Depois da visita, Oprah contou aos jornalistas que, ao assistir a uma das cirurgias espirituais, pensou que fosse desmaiar.
Acompanhamos a romaria de pessoas que vêm até do exterior para se tratar com um médium brasileiro. Por que elas acreditam que ele tem o poder da cura? Esta semana, até a mais famosa apresentadora de televisão dos Estados Unidos veio falar com ele.
Uma multidão de branco reunida em um templo. Dentro de uma sala, quase escondida, está Oprah Winfrey. O que a apresentadora de televisão mais famosa do mundo, dona de uma fortuna de quase US$ 3 bilhões, foi fazer no interior de Goiás?Em dezembro de 2010, a americana exibiu no extinto ‘The Oprah Winfrey Show’ uma reportagem gravada pela equipe do programa sobre o médium João de Deus, que realiza supostas cirurgias espirituais na cidade de Abadiânia, a 115 quilômetros de Brasília. Ela ficou tão impressionada que quis conhecê-lo pessoalmente. O encontro aconteceu na última quinta-feira.Depois da visita, Oprah contou aos jornalistas que, ao assistir a uma das cirurgias espirituais, pensou que fosse desmaiar. "Foi incrível, não tenho palavras", disse ela.
Mas quem é o homem que deixou a comunicadora sem palavras?
João de Deus nasceu João Teixeira de Faria. Ele é goiano, alfaiate, não sabe ler nem escrever.
Tem quase 70 anos de idade e diz que é médium há mais de 50 anos.Em 1976 abriu as portas da casa Dom Inácio de Loyola, onde, segundo conta, incorpora entidades espirituais capazes de operar como médicos, tratar e curar doentes.
“Que força é essa? Eu falo, é força de Deus. Porque eu não tive professor. Professor é Deus”, conta.
João de Deus chegou a visitar o ex-presidente Lula, no início do ano, no Hospital Sírio-Libanês, quando ele se recuperava de um câncer. A assessoria de Lula, no entanto, não confirma se houve tratamento espiritual.Sem anestesia, ele faz um corte na barriga de uma mulher que veio do Rio Grande do Sul. A expressão é de dor.“Na verdade, foi só uma raspagem, que ele falou que ia fazer, que eu tinha uma infecção ali. A hora que ele puxou o ponto ali ardeu, mas nada de dor, como se fosse um corte mesmo, sabe? Para quem não acredita, nenhuma palavra basta, é fé mesmo”, relata a jornalista Camila Dri.A espécie de hospital espiritual recebe cerca de mil pessoas por dia. Elas recebem diagnósticos e até prescrições de remédios por parte do médium.
“Eu vim porque sou diabética. Eu vim ver se através das orações, do tratamento espiritual eu consigo sair desse monte de medicação que eu tomo”, diz uma mulher.“É a primeira vez minha, eu não imaginava que fosse ver tanta gente da Suíça, da Alemanha, dos Estados Unidos, Austrália... Muita gente”, impressiona-se uma mulher.A presença de estrangeiros é tão grande que não faltam placas bilíngues em Abadiânia. Os colaboradores de João de Deus também estão preparados para orientar as meditações em inglês e até em alemão.A fé dos turistas mudou a economia da pequena cidade de Abadiânia. Nos arredores da casa Dom Inácio de Loyola, praticamente só existem pousadas, hotéis e lojas, que sobrevivem da intensa procura de pessoas que passam dias em tratamentos espirituais.
As consultas não são cobradas. Mas ao lado da casa funciona uma farmácia, que só aceita pagamento em dinheiro.
“Eu não tenho nada contra a igreja que recebe seu dízimo. Eu não tenho nada contra a doação que eles fazem para as igrejas. Cada um é a consciência da pessoa”, diz João de Deus.Os métodos de João de Deus já foram questionados e viraram até caso de polícia. Está sendo investigada, a pedido do Ministério Público em Abadiânia, a morte da austríaca Marta Rauster, de 58 anos. Segundo testemunhas, no dia 2 de fevereiro passado, ela passou mal e morreu dentro da casa Dom Inácio de Loyola.Os funcionários afirmam que, na data, João de Deus estava fora. O delegado que investiga o caso percebeu dois atos ilegais neste episódio.
“O corpo foi transferido da casa em Abadiânia diretamente pra Goiânia. É um fato que é proibido por lei municipal, já que o serviço deveria ser realizado por uma agência funerária da cidade. E o fato também de ter sido um carro descaracterizado chamou muito a atenção”, observa o delegado Manoel Vanderic.Outra morte suspeita aconteceu em 2003. Um jornal de Goiânia diz que o americano Javier Villa Real Bustus, que lutava contra a Aids, trocou o tratamento médico pelo espiritual. O caso ainda está em fase de inquérito.O Conselho Federal de Medicina faz um alerta. “A prática religiosa não pode ser exercida de modo inseguro à saúde do cidadão. Cirurgias em ambientes contaminados, prescrições terapêuticas indevidas, suspensão de tratamentos médicos configuram-se como formas temerárias de manifestação religiosa e que, naturalmente, adentram no campo da ilegalidade”, diz Carlos Vital, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.O médium também defende que os remédios convencionais não sejam abandonados durante o tratamento.
“Peço a toda pessoa que está recebendo essa energia de Deus, que vá aos médicos, use os remédios que os médicos pedirem”, defende-se João de Deus.Segundo a polícia, o médium também responde a ação penal por atentado violento ao pudor. O processo corre em sigilo. João de Deus nega todas as denúncias. Já tem compromissos internacionais agendados e continua atraindo uma multidão que se impressionam com casos como o de um alemão. Depois de um acidente de trabalho, ele ficou sem andar por dez anos. Está há cinco meses na casa Dom Inácio de Loyola e hoje já consegue dar alguns passos.“Configura-se aí, se o indivíduo não é médico, um exercício indevido e ilegal da medicina”, acrescenta Carlos Vital.
“Tenho esperança. Quer dizer, a última luzinha no final do túnel”, diz uma mulher.
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Oprah Winfrey grava entrevista com médium em cidade goiana
Apresentadora esteve com João de Deus em Abadiânia nesta manhã.
Voluntário disse que ela deu autógrafos e acompanhou trabalho do médium.
Do G1 DF
A apresentadora norte-americana Oprah Winfrey gravou uma entrevista na manhã desta quinta-feira (29) com o médium João de Deus, em Abadiânia, cidade goiana a cerca de 150 km de Brasília. O médium faz cirurgias espirituais há mais de 30 anos na cidade.
Segundo o voluntário Chico Lôbo, da Casa Dom Inácio de Loyola, onde João de Deus atende, a apresentadora chegou na cidade por volta das 8h acompanhada de três seguranças. Ela se reuniu com o médium por cerca de uma hora acompanhada apenas de sua equipe. Depois acompanhou as cirurgias espirituais realizadas por João de Deus até cerca de 10h30. Ela deixou a casa por volta das 11h, afirmou Lôbo. (Atualização: a repórter do G1 chegou às 14h10 em Abadiânia e constatou que a apresentadora ainda estava na Casa Dom Inácio de Loyola).De acordo com o voluntário, a apresentadora foi reconhecida por estrangeiros que aguardavam para ser atendidos pelo médium, conversou com as pessoas e deu autógrafos. “Ela ficou muito à vontade e acompanhou todo o trabalho da manhã”, disse.
Oprah teria chegado ao Brasil em um jato particular que pousou no aeroporto de Brasília durante a madrugada. O voluntário não soube informar se ela seguiria para os Estados Unidos após retornar a Brasília.
O voluntário afirmou que uma equipe da apresentadora estava na cidade havia duas semanas, gravando as atividades de João de Deus. "Ela veio só fechar a entrevista", disse. Segundo ele, o médium já havia aparecido em outro programa da apresentadora. Em 2010, repórteres da revista "O", de Oprah, relataram no programa da apresentadora detalhes da entrevista que fizeram na época com João de Deus.
Cirurgias espirituais
O médium João de Deus faz entre 3 mil e 3,5 mil cirurgias espirituais por semana, segundo a Casa Dom Inácio de Loyola. Os atendimentos são feitos às quartas, quintas e sextas-feiras. Não há agendamento prévio e não se paga pelas cirurgias.O local é bastante procurado por estrangeiros "Para a gente, falar com um estrangeiro é a mesma coisa que falar com um capixaba ou um nordestino", disse Lôbo. O G1 tentou falar com o médium, mas ele estava em atendimento, segundo Lôbo.
Voluntário disse que ela deu autógrafos e acompanhou trabalho do médium.
Do G1 DF
A apresentadora norte-americana Oprah Winfrey gravou uma entrevista na manhã desta quinta-feira (29) com o médium João de Deus, em Abadiânia, cidade goiana a cerca de 150 km de Brasília. O médium faz cirurgias espirituais há mais de 30 anos na cidade.
Segundo o voluntário Chico Lôbo, da Casa Dom Inácio de Loyola, onde João de Deus atende, a apresentadora chegou na cidade por volta das 8h acompanhada de três seguranças. Ela se reuniu com o médium por cerca de uma hora acompanhada apenas de sua equipe. Depois acompanhou as cirurgias espirituais realizadas por João de Deus até cerca de 10h30. Ela deixou a casa por volta das 11h, afirmou Lôbo. (Atualização: a repórter do G1 chegou às 14h10 em Abadiânia e constatou que a apresentadora ainda estava na Casa Dom Inácio de Loyola).De acordo com o voluntário, a apresentadora foi reconhecida por estrangeiros que aguardavam para ser atendidos pelo médium, conversou com as pessoas e deu autógrafos. “Ela ficou muito à vontade e acompanhou todo o trabalho da manhã”, disse.
Oprah teria chegado ao Brasil em um jato particular que pousou no aeroporto de Brasília durante a madrugada. O voluntário não soube informar se ela seguiria para os Estados Unidos após retornar a Brasília.
O voluntário afirmou que uma equipe da apresentadora estava na cidade havia duas semanas, gravando as atividades de João de Deus. "Ela veio só fechar a entrevista", disse. Segundo ele, o médium já havia aparecido em outro programa da apresentadora. Em 2010, repórteres da revista "O", de Oprah, relataram no programa da apresentadora detalhes da entrevista que fizeram na época com João de Deus.
Cirurgias espirituais
O médium João de Deus faz entre 3 mil e 3,5 mil cirurgias espirituais por semana, segundo a Casa Dom Inácio de Loyola. Os atendimentos são feitos às quartas, quintas e sextas-feiras. Não há agendamento prévio e não se paga pelas cirurgias.O local é bastante procurado por estrangeiros "Para a gente, falar com um estrangeiro é a mesma coisa que falar com um capixaba ou um nordestino", disse Lôbo. O G1 tentou falar com o médium, mas ele estava em atendimento, segundo Lôbo.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Musical 'Semeador de Estrelas' conta biografia do espírita Divaldo Franco
Religioso é mantenedor da casa de caridade Mansão do Caminho.
Peça estreia às 20h desta sexta (4), no Cine Cena do Shopping Itaigara.
Do G1 BA
(Foto: Divulgação/Espetáculo)
"Semeador de Estrelas" é o título do espetáculo do gênero musical encenado pelos atores Renato Prieto, Rosana Penna, Paulo Paixão e Sylvia D´Silva. A peça fica em cartaz sexta, sábado (5) e no domingo (6), sempre às 20h. O texto é assinado pelo diretor Cyrano Rosalém. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).
Divaldo Franco é responsável pela casa de caridade chamada ‘Mansão do Caminho’, sediada em Salvador. A Mansão ajuda cerca de seis mil pessoas diariamente e abriga 3.200; 600 delas registradas como filhos. Como estudioso da doutrina, Divaldo escreveu mais de 150 livros espíritas, traduzidos em 14 idiomas.
Serviço
O quê: Musical 'Semeador de Estrelas'.
Onde: Cine Cena Unijorge - 2° Piso do Shopping Itaigara
Quando: Sexta-feira (4), sábado (5) e domingo (6), às 20h.
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).
Marcadores:
biografias,
divaldo franco,
espiritismo,
teatro
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
'Ayrton Senna fez música para Xuxa Meneghel', diz médium
Espírito de Ayrton Senna teria procurado médium para transmitir música que escreveu para declarar seu grande amor por Xuxa Meneghel. Vídeo da canção é sucesso no Twitter e no YouTube
Reprodução
Ayrton Senna
Um vídeo está fazendo sucesso na internet com uma música chamada Musa Rainha, que teria sido composta pelo espírito do piloto Ayrton Senna e psicografada pela médium Carmem Tiepolo (52), presidente da instituição Padre Cícero Romão Batista. A canção, que está ganhando destaque no Twitter e no YouTube, é uma homenagem a apresentadora Xuxa Meneghel (48), com quem o piloto namorou em vida.
A CARAS Online conversou com a médium Carmem Tiepolo, que explicou como foi o contato com o espírito de Ayrton Senna.“Eu conheci o Ayrton Senna pessoalmente, sete anos antes dele morrer. Eu o conheci por causa de um cantor, que era muito amigo dele, mas não vou falar quem é. Um dia fui até a oficina do Chicão, em São Paulo, para encontrá-lo. Lá eu falei: ‘Olha Ayrton, seu espírito é um viajante espiritual. Quando você dorme, ele vem conversar com a gente. Mas seu espírito está ficando preocupado, ele quer que você abandone a Fórmula 1 e vá para Fórmula Indy. Ele quer que você se case com a Xuxa e seja feliz”, contou.Carmem afirma que Ayrton sabia do perigo de sofrer um acidente, tal como o que pôs fim a sua vida no 1º de maio, em 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino.
“Ele me telefonava quando sentia algum medo, perguntava se o ‘horóscopo’ dele estava bom. Sempre brincava com isso”, disse. “Ele chegou a estudar o espiritismo, eu dei uns livros para ele, pois ele queria saber se era coisa do bem”, completou.
Após a morte
De acordo com Carmem, quando Ayrton sofreu o acidente seu espírito ficou apavorado, pois não imaginava o quanto era amado no Brasil. “Ele me disse: ‘Bom, morto eu já estou, mas não quero morrer em alma’”, lembrou.Foi então que Carmem diz ter começado sua parceria com Ayrton. “Ele se entregou de alma e começou a fazer um livro atrás do outro. Eu tenho muitos livros publicados, destes livros o Ayrton escreveu 40 deles, mas todos com o pseudônimo Bernardo Bandeira Brasil da Silva. Ele queria usar o nome dele, mas eu sugeri colocar o pseudônimo para não ter problema com a família”, explicou.A médium afirma que procurou a família de Senna para falar sobre o desejo do espírito em lançar os livros com seu nome e doar o dinheiro arrecadado para o Instituto Ayrton Senna. “Só que ela [Viviane Senna, irmã] me mandou uma carta, dizendo que não era possível. Eles não acreditaram. Eu contei pra ele, e o Ayrton respondeu: ‘Eu estou morto, não estou usando meu nome, faça o que eu quero, porque eu sou o senhor do meu destino. Eu vou trabalhar com caridade, pois tem muita gente precisando’”, contou.
Compositor
Carmem contou que Ayrton Senna começou a ter aulas de música com o espírito de John Lennon. “O Ayrton foi se especializando, mas o John não dava aulas só para ele. E uma das primeiras músicas que ele fez foi para Xuxa. Essa música já existe há 10 anos. Ele me deu um ultimato dizendo que não era para guardar, porque a Xuxa precisava saber do amor dele”, declarou.
A médium também afirma que não foi responsável por deixar a música vazar na internet, pois não sabe mexer em computadores. Mas agora está decidida a começar a divulgar seu material pela web.
Sobre a música Musa Rainha, ela prefere não responder se Xuxa ouviu a canção ou não. “Eu estive no Rio, mas não vou falar se a encontrei ou não. Eu não preciso falar dos vivos, eu preciso só dos espíritos”, justificou.
Ouça Musa Rainha:
domingo, 2 de outubro de 2011
Cirurgia espiritual não é consenso nem entre espíritas
Responsável pelo tratamento de Gianecchini, o médium João Berbel, 55, nasceu em família católica e resistiu às manifestações que ocorriam desde a adolescência.
Folha de S.Paulo
Cirurgias espirituais à distância a que o ator Reynaldo Gyanecchini se submeteu, após o diagnóstico de câncer, trouxe à tona a questão: afinal, este tipo de procedimento funciona? A esse respeito não há consenso nem mesmo no meio espírita. Folha de S.Paulo
No Brasil, são pelo menos 2,3 milhões de adeptos e10 mil centros espíritas. Destes, apenas uma minoria pratica o procedimento.
"É complicado a pessoa ir ao centro pensando que vai realizar uma cirurgia. Não é bem assim", afirma Marlene Nobre, presidente da AME (Associação Médico Espírita), que congrega médicos de formação acadêmica como ela, especializada em prevenção de câncer ginecológico e com passagem pelo Hospital das Clínicas.
Os tipos de cirurgia são dois --com ou sem cortes. O uso de bisturis e objetos perfurantes, sem assepsia, o que na prática pode resultar em infecção, é controverso.
A cirurgia espiritual é um fenômeno brasileiro. Registros similares só há nas Filipinas, mas de curandeiros sem vínculo algum com a liturgia espírita.
A socióloga Celia Arribas, da USP, autora de estudo sobre o espiritismo, explica que entre os espíritas a doença é vista como uma prova ou falha cometida em alguma encarnação anterior (ou atual).
Família católica
A aproximação com o espiritismo ocorreu aos 20 anos.
Hoje, ele atende cerca de 3.000 pessoas por noite no IMA (Instituto de Medicina do Além), em Franca (400 km de SP). A busca é de cura para doenças, de câncer a obesidade. Tudo é gratuito.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Também com câncer, pai de Gianecchini fez cirurgia espiritual
Foto: Orlando Oliveira/AgNews
- Gislandia Governo /TERRA
Pai e filho unidos pelo mesmo drama: a luta contra o câncer. Como se não bastasse ter que enfrentar a doença, diagnosticada na quarta-feira (10) como um linfoma do tipo Não-Hodgkin - que atinge o sistema linfático - o ator Reynaldo Gianecchini, 38 anos, ainda tem que lidar com o fato de seu pai, Reynaldo Cisoto Gianecchini, ter o mesmo tipo de câncer.
Professor de química no curso pré-vestibular do Colégio Anglo, em Penápolis, interior de São Paulo, Reynaldo Cisoto, que também é conhecido como Patão, está afastado da instituição de ensino desde o início do ano, para se tratar. "Ele é muito querido pelos alunos e as meninas até o chamam carinhosamente de 'sogrão'", contou um funcionário do colégio. Sem previsão de alta, o ator segue internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Hoje será definido o tipo de tratamento que ele irá seguir. Já as sessões de quimio iniciam na próxima segunda-feira (15).
A equipe médica que o acompanha afirma que o estado geral de saúde é bom. "Ele muito otimista. Ele está pronto para o embate. Não o vi chorar", afirmou o médico infectologista David Uip. Segundo o médico, Gianecchini está tranquilo, lendo livros no quarto e se alimentando bem. Prima do ator, Patrícia Gomes Gianecchini, diz que a família está muito abalada, porém, otimista: "é um caso grave e estamos todos abalados. Já sabíamos do caso do tio, e agora essa. Mas tudo é possível, muitas pessoas se recuperam".
Cirurgia espiritual
Uma relação entre pai e filho marcada pela cumplicidade, união e fé. Em março deste ano, o ator Reynaldo Gianecchini acompanhou o pai ao Instituto de Medicina do Além, localizado em Franca, no interior paulista. Lá, ele foi submetido a uma cirurgia espiritual com o médium João Berbel, que incorpora o espírito do Dr. Alonso, um médico que viveu na cidade no século passado e se tornou conhecido por ajudar somente os empobrecidos e esquecidos. No Instituto, que funciona aos sábados e atende cerca de três mil pessoas por semana gratuitamente, o atendimento é composto por consulta e cirurgia espiritual. Na consulta, a pessoa recebe a "água com energia" - água normal, acrescida de fluidos curadores - que deve ser ingerida durante uma semana, de acordo com a recomendação do mentor espiritual. Na semana seguinte é realizada a cirurgia, através de médiuns incorporados. Recomenda-se três dias de repouso.
Como a cirurgia espiritual não é feita no corpo físico, mas sim no corpo espiritual, ela não deixa cortes. "A cura através da cirurgia espiritual depende da fé e do merecimento de cada ser. E a fé é o pensamento levado a Deus", explica o médium Augusto César Silva.
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Filme comemora o lançamento do Livro dos Espíritos
Dando continuidade à campanha da Rede Globo, lançada em fevereiro, em que se comemora as datas festivas de diversas religiões, entra no ar na próxima terça-feira, dia 12, um filme sobre o lançamento do Livro dos Espíritos. Nele, o locutor ressalta a importância da mensagem deixada pela publicação: “Sua mensagem de paz via a todos que buscam compreender o mundo espiritual e a vida na sua forma mais ampla”.Ao longo do ano, outras religiões serão citadas por datas significativas. Abaixo, a relação delas e suas respectivas comemorações. A campanha, criada pela Central Globo de Comunicação e que traz a assinatura: “Liberdade de expressão. A gente vê por aqui”, tem como objetivo mostrar a diversidade religiosa brasileira e contribuir para conhecimento igualitário entre as diversas tradições.
Datas religiosas
Candomblé/ Dia de Yemanjá – 2 de fevereiro
Kardecismo/ Lançamento do Livro dos Espíritos – 18 de abril
Umbanda/ Dia dos Pretos Velhos – 13 de maio
Budismo/ Wesak – 15 de junho
Budismo/ Iluminação de Buda – 1ª lua cheia de maio
Islamismo/ Ramadã - 1º de agosto
Judaísmo/ Rosh Hashaná - 28 a 30 de setembro
Kardecismo/ Nascimento Allan Kardec – 3 de outubro
Judaísmo/ Yom Kipur – 7 de outubro à noite à 8 de outubro o dia inteiro.
Protestantismo/ Dia da Reforma Protestante – 31 de outubro
Islamismo/ Peregrinação a Meca – 1º de novembro
Umbanda/ Institucionalização da Umbanda – 15 de novembro
Protestantismo/ Dia da Bíblia – 11 de dezembro
Datas religiosas
Candomblé/ Dia de Yemanjá – 2 de fevereiro
Kardecismo/ Lançamento do Livro dos Espíritos – 18 de abril
Umbanda/ Dia dos Pretos Velhos – 13 de maio
Budismo/ Wesak – 15 de junho
Budismo/ Iluminação de Buda – 1ª lua cheia de maio
Islamismo/ Ramadã - 1º de agosto
Judaísmo/ Rosh Hashaná - 28 a 30 de setembro
Kardecismo/ Nascimento Allan Kardec – 3 de outubro
Judaísmo/ Yom Kipur – 7 de outubro à noite à 8 de outubro o dia inteiro.
Protestantismo/ Dia da Reforma Protestante – 31 de outubro
Islamismo/ Peregrinação a Meca – 1º de novembro
Umbanda/ Institucionalização da Umbanda – 15 de novembro
Protestantismo/ Dia da Bíblia – 11 de dezembro
Poltergeist-Fantasma sedentário arrasta cadeira e assusta família
Se ele fosse um espírito atleta, teria movido uma esteira ou uma bicicleta, pelo menos...
Do R7
Essa é só uma pequena amostra do que o aguarda no vídeo...
- Casas são feitas para serem um lugar seguro, mas a nossa não é. Eu tenho que me sentar com minha filha quando ela vai ao banheiro, porque ela está muito assustada para ir sozinha. O pior é que não podemos ver o "poltergeist", então não temos ideia do que fazer.Lisa admite que era cética em relação à paranormalidade, mas agora ela pendurou crucifixos para tentar se livrar dos espíritos.
- O exorcista disse que definitivamente não devemos ficar. Essa é mesmo uma casa dos horrores.
Depois de ver o vídeo, uma associação está ajudando a família a se mudar da casa. Quer ver também?
Medicina do além transforma Franca em polo do espiritismo; veja
FOLHA/DE FRANCA
No vídeo acima, a reportagem da Folha acompanhou uma sessão de cirurgias espirituais no IMA (Instituto de Medicina do Além), em Franca (400 km de SP).
Vestido com um jaleco azul, o médium João Berbel, 55, diz incorporar o espírito do médico Ismael Alonso y Alonso, morto em 1964. Durante as sessões, ele circula entre 60 macas enfileiradas --30 de um lado exclusivo para homens, 30 de outro para mulheres. O local chega a receber 6.000 pessoas por noite.
Sem realizar cortes, Berbel inicia as cirurgias. Cada uma dura poucos segundos e, em um prazo de minutos, todos já estão recebendo curativos. Assim como ocorreu em Uberaba (MG), terra do médium Chico Xavier, que morreu em 2002, Franca virou um polo de peregrinação espírita. Os fiéis chegam de todas as partes, muitos deles em cadeiras de rodas, muletas ou com doenças graves. Toda a atenção despertada pelo trabalho do médium fez com que ele ganhasse fama. Hoje, ele excursiona dentro e fora do país.
domingo, 3 de abril de 2011
Monte sua videoteca sobre Chico Xavier -Lançamento reúne seis DVDs com mais de 18 horas de vídeos inéditos
Livraria da Folha
O filme "As Mães de Chico Xavier", que estreou na última sexta-feira (1º), marca o fim das comemorações do centenário de Chico Xavier (1910-2002).O sucesso de produções cinematográficas e livros marcou o espiritismo brasileiro. Nos cinemas, "Chico Xavier", filme inspirado no livro do jornalista Marcel Souto Maior e dirigido por Daniel Filho, e a adaptação de "Nosso Lar", do diretor Wagner de Assis, bateram recordes de bilheteria. Nas livrarias, as obras permaneceram entre os campeões de vendas.
Recentemente lançado pela Federação Espírita Brasileira (FEB), "100 Anos com Chico Xavier: Gratidão e Homenagem" reúne seis DVDs com mais de 18 horas de vídeos inéditos sobre a vida e a obra médium mineiro.
"Lindos Casos de Chico Xavier Contados por Seus Amigos" apresenta imagens gravadas durante o 1º e o 2º Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier, reuniões realizadas em Uberaba e Pedro Leopoldo, Minas Gerais.
"Chico Xavier Inédito" agrupa, em dois DVDs, quatro filmes com o médium. São eles: "O Médium de Emmanuel", de 1951; "Brilha uma Luz no Horizonte", de 1955; "Chico Xavier: De Pedro Leopoldo a Uberaba", de 1983; Por fim, "O Grande Médium Espírita", de 2007. Inclui vídeos com familiares e entrevistas. Nas noites de 28 de julho e 21 de dezembro de 1971, a extinta TV Tupi transmitiu dois programas históricos nos quais o médium respondeu perguntas de jornalistas e deixou ensinamentos para milhões de brasileiros. O programa pode ser visto em "Pinga-Fogo com Chico Xavier", com duas horas de extras, entre depoimentos, documentários e especiais.
Produzido em 1979, quatro anos após o incêndio que causou a morte de mais de 150 pessoas em São Paulo, "Joelma 23º Andar" é inspirado em mensagens psicografadas por Chico Xavier. Considerado um clássico do cinema realidade brasileiro, o DVD traz depoimentos do diretor Clery Cunha e de Beth Goulart.
O filme "As Mães de Chico Xavier", que estreou na última sexta-feira (1º), marca o fim das comemorações do centenário de Chico Xavier (1910-2002).O sucesso de produções cinematográficas e livros marcou o espiritismo brasileiro. Nos cinemas, "Chico Xavier", filme inspirado no livro do jornalista Marcel Souto Maior e dirigido por Daniel Filho, e a adaptação de "Nosso Lar", do diretor Wagner de Assis, bateram recordes de bilheteria. Nas livrarias, as obras permaneceram entre os campeões de vendas.
Recentemente lançado pela Federação Espírita Brasileira (FEB), "100 Anos com Chico Xavier: Gratidão e Homenagem" reúne seis DVDs com mais de 18 horas de vídeos inéditos sobre a vida e a obra médium mineiro.
"Lindos Casos de Chico Xavier Contados por Seus Amigos" apresenta imagens gravadas durante o 1º e o 2º Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier, reuniões realizadas em Uberaba e Pedro Leopoldo, Minas Gerais.
"Chico Xavier Inédito" agrupa, em dois DVDs, quatro filmes com o médium. São eles: "O Médium de Emmanuel", de 1951; "Brilha uma Luz no Horizonte", de 1955; "Chico Xavier: De Pedro Leopoldo a Uberaba", de 1983; Por fim, "O Grande Médium Espírita", de 2007. Inclui vídeos com familiares e entrevistas. Nas noites de 28 de julho e 21 de dezembro de 1971, a extinta TV Tupi transmitiu dois programas históricos nos quais o médium respondeu perguntas de jornalistas e deixou ensinamentos para milhões de brasileiros. O programa pode ser visto em "Pinga-Fogo com Chico Xavier", com duas horas de extras, entre depoimentos, documentários e especiais.
Produzido em 1979, quatro anos após o incêndio que causou a morte de mais de 150 pessoas em São Paulo, "Joelma 23º Andar" é inspirado em mensagens psicografadas por Chico Xavier. Considerado um clássico do cinema realidade brasileiro, o DVD traz depoimentos do diretor Clery Cunha e de Beth Goulart.
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quinta-feira, 31 de março de 2011
ESTREIA-'As Mães de Chico Xavier' resume filmes sobre o médium
(Reuters) - 'As Mães de Chico Xavier', que chega aos cinemas de todo o Brasil, marca o encerramento do ano de centenário do nascimento do médium.
Esse longa, de certa maneira, faz uma síntese dos três filmes relacionados com Chico Xavier lançados nos últimos meses: 'Chico Xavier', a biografia assinada por Daniel Filho; 'Nosso Lar', adaptação do livro homônimo; e 'As Cartas Psicografadas de Chico Xavier', documentário sobre comunicação entre vivos e mortos.Ao centro de 'As Mães de Chico Xavier' estão três mulheres com dilemas que envolvem a vida e o além.Ruth (Via Negromonte, de 'Chico Xavier') é casada com Mário (Herson Capri), produtor de televisão, cujo filho, Raul (Daniel Dias) está envolvido com drogas. O casamento de Elisa (Vanessa Gerbelli, de 'Sem Controle') está em crise, e ela deposita toda sua esperança no filho pequeno (Gabriel Pontes). E Lara (Tainá Muller, de 'Cão sem dono') descobre-se grávida de seu namorado (Gustavo Falcão), que ganhou uma bolsa de estudos na Espanha. Ela cogita fazer um aborto.Como na estrutura dos filmes do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, as três histórias correm em paralelo até convergirem na figura do médium que, novamente, é interpretado por Nelson Xavier.O roteiro, assinado por Emmanuel Nogueira e Glauber Filho, que também dirige o longa com Halder Gomes, é baseado no livro 'Por trás do véu de Ísis', do jornalista Marcel Souto Maior.Caio Blat interpreta Karl, um repórter de televisão que é uma espécie de alterego de Souto Maior. Trabalhando com Mário, o rapaz é incumbido de entrevistar Chico Xavier, e comprovar a veracidade das cartas.A entrevista virá em boa hora para juntar as três histórias. Há poucas dúvidas no personagem de Blat, que aceita as mensagens como verídicas e se impressiona com o médium.
O elo entre as três tramas, mais do que o médium e a comunicação pós-morte, é a temática da maternidade.
Ruth acha que falhou ao criar seu filho. Artista plástica, tenta superar suas frustrações pintando quadros. Elisa se transforma em mãe em tempo integral. Negligenciada pelo marido (Joelson Medeiros), ela encontra no filho a única razão para passar os seus dias. Já Lara tem dúvidas se nasceu para ser mãe. Esse questionamento, aliás, rende a única boa cena do filme, envolvendo as duas personagens, já perto do final.
'As Mães de Chico Xavier' é um filme de mensagens, uma espécie de propaganda nada sutil de doutrinas e julgamentos morais, como demonstra um letreiro final, que avisa: 'Esse filme é dedicado às vítimas do aborto provocado'.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)
Esse longa, de certa maneira, faz uma síntese dos três filmes relacionados com Chico Xavier lançados nos últimos meses: 'Chico Xavier', a biografia assinada por Daniel Filho; 'Nosso Lar', adaptação do livro homônimo; e 'As Cartas Psicografadas de Chico Xavier', documentário sobre comunicação entre vivos e mortos.Ao centro de 'As Mães de Chico Xavier' estão três mulheres com dilemas que envolvem a vida e o além.Ruth (Via Negromonte, de 'Chico Xavier') é casada com Mário (Herson Capri), produtor de televisão, cujo filho, Raul (Daniel Dias) está envolvido com drogas. O casamento de Elisa (Vanessa Gerbelli, de 'Sem Controle') está em crise, e ela deposita toda sua esperança no filho pequeno (Gabriel Pontes). E Lara (Tainá Muller, de 'Cão sem dono') descobre-se grávida de seu namorado (Gustavo Falcão), que ganhou uma bolsa de estudos na Espanha. Ela cogita fazer um aborto.Como na estrutura dos filmes do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, as três histórias correm em paralelo até convergirem na figura do médium que, novamente, é interpretado por Nelson Xavier.O roteiro, assinado por Emmanuel Nogueira e Glauber Filho, que também dirige o longa com Halder Gomes, é baseado no livro 'Por trás do véu de Ísis', do jornalista Marcel Souto Maior.Caio Blat interpreta Karl, um repórter de televisão que é uma espécie de alterego de Souto Maior. Trabalhando com Mário, o rapaz é incumbido de entrevistar Chico Xavier, e comprovar a veracidade das cartas.A entrevista virá em boa hora para juntar as três histórias. Há poucas dúvidas no personagem de Blat, que aceita as mensagens como verídicas e se impressiona com o médium.
O elo entre as três tramas, mais do que o médium e a comunicação pós-morte, é a temática da maternidade.
Ruth acha que falhou ao criar seu filho. Artista plástica, tenta superar suas frustrações pintando quadros. Elisa se transforma em mãe em tempo integral. Negligenciada pelo marido (Joelson Medeiros), ela encontra no filho a única razão para passar os seus dias. Já Lara tem dúvidas se nasceu para ser mãe. Esse questionamento, aliás, rende a única boa cena do filme, envolvendo as duas personagens, já perto do final.
'As Mães de Chico Xavier' é um filme de mensagens, uma espécie de propaganda nada sutil de doutrinas e julgamentos morais, como demonstra um letreiro final, que avisa: 'Esse filme é dedicado às vítimas do aborto provocado'.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)
sábado, 19 de março de 2011
Mistérios existem até para céticos, diz diretor de As Mães de Chico Xavier
Christian Costa /Cineclick




Nota Cineclick
As Mães de Chico Xavier não é de maneira alguma inocente em suas afirmações. Um filme conectado com o seu mercado, que desenvolve nas entrelinhas seus argumentos. Em vez de apelar para a razão, prefere a emoção e a comoção.
Os surpreendentes 550 mil espectadores para as 40 cópias de Bezerra de Menezes – Diário de Um Espírito provaram, em 2008, que existe um nicho, mesmo que finito, para ficções que se relacionam em algum grau com a doutrina espírita. Desde então, tivemos produções de maior (Chico Xavier) ou menor (Nosso Lar) aptidão cinematográfica. Em comum, todas foram sucessos de bilheteria. É nesse filão que As Mães de Chico Xavier se insere: um filme que enxerga quem veio antes e busca todos os mecanismos para chegar ao seu público. Mas como faz isso?Primeiramente, focando as mães. Quem não se identifica com a dor materna, seja ela espírita, umbandista, torcedora do Corinthians ou do Fortaleza? Em seguida, optando por convenções narrativas do que seria uma abordagem sensível de um tema doloroso.Depois, relacionando as três mães a um personagem que, se não é unânime do ponto de vista religioso, tem respeitabilidade dos brasileiros como um homem de bem. No filme, Chico Xavier entra como um Messias a trazer a paz que falta.
Esse conjunto de escolhas – e muitas outras que não vale dissecar para não perder o fio da meada deste texto – faz de As Mães de Chico Xavier um filme com chances claras de encontrar seu público específico.
Verdade: jornalismo e cinema
Ao lidar cinematograficamente com situações delicadas, o filme de Glauber Filho e Halder Gomes (Cadáveres 2) exagera na câmera lenta ou na recorrência da música. Boas intenções – que não dão certo – para atender a expectativa de como deve ser um “filme sensível”.Se é simplista em algumas escolhas, As Mães de Chico Xavier faz uma complicada operação no valor da verdade na crença religiosa. Ruth (Via Negromonte) se culpa porque o filho é viciado em drogas; Elisa (Vanessa Gerbelli) é apaixonada por Theo, seu garoto de cinco anos; Lara (Tainá Müller), professora primária, acaba de descobrir que está grávida. As três mulheres, em algum momento, entrarão em contato com Chico Xavier.Já Caio Blat interpreta Karl, um jornalista curioso que pretende investigar a veracidade do trabalho do médium. Irônico, Chico vira para o moço e diz “que sou apenas um meio, converse com as mães, elas têm as histórias”. Karl segue o conselho e vai atrás dessas histórias.A partir daí o jornalismo, que lida com os fatos e a construção da verdade, se une ao cinema, arte que desperta o sensorial. Quando realiza esta complicada e sutil junção, As Mães de Chico Xavier chega à sofisticação do convencimento: o filme tem ao seu lado a representação da imprensa, que imputa veracidade ao trabalho de Chico, e os recursos dramáticos e emotivos do cinema. Nas entrelinhas, As Mães de Chico Xavier transforma razão e emoção em uma coisa só. Como cereja do bolo na sua argumentação, o filme insere os letreiros de algo que se tornou praticamente indicador de filme de sucesso: “baseado em fatos reais”. É o ponto final para entrar bem no mercado: se não conseguiu convencer um espírita ou um espectador disposto a se emocionar, o filme fala de um fato “verdadeiro”, algo que tem se tornado a quimera do cinema brasileiro – seja ele em produções espírita ou de uma prostituta como Bruna Surfistinha.Por isso que As Mães de Chico Xavier não é um filme ingênuo. Feito redondinho para atender as expectativas de um nicho, o que lhe dá limitações cinematográficas, mas com uma brecha ideológica que permite buscar outros públicos. Filme que, desde o começo, tenta se encaixar inteiramente no mercado, deixando pretensões artísticas em segundo plano.
Como cinema, essa produção representa uma evolução em relação ao trabalho anterior de Glauber Filho, o também espírita Bezerra de Menezes. Mas não dá para dizer o mesmo do codiretor Halder Gomes, que se deu tão bem realizando filmes autorais de guerrilha que invariavelmente falam de paixão, seja pelo cinema (Cine Holiúdy – O Artista Contra o Cabra do Mal) ou pelo futebol (Loucos de Futebol).O cinema brasileiro ainda não encontrou, na ficção, como aliar um discurso proselitista espírita com eficiente realização cinematográfica. Nem sei se os filmes feitos ou que virão tem esta pretensão. Ainda bem. Imagina se o cinema passasse a servir o proselitismo?
Um elenco de peso, formado por Caio Blat (Bróder), Paulo Goulart Filho (Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito), Gabriel Pontes, Gustavo Falcão (Praça Saens Peña), Via Negromonte (Cabeça a Prêmio) e Vanessa Gerbelli (Sem Controle), além dos diretores Glauber Filho e Halder Gomes, do produtor Leonardo Leal e do escritor Marcel Souto Maior, conversara com a imprensa na sexta-feira sobre As Mães de Chico Xavier.A abertura da mesa se deu com Marcel, que escreveu o livro Por Trás do Véu de Ísis, no qual o longa se baseia. O autor elogiou a atuação de Caio Blat, que o interpretou, e falou sobre as dificuldades para quebrar o “pavor de jornalista” que Chico Xavier tinha. O escritor elogiou o filme, que em sua opinião expôs o que “Chico lutou a vida inteira para testemunhar”.Para o diretor Glauber Filho, o grande desafio da produção foi fazer um filme melhor e com mais estrutura que Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito, filme anterior da Estação Luz Filmes. Ele disse que a primeira inspiração para o projeto veio quando viu um documentário sobre as cartas que Chico psicografava. “Buscamos uma estética mais voltada para o cotidiano”, disse o cineasta sobre a maior diferença para a cinebiografia Chico Xavier, filmada por Daniel Filho.Blat entrou na conversa após a menção de Bezerra de Menezes, dizendo que finalmente teve a chance de fazer um longa inteiro com a equipe após sua “participação relâmpago” na produção no papel de um militar. “Era uma dívida pessoal”, brincou Glauber Filho sobre a necessidade de trabalhar de novo com Blat, ganhador do último Kikito de Ouro no Festival de Gramado por Bróder.
Via Negromonte, que foi casada por 23 anos com o ator Nelson Xavier (que repete aqui sua mediúnica performance como Chico Xavier), afirma que o filme não é centrado no espiritismo. “Tive medo que fosse um filme de militância”, comentou sobre o momento em que soube do projeto. A atriz diz que aceitou papel assim que percebeu que não se tratava de um filme sobre religião, mas sim sobre perda.
Gabriel Pontes é abraçado por Via Negromonte durante o brunch promocional de As Mães de Chico Xavier
Caio Blat também defendeu o filme como não-doutrinário. “Existem diversos filmes americanos com temática espírita, que não se vendem assim”, comentou antes de exemplificar citando Ghost – Do Outro Lado da Vida, O Sexto Sentido e Além da Eternidade como produções que envolvem espíritos, mas sem limitar sua história a isso.Halder Gomes fez diversas intervenções cômicas ao longo do evento. Ao comentar a pré-estreia do dia anterior (17/3), que ocorreu em Porto Alegre, o cineasta descreveu que os gaúchos fizeram muita força para não chorar. “Era uma orquestra de fungadas”, disse ele adicionando que muitos vinham abraçá-lo aos prantos após a sessão.
Caio Blat interpreta Karl, um jornalista em busca da verdade por trás das cartas de Chico Xavier
O ator mirim Gabriel Pontes, que no filme está prestes a completar cinco anos, também divertiu a coletiva ao sair da mesa no meio de uma resposta e ir ao fundo da sala para falar com sua mãe. Também causou risos quando foi perguntado sobre a morte de seu personagem. "O que importava é 'estar aqui vivo'", brincou. A equipe elogiou o garoto, mesmo admitindo que, de vez em quando, ele decidia não atuar. “Às vezes ele cismava no set”, disse Halder. “E com a mãe do lado, não podia dar cascudo”, brincou causando risos na sala.Com exceção do produtor, toda equipe comentou que não é espírita, embora tenha crenças. Souto Maior admitiu ser ateu e disse: “A minha fé não é consolidada. É cheia de altos e baixos.” Blat disse que não frequenta centros, embora já tenha lido livros de Allan Kardec. “É uma responsabilidade que ainda não abracei”, afirmou. Já Gomes disse que não tem “disciplina para ter religião” e que “mistérios existem, não importa o quanto sejamos céticos”. Ele comentou o sincretismo brasileiro, comparando-o ao fato de muitos no país torcerem para dois times.Via Negromonte falou que não é espírita, mas é “espiritualizada”. A atriz comentou o câncer que Nelson Xavier enfrentou e como a doença regrediu após o uso de terapias alternativas, como a meditação e pensamento positivo, considerando o feito “um grande milagre”.Foi perguntado à equipe suas opiniões sobre o aborto, devido às mensagens contrárias à prática que aparecem no filme. Glauber Filho disse que a Estação Luz é ligada a ONGs, inclusive organizações contra o aborto e que as frases mais literais vieram por “determinação de um dos apoiadores”. O diretor se colocou à favor do debate, com aspectos religiosos e científicos. Para o produtor Leonardo Leal, “é impossível defender a vida sem entrar no assunto do aborto e do suicídio”.
Glauber Filho conversando durante o brunch promocional de As Mães de Chico Xavier
A equipe disse que pretende lançar o filme no exterior, principalmente na América Latina, mas não deu detalhes sobre os possíveis países. Sobre a intenção do autor em fazer novos livros sobre espiritismo, ele comentou: “Há 15 anos eu digo que não vou voltar à questão, mas não consigo mudar de assunto.” Ele tem atualmente três projetos inacabados sobre outros temas. Já a Estação Luz disse que planeja adaptar O Céu e O Inferno, de Kardec, para as telonas.
As Mães de Chico Xavier estreia em 400 salas brasileiras em 1º de abril.
Via Negromonte, que foi casada por 23 anos com o ator Nelson Xavier (que repete aqui sua mediúnica performance como Chico Xavier), afirma que o filme não é centrado no espiritismo. “Tive medo que fosse um filme de militância”, comentou sobre o momento em que soube do projeto. A atriz diz que aceitou papel assim que percebeu que não se tratava de um filme sobre religião, mas sim sobre perda.
Gabriel Pontes é abraçado por Via Negromonte durante o brunch promocional de As Mães de Chico Xavier
Caio Blat também defendeu o filme como não-doutrinário. “Existem diversos filmes americanos com temática espírita, que não se vendem assim”, comentou antes de exemplificar citando Ghost – Do Outro Lado da Vida, O Sexto Sentido e Além da Eternidade como produções que envolvem espíritos, mas sem limitar sua história a isso.Halder Gomes fez diversas intervenções cômicas ao longo do evento. Ao comentar a pré-estreia do dia anterior (17/3), que ocorreu em Porto Alegre, o cineasta descreveu que os gaúchos fizeram muita força para não chorar. “Era uma orquestra de fungadas”, disse ele adicionando que muitos vinham abraçá-lo aos prantos após a sessão.
Caio Blat interpreta Karl, um jornalista em busca da verdade por trás das cartas de Chico Xavier
O ator mirim Gabriel Pontes, que no filme está prestes a completar cinco anos, também divertiu a coletiva ao sair da mesa no meio de uma resposta e ir ao fundo da sala para falar com sua mãe. Também causou risos quando foi perguntado sobre a morte de seu personagem. "O que importava é 'estar aqui vivo'", brincou. A equipe elogiou o garoto, mesmo admitindo que, de vez em quando, ele decidia não atuar. “Às vezes ele cismava no set”, disse Halder. “E com a mãe do lado, não podia dar cascudo”, brincou causando risos na sala.Com exceção do produtor, toda equipe comentou que não é espírita, embora tenha crenças. Souto Maior admitiu ser ateu e disse: “A minha fé não é consolidada. É cheia de altos e baixos.” Blat disse que não frequenta centros, embora já tenha lido livros de Allan Kardec. “É uma responsabilidade que ainda não abracei”, afirmou. Já Gomes disse que não tem “disciplina para ter religião” e que “mistérios existem, não importa o quanto sejamos céticos”. Ele comentou o sincretismo brasileiro, comparando-o ao fato de muitos no país torcerem para dois times.Via Negromonte falou que não é espírita, mas é “espiritualizada”. A atriz comentou o câncer que Nelson Xavier enfrentou e como a doença regrediu após o uso de terapias alternativas, como a meditação e pensamento positivo, considerando o feito “um grande milagre”.Foi perguntado à equipe suas opiniões sobre o aborto, devido às mensagens contrárias à prática que aparecem no filme. Glauber Filho disse que a Estação Luz é ligada a ONGs, inclusive organizações contra o aborto e que as frases mais literais vieram por “determinação de um dos apoiadores”. O diretor se colocou à favor do debate, com aspectos religiosos e científicos. Para o produtor Leonardo Leal, “é impossível defender a vida sem entrar no assunto do aborto e do suicídio”.
Glauber Filho conversando durante o brunch promocional de As Mães de Chico Xavier
A equipe disse que pretende lançar o filme no exterior, principalmente na América Latina, mas não deu detalhes sobre os possíveis países. Sobre a intenção do autor em fazer novos livros sobre espiritismo, ele comentou: “Há 15 anos eu digo que não vou voltar à questão, mas não consigo mudar de assunto.” Ele tem atualmente três projetos inacabados sobre outros temas. Já a Estação Luz disse que planeja adaptar O Céu e O Inferno, de Kardec, para as telonas.
As Mães de Chico Xavier estreia em 400 salas brasileiras em 1º de abril.
AS MÃES DE CHICO XAVIER
Heitor Augusto
Os surpreendentes 550 mil espectadores para as 40 cópias de Bezerra de Menezes – Diário de Um Espírito provaram, em 2008, que existe um nicho, mesmo que finito, para ficções que se relacionam em algum grau com a doutrina espírita. Desde então, tivemos produções de maior (Chico Xavier) ou menor (Nosso Lar) aptidão cinematográfica. Em comum, todas foram sucessos de bilheteria. É nesse filão que As Mães de Chico Xavier se insere: um filme que enxerga quem veio antes e busca todos os mecanismos para chegar ao seu público. Mas como faz isso?Primeiramente, focando as mães. Quem não se identifica com a dor materna, seja ela espírita, umbandista, torcedora do Corinthians ou do Fortaleza? Em seguida, optando por convenções narrativas do que seria uma abordagem sensível de um tema doloroso.Depois, relacionando as três mães a um personagem que, se não é unânime do ponto de vista religioso, tem respeitabilidade dos brasileiros como um homem de bem. No filme, Chico Xavier entra como um Messias a trazer a paz que falta.
Esse conjunto de escolhas – e muitas outras que não vale dissecar para não perder o fio da meada deste texto – faz de As Mães de Chico Xavier um filme com chances claras de encontrar seu público específico.
Verdade: jornalismo e cinema
Ao lidar cinematograficamente com situações delicadas, o filme de Glauber Filho e Halder Gomes (Cadáveres 2) exagera na câmera lenta ou na recorrência da música. Boas intenções – que não dão certo – para atender a expectativa de como deve ser um “filme sensível”.Se é simplista em algumas escolhas, As Mães de Chico Xavier faz uma complicada operação no valor da verdade na crença religiosa. Ruth (Via Negromonte) se culpa porque o filho é viciado em drogas; Elisa (Vanessa Gerbelli) é apaixonada por Theo, seu garoto de cinco anos; Lara (Tainá Müller), professora primária, acaba de descobrir que está grávida. As três mulheres, em algum momento, entrarão em contato com Chico Xavier.Já Caio Blat interpreta Karl, um jornalista curioso que pretende investigar a veracidade do trabalho do médium. Irônico, Chico vira para o moço e diz “que sou apenas um meio, converse com as mães, elas têm as histórias”. Karl segue o conselho e vai atrás dessas histórias.A partir daí o jornalismo, que lida com os fatos e a construção da verdade, se une ao cinema, arte que desperta o sensorial. Quando realiza esta complicada e sutil junção, As Mães de Chico Xavier chega à sofisticação do convencimento: o filme tem ao seu lado a representação da imprensa, que imputa veracidade ao trabalho de Chico, e os recursos dramáticos e emotivos do cinema. Nas entrelinhas, As Mães de Chico Xavier transforma razão e emoção em uma coisa só. Como cereja do bolo na sua argumentação, o filme insere os letreiros de algo que se tornou praticamente indicador de filme de sucesso: “baseado em fatos reais”. É o ponto final para entrar bem no mercado: se não conseguiu convencer um espírita ou um espectador disposto a se emocionar, o filme fala de um fato “verdadeiro”, algo que tem se tornado a quimera do cinema brasileiro – seja ele em produções espírita ou de uma prostituta como Bruna Surfistinha.Por isso que As Mães de Chico Xavier não é um filme ingênuo. Feito redondinho para atender as expectativas de um nicho, o que lhe dá limitações cinematográficas, mas com uma brecha ideológica que permite buscar outros públicos. Filme que, desde o começo, tenta se encaixar inteiramente no mercado, deixando pretensões artísticas em segundo plano.
Como cinema, essa produção representa uma evolução em relação ao trabalho anterior de Glauber Filho, o também espírita Bezerra de Menezes. Mas não dá para dizer o mesmo do codiretor Halder Gomes, que se deu tão bem realizando filmes autorais de guerrilha que invariavelmente falam de paixão, seja pelo cinema (Cine Holiúdy – O Artista Contra o Cabra do Mal) ou pelo futebol (Loucos de Futebol).O cinema brasileiro ainda não encontrou, na ficção, como aliar um discurso proselitista espírita com eficiente realização cinematográfica. Nem sei se os filmes feitos ou que virão tem esta pretensão. Ainda bem. Imagina se o cinema passasse a servir o proselitismo?
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Especial-Entrevista com Psiquiatra Espírita sobre a Homossexualidade
Entrevistado: Andrei Moreira/Fonte: www.amemg.com.br
Andrei Moreira é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Integra, desde 2005, uma equipe do Programa de Saúde da Família, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Especializado em Homeopatia. Preceptor do Internato em Atenção Integral à Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade de Alfenas, campus BH, desde 2008. Participa ativamente do movimento espírita nacional e internacional, proferindo palestras e seminários.Integra equipes de atendimento a pacientes com a metodologia médico-espírita na Amemg.Presidente da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais, desde 2007. Autor do livro: "Cura e autocura – uma visão médico espírita" – AME Editora, 2010.
Email: ammsouza@hotmail.com.
Pergunta - Homossexualidade é ou não uma doença à luz do Espírito imortal?
Andrei Moreira - "Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. Em 1975 a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento, deixando de considerar a homossexualidade como doença. No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixa de considerar a homossexualidade como um desvio sexual e, em 1999, estabelece regras para a atuação dos psicólogos em relação à questões de orientação sexual, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade. No dia 17 de Maio de 1990 a Assembléia-geral da Organização Mundial de Saúde (sigla OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação internacional de doenças (sigla CID). Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passa a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos" - Wikypedia
A Homossexualidade, segundo a ciência, é uma orientação afetivo-sexual normal. Sob o ponto de vista espírita, tem sido catalogada por muitos escritores espíritas como doença ou distúrbio da sexualidade, em franco desrespeito ao conhecimento científico atual. Não há base no conhecimento espírita para se afirmar tal coisa. Não há uma visão que seja consenso sobre o assunto no movimento espírita, mas há excelentes textos dos espíritos André Luiz e Emmanuel nos direcionando o pensamento e a reflexão para o respeito, acolhimento e inclusão da pessoa homossexual, entendendo a homossexualidade como uma condição evolutiva natural (e o termo "natural" como sinônimo de "presente na natureza"), decorrente de múltiplos fatores, sempre individuais para cada espírito, construída ou escolhida pelo espírito, em função de tarefas específicas ou provas redentoras, incluindo aí as condições expiativas e reeducativas devidas a abusos afetivo-sexuais no passado, que parecem ser a causa determinante da maior parte das condições homossexuais, segundo a literatura espírita.
Pergunta - Qual a diferença entre orientação e escolha sexual?
Andrei Moreira - Orientação sexual representa o desejo e o interesse afetivo-sexual (note bem: não somente sexual, mas também afetivo) do indivíduo, decorrente de múltiplos fatores, os quais determinam com qual sexo ele se sente realizado para uma parceria íntima. A orientação sexual é fruto da história pessoal do indivíduo, presente e passada; é influenciada pela cultura e pelas identificações psicológicas, porém não controlada ou determinada conscientemente pelo indivíduo. Nasce-se com ela. Escolha é fruto da decisão consciente de se viver ou não a orientação, aceitá-la ou reprimi-la, de acordo com as idealizações e a pressão familiar-social-cultural do meio em que o indivíduo se encontra reencarnado.
Pergunta - O homem homossexual se sente uma mulher? A mulher homossexual se sente um homem?
Andrei Moreira - De forma alguma. Identidade e orientação sexual são coisas distintas. Identidade é como o indivíduo se sente, a qual sexo pertence, com qual sexo se identifica psicologicamente. A orientação homossexual representa exclusivamente o direcionamento do afeto e do interesse sexual para indivíduos do mesmo sexo. O homem homossexual tem a sua identidade masculina, sente-se homem, embora possa ou não ter trejeitos afeminados, conforme sua história e identificação psicológica. Igualmente, a mulher homossexual tem a identidade feminina, embora possa ter ou não trejeitos masculinizados. Quando o indivíduo está em um corpo de um sexo, e sua identidade é a do sexo oposto, dizemos que ele é transexual, que é diferente do homossexual.
Pergunta - Em todos os casos, o espírito já renasce homossexual? É possível reverter essa orientação?
Andrei Moreira - Há uma diferença entre comportamento homossexual e identidade afetivo-sexual homossexual. Observamos comportamentos homossexuais em indivíduos com doenças psiquiátricas, entre presidiários e soldados em guerra; nessas condições, na ausência da figura feminina, a prática sexual entre iguais praticada por muitos como campo de liberação das tensões sexuais e da busca do prazer. Isso não quer dizer que eles sejam homossexuais. O indivíduo com identidade homossexual é aquele que se sente atraído afetiva e sexualmente por pessoa do mesmo sexo, o que pode ser percebido ou descoberto em diferentes fases da vida do indivíduo. Não podemos afirmar que todos os homossexuais tenham nascido com essa orientação, pois a variedade de manifestações nessa área nos remete a múltiplas causas, embora a literatura mediúnica espírita nos informe de que em boa parte dos casos as pessoas homossexuais trazem de seu passado espiritual a fonte de sua orientação presente. Não sendo, em si, uma condição maléfica para o indivíduo, mas neutra, podendo ser positiva ou não, dependendo da forma como for vivenciada, não há necessidade de reverter essa condição. A orientação da ciência médica e psicológica atual é de que o indivíduo homossexual que não se aceita e sofre com isso deve ser classificado como portador de transtorno egodistônico, e os esforços devem se direcionar no sentido de auxiliá-lo a se aceitar e se amar tal qual é, sentindo-se digno de amor e respeito, buscando relações que lhe fortaleçam o autoamor e nas quais possa ser natural, espontâneo e verdadeiro, em busca de sua felicidade e de seu progresso. Há religiosos e profissionais fundamentalistas que oferecem terapia e assistência espiritual, sobretudo em igrejas evangélicas, para que o indivíduo se "cure" da homossexualidade. Não há registros de casos bem sucedidos. O que frequentemente se observa são indivíduos bissexuais alterando o direcionamento do seu afeto para indivíduos do mesmo sexo, porém muitos deles têm relações sexuais clandestinas com pessoas do mesmo sexo e nos procuram nos consultórios cheios de culpa, medo e vergonha por não se sentirem "curados". Além disso, há os indivíduos homossexuais que decidem vestir a máscara de heterossexuais e por algum tempo formam famílias; frequentemente, saem de casa após algum tempo para viverem o que sentem como sua real atração afetivo-sexual.
Pergunta- Existem casos de homossexualidade desenvolvida exclusivamente pela educação na infância? Em caso afirmativo, é possível reverter o processo?
Andrei Moreira - Segundo Freud, sim, o que não significa que seja passível de reversão ou que haja necessidade disso. Segundo o Conselho Federal de Psicologia a identidade e a orientação sexual estruturadas na infância não são passíveis de reversão, e a homossexualidade não é uma condição que necessite reversão, já que não é uma doença e muito menos um desvio moral. Porém, na visão espírita, os benfeitores espirituais nos informam que o espírito, ao reencarnar, já escolhe a natureza de suas provas e as condições familiares sociais e pessoais necessárias ao seu progresso, conforme sua consciência indique a necessidade de reparação dos equívocos do passado e de melhoramento pessoal. Em outras situações, quando o espírito não se encontra maduro para definir suas provas, elas são estabelecidas por orientadores evolutivos, mas, ainda assim, são definidas previamente à reencarnação. Assim, a família, o corpo que a pessoa tem e os principais pontos da existência já estão definidos para patrocinar as condições necessárias ao progresso do indivíduo. Além disso, o espírito traz impressos em si o fruto de suas escolhas, o resultado de suas experiências passadas, em seu psiquismo e no corpo espiritual, a determinar a identidade e a orientação sexual da presente encarnação.
Pergunta - Muitos consideram que a abstinência é uma recomendação educativa no caso de homossexualidade. O que você acha?
Andrei Moreira - Abstinência não representa educação do desejo e da prática sexual. Contudo, pode ser uma etapa necessária em certos casos, para a disciplina dos impulsos íntimos, de heterossexuais e homossexuais, quando se percebam necessitados de controle do desejo e da prática sem limites. Também pode acontecer que tenham a condição de abstinência imposta pela misericórdia divina como recurso emergencial de salvação perante circunstâncias de abusos reiterados nessa área. Diz Ermance Dufaux, no livro Unidos para o Amor: "Abstinência nem sempre é solução e pode ser apenas uma medida disciplinar sem que, necessariamente, signifique um ato educativo. Por educar devemos entender, sobretudo, a desenvoltura de qualidades íntimas capazes de nos habilitar ao trato moral seguro e proveitoso com a vida. (...) A questão da sexualidade é pessoal, intransferível, consciencial e a ética nesse campo passa por muitas e muitas adequações." O Espiritismo recomenda a todas as criaturas a conscientização a respeito da sacralidade do corpo físico e da sexualidade, como fonte criativa e criadora, destinada a ser fonte de prazer físico e espiritual, sobretudo de realização íntima para o ser humano, em todas as suas formas de expressão.
Sintetiza Emmanuel, na introdução do livro Vida e Sexo: "(...) em torno do sexo, será justo sintetizarmos todas as digressões nas normas seguintes: Não proibição, mas educação. Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo. Não indisciplina, mas controle. Não impulso livre, mas responsabilidade (grifos nossos). Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência. Sem isso, será enganar-nos, lutar sem proveito, sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um".
Pergunta - O homossexual não consegue de forma alguma ter atração por pessoa do sexo oposto ou isso pode acontecer de forma natural?
Andrei Moreira - Segundo o relatório Kinsey, extensa pesquisa sobre o comportamento sexual humano realizada nos EUA na década de 60 do século XX, pelo biólogo Alfred Kinsey, tanto a homossexualidade como a heterossexualidade absoluta são condições raras em nossa sociedade. A grande maioria das pessoas tem uma condição de desejo predominante, em graus variáveis. Por exemplo, uma pessoa pode ser 80% heterossexual e 20% homossexual ou vice-versa. É natural, portanto, que uma atração heterossexual possa ocorrer na vida de um indivíduo homossexual, o que muitas vezes é entendido pelo leigo como "cura" da homossexualidade. Emmanuel nos esclarece a respeito dessa realidade no livro Vida e Sexo, cap.21: "através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas. O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta."
Podemos compreender assim que todos os indivíduos trazem em sua intimidade a possibilidade de se sentirem atraídos e se apaixonarem por alguém do mesmo sexo (afinal de contas, a pessoa se apaixona por um indivíduo completo, e não pelo seu corpo apenas). Isso não significa que vá ou necessite viver essa situação. O psiquismo atende e responde ao impulso do espírito, que é assexuado, mas que cumpre programas específicos em um ou outro sexo, conforme definição anterior e necessidade evolutiva, inserido em um contexto sociocultural que o limita na percepção e expressão do que vai em sua intimidade profunda.
Pergunta - Homem ou mulher que tenham fantasias com pessoas do mesmo sexo podem ser considerados homossexuais?
Andrei Moreira - Na adolescência as experiências homossexuais são naturais, definidas pela psicologia como experiências de experimentação de uma identidade sexual em formação; não atestam, necessariamente, a orientação homossexual. Já no adulto a fantasia é uma das formas de expressão do desejo e da atração homoafetiva e atestam a intimidade da criatura, mesmo que não sejam aceitas pela personalidade consciente.
Pergunta - Qual sua avaliação sobre como a comunidade espírita trata a homossexualidade?
Andrei Moreira - Em geral, observamos uma abordagem superficial e discriminatória por parte da comunidade espírita com os homossexuais e a homossexualidade. É compreensível que seja assim, pois todo meio religioso lida com idealizações e preconceitos seculares. Todavia, tal postura pode ser modificada por meio do que recomenda Allan Kardec: estudo sério e aprofundado de um tema para que se possa opinar sobre ele. É lamentável que nós, adeptos de uma fé raciocinada, nos permitamos o mesmo comportamento dos religiosos fundamentalistas. Observa-se muita opinião pessoal sem fundamento tomada como regra e lei. Tais opiniões costumam ser destituídas de compaixão e amorosidade terminam por isolar o indivíduo homossexual, tachando-o de doente, perturbado, promíscuo e/ou obsediado. Às vezes ele é até mesmo afastado das atividades espíritas habituais, como se fosse portador de grave moléstia que devesse receber reprovação e crítica por parte da parcela heterossexual "normal" da sociedade. Tais posturas são frequentemente embasadas no tradicional preconceito judaico-cristão-ocidental de que a única e exclusiva função da sexualidade é a procriação humana, tomando a parte pelo todo. O Espiritismo é uma doutrina livre e libertária, compromissada com o entendimento da natureza íntima do ser humano e o progresso espiritual. Nos dá bases muito ricas de entendimento do psiquismo e da sexualidade do espírito imortal, como instrumentos divinos dados por Deus ao homem para seu aprimoramento e felicidade. Além disso, nos oferece esclarecimento a respeito das condições e situações determinadas pela liberdade do homem, que desvia esses instrumentos superiores de suas funções sagradas. É imprescindível que se extinga em nosso movimento o preconceito e que os homossexuais tenham campo de trabalho, se dediquem ao estudo e à prática da doutrina espírita, com a mesma naturalidade de heterossexuais. Isso, para que compreendam o papel de sua condição em seu momento evolutivo e a utilizem com respeito e dignidade com vistas ao equacionamento dos dramas internos, ao cumprimento dos planos de trabalho específicos em sua proposta encarnatória e ao seu progresso pessoal, da família e da sociedade da qual faz parte, da mesma maneira como deve fazer o heterossexual.
Pergunta - Como devem se comportar os pais espíritas de um indivíduo que se descubra homossexual?
Andrei Moreira - Aos pais de uma pessoa homossexual cabe o acolhimento integral e amoroso do indivíduo, com aceitação de sua condição, que nada mais é que uma das características da personalidade. Ser homossexual não é sinônimo de ser promíscuo, inferior, afeminado (para homens) ou masculinizado (para mulheres). Simplesmente atesta que o indivíduo se realiza sexual e afetivamente no encontro entre iguais. A pessoa homossexual deve receber a mesma instrução e educação a respeito da sexualidade que os heterossexuais, a fim de bem direcionar as suas energias e esforços no sentido da construção do afeto com quem eleja como parceiro (a). A postura na vivência da sexualidade, para homossexuais, deve ser a mesma aconselhada pelos espíritos a heterossexuais: dignidade, respeito a si mesmo e ao outro, valorização da família, da parceria afetiva profunda no casamento e dedicação da energia sexual criativa em benefício da comunidade em que está inserido. O acolhimento amoroso da família é fundamental para que o indivíduo homossexual possa se aceitar, se compreender, entendendo o papel dessa condição em sua vida atual, e para que se sinta digno e responsável perante suas escolhas. A luta, para aqueles que vivem essa condição, é grande, a fim de afirmar a sua autoestima em uma sociedade que banaliza a condição sexual e vulgariza a diferença. A família é o núcleo onde se encontram corações compromissados em projetos reencarnatórios comuns, com vínculos pessoais de cada um com o passado daqueles que com eles convivem, devendo ser cada membro dessa célula da sociedade, um esteio para que o melhor do outro venha à tona, por meio da experiência amorosa. Os pais de homossexuais poderão ler e compartilhar interessantes experiências de outros pais no site e nos livros de Edith Modesto: http://www.gph.org.br e Livros em: http://www.gph.org.br/publica.asp
Pergunta - Gostaria de acrescentar algo?
Andrei Moreira - Romanos 14:14 "Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo." Todas as experiências evolutivas onde estejam presentes o autorrespeito, a autoconsideração, a autovalorização e o autoamor são experiências evolutivas promotoras de progresso e evolução, pois aquele que se oferece essas condições naturalmente as estende ao outro na vida. A homossexualidade, independentemente da forma como se haja estruturado como condição evolutiva momentânea do indivíduo, pode ser vivenciada com dignidade e ser um rico campo de experimentação do afeto e construção do amor, desde que aqueles que a vivam se lembrem de que são espíritos imortais e de que a vida na matéria é tempo de plantio para a eternidade, no terreno do sentimento e das conquistas evolutivas propiciadas pelo amor, em qualquer de suas infinitas manifestações.
Diz-nos Emmanuel no livro "Vida e Sexo", lição 21 – Homossexualidade, ed. Feb:
"A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como agentes mais elevados de definição da dignidade humana, de vez que a individualidade, em si, exalta a vida comunitária pelo próprio comportamento na sustentação do bem de todos ou a deprime pelo mal que causa com a parte que assume no jogo da delinqüência."
E complementa André Luiz, no livro Sexo e destino – Cap. 5, pág 155 - ed. Feb:
"(...) no mundo porvindouro os irmãos reencarnados, tanto em condições normais quanto em condições julgadas anormais, serão tratados em pé de igualdade, no mesmo nível de dignidade humana, reparando-se as injustiças achacadas, há séculos, contra aqueles que renascem sofrendo particularidades anômalas, porquanto a perseguição e a crueldade com que são batidos pela sociedade humana lhes impedem ou dificultam a execução dos encargos que trazem à existência física, quando não fazem deles criaturas hipócritas, com necessidade de mentir incessantemente para viver, sob o sol que a Bondade Divina acendeu em benefício de todos."
Para saber mais:
Indico, entre outros, os seguintes livros espíritas, com abordagens responsáveis e bem fundamentadas sobre o assunto:
1- Vida e sexo, Emmanuel/Chico Xavier, em especial cap. 21 - ed. Feb
2- Sexo e destino e Ação e reação - ambos de André Luiz/Chico Xavier - ed. feb
3- Além do Rosa e do Azul - Gibson Bastos - Ed. Celd
4- O Preço de ser Diferente (romance) - Ed. Vida e Consciência
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Espiritismo saiu do armário, e a umbanda? Lista traz 100 livros sobre religião afro
da Livraria da Folha
O espiritismo saiu do armário em 2010 com uma série de lançamentos de filmes e livros. No maior país católico do mundo, que testemunhou o avanço evangélico nesta década, já não causa mais tanto escândalo declarar ser seguidor de outras crenças. Mas depois da doutrina do médium Chico Xavier, qual será a próxima religião no Brasil a dar a cara para bater? Nas livrarias, as religiões afro-brasileiras ganham cada vez mais espaço e atenção dos leitores. Mas é evidente que isso não significa uma maior visibilidade na mídia, uma vez que, em geral, são obras colocadas no mercado por editoras menores, que não conseguem divulgação tão expressiva. Além disso, umbanda, candomblé, macumba e outros cultos ainda são retratados com estereótipos principalmente em produções audiovisuais, na TV e no cinema.
No mundo das celebridades, até que já se tornou comum uma personalidade declarar ser seguidor de alguma religião afro, participar de rituais ou simplesmente usar os termos corretos para falar de suas crenças. Pais de santo chegam a frequentar colunas sociais. Neste período de passagem de ano, também são comuns entrevistas com babalorixás sobre previsões. A Livraria da Folha selecionou livros sobre o assunto e indica mais de 100 títulos sobre umbanda, candomblé e macumba.
Um dos principais autores dessa estante é Rubens Saraceni,ao centro na foto abaixo, dirigente espiritual umbandista, professor de teologia da umbanda e autor de mais de 50 livros sobre a religião.
Para quem deseja conhecer a umbanda, o autor indicou dois de seus livros.Psicografado por Saraceni, inspirado pelo pai Benedito de Aruanda, "O Guardião da Meia-Noite" explica algumas características dos conceitos espirituais de luz e sombra.
Já na quinta edição, "Umbanda Sagrada" oferece informações sobre a umbanda e os antigos cultos às forças da natureza, os santuários naturais, os Orixás, a natureza e as sete linhas.
Tudo o que Você Precisa Saber sobre Umbanda (Vol. 2)
1a. edição, 2009
Janaina Azevedo
Universo dos Livros
A umbanda é um conjunto de templos com diferenciadas práticas religiosas e múltiplas ramificações. Este livro é, continuando o trabalho iniciado no primeiro volume, uma explicação detalhada a respeito de toda a formação da umbanda, historicamente, de maneira sucinta e objetiva, descrevendo a estrutura básica de um templo. Questões da doutrina e a prática ritual recebem destaque, são apresentados os caboclos, boiadeiros, marinheiros e baianos, além de outras incorporações da Encantaria Nacional.
Ainda são trazidas em detalhes as casas centradas na mitologia indígena, as fortes ligações de caboclos com as entidades provenientes dessa cosmogonia, nas quais ouvimos falar prioritariamente de tupã, e do panteão indígena.
"Tudo o que você precisa saber sobre a Umbanda" é uma visão geral e essencial dessa religião, constituída da fusão de cultos africanos, católicos, espíritas e indígenas.
O espiritismo saiu do armário em 2010 com uma série de lançamentos de filmes e livros. No maior país católico do mundo, que testemunhou o avanço evangélico nesta década, já não causa mais tanto escândalo declarar ser seguidor de outras crenças. Mas depois da doutrina do médium Chico Xavier, qual será a próxima religião no Brasil a dar a cara para bater? Nas livrarias, as religiões afro-brasileiras ganham cada vez mais espaço e atenção dos leitores. Mas é evidente que isso não significa uma maior visibilidade na mídia, uma vez que, em geral, são obras colocadas no mercado por editoras menores, que não conseguem divulgação tão expressiva. Além disso, umbanda, candomblé, macumba e outros cultos ainda são retratados com estereótipos principalmente em produções audiovisuais, na TV e no cinema.
No mundo das celebridades, até que já se tornou comum uma personalidade declarar ser seguidor de alguma religião afro, participar de rituais ou simplesmente usar os termos corretos para falar de suas crenças. Pais de santo chegam a frequentar colunas sociais. Neste período de passagem de ano, também são comuns entrevistas com babalorixás sobre previsões. A Livraria da Folha selecionou livros sobre o assunto e indica mais de 100 títulos sobre umbanda, candomblé e macumba.
Um dos principais autores dessa estante é Rubens Saraceni,ao centro na foto abaixo, dirigente espiritual umbandista, professor de teologia da umbanda e autor de mais de 50 livros sobre a religião.
Para quem deseja conhecer a umbanda, o autor indicou dois de seus livros.Psicografado por Saraceni, inspirado pelo pai Benedito de Aruanda, "O Guardião da Meia-Noite" explica algumas características dos conceitos espirituais de luz e sombra.
Já na quinta edição, "Umbanda Sagrada" oferece informações sobre a umbanda e os antigos cultos às forças da natureza, os santuários naturais, os Orixás, a natureza e as sete linhas.
Tudo o que Você Precisa Saber sobre Umbanda (Vol. 2)
1a. edição, 2009
Janaina Azevedo
Universo dos Livros
A umbanda é um conjunto de templos com diferenciadas práticas religiosas e múltiplas ramificações. Este livro é, continuando o trabalho iniciado no primeiro volume, uma explicação detalhada a respeito de toda a formação da umbanda, historicamente, de maneira sucinta e objetiva, descrevendo a estrutura básica de um templo. Questões da doutrina e a prática ritual recebem destaque, são apresentados os caboclos, boiadeiros, marinheiros e baianos, além de outras incorporações da Encantaria Nacional.
Ainda são trazidas em detalhes as casas centradas na mitologia indígena, as fortes ligações de caboclos com as entidades provenientes dessa cosmogonia, nas quais ouvimos falar prioritariamente de tupã, e do panteão indígena.
"Tudo o que você precisa saber sobre a Umbanda" é uma visão geral e essencial dessa religião, constituída da fusão de cultos africanos, católicos, espíritas e indígenas.
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