por causa da queda da cabeceira de uma ponte, o trânsito está bloqueado entre Sâo Lourenço do Sul e Turuçu.
Rodovias paranaenses são interditadas por quedas de barreiras-Chuva durante a madrugada provocou vários alagamentos no litoral do PR.BR-376 foi totalmente interditada às 11h desta sexta-feira (11)
Às 11h desta sexta-feira (11), a BR-277 estava com trânsito em meia pista nos dois sentidos,no km 13. De acordo com a concessionária que administra o trecho, a queda de uma barreira no local foi responsável pelo bloqueio da pista. A concessionária informou que o trânsito também está bastante complicado na PR-408, que segue para Morretes (PR).Na BR-376, segundo a PRF, às 11h, a interdição do trânsito era total do km 672 ao 675. O motivo também seria a queda de uma barreira e o afundamento de pista. A PRF ainda não tem previsão de quando a pista será liberada.
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