Mostrando postagens com marcador anorexia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anorexia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ensaio de Karlie Kloss para Vogue Italia é criticado por promover anorexia

Karlie Kloss para Vogue Itália (Reprodução
Karlie Kloss para Vogue Itália
A top americana Karlie Kloss, que entrou para o time da Victoria’s Secret este ano e tem sido cotada como a nova Gisele Bündchen da moda, posou recentemente para um ensaio da Vogue Italia cujas fotos a mostraram magra demais. Não demorou muito para os sites pró-anorexia começarem a divulgá-las.
Segundo o jornal Daily Mail, vários blogs e sites divulgaram as fotos do ensaio com a mensagem “Thinspiration”, trocadilho com as palavras “magra” e “inspiração” em inglês.O El País criticou a revista por supostamente reavivar a anorexia na moda. Até os leitores da Vogue entraram na onda e alegaram se sentir traídos, já que em outra edição eles haviam levantado uma campanha contra distúrbios alimentares, trazendo mulheres plus sizes na capa.Apesar de ter retirado as fotos do site oficial da revista, a chefona Franca Sozzani, defendeu o ensaio de Steven Meisel. "Consideramos que a modelo Karlie Kloss mostra um corpo musculoso e tonificado que nada tem a ver com a anorexia”.A modelo declarou há pouco tempo que é magra devido aos exercícios que sempre praticou. "Sempre fui adepta das atividades físicas. No colégio, fazia muitos esportes e balé. Hoje, com tantas viagens a trabalho, fica difícil manter uma rotina de esportes. Então tenho um personal trainer".
No entanto, não é de hoje que Karlie está “magra demais”, repare nas fotos do desfile da Victoria’s Secret abaixo:

 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Um reality show sobre anorexia: ajuda para o problema ou sensacionalismo puro?

Quando você acha que já não há mais assunto que possa ser transformado em reality show, a televisão vem e surpreende. O exemplo mais recente dessa onda é o programa “Starving Secrets” (“Segredos da Fome”, em tradução bem livre), que acaba de estrear nos EUA sob muita polêmica. Nele, um grupo de dez mulheres que sofrem de distúrbios alimentares são acompanhadas por câmeras a todos os lugares, de sessões de terapia até o banheiro.
TRACEY (à dir.) CONVERSA COM UMA DAS PARTICIPANTES DO REALITY SHOW
Quem comanda é a atriz Tracey Gold, conhecida pela própria batalha contra a anorexia quando tinha apenas 19 anos e estrelava a série “Growing Pains”, na década de 1980. O estopim de sua doença foram piadas do roteiro sobre o seu peso e, finalmente, a dieta que ela começou a pedido da produção. “Meu regime foi além dos limites. Eu não queria voltar a ser a garota de quem todos riem por ser gordinha”, lembra.Antes de o primeiro episódio ir ao ar, na última sexta-feira (2), Tracey deu entrevista à rede de televisão CNN (veja vídeo abaixo) e explicou a ideia do show: “Falar sobre a minha doença sempre me deu forças. Eu espero que o mesmo aconteça com as meninas do programa. Quero que elas se tornem inspiração para os outros e que isso as faça sentir melhor”.

A declaração de Tracey dá o tom do programa. Não se trata de um show descontraído, mas de um retrato duro de quem tenta quebrar ciclos viciosos e não consegue. “Esta não é uma doença glamourosa, algo restrito ao tapete vermelho e ao mundo das celebridades. São mulheres normais, entre 19 e 43 anos, desesperadas por ajuda”, disse.Apesar das boas intenções, “Starving Secrets” já recebeu críticas de quem mais entende do assunto. “Não apoiamos a exposição de pessoas doentes na televisão”, disse Lynn S. Grefe, presidente da Associação de Distúrbios Alimentares dos EUA, ao site “Huffington Post”. Além de temer pela imagem das pacientes, a médica não acredita que o tratamento pode ser efetivo quando conduzido em rede nacional. “Não é fácil para alguém ser honesto em frente às câmeras. Na minha opinião, esse tratamento é um desperdício”.

Ainda no início, a abordagem de “Starving Secrets” deixa até os médicos que participam do show cautelosos. Já no primeiro programa, Melissa, uma jovem bulímica de 22, aparece vomitando no banheiro. O que o reality parece conseguir, no entanto, é mostrar como raciocinam essas mulheres. Se isso vai ajudar no combate ao problema, essa é outra história.

por Letícia González/MARIE CLAIRE

quinta-feira, 31 de março de 2011

Agora, anorexia atinge mulheres com mais de 40 anos

IARA BIDERMAN/FOLHA
DE SÃO PAULO

A anorexia nervosa, transtorno que faz a pessoa comer cada vez menos e nunca estar satisfeita com seu peso, expande suas fronteiras.
A maioria das pacientes ainda é composta por adolescentes, mas o distúrbio é cada vez mais diagnosticado em mulheres maduras. Em clínicas e ambulatórios como o do Proata (Programa de Orientação e Atenção ao Pacientes com Transtorno Alimentar), da Unifesp, duas em cada dez pacientes têm mais de 40 anos.
"Há alguns anos, os grandes relatos médicos sobre anorexia nem faziam referência às mais velhas", diz o psiquiatra Táki Cordás, coordenador do Ambulim (Ambulatório de Transtornos Alimentares) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Elas já são notadas. "Mesmo quando estão na casa dos 50 ou 60 anos, as mulheres praticam comportamentos extremos para modificar seu peso e seus corpos", afirma Cynthia Bulik, diretora do Programa de Transtornos Alimentares da Universidade da Carolina do Norte (EUA).

Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress

IMAGEM CORPORAL
Segundo Cordás, a mulher mais velha se preocupa mais do que antes com sua imagem corporal. "Entre outras coisas, há o papel da competição, afetiva ou profissional, com as mais jovens."
Essas mulheres maduras que "estão no mercado" se voltam para todos os recursos de embelezamento e rejuvenescimento disponíveis, incluindo dietas agressivas.
"Fazer dieta eleva em 20 vezes o risco de desenvolver anorexia", diz o psiquiatra.
A dermatologista Luciana Conrado, que pesquisa transtornos de imagem, considera o problema uma doença social. "Nossa sociedade valoriza a imagem, e a beleza é a forma jovem e magra." O que complica ainda mais a vida de quem tem 40 ou mais. "Não dá para ela ficar com um corpo de magra de 20 anos, por mais que passe fome e malhe na academia", diz Conrado. A nutricionista Lara Natacci, autora do livro "Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar" (ed. Atheneu), diz que a mulher madura consegue dissimular a doença por mais tempo e demora mais para buscar ajuda. Quanto mais tarde o tratamento, mais difícil é a cura. "Em jovens, o prognóstico é melhor", afirma Cordás.
Alguns efeitos da desnutrição são mais acentuados na mulher mais velha, como o ressecamento da pele. "É provável também ela ter com mais frequências quadros como depressão e abuso de álcool", diz Cordás.

Com o "New York Times"

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...