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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Japão concede visto diplomático a gay brasileiro casado com cônsul dos EUA

  • Fábio Ishikawa/Arquivo Pessoal
    O casal chegou ao Japão em agosto do ano passado, vindo de um período na Coreia do Sul O casal chegou ao Japão em agosto do ano passado, vindo de um período na Coreia do Sul
Embora o Japão ainda não permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em um caso inédito no país, o governo concedeu ao brasileiro Emerson Kanegusuke, 39, o direito ao visto diplomático por ser casado oficialmente com o cônsul-geral dos Estados Unidos em Osaka-Kobe, Patrick Joseph Linehan, 59.
Com a entrada de Barack Obama no governo, em 2008, Washington passou a dar tratamento igual aos casais homoafetivos. Apesar de o país também não autorizar por lei o casamento gay - somente seis Estados e o distrito de Columbia permitem este tipo de união -, o governo norte-americano passou a reconhecer oficialmente os parceiros de diplomatas como membro da família."Por isso, quando fomos transferidos para cá, o Japão me admitiu como 'diplomata', conforme foi solicitado pelo governo dos Estados Unidos", contou o brasileiro à "BBC Brasil". O casal chegou ao Japão em agosto do ano passado, vindo de um período na Coreia do Sul.
Para o vereador Wataru Ishizaka - que junto de Taiga Ishikawa foram os primeiros políticos assumidamente gays eleitos em 2011 - este foi um importante passo no reconhecimento dos direitos dos homossexuais no Japão, pois o Ministério das Relações Exteriores mostrou que há espaço para um debate sobre o tema.
"Mas é preciso lembrar que ainda somente familiares de diplomatas têm essa chance de obter o visto de permanência", disse ele à BBC Brasil.Ishizaka explicou que casais comuns ainda terão de esperar um tempo, pois primeiro é preciso aprovar legalmente o casamento entre pessoas do mesmo sexo no país."O grande problema seria o registro de estrangeiro, pois o Japão teria de mudar toda a lei local - inclusive para os japoneses - para poder aceitar a mudança de estado civil no documento."O governo brasileiro também segue os mesmos passos dos Estados Unidos e do Japão e, no ano passado, com base na manifestação do Supremo Tribunal Federal, que reconheceu as uniões homoafetivas como estáveis, a Divisão do Pessoal do Itamaraty passou a aceitar pedidos de inclusão de companheiros homoafetivos como dependentes. Os primeiros requerimentos aceitos foram publicados em julho de 2011.

Visibilidade

De acordo com Patrick, o governo norte-americano apoia e encoraja os funcionários públicos a assumirem sua sexualidade."A secretária (Hillary) Clinton disse que 'o direito dos gays é questão de direitos humanos' e tivemos grandes progressos em relação à igualdade de direitos, mas por causa da legislação federal ainda há limites", disse o diplomata.Por isto, o casal não tem medo de se expor, mesmo no Japão. "Foram várias as ocasiões em que pessoas chegaram para nós e nos agradeceram porque viram ou ouviram nós sermos nós mesmos", contou Emerson.
"Pessoas mais velhas e também jovens, muitos deles heterossexuais nos agradecem por apenas mostrarmos o que somos de fato."
"Funcionários do governo nos recebem como um casal e nos tratam com a mesma cortesia que tratariam outros diplomatas. Já nos encontramos com prefeitos e governadores, empresários, acadêmicos e todo tipo de cidadão japonês. Sempre fomos bem recebidos", ressaltou o norte-americano."Acho que as pessoas estão começando a aceitar a ideia de que um 'casal' pode ser dois homens ou duas mulheres", emendou.Emerson e Patrick já foram temas de reportagem em dois dos maiores jornais do Japão e também da TV local. Eles também foram destaque na Parada Gay de Osaka, no final de 2011, e devem participar da Parada do Orgulho Gay de Tóquio, em abril próximo.Para Emerson, um dos fatos mais marcantes foi quando o grupo de Mulheres Nipo-americanas da região de Kansai o convidou para ser o presidente honorário. Até então, tradicionalmente, essa posição era ocupada pela esposa do cônsul americano."Recusei, mas continuaram insistindo. Elas, grande maioria senhoras acima dos 60 anos, disseram que o grupo - que existe há 35 anos - precisava se modernizar", contou o brasileiro. "Numa eleição, todas disseram que não faria diferença se o cargo de presidente fosse ocupado por uma mulher ou homem gay, e que o importante seria o caráter da pessoa."

Ex-militar

Emerson é filho de um descendente de japoneses com uma "típica brasileira" - "os ancestrais são uma grande mistura de europeus, índios e negros", conta. O brasileiro, que atualmente faz duplo mestrado, nasceu e cresceu na região do ABC, em São Paulo.Aos 16 anos, ele ingressou na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAer) e, aos 18, já era sargento da Força Aérea Brasileira (FAB). Morava em Pirassununga (SP) e tinha namorada. "Mas ainda assim não era feliz, faltava algo, por isso o namoro durou muito pouco tempo", lembra.
"Sabia que tinha uma atração por homens, mas não entendia o porquê. Na força aérea o gay é classificado como pederasta e era crime assumir. Não tinha em quem me espelhar, eu não tinha exemplos a seguir, e além do mais corria o risco de ser preso."Os Ministérios da Defesa e da Justiça do Brasil querem derrubar o artigo do Código Penal Militar, criado durante a ditadura militar, que pune a chamada "pederastia". Mas o tema ainda está em discussão.
Em 1995, Emerson pediu desligamento da Força Aérea Brasileira e foi para o Japão trabalhar em fábrica, como decasségui. Em 2002, durante a Copa do Mundo de futebol, conheceu Patrick e, desde então, vivem juntos. Em 2007, eles oficializaram a união no Canadá.Emerson diz acreditar que o Brasil avançou nos direitos homoafetivos, mas muito ainda há que ser feito. "Fico desanimado quando vejo que o país que tem a maior festa gay do mundo é o mesmo em que se vê nos jornais quase todos os dias gays sendo agredidos e mortos, e nas novelas e programas de humor gays sendo ridicularizados", critica o brasileiro. "E isso não é um problema só dos gays, isto é um problema da sociedade inteira."

No Brasil

Desde dezembro de 2006, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) passou a incluir entre os beneficiários de plano de assistência à saúde suplementar "o companheiro ou companheira de união homoafetiva, comprovada a co-habitação por período igual ou superior a dois anos".
A partir de então, a Divisão do Pessoal do Itamaraty começou a aceitar pedidos de inclusão de dependentes de diplomatas. Estes beneficiários eram incluídos nos assentamentos dos servidores para fins de assistência a saúde apenas.Em maio de 2010, o Itamaraty passou a autorizar também a concessão de passaporte diplomático ou de serviço, além de solicitar visto de permanência em favor de companheiros homoafetivos.
Já em relação a diplomatas estrangeiros que servem no Brasil, o Itamaraty os credencia e concede os privilégios devidos, desde que respeitado o princípio da reciprocidade de tratamento pelo outro país.
Dos países consultados, 37 até agora aceitaram conceder tratamento igual aos companheiros homoafetivos de diplomatas brasileiros servindo no exterior.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Grande terremoto no Japão pode ser mais provável do que prevê governo

Pesquisadores estimam risco de 70% de que um tremor de magnitude 7.Cálculos da universidade analisam aumento da atividade sísmica.

Da Reuters

A ocorrência de um grande terremoto em Tóquio nos próximos anos é muito mais provável do que prevê o governo, disseram pesquisadores da Universidade de Tóquio nesta segunda-feira, alertando empresas e indivíduos para que se preparem para tal evento.Há um risco de 70% de que um tremor de magnitude 7 sacuda a parte sul da área metropolitana da capital japonesa nos próximos quatro anos, afirmou o Instituto de Pesquisas de Terremotos da universidade.Já o governo estima uma probabilidade de 70% de um evento assim nas próximastrês décadas.Um terremoto de magnitude 9, o mais forte da história do Japão, e um subsequente tsunami devastaram a costa nordeste do país em março passado.O desastre deixou 23 mil mortos ou desaparecidos e danificou a usina nuclear de Fukushima Daiichi, desencadeando cortes de energia e vazamentos de radioatividade que causaram remoções em massa e contaminação em larga escala.
Um estudo do governo afirma que um tremor de magnitude 7,3 no centro da Baía de Tóquio causaria cerca de 11 mil baixas e destruiria aproximadamente 850 mil edifícios, embora um pesquisador da Universidade de Tóquio tenha dito ser difícil prever o impacto de um grande terremoto na cidade."O risco de um terremoto de magnitude 7 acontecer (na área) aumentou desde o tremor de março", disse Shinichi Sakai, um professor associado do instituto. "No momento, governo, indivíduos e empresas devem se preparar para isso".Uma autoridade do governo disse que a estimativa da Universidade de Tóquio se baseou em um modelo diferente. Os cálculos da universidade levam em conta o aumento da atividade sísmica desde março, enquanto o governo utiliza dados mais antigos.Quintuplicou o número de tremores na área metropolitana de Tóquio desde o desastre de março, afirmou a equipe de pesquisadores, baseando seus cálculos em dados da Agência Meteorológica do Japão.O Japão, situado no "Anel de Fogo" - um arco de vulcões e valas oceânicas que circundam em parte a Bacia do Pacífico - responde por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou mais em todo o mundo.Um tremor de magnitude 7.3 atingiu o centro do Japão em 1995, devastando a cidade portuária de Kobe, matando mais de 6.400 pessoas e causando prejuízos estimados em US$ 100 bilhões.O Grande Terremoto de Kanto, em 1923, teve magnitude 7,9 e matou mais de 140 mil pessoas na região de Tóquio. Sismólogos já disseram que outro tremor deste tipo pode atingir a cidade a qualquer momento.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Passagem do tufão Roke mata quatro e mantém Japão em alerta

Cerca de seis mil pessoas foram forçadas a sair de casa.Mais de oito mil residências estão sem energia elétrica.

Da EFE



Pelo menos quatro pessoas morreram e duas estão desaparecidas no Japão nesta quarta-feira (21) por causa dos ventos e chuvas torrenciais provocados pelo tufão 'Roke'. Cerca de seis mil pessoas foram forçadas a sair de casa e mais de oito mil residências estão sem eletricidade.
Por volta das 11h locais (23h de Brasília), 'Roke' se encontrava perto da península de Kii e avançava rumo ao nordeste a 35 km/h, arrastando fortes chuvas e ventos de até 216 km/h.
Um porta-voz da Agência Meteorológica do Japão, que mantém o alerta em praticamente todo o país, indicou que o tufão deverá chegar a Tóquio no fim da tarde e posteriormente continuar em direção nordeste.
Ondas batem em quebra-onda em Udono, na cidade portuária de Kiho, na província japonesa de Mie, nesta quarta-feira (21) (Foto: AP)
Ondas batem em quebra-onda em Udono, na cidade portuária de Kiho, na província japonesa de Mie, nesta quarta-feira (21) (Foto: AP)
Tufão 'Roke' no Japão inunda ruas e já deixa quatro mortos (Foto: AP Photo/Kyodo News)
Tufão 'Roke' no Japão inunda ruas e já deixa quatro mortos (Foto: AP Photo/Kyodo News)
Às 21h do horário local, 'Roke' deverá se aproximar da província de Fukushima, afetada pela catástrofe de 11 de março e onde se encontra a danificada usina de Fukushima Daiichi.
Segundo a televisão pública 'NHK', até o momento há 5.846 pessoas evacuadas em várias províncias do país, enquanto as autoridades recomendaram a mais de 1 milhão que abandonassem suas casas por precaução.Os fortes ventos e chuvas que precederam o tufão causaram na terça-feira (20) a morte de um pescador de 71 anos na província de Saga, enquanto outro homem de 66 anos faleceu em Nagóia ao cair do terraço de um edifício, indicou a 'NHK'.Além disso, dois homens foram arrastados pela crescente de dois rios em Nagóia e Ehime, enquanto uma criança de dez anos e um idoso de 84 estão desaparecidos na província de Gifu.Há no país mais de 800 casas inundadas, enquanto 8.736 imóveis em seis das 47 províncias do Japão tinham sofrido cortes de luz.As companhias aéreas anunciaram o cancelamento de 278 voos nacionais nesta quarta por causa de 'Roke', que também provocou a suspensão de serviços ferroviários em todo o arquipélago.
'Roke' é o segundo tufão que afeta o Japão em poucas semanas, depois que no início deste mês 'Talas' deixou mais de 100 vítimas, entre mortos e desaparecidos, e danos no valor de 511 milhões de euros.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sobe a 37 o número de mortos pelo tufão Talas no Japão

Mais de 50 pessoas estão desaparecidas, segundo a Kyodo.
Houve inundações e deslizamentos de terra.

Do G1, com agências internacionais
Subiu para 37 o número de mortos devido aos estragos causados durante a passagem do tufão 'Talas' pelo centro-oeste do Japão. Ae menos 54 pessoas seguem desaparecidas, informou nesta segunda-feira (5) a agência local de notícias 'Kyodo'.
Homem passa nesta segunda-feira (5) por ponte destruída pelas chuvas em Kiho, na província japonesa de Mie (Foto: AP)
Homem passa nesta segunda-feira (5) por ponte destruída pelas chuvas em Kiho, na província japonesa de Mie (Foto: AP)
Tufão Talas que atingiu o Japão já deixou ao menos 26 mortos (Foto: AP/Kyodo News)
Tufão Talas que atingiu o Japão já deixou ao menos 26 mortos (Foto: AP/Kyodo News)
Segundo a Agência Meteorológica do Japão, a tempestade trouxe para a ilha de Shikoku e outras regiões do sudoeste de Honshu ventos de até 108 km/h e intensas chuvas que causaram o aumento de rios e deslizamentos de terra.
Imagem aérea mostra área residencial inundada pelo tufão Talas  (Foto: Reuters)Imagem aérea mostra área residencial inundada
pelo tufão Talas (Foto: Reuters)
Os deslocamentos por trem foram suspensos devido ao temporal nas regiões afetadas, algo que permitiu evitar males maiores como no caso da queda de uma ponte no povoado de Nachikatsuura que era utilizada por uma das linhas da companhia ferroviária JR West.Este é o 12º tufão da temporada e produziu também cortes de luz e a retirada de moradores de centenas de casas, enquanto a baixa velocidade com a qual a frente se deslocava infligiu maiores danos. Há alerta de possíveis deslizamentos de terra.O governo japonês enviou uma equipe de pesquisadores para que avaliem o alcance do tufão, um dos mais prejudiciais dos últimos anos.No sábado, o tufão Talas também interrompeu o tráfego aéreo nas zonas afetadas e pelo menos 375 voos nacionais e 17 internacionais foram cancelados, enquanto 76,3 mil casas ficaram sem eletricidade nas regiões de Kinki e Shimane.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Japão relembra cinco meses do tsunami e 'celebra' reconstrução

Fogos de artifício foram lançados em Otsuchi em homenagem à vítimas.Terremoto seguido de tsunami devastou a costa leste do país em março.

Da Reuters
Fogos de artifício são vistos na cidade japonesa de Otsuchi, para 'celebrar' a reconstrução nos cinco meses do terremoto seguido de tsunami que devastou a costa leste do país.  (Foto: Reuters)
Fogos de artifício são vistos na cidade japonesa de Otsuchi, para 'celebrar' a reconstrução nos cinco meses do terremoto seguido de tsunami que devastou a costa leste do país. (Foto: Reuters)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Terremoto de 6,1 graus atinge região central do Japão

Um terremoto de 6,1 graus na escala Richter com o epicentro no litoral da província de Shizuoka, ao sul de Tóquio, atingiu nesta segunda-feira o centro do Japão sem provocar danos.
O tremor foi registrado às 23h58 (11h58 de Brasília) com epicentro no mar e a cerca de 20 quilômetros de profundidade, sem provocar alerta de tsunami, informou a Agência Meteorológica japonesa.Além de Shizuoka, o tremor foi sentido em Tóquio e em outras províncias do país.
Nos últimos oito dias foram registrados no Japão outros dois sismos de mais de 6 graus na escala Richter, ambos no nordeste do país, a região mais afetada pelo terremoto de 9 graus de 11 de março, que deixou cerca de 20 mil mortos e desaparecidos.O arquipélago japonês está situado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, por isso que registra tremores com relativa frequência.
O terremoto de março foi qualificado pelo Governo japonês como a pior tragédia sofrida pelo país desde a Segunda Guerra Mundial, já que, além das milhares de mortes, o tsunami também provocou uma crise nuclear na central atômica de Fukushima Daiichi.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Japoneses surpreendem no ritmo de recuperação do país após tsunami

A maior preocupação das autoridades japonesas foi reconstruir as vias de acesso, para permitir a chegada do socorro aos desabrigados e das máquinas para a limpeza.



Em algumas partes do Japão, o ritmo da recuperação dos danos provocados pelo terremoto e pelo tsunami de março deste ano é surpreendente, mesmo para um dos países mais desenvolvidos do mundo. É o que mostra o correspondente Roberto Kovalick.O elevado por onde passava o trem para a cidade de Kesennuma ainda tem casas arrastadas pelo tsunami. Faltam pedaços da linha férrea. Mas quem for de carro não vai encontrar nenhum buraco no caminho. Das 15 estradas afetadas pelo terremoto, 10 já foram reconstruídas e estão lisinhas.
Em muitas cidades devastadas, um contraste impressiona: em meio à destruição, as ruas dariam inveja a motoristas de muitos países. Estão perfeitas, medidas com precisão até para fazer as marcações do asfalto.
Em Rikuzentakata, a onda gigante avançou rio adentro e arrastou a ponte de acesso à cidade. Só os pilares sobraram. Mas exatamente quatro meses depois, os japoneses inauguraram uma ponte novinha em folha. O caminho para a reconstrução da cidade já está aberto.A maior preocupação das autoridades japonesas foi reconstruir as vias de acesso, para permitir a chegada do socorro aos desabrigados e das máquinas para a limpeza.Algumas ruas ainda não estão prontas. A equipe de reportagem voltou a locais em que esteve em abril, quando estavam destruídos, para mostrar o que mudou.Ainda falta muito. Serão necessários três anos para a limpeza de todas as cidades e 10 para reerguê-las. Cem mil pessoas ainda não têm onde morar.
Mas, como mostra um relatório do governo japonês, alguns casos são sérios candidatos a recorde mundial. A estrada entre as cidades de Sendai e Ishinomaki foi reconstruída um dia depois do terremoto.

domingo, 24 de julho de 2011

Japão completa transição do sistema de TV analógica para digital

A televisão japonesa deixa de transmitir neste domingo em sistema analógico e completa assim o processo de transição para a tecnologia digital terrestre em praticamente todo o país, exceto nas regiões mais afetadas pelo terremoto e tsunami do dia 11 de março passado.

O Ministério do Interior e Comunicações do Japão afirmou que o fim das transmissões em sistema analógico ocorrerá em todo o país à meia-noite local (meio-dia em Brasília), com exceção das províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima, devastadas pela catástrofe de março.Segundo o Governo, a transição será concluída nessas regiões em março de 2012.
O Ministério de Telecomunicações iniciou uma campanha e aumentou o número de técnicos e serviços de assistência para os quase 100 mil lares que, segundo suas estimativas, ainda não compraram o equipamento necessário para atualizar o serviço, informou a agência de notícias local 'Kyodo'.
A televisão digital terrestre começou a operar em Tóquio, Osaka e Nagoya (centro do Japão) em 2003 e se estendeu a todo o país ao longo de 2006. EFE

domingo, 10 de julho de 2011

Terremoto de 7,3 graus reaviva lembrança da tragédia de março no Japão

(EFE).- Um terremoto de 7,3 graus na escala Richter atingiu neste domingo, sem causar danos, a mesma área arrasada pelo forte tremor de 11 de março no Japão, episódio que completa quatro meses nesta segunda-feira com uma gigantesca de tarefa de reconstrução ainda pela frente.
O novo tremor ocorreu às 9h57 deste domingo (21h57 de sábado, horário de Brasília) com epicentro no mar a 180 quilômetros do litoral da província nordeste de Miyagi e a 34 quilômetros de profundidade, como informou a Agência Meteorológica japonesa, que o considerou uma réplica do terremoto de março.
Este recente tremor reaviou a lembrança da tragédia nas províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima, onde, da mesma forma como aconteceu há quatro meses, minutos após o abalo foi declarado alerta de tsunami para os moradores de áreas próximas ao litoral e às desembocaduras dos rios para que procurassem às regiões elevadas.Desta vez, no entanto, o tsunami foi pequeno, com ondas de dez centímetros nas províncias de Miyagi e Fukushima e no porto de Ofunato, em Iwate, e o alerta foi retirado menos de duas horas após o terremoto sem o registro de danos.Embora de pequena magnitude, o deste domingo foi o primeiro tsunami desde 11 de março no Japão, que nos últimos quatro meses sofreu seis terremotos superiores a 7 graus Richter, mais de cem com magnitude maior do que 6 graus e outros 500 superiores a 5 graus na escala Richter.Um porta-voz da Agência Meteorológica advertiu que ainda podem ocorrer réplicas de magnitude superior a 7 e espera-se que ainda sejam frequentes tremores entre 3 e 5 graus, e insistiu na necessidade de "vigilância contínua".Japão fica no chamado Anel de Fogo do Pacífico, por isso que os movimentos sísmicos são corriqueiros e o país está muito preparado, com rígidas normas de construção, protocolos de emergência e códigos de resposta que a população convive desde a infância.No entanto, a magnitude do grande terremoto do março e, principalmente, o tsunami posterior, ultrapassaram qualquer previsão e suplantaram as medidas de prevenção, com o resultado de 20.927 mortos e desaparecidos, pelos números da Polícia.Quatro meses após a tragédia, os números ainda mudam diariamente diante da localização de novos corpos e as novas recontagens de sobreviventes, enquanto os moradores atuam diariamente nas tarefas de reconstrução com a ajuda de centenas de voluntários.
Calcula-se que em Fukushima, Miyagi e Iwate estejam acumuladas 22 milhões de toneladas de escombros. Para remover todo esse entulho são necessários de dois a três anos, conforme estimativas do Ministério do Meio Ambiente.Aos esforços para levantar infraestruturas, casas e outras instalações, com custos calculados em 140 bilhões de euros, soma-se a luta para controlar a central de Fukushima Daiichi, foco da pior crise nuclear em 25 anos.O terremoto deste domingo fez com que os técnicos da planta tivessem de ser temporariamente levados para áreas altas pelo alerta de tsunami, mas não ocorreram novas anomalias nas instalações, como informou a Agência de Segurança Nuclear do Japão.Também não foram detectadas incidências na vizinha central de Fukushima Daiini, paralisada desde 11 de março, nem na planta de Onagawa, situada no litoral de Miyagi.As réplicas dificultaram desde o início os trabalhos dos operários que tentam esfriar os reatores 1, 2 e 3 de Fukushima Daiichi, cujos sistemas de refrigeração foram danificados pelo tsunami de março.Entre as prioridades está colocar em funcionamento o sistema de descontaminação das toneladas de água radioativa acumuladas na central, para que a mesma possa ser utilizada para refrigerar os reatores.O dispositivo de limpeza de água começou a operar há uma semana, mas neste domingo teve de ser interrompido novamente após a descoberta de um vazamento de produtos químicos injetados no sistema.Segundo Tokyo Electro Power (TEPCO), operadora da central, calcula-se que até agora escaparam à superfície 50 litros, mas que a empresa garante não ser tóxico.
O sistema para reciclar a água radioativa é vital para resfriar os reatores da planta, que TEPCO espera levar ao estado de "parada fria" até janeiro de 2012.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Japão inaugura montanha-russa com queda livre de 121 graus

Brinquedo tem a queda mais íngreme do mundo, segundo parque.Com 1 km de extensão e 43 m de altura, Takabisha fica perto do Monte Fuji.

Da AFP
 
O parque de diversões japonês Fuji-Q Highland mostrou nesta sexta-feira (8) a montanha-russa que teria a queda livre mais íngreme do mundo.
A Takabisha, em Fujiyoshida, na província de Yamanashi, aos pés do Monte Fuji, tem uma queda livre em ângulo de 121 graus.Ela tem uma altura de 43 metros e uma extensão de um quilômetro, e deve ser inaugurado no próximo dia 16.
Jornalistas experimentam a queda livre (Foto: AFP)
Jornalistas experimentam a queda livre (Foto: AFP)
Montanha tem um quilômetro de extensão (Foto: AFP)
Montanha tem um quilômetro de extensão e fica perto do Monte Fuji, ao fundo na foto (Foto: AFP)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Em Tóquio, Lady Gaga se solidariza com vítimas do tsunami

'Me encanta a paixão e o carinho dos japoneses', disse em entrevista.Cantora se apresentará no sábado em evento beneficente da MTV.

Da EFE
 
A cantora americana Lady Gaga expressou nesta quinta-feira (23) em Tóquio sua solidariedade com as vítimas do tsunami que em 11 de março sacudiu o Japão, uma tragédia que a "atingiu" e a fez lançar diversas iniciativas para arrecadar fundos para os afetados.
"Quando vi a notícia do terremoto, fiquei impressionada, sem saber o que fazer, até que me dei conta que o importante era começar a me movimentar", disse a cantora em entrevista coletiva em Tóquio, aonde chegou na terça-feira para participar de um concerto beneficente no sábado.
Lady Gaga posa com xícara com mensagem em japonês que pede orações para o Japão, durante entrevista em Tóquio (Foto: Shizuo Kambayashi / AP )
Lady Gaga posa com xícara com mensagem em japonês que pede orações para o Japão, durante entrevista em Tóquio (Foto: Shizuo Kambayashi / AP )
Vestida de preto e luzindo longas tranças verdes, Lady Gaga insistiu que, além de arrecadar fundos, a intenção de sua visita é "divulgar a mensagem de que o Japão é seguro e encorajar as pessoas a visitarem este belo país".
"Me encanta a paixão e o carinho dos japoneses, e eu gostaria de voltar para fazer uma viagem pelo Japão", acrescentou a cantora, que se apresentará no sábado no evento beneficente da "MTV" junto com artistas locais e bandas como a Tóquio Hotel.Lady Gaga empreendeu várias atividades solidárias com o Japão após o tsunami de março, entre elas a promoção de uma pulseira com a frase "We pray for Japan" ("Nós rezamos pelo Japão"), com o que obteve 240 milhões de ienes (US$ 2,8 milhões) para os afetados.A artista também participou, junto com outros famosos como Nicole Kidman, Gwyneth Paltrow, Orlando Bloom e Karl Lagerfeld, do desenho de uma linha especial de camisetas com a frase "Save Japan!" ("Salve o Japão") que será distribuída pela popular cadeia têxtil Uniqlo e cujo lucro será doado à Cruz Vermelha japonesa.Na entrevista coletiva de hoje, diante de uma centena de jornalistas, o diretor da Agência de Turismo do Japão, Hiroshi Mizohata, entregou uma carta de agradecimento à cantora por seu apoio ao país.
Emocionada, Lady Gaga insistiu que sua ajuda não tem interesses: "Não preciso de presentes nem agradecimento. Vim ao Japão porque realmente este país me encanta. Mesmo assim, guardarei esta carta por toda a minha vida", indicou.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Japão aprova lei que criminaliza criação de vírus de computador

Medida pune hackers com até três anos de prisão e multa de R$ 10 mil.Segundo críticos, lei infringe direito de privacidade nas comunicações.

Da EFE
 
Hackers podem se aproveitar de descuidos básicos para invadir sistemas com pouca dificuldade. (Foto: Simon Stratford/Divulgação)Japão quer punir hackers que criam vírus de
computador (Foto: Simon Stratford/Divulgação)
O parlamento japonês aprovou nesta sexta-feira (17) uma lei que criminaliza a criação e distribuição de vírus de computador. Críticos, porém, sustentam que a medida poderia violar o direito constitucional, que garante a privacidade nas comunicações.
A nova lei pune a criação ou distribuição de um vírus sem causa razoável com até três anos de prisão ou multas de 500 mil ienes (quase R$ 10 mil). Além disso, a obtenção ou armazenamento do vírus será penalizado com até dois anos de prisão ou multas de 300 mil ienes (quase R$ 6 mil), informa a agência de notícias local "Kyodo".Um dos aspectos mais polêmicos da norma é que ela permite copiar ou apreender informações de servidores de internet que estejam conectados a computadores que tenham sido desapropriados durante uma investigação.A medida também permite às autoridades solicitar aos provedores que conservem dados de comunicações, tais como nomes de remetentes e destinatários de e-mails, por um prazo de até 60 dias.
'Convenção sobre o Cibercrime'
As autoridades japonesas tiveram problemas para investigar ataques cibernéticos contra escritórios do governo, corporações e indivíduos diante da ausência de uma lei nacional especificamente traçada para punir a criação de vírus e outros atos que danifiquem redes de informática.Com a aprovação da lei, o governo japonês tem a intenção de assinar definitivamente a Convenção sobre o Cibercrime que, apesar de aprovada pelo parlamento em 2004, não foi oficialmente ratificada devido à ausência de normas locais sobre o assunto.A Convenção sobre o Cibercrime, assinado em 2004 por 31 países, exige a criminalização do acesso não autorizado a sistemas informáticos, do armazenamento de pornografia infantil e da violação de direitos autorais de propriedade intelectual.

terça-feira, 14 de junho de 2011

3DS chega a um milhão de unidades vendidas no Japão

Treze semanas após o lançamento, o Nintendo 3DS finalmente passou da marca de um milhão de unidades vendidas no Japão. O número, porém, não deve estar sendo muito comemorado pela Nintendo já que as vendas do novo portátil estão baixas em relação aos antecessores, DS, DS Lite e DSi.

O Nintendo DS original precisou de apenas quatro semanas para passar de um milhão de unidades vendidas, também sem a ajuda uma linha de jogos atraente (apesar de ter uma versão de Mario 64). Já o DS Lite e o DSi venderam um milhão de unidades em oito semanas, aí no ápice da popularidade da plataforma e já apoiados por uma oferta de grandes jogos.

Bizarro-Japonês é preso por colecionar saliva de meninas por 17 anos

Um japonês de 55 anos foi preso nesta terça-feira em Tóquio acusado de "conduta indecente" por colecionar durante 17 anos saliva de centenas de meninas. Toshihiko Mizuno abordava as crianças na rua dizendo ser um cientista e filmava a coleta do material com detalhes.
Caso seja condenado, Mizuno, que está desempregado, pode receber sentença de um ano de cadeia ou ter que pagar uma multa de um milhão de ienes (cerca de nove mil euros), informou a polícia local.
Suas últimas vítimas foram meninas entre 9 e 10 anos de idade, que foram abordadas nos meses de outubro e dezembro do ano passado, de acordo com as investigações. Aparentemente, Mizuno sempre repetia o mesmo procedimento: se passava por um pesquisador e pedia às meninas que lhe fornecessem uma amostra de saliva "para realizar um estudo científico". "Ele as filmava cuspindo e também pedia a elas para abrirem a boca e registrava imagens da cavidade bucal e da língua", afirmou um porta-voz da polícia.
De acordo com a imprensa local, que cita fontes policiais, o homem abordou cerca de 4 mil jovens na cidade de Tóquio e arredores e conseguiu a saliva de 500 delas durante os últimos 17 anos.
A polícia encontrou na casa de Mizuno 26 fitas de vídeo com as imagens de 200 meninas, informaram as agências de notícias Jiji e Kyodo.

sábado, 14 de maio de 2011

Terremoto atinge Fukushima; funcionário de usina nuclear morre

Do UOL Notícias*Em São Paulo

Um terremoto de 5,7 pontos na escala Richter atingiu a costa da província japonesa de Fukushima na manhã deste sábado (14), mas não há relatos sobre danos na região ou nas duas usinas nucleares localizadas na área. O tremor ocorreu às 8h36 no horário local (20h36 em Brasília) e seu epicentro foi localizado em frente à costa de Fukushima, a uma profundidade de 30 quilômetros. Não foi gerado alerta de tsunami, segundo informou a Agência Meteorológica do Japão.

Um trabalhador da usina de Fukushima morreu hoje após perder a consciência enquanto carregava materiais em um edifício da central, informou a agência japonesa "Kyodo". A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina, indicou que não foram encontrados resíduos de substâncias radioativas no corpo do funcionário, que não apresentava feridas aparentes. O operário perdeu a consciência uma hora depois de iniciar sua jornada de trabalho, às 6h locais (18h de sexta-feira no horário de Brasília), quando entrava em uma sala médica das instalações da usina de Fukushima.O terremoto deste sábado foi sentido em Tóquio e na maior parte do nordeste japonês, com intensidade relativamente baixa. A região é castigada por frequentes tremores desde 11 de março, quando o terremoto de 9 graus e o posterior tsunami devastaram a costa noroeste do Japão e provocaram o grave acidente na usina nuclear de Fukushima.Desde 11 de março, o Japão sofreu mais de 500 réplicas superiores a 5 pontos na escala Richter, a maioria das quais gerou mais angústia entre a população do que danos.

Nível de radiação a que estamos expostos e seus efeitos

  • Fonte: The Guardian e Radiologyinfo.org

Usina fechada
A pedido do Governo, a usina nuclear de Hamaoka, que fica 200 quilômetros ao sul de Tóquio, paralisou totalmente as atividades nos dois reatores que mantinha em operação.A Chubu Electric, operadora da central, interrompeu as reações de fissão do reator 5 no começo da manhã deste sábado ao inserir as chamadas barras de controle no núcleo, o que detêm o processo de geração de energia. Antes disso, na sexta-feira a companhia havia paralisado com sucesso a unidade 4.A usina de Hamaoka está situada em um ponto de confluência de placas tectônicas e há um alto risco de ser atingida por um terremoto de até 8 pontos na escala Richter nos próximos 30 anos.A Chubu Electric foi obrigada a submeter-se às exigências do Governo, que na semana passada, em uma decisão sem precedentes, pediu que a central fosse fechada temporariamente para evitar maiores riscos após a crise nuclear na central de Fukushima, gravemente danificada pelo terremoto de 9 graus de 11 de março.Hamaoka, que não foi afetada por esse devastador terremoto, contava com três reatores de mais de 1 mil megawatts de potência, embora só dois estivessem ativos, já que a unidade 3 se encontrava sob revisão de rotina desde novembro.

*Com agências internacionais

terça-feira, 26 de abril de 2011

Japão: primeiro homossexual eleito deputado quer dar esperança a outros

(AFP) -O deputado Taiga Ishikawa, primeiro político japonês a assumir sua homossexualidade, expressou nesta terça-feira seu desejo de dar esperanças às minorias sexuais no país com sua trajetória."Espero que minha vitória dê fé no futuro a pessoas como eu, já que muitos deles não se aceitam como são, sentem-se sozinhos e algumas vezes chegam ao suicídio", disse à AFP.
Ishikawa, de 36 anos, eleito no domingo pela assembleia municipal do distrito de Toshima em Tóquio, explicou que é o primeiro japonês abertamente homossexual a vencer uma eleição.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Passam dos 14 mil os mortos no Japão após desastres naturais

Segundo a polícia, 13.804 pessoas permanecem desaparecidas.
Terremoto de magnitude 9 e tsunami atingiram costa nordeste do país.

Da EFE
O número de mortos pelo terremoto e o posterior tsunami de 11 de março na costa nordeste do Japão superou os 14 mil, segundo os dados divulgados nesta quarta-feira (2) pela polícia japonesa.
O último boletim informa que 14.013 pessoas morreram e outras 13.804 estão desaparecidas após os desastres naturais que atingiram o país.A Agência Nacional de Polícia japonesa confirmou que mais de 90% das vítimas nas três províncias mais afetadas - Miyagi, Iwate e Fukushima - morreram afogadas pela onda gigante, que invadiu 40 km terra adentro.A maior percentagem de vítimas fatais pelo tsunami foi registrada na província de Miyagi, a mais afetada pela catástrofe, que gerou a maior crise no Japão desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
De acordo com os últimos dados, morreram em Miyagi 8.505 pessoas, enquanto 7.934 outras seguem desaparecidas. Em Iwate o número de mortos chegou a 4.033, e o o número de desaparecidos está em 3.822 desaparecidos, enquanto em Fukushima o balanço é de 1.412 mortos e 2.044 desaparecidos.
VALE ESTE MAGNITUDE REVISADO - Entenda o terremoto no Japão (Foto: Arte/G1) Arte / G1

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Imagens mostram rua recuperada um mês após terremoto no Japão

Rua de Ofunato cobriu-se de destroços após passagem de onda gigante.Mais de um mês depois, via já estava limpa e aberta para carros.

Do G1, com AFP

Imagens mostram rua da cidade de Ofunato, na prefeitura japonesa de Iwate, em 14 de março (acima), destruída pelo terremoto seguido de tsunami, e nesta sexta (abaixo), com a rua já limpa dos destroços. (Foto: AFP)
Imagens mostram rua da cidade de Ofunato, na prefeitura japonesa de Iwate, em 14 de março (acima), destruída pelo terremoto seguido de tsunami, e nesta sexta (abaixo), com a rua já limpa dos destroços. (Foto: AFP)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Polícia encontra 10 corpos perto da central nuclear de Fukushima

(AFP) -A polícia japonesa anunciou nesta quinta-feira ter encontrado 10 corpos de vítimas do tsunami do dia 11 de março na área ao redor da central nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, onde os técnicos continuam bombeando toneladas de água contaminada pela radiação.
Mais de 300 policiais, vestidos com uniformes e máscaras protetoras, começaram a varrer um raio de 10 km em torno da usina pela primeira vez desde o terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami que devastou a região.Alguns dos corpos estavam dentro de veículos arrastados pela onda gigante ou debaixo de escombros, explicou à AFP um porta-voz da polícia.Depois da catástrofe na usina de Fukushima, as autoridades evacuaram a população residente em um perímetro de 20 quilômetros ao redor de suas instalações devido aos níveis altos de radiação.No dia 3 de abril, a polícia concentrou suas buscas apenas na faixa situada entre 10 e 20 quilômetros da zona de exclusão.As buscas começaram às 10H00 (22H00 de Brasília de quarta) e terminaram ao anoitecer."É difícil estimar a quantidade de pessoas desaparecidas na região. Precisamos encontrá-las o mais rápido possível", acrescentou.
"Se os corpos emitirem uma taxa alta demais de radioatividade, teremos que lavá-los antes de levá-los para o necrotério para a autópsia", indicou o porta-voz.Segundo estimativas da polícia, 13.349 pessoas perderam a vida na tragédia, enquanto 14.867 ainda são consideradas desaparecidas.O imperador Akihito e a imperatriz realizaram nesta quinta-feira sua primeira visita à zona afetada pelo desastre para se encontrar com moradores da província de Chiba, vizinha a Tóquio.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Tepco teme que vazamento de Fukushima supere o de Chernobyl

Japão elevou ao máximo, de 5 a 7, nível do desastre nuclear.
Maior parte do material radioativo liberado na atmosfera saiu do reator 2.

Da EFE

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima, informou nesta terça-feira (12) que teme que os vazamentos de materiais radioativos na central atômica igualem ou superem no futuro os ocorridos em 1986 em Chernobyl, na Ucrânia.
“O vazamento de radiação não foi completamente controlado e nossa preocupação é que a quantidade possa a longo prazo alcançar ou superar a de Chernobyl”, indicou uma fonte da Tepco à agência local Kyodo.
As declarações ocorrem no dia em que o governo do Japão decidiu elevar o nível de gravidade do acidente de Fukushima, de 5 para 7 na escala internacional - o índice máximo -, com o que se iguala ao de Chernobyl.
A gravidade foi atualizada porque a acumulação de radiação total emitida desde a central chegou a ser de dezenas de milhares de terabecquerel, embora represente apenas 10% da radiação que vazou de Chernobyl, segundo a Agência de Segurança Nuclear do Japão.O organismo acredita que a maior parte do material radioativo liberado na atmosfera desde Fukushima Daiichi provém do reator 2, que em 15 de março sofreu uma explosão de hidrogênio próxima da piscina de supressão, na base do reator, o que danificou a estrutura de contenção que protege o núcleo.
Isso levou a uma fuga em massa de materiais radioativos no reator, que se acredita que tenha experimentado uma fusão parcial das barras de combustível, segundo a agência nuclear.
O governo japonês disse, na segunda-feira (11), que a radiação acumulada durante 25 dias em várias localizações da província de Fukushima excedeu os níveis máximos estabelecidos para o período de um ano.

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