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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Google lança recurso no Chrome que deve desafiar a segurança do browser

'Native Client' executa programas e até jogos como 'Quake'.
Segurança pode ser decisiva para sucesso do Chrome OS.

Altieres Rohr Especial para o G1*
Header Coluna Altieres - Segurança Digital (novo nome - ATENÇÃO) - VALE ESSE - ULTIMO - FINAL (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Google lançou a versão 14 do navegador Chrome e, com ela, o plugin “Native Client”, que está pela primeira vez ativado por padrão. O plugin tenta realizar uma tarefa corajosa: permitir que aplicativos “normais” de computador sejam executados com alto desempenho, dentro do navegador web, mas sem a capacidade de afetar negativamente o sistema operacional. Porém, o perigo existe, tanto que o Google limitou a execução do plugin aos aplicativos aprovados no "Chrome Web Store".
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
Alone in the Dark, jogo de 1992 rodando em um emulador de MS-DOS dentro do Native Client (Foto: Reprodução)Alone in the Dark, jogo de 1992 rodando em um
emulador de MS-DOS dentro do Native Client (Foto: Reprodução)
O Native Client é abreviado como “NaCl” em referência ao cloreto de sódio (sal de cozinha). Ele está traduzido no Chrome em português para “Cliente Nativo”.
A tecnologia permite que aplicativos “normais” (“nativos”) sejam executados dentro do navegador. Programadores já conseguiram fazer funcionar até o emulador DOSBox, que serve para executar softwares de MS-DOS. Isso permite que jogos clássicos sejam executados dentro do navegador. Porém, o “NaClBox”, como é chamado, não está disponível na loja oficial do Google.O clássico jogo de tiro “Quake” também pode ser executado dentro do Chrome por meio do NaCl. Além de o software ser executado dentro do navegador, ele pode interagir com a página de internet, abrindo novas possibilidades para desenvolvedores de sites. Isso parece, a princípio, um pesadelo para a segurança do navegador.Para conseguir executar esses códigos de forma segura, o Native Client faz uso de tecnologias de isolamento para impedir que softwares acessem certas partes da memória. Esse tipo de função é conhecida como “sandbox”. Caso uma brecha no Native Client permita a um aplicativo “escapar” desse isolamento, ele poderá realizar alterações permanentes no computador do internauta – o que pode significar a instalação de um vírus.Sabendo disso, o Google organizou em 2009 uma competição para que pesquisadores encontrassem falhas no Native Client, já sinalizando a importância do software para a empresa. Várias brechas foram identificadas pelos competidores e corrigidas pelo Google.
Tela do Chrome para ativar o Native Client em todos os sites da internet. “Esses experimentos podem morder” (Foto: Reprodução)Tela do Chrome para ativar o Native Client em
todos os sites da internet. “Esses experimentos podem morder” (Foto: Reprodução)
O desafio do Google é manter o Native Client seguro e a Chrome Web Store livre de aplicativos indesejados – o que não tem acontecido, por exemplo, no Android Market. No entanto, o Native Client tem uma proteção a mais que o Android, visto que os programas no Native Client não são executados diretamente no sistema, e sim no ambiente isolado do navegador.O sucesso do Native Client será ainda mais importante para o Chrome OS – sistema operacional do Google usado nos Chromebooks. O Chrome OS funciona inteiramente na web: seu sistema de segurança é baseado na ideia de que o usuário não poderá rodar aplicativos no sistema. Um problema no Native Client, porém, poderia comprometer essa segurança.
O que o Google tem feito corretamenteO isolamento fornecido pelo Chrome e pelo Native Client tem até o momento se mostrado de alta qualidade. O código fonte do Native Client está disponível, permitindo que muitas pessoas o estudem e forneçam informações sobre falhas ao Google. Colocar o Native Client à disposição de especialistas para pesquisa de falhas também foi uma decisão acertada.Finalmente, restringir os aplicativos de Native Client para aqueles autorizados na Chrome Web Store reduz muito as possibilidades de ataque.
Cuidados
O Native Client pode ser habilitado para ser executado em qualquer site de internet. Páginas maliciosas poderiam tirar proveito disso para tentar convencer o usuário a habilitar o plugin, oferecendo um jogo, vídeo ou outro recurso como isca. Usuários devem evitar habilitar o Native Client e também devem lembrar de desativá-lo caso o utilizem em um site seguro e que não foi autorizado no Chrome Web Store.
Não fazer isso poderá deixar o navegador aberto para ataques. Mas isso só será uma preocupação caso muitos sites fora da Chrome Web Store venham a utilizar o Native Client, forçando internautas a ativarem o recurso.

*Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Nova versão do Chrome permite apagar cookies do Flash

Com função autopreenchimento, navegador está 15% mais rápido. Foto: Reprodução Empresa facilita a vida dos usuários permitindo novas configurações para remoção de cookies
Foto: Reprodução



Há cerca de um ano, o Google firmou parceria com a Adobe informando a comunidade que as novas versões do navegador Chrome viriam com o Flash player pré-instalado, atitude que gerou grande polêmica na rede, por deixar o suporte ao HTML5 em segundo plano.
Mais recentemente, a empresa criou nova controvérsia, ao abandonar declaradamente a compressão padrão de vídeo H.264 em favor do formato WebM. Em resposta às críticas dos usuários hardcore, a empresa divulgou nesta quarta-feira que as novas versões do Chrome permitirão ao usuário apagar os cookies deixados pelo Flash no computador."Normalmente, quando o Flash roda como um programa isolado (como acontece com todos os navegadores), os usuários precisam visitar o site da Adobe para limpar os Flash Local Shared Objects (LSOs). Em outras palavras, quase ninguém faz isso. Pior, a grande maioria dos usuários provavelmente nunca imaginou que podia fazer - ou que deveria", afirmou MG Siegler, no site TechCrunch."Para tornar mais fácil a exclusão de informação armazenada localmente, trabalhamos com a Adobe e outros da comunidade web para projetar o NPAPI ClearSiteData API.", informou o blog Chromium. É possível ainda configurar o Chrome para que todos os cookies sejam removidos, sempre que o programa for encerrado.O download da nova versão do Chrome pode ser feito direto no site da empresa: www.google.com/chrome.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Google muda logotipo do navegador Chrome

O navegador de internet Chrome, do Google, está com um novo logotipo.
Muito mais singelo, o ícone por enquanto só está disponível na versão experimental do browser, para desenvolvedores. A empresa não divulgou quando a versão estável ganhará o novo logotipo.
Veja, abaixo, o ícone atual e o novo:

Reprodução
O logotipo antigo (à esquerda) e o novo (à direita) do navegador Google Chrome
O logotipo antigo (à esquerda) e o novo (à direita) do navegador Google Chrome

 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Versão final do Chrome 10 está disponível para download

Browser da Google promete ser até 66% mais rápido que seu predecessor. Oferece aceleração por hardware e sincronização de senhas.
A Google anunciou na última terça-feira (9/03) o lançamento da versão final do Chrome 10. O navegador chega apenas um mês depois de seu predecessor, o Chrome 9, liberado no começo de fevereiro, e segundo a gigante, é até 66% mais rápido.
Segundo o blog oficial do programa, o melhor desempenho foi possível graças ao novo motor do browser, chamado de Crankshaft (Cambota). Quando apresentado em dezembro do ano passado, executivos da empresa afirmaram que, com ele, a velocidade do Chrome ficaria cem vezes maior em relação ao Internet Explorer de dois anos atrás – não foi especificado qual versão do IE foi usada como referência, se a 7 ou a 8 beta.Outra novidade é a aceleração por hardware, que já vinha sido prometida pela equipe de desenvolvimento do software. Sites pesados, em vez de sobrecarregarem o processador para serem abertos, aproveitarão a placa de vídeo – caso o usuário possua uma compatível. “Em tela cheia, o uso do CPU será até 80% menor”, diz o informe. Dessa forma, o consumo da bateria de netbooks e notebooks será menor e sua autonomia, maior.O recurso de sincronização também foi aprimorado. Ele já permitia ao usuário manter as mesmas preferências de navegação, favoritos, formulários e até mesmo extensões em seus computadores. Agora, no Chrome 10, isso também vale para as senhas, com o detalhe de que, por segurança, elas podem ser criptografadas.Menos importante, mas, ainda assim, destacada pela Google, é a alteração de interface das “Opções”. Em vez de abrir em uma janela separada, ela aparece em uma aba – o que permite continuar navegando. Também passa a contar com uma busca, o que facilita na hora de encontrar a configuração que se deseja alterar.Por último, o recurso de caixa de areia foi expandido para o conteúdo exibido em Flash Player – programa já incorporado ao browser – mas só funciona em Windows Vista e 7. De acordo com o comunicado, trata-se de uma camada a mais de proteção, que torna mais difícil a contaminação do computador a partir do browser.
Para baixar o Chrome 10, clique neste link : http://www.google.com.br/chrome
Lembrando que, quem possuir o Chrome 9 instalado na máquina, receberá a atualização automaticamente.O programa da Google tem 10,9% do mercado de navegadores – segundo o Net Applications – atrás de Internet Explorer (56,7%) e Firefox (21,7%).

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