Travesti de 26 anos foi morto com seis punhaladas em Três Lagoas.
Polícia prendeu rapaz de 18 anos que confessou crime.
Do G1 MS
Um travesti de 26 anos foi morto com seis golpes de punhal, às 19h30 da terça-feira (17), em Três Lagoas, a 338 km de Campo Grande. De acordo com informações da Polícia Civil, duas pessoas pessoas foram presas por envolvimento no homicídio.
A vítima foi morta em um terreno baldio do bairro Jardim Angélica. Pessoas que estavam pela região teriam ouvido gritos e acionaram a Polícia Militar. No local, testemunhas relataram à polícia que teriam visto um casal deixar o local em uma motocicleta.
A polícia realizou buscas pela região e conseguiu encontrar um suspeito. O rapaz de 18 anos confessou o crime e que foi contratado por outro travesti, de 20 anos, com quem mantinha relacionamento.
A polícia foi até a casa em que o rapaz morava com o travesti de 20 anos. Os dois foram presos. Eles disseram que os travestis tiveram desentendimento, o que motivou o crime.
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quarta-feira, 18 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Argentina inaugura escola para travestis
Idéia não agradou o presidente da ABGLT
Travestis e transexuais serão educados em uma escola especializada
Mocha Celis era uma travesti que não sabia ler ou escrever. Trabalhava como prostituta nas ruas de Buenos Aires, como a maior parte de suas colegas (estima-se que 90% das travestis argentinas façam programas). Quando era levada presa, precisava de ajuda para entender os papéis que lhe davam para assinar. Foi assassinada em condições não esclarecidas. A estimativa de vida para travestis na Argentina é de 35 anos.No último mês, seu nome foi parar em uma escola: começou a funcionar o Bachillerato Popular Mocha Celis, primeira instituição de Ensino Médio em Buenos Aires especializada em atender a população travesti e transexual. “A maior parte da população travesti deixa a escola por causa do preconceito”, diz Francisco Quiñones, um dos criadores e hoje coordenador da escola. “Nós queremos lhes dar a possibilidade de se formar e ter uma opção de vida que não seja a prostituição.”A ideia não agrada a todos. Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) diz que a associação é contrária a abertura de escolas especiais porque promovem segregação. “Nós temos que trabalhar a educação como um todo”, diz. “Não queremos criar guetos, queremos estar integrados na sociedade e é para que isso que trabalhamos”.Ele acredita que travestis e transexuais educados em escolas especiais serão criados “em uma bolha”, e não vão estar preparados para se reintegrar à sociedade. “Nós compartilhamos o problema, mas preferimos trabalhar de outra maneira. Em um estudo recente da Unesco, contatou-se que 40% dos estudantes masculinos da educação básica não gostariam de estudar na mesma sala que um estudante gay e 60% dos profissionais de educação não sabem como lidar com essa questão na sala da aula”, defende. Reis ressalta que 20 estados brasileiros já aceitam o nome social de travestis e transexuais, no lugar do nome de nascença.Quiñones concorda que o ideal seria que as escolas públicas aceitassem todas as diferenças de gênero sem preconceito. Entretanto, considerando os alarmantes números relacionados a travestis, os fundadores da Mocha Celis acharam que não dá pra esperar que esse processo aconteça.A ideia de criar a escola surgiu em 2011. No mês passado, começaram as primeiras aulas, para 25 alunos e alunas – nem todos travestis ou transexuais: a escola aceita qualquer aluno e está com inscrições abertas até 20 de abril para quem completou o Ensino Fundamental.
Fica no bairro de Chacarita, em um prédio compartilhado com outros projetos sociais. A escola está alinhada com a proposta de educação do pedagogo brasileiro Paulo Freire e ensina literatura, cooperativismo, matemática, noções digitais, memória e reconhecimento trans, entre outras matérias. O curso tem três anos de duração. “Ainda esperamos para esse mês o reconhecimento da prefeitura de Buenos Aires, para podermos conceder título oficial aos alunos”, diz Quiñones.Um dos maiores desafios da Mocha Celis é mudar o que se chama de “currículo oculto” das escolas regulares. É o que aprendemos na escola que vai além dos textos didáticos: nos ensinam que meninas usam rosa e meninos azul, que meninas brincam com bonecas e meninos com carrinhos, que os boletins devem ser entreguem “às mães e aos pais”, nos ditam as melhores maneiras de vestir e nos dizem que o sexo é reprodutivo e deve ser feito entre um homem e uma mulher. Transexuais não se encaixam nesse tipo de ensino.Na Mocha Celis, a aula é dada em mesas redondas, para que os professores estejam em posição de igualdade aos alunos. Usa-se “as” transexuais para as garotas que nasceram garotos mas se vêem como mulheres e “os” transexuais para a situação contrária. Todos são chamados pelos nomes que escolheram ter. “Na escola regular, as transexuais se sentem violentadas desde a chamada de classe, quando geralmente se usa o nome de nascença. O mesmo para o caso de garotos”, diz Quiñones.
Divergências à parte, a gente espera que, de uma forma ou de outra, a realidade da população travesti e transexual mude para melhor.
Travestis e transexuais serão educados em uma escola especializada
Mocha Celis era uma travesti que não sabia ler ou escrever. Trabalhava como prostituta nas ruas de Buenos Aires, como a maior parte de suas colegas (estima-se que 90% das travestis argentinas façam programas). Quando era levada presa, precisava de ajuda para entender os papéis que lhe davam para assinar. Foi assassinada em condições não esclarecidas. A estimativa de vida para travestis na Argentina é de 35 anos.No último mês, seu nome foi parar em uma escola: começou a funcionar o Bachillerato Popular Mocha Celis, primeira instituição de Ensino Médio em Buenos Aires especializada em atender a população travesti e transexual. “A maior parte da população travesti deixa a escola por causa do preconceito”, diz Francisco Quiñones, um dos criadores e hoje coordenador da escola. “Nós queremos lhes dar a possibilidade de se formar e ter uma opção de vida que não seja a prostituição.”A ideia não agrada a todos. Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) diz que a associação é contrária a abertura de escolas especiais porque promovem segregação. “Nós temos que trabalhar a educação como um todo”, diz. “Não queremos criar guetos, queremos estar integrados na sociedade e é para que isso que trabalhamos”.Ele acredita que travestis e transexuais educados em escolas especiais serão criados “em uma bolha”, e não vão estar preparados para se reintegrar à sociedade. “Nós compartilhamos o problema, mas preferimos trabalhar de outra maneira. Em um estudo recente da Unesco, contatou-se que 40% dos estudantes masculinos da educação básica não gostariam de estudar na mesma sala que um estudante gay e 60% dos profissionais de educação não sabem como lidar com essa questão na sala da aula”, defende. Reis ressalta que 20 estados brasileiros já aceitam o nome social de travestis e transexuais, no lugar do nome de nascença.Quiñones concorda que o ideal seria que as escolas públicas aceitassem todas as diferenças de gênero sem preconceito. Entretanto, considerando os alarmantes números relacionados a travestis, os fundadores da Mocha Celis acharam que não dá pra esperar que esse processo aconteça.A ideia de criar a escola surgiu em 2011. No mês passado, começaram as primeiras aulas, para 25 alunos e alunas – nem todos travestis ou transexuais: a escola aceita qualquer aluno e está com inscrições abertas até 20 de abril para quem completou o Ensino Fundamental.
Fica no bairro de Chacarita, em um prédio compartilhado com outros projetos sociais. A escola está alinhada com a proposta de educação do pedagogo brasileiro Paulo Freire e ensina literatura, cooperativismo, matemática, noções digitais, memória e reconhecimento trans, entre outras matérias. O curso tem três anos de duração. “Ainda esperamos para esse mês o reconhecimento da prefeitura de Buenos Aires, para podermos conceder título oficial aos alunos”, diz Quiñones.Um dos maiores desafios da Mocha Celis é mudar o que se chama de “currículo oculto” das escolas regulares. É o que aprendemos na escola que vai além dos textos didáticos: nos ensinam que meninas usam rosa e meninos azul, que meninas brincam com bonecas e meninos com carrinhos, que os boletins devem ser entreguem “às mães e aos pais”, nos ditam as melhores maneiras de vestir e nos dizem que o sexo é reprodutivo e deve ser feito entre um homem e uma mulher. Transexuais não se encaixam nesse tipo de ensino.Na Mocha Celis, a aula é dada em mesas redondas, para que os professores estejam em posição de igualdade aos alunos. Usa-se “as” transexuais para as garotas que nasceram garotos mas se vêem como mulheres e “os” transexuais para a situação contrária. Todos são chamados pelos nomes que escolheram ter. “Na escola regular, as transexuais se sentem violentadas desde a chamada de classe, quando geralmente se usa o nome de nascença. O mesmo para o caso de garotos”, diz Quiñones.
Divergências à parte, a gente espera que, de uma forma ou de outra, a realidade da população travesti e transexual mude para melhor.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
'Busquei no estudo uma vida melhor', diz 1ª travesti doutoranda do país
Natural do interior do Ceará, professora vai defender tese em julho.
Luma ganhou direito de alterar o nome João nos documentos em 2010.
Gabriela Alves Do G1 CE
Luma Andrade (Foto: Luma Andrade/Arquivo Pessoal)Luma Andrade escreve tese sobre discriminação nas escolas (Foto: Luma Andrade/Arquivo Pessoal)
Mesmo na infância em Morada Nova, a 163 km de Fortaleza, a discriminação não foi barreira para a cearense Luma Nogueira de Andrade, que nasceu com o nome de João. Filha de agricultores analfabetos, ela resolveu abrir caminhos e enfrentar a pobreza e o preconceito com o conhecimento. Aos 35 anos, Luma será em julho a primeira travesti a apresentar uma tese de doutorado no Brasil. “Canalizei toda a energia para os estudos e, assim, fui conquistando respeito de todos. Busquei no estudo uma alternativa de vida melhor”, diz.A doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC) estuda a realidade de travestis nas escolas. Nas páginas da tese, ao relatar casos de estudantes que vivem situações de aceitação ou total repressão, Luma faz um paralelo com a própria história.A cearense conta que, nas primeiras séries escolares em Morada Nova, chegou a ser agredida por outros alunos por “ser diferente e sempre preferir brincar com as meninas”. “Uma vez, quando cheguei na sala de aula chorando, ouvi da professora: 'Bem feito. Quem mandou você ser assim?' ”, recorda. O menino João não se sentia bem para ir ao banheiro masculino e não podia frequentar o feminino. “Sentia dores abdominais porque preferia não ir ao banheiro. Muitas vezes, saia correndo para casa quando terminava a aula para urinar”, conta.
Superação
Em vez de desistir de assumir quem era ou se rebelar, Luma repetia para si mesma: “Eu vou superar isso”. E, assim, foi vencendo o preconceito dos alunos e professores, sendo sempre o destaque da turma. “A estratégia era eu ser a melhor aluna. Eu fazia um acordo, eu ajudava, dava aulas particulares e eles me aceitavam”, diz. Aos 18 anos, quando passou no vestibular na primeira tentativa para o curso de Ciências da Universidade Estadual do Ceará (Ceará), no campus de Limoeiro do Norte, os olhares de reprovação por se vestir com roupas femininas e estar maquiada não diminuíram. “Eu me enganei. Na faculdade, eu sofri tanto quanto na educação básica”.Por entender as dificuldades de ser diferente, eu me identificava muito e me aproximava dos alunos. Muitos deles, de alguma forma, se viam diferentes"
De cabelos compridos, mas ainda assinando como João, Luma voltou para a sala de aula. Dessa vez, como professora de Ciências da Natureza. “No primeiro dia, os diretores da escola ficaram atrás da porta para observar como eu dava aula”, lembra. Ao contrário do que pensavam, a professora era uma das mais queridas e reconhecidas pelo ensino. “Por entender as dificuldades de ser diferente, eu me identificava muito e me aproximava dos alunos. Muitos deles, de alguma forma, se viam diferentes”, conta.Em 1998, Luma Andrade passou para concurso de professor efetivo da rede municipal de Morada Nova e também começou a ensinar em escolas estaduais e particulares. Quando passou no Mestrado em Desenvolvimento do Meio Ambiente em Mossoró, no Rio Grande do Norte, apesar de ser vista por colegas de trabalho com “mau exemplo”, não abriu mão de continuar a ensinar e pediu transferência para uma escola de Aracati, município mais próximo de onde estudava.Com o título de mestre, em 2003, ela prestou concurso para a rede estadual de ensino de Aracati e, de quatro vagas, foi a primeira e única aprovada. Na hora de ser lotada, os diretores disseram que não havia vagas e Luma teve de pedir a intervenção da Secretaria de Educação do Estado (Seduc) para assumir o cargo. Em Aracati, Luma passou a dar palestras e aulas de cursinho pré-vestibular e desenvolveu, em 2005, o projeto “Intimamente Mulher” que incentivava alunas e professoras a fazer exames de prevenção. A iniciativa ganhou o primeiro lugar no Estado e Luma recebeu o prêmio no Ministério da Educação.
Mesmo com reconhecimentos e títulos, a educadora continuava encontrando discriminação. Ao colocar próteses de silicone nos seios, a travesti conta que foi enviada uma denúncia à Secretaria de Educação. “Eles diziam que estava mostrando os seios para os alunos, mas provei que não era verdade. Ia até com uma bata para não chamar atenção”. Em 2007, passou em uma seleção e mudou-se para Russas para ser supervisora de 26 escolas estaduais em 13 municípios do Ceará. No cargo, a travesti pode acompanhar e ajudar mais de perto as histórias de outras “Lumas” agredidas na escola ou em casa. “Eu via nelas eu mesma. Toda a dificuldade que passei”.
Mudança de nome
Aos 33 anos, Luma ainda tinha nos documentos o nome de João Filho Nogueira de Andrade. No dia da mulher de 2010, ganhou o presente de ser a primeira travesti a ter o direito de mudar os documentos sem a operação de mudança de sexo no Ceará. As histórias de vitórias e de superações que já chamaram atenção de cineasta e políticos não vão parar. Luma não se cansa de seguir e abrir os caminhos em defesa da diversidade humana. “Quero combater todo o preconceito. Cada passo que eu dou, cada degrau que eu subo, sei que estou contribuindo para mudar pessoas e não posso deixar de buscar novos espaços. A própria travesti pensa que não existe outro caminho sem ser a prostituição”, afirma
Luma ganhou direito de alterar o nome João nos documentos em 2010.
Gabriela Alves Do G1 CE
Luma Andrade (Foto: Luma Andrade/Arquivo Pessoal)Luma Andrade escreve tese sobre discriminação nas escolas (Foto: Luma Andrade/Arquivo Pessoal)
Mesmo na infância em Morada Nova, a 163 km de Fortaleza, a discriminação não foi barreira para a cearense Luma Nogueira de Andrade, que nasceu com o nome de João. Filha de agricultores analfabetos, ela resolveu abrir caminhos e enfrentar a pobreza e o preconceito com o conhecimento. Aos 35 anos, Luma será em julho a primeira travesti a apresentar uma tese de doutorado no Brasil. “Canalizei toda a energia para os estudos e, assim, fui conquistando respeito de todos. Busquei no estudo uma alternativa de vida melhor”, diz.A doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC) estuda a realidade de travestis nas escolas. Nas páginas da tese, ao relatar casos de estudantes que vivem situações de aceitação ou total repressão, Luma faz um paralelo com a própria história.A cearense conta que, nas primeiras séries escolares em Morada Nova, chegou a ser agredida por outros alunos por “ser diferente e sempre preferir brincar com as meninas”. “Uma vez, quando cheguei na sala de aula chorando, ouvi da professora: 'Bem feito. Quem mandou você ser assim?' ”, recorda. O menino João não se sentia bem para ir ao banheiro masculino e não podia frequentar o feminino. “Sentia dores abdominais porque preferia não ir ao banheiro. Muitas vezes, saia correndo para casa quando terminava a aula para urinar”, conta.
Superação
Em vez de desistir de assumir quem era ou se rebelar, Luma repetia para si mesma: “Eu vou superar isso”. E, assim, foi vencendo o preconceito dos alunos e professores, sendo sempre o destaque da turma. “A estratégia era eu ser a melhor aluna. Eu fazia um acordo, eu ajudava, dava aulas particulares e eles me aceitavam”, diz. Aos 18 anos, quando passou no vestibular na primeira tentativa para o curso de Ciências da Universidade Estadual do Ceará (Ceará), no campus de Limoeiro do Norte, os olhares de reprovação por se vestir com roupas femininas e estar maquiada não diminuíram. “Eu me enganei. Na faculdade, eu sofri tanto quanto na educação básica”.Por entender as dificuldades de ser diferente, eu me identificava muito e me aproximava dos alunos. Muitos deles, de alguma forma, se viam diferentes"
De cabelos compridos, mas ainda assinando como João, Luma voltou para a sala de aula. Dessa vez, como professora de Ciências da Natureza. “No primeiro dia, os diretores da escola ficaram atrás da porta para observar como eu dava aula”, lembra. Ao contrário do que pensavam, a professora era uma das mais queridas e reconhecidas pelo ensino. “Por entender as dificuldades de ser diferente, eu me identificava muito e me aproximava dos alunos. Muitos deles, de alguma forma, se viam diferentes”, conta.Em 1998, Luma Andrade passou para concurso de professor efetivo da rede municipal de Morada Nova e também começou a ensinar em escolas estaduais e particulares. Quando passou no Mestrado em Desenvolvimento do Meio Ambiente em Mossoró, no Rio Grande do Norte, apesar de ser vista por colegas de trabalho com “mau exemplo”, não abriu mão de continuar a ensinar e pediu transferência para uma escola de Aracati, município mais próximo de onde estudava.Com o título de mestre, em 2003, ela prestou concurso para a rede estadual de ensino de Aracati e, de quatro vagas, foi a primeira e única aprovada. Na hora de ser lotada, os diretores disseram que não havia vagas e Luma teve de pedir a intervenção da Secretaria de Educação do Estado (Seduc) para assumir o cargo. Em Aracati, Luma passou a dar palestras e aulas de cursinho pré-vestibular e desenvolveu, em 2005, o projeto “Intimamente Mulher” que incentivava alunas e professoras a fazer exames de prevenção. A iniciativa ganhou o primeiro lugar no Estado e Luma recebeu o prêmio no Ministério da Educação.
Mesmo com reconhecimentos e títulos, a educadora continuava encontrando discriminação. Ao colocar próteses de silicone nos seios, a travesti conta que foi enviada uma denúncia à Secretaria de Educação. “Eles diziam que estava mostrando os seios para os alunos, mas provei que não era verdade. Ia até com uma bata para não chamar atenção”. Em 2007, passou em uma seleção e mudou-se para Russas para ser supervisora de 26 escolas estaduais em 13 municípios do Ceará. No cargo, a travesti pode acompanhar e ajudar mais de perto as histórias de outras “Lumas” agredidas na escola ou em casa. “Eu via nelas eu mesma. Toda a dificuldade que passei”.
Mudança de nome
Aos 33 anos, Luma ainda tinha nos documentos o nome de João Filho Nogueira de Andrade. No dia da mulher de 2010, ganhou o presente de ser a primeira travesti a ter o direito de mudar os documentos sem a operação de mudança de sexo no Ceará. As histórias de vitórias e de superações que já chamaram atenção de cineasta e políticos não vão parar. Luma não se cansa de seguir e abrir os caminhos em defesa da diversidade humana. “Quero combater todo o preconceito. Cada passo que eu dou, cada degrau que eu subo, sei que estou contribuindo para mudar pessoas e não posso deixar de buscar novos espaços. A própria travesti pensa que não existe outro caminho sem ser a prostituição”, afirma
terça-feira, 27 de março de 2012
Modelo travesti faz editorial inspirado no filme Cisne Negro
A modelo travesti Viviany Beleboni, de 23 anos, e o modelo Willian Santana, de 27, encarnaram os personagens do filme Cisne Negro (Black Swan) para um editorial de moda de Evandro Gueiros.
Com roupas e acessórios do stylist Walério Araújo – com direito a uma casquete usada por Gisele Bündchen – eles se dividiram entre dois personagens (cisne branco e negro) que deram o Oscar de Melhor Atriz a Natalie Portman.Segundo Viviany, o resultado ficou impressionante e extremamente artístico. “Gostei muito do editorial e de toda a produção. Agradeço a oportunidade do grande Evandro, que é um dos poucos que dão oportunidades para modelos travestis”, declarou.O editorial foi realizado em frente ao Teatro Municipal, em São Paulo, e se chama “Reflexo da Alma – Uma visão singular de Evandro Gueiros”.
Com roupas e acessórios do stylist Walério Araújo – com direito a uma casquete usada por Gisele Bündchen – eles se dividiram entre dois personagens (cisne branco e negro) que deram o Oscar de Melhor Atriz a Natalie Portman.Segundo Viviany, o resultado ficou impressionante e extremamente artístico. “Gostei muito do editorial e de toda a produção. Agradeço a oportunidade do grande Evandro, que é um dos poucos que dão oportunidades para modelos travestis”, declarou.O editorial foi realizado em frente ao Teatro Municipal, em São Paulo, e se chama “Reflexo da Alma – Uma visão singular de Evandro Gueiros”.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Travesti é suspeito de tentar matar soldado da Marinha no Rio; ele nega
Soldado está internado em estado grave, segundo a Marinha.Suspeito foi preso em casa, em Brás de Pina, nesta sexta (23).
Do G1 RJ
Um travesti de 25 anos foi preso, nesta sexta-feira (23), apontado como autor da tentativa de homicídio de um soldado da Marinha, de 20 anos, na madrugada do dia 16, em Brás de Pina, no subúrbio do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria atirado contra a vítima quatro vezes. O preso nega as acusações.A prisão foi feita por policiais da 38ª DP (Irajá). De acordo com o delegado titular da unidade, Roberto Cardoso, o soldado foi encontrado inconsciente na Rua Suruí, próximo à Estrada do Quitungo, em Brás de Pina, a um quarteirão da Rua Feritinga, onde fica a residência do acusado. Testemunhas afirmam terem visto a vítima na casa do travesti no dia do crime.
O suspeito foi encontrado em casa, onde foram apreendidas munições 9 milímetros. O soldado, segundo a Marinha, está internado em estado grave no Hospital Naval Marcílio Dias, em Lins de Vasconcelos, também no subúrbio.
Do G1 RJ
Um travesti de 25 anos foi preso, nesta sexta-feira (23), apontado como autor da tentativa de homicídio de um soldado da Marinha, de 20 anos, na madrugada do dia 16, em Brás de Pina, no subúrbio do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria atirado contra a vítima quatro vezes. O preso nega as acusações.A prisão foi feita por policiais da 38ª DP (Irajá). De acordo com o delegado titular da unidade, Roberto Cardoso, o soldado foi encontrado inconsciente na Rua Suruí, próximo à Estrada do Quitungo, em Brás de Pina, a um quarteirão da Rua Feritinga, onde fica a residência do acusado. Testemunhas afirmam terem visto a vítima na casa do travesti no dia do crime.
O suspeito foi encontrado em casa, onde foram apreendidas munições 9 milímetros. O soldado, segundo a Marinha, está internado em estado grave no Hospital Naval Marcílio Dias, em Lins de Vasconcelos, também no subúrbio.
quinta-feira, 8 de março de 2012
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Excluídas do mercado de trabalho, travestis encontram sustento e aceitação na prostituição
VLADIMIR MALUF /UOL
Da Redação
Estariam as travestis condenadas à prostituição? Pode ser exagero dizer que sim. Mas pode não ser. Antes de qualquer julgamento, reflita: quantas travestis você tem como colegas de trabalho? Seja chefe ou funcionária. E fazendo faxina na sua casa? Na loja onde você compra roupas, talvez? Abastecendo o seu carro ou te atendendo no “por quilo” onde você almoça diariamente? A verdade é que o mercado de trabalho é duro com esse grupo de pessoas que, muito frequentemente, encontra na prostituição o sustento e, principalmente, acolhimento. E se você ainda duvida que elas tenham poucas opções, responda para si mesmo, honestamente, se você contrataria uma.O psicólogo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar-Sorocaba) Marcos Garcia realizou uma pesquisa sobre a prostituição das travestis. Segundo ele, a maioria delas tem origem humilde e procura fazer programas como meio de vida. “Um jovem gay, efeminado, sem apoio financeiro e familiar, vindo de camadas populares e sem possibilidade de estudos vê no comércio sexual uma das poucas saídas.“
Além do problema da documentação -pois as travestis assumem uma personalidade feminina, mas dependem de sua identidade oficial- o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade, diz que as travestis são associadas à prostituição, violência e ilegalidade. “São encaradas de modo negativo, o que as impede de serem contratadas. A percepção é sempre preconcebida. O mecanismo cognitivo exige utilizar vivências passadas para compreender o presente e decidir o futuro. Assim, tudo o que foi ouvido desde criança a respeito de travestis influenciará na tomada de decisões agora.”Tão importante quanto a renda, o mercado sexual traz o bem-estar que travestis não encontram em outros grupos, normalmente. “É onde elas são valorizadas, principalmente, por clientes. Elas se sentem desejadas por seu corpo feminino. A demonstração do desejo é um fator importante. Se a pessoa está em um processo de buscar se sentir mais feminina, o interesse do cliente, que mostra que ela é feminina, é acalentador”, afirma Marcos Garcia.Para Giovanna Di Pietro (à dir.), 28, travesti brasileira que faz programas na Europa, não há muita escolha a não ser a prostituição. “É a saída que uma travesti encontra para se transformar. Quando eu comecei a mudar meu corpo, os trabalhos convencionais ficaram praticamente impossíveis”, conta ela, que era assistente de produção de figurino em uma agência de publicidade. “Nessa fase, você passa a ser menos aceita socialmente. Consequentemente, a possibilidade de ingressar no mercado de trabalho é quase nula.” Em sua pesquisa, o psicólogo Marco apurou que o mercado sexual também tem como principal atrativo a alta remuneração. “Na prostituição, a exemplo de outras profissões como modelo e jogador de futebol, há um período que traz muito dinheiro. Mas isso muda com o avanço da idade. Os clientes vão rareando. Com isso, a travesti tem uma perda financeira e passa a ser menos desejada, o que é muito sofrido.”Jovem e bonita, Giovanna concorda que os ganhos são um grande convite para entrar na prostituição. “Quando você está se prostituindo, começa a ganhar dinheiro como nunca ganhou. E esse dinheiro lhe permite investir em você, mudar o corpo, comprar bens materiais etc.”
Dificuldade de compreensão e desrespeito
Marco afirma que nenhum grupo social no Brasil sofre mais discriminação do que as travestis. “Esse preconceito é tão intenso que há quem use o termo ‘transfobia’. Os assassinatos de travestis costumam ser muito cruéis. É um nível de violência altíssimo. Há o preconceito pela orientação sexual, mas, principalmente, pela identidade de gênero.“Para o psicólogo Rafael Kalaf Cossi, autor de “Corpo em Obra” (Ed. nVersos), sobre transexuais, o preconceito contra homossexuais, em especial as travestis e transexuais, tem uma explicação. “Nós não temos a certeza absoluta da nossa identidade sexual. Isso é uma ilusão. O terreno é muito embaralhado. Quando vemos uma travesti, isso traz à tona algo que a gente não quer saber.“
Excluindo a existência de homossexuais ou qualquer variação pelos pais, as crianças aprendem que só há homens e mulheres, que devem desejar, respectivamente, mulheres e homens. “Passamos de 15 a 20 anos reforçando essas ideias para confirmar o que somos. Mas há variações inúmeras que não são socialmente compreendidas ou assumidas como reais. Desta maneira, não podemos admitir que exista uma pessoa que destoe do que aprendemos”, explica Oswaldo.Na opinião do especialista, para compreender as pessoas que são diferentes necessitaria de um grande esforço emocional e comportamental, mas a maior parte das pessoas prefere usar essa energia para investir em outros assuntos, principalmente os de maior retorno financeiro.“Mesmo as famílias que vivem com uma pessoa transexual, e precisariam adaptar-se, mostrarão grande dificuldade em compreender, elaborar e mudar suas perspectivas cotidianas e adaptar-se a esta identidade não prevista pela família", diz o psicólogo. Outras pessoas têm menos necessidades de se adaptar, "pois há um afastamento afetivo que permita gastar menos energia para modificar suas formas de compreender a realidade.”Para Oswaldo, que concorda que a sociedade em geral não recebe bem as travestis, as coisas seriam diferentes se não houvesse tamanha discriminação. "A prostituição será abandonada se elas forem reconhecidas pela identidade que compreendem pertencer, mesmo que isso traga dificuldades sociais financeiras."
Da Redação
Comumente vindas de camadas populares e sem apoio familiar, travestis veem na prostituição uma forma de subsistência e o acolhimento que não encontram em outros grupos
Giovanna Di Pietro, que afirma que o mercado de trabalho é difícil para as travestis
Além do problema da documentação -pois as travestis assumem uma personalidade feminina, mas dependem de sua identidade oficial- o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade, diz que as travestis são associadas à prostituição, violência e ilegalidade. “São encaradas de modo negativo, o que as impede de serem contratadas. A percepção é sempre preconcebida. O mecanismo cognitivo exige utilizar vivências passadas para compreender o presente e decidir o futuro. Assim, tudo o que foi ouvido desde criança a respeito de travestis influenciará na tomada de decisões agora.”Tão importante quanto a renda, o mercado sexual traz o bem-estar que travestis não encontram em outros grupos, normalmente. “É onde elas são valorizadas, principalmente, por clientes. Elas se sentem desejadas por seu corpo feminino. A demonstração do desejo é um fator importante. Se a pessoa está em um processo de buscar se sentir mais feminina, o interesse do cliente, que mostra que ela é feminina, é acalentador”, afirma Marcos Garcia.Para Giovanna Di Pietro (à dir.), 28, travesti brasileira que faz programas na Europa, não há muita escolha a não ser a prostituição. “É a saída que uma travesti encontra para se transformar. Quando eu comecei a mudar meu corpo, os trabalhos convencionais ficaram praticamente impossíveis”, conta ela, que era assistente de produção de figurino em uma agência de publicidade. “Nessa fase, você passa a ser menos aceita socialmente. Consequentemente, a possibilidade de ingressar no mercado de trabalho é quase nula.” Em sua pesquisa, o psicólogo Marco apurou que o mercado sexual também tem como principal atrativo a alta remuneração. “Na prostituição, a exemplo de outras profissões como modelo e jogador de futebol, há um período que traz muito dinheiro. Mas isso muda com o avanço da idade. Os clientes vão rareando. Com isso, a travesti tem uma perda financeira e passa a ser menos desejada, o que é muito sofrido.”Jovem e bonita, Giovanna concorda que os ganhos são um grande convite para entrar na prostituição. “Quando você está se prostituindo, começa a ganhar dinheiro como nunca ganhou. E esse dinheiro lhe permite investir em você, mudar o corpo, comprar bens materiais etc.”
Opiniões diferentes
| O psicólogo Rafael Kalaf Cossi diz que toda manifestação de sexualidade que foge do esperado sofre discriminação, inclusive no mercado de trabalho. Mas ele acredita que o grupo das travestis transforma o corpo para a prostituição –opinião avessa a dos demais especialistas procurados para esta reportagem. “A transexual, quando incorpora o gênero, costuma ser mais discreta. A travesti usa roupas mais escandalosas. Elas se montam para a cena erótica. É para o mercado do sexo. A transexual, quando se prostitui, não teve alternativa.” Greta Silveira, travesti que é maquiadora e diretora da Associação da Parada LGBT de São Paulo, diferentemente de Rafael, não acha que esse ou aquele grupo é empurrado para a prostituição."Dentro da nossa minoria, a maioria cai na prostituição. Quando são indagadas sobre o que as levou ao mercado sexual, elas dizem que foram expurgadas da sociedade. Mas eu acho que há um pouco de receio de assumir que são prostitutas porque gostam", diz. Para ela, a prostituição é como qualquer profissão e deve ser encarada como tal. "Não acho que ninguém seja empurrado."Ainda assim, Greta afirma que há preconceito. E disputar um espaço no mercado de trabalho formal exige persistência. "É um caminho mais difícil. Eu tive problemas quando me tornei uma boa maquiadora e comecei a ser chamada para trabalhos maiores. Quando me deparava com gays, sofria preconceito. Coisas que não acontecia ao trabalhar com heterossexuais." |
Dificuldade de compreensão e desrespeito
Marco afirma que nenhum grupo social no Brasil sofre mais discriminação do que as travestis. “Esse preconceito é tão intenso que há quem use o termo ‘transfobia’. Os assassinatos de travestis costumam ser muito cruéis. É um nível de violência altíssimo. Há o preconceito pela orientação sexual, mas, principalmente, pela identidade de gênero.“Para o psicólogo Rafael Kalaf Cossi, autor de “Corpo em Obra” (Ed. nVersos), sobre transexuais, o preconceito contra homossexuais, em especial as travestis e transexuais, tem uma explicação. “Nós não temos a certeza absoluta da nossa identidade sexual. Isso é uma ilusão. O terreno é muito embaralhado. Quando vemos uma travesti, isso traz à tona algo que a gente não quer saber.“
Excluindo a existência de homossexuais ou qualquer variação pelos pais, as crianças aprendem que só há homens e mulheres, que devem desejar, respectivamente, mulheres e homens. “Passamos de 15 a 20 anos reforçando essas ideias para confirmar o que somos. Mas há variações inúmeras que não são socialmente compreendidas ou assumidas como reais. Desta maneira, não podemos admitir que exista uma pessoa que destoe do que aprendemos”, explica Oswaldo.Na opinião do especialista, para compreender as pessoas que são diferentes necessitaria de um grande esforço emocional e comportamental, mas a maior parte das pessoas prefere usar essa energia para investir em outros assuntos, principalmente os de maior retorno financeiro.“Mesmo as famílias que vivem com uma pessoa transexual, e precisariam adaptar-se, mostrarão grande dificuldade em compreender, elaborar e mudar suas perspectivas cotidianas e adaptar-se a esta identidade não prevista pela família", diz o psicólogo. Outras pessoas têm menos necessidades de se adaptar, "pois há um afastamento afetivo que permita gastar menos energia para modificar suas formas de compreender a realidade.”Para Oswaldo, que concorda que a sociedade em geral não recebe bem as travestis, as coisas seriam diferentes se não houvesse tamanha discriminação. "A prostituição será abandonada se elas forem reconhecidas pela identidade que compreendem pertencer, mesmo que isso traga dificuldades sociais financeiras."
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Transexuais e travestis poderão usar nome social em órgãos do MEC
Portaria publicada na edição desta segunda-feira do "Diário Oficial da União" assegura aos transexuais e travestis o direito de escolher o nome pelo qual querem ser tratados em atos e procedimentos promovidos no âmbito do MEC (Ministério da Educação).
Estão incluídos na norma o crachá e o e-mail. A norma prevê 90 dias para que o nome social passe a ser usado em todas as situações previstas.
Entende-se por nome social o modo como travestis e transexuais são reconhecidos, identificados e denominados em sua comunidade e meio social.
Os direitos assegurados abrangem os agentes públicos do Ministério da Educação, cabendo às autarquias vinculadas a regulamentação da matéria dentro de sua esfera de competência.
Estão incluídos na norma o crachá e o e-mail. A norma prevê 90 dias para que o nome social passe a ser usado em todas as situações previstas.
Entende-se por nome social o modo como travestis e transexuais são reconhecidos, identificados e denominados em sua comunidade e meio social.
Os direitos assegurados abrangem os agentes públicos do Ministério da Educação, cabendo às autarquias vinculadas a regulamentação da matéria dentro de sua esfera de competência.
Reunião de travestis na Índia acaba com ao menos dez mortes
Entre dez e 15 pessoas morreram e outras 34 ficaram feridas em um incêndio registrado durante uma em reunião em massa de travestis em Nova Déli, segundo fontes oficiais citadas nesta segunda-feira pela imprensa local. O fato aconteceu neste domingo (19) em um parque do leste de Nova Déli, onde entre 2.000 e 2.500 dos chamados eunucos ou "hijras" --uma comunidade de homens vestidos com saris muito visível na Índia-- realizavam uma reunião de três dias. Em um primeiro momento, o canal televisivo NDTV tinha informado ontem à noite que o incêndio tinha sido durante um funeral.
De acordo com os bombeiros, o incêndio começou devido aparentemente a um curto-circuito que afetou uma grande tenda sob a qual se encontravam os presentes, e que ficou totalmente queimada estes tentavam escapar. Fontes da brigada de bombeiros asseguraram que havia 15 mortos, embora o ministro da Saúde de Nova Déli, A. K. Walia, assegurou que os falecidos eram 12, e a Polícia manteve dez, informa a agência indiana Ians. Os "hijra", um dos grupos mais vulneráveis da Índia, são em sua maioria homens travestis, embora muitos deles sejam eunucos. Muitos pedem esmola nas ruas e os indianos dão a eles algumas rúpias para evitar o mal olhado, embora também sejam convidados para casamentos e festejos, porque sua bênção é considerada benéfica nessas ocasiões.
| Tsering Topgyal/Associated Press | ||
| Membros da comunidade "hijra" e familiares choram a morte de ao ao menos 10 após incêndio |
De acordo com os bombeiros, o incêndio começou devido aparentemente a um curto-circuito que afetou uma grande tenda sob a qual se encontravam os presentes, e que ficou totalmente queimada estes tentavam escapar. Fontes da brigada de bombeiros asseguraram que havia 15 mortos, embora o ministro da Saúde de Nova Déli, A. K. Walia, assegurou que os falecidos eram 12, e a Polícia manteve dez, informa a agência indiana Ians. Os "hijra", um dos grupos mais vulneráveis da Índia, são em sua maioria homens travestis, embora muitos deles sejam eunucos. Muitos pedem esmola nas ruas e os indianos dão a eles algumas rúpias para evitar o mal olhado, embora também sejam convidados para casamentos e festejos, porque sua bênção é considerada benéfica nessas ocasiões.
| Prakash Singh/France Presse | ||
| Membros de comunidade eunuca choram a morte de companheiros durante incêndio em Nova Déli |
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