Responsável pelo tratamento de Gianecchini, o médium João Berbel, 55, nasceu em família católica e resistiu às manifestações que ocorriam desde a adolescência.
Folha de S.Paulo
Cirurgias espirituais à distância a que o ator Reynaldo Gyanecchini se submeteu, após o diagnóstico de câncer, trouxe à tona a questão: afinal, este tipo de procedimento funciona? A esse respeito não há consenso nem mesmo no meio espírita. Folha de S.Paulo
No Brasil, são pelo menos 2,3 milhões de adeptos e10 mil centros espíritas. Destes, apenas uma minoria pratica o procedimento.
"É complicado a pessoa ir ao centro pensando que vai realizar uma cirurgia. Não é bem assim", afirma Marlene Nobre, presidente da AME (Associação Médico Espírita), que congrega médicos de formação acadêmica como ela, especializada em prevenção de câncer ginecológico e com passagem pelo Hospital das Clínicas.
Os tipos de cirurgia são dois --com ou sem cortes. O uso de bisturis e objetos perfurantes, sem assepsia, o que na prática pode resultar em infecção, é controverso.
A cirurgia espiritual é um fenômeno brasileiro. Registros similares só há nas Filipinas, mas de curandeiros sem vínculo algum com a liturgia espírita.
A socióloga Celia Arribas, da USP, autora de estudo sobre o espiritismo, explica que entre os espíritas a doença é vista como uma prova ou falha cometida em alguma encarnação anterior (ou atual).
Família católica
A aproximação com o espiritismo ocorreu aos 20 anos.
Hoje, ele atende cerca de 3.000 pessoas por noite no IMA (Instituto de Medicina do Além), em Franca (400 km de SP). A busca é de cura para doenças, de câncer a obesidade. Tudo é gratuito.
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