domingo, 2 de outubro de 2011

Cirurgia espiritual não é consenso nem entre espíritas

Responsável pelo tratamento de Gianecchini, o médium João Berbel, 55, nasceu em família católica e resistiu às manifestações que ocorriam desde a adolescência.

Folha de S.Paulo
Cirurgias espirituais à distância a que o ator Reynaldo Gyanecchini se submeteu, após o diagnóstico de câncer, trouxe à tona a questão: afinal, este tipo de procedimento funciona? A esse respeito não há consenso nem mesmo no meio espírita.
No Brasil, são pelo menos 2,3 milhões de adeptos e10 mil centros espíritas. Destes, apenas uma minoria pratica o procedimento.
"É complicado a pessoa ir ao centro pensando que vai realizar uma cirurgia. Não é bem assim", afirma Marlene Nobre, presidente da AME (Associação Médico Espírita), que congrega médicos de formação acadêmica como ela, especializada em prevenção de câncer ginecológico e com passagem pelo Hospital das Clínicas.
Os tipos de cirurgia são dois --com ou sem cortes. O uso de bisturis e objetos perfurantes, sem assepsia, o que na prática pode resultar em infecção, é controverso.
A cirurgia espiritual é um fenômeno brasileiro. Registros similares só há nas Filipinas, mas de curandeiros sem vínculo algum com a liturgia espírita.
A socióloga Celia Arribas, da USP, autora de estudo sobre o espiritismo, explica que entre os espíritas a doença é vista como uma prova ou falha cometida em alguma encarnação anterior (ou atual).
Família católica
 A aproximação com o espiritismo ocorreu aos 20 anos.
Hoje, ele atende cerca de 3.000 pessoas por noite no IMA (Instituto de Medicina do Além), em Franca (400 km de SP). A busca é de cura para doenças, de câncer a obesidade. Tudo é gratuito.

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