Ele passou por consulta médica no Hospital das Clínicas de SP nesta quarta.Autônomo foi atacado por grupo que achou que ele era gay.Cidade fica com fama de homofóbica e afasta turistas.
consulta médica no Hospital das Clínicas de São
Paulo nesta quarta-feira (Foto: Juliana Cardilli/G1)
“O médico falou que posso fazer [a cirurgia] por aqui mesmo, pelo sistema público. Ele falou que não é fácil, que vai precisar de umas três ou quatro cirurgias”, contou ele ao G1. “Primeiro tem que cicatrizar. O médico disse que daqui três ou quatro meses que vai dar para começar a ver como será feita a cirurgia.”
A vítima disse que o médico não soube dar um prazo para que a cirurgia fosse realizada. “Ainda não tem nenhuma previsão. Ele falou que tem que entrar em uma fila, mas não tem prazos”, afirmou.
O autônomo é de Vargem Grande do Sul, cidade vizinha a São João da Boa Vista, e tinha ido à festa para agradar o filho, que mora em São Bernardo do Campo, no ABC, e a namorada. “Estava eu, meu filho, minha namorada e a namorada dele. Elas foram no banheiro e nós ficamos em pé lá. Aí eu peguei e abracei ele. Aí passou um grupo, perguntou se nós éramos gays, eu falei ‘lógico que não, ele é meu filho’. Ainda falaram ‘agora que liberou, vocês têm que dar beijinho’. Houve um empurra-empurra, mas acabou. Eles foram embora, achamos que tinha acabado ali”, contou o autônomo.
O caso aconteceu na madrugada de sexta-feira (15). Um suspeito da agressão chegou a ser detido nesta terça-feira (19), mas a Justiça não aceitou o pedido de prisão feito pela Polícia Civil e o homem foi liberado. Outro suspeito já foi identificado.
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