O seccional Roberto Daher, ao lado de Marcos Fuentes, durante coletiva à imprensa em Rio Claro (SP)
Sidney Navas
Um desfecho realmente inacreditável. Geraldo Rodrigues de Oliveira, 28 anos, assassinado a tiros na madrugada do último sábado, em Rio Claro (SP), não foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte).De acordo com o delegado seccional da cidade, Roberto José Daher, o rapaz pediu para ser morto pelo próprio irmão, o tapeceiro R.R.O., de 22 anos.Segundo a Polícia Civil, há cerca de 2 anos a vítima ficou tetraplégica depois de ter sido estimulada pelo próprio irmão a participar de um racha que terminou em fatídico acidente. Desde então, Rodrigues passou a acusar o irmão pelo acidente, segundo a polícia. “Insatisfeito com sua atual condição, ele pressionava o irmão a matá-lo. Primeiro eles pensaram em envenenamento, mas depois decidiram simular o roubo, que na verdade nunca existiu”, completa a autoridade. O fato foi confirmado pelo sobrinho da vítima, que estava na casa no Jardim Novo I, bairro da periferia de Rio Claro, na hora do crime. O tapeceiro está preso temporariamente, mas está em choque e por isso ainda não foi ouvido. “É uma situação delicada e nunca vivenciei nada parecido”, completa Daher. Com isso, sobe para 33 o número de mortes violentas em Rio Claro.
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