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sábado, 10 de dezembro de 2011

Polícia identifica atirador que matou policial na Virginia Tech e se suicidou

Segundo a Polícia Estadual, o atirador é Ross Truett Ashley, de 22 anos.
Ashley era um estudante da Radford University, em Radford.

Do G1, com agências internacionais *
 
Polícia divulgou foto do estudante Ross Truett Ashley, de 22 anos. (Foto: Reuters)Polícia divulgou foto do estudante Ross Truett
Ashley, de 22 anos, como atirador no campus da Virgina Tech. (Foto: Reuters)
O atirador que matou um oficial da polícia do campus da Universidade Virginia Tech na quinta-feira (8) antes de se suicidar era um estudante de uma universidade próxima, que tinha roubado um SUV no dia anterior, disseram autoridades do Estado da Virgínia nesta sexta-feira (9).
De acordo com a Polícia Estadual, o atirador é Ross Truett Ashley, de 22 anos, um estudante da Radford University, em Radford, confirmando a versão de que ele não tinha vínculo com a Virginia Tech.
A polícia apurou que na quarta-feira (6) Ashley entrou armado em um escritório imobiliário em Radford e roubou um utilitário Mercedes Benz branco. A polícia, porém, não estabeleceu conexão entre o rapaz e o policial Deriek W. Crouse, de 39 anos, morto pelo universitário, tampouco as razões que o levaram ao incidente e ao suicídio.Um vizinho de Ashley contou à polícia local que o rapaz raspou a cabeça recentemente e seus colegas de universidade contaram que ele era um aluno normal, mas sempre "apressado".O incidente levou à interdição do campus durante várias horas na quinta-feira, e reavivou a lembrança da pior chacina em um ambiente universitário na história dos EUA, ocorrida em 2007 no mesmo local, com saldo de 33 mortos.


O atirador que agiu na Virginia Tech não era aluno da universidade e não tinha qualquer ligação com o policial morto, segundo as autoridades. A polícia disse ainda que está investigando as motivações do crime. Na quinta-feira, a polícia do Estado da Virgínia antecipou que o suspeito cometeu suicídio.Na quinta, logo depois das 12h (15h em Brasília), Crouse estava junto a um carro parado para averiguações, num estacionamento do campus, quando foi abordado por um homem e baleado, segundo a polícia. O atirador fugiu, e o policial morreu na hora.Cerca de 30 minutos depois, um agente da polícia local viu um homem em atitude suspeita em outro estacionamento, a cerca de 800 metros do local do primeiro disparo. Após perder o suspeito de vista por alguns instantes, o policial o encontrou morto no chão, com uma arma ao seu lado, segundo relato das autoridades.Testes balísticos mostraram que essa arma era a mesma que havia matado Crouse.
Mais tarde, a polícia encontrou no campus uma mochila com roupas semelhantes à que o atirador aparece usando no vídeo gravado por uma câmera no carro de patrulha de Crouse.
Policial monta guarda no local do tiroteio desta quinta-feira (8) em Virginia Tech (Foto: AP)
Policial monta guarda no local do tiroteio na Virginia Tech (Foto: AP)
O atirador aparentemente trocou de roupa a caminho do segundo estacionamento, segundo a porta-voz policial Corinne Geller. A polícia está examinando um escrito encontrado numa parede perto da mochila. Uma carteira de identidade também foi encontrada na mochila.Um aluno da Virginia Tech estava ao volante do carro parado por Crouse, e segundo a polícia o rapaz está cooperando com a investigação.
Crouse trabalhava na polícia do campus desde outubro de 2007. Ele deixa mulher e cinco filhos e enteados, além da mãe e de um irmão.
Uma vigília à luz de velas foi marcada para a noite de sexta-feira perto do memorial que homenageia os mortos de 2007.
(*) Com informações das agências de notícias Associated Press e Reuters

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reunião de travestis na Índia acaba com ao menos dez mortes

Entre dez e 15 pessoas morreram e outras 34 ficaram feridas em um incêndio registrado durante uma em reunião em massa de travestis em Nova Déli, segundo fontes oficiais citadas nesta segunda-feira pela imprensa local. O fato aconteceu neste domingo (19) em um parque do leste de Nova Déli, onde entre 2.000 e 2.500 dos chamados eunucos ou "hijras" --uma comunidade de homens vestidos com saris muito visível na Índia-- realizavam uma reunião de três dias. Em um primeiro momento, o canal televisivo NDTV tinha informado ontem à noite que o incêndio tinha sido durante um funeral.

Tsering Topgyal/Associated Press
Membros da comunidade "hijra" e familiares choram a morte de ao ao menos 10 após incêndio
Membros da comunidade "hijra" e familiares choram a morte de ao ao menos 10 após incêndio

De acordo com os bombeiros, o incêndio começou devido aparentemente a um curto-circuito que afetou uma grande tenda sob a qual se encontravam os presentes, e que ficou totalmente queimada estes tentavam escapar. Fontes da brigada de bombeiros asseguraram que havia 15 mortos, embora o ministro da Saúde de Nova Déli, A. K. Walia, assegurou que os falecidos eram 12, e a Polícia manteve dez, informa a agência indiana Ians. Os "hijra", um dos grupos mais vulneráveis da Índia, são em sua maioria homens travestis, embora muitos deles sejam eunucos. Muitos pedem esmola nas ruas e os indianos dão a eles algumas rúpias para evitar o mal olhado, embora também sejam convidados para casamentos e festejos, porque sua bênção é considerada benéfica nessas ocasiões.

Prakash Singh/France Presse
Membros de comunidade eunuca choram a morte de companheiros durante incêndio em Nova Déli
Membros de comunidade eunuca choram a morte de companheiros durante incêndio em Nova Déli

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Tragédia na escola-A tragédia segundo o melhor amigo do atirador

Segundo M.V.S., o estudante que atirou na professora e se matou sabia que a arma estava carregada e premeditou o crime

Bruno Abbud

D.M.N, 10 anos, parecia um menino normal. Adorava videogame – seu jogo preferido era Sonic, do Playstation 1 – e filmes, especialmente os de terror, como Freddy Krueger Vs. Jason. Torcedor do Santos, fazia questão de completar os álbuns de figurinha do Campeonato Brasileiro. Durante os cultos na igreja presbiteriana que frequentava com a família, tocava bateria. As baquetas foram presenteadas pelo pastor. Neste semestre, tirou seis em três provas – a nota máxima no 4º ano da Escola Professora Alcina Dantas Feijão. Sentia-se especialmente à vontade nas aulas de matemática, com a professora Ana Paula Lima, e de História, Geografia e Ciências, com a professora Priscila Razante. Como costuma acontecer nesta idade, era apaixonado por uma menina da sala. Desde o começo do ano, passou a jogar queimada toda quarta-feira, das 17h30 às 18h20.
Foi o que fez na última quarta, dia 21. Depois do jogo, foi para casa, jantou e dormiu a noite inteira. Na quinta-feira, acordou e seguiu para a escola em São Caetano do Sul, no ABC paulista, com uma ideia fixa: assassinar a professora de Língua Portuguesa, Rosileide Queirós de Oliveira, e se matar. D.M.N tentou cumprir a promessa por volta das 15h50. Disparou contra Rosi, como era chamada pelos alunos, e enfiou uma bala na cabeça. M.V.S., também de 10 anos e melhor amigo do atirador, confirma que D.M.N. sabia que a arma estava carregada.Durante três dias, a reportagem do site de VEJA conversou com mais de dez alunos da escola (sendo oito do 4º ano) e seus pais, com Márcia Gallo, diretora da instituição, professores, coordenadores pedagógicos e outros personagens que participavam ativamente da rotina de D.M.N. Todos confirmaram a amizade entre os dois garotos. M.V.S. estudou com D.M.N. desde 2003, quando eles tinham pouco mais de 1 ano de idade e integravam a lista de alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Octávio Tegão, localizada na mesma rua do colégio em que ocorreu a tragédia – onde ingressaram juntos em 2007. Na manhã desta terça-feira, todo o tempo ao lado da mãe e do pai, M.V.S. repetiu à reportagem tudo o que havia contado a eles em 22 de setembro, quando presenciou o drama do amigo.
Naquela quinta-feira, M.V.S. chegou à escola atrasado, pouco depois das 13h. Do pátio, viu a professora Ana Paula subir as escadas em direção à sala 23, do 4º ano C, e correu para alcançá-la. Quando chegou, cumprimentou D.M.N., que estava no lugar de costume – a terceira carteira da segunda fileira. M.V.S. sentou-se na quarta carteira, bem atrás de D.M.N. Na segunda aula, também de Ana Paula, ouviu D.M.N. dizer a outros dois colegas, uma menina e um menino: “Tenho uma arma. Vou matar a professora e me matar”. O garoto abriu a mochila e mostrou o revólver calibre 38 que pertencia ao pai, o guarda-civil municipal Milton Nogueira. M.V.S. viu de relance o cabo de madeira da arma. “Eu pensei que era de mentira”, disse. Depois da aula, veio o recreio. D.M.N, M.V.S e pelo menos outros cinco alunos brincaram de pega-pega.
Um menino feliz - “O D.M.N. estava tranquilo, sorridente”, disse G.J.G., que sentava a três fileiras de distância de D.M.N. na sala de aula. G.J.G. é o aluno que desembarcou nas manchetes dos jornais nesta semana. De acordo com o depoimento de Márcia Gallo, o menino havia dito para uma psicóloga que “D.M.N. só queria assustar a professora”. Em entrevista ao site de VEJA, ao lado de duas tias e do avô, G.J.G. revelou que, no dia da tragédia, voltou à escola para saber do amigo. “A psicóloga perguntou o que ele achava que tinha acontecido”, conta o avô. “Ele respondeu: ‘acho que foi uma brincadeira, que ele só queria assustar a professora e pensava que o revólver não tinha bala’”. Em 30 de junho, G.J.G. deu uma festa num buffet infantil de São Caetano. D.M.N. aparece alegre nas fotografias, de meias, carregando bexigas e brincando com as outras crianças. (Veja as fotos abaixo)
Durante o recreio, M.V.S. levou às mãos à boca e cochichou para a irmã, que está no 6º ano e também brincava de pega-pega: “O D.M.N. trouxe uma arma e vai matar a professora”. Ela não acreditou. Às 15h, Priscila Razante deu início à aula de Geografia, explicando como funciona o sistema solar. Segundo M.V.S., Davi passou a aula escrevendo, quieto. Às 15h50, o sinal tocou. A quarta aula do dia ia começar. Rosileide, que estava no 4ºB, e Priscila trocaram de lugar. Rosileide entrou no 4ºC, soltou alguns livros sobre a mesa e começou a apagar a lousa da esquerda para a direita. O desenho do sistema solar até agora permanece semiapagado, quase intacto. Nesse instante, D.M.N. chamou M.V.S. mais uma vez, abriu a mochila e, segundo o relato do amigo, disse: “Eu tenho seis balas”. M.V.S. conta que as mesmas crianças que na segunda aula ouviram Davi dizer que ia matar a professora e suicidar-se presenciaram a cena.
Segundo M.V.S., o amigo levantou da carteira e segurou o revólver com as duas mãos no lado direito da cintura, tentando escondê-lo. M.V.S. disse: "Não faz isso". D.M.N. ignorou. Correu até a lousa, mirou na professora e, também com as duas mãos, apertou o gatilho. Ao contrário do que disseram outras testemunhas, M.V.S. afirma que D.M.N. não saiu da sala nem pediu para ir ao banheiro. Rosileide gritou, tentou agarrar-se na parte da lousa em que se deixa o giz – quase arrancando a estrutura –, girou o corpo, torceu o joelho e caiu de bruços. De acordo com M.V.S., depois de atirar contra Rosileide, D.M.N. saiu correndo e, numa escada de nove degraus, deu um tiro na própria cabeça.A coordenadora pedagógica Meire Bernardete Cunha, que cuida de 300 alunos espalhados por 11 salas do 1º ao 5º ano da escola, foi uma das primeiras pessoas a ver D.M.N. depois da tragédia. O garoto estava caído sobre a escada, a cabeça junto à parede, encostada no terceiro degrau. Ele tremia com os olhos abertos, aparentemente inconsciente. A bala furou o crânio perto da orelha esquerda, atravessou a nuca e atingiu a parede branca. O buraco na superfície foi fechado por funcionários da prefeitura no dia seguinte. Enquanto Meire socorria D.M.N., a professora Priscila, que dava aula na sala ao lado, resgatava os 23 alunos do 4ºC. Ela os conduziu ao 4ºB, a dez passos de distância, onde não há janelas e a parede de concreto ofereceria maior proteção a um suposto assassino.O depoimento de M.V.S. ainda não foi colhido pela polícia. O que o melhor amigo de D.M.N. tem a dizer promete causar uma reviravolta nas investigações, conduzidas pela delegada Lucy Fernandes, responsável pelo caso. Até esta segunda-feira, ela acreditava que a tragédia não tinha sido premeditada. Ninguém desconfia do que levou D.M.N. a protagonizar a história estarrecedora. Meire acredita que o segredo jamais será revelado: “A única voz que poderia falar se calou”.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Jogador de hóquei que sobreviveu a acidente de avião morre na Rússia

O jogador de hóquei no gelo Aleksandr Galimov, um dos dois sobreviventes do acidente com um avião de passageiros Yak-42 na quarta-feira passada, morreu nesta segunda-feira em um hospital de Moscou.
"Infelizmente, Aleksandr morreu", disse à agência Interfax um porta-voz do hospital Vishnevski, onde o jogador estava internado desde quinta-feira passada.
Um boletim médico emitido pela clínica minutos depois assinalou que apesar dos tratamentos mais avançados Galimov morreu em consequência de "queimaduras incompatíveis com a vida".

Dmitry Astakhov/Reuters/Ria Novosti
Presidente russo, Dmitri Medvedev, leva flores ao local onde ocorreu acidente aéreo que deixou ao menos 43 pessoas mortas
Presidente russo, Dmitri Medvedev, leva flores na última quinta-feira ao local onde ocorreu o acidente aéreo

Na véspera, o jogador de hóquei, de 26 anos, tinha sido submetido a uma operação de transplante de traqueia, segundo informou a emissora de rádio Vesti FM. Galimov era o único sobrevivente entre os 37 jogadores e técnicos do elenco da equipe de hóquei sobre gelo Lokomotiv Yaroslavl que estavam a bordo do Yak-42, que caiu poucos segundos após decolar por razões ainda desconhecidas.
O jogador tinha queimaduras em 80% de seu corpo e nas vias respiratórias, além de contusões nos rins e em um pulmão. No acidente aéreo morreram também sete dos oito tripulantes do Yak-42.
O estado de saúde do agora único sobrevivente de acidente, o engenheiro de bordo Aleksandr Sizov, foi qualificado como "de média gravidade" pelos médicos do Instituto Sklifosovski, de Moscou, onde está internado.

Editoria de Arte/Folhapress

 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Chuvas provocam primeira morte em Santa Catarina

Estado tem 14 cidades em emergência.Defesa Civil registra ainda três feridos no estado.

Do G1, em São Paulo



As fortes chuvas que atingem Santa Catarina desde quarta-feira (7) mataram uma pessoa em Guabiruba, a 110 km de Florianópolis, segundo boletim da Defesa Civil divulgado às 3h desta sexta-feira (9). A vítima é um homem de 65 anos, que morreu após subir no telhado de sua casa e a estrutura desabar.
A Defesa Civil registra ainda três feridos no estado: um em Ilhota e dois Ascurra. De acordo com a Defesa Civil, 14 municípios permanecem em situação de emergência. O número de pessoas afetadas pelas chuvas subiu de mais de 489 mil para 499.903.As 14 cidades que estão em situação de emergência desde o início da noite são Angelina, Bocaina do Sul, Brusque, Caçador, Correia Pinto, Ituporanga, Leoberto Leal, José Boiteux, Navegantes, Pouso Redondo, Rio das Antas, Rio dos Cedros, Tijucas e Witmarsum. Outras 36 cidades apresentaram notificação preliminar de desastre, que podem também entrar em emergência.
O número de desalojados (pessoas que estão em casas de amigos e parentes) também subiu: de 18.369 para 18.409. A Defesa Civil informa que 1.064 pessoas estão desabrigadas (aquelas que perderam suas casas) pelas enchentes.A Prefeitura de Rio do Sul decretou estado de calamidade pública em razão das inundações e deslizamentos de terra.A cidade mais atingida é Blumenau, onde 15 mil estão desalojados e 280 mil foram afetados pelas enchentes, seguida de Brusque, com 105.495 mil afetados. O leitor Marcos A. Jordan registrou a situação no município nesta quinta-feira (8) e mandou para o VC no G1.A Defesa Civil de Blumenau informou que 70% da cidade foi atingida por deslizamentos e alagamentos em razão do aumento do nível do rio Itajaí-Açu. Trinta e dois bairros foram atingidos. Ao todo, 72 abrigos estão aptos a receber desalojados.O Centro de Operação do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu (Ceops) divulgou nova previsão para aumento do nível do rio. Estão sendo previstos 13 metros às 6h. Até as 23h a estimativa era que às 5h o nível do rio atingisse 14 metros.Em Rio do Sul, a prefeitura informou que a barragem de Ituporanga está 2,5 metros acima do vertedouro, e quatro das cinco comportas estão abertas para evitar alagamentos. As aulas foram suspensas em todas as escolas públicas nesta quinta. As unidades de Saúde permanecem fechadas, segundo a Secretaria Municipal, em razão da dificuldade dos profissionais de chegaram até os postos.
Deslizamentos de terra
Em Jaraguá do Sul, onde 5 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas, o deslizamento de terra em um morro no bairro de Tifa Martins atingiu o muro dos fundos de uma casa. A residência havia sido interditada em 2009 pela Defesa Civil, mas era ocupada por um casal e os três filhos. O barro chegou até a lavanderia, mas ninguém ficou ferido, informou a prefeitura.
Deslizamento de terra atingiu uma casa em Jaraguá do Sul; ninguém ficou ferido (Foto: Tanuí Tavares Filho/PMJS)
Deslizamento de terra atingiu uma casa em Jaraguá do Sul; ninguém ficou ferido (Foto: Tanuí Tavares Filho/PMJS)
Imagens mostram o momento em que um deslizamento de terra atinge um trator em uma estrada de Corupá, ao norte do estado. O primeiro deslizamento ocorreu durante a madrugada, na comunidade Tamanduá, as barreiras caíram sobre a via, deixando algumas residências em risco.
Outro deslizamento ocorreu na rua Ricardo Stein, no bairro Indisquerdo, e deixou o acesso principal ao local interrompido, mas há desvio no local. Um terceiro deslizamento está sendo monitorado na cidade na rua Alfredo Hellmann, no bairro Pinheiro.
A Defesa Civil recomenda que os motoristas tenham cautela nas rodovias, em razão do risco de queda de barreiras e pistas escorregadias. Em algumas cidades, desde o início de agosto, choveu três vezes mais que o esperado para o período.
chuva sc (Foto: Jandyr Nascimento/Agência RBS)
Nível do rio Itajaí-Açu está 7 metros acima do normal, segundo Defesa Civil (Foto: Jandyr Nascimento/Agência RBS)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Após acidente, presidente russo diz que país terá de reduzir frota

Medvedev visitou local do acidente que matou 43 pessoas.
Maioria das vítimas era de membros de equipe de hockey no gelo.

Da Reuters


A Rússia deverá reduzir drasticamente o número de companhias aéreas domésticas, disse nesta quinta-feira (6) o presidente russo, Dmitry Medvedev, ao visitar o local do acidente de avião que matou 43 pessoas, incluindo 36 integrantes de uma das principais equipes de hockey no gelo do país.
Medvedev afirmou que o governo deverá ajudar a renovar a frota da aviação civil e melhorar o treinamento dos tripulantes.Fãs e jogadores de todo o mundo homenagearam nesta quinta-feira a equipe do Lokomotiv Yaroslavl, um dia depois que o avião de passageiros Yak-42, projetado no período soviético, caiu às margens de um rio nas imediações de Yaroslavl, situada 250 quilômetros ao norte de Moscou.
O acidente levantou preocupações com a envelhecida frota de aviões da Rússia.
Somente duas pessoas sobreviveram ao acidente com o Yak-42, e estão em estado grave, incluindo um dos jogadores da equipe que estava a bordo.
galeria dia (Foto: Misha Japaridze/AP)
Fãs do time de hockey fazem homenagem às vítimas do acidente, nesta quinta (Foto: Misha Japaridze/AP)

Mulher mata o filho de 3 anos ao manobrar carro

Criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu e morreu a caminho do hospital


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Atualizado às 17h07
Uma criança de 3 anos morreu ao ser atropelada pela própria mãe, que manobrava o carro na garagem, na tarde desta quarta-feira (7), no bairro Jardim Vera Cruz, em Franca. Segundo a Polícia Militar, a mulher não viu o filho e o prensou contra a parede enquanto estacionava.
Ainda de acordo com a PM, Tais Cristina de Oliveira, de 24 anos, não tem carteira de habilitação e alegou que estava treinando dirigir, indo para frente e para trás, quando perdeu o controle. A criança brincava no momento do acidente.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a criança sofreu vários ferimentos na cabeça. Ele chegou ser socorrido inconsciente pelo resgate, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho da Santa Casa. Taís também foi socorrida para o hospital, em estado de choque.
O boletim de ocorrência foi feito como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Mãe que atropelou filho em garagem estava aprendendo a dirigir, diz PM

Mãe atropelou criança quando treinava dirigir em garagem' (Foto: Reprodução/EPTV)Mãe atropelou criança quando treinava dirigir em
garagem' (Foto: Reprodução/EPTV)
A mulher de 24 anos que atropelou o filho de 3 anos dentro da garagem de casa em Franca, a 400 km de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (7) disse à Polícia Militar que estava aprendendo a dirigir, indo com o carro para frente e para trás na garagem, quando perdeu o controle e acertou a criança, que brincava no momento do acidente. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do hospital.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Noruega realiza primeiro funeral para vítimas do massacre

Bano Rashid, de 18 anos, foi lembrada em cerimônia na igreja de Nesodden.Popularidade de partido dos jovens atacados em ilha cresceu quase 40%.

Da Reuters
Familiares e amigos levam o caixão de Bano Rashid, flores e um retrato da jovem durante cerimônia nesta sexta (29) (Foto: Wolfgang Rattay/Reuters)Familiares e amigos levam o caixão de Bano Rashid,
flores e um retrato da jovem durante cerimônia nesta sexta (29) (Foto: Wolfgang Rattay/Reuters)
A Noruega começou a sepultar nesta sexta-feira (29) as primeiras das 76 vítimas do massacre da semana passada, em meio a sinais de um salto na popularidade do Partido Trabalhista, principal alvo do ataque.
Em todo o país, bandeiras foram hasteadas a meio mastro para marcar a primeira semana depois do ataque perpetrado por Anders Behring Breivik, um fanático antiislâmico de ultradireita, que detonou uma bomba no centro de Oslo e promoveu uma chacina armada em uma ilha próxima à capital.Bano Rashid, de 18 anos, que chegou em 1996 à Noruega, fugindo com a família do Iraque, foi a primeira a vítima a ser enterrada, na igreja de Nesodden, perto de Oslo. A cerimônia combinou orações islâmicas e muçulmanas.
Funeral de Bano Abobakar Rashid, de 18 anos, é realizado uma semana após os ataques (Foto: Thomas Winje Oeijord/Scanpix Norway/AP)
 
Funeral de Bano Abobakar Rashid, de 18 anos, é realizado uma semana após os ataques (Foto: Thomas Winje Oeijord/Scanpix Norway/AP)
Também estava prevista uma cerimônia mais discreta para o funeral de Ismail Haji Ahmed, de 19 anos, a ser realizada perto de Hamar, ao norte de Oslo. Ahmed, que dançou este ano em um programa de calouros, era um dos três membros da sua família que estavam no acampamento trabalhista na ilha de Utoya, segundo o parlamentar Thomas Breen."Perdemos uma das nossas mais lindas rosas", disse ele. Os dois outros familiares sobreviveram.
Breivik, que disse mover uma "cruzada" pela cultura europeia e acusou o Partido Trabalhista de ter feito concessões excessivas à cultura islâmica, foi nesta sexta (29) levado pela segunda vez da prisão para um interrogatório policial.
Montagem mostra algumas das vítimas do atirador (Foto: AFP)
 
Montagem mostra algumas das vítimas do atirador (Foto: AFP)
Partidos políticos
Uma pesquisa de opinião publicada pelo jornal "Sunnmoersposten" indicou que o apoio ao Partido Trabalhista cresceu 10 pontos percentuais (de 28,1 % para 38,7 %) depois dos ataques, o equivalente a um crescimento de quase 40% no número de pessoas que o apoiam. Já o Partido do Progresso, ao qual Breivik já foi filiado, teve uma forte queda.A comparação leva em conta entrevistas feitas para a pesquisa em duas etapas, quatro dias antes e quatro dias depois do massacre.
O Partido do Progresso se tornou o segundo maior do país depois da eleição parlamentar de 2009, em grande parte graças às suas propostas de combate à imigração. Sua direção afirma que Breivik nunca foi um membro ativo.Separadamente, o primeiro-ministro Jens Stoltenberg deve participar em Oslo de uma cerimônia promovida pelo Partido Trabalhista e por sua ala jovem.Também estava prevista sua participação em um ato público às 15h30 (10h30 em Brasília) no centro de Oslo, marcando o momento exato em que a bomba caseira, feita com fertilizantes e deixada em um carro, devastou o gabinete dele e outros ministérios.
Além disso, o premiê deve visitar uma mesquita, em um ato para enfatizar a unidade nacional.

Suposto mentor de Anders Breivik denuncia os 'ataques diabólicos' do norueguês

Paul Ray, o britânico mencionado por Anders Behring Breivik como seu mentor, denunciou nesta sexta-feira os ataques violentos do norueguês, os quais classificou de "verdadeiramente diabólicos".

Em uma entrevista ao The Times, Paul Ray reconhece que pode ter sido a fonte de inspiração de Breivik, mas enfatizou que "o que ele fez é puramente diabólico". "Eu jamais poderia ter feito o que ele fez para realizar meus próprios ideais".Ray, de 35 anos, militou no movimento ultradireitista English Defence League (EDL). Lidera agora o movimento Knights Templar, inspirado nas ações do cavaleiros medievais que lutavam contra o Islã, e tem um blog onde responde pelo nome de Ricado Coração de Leão, e foi mencionado no manifesto de 1.500 páginas que Behring Breivik postou na internet antes de cometer seus atentados."Agora estou envolvido como seu mentor", afirmou Paul Ray, que deixou a Grã-Bretanha e viajou para Malta depois de sua prisão por suposta incitação ao ódio racial em seu blog.
Behring Breivik difundiu fotos nas quais aparece usando o uniforme dos Cavaleiros Templários e descreve Ray como seu mentor, a quem teria conhecido pessoalmente em 2008, segundo The Times.O EDL desmentiu qualquer contato oficial com Anders Breivik.

Polícia da Noruega identifica todos os 76 mortos em ataque de atirador

Nomes devem ser divulgados às 13h de Brasília, segundo a polícia.Vítimas morreram em ataque a bomba e tiroteio há uma semana em Oslo.

Da Reuters

A polícia da Noruega informou nesta sexta-feira (29) que já identificou todos os corpos recuperados depois do ataque a bomba e massacre a tiros realizado pelo terrorista de extrema-direita Anders Behring Breivik há uma semana, que mataram 76 pessoas."Nós podemos confirmar que todos os mortos foram identificados", disse o chefe da polícia de Oslo, Johan Fredriksen, em entrevista coletiva. Os nomes serão divulgados às 13h (horário de Brasília).
Até a noite de quinta-feira, 41 pessoas haviam sido identificadas. Montagem mostra algumas das vítimas do atirador (Foto: AFP)
 
Montagem mostra algumas das vítimas do atirador (Foto: AFP)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Hollywood levará para as telas o drama dos mineiros chilenos

  • Último mineiro a sair da mina San José, Luis Urzúa comemora ao lado do presidente chileno Último mineiro a sair da mina San José, Luis Urzúa comemora ao lado do presidente chileno
SANTIAGO, Chile -O drama dos 33 mineiros que ficaram presos 69 dias na mina de San José, localizada na região chilena de Atacama, será levado ao cinema pelo produtor de Hollywood Mike Medavoy, informaram os representantes legais dos mineiros.Os mineiros assinaram um acordo com Medavoy para que produza "o único filme oficial e autorizado sobre seu acidente e resgate", indica o comunicado da firma de advogados Carey, que os representa.Medavoy, presidente da Phoenix Pictures e produtor de filmes como "Cisne negro", afirmou ter sido capturado pela história dos mineiros chilenos."Em seu coração, esta é uma história sobre o triunfo do espírito humano e uma homenagem à coragem e perseverança do povo chileno. Não posso pensar numa história melhor para levar ao cinema", declarou Medavoy.A história ficará a cargo do roteirista José Rivera, vencedor do Oscar de 2005 por "Diários de motocicleta", e se baseará no livro que está sendo escrito por Héctor Tobar a partir das anotações feitas por Víctor Segovia, um dos mineiros presos.A produção começará em 2012 e ainda não tem elenco confirmado.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Noruega: atirador queria vinho e prostitutas antes do massacre


No vídeo postado no YouTube, Anders Behring Breivik aparece vestindo um uniforme maçom. Foto: AFP Em vídeo postado no YouTube, Anders Behring Breivik aparece vestindo um uniforme maçom
Foto: AFP

O assassino confesso de mais de 90 pessoas na Noruega queria se preparar para o massacre contratando duas prostitutas de luxo e tomando um bom vinho francês, segundo um documento colocado por ele na internet, e que veio à tona na segunda-feira.
Nas 1,5 mil páginas do documento - misto de manifesto e manual de instruções para participantes de uma "cruzada" contra o Islã e políticos liberais europeus -, Anders Behring Breivik diz que os preparativos deveriam incluir uma sessão de fotos "após algumas horas num solário, para parecer mais revigorado".
Breivik, que segundo a polícia confessou o duplo atentado de sexta-feira, foi nesta segunda-feira a uma audiência judicial que analisa o pedido da polícia para que sua prisão preventiva dure pelo menos oito semanas. O manifesto na internet expõe as ideias de Breivik e também documenta um período entre abril de 2002 e a véspera do atentado de 22 de julho, mostrando uma mistura de planejamento obsessivo com pitadas do seu cotidiano. "Esta casa está infestada de besouros. Agora mesmo eu estava indo pegar um chocolate no meu saco de guloseimas e um besouro havia se arrastado lá dentro", escreveu ele na fazenda onde fez seus preparativos. O texto fala de amigos e parentes e diz que no final de abril ele passou um tempo "em festas" antes de se pôr a trabalhar na fazenda que alugou para produzir a bomba que explodiu no centro de Oslo, matando pelo menos sete pessoas. A segunda parte da ação consistiu em matar dezenas de participantes de um acampamento do Partido Trabalhista norueguês.
Durante os preparativos do massacre, Breivik escreveu que às vezes se surpreendia por receber visitantes na fazenda, e que em algumas ocasiões suspeitou que se tratasse da polícia. Ele contou também que estava guardando três garrafas de um vinho francês caro. "Considerando o fato de que minha operação de martírio se aproxima cada vez mais, decidi trazer uma para desfrutar com minha família estendida na nossa festa de Natal anual, em dezembro", escreveu. "Minha ideia era guardar o último frasco para a minha última celebração do martírio, e desfrutá-lo com duas prostitutas modelos de alto nível que pretendo alugar antes da missão." Não ficou claro se ele realmente fez isso. Mas, num escrito de 11 de julho, ele relatou ter "comprado muita comida boa e balas" para recarregar suas baterias.
O documento mostra também que o assassino consumia esteroides e bebidas à base de proteína para ter mais energia, e em uma passagem ele diz que gostaria de obter "pílulas de agressividade."
Breivik se descrevia como um cruzado íntegro, imbuído da missão de salvar o "Cristianismo" europeu de uma invasão islâmica.
Diante do tribunal, Anders Behring Breivik disse que o objetivo do ataque era "mandar um forte sinal às pessoas", segundo o juiz.
Breivik também disse que o Partido Trabalhista, do governo, "traiu o país".
Imagem reproduzida do jornal local 'VG' mostra Anders Behring Breivik no tribunal nesta segunda-feira (25) em Oslo (Foto: Reprodução)
Imagem reproduzida do jornal local 'VG' mostra Anders Behring Breivik no tribunal nesta segunda-feira (25) em Oslo (Foto: Reprodução)
Os alvos dos ataques foram a sede do governo e um acampamento de férias da juventude do partido.
Sempre segundo o juiz, Breivik disse que atacou o acampamento, em uma ilha perto de Oslo, para "evitar futuros recrutamentos" de quadros para o Partido Trabalhista.Ele disse que trabalhou com "duas outras células" na organização dos ataques. Mas Geir Engebretsen, presidente do tribunal, não quis dar detalhes sobre quem seriam os supostos colaboradores de Breivik.
Inicialmente, Breivik havia dito à polícia que agiu sozinho.
Mapa mostra locais de tiroteio e explosão na Noruega (Foto: Editoria de Arte / G1)
Mapa mostra locais de tiroteio e explosão na Noruega (Foto: Editoria de Arte / G1)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Em carta aos fãs, vocalista do Biquini Cavadão fala sobre perda de filho e diz que vai manter agenda de shows

Vocalista da banda Biquíni Cavadão, Bruno Gouveia, chega ao velório do filho, Gabriel Kfuri, 2, e da mãe do menino, Fernanda Kfuri, 35, vítimas da queda do helicóptero na Bahia
Vocalista da banda Biquíni Cavadão, Bruno Gouveia, chega ao velório do filho, Gabriel Kfuri, 2, e da mãe do menino, Fernanda Kfuri, 35, vítimas da queda do helicóptero na Bahia
Bruno Gouveia, vocalista do Biquini Cavadão, publicou nesta sexta-feira (24) uma carta aos fãs, amigos e familiares no site oficial da banda comentando sobre o acidente de helicóptero que causou a morte de sete pessoas, entre elas a de seu filho, Gabriel Kfuri, e de sua ex-mulher, Fernanda Kfuri.No texto, o músico conta que estava nos Estados Unidos e que um esquema foi armado por pessoas próximas para garantir que ele recebesse a notícia apenas quando chegasse ao Brasil.
Bruno Gouveia também falou que vai manter a agenda de shows do Biquini Cavadão apesar do ocorrido. "Quero fazer para o meu Gabriel o show mais lindo do mundo. E assim serão todos que eu puder fazer pro resto de minha vida!"
Veja abaixo as datas das próximas 10 apresentações da banda:
25/06 - Inconfidentes (MG)
26/06 - Cachoeiro de Itapemirim (ES)
09/07 - Leopoldina (MG)
15/07 - São Geraldo (MG)
16/07 - Resende Costa (MG)
22/07 - São Paulo (SP)
23/07 - João Pessoa (PB)
26/07 - Tremembé (SP)
30/07 - Salinópolis (PA)
05/08 - Colômbia (SP)

Leia na íntegra a carta publicada por Bruno Gouveia:


"O pior dia de minha vida
Caros amigos, parentes e fãs
Queria começar este post agradecendo a todos pela solidariedade, pelas mensagens de carinho, força, amor, fé, esperança por dias melhores. Em especial, meus familiares e toda equipe de minha banda, o Biquini Cavadão. Meu irmão Fábio e meu amigo Antônio Bindi conseguiram me isolar enquanto eu estava nos Estados Unidos para compor músicas pro novo disco. Sem celular e acesso a internet, não soube do ocorrido. Tinha acabado de chegar de Los Angeles em Nova Iorque. Eu e Coelho pegamos vôos diferentes e nos encontramos no aeroporto.Era para ficarmos três dias na cidade compondo com uma artista neozelandeza. Entretanto, ao encontrar meu guitarrista ele me avisou que tínhamos de voltar para “fazer um show muito importante”. Era cedo em Nova Iorque e passamos o nosso único dia na cidade perambulando pelas ruas até a hora de voltar para o aeroporto. Foi fundamental o seu cuidado comigo, me isolando de possíveis brasileiros que pudessem me dar a trágica notícia. Até no aeroporto, ele conseguiu que eu ficasse em uma sala VIP sem que eu desconfiasse de nada. Ao mesmo tempo, minha namorada Izabella me ocupava o tempo todo, distraindo-me com intermináveis ligações. Ela, cantora da banda Menina do Céu, enviou uma substituta para seus shows e ficou falando sem parar comigo, me distraindo carinhosamente. Por vezes, eu dizia que estava cansado de falar e queria aproveitar a cidade. Ela então enviava mensagens de texto para Coelho: “Ele cansou, agora, segure as pontas!”. E assim, longas horas se passaram até que o avião finalmente decolasse com destino ao Rio.
Ao chegar, fui recepcionado por uma delegação que cuidou de acelerar os tramites com imigração e alfândega (agradeço ao Governador Sergio Cabral por todo este cuidado). Nem assim, desconfiei. Pensava apenas “Nossa, este show deve ser importante mesmo!”. Para evitar sair pela porta principal, onde jornalistas nos aguardavam, me fizeram passar por trás, saindo pelo desembarque doméstico, onde fui recebido pelo meu produtor. Ele me recebeu correndo e me disse para entrar numa sala. Achei que, pela pressa toda em me retirar do local, eu devesse entrar num taxi ou ônibus para o local do show. Ouvi apenas, você tem que dar uma entrevista para a TV Globo. E foi então que notei, ao entrar na sala, que não havia show algum para ser feito, muito menos entrevista.
O primeiro que vi foi Miguel, tecladista do Biquini, mas logo estranhei a presença de Izabella. Numa rápida passada de olhos, notei que meus familiares estavam ali. Todos, menos meu pai.
- Eu já sei porque estou aqui. – tentei adivinhar
- Você sabe? – perguntou minha mãe, chorando
- Bruno, sente-se por favor – pedia meu irmão
- Meu pai….. – balbuciei
- Ele está bem, Bruno, seu pai está bem. – alguém que não me lembro, me avisou
Meu irmão insistiu para que eu sentasse enquanto começava a me dizer que uma imensa tragédia havia se abatido sobre nós.
- Gabriel ? – temi acertar
Então, meu irmão respirou fundo e me contou que Gabriel e a minha ex-mulher Fernanda haviam morrido num desastre de helicóptero em Trancoso. A irmã de Fernanda, Jordana, e seu filho Lucas, também pereceram. Me contou tudo que houve, que Fernanda ainda chegou com vida à praia mas faleceu no hospital.
- Eu não estou ouvindo isso – repetia
E os detalhes eram falados como um esparadrapo arrancado da pele: rapidamente e com muita dor.
- Meu anjinho…. – eu só conseguia dizer isso
E neste momento, Miguel, Birita, minha mãe, Izabella, todos me abraçaram e choraram muito. Eu continuava com os olhos arregalados em total choque. Magal, baixista, não parava de soluçar. Minha tia avó estava inconsolável. Cada um ali sofria minha dor que estava apenas começando.
Com a fala ofegante, eu recusei os remédios, queria ter consciência dos meus atos, e apenas pedi: por favor, me levem a eles. Uma van nos esperava e fomos direto ao Cemitério São João Baptista. Fernanda e Gabriel seriam sepultados juntos no jazigo da minha família.
Permaneci em total estado de choque. Pessoas me cumprimentavam. Colegas de estrada, amigos de longa data, diversos parentes. Minha prima Regina Casé me consolava, mas não era capaz de assimilar o que ela dizia. Sheik, da primeira formação da banda, com quem não falava há muitos anos, se reencontrou comigo. Jornalistas, músicos, primos que vieram de outras cidades, além da sofrida família de minha ex-mulher velavam os dois caixões. Não podia abri-los. No topo, apenas as fotos dos dois. O dia estava bonito e tudo parecia uma cidade cenográfica. Eu certamente acordaria deste sonho, acreditava. Em vão. A coroa de flores do Biquini dizia “Hang on, Be Strong”. Que ironia! Eram os versos de uma música em inglês que fizemos com a cantora Beth Hart em Los Angeles que diziam
Hang on, be strong/ sometimes life can slip away/
Segure firme, seja forte / Às vezes, a vida pode te escapar
Sem saber, havia composto nesta viagem a letra da música para me amparar!
Gabriel viveu 2 anos e dez meses. Tive a felicidade e honra de ser mais que um pai. Eu me apelidava de “pãe”. Logo que ele nasceu, pedi à mãe que, uma vez que a amamentação era um privilégio dela, que o banho dele fosse o meu. E todos os dias eu o banhava, trocava suas fraldas, ninava e o colocava para dormir. Viajava muito mas, em seguida, pegava o primeiro voo para vê-lo acordar e poder passear na pracinha. Eu era o único homem em meio a tantas mães e babás. Tive noites mal dormidas, traduzi-lhe com beijos o que diziam as palavras. Igualmente era o único pai nas aulas de natação para bebês. Participei de cada momento de sua vida com um mergulho intenso e de cabeça.
Fernanda foi minha mulher e companheira por dez anos, convivendo numa querida família. Em 2007, decidimos ter nosso filho e ele nasceu no dia dos pais – o maior presente que poderia receber. Por sorte ou coincidência, não tive show no dia e pude vê-lo nascer. Infelizmente, nosso relacionamento passou por crises que culminaram com nosso afastamento como casal. Divórcios sempre são estressantes mas acreditava que o tempo curaria as feridas e seríamos bons amigos.
Nós dois éramos muito ligados ao Gabriel e eu era um pai coruja que beirava o chato. Meu único assunto era ele. Os fãs se deliciavam, enquanto eu mostrava fotos mais recentes. Também fiz vários videoclipes e, junto com minha ex-mulher, postamos tudo no blog http://mimevoce.blogspot.com contando desde a gestação, passando pelo nascimento e por todos os detalhes do seu dia a dia.
Perdi duas pessoas que marcaram minha vida. E quando o padre perguntou no velório se alguém queria dizer algo, eu levantei o braço. Tirei todas as forças de dentro de mim e cantei:
Tudo que viceja, também pode agonizar… e perder seu brilho em poucas semanas….
E não podemos evitar que a vida / trabalhe com o seu relógio invisível/ tirando o tempo de tudo que é perecivel
Entre soluços e lágrimas, muitos presentes me acompanharam ao som de Impossível, sucesso do Biquini Cavadão.
O detalhe é que cantei “é impossível esquecer vocês”
Ao enterra-los, veio então a difícil tarefa de voltar pra casa e ver seus brinquedos, roupas, abrir a mala e ver tudo que comprei para ele. A palavra para definir o sentimento desde então é DOR. Não uma dor latente, insistente ou aguda. É uma dor que te assalta, te maltrata e te exaspera.
Continuava chorando pouco. Só dizia para todos: “O que está acontecendo comigo? Dediquei minha vida a alegrar as pessoas, por que motivo agora tiram de mim a maior alegria de minha vida”? Incapaz de desabafar, decidi provocar o meu choro. Vi vários vídeos de meu filho, um após o outro, até que veio o grito, a dor, como uma erupção vulcânica. Urros ensurdecedores. Os vizinhos batiam à porta perguntando o que fazer para me consolar. Minha mãe em prantos, Izabella me confortando sem parar. Foi horrível, mas me senti aliviado ao conseguir. Outros descarregos deste tipo vieram ao longo da semana.
Tenho dois shows neste sábado e domingo. Depois de muito pensar, decidi fazê-los. Chamei meu amigo Marcelo Hayena, do Uns e Outros. Ele estará por perto, caso me falte a voz. Ainda assim, estou confiante em cantá-lo até o fim. O motivo é simples. Meu filho nunca viu um show meu, por ser muito pequeno. Agora, ele tem cadeira cativa. E quero fazer para o meu Gabriel, o show mais lindo do mundo. E assim serão todos que eu puder fazer pro resto de minha vida!
Obrigado a todos pela força. Não consegui ler nem metade dos recados, mas deixo aqui o meu muito obrigado emocionado e meu consolo a todos que pereceram no desastre, em especial minha querida Jordana e meu sobrinho Luquinha.
Foi o pior dia de minha vida, mas cada reza, energia, força, recado, me amparou muito. Ainda sofro mas, de agora em diante, terei de viver um dia de cada vez.
Beijem seus filhos com carinho e fiquem com Deus.
Bruno Gouveia"

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Menino ferido em ataque a escola em Realengo volta a ser internado

Carlos Matheus tinha recebido alta no dia 11, mas sentiu fortes dores.Ele levou dois tiros no braço e um de raspão no peito no massacre do dia 7.

DO G1 RJ

O menino Carlos Matheus, de 13 anos, ferido no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, no dia 7 de abril, voltou a ser internado. O menino tinha recebido alta hospitalar no dia 11, mas retornou ao Hospital Albert Schweitzer, também na Zona Oeste, após sentir dores no braço, e passará a segunda noite na unidade, informou a mãe do adolescente.Ele levou dois tiros no braço esquerdo e um de raspão no peito. Carlos era amigo de dez das doze vítimas do atirador Wellington Menezes de Oliveira.
Carlos Matheus (Foto: Patrícia Kappen/G1)
Carlos Matheus se recuperava em casa quando voltou a sentir dores e foi internado (Foto: Patrícia Kappen/G1)
A cabeleireira Carla Daniele Vilhena de Souza, mãe do menino, contou que ele não estava aguentando as dores e que, por isso, procuraram os médicos. Ela ainda não obteve resposta da equipe do hospital sobre o que está acontecendo, mas afirmou que Carlos Matheus está melhorando. "Eles não sabem a gravidade do que está acontecendo, então, estão dando remédios", disse.O G1 tentou entrar em contato com a assessoria da Secretaria estadual de Saúde, mas nenhum representante foi localizado.A mãe contou que duas balas acertaram Carlos Matheus no braço. Uma delas entrou e saiu e outra ficou alojada, mas foi retirada durante cirurgia. Um outro tiro acertou de raspão o peito do menino.Outras três vítimas ainda estão internadas em hospitais.
Alta hospitalar

No dia em que teve alta, o menino resumiu o dia de tensão na escola: "foi muito triste”. Carlos Matheus está com medo de voltar à escola. “Quero estudar, mas em qualquer outro lugar, não na Tasso. Quem me garante que isso não vai acontecer lá de novo?”.
Pais não sabem como resolver o problema
Carlos Matheus estudava há três anos no mesmo colégio, que fica a duas quadras da casa dele. Os pais não sabem como resolver o problema.
“A gente conversou com as autoridades, e eles falaram: ‘a gente transfere ele para outra escola da região’. Mas aqui não tem nenhuma escola que preste”, disse Carla Vilhena.O menino contou, ainda, que não conversou com nenhum amigo desde que teve alta do hospital. Ele conseguiu falar apenas com Renata, amiga que também estava internada no Albert Schweitzer e teve alta na sexta-feira (8). “Ela me deu boa sorte”, disse ele, que desejou ”coragem” aos amigos que ainda estão internados, “para que eles possam melhorar também”.
'Foi aterrorizante', diz mãe
Carla contou que no dia do ataque ficou sabendo pelo sogro que o filho tinha sido atingido. “Quando cheguei na escola ele já tinha ido para o hospital. Fui a primeira mãe a chegar lá. Foi aterrorizante. Mas graças a Deus a gente já está em casa".

quinta-feira, 31 de março de 2011

Tragédia-Menina de 4 anos escreve carta para mãe desaparecida após tsunami

'Querida mãe. Espero que você esteja viva. Você está bem?', diz mensagem.Manami Kon espera pais e irmã desaparecidos desde tragédia no Japão.

Da AP
Usando caracteres "hiragana" que acabou de aprender, a menina Manami Kon escreve carta para a mãe ainda desaparecida após a tragédia de 11 de março no Japão; "Querida mãe. Eupero que você esteja viva. Você está bem?", diz mensagem. (Foto: Yomiuri Shimbun, Norikazu Tateishi / AP)
Usando caracteres "hiragana" que acabou de aprender, a menina Manami Kon escreve carta para a mãe ainda desaparecida após a tragédia de 11 de março no Japão; "Querida mãe. Espero que você esteja viva. Você está bem?", diz mensagem. (Foto: Yomiuri Shimbun, Norikazu Tateishi / AP)

Manami Kon, de 4 anos, ainda espera pelos pais e a irmã mais nova, desaparecidos desde o terremoto e tsunami de 11 de março, em Miyako, norte do Japão (Foto: Yomiuri Shimbun, Norikazu Tateishi / AP)
Manami Kon, de 4 anos, ainda espera pelos pais e a irmã mais nova, desaparecidos desde o terremoto e tsunami de 11 de março, em Miyako, norte do Japão (Foto: Yomiuri Shimbun, Norikazu Tateishi / AP)

terça-feira, 15 de março de 2011

Cenário apocalíptico marca cidade próxima à usina no Japão; veja

Ameaçadas pela usina nuclear Fukushima 1, no Japão, as cidades vizinhas ficaram praticamente desertas nesta segunda-feira (14) após a orientação para os moradores permanecerem em casa. É o que mostra o enviado especial à Província de Fukushima, Fabiano Maisonnave, no vídeo abaixo.
Na cidade de Iwaki, onde 38 pessoas morreram por causa do tsunami, quase nenhum dos cerca de 350 mil moradores estava à vista. Trens de passageiros abandonados no meio dos trilhos, casas devastadas pelo tsunami e ruas comerciais vazias e empoeiradas da lama já seca compunham um cenário apocalíptico.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Chuva tira 25 mil de casa no Sul do país

Em Santa Catarina, corpo de desaparecido foi encontrado nesta segunda.Pelo menos outras nove pessoas morreram no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Do G1, em São Paulo
A chuva que atinge o Sul do país desde sexta-feira (11) já afetou mais de 670 mil pessoas e tirou 25 mil de casa em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e no Paraná. Segundo a Defesa Civil de cada estado, até esta segunda-feira (14), pelo menos dez pessoas morreram vítimas das chuvas, duas delas na cidade de Antonina (PR), sete em São Lourenço do Sul (RS), e uma em Palhoça (SC).Em Santa Catarina, o estado que registra mais prejuízos, mais de 12 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, entre desalojados, desabrigados e deslocados. Segundo boletim divulgado às 11h, quase 590 mil pessoas foram afetadas pelos temporais e seis ficaram feridas. Um homem de 25 anos morreu, em Palhoça (SC). O carro que ele dirigia caiu em um rio, no sábado (12), e o corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira. As cidades catarinenses de Brusque, Santo Amaro da Imperatriz, São João Batista e Schroeder decretaram situação de emergência.No Rio Grande do Sul, o número de desabrigados e desalojados chega a 3,4 mil, segundo a Defesa Civil. Mais de 60 mil pessoas foram afetadas em cinco cidades: São Lourenço do Sul, Turuçu, Rio Grande, Arroio do Padre e São Francisco de Paula. São Lourenço do Sul decretou estado de calamidade pública, e Turuçu, situação de emergência.
No Paraná, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil às 12h, mais de 9,7 mil pessoas tiveram que sair de casa. Duas pessoas morreram em Antonina (PR) e outras duas estão desaparecidas, em Morretes (PR). Quase 3 mil casas foram danificadas nos sete municípios atingidos. Morretes decretou estado de calamidade pública.

Chuva devasta o litoral do Paraná

No Brasil, chove sem parar no litoral do Paraná. Desde sexta-feira, quase 10 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas no estado. Duas morreram.

 
A cidade de Antonina, a 80 quilômetros de Curitiba, decretou situação de emergência. Falta água e luz, e o risco de deslizamento das encostas ainda é muito grande.
Pelo menos dez famílias perderam as casas. Elas moravam em um morro que desceu levando tudo. Os moradores levaram um susto e tiveram de sair correndo ainda de madrugada.
Por volta da uma da manhã, a Defesa Civil deu o alerta sobre o risco de um novo desabamento em dois bairros. As pessoas tiveram que sair imediatamente. A polícia foi chamada para orientar os moradores que não queriam sair por conta própria.Voluntários usam trator para levar água limpa para a comunidade. Quem está nos abrigos públicos também recebe ajuda.A cidade de Morretes decretou situação de calamidade pública. O acesso ao distrito de Floresta, entre Morretes e Paranaguá, só pode ser feito a pé ou de helicóptero. A comunidade foi quase toda destruída. Lama e pedaços de árvores estão em todo lugar.
Chegar ao litoral também está complicado. Três pontes caíram na BR-277, entre Curitiba e as cidades da região.A situação piora porque a época é de escoar a safra de soja e milho no porto de Paranaguá, e muitos caminhoneiros tiveram que ficar três dias parados na fila. Só hoje de manhã o trânsito chegou a ser liberado, mas foi fechado novamente.Já a BR-376, entre o Paraná e Santa Catarina, foi fechada às 6h30 da manhã, por causa de uma nova queda de barreira. Ainda não há previsão de liberação da pista.

Saiba como fazer doações para as vítimas da chuva no litoral do Paraná

A Prefeitura de Curitiba e o Governo do Paraná estão arrecadando donativos para as vítimas das chuvas no litoral do estado. A população pode doar cobertores, colchonetes, alimentos, roupas e, principalmente, água mineral.

As doações de roupas e alimentos não-perecíveis feitas para o Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) e para Defesa Civil podem ser entregues nos supermercados da rede Big e Mercadorama. Colchões devem ser levados até o barracão da Defesa Civil (Rua Sergipe, 1712).
A Fundação de Ação Social (FAS) também está arrecadando donativos e pede, principalmente, água mineral.Os postos de coleta estão instalados no prédio central da Prefeitura, no Centro Cívico, e nas nove Administrações Regionais da cidade, das 8h às 18h.Moradores de outras cidades do estado podem encaminhar as doações para os quartéis do Corpo de Bombeiros de cada município ou entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone (41) 3350-2575.
Confira a lista dos postos de arrecadação em Curitiba:
Prefeitura de Curitiba
Avenida Cândido de Abreu, 817 - Centro Cívico
Fundação de Ação Social (FAS)
Rua Eduardo Sprada, 4.520 - Campo Comprido
Regional Bairro Novo - Rua da Cidadania
Rua Tijucas do Sul, 1.700, Sítio Cercado
Regional Boa Vista - Rua da Cidadania
Avenida Paraná, 3.600, Boa Vista
Regional Boqueirão - Rua da Cidadania
Terminal do Carmo, Boqueirão
Regional Cajuru
Rua Luiz França, 2.032, Cajuru
Regional CIC
Rua Manoel Valdomiro de Macedo, 2.460, CIC
Regional Matriz - Rua da CidadaniaPraça Rui Barbosa, Centro
Regional Pinheirinho - Rua da Cidadania
Rua Winston Churchill, 2.033, Pinheirinho
Regional Portão - Rua da Cidadania
Rua Carlos Klemtz, s/nº, Fazendinha
Regional Santa Felicidade - Rua da Cidadania
Via Veneto, s/nº

 

sexta-feira, 11 de março de 2011

CHUVAS-Decretada situação de emergência em áreas atingidas pela chuva em MS

Aulas são suspensas temporariamente em algumas cidades.
Não há registro de mortos por causa das chuvas.

Do G1, em São Paulo*
 
 
O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), decretou nesta sexta-feira (11) situação de emergência nas áreas afetadas pela chuva no estado. Segundo informações da Defesa Civil, pelo menos 13 cidades foram castigadas pelas fortes chuvas que atingem Mato Grosso do Sul desde o início do mês. O decreto foi publicado no 'Diário Oficial' do estado.Nesta manhã, Puccinelli realizou um sobrevoo junto com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, pelas regiões afetadas para verificar o estrago provocado.O município de Aquidauana, segundo informações do governo, foi um dos mais prejudicados. O Rio Aquidauana chegou a ficar 10 metros acima do nível normal. O Miranda, também na região oeste do Estado, transbordou e desabrigou 70 famílias ribeirinhas na cidade de mesmo nome. Em Coxim, o Rio Taquari desabrigou famílias e inundou a área urbana.
Ainda não há dado oficial sobre o total de desabrigados no estado, mas segundo previsão da Defesa Civil, o número pode chegar a 15 mil famílias. Não há registro de mortos.
Sem aula
Por causa da chuva, que derrubou pontes e deixou estradas totalmente intransitáveis, algumas comunidades estão com dificuldade de locomoção. De acordo com a Defesa Civil, não há comunidade isolada, mas o governo decidiu suspender temporariamente as aulas já que alguns estudantes estão incapacitados de chegar às escolas. Além disso, algumas ainda sofrem com enchentes. Mais de 7 mil estudantes estão sem aulas em todo o estado.As enchentes também provocam perdas nas lavouras de soja. Em São Gabriel, por exemplo, estima-se que o prejuízo seja de aproximadamente R$ 70 milhões. De acordo com a prefeitura de São Gabriel, ao menos 36 mil hectares de soja foram afetados.Na quinta-feira (10), o governo do estado enviou para as cidades de Dois Irmãos do Buriti, Anastácio e Aquidauana 250 cestas básicas, roupas, agasalhos e água potável. A falta de acesso devido à precariedade das estradas e inundações dos núcleos mais populosos causou o desabastecimento de alimentos.O pagamento do Bolsa Família foi antecipado para 5 mil famílias que perderam móveis, roupas e principalmente alimentos. Elas receberam R$ 145. A antecipação soma R$ 608,85 mil. Em todo o Mato Grosso do Sul, o programa atende em torno de 60 mil famílias.
(*) Com informações da Agência Estado

Em estado de calamidade, cidade do RS tenta se recuperar da destruição

Governador Tarso Genro prepara plano para São Lourenço do Sul. Oito pessoas morreram e 2 mil estão desalojadas, segundo Defesa Civil.

Do G1, em São Paulo
 
 
 
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, deve chegar na tarde desta sexta-feira (11) em São Lourenço do Sul para se reunir com as autoridades locais e a Defesa Civil e traçar os próximos passos para o atendimento às vítimas e reconstrução da cidade destruída pela chuva e por uma forte enxurrada. Oito pessoas morreram, duas mil estão desalojadas e 350 passaram a noite em abrigos, segundo a defesa civil. A chuva atingiu 20 mil pessoas. O prefeito José Daniel Raupp Martins decretou estado de calamidade pública no município.O vice-governador Beto Grill, que chegou na quinta-feira (10) em São Lourenço do Sul, fez contato com o Ministério da Integração Nacional para pedir auxílio para a reconstrução da cidade e cestas básicas para as famílias atingidas.  A energia elétrica já voltou em parte da cidade, mas o abastecimento de água continua interrompido. "Boa parte da cidade está toda destruída. As pessoas perderam casas, mobílias, a situação é de calamidade", diz Amilton Neutzling, coordenador dos trabalhos da Defesa Civil.
Vaca subiu em árvore para escapar da enxurrada  (Foto: Nauro Júnior/Zero Hora/Agência RBS)
Vaca subiu em árvore para escapar da enxurrada (Foto: Nauro Júnior/Zero Hora/Agência RBS)

A nível da água do Rio São Lourenço baixou nesta sexta-feira. "O rio está praticamente de volta ao leito, só temos algumas áreas alagadas na parte rural da cidade", destaca Neutzling. A queda de duas pontes deixou uma região da cidade isolada. Na quinta-feira, helicópteros fizeram o resgate de quase cem pessoas que estavam nos telhados das casas. "Agora o resgate deverá ser feito por barcos", explicou. Muitos fazendeiros perderam plantações e criações de animais. Uma vaca foi o único animal que sobreviveu da criação de uma fazenda ao se abrigar na copa de uma árvore quando estava sendo arrastada.
Chuva derrubou cabeceira de ponte em rodovia que liga São Lourenço do Sul a Turuçu (Foto: Carlos Queiroz/Agência Freelancer)
Chuva derrubou cabeceira de ponte em rodovia que liga São Lourenço do Sul a Turuçu (Foto: Carlos Queiroz/Agência Freelancer)
chuva em São Lourenço do Sul (Foto: Jocimar Farina/Agência RBS)Rio São Lourenço enchey (Foto: Nauro Júnior/
Agência RBS)
Vítimas
Cinco das oito vítimas eram pessoas de mais idade.  Um senhor de 80 anos, que chegou a ser socorrido pela Brigada Militar, mas não resistiu e morreu no hospital antes de receber atendimento médico; e uma senhora de 76 anos que foi encontrada morta dentro de sua casa. Ela tinha dificuldades de locomoção e não teria conseguido deixar o local no momento em que o nível das águas do rio São Lourenço subiu. Outra senhora morreu junto com a fílha em casa .
Segundo a prefeitura, na quinta-feira a água chegou a três metros de altura e várias casas foram parcialmente destruídas.
Casa destruída pela chuva forte em São Lourenço do Sul (RS) (Foto: Agência RBS)
Casa destruída pela chuva forte em São Lourenço do Sul (RS) (Foto: Nauro Júnior/Agência RBS)
Mapa de São Lourenço do Sul (RS) (Foto: Editoria de Arte/G1)
'Nunca tinha visto enchente como essa'
No Iate Clube de São Lourenço do Sul, trailers e barcos foram arrastados por causa da forte correnteza do rio. "Por volta das às 4h da manhã, me acordaram para amarrar os barcos", relata Renato Freitas, funcionário do estabelecimento.  "Amarrei mas o trapiche não aguentou. Veleiros, barcos de pesca e escuna saíram água afora e ficaram à deriva na lagoa." A correnteza impede a busca dos barcos. "Faz 40 anos que eu moro aqui e nunca tinha visto uma enchente como essa".Ainda segundo informações da Defesa Civil, o município vizinho de Turuçu também foi atingido pelas enchentes e a rodovia BR-116 bloqueada após a queda de parte da pista. Por causa da queda da cabeceira de uma ponte, o trânsito está bloqueado entre Sâo Lourenço do Sul e Turuçu.

Rodovias paranaenses são interditadas por quedas de barreiras-Chuva durante a madrugada provocou vários alagamentos no litoral do PR.BR-376 foi totalmente interditada às 11h desta sexta-feira (11)

Do G1 PR
Às 11h desta sexta-feira (11), a BR-277 estava com trânsito em meia pista nos dois sentidos,no km 13. De acordo com a concessionária que administra o trecho, a queda de uma barreira no local foi responsável pelo bloqueio da pista. A concessionária informou que o  trânsito também está bastante complicado na PR-408, que segue para Morretes (PR).Na BR-376, segundo a PRF, às 11h, a interdição do trânsito era total do km 672 ao 675. O motivo também seria a queda de uma barreira e o afundamento de pista. A PRF ainda não tem previsão de quando a pista será liberada.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Efeito 2012?-Terremoto de magnitude 5,4 atinge a China-Fortes réplicas sacodem o leste do Japão após terremoto de 7,3 graus

Já foram contabilizados 121 feridos, segundo agências internacionais.Dez minutos após o terremoto foram registradas três réplicas de 4,7 graus.

Do G1, com agências internacionais*

Um terremoto de 5,4 graus de magnitude na escala Richter deixou ao menos 7 mortos e 121 feridos nesta quinta-feira (10) na província de Yunnan, na China, segundo as agências internacionais.
O tremor provocou o corte da energia elétrica na região. Residências, hotéis e restaurantes desmoronaram, de acordo com a agência chinesa ‘Xinhua’. Já foram enviados soldados à região para ajudar nos trabalhos de resgate.Dez minutos após o terremoto foram registradas três réplicas de 4,7 graus de magnitude. O epicentro do sismo ocorreu a 34 km de profundidade, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O tremor ocorreu às 12h58 no horário local (1h58 em Brasília).
JAPÃO
(EFE).- Várias réplicas, a maior delas com magnitude de 6,8 graus na escala Richter, voltaram a sacudir nesta quinta-feira a costa nordeste do Japão, que ontem foi atingida por um terremoto de 7,3 graus localizado no Oceano Pacífico.O tremor de quarta-feira não deixou danos importantes.
Segundo a Agência Meteorológica do país, as maiores réplicas ocorreram entre 3h16 e 6h24 do horário local (18h16 e 21h24 pela hora de Brasília), com intensidade de 3 e 4 graus na escala japonesa fechada de 7, o que gerou um alerta de tsunami.O terremoto de 6h24 alcançou 6,8 graus na escala Richter e foi sentido principalmente na província de Miyagi (leste do Japão), sem que até o momento tenha havido relatos de feridos ou danos como consequência do tremor.O terremoto teve epicentro no Oceano Pacífico, 130 quilômetros ao leste da península de Oshika, no litoral de Miyagi, com profundidade de nove quilômetros.
Durante a madrugada, a ilha de Honshu, a maior do Japão, também foi atingida por várias réplicas de 6 graus na escala Richter, sem que haja informações sobre danos.A Agência Meteorológica retirou às 7h30 (19h30 de Brasília) o alerta por tsunami no litoral oriental do Japão à altura da província de Fukushima.
A companhia ferroviária East Japan Railway indicou que os tremores não afetaram os trens de alta velocidade que conectam a região de Tohoku a Tóquio.O responsável de sismos da Agência Meteorológica, Hirofumi Yokoyama, manifestou à cadeia estatal "NHK" que é provável que aconteçam mais réplicas de nível 4 na escala japonesa ao longo da próxima semana.
AUSTRÁLIA
(AFP) -Chuvas intensas provocaram inundações nesta quinta-feira no leste da Austrália, região afetada no mês passado por um ciclone que provocou graves danos.
Várias cidades do norte do estado de Queensland, ainda com muitos escombros dos edifícios destruídos pelo ciclone Yasi, ficaram inundadas com as tempestades, que atingiram a marca de 321 mm de água.
Isolada pelas águas, a cidade de Cardwell começa a sofrer com a falta de produtos de primeira necessidade, segundo os moradores.A meteorologia prevê mais chuvas para as próximas horas na região.
Outras cidades muito afetadas pelo Yasi, como Mission Beach, Tully Heads e Hull Heads, também estão isoladas do resto do país.Nos últimos dois meses, Queensland passou por uma série de catástrofes naturais.
Quase 30 pessoas morreram em janeiro após inundações históricas perto de Brisbane, capital deste estado agrícola e forte no setor de mineração.A passagem do Yasi um mês depois pelo norte de Queensland danificou edifícios, estradas e plantações, mas não foi registrada nenhuma vítima fatal.
Nathalia Cardoso, professora de biologia do Curso e Colégio pH, dá uma aula sobre efeito estufa e aquecimento global.O efeito estufa ocorre quando a radiação solar atravessa a atmosfera e a Terra emite calor retido pela atmosfera. Ele mantém a temperatura ideal para haver vida no planeta.
O problema é que o excesso de emissão dos gases estufa eleva as temperaturas médias globais. Os principais causadores são: queima de combustíveis fósseis e desmatamento por queimadas.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Desastre na plataforma Deepwater Horizon vai virar filme

Summit Entertainment anunciou a compra de texto sobre a catástrofe.Plataforma de petróleo explodiu no Golfo do México em 2010.

Do G1, em São Paulo

O desastre na plataforma de petróleo Deepwater Horizon, que explodiu no Golfo do México em abril de 2010, matando 11 pessoas, vai virar filme.
A Summit Entertainment e a Participant Media anunciaram nesta terça-feira (8) a compra dos direitos sobre um artigo publicado originalmente no “The New York Times” intitulado “Deepwater Horizon’s final hour” (“a hora final da Deepwater Horizon”).
Foto aérea tirada em 21 de abril mostra a plataforma Deepwater Horizon incendiada no Golfo do México. (Foto: AP)
Foto aérea tirada em 21 de abril mostra a plataforma Deepwater Horizon incendiada no Golfo do México. (Foto: AP)

O texto é de autoria de David Barstow, David Rohde e Stephanie Saul. As informações são do site “Aceshowbiz.com”.Segundo o comunicado, o filme vai retratar a “coragem daqueles que trabalharam na plataforma e os minutos finais que levaram ao desastre, que causou grande devastação e será lembrado para sempre".Erik Feig, presidente de produção da Summit, disse que o longa pretende mostrar “o grande heroísmo que teve lugar ano passado na Deepwater Horizon e como colegas corajosamente ajudaram uns aos outros.”

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