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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Site permite verificar se sua conta foi roubada

Por PC World (US)

O serviço gratuito compara seu nome de usuário com um banco de dados de mais de 5 milhões de nomes, criado por especialistas em segurança da DVLabs.

Seu nome de usuário e senha foram roubados? Você pode checar isso no site Pwnedlist(https://www.pwnedlist.com/).Para descobrir se sua conta foi roubada, digite o seu endereço de e-mail na barra de pesquisas do site e o Pwnedlist vai verificar em seu banco de dados de 5 milhões de nomes.Se você não encontrar seu nome de usuário no site, isso é uma boa notícia. Mas se as notícias não forem as melhores, o Pwnedlist aconselha que você não entre em pânico. Aparecer nesse banco de dados não significa exatamente que alguém tenha tentado entrar na sua conta. De qualquer forma, é uma boa ideia mudar as senhas das suas contas o quanto antes, apenas por segurança.O serviço foi criado por dois especialistas em segurança, Alen Puzic e Jasiel Spelman, que trabalham na DVLabs, parte da HP/TippingPoint. A ideia surgiu durante uma experiência da automação da colheita de informações comprometidas de um ciberataque. Em apenas duas horas, a ferramenta reuniu mais de 30 mil logins.“A parte realmente assustadora foi a qualidade dos dados que conseguimos reunir em pouco tempo”, escreveram os especialistas no site da Pwnedlist. “As contas que pudemos encontrar consistiam em serviços de e-mail, mídias sociais, lojas online e até mesmo de instituições financeiras”.Essas descobertas levaram a dupla a criar o Pwnedlist, que foi concebido para ser um portal seguro. Apenas endereços de e-mail e nomes de usuário são colhidos pelo Pwnedlist. As outras informações são descartadas.Antes de ser colocada na base de dados, as informações passam por um processo de criptografia chamado de "hashone-way" e o texto original é destruído. Além disso, não há armazenamento de quaisquer informações que você tenha digitado no site.O site também não armazena os endereços IP dos visitantes como forma de precaução. Em uma entrevista com o escritor de segurança Brian Krebs, Puzic explicou que a cada uma ou duas semanas alguém tenta invadir ou plantar o malware no site.
Além do site Pwnedlist, a dupla de segurança tem uma conta no Twitter, onde postam fontes das informações mais recentes adicionadas ao banco de dados do serviço.Entre os especialistas em segurança de 2011 já foi declarado o "Ano da Violação de Dados". Milhões de pessoas tiveram seus endereços de e-mail, nomes de usuário e senhas roubados pelos crackers que invadiram o banco de dados de empresas como a Sony, Epsilon, Google,Citigroup e Sega. E muitas violações menos divulgadas ocorrem diariamente. Então o Pwnedlist não poderia chegar em um momento melhor.

(John P. Mello Jr.)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Computador de R$ 50 usará Linux e exibirá filmes em alta definição

'Raspberry Pi' é uma placa do tamanho de um cartão de crédito.
Sistema usa processador ARM e poderá ser ligado a uma TV.

Altieres Rohr Especial para o G1
 
Pesquisadores britânicos ligados à Universidade de Cambridge acreditam que irão comercializar até o fim de 2011 um computador batizado de “Raspberry Pi”. O sistema é na verdade uma placa do tamanho de um cartão de crédito com saídas USB e HDMI para que possa ser conectado à TV, teclado e mouse.
O computador terá dois modelos. O mais simples, modelo A, custará US$ 25 (cerca de R$ 50) e terá 128 MB de memória. O mais caro, modelo B, custará US$ 35 (R$ 70), mas terá o dobro de memória (256 MB) e também conexão à rede cabeada. No modelo mais simples, a única forma de conexão com a internet é usando um adaptador USB.O Raspberry Pi também tem saída de áudio e saída de vídeo composto, frequentemente encontrada até em aparelhos de TV mais simples. Ele é capaz de reproduzir vídeo 1080p a 30 quadros por segundo – a qualidade de alta definição usada por vídeos em Blu-Ray.
Computador Raspberry Pi – “system on a chip” de R$ 50 reproduz vídeo em alta definição poderá ser alimentado por um carregador de celular (Foto: Divulgação)
Computador Raspberry Pi – 'system on a chip', de R$ 50, reproduz vídeo em alta definição poderá ser alimentado por um carregador de celular (Foto: Divulgação)O computador usará um processador ARM de 700 Mhz. O processador ARM é comum em celulares, mas é diferente do que se encontra na maioria dos computadores e notebooks. Ele não poderá executar aplicativos comuns em PCs, mas os desenvolvedores dizem ter o suporte de algumas distribuições Linux para serem usadas no aparelho.O armazenamento de dados será feito em um cartão de memória SD, idêntico ao usado em muitas câmeras fotográficas e filmadoras digitais. A fonte de alimentação pode ser feita por um microUSB de cinco volts e até mesmo o modelo B, que usará mais energia, e poderá ser alimentado por um carregador de celular. Ele também poderá usar um conjunto de quatro pilhas AA.
O principal objetivo do projeto é criar um computador barato para ser usado como “brinquedo” por crianças e incentivar o estudo da informática em pessoas mais jovens para que cheguem à universidade mais interessadas e com mais conhecimento sobre computadores.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Vírus fica 'mais esperto' e rouba dados bancários mesmo com segurança reforçada

Por PC World/US

A já disseminada praga SpyEye foi atualizada e está mais perigosa. Mesmo sistemas que enviam SMS ao usuário após cada transação foram superados.

Pesquisadores descobriram um novo ataque, promovido por um malware já bastante disseminado: o SpyEye. Ele destrói sistemas de proteção que enviam mensagens de texto para que os usuários confirmem transações financeiras.
Segundo a companhia de segurança Trusteer, a praga permite a criminosos alterar o número de telefone inscrito em uma conta bancária, de modo que o alerta seja encaminhado a eles em vez de chegar ao cliente legítimo. Assim, é possível realizar compras sem que o internauta descubra que algo está errado.
De acordo com os especialistas, a ofensiva funciona da seguinte maneira: primeiro, o malware compromete as informações de login da conta, a fim de que o cracker consiga acessá-la sem ser identificado pelo usuário ou pelo banco. Em seguida, ele envia um e-mail para que o dono do celular abra uma página corrompida no aparelho. Essa página finge ser um alerta do banco, pedindo ao internauta que digite sua senha, necessária para "implantar o novo método de segurança".Assim, o código é capturado e, com ele em mãos, o criminoso entra na conta e altera o número de telefone vinculado a ela. Enquanto o usuário não perceber a movimentação, transações ilegais poderão ser feitas, causando enorme prejuízo.“Essa estratégia do SpyEye prova que mesmo formas alternativas de autenticação, inclusive aquelas que usam mensagens de texto, não estão livre de falhas”, afirmaram os pesquisadores. “Sem uma segurança baseada em camadas, mesmo o método mais alternativo torna-se irrelevante frente a um golpe bem formulado”.
(John P. Mello Jr.)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Crimes cibernéticos atingem diariamente 77 mil brasileiros; prejuízo anual é de R$ 104 bi

ANA IKEDA||Do UOL Tecnologia
 
No último ano, mais de 80% dos usuários adultos de internet no Brasil foram vítimas de crimes cibernéticos, como invasão de perfis em redes sociais, phishing, vírus e outros malwares. No total, cerca de 77 mil brasileiros sofrem golpes online por dia. Os dados fazem parte de um levantamento mundial divulgado pela Norton nesta terça-feira (20) em São Paulo.
No mundo, o número de vítimas diárias é de 1 milhão. O prejuízo anual, em dólares, é de US$ 388 bilhões. Só no Brasil, isso chega a US$ 60 bilhões (o equivalente a R$ 104 bilhões). Quando comparado ao prejuízo causado, por exemplo, pelo tráfico de drogas como maconha, cocaína e heroína combinados -- que alcançam US$ 288 bilhões anualmente, segundo o estudo -- os crimes cibernéticos pesam mais.
"Quando vemos esses números temos ideia de como os crimes cibernéticos são um perigo sério. É um crime organizado, que lucra muito com os golpes, e que deve receber toda atenção das autoridades para que seja combatido", alertou Adam Palmer, consultor líder em ciberseguranca da Norton.
No Brasil, outro dado mostra como os crimes na internet são comuns: cerca de 8 em cada 10 internautas do país disseram já terem sofrido golpes online. Esse tipo de crime é, inclusive, mais comum que os da "vida real": cerca de 19% dos entrevistados brasileiros disseram ter sido vítimas de crimes no mundo físico, ante a 59% no mundo virtual.Além do prejuízo financeiro, há também a perda de tempo para resolver problemas relacionados a esses golpes. Brasileiros vítimas de crimes cibernéticos passaram 11 dias tentando resolver problemas relacionados a eles nos últimos 12 meses. A maioria deles (69%) revelou que não possuía uma solução de segurança atualizada.Para o estudo sobre crimes cibernéticos, a Norton entrevistou 19 mil pessoas em 24 países. A definição do que é um crime na internet não leva em consideração a legislação dos países estudados, mas o testemunho dos entrevistados que disseram ter sofrido os golpes.
Golpes comuns
Segundo a Norton, vírus que contaminam computadores e malwares são o problema mais comum no Brasil, com 68%. Invasão a perfis em redes sociais ficaram com 19% e mensagens de phishing com 11%.
 
Está pensando em medidas drásticas para garantir a segurança do seu computador? Antes de tudo, é importante conhecer os riscos que existem na internet. São tantos termos (e em sua maioria, em inglês) que para alguns usuários fica difícil entender o perigo que representam. *Fontes consultadas: cartilhas de segurança da Cert.br, Norton e Microsoft Getty Images

terça-feira, 5 de julho de 2011

Descubra como o frio afeta os computadores domésticos

Frio excessivo também pode causar danos a alguns componentes dos PCs. Foto: Wikimedia Commons/Divulgação Frio excessivo também pode causar danos a alguns componentes dos PCs
Foto: Wikimedia Commons/Divulgação

Fabio Jordão /TERRA
Usuários que moram em lugares onde o clima é muito quente sempre se preocupam com o superaquecimento do computador. E não é para menos, com CPUs cada vez mais potentes e sistemas de refrigeração que trabalham com folga mínima, fica muito difícil manter a máquina funcionando no verão.
As altas temperaturas também estragam a brincadeira dos usuários que fazem overclock no processador. E mais: muitas vezes, o calor excessivo não apenas desliga o computador, como também causa danos aos componentes de hardware. Os problemas com o calor excessivo estão diretamente ligados às limitações dos componentes eletrônicos, os quais possuem valores máximos de temperatura.Pensando em todos esses problemas de alta temperatura, surgiu uma nova dúvida. Será que o frio demasiado pode danificar ou diminuir o desempenho do computador? Essa é uma dúvida não muito comum, mas que pode fazer certo sentido.
Seu processador agradece

Para obter respostas plausíveis para nossa pergunta, é preciso analisar os principais componentes do computador separadamente. O item mais importante, claro, é o processador. As CPUs, em geral, são programadas para trabalhar com temperaturas próximas a 30ºC ou 40ºC.Todavia, a regra geral é bem conhecida: em um processador, quanto menor a temperatura, melhor o desempenho. As diversas experiências que os entusiastas fazem ao brincar com nitrogênio líquido comprovam claramente isso. É possível manter uma CPU funcionando a mais de 6 GHz com uma temperatura de -100ºC.Em situações comuns, seria impossível atingir tal temperatura, porém, o inverno de alguns países obriga os processadores a trabalharem próximo de 0ºC ou abaixo disso. Para nós, brasileiros, é bem difícil conseguir atingir temperaturas tão baixas, pois as temperaturas mais baixas do Brasil alcançam apenas -10ºC (o que não é suficiente para esfriar tanto uma CPU).E mesmo que houvesse muitos locais no país com temperaturas tão baixas, isso não seria um problema, porque ainda há a troca de calor entre o ambiente e os componentes do computador. Com isso, as temperaturas negativas não conseguiriam fazer os 30ºC ou 40ºC do processador chegarem a valores tão baixos.
Placa-mãe sem medo de frio

Enquanto o processador tende a funcionar tranquilamente com temperaturas bem inferiores a 0ºC, a placa-mãe pode não ter a mesma felicidade. Em teoria, é interessante que o chipset e demais circuitos integrados estejam devidamente refrigerados, entretanto, alguns componentes eletrônicos podem não atuar como o esperado no frio.As placas-mães mais modernas tendem a não apresentar problemas do gênero - o que é uma notícia excelente para quem mora em regiões muito frias. Apesar disso, não é recomendado que seja instalada uma solução de refrigeração à base de nitrogênio líquido. Afinal, nem é preciso exagerar tanto no resfriamento da placa-mãe, porque ela não superaquece como outros componentes.
Uma memória RAM bem gelada, por favor!

Assim como o processador, a memória RAM pode ter sua frequência aumentada. Para esses casos, entusiastas apelam para refrigerações especiais, conseguindo deixar a temperatura dos módulos bem abaixo de 0ºC.Caso você não se encaixe nesse quadro, mas more em uma cidade em que o frio impere, não precisa se preocupar quanto a possíveis danos à memória RAM. Esses dispositivos suportam temperaturas bem baixas e funcionam com grande velocidade (apresentando desempenho excelente) quando trabalham em condições "frias".
O disco rígido corre perigo

Entre tantos componentes, o que mais apresenta problemas é o HD. Os discos rígidos já possuem limitações por utilizarem partes mecânicas. E quando adicionamos a problemática das baixas temperaturas, as chances de falha dos discos aumentam significativamente.O desempenho de um disco rígido já cai consideravelmente quando a temperatura dele está próxima de 10ºC. Algumas falhas de leitura e escrita podem acontecer, mas até esse ponto o HD não deve falhar ao executar o sistema operacional.Entretanto, caso a temperatura caia abaixo de 0ºC, aí sim podemos esperar dados corrompidos, problemas nos setores e muitos outros defeitos. Apesar disso já ser fato comprovado, as fabricantes não revelam quais componentes internos dos HDs limitam o trabalho com baixas temperaturas.A maioria dos discos rígidos é programada para trabalhar com temperaturas entre 0ºC e 60ºC. Portanto, se você deseja manter a saúde do HD em ordem, recomendamos a utilização de um programa de diagnóstico para verificar se o dispositivo não está próximo de uma das temperaturas limites.
Outros eletrônicos entrando numa fria

Se você pensa que somente computadores estão sujeitos aos problemas das baixas temperaturas, está muito enganado. Muitos smartphones, tablets, câmeras digitais e até iPods não devem ser operados em ambientes com temperatura abaixo de 0ºC.No começo do ano, alguns clientes finlandeses enfrentaram problemas com iPhones, justamente por utilizarem os smartphones em locais em que a temperatura chega abaixo do indicado pela Apple. O iPhone 4 (assim como o iPad 2) deve ser utilizado em ambientes com temperaturas que variem entre 0ºC e 35ºC.Nesse caso, especificamente, os consumidores recorreram à Agência dos Consumidores da Finlândia, que entrou em contato com a Apple para resolver o problema. Os clientes que tiveram prejuízos e não foram alertados sobre as condições de temperatura puderam obter o dinheiro de volta.Acontece que nem sempre é assim. Há diversos relatos espalhados pela web sobre pessoas que tiveram seus iPods danificados com as baixas temperaturas. Vale lembrar ainda que o iPod Classic é o que mais corre perigo, justamente por contar com um disco rígido interno.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Programas ajudam a recuperar PC ou celular roubado; veja vídeo

ALEXANDRE ORRICO/DE SÃO PAULO
FILIPA SOUSA/COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Se você tem o computador roubado ou perde um celular, que atitude pode tomar para recuperar seu equipamento além de registrar uma ocorrência na polícia? Existem opções gratuitas e pagas de programas de rastreamento que podem ajudar. Parece coisa de filme de espionagem: eles tiram fotos com a câmera do dispositivo, capturam imagens da tela, geram relatórios de programas abertos e localizam os dispositivos no Google Maps, se eles estiverem conectados à internet.
Joshua Kaufman, designer de programas morador de Oakland, Califórnia, só recuperou seu MacBook roubado de sua casa por causa de um programa do tipo, o Hidden.
Depois de não obter retorno da polícia local sobre o furto, Kaufman criou o Tumblr This Guy Has My MacBook, em que postava fotos do suposto ladrão assistindo a vídeos do YouTube e dormindo em frente ao Mac. Deu certo: o designer conseguiu chamar a atenção da internet e de programas de televisão. No primeiro dia deste mês, a polícia usou o e-mail do taxista Muthanna Aldebashi (obtido em uma das capturas de tela) para agendar uma corrida falsa e efetuar a prisão. O estudante americano Mark Bao, de 18 anos, recuperou um MacBook Air de maneira parecida. Com um programa chamado BackBlaze, ele conseguiu descobrir a identidade do ladrão ­--era um colega de sua faculdade. Bao descobriu no disco rígido um vídeo do bandido dançando de forma desengonçada a música "Make It Rain", do rapper Tyga. Antes de entregar todo o material para a polícia, Bao subiu a coreografia do meliante para o site de compartilhamento de vídeos Vimeo. Outro rapper e fanático por tecnologia, Will.I.Am, vocalista da banda Black Eyed Peas, recuperou mais de US$ 10 mil em joias, itens pessoais e um iPad com auxílio do aplicativo Find My iPhone, da Apple, instalado no tablet. A Folha testou o Prey, programa para laptops e desktops com Windows, OS X e Linux.
Veja, abaixo, a experiência dos repórteres Alexandre Orrico e Filipa Sousa com o software.
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Alexandre - De posse de um notebook com o Prey instalado, procurei um ponto com Wi-Fi gratuito. Depois de passar por um restaurante num shopping, me estabeleci num café na região central de São Paulo e comecei a usar o computador normalmente.
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Filipa - Saí da redação com o painel de controle do Prey ativo num iPad, pronta para iniciar uma caça ao Alexandre (eu não sabia da sua localização). O itinerário foi traçado pelo Google Maps.
Com a ajuda dos relatórios do aplicativo, que eram enviados de dois em dois minutos, eu conseguia ver na tela quando o "suspeito" se movimentava e quando estava parado.
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Alexandre - O único indício de que havia um monitoramento em curso era a luz da webcam, que acendia de dois em dois minutos para capturar a minha imagem.
Mas não dava para perceber o programa no gerenciador de tarefas, na barra inferior do Windows ou mesmo na lista de processos abertos.
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Filipa - Ao mesmo tempo em que recebia a indicação da localização do laptop, obtinha a indicação do melhor trajeto a ser feito até ele.
Quando finalmente cheguei ao local onde o nosso "suspeito" estava, atestei que o programa funcionou corretamente.
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Editoria de Arte/Folhapress

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ANTIVÍRUS E FIREWALL PODEM ATRAPALHAR
Os programas de rastreamento têm tantas funções de monitoramento que acabam por levantar preocupações sobre privacidade. Alguns podem até despertar a atenção de programas antivírus do computador, o que pode ser uma dor de cabeça para quem pretende instalar as aplicações de segurança. Se isso acontecer, você precisa adicionar uma exceção ao seu programa de antivírus (em alguns casos, é necessário reinstalar o software). Se você estiver usando o Prey no Mac ou no Linux, deve abrir o terminal e executar o comando "sudo /etc/init.d/cron start".
Outros programas de segurança, como o firewall, podem atrapalhar o funcionamento das ferramentas de monitoramento. O próprio firewall nativo do Windows 7, se ativado no nível máximo de proteção, pode impedir programas como o Hidden e o Prey de se conectarem à internet, inviabilizando as outras ferramentas, como o acesso à webcam. Para os programas funcionarem, o computador não pode ser formatado. Para tentar evitar que o ladrão faça isso, uma boa tática é deixar configurada uma conta de convidado sem senha. Apesar de todas as vantagens, é claro que essas ferramentas de rastreamento podem ser usadas para fins não tão nobres, como vigiar companheiros ou obter fotografias sem o conhecimento do usuário do computador em questão.
Para evitar isso, mantenha sempre um programa antivírus instalado e desconfie de sinais como a luz da webcam acendendo de tempos em tempos.
Márcio Neves/Folhapress
Simone Mozilli, que encontrou seu iPad perdido por meio do serviço Find my iPhone
Simone Mozilli, que encontrou seu iPad perdido por meio do serviço Find my iPhone

AVENTURA
Simone Mozilli, publicitária, recuperou seu iPad com a ajuda do aplicativo Find My iPhone. A aventura começou quando, em sua casa, deu falta do tablet, depois de ter ido a uma agência bancária.
Embora tivesse tido ajuda da polícia, a publicitária recuperou o aparelho sozinha.
Durante a procura por seu iPad, Simone Mozilli foi atualizando o Twitter com as novidades da busca. Em coisasdasimone.com.br/iPad ela conta sua história.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Cientistas alemães transmitem dados de 700 DVDs em um segundo

Eles bateram recorde mundial de velocidade de transmissão.
Pesquisadores transferiram dados a 26 terabits por segundo.


Do G1, em São Paulo, com informações da AFP e EFE
 

O professor Leuthold observa o controle dos níveis do sinal (Foto: Gabi Zachmann/Divulgação)O professor Leuthold observa o controle dos níveis
do sinal (Foto: Gabi Zachmann/Divulgação)
Cientistas alemães anunciaram nesta segunda-feira (23) ter quebrado o recorde mundial de velocidade ao enviar 26 terabits de dados – o equivalente a 700 DVDs – em um segundo.
Segundo o Instituto Tecnológico de Karlsruhe (sudoeste da Alemanha), os dados foram transmitidos em um único raio laser a uma velocidade de 26 terabits por segundo.O centro de pesquisa assegurou que alcançou essa velocidade mediante um inovador sistema de gravação de dados desenvolvido pelo físico alemão Jürg Leuthold. A equipe de cientistas conseguiu superar seu próprio recorde, estabelecido em 2010, ao transmitir dados a 10 terabits por segundo.
“Com 26 terabits por segundo, você pode transmitir simultaneamente até 400 milhões de chamadas telefônicas por segundo”, disse o professor Leuthold. "Construímos um processador óptico que lê os dados e os transforma em um sinal luminoso", explicou.Os pesquisadores argumentaram que o desenvolvimento tecnológico requer cada vez maior velocidade de transmissão de dados, com o crescimento das retransmissões audiovisuais ao vivo e a construção de redes de comunicações.Segundo os cientistas alemães, este é mais um passo no caminho para a denominada internet-terabit, uma rede de redes na qual é possível a transmissão de uma enorme quantidade de dados a uma grande velocidade.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Supercomputador pessoal é lançado no Brasil

A máquina, chamada HPC Box, é 100 vezes mais potente que um PC comum e pouco maior


por Redação Galileu

   Reprodução
A empresa SMB-Sunset lançou no Brasil o primeiro supercomputador para uso pessoal. O HPC Box possui em média 100 vezes mais poder de processamento do que um computador convencional em sua configuração máxima, segundo a fabricante. O supercomputador vem equipado com processadores Tesla C2050 e C2070, da companhia NVIDIA. Esta tecnologia era até então limitada aos computadores de grande porte, mas a nova máquina possui um tamanho não muito maior que o computador que temos em casa: 70 centímetros de altura, 30 cm de largura e 70 cm de profundidade.

   Reprodução
Cada unidade de processamento (GPU) tem capacidade de gerar 1 teraflop, o equivalente a 1 trilhão de cálculos por segundo. Podendo conter até quatro GPU’s, o HPC Box processa até quatro trilhões de cálculos por segundo. Algumas áreas de pesquisa necessitam desses computadores de alto desempenho para gerarem seus milhões de dados, como a de meteorologia, geologia – para perfil de uso do solo –, genética, entre outras. A máquina é feita sob encomenda e tem preço estimado entre R$ 35 mil e 65 mil, dependendo da configuração desejada. O preço é alto comparado a um PC comum, mas o diretor de tecnologia da SMB-Sunset, Edouard Kutchukian afirma que, “por contribuir com o desenvolvimento de projetos científicos, o pesquisador pode adquirir o equipamento utilizando recursos de sua bolsa de pesquisa.”.
A meta da SMB-Sunset é negociar pelo menos 50 deles ainda neste ano e outras 100 máquinas em 2012.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Alerta!Vírus Zeus realiza fraude bancária no Brasil com técnica avançada

Praga atua antes que alguns programas de segurança.
Kit traz 'assistente de criação de praga virtual'.

Altieres Rohr Especial para o G1*
O Zeus é um “kit” de desenvolvimento de vírus. Após adquiri-lo, um criminoso consegue gerar um vírus novo, com fins específicos, e às vezes sem precisar de conhecimento de programação. Segundo as fabricantes de antivírus Trend Micro a praga está chegando ao Brasil com uma técnica avançada de roubo de informações bancárias. Mas a atuação do vírus ainda é limitado justamente porque o “kit” custa US$ 500 – o que é caro para os padrões do crime virtual brasileiro.
Praga traz avançadas técnicas de monitoramento de acesso para golpes bancários (Foto: Divulgação)Praga traz avançadas técnicas de monitoramento de
acesso para golpes bancários (Foto: Divulgação)
A Trend Micro alerta para o uso de uma técnica chamada “man in the browser”, mais avançada que o boy in the browser em uso disseminado no Brasil.“No momento que você entra na página do banco, ele vai capturar toda a informação transferida entre o banco e o usuário. Ele captura a informação antes do componente de segurança agir”, explica o diretor de Suporte e Serviços da Trend Micro, Leonardo Bonomi. Segundo ele, a Trend Micro precisou alterar seu componente de detecção de rootkit – usado para as pragas mais persistentes – para conseguir “enxergar” a presença dele no sistema.
O Zeus monitora a comunicação interna do próprio navegador. Nos casos mais avançados, ainda não observados no Brasil, o vírus altera as páginas do banco para forçar o usuário a trabalhar para o criminoso. Por exemplo, uma transferência pode ser realizada diretamente ao golpista, enquanto o nome verdadeiro da pessoa que deveria receber a transferência aparece na tela.
Versões complementares do Zeus atuam em celulares para possibilitar o roubo de contas bancárias (Foto: Divulgação)Versões complementares do Zeus atuam em
celulares para possibilitar o roubo de contas
bancárias (Foto: Divulgação)
Em outros casos, o vírus foi usado para quebrar os recursos de “registro de computador”, fazendo o usuário pensar que seu computador não havia sido registrado para uso da conta on-line. Com isso, a vítima faz uma solicitação de novo registro ao banco - registro esse que na verdade é da máquina do criminoso, pois as informações na tela haviam sido trocadas.Ataques combinados em celulares também já foram vistos para burlar esse tipo de proteção.Mas esses ataques ainda estão um pouco longe da realidade brasileira. Aqui, o Zeus opera com o simples monitoramento do acesso. Mas, segundo a fabricante russa de antivírus Kaspersky, ele teve uma distribuição limitada e pouco sucesso. Vírus brasileiros – que usam técnicas mais rudimentares – são mais comuns, porque são mais baratos e funcionam.
Enquanto brasileiros usam telas do Java para disseminar vírus, o kit do Zeus explora brechas no navegador para dispensar confirmação de download em PCs vulneráveis (Foto: Reprodução)Enquanto brasileiros usam telas do Java para
disseminar vírus, o kit do Zeus explora brechas no navegador para dispensar confirmação de download em PCs vulneráveis (Foto: Reprodução)
“Cibercriminosos brasileiros produzem código nacional eficiente no roubo de informações bancárias com um valor bem menor do que o Zeus”, explica Fabio Assolini, analista de vírus da Kaspersky no Brasil. Assolini diz que, apesar de o Zeus não ser utilizado diretamente, alguns criadores de vírus brasileiros copiam códigos e técnicas dele, mesmo sem usar o kit de desenvolvimento da praga.
Man in The Browser
O Zeus é conhecido por sua sofisticação e flexibilidade. Quem comprar o kit de desenvolvimento de vírus pode criar novas pragas seguindo “assistentes de criação de praga virtual”. O criminoso pode escolher sua “configuração” entre as opções disponíveis e no fim terá um vírus funcionando para a atividade desejada.
No caso da sofisticação, Bonomi, da Trend Micro, acredita que a tendência é que o Zeus passa a ser mais usado ou que suas técnicas sejam incorporadas quando as técnicas hoje em uso, como o Boy in The Browser, já não forem eficazes. O conjunto de técnicas usada pelo Zeus (e algumas outras pragas) é conhecida como “Man in The Browser”. Outro detalhe é que kit do Zeus permite a criação de páginas web que infectam o internauta imediatamente após a visita, sem a necessidade da confirmação de download.
O Boy in The Browser é a alteração da configuração do navegador de internet para redirecionar sites de bancos a páginas falsas. A técnica é muito mais simples do que modificar a página dentro do próprio navegador ou monitorar os dados trocados do navegador com o banco, como no caso do Man in The Browser do Zeus.“O Boy in the Browser usa técnicas mais simples para redirecionar a informação. O Man in the Browser é mais sofisticado. Então, eu acredito que o Man in the Browser vai ser muito mais utilizado no futuro”, acredita Bonomi.
* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Supercomputador da IBM derrota humanos na TV

Máquina da IBM levou prêmio de US$ 1 milhão. Foto: AP Máquina da IBM levou prêmio de US$ 1 milhão
Foto: AP
 
O supercomputador da IBM Watson derrotou definitivamente os dois competidores humanos no programa de perguntas e respostas da TV norte-americana, Jeopardy. Watson recebeu prêmio de US$ 1 milhão e a IBM deve doar todo o valor para iniciativas de caridade.

A edição do programa, chamado de IBM Challenge, durou dois rounds, com início na terça-feira, em que o Watson também ganhou. Os outros dois competidores, Jennings e Brad Rutter ganharam US$ 300 e US$ 200 mil, respectivamente. O episódio foi o de maior audiência do programa nos últimos seis anos.
A máquina foi desenvolvida durante anos nas instalações da empresa em Nova York e possui a força de processamento de cerca de 3 mil computadores. Todos os vídeos da competição podem ser vistos pela url http://bit.ly/gHA6w4.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Computador vence humanos em jogo de perguntas e respostas na TV

Máquina da IBM derrotou campeões em partida de teste.Competição oficial de PC contra humanos irá ao ar em fevereiro.
Do G1, com informações de agências internacionais

Na primeira demonstração pública, um computador da IBM derrotou dois campeões de um programa de perguntas e respostas dos Estados Unidos em uma partida de teste antes da competição oficial que irá ao ar em fevereiro.O computador, chamado Watson, em homenagem ao fundador da IBM, Thomas J. Watson, tenta provar que a inteligência artificial consegue simular e entender a linguagem e o conhecimento humano.
Desenvolvido durante quatro anos pela divisão de inteligência artificial da IBM, a máquina foi construída para ser capaz de responder, rapidamente, perguntas complexas, que envolvem trocadilhos e jogos de palavras.
Os campeões Ken Jennings, à esquerda, e Brad Rutter, à direita, competem contra o computador da IBM, Watson (no centro), em partida de teste. (Foto: Seth Wenig/AP)
A competição oficial entre os dois mais conhecidos ganhadores do programa americano "Jeopardy" – Ken Jennings e Brad Rutter – contra o computador da IBM será transmitida a partir de 14 de fevereiro.A competição de teste foi realizada em um auditório no Laboratório de Pesquisas da IBM que simulava o ambiente real do programa. Watson estava representado por um globo brilhante exibido em uma tela plana de computador. Dez minutes após o início da partida, a máquina foi a mais rápida, derrotando os dois campeões. Nos pontos finais, Watson ganhou US$ 4,4 mil, Jennings tinha US$ 3,4 mil e Rutter conseguiu US$ 1,2 mil.
Essa não teria sido a primeira vez que humanos são derrotados pela tecnologia. Em 1997, um supercomputador da IBM chamado “Deep Blue” derrotou “Gary Kasparov”, considerado o melhor jogador de xadrez do mundo.

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