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quinta-feira, 1 de março de 2012

ALERTA-Android é o sistema móvel mais vulnerável a hackers, diz estudo

No momento em que os smartphones, aparelhos conectados à internet de forma permanente, são alvos cada vez mais frequentes de hackers, o popular sistema operacional Android, do Google, aparece como o mais exposto a essa ameaça, afirmam os especialistas.
É impossível ignorar o sucesso do Android no Mobile World Congress, que acontece nesta semana em Barcelona: na ausência da Apple (que se recusa a participar de eventos desse tipo), o sistema ocupa um espaço imenso no congresso, com o seu mascote (um robô verde), e está presente na maioria dos novos aparelhos desenvolvidos para a ocasião.
Divulgação
Galaxy Nexus, smartphone do Google e da Samsung com Android; sistema é o mais vulnerável, diz estudo
Galaxy Nexus, smartphone do Google e da Samsung com Android; sistema é o mais vulnerável, diz estudo
Mas, para os analistas, ele é também o calcanhar de Aquiles do Google.
"Isso é preocupante no modelo do Google, mas é também o que é bonito, seu ambiente aberto", diz Cesare Garlati, diretor de mercado da companhia de segurança Trend Micro.
Como o sistema é aberto, qualquer um pode criar ou instalar um aplicativo em um telefone com Android, ressalta. No caminho inverso, a App Store, da Apple, é extremamente controlada, o que impõe um rigoroso controle antes de dar uma permissão.
"No fim das contas, quanto ao modelo de segurança Android, cabe ao utilizador final a responsabilidade de julgar se um aplicativo é seguro", afirma Garlati, que acrescenta: "Acho que é pedir muito ao utilizador. Quem é capaz de compreender se um vendedor (de aplicativo) é legítimo?".
RANKING
Uma pesquisa realizada pela Trend Micro com analistas independentes com mais de cem elementos de segurança dos quatro principais sistemas operacionais --iOS da Apple, BlackBerry, Android e Windows, da Microsoft-- posicionou o BlackBerry como o mais seguro e o Android como o mais vulnerável.
Como ele é voltado para o mercado profissional, o BlackBerry sempre foi muito rigoroso nesse quesito, enquanto o iOS, em segundo lugar na pesquisa, é particularmente controlado pela Apple.
Mas, como recorda Cesare Garlati, "nenhuma plataforma está imune" aos hackers, atraídos por um mercado em pleno crescimento: mais de 1 bilhão de usuários de smartphones estão previstos para até 2013.
"Nós temos a certeza de que isso vai seguir a evolução dos computadores", afirma Eugene Kaspersky, diretor da empresa Eponymous, relembrando que as ameaças aos PCs explodiram de 90 mil em 2004 para 16 milhões em 2011, alimentadas pelo aumento de transações na internet.
A segurança dos telefones móveis e tablets é um dos principais temas do congresso de Barcelona, em que as empresas especializadas nessa área, como a McAfee, a SAP e a Kaspersky, apresentam seus novos software de proteção.
RECORDE DE ATAQUES
Segundo o centro de pesquisas Juniper Networks, em 2011 foi registrado "um novo recorde de ataques aos aparelhos", principalmente nos equipamentos com Android.
O número de ataques cresceu 155% em um ano, passando de 11.318 em 2010 para 28.472 em 2011.
Cerca da metade (46,7%) foi realizada contra telefones Android, segundo a pesquisa, que, contudo, não levou em conta os ataques contra a Apple.
"A combinação de uma parcela de mercado dominante para o sistema Android, do Google, e da falta de controle sobre os aplicativos de diferentes lojas Android criou o ambiente ideal para os desenvolvedores de malware, dando a eles tanto os meios quanto a motivação para atacar essa plataforma", ressalta Juniper.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

1 milhão de e-mails e senhas do site YouPorn são expostas na web

Thássius Veloso
Do Tecnoblog

A falta de cuidado em criar um diretório temporário expôs na rede um milhão de nomes de usuários e as respectivas senhas do site de conteúdo adulto YouPorn. O episódio foi causado por um internauta, não identificado, que obteve acesso ao documento com o registro dos usuários.
O YouPorn mantinha a pasta "/tmp" aberta desde 2007. A sigla de três letras normalmente designa arquivos temporários que deveriam ser apagados depois de algum tempo, mas não foi o que aconteceu.Com isso, os dados com as informações de e-mail, nome de usuário e senha foram descobertos e imediatamente publicados em vários repositórios de código-fonte, em especial o famoso PasteBin, um dos mais usados neste ramo. Há relatos de que pelo menos sete mil usuários e senhas foram divulgados, embora o log original do YouPorn possua 1 milhão de pessoas.O arquivo que circula na rede contém inclusive e-mails com ".br" no final, portanto, são provenientes de brasileiros (ou moradores do país). A recomendação é que os usuários escolham combinações novas e mais seguras.
Essa não é a primeira vez que os dados de usuários são comprometidos. A rede virtual PSN da Sony passou por um problema parecido no ano passado. Resultado: a rede foi desativada enquanto os engenheiros da gigante nipônica revistavam toda a segurança da PSN.

Empresas de internet irão adotar botão 'não rastrear' em navegadores

Segundo 'Wall Street Journal', Google deve adotar opção até o fim do ano.
Acordo quer permitir que usuários tenham mais controle sobre seus dados.

Do G1, em São Paulo
Uma coalizão de gigantes da internet como o Google se comprometeu a apoiar a incorporação do botão “não rastrear” (“do not track”, em inglês) na maioria dos navegadores, segundo o jornal “Wall Street Journal”.A decisão foi anunciada como parte de um pedido da Casa Branca para que o Congresso aprovasse um "projeto de lei de privacidade de direitos", que irá dar às pessoas um maior controle sobre seus dados pessoais.As empresas concordaram em parar de usar os dados sobre os hábitos das pessoas na internet para personalizar anúncios. As companhias também concordaram em não utilizar as informações para fins de emprego, crédito e seguro.Porém, os dados ainda poderão ser usados para determinados fins, como "pesquisa de mercado" e "desenvolvimento de produto". Eles também poderão ser obtidos por agentes policiais, conforme reportagem do “Wall Street Journal”. Segundo o jornal, o botão “não rastrear” também não irá bloquear empresas como o Facebook de rastrear seus usuários por meio do botão “curtir”, por exemplo.O botão “não rastrear” foi muito debatido nos Estados Unidos desde que a Comissão de Comércio Federal pediu sua adoção há dois anos, segundo o “Wall Street Journal”. O Firefox, navegador da Mozilla, foi o primeiro a adotá-lo no início de 2011. Conforme o jornal, o Internet Explorer, da Microsoft, começou a usar o botão logo depois, e a Apple incluiu a opção na última versão do sistema operacional Mountain Lion.De acordo com o anúncio de quinta-feira (23), as empresas começarão a adotar completamente o botão no prazo de nove meses. A coalizão é formada por mais de 400 empresas, de acordo com o jornal. O Google deve começar a usar o botão "não rastrear" no navegador Chrome até o final deste ano.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Seis dicas para usar seu tablet com segurança

Cuidados simples – mas nem sempre lembrados – podem evitar muitas dores de cabeça para proprietários destes gadgets.
A companhia de segurança ESET divulgou nesta quinta (5) uma lista com dicas de proteção para usuários de tablets. De acordo com a empresa, a adoção cada vez maior desses dispostivos deve torná-los um alvo crescente para o cibercrime.

“Muitas vezes, são cuidados simples, mas que a maioria das pessoas ignora no dia-a-dia”, diz Camillo Di Jorge, country manager da ESET no Brasil.
Instale todas as atualizações
Até que os tablets cheguem às prateleiras das lojas, eles percorrem um longo caminho. Nesse período, provavelmente, foram feitas atualizações e criadas correções, voltadas a garantir a segurança. Assim, o usuário precisa estar atento para atualizar, de forma constante, o equipamento, a partir da indicação dos fornecedores. Além disso, no caso de aparelhos que usam soluções baseadas em Java e Flash, deve-se estar atento ao fato de que esses aplicativos fornecem suas próprias atualizações, independentes do sistema operacional.
Previna-se para o caso de perda ou furto
Por serem dispositivos móveis, os tablets estão sujeitos a perdas e furtos em situações cotidianas. Por outro lado, tendem a virar alvo dos ladrões, graças à demanda por no mercado. Assim, quem utiliza um tablet deve instalar algum aplicativo que permita rastreá-lo e bloqueá-lo remotamente. Isso evita que os dados armazenados no dispositivo sejam acessados.
Tenha um backup adequado
O pior pesadelo para qualquer usuário é, depois de gastar muitos meses para armazenar músicas, fotos, vídeos e todo tipo de documento no tablet perder essas informações, por conta de um problema com o equipamento. Uma alternativa para evitar esse tipo de surpresa é armazenar os arquivos em um dos diversos serviços de cloud computing (computação em nuvem) disponíveis atualmente. Outra possibilidade é instalar aplicativos que realizam o backup automático para o PC doméstico ou para um HD externo.
Cuidado com a instalação de aplicativos
Existe uma proliferação no número de aplicativos disponíveis para tablets, o que seduz os usuários a instalarem o máximo possível de programas. No entanto, os cibercriminosos têm utilizado essa tendência como uma facilidade para atacar os usuários, ao criar apps maliciosos.
Antes de instalar um novo aplicativo no tablet, deve-se tomar uma série de cuidados. O mais importante é só baixar programas que estejam disponíveis em lojas oficiais dos fabricantes e, mesmo nesse caso, deve-se ficar atento, já que em 2011 houve casos de aplicativos falsos, criados por cibercriminosos, oferecidos na Android Market.
Aumente a segurança nas mídias sociais
De forma geral, as pessoas utilizam os tablets para acessar e-mails, entrar nas redes sociais e navegar na internet. Por conta disso, esses equipamentos estão recheados de senhas e informações pessoais extremamente valiosas, que precisam ser conservadas.
Para prevenir ameaças em dispositivos móveis, o Facebook criou um sistema de notificação, pelo qual avisa o usuário de que alguém tentou acessar sua conta de um equipamento não identificado. Para utilizar essa funcionalidade do Facebook, basta entrar na rede social e acessar a área de “Configurações de Conta” e na sequência “Segurança”, clicando em seguida em “Aprovações de Login”.
Instale softwares de segurança
Já existem versões de software de segurança voltadas especificamente a proteger tablets e que, assim como no caso dos PCs, são fundamentais para garantir a segurança.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Site permite verificar se sua conta foi roubada

Por PC World (US)

O serviço gratuito compara seu nome de usuário com um banco de dados de mais de 5 milhões de nomes, criado por especialistas em segurança da DVLabs.

Seu nome de usuário e senha foram roubados? Você pode checar isso no site Pwnedlist(https://www.pwnedlist.com/).Para descobrir se sua conta foi roubada, digite o seu endereço de e-mail na barra de pesquisas do site e o Pwnedlist vai verificar em seu banco de dados de 5 milhões de nomes.Se você não encontrar seu nome de usuário no site, isso é uma boa notícia. Mas se as notícias não forem as melhores, o Pwnedlist aconselha que você não entre em pânico. Aparecer nesse banco de dados não significa exatamente que alguém tenha tentado entrar na sua conta. De qualquer forma, é uma boa ideia mudar as senhas das suas contas o quanto antes, apenas por segurança.O serviço foi criado por dois especialistas em segurança, Alen Puzic e Jasiel Spelman, que trabalham na DVLabs, parte da HP/TippingPoint. A ideia surgiu durante uma experiência da automação da colheita de informações comprometidas de um ciberataque. Em apenas duas horas, a ferramenta reuniu mais de 30 mil logins.“A parte realmente assustadora foi a qualidade dos dados que conseguimos reunir em pouco tempo”, escreveram os especialistas no site da Pwnedlist. “As contas que pudemos encontrar consistiam em serviços de e-mail, mídias sociais, lojas online e até mesmo de instituições financeiras”.Essas descobertas levaram a dupla a criar o Pwnedlist, que foi concebido para ser um portal seguro. Apenas endereços de e-mail e nomes de usuário são colhidos pelo Pwnedlist. As outras informações são descartadas.Antes de ser colocada na base de dados, as informações passam por um processo de criptografia chamado de "hashone-way" e o texto original é destruído. Além disso, não há armazenamento de quaisquer informações que você tenha digitado no site.O site também não armazena os endereços IP dos visitantes como forma de precaução. Em uma entrevista com o escritor de segurança Brian Krebs, Puzic explicou que a cada uma ou duas semanas alguém tenta invadir ou plantar o malware no site.
Além do site Pwnedlist, a dupla de segurança tem uma conta no Twitter, onde postam fontes das informações mais recentes adicionadas ao banco de dados do serviço.Entre os especialistas em segurança de 2011 já foi declarado o "Ano da Violação de Dados". Milhões de pessoas tiveram seus endereços de e-mail, nomes de usuário e senhas roubados pelos crackers que invadiram o banco de dados de empresas como a Sony, Epsilon, Google,Citigroup e Sega. E muitas violações menos divulgadas ocorrem diariamente. Então o Pwnedlist não poderia chegar em um momento melhor.

(John P. Mello Jr.)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Hackers atacam empresas de defesa dos EUA via Adobe Reader

Hackers exploraram vulnerabilidade do Adobe Reader. Foto: Divulgação Hackers exploraram vulnerabilidade do Adobe Reader
Foto: Divulgação

A Lockheed Martin e outras empresas de defesa dos Estados Unidos foram atacadas por hackers que utilizaram uma vulnerabilidade antes desconhecida no Adobe Reader, o mais recente em uma série de persistentes ataques contra os fabricantes norte-americanos de armas, informaram especialistas em segurança na quarta-feira.
A Lockheed, maior fornecedora do Pentágono, anunciou ter detectado a tentativa de ataque em suas atividades normais de monitoração, e imediatamente notificou a Adobe. A empresa disse que seus sistemas de informação não chegaram a ser violados. A Adobe atribuiu à Lockheed e a outras companhias do Defense Security Information Exchange (DSIE), um grupo de grandes empresas de defesa que compartilham informações sobre ataques cibernéticos, o crédito pela descoberta e divulgação da vulnerabilidade crítica. O DSIE envolve empresas que também são parte do "Defense Industrial Base", um programa-piloto que envolve grandes empresas de defesa que trocam informações sobre ameaças a redes entre si e com o governo. Wiebke Lips, porta-voz da Adobe, disse ter recebido informações de que a vulnerabilidade "está sendo explorada ativamente para ataques limitados e dirigidos especificamente ao Adobe Reader 9.4.6 para o Windows", mas se recusou a dar mais detalhes. A Adobe anunciou que distribuirá uma atualização para corrigir o problema na semana que vem. Sam Visner, executivo de segurança cibernética da CSC, disse que o mais recente incidente era interessante dado o número de ameaças reportado pelas empresas, a capacidade do malware de cifrar dados enquanto ainda armazenados no computador alvo e a natureza específica do ponto usado para conquistar acesso. Os emails de ataque incluem um documento PDF intitulado "guia sobre contratos", que pode interessar às empresas de defesa. Caso aberto, o malware oculto no arquivo PDF pode comprometer o computador alvo. "Tudo isso aponta para uma ameaça desenvolvida deliberadamente a fim de obter informações das empresas de defesa," disse Visner. Ele não quis informar se a CSC foi alvo do ataque.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Altieres Rohr-Pacotão de segurança: ataque de negação de serviço e cartão de crédito

Altieres Rohr Especial para o G1*
 
Header Coluna Altieres - Segurança Digital (novo nome - ATENÇÃO) - VALE ESSE - ULTIMO - FINAL (Foto: Editoria de Arte/G1)
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
Ataques de DDoS ocorrem quando vários computadores sobrecarregam um sistema alvo (Foto: Arte/G1)Ataques de DDoS ocorrem quando vários PCs sobrecarregam um sistema alvo (Foto: Arte/G1)
>>> Ataque de negação de serviço
Como se proteger de ataques DDoS? Acredito estar sendo atacado.
Papahackerlsj (via Twitter)
Ataques de negação de serviço distribuída (DDoS, na sigla em inglês: Distributed Denial of Service) dificilmente acontecem contra usuários domésticos. Eles têm o objetivo de impedir uma conexão com um serviço ou com a internet e podem acontecer contra empresas e, principalmente, contra sites.
Não existe uma defesa garantida contra ataques de negação de serviço. É um ataque que tenta simplesmente enviar mais dados do que o destino pode receber, de forma semelhante a um protesto que fecha uma rua lotando-a de gente.Se você tem uma conexão de internet doméstica, desligar e religar o modem, ou reiniciar a conexão com a internet de qualquer forma para obter um novo endereço IP irá inutilizar o ataque, que continuará tentando derrubar seu endereço IP anterior. É como se, em meio a uma zona de guerra, você pudesse usar um “teletransporte” e imediatamente estar em local seguro. Se o ataque for muito grande, ele pode derrubar o provedor inteiro – mas aí o problema não é exatamente seu.
No caso de sites de internet e empresas, a situação é mais complicada. Sites de internet não podem simplesmente mudar de endereço. Empresas normalmente têm contratos diferenciados de acesso à internet que fornecem um ou vários endereços IPs fixos para o acesso. Reiniciar o modem ou roteador não irá ajudar.Essas situações são bastante complicadas. É preciso solicitar ajuda ao provedor de acesso, que terá de interferir e buscar medidas para filtrar o ataque. Sites de internet podem usar serviços como o gratuito da CloudFlare ou serviços pagos como a Prolexic e Akamai.Empresas especializadas em defender sites contra esses ataques distribuem uma infraestrutura de servidores conectados ao redor do mundo, dispersando os ataques. Como o DDoS normalmente parte de muitos computadores diferentes – muitos deles infectados -, localizados em vários países, o uso de servidores também distribuídos ao redor do mundo significa que o ataque será dividido em várias partes menores, facilitando a defesa.
O passo seguinte é aguardar que as redes que estão realizando o ataque notem o tráfego excedente e comecem a filtrá-lo, reduzindo a força do ataque.
Com dados do consumidor, criminosos podem realizar compras com o cartão de crédito (Foto: Divulgação)Com dados do consumidor, criminosos podem realizar compras com o cartão de crédito (Foto: Divulgação)
>>> Segurança com o cartão de crédito
Qual o perigo de informar o número do cartão em compras on-line? Se alguém tiver posse dos meus dados, eles poderão fazer compras em meu nome? E quais providencias terei que tomar?
Duarth Fernandes

Sim: se criminosos tiverem seus dados, eles podem realizar compras em seu nome.
A boa notícia é que basta ficar atento para o que chegar na fatura do seu cartão. Caso uma compra não autorizada seja feita, você pode (e deve) contestá-la. É um procedimento conhecido como “chargeback”. Além disso, provavelmente precisará solicitar um novo cartão, já que o anterior terá de ser cancelado por fraude.É um processo demorado e leva um tempo para ter o dinheiro de volta. Isso porque as empresas precisam ter cuidado com fraudes de chargeback – quando uma pessoa contesta uma empresa que ela de fato realizou para tentar ter de volta o dinheiro de um produto que de fato comprou.
A coluna Segurança Digital de hoje vai ficando por aqui. Toda quarta-feira tem mais respostas para dúvidas deixadas por leitores. Se você tem uma pergunta sobre segurança do seu computador, celular, crime virtual, privacidade, redes sociais ou compras na rede, deixe-a na área de comentários. *Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança digital”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Veja dicas para comprar pela internet de forma segura no final de ano

Saiba como evitar golpes virtuais e problemas com lojas na rede.
Promoções falsas são um risco comum nessa época do ano.

Altieres Rohr Especial para o G1*
 
Header Coluna Altieres - Segurança Digital (novo nome - ATENÇÃO) - VALE ESSE - ULTIMO - FINAL (Foto: Editoria de Arte/G1)
É possível comprar com segurança pela internet (Foto: Divulgação)É possível comprar com segurança pela internet (Foto: Divulgação)
Com a chegada do final de ano, muitos internautas querem aproveitar ofertas que viram na internet para presentear alguém no Natal. No entanto, as compras on-line oferecem alguns riscos. Por isso, a coluna Segurança Digital do G1 reuniu dicas para quem está pensando em usar a internet para fazer as compras de final de ano. Comprar com antecedência, pesquisar preço e manter o computador livre de vírus são algumas das dicas. Confira:
1. Compre com antecedência
Até mesmo lojas grandes podem ter problema para entregar os produtos dentro do prazo prometido – por problemas relacionados ao estoque da loja, ao fornecedor ou a imprevistos na hora da entrega, como um produto trocado. A dica, portanto, é comprar com antecedência. Se você deixar para a última hora, esperando que o produto chegue dentro de poucos dias, as chances de algo dar errado são bem grandes.
Isso vale ainda mais para compras coletivas, que têm prazo específico para serem atendidas e podem acabar surpreendendo o fornecedor pela quantidade vendida.
2. Duvide de ofertas muito boas
A internet facilita muito a pesquisa. E mais: algumas lojas oferecem preços menores para links feitos a partir de sites que comparam preços. Ou seja, vale muito a pena olhar outros sites e sites comparativos –mesmo se for só para comprar o mesmo produto, na mesma loja por um preço menor.
Pesquisar também ajuda a descobrir se alguma oferta está muito abaixo do preço de mercado. Se estiver, pode ser um erro da loja ou um golpe. Tente buscar um meio de contato com a loja e se informe muito bem antes de comprar o produto. Se a loja for nova, é bom desconfiar.Não siga links de ofertas por e-mail. Entre manualmente no site da loja e procure a oferta.
3. Procure depoimentos de clientes
O cadeado no navegador é importante na hora da digitar seus dados, mas ele não garante a idoneidade da loja virtual (Foto: Reprodução)O cadeado no navegador é importante na hora da
digitar seus dados, mas ele não garante a idoneidade da loja virtual (Foto: Reprodução)
Além da pesquisa de preço, vale pesquisar as opiniões de outros clientes que compraram na loja. Não acredite em depoimentos publicados no próprio site da empresa –quem realiza uma fraude pode facilmente falsificar um depoimento. No entanto, relatos encontrados em outros sites são mais confiáveis e podem dar uma ideia melhor a respeito do atendimento da loja.O mesmo vale para selos de segurança que as lojas usam. Eles também podem ser copiados por sites fraudulentos e é difícil saber se um selo de segurança realmente significa que a loja é mais segura ou se o selo está sendo usado de forma irregular. É mais fácil ignorá-los e procurar por recomendações fora do site da loja.
4. Consulte o Registro.br e a Receita Federal
Se a loja tem um endereço terminado em “.br”, é possível ir ao site do Registro.br e colocar o endereço da loja lá. O Registro.br informará o Cadastrado Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) com o qual o endereço do site foi registrado. Essa informação pode ser usada no site da Receita Federal para verificar a inscrição da empresa, obtendo informações como data de registro, situação cadastral e endereço.
5. Na primeira compra, pague um valor baixo por boleto
Quando comprar em uma loja com a qual nunca fez negócio, vale a pena realizar uma compra de baixo valor e pagar por boleto bancário. Compras subsequentes podem ser feitas com cartão de crédito. Se houver algum problema, elas poderão ser contestadas, em um processo conhecido como "chargeback".
Algumas lojas oferecem a opção de sedex a cobrar, que só é pago no recebimento –uma escolha interessante, mas que pode aumentar o preço do produto. Evite comprar em alguma loja com a qual nunca fez negócio nessa época do ano –a chance de problemas é maior.
6. Mantenha seu computador livre de vírus
Vírus podem registrar os dados digitados. Manter o PC livre de vírus é importante para comprar com tranquilidade (Foto: Divulgação)Vírus podem registrar os dados digitados. Manter o
PC livre de vírus é importante para comprar com
tranquilidade (Foto: Divulgação)
Vírus de computador podem roubar dados digitados em sites de compras. Para manter a máquina livre de vírus, confira as sete dicas preparadas pela coluna.Jamais use computadores públicos, como os de cibercafés e lan houses, para realizar suas compras. Embora alguns desses computadores sejam seguros e gerenciados de forma correta, vários deles não o são e é melhor não arriscar.
7. Compartilhe experiências
Suas compras foram boas? Ou o produto foi entregue fora do prazo? Procure algum local na internet para escrever sobre sua experiência de compra. Você estará ajudando outros internautas a saberem se uma loja é confiável ou não.
8. Não informe seus dados em “promoções”
Existem “promoções” na internet que pedem dados, como seu CPF, seu número de cartão de crédito ou seu número de celular. Fique atento: essas promoções são falsas e vão cobrar algo em seu cartão de crédito ou adicionar um serviço de SMS em seu celular.

*Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança digital”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Crimes cibernéticos atingem diariamente 77 mil brasileiros; prejuízo anual é de R$ 104 bi

ANA IKEDA||Do UOL Tecnologia
 
No último ano, mais de 80% dos usuários adultos de internet no Brasil foram vítimas de crimes cibernéticos, como invasão de perfis em redes sociais, phishing, vírus e outros malwares. No total, cerca de 77 mil brasileiros sofrem golpes online por dia. Os dados fazem parte de um levantamento mundial divulgado pela Norton nesta terça-feira (20) em São Paulo.
No mundo, o número de vítimas diárias é de 1 milhão. O prejuízo anual, em dólares, é de US$ 388 bilhões. Só no Brasil, isso chega a US$ 60 bilhões (o equivalente a R$ 104 bilhões). Quando comparado ao prejuízo causado, por exemplo, pelo tráfico de drogas como maconha, cocaína e heroína combinados -- que alcançam US$ 288 bilhões anualmente, segundo o estudo -- os crimes cibernéticos pesam mais.
"Quando vemos esses números temos ideia de como os crimes cibernéticos são um perigo sério. É um crime organizado, que lucra muito com os golpes, e que deve receber toda atenção das autoridades para que seja combatido", alertou Adam Palmer, consultor líder em ciberseguranca da Norton.
No Brasil, outro dado mostra como os crimes na internet são comuns: cerca de 8 em cada 10 internautas do país disseram já terem sofrido golpes online. Esse tipo de crime é, inclusive, mais comum que os da "vida real": cerca de 19% dos entrevistados brasileiros disseram ter sido vítimas de crimes no mundo físico, ante a 59% no mundo virtual.Além do prejuízo financeiro, há também a perda de tempo para resolver problemas relacionados a esses golpes. Brasileiros vítimas de crimes cibernéticos passaram 11 dias tentando resolver problemas relacionados a eles nos últimos 12 meses. A maioria deles (69%) revelou que não possuía uma solução de segurança atualizada.Para o estudo sobre crimes cibernéticos, a Norton entrevistou 19 mil pessoas em 24 países. A definição do que é um crime na internet não leva em consideração a legislação dos países estudados, mas o testemunho dos entrevistados que disseram ter sofrido os golpes.
Golpes comuns
Segundo a Norton, vírus que contaminam computadores e malwares são o problema mais comum no Brasil, com 68%. Invasão a perfis em redes sociais ficaram com 19% e mensagens de phishing com 11%.
 
Está pensando em medidas drásticas para garantir a segurança do seu computador? Antes de tudo, é importante conhecer os riscos que existem na internet. São tantos termos (e em sua maioria, em inglês) que para alguns usuários fica difícil entender o perigo que representam. *Fontes consultadas: cartilhas de segurança da Cert.br, Norton e Microsoft Getty Images

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Aprenda a não ter fotos íntimas divulgadas na internet

Será que o brasileiro sabe como se prevenir desse tipo de invasão nos celulares?


Esta semana não se falou em outra coisa na internet : a atriz americana Scarlett Johansson teve fotos - digamos - íntimas roubadas, diretamente do celular dela. Você sabe como se proteger desse tipo de invasão cibernética? Os jornais do mundo inteiro publicaram e a internet foi inundada essa semana por duas fotos de Scarlett Johansson sem roupa. A atriz americana é uma das mulheres mais desejadas do mundo. As fotografias foram tiradas por ela mesma com um telefone celular.
O FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, investiga como as imagens acabaram na rede.
A suspeita é de que hackers, os piratas da internet, acessaram o telefone da atriz e roubaram as imagens dela pelada. Será que o brasileiro sabe como se prevenir desse tipo de invasão nos celulares?
Hoje existem mais telefones móveis do que habitantes no Brasil, muitos deles com capacidade de tirar fotos, gravar vídeos e entrar na internet. O Fantástico foi descobrir como é possível evitar que dados, senhas e arquivos sejam acessados sem autorização.
“Eu estou falando com a minha noiva, porque eu moro em Santos e trabalho embarcado em Macaé. Então torpedo direto, direto, direto”, conta o almoxarife naval Eduardo Resende. “Ele é um usuário sofisticado que precisa de um pouco mais de cuidado”, conta Fernando Nry, especialista em segurança de dados.
Levamos um especialista em segurança da informação para analisar como as pessoas usam o celular em um lugar público. “No aeroporto é comum. Tem um monte de bisbilhoteiro, principalmente quando o vôo atrasa, então é um momento crítico em termos de acesso”, diz Fernando Nery. “Não uso senha. Por que eu não acho prático. toda hora que for usar tem que colocar senha... Eu deixo livre”, afirma Erilúcio Fábio, supervisor de vendas.
Veja algumas dicas para evitar que suas informações sejam roubadas:
Os acessos a internet e ao Bluetooth, a tecnologia de conexão sem fios entre aparelhos, devem ser desligados quando não estiverem sendo usados. “Inclusive porque ele economiza bateria, também. Os recursos que você não utiliza você deve deixar desligados”, explica Fernando. Use e altere a senha periodicamente. “Ela não pode ser tão fácil que qualquer um descubra. Normalmente o celular tem uma senha 000 ou 999. E não pode ser tão difícil que até você esqueça”, diz Fernando. E o cuidado mais importante com o seu celular: não guarde informações como senhas de cartões, dados bancários e fotos que você não quer ver divulgadas.
“A maior parte dos celulares têm um nível de segurança satisfatório. O que é importante é cada um conhecer o seu equipamento”, explica Fernando.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Portais rastreiam internautas com 'cookie eterno' difícil de apagar

Pesquisadores dos EUA identificaram cookies no MSN e Hulu.
Sites afirmaram desconhecer uso dos cookies feito por terceiros.

Altieres Rohr Especial para o G1
Tela de limpeza de cookies do Firefox. Apagar os cookies aqui não elimina o 'cookie eterno' (Foto: Reprodução)Tela de limpeza de cookies do Firefox. Apagar
os cookies aqui não elimina o 'cookie eterno' (Foto: Reprodução)
Pesquisadores das universidades de Stanford e Berkeley, na Califórnia, identificaram os chamados “cookies eternos” nos portais MSN e Hulu, de acordo com uma reportagem do "Wall Street Journal". Segundo os pesquisadores, o recurso atua de forma invasiva, por não poder ser facilmente removido, e permite que os sites saibam quais páginas foram visitadas pelos internautas.Os pesquisadores entraram em contato com os sites que usam a técnica. Eles afirmam não ter conhecimento do fato, afirmando ainda que pretendem parar de usar o recurso. Cookies são normalmente usados por redes de publicidade operadas por terceiros com o intuito de descobrir as preferências dos internautas e exibir anúncios publicitários personalizados.Os cookies são um recurso dos navegadores que armazenam pequenas informações no computador para que sites possam “lembrar” certos dados, como logins, preferências e outros. O uso na publicidade também é comum. Eles não são considerados pragas digitais, mas muitos softwares e usuários limpam os cookies periodicamente para impedir que eles sirvam para coleta de dados pessoais sobre os hábitos de navegação.
Os cookies eternos, além de serem armazenados como um cookie normal, também usam outras tecnologias, como um “cookie” do Flash (chamado de Local Shared Object ou LSO), “cookie” específico do Internet Explorer, do Silverlight (tecnologia semelhante ao Flash, da Microsoft), como valores no banco de dados do HTML5 e ainda como arquivos cacheados e no histórico da web.O mesmo cookie é armazenado em todos esses lugares. Desde que o usuário não apague um deles, o cookie restante pode ser usado para recuperar todos os outros e continuar o rastreamento, o que torna o uso desses cookies confuso para o internauta.
Espionando o histórico da web
Um dos pesquisadores, em Stanford, identificou outra atividade invasiva. Segundo ele, o site Flixster.com “rouba de histórico” para descobrir se os usuários visitaram qualquer site em uma lista com 1,5 mil endereços da web.O roubo de histórico é possível porque navegadores de internet colocam cores diferentes em links de sites visitados. Um site pode fingir colocar um link para uma página e usar códigos que identificam qual a cor que o navegador colocou naquele link, descobrindo se ele já foi ou não visitado.
Os cookies eternos e o roubo de histórico já eram possíveis em teoria. As pesquisas mostram que sites da web estão começando a usar as técnicas na prática.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pacotão de segurança: desative o Java para ficar mais seguro na web

Plugin é o mais atacado em navegadores de internet.Saiba por que isso acontece.

Altieres Rohr Especial para o G1*
Header Coluna Altieres - Segurança Digital (novo nome - ATENÇÃO) - VALE ESSE - ULTIMO - FINAL (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Java é uma linguagem de programação que instala um plugin em navegadores de internet. Esse plugin é o mais atacado por sites maliciosos, segundo a Microsoft. A coluna Segurança Digital de hoje traz instruções atualizadas para desativá-lo e também uma longa explicação detalhando por que você deve fazer isso.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
Desativando o Java
O Java tem um ícone no Painel de Controle e na opção “Avançado” há botões para desativar o Java no Internet Explorer e no Firefox. Mas não perca seu tempo. As opções não funcionam! Na verdade, elas funcionam, mas depende de fatores “misteriosos”, e simplesmente não dá para confiar no resultado.
Internet Explorer: (aperte a tecla ALT para ver o menu, se necessário) Ferramentas, Opções da Internet. Na aba “Programas”, clique no botão Gerenciar complementos. Na lista, procure o Java. Selecione todas as opções do Java (usando SHIFT e CTRL, ou então uma de cada vez) e acione o botão Desabilitar. Reinicie o navegador. Se o Java não estiver sendo exibido, verifique se a opção “Todos os complementos” está selecionada no menu rotulado “Mostrar” na parte esquerda da tela. (A opção “Desativar scripts de miniaplicativos Java”, nas zonas de segurança, também não funciona, apesar do nome).
Se o Java não estiver na lista, tente selecionar a opção para Mostrar todos os complementos (Foto: Reprodução)
Se o Java não estiver na lista, tente selecionar a opção para Mostrar todos os complementos (Foto: Reprodução)
Clique em Desativar em cada plugin relacionado ao Java listado no Firefox (Foto: Reprodução)Clique em 'Desativar' em cada plugin relacionado
ao Java listado no Firefox (Foto: Reprodução)
Firefox: Acesse o menu “Firefox” e então “Complementos”. Clique em “Desativar” em todas as opções relacionadas ao Java nos plugins.
Chrome: É preciso acessar o endereço chrome://plugins. O Java estará na lista. Basta desativar.
Se o Java não estiver listado, ele não está instalado no PC. Não perca seu tempo instalando. Se você não sentiu falta, não precisa.
>>> Java e segurança
Sempre que a coluna Segurança Digital do G1 menciona os riscos do Java na internet, algum defensor da linguagem comenta com uma crítica ou comentário contrário à sugestão. Um exemplo:
Contradição essa propaganda repentina contra o Java, pois boa parte dos sistemas de banco, inclusive os de segurança, é baseada em Java. Não seria melhor limpar o cache de cookies ou usar navegação segura? Ou quem sabe, deletar o 'ursinho' da pasta system?
Maestro Bogs
O pacotão de hoje vai ser especial para responder essa questão. É preciso antes esclarecer o final do comentário do leitor.Existe um boato que circula na internet sobre um arquivo com um ícone de ursinho que seria um vírus. Esse arquivo é na realidade inofensivo e faz parte do Windows. Logo, o comentário final do leitor trata-se de uma tentativa de desmerecer a recomendação da coluna sobre desativar o Java, ligando a sugestão a um boato de internet.Mas esse não é o caso: desativar o Java ajuda, sim, na segurança da sua navegação. O Java é um software nada amigável para o usuário que possui falhas de segurança na programação e também na forma que ele é apresentado para o usuário. Vamos entender o problema.
Se o usuário não modificar a configuração, Java só procura atualizações uma vez por mês (Foto: Reprodução)Se o usuário não modificar a configuração,
Java só procura atualizações uma vez por mês (Foto: Reprodução)
O que é o Java
Java é uma linguagem de programação – ou seja, um conjunto de regras, instruções e outras ferramentas que permitem a criação de softwares de computador. Ela foi desenvolvida pela Sun Microsystems (hoje pertencente à Oracle) e lançada em 1995. Uma das características do Java é a capacidade de ser executado em qualquer sistema operacional. Normalmente, um programa precisa de ajustes ou mesmo de uma mudança completa para funcionar em cada sistema ou dispositivo.Existem outros detalhes técnicos, mas eles não são relevantes no momento. Importante, porém, é ressaltar que Java e Javascript são duas coisas completamente diferentes. Javascript é uma linguagem de programação muito limitada e que funciona dentro de páginas de internet. Java é uma linguagem de programação completa e que, por acaso, tem um recurso para ser executado dentro de navegadores.
Onde está o problema
Não existe nada de errado no Java em si – é apenas uma linguagem de programação como tantas outras. Não há problema nenhum em executar softwares em Java no PC.
O problema está em um “recurso” que permite a execução de applets – pequenos programas em Java – dentro do navegador de internet, que normalmente é incapaz de executar qualquer tipo de programa.
Os applets não têm nenhuma relação com o Java em si, ou seja, desativar os applets – a sugestão da coluna – não interfere com os programas em Java de verdade, apenas com as páginas de internet que usam o Java.
Os applets têm restrições, é claro. Eles não podem alterar arquivos no sistema. No entanto, essa “jaula” que impede a execução de funções especiais – chamada de sandbox (caixa de areia) – tem erros frequentes que permitem a applets “se libertarem” e acessarem todos os recursos do PC, permitindo a instalação de vírus. Detalhe: os vírus em si não são feitos em Java, após o código que instala o vírus é Java.
A janela que permite libertar um applet para realizar qualquer tarefa no PC fica por cima dos sites, atraindo a atenção do internauta (Foto: Reprodução)A janela que permite libertar um applet para realizar
qualquer tarefa no PC fica por cima dos sites,atraindo a atenção do internauta (Foto: Reprodução)
A Oracle – responsável pelo Java – conserta essas vulnerabilidades no sandbox. Mas aí há outro problema nos componentes auxiliares do Java. O software é incompetente na tarefa de avisar o usuário sobre a disponibilidade dessas melhorias de segurança. No Windows, ele precisa de direitos administrativos só para verificar a atualização – algo que só deveria ser necessário para instalar a atualização.
O ícone do “Java” no Painel de Controle não funciona como esperado e a opção para desativar o plugin nos navegadores está quebrada.Ele ainda vem configurado por padrão para verificar atualizações somente uma vez por mês. Compare com o Windows ou com qualquer antivírus, que busca atualizações diariamente. Isso significa que existe uma chance muito alta de uma versão insegura do Java estar em uso a qualquer momento.
Infeção em um clique
Supondo que você esteja com a versão mais nova do Java e que ela não apresente falhas de segurança, os problemas ainda não acabaram. Isso porque os applets Java, esses que executam dentro do navegador, ainda podem solicitar a “liberação” de todos os recursos. Essa tela tem apenas dois botões: “Executar” e “Cancelar”. Um clique no Executar e pronto: o computador está infectado.
O objetivo disso é dar mais flexibilidade e possibilidades aos programadores. Mas a forma como o recurso está colocado em prática não foi bem pensada.
Janela do ActiveX usava até o Windows XP SP2, em 2004. Um único clique em Sim era suficiente para infectar o PC (Foto: Reprodução)Janela do ActiveX usava até o Windows XP SP2,
em 2004. Um único clique em Sim era suficiente
para infectar o PC (Foto: Reprodução)
Lição de história
A história do Java se parece muito com uma polêmica antiga de segurança. O Internet Explorer foi bombardeado de críticas, principalmente entre os anos 2000 e 2004, devido ao recurso de instalação de ActiveX. A janela do ActiveX também permitia a instalação de componentes com um único clique: “sim” ou “não”. Na época, alguns usuários atribuíam esses problemas incorretamente ao Internet Explorer estar “atrelado ao Windows”.Mas o problema do Java consegue ser ainda maior que o do ActiveX. Vírus como ladrões de senhas bancárias nunca usaram o ActiveX – apenas softwares publicitários e outros tipos de lixo digital faziam uso da função. Isso porque o ActiveX exigia que os aplicativos a serem executados tivessem uma assinatura digital válida, que necessita o uso de uma empresa estabelecida para solicitar o certificado.
O Java é bem menos exigente. Ele trata um software sem identificação exatamente da mesma forma que um software identificado, exceto por uma pequena mudança de cor na tela e o texto “(NÃO VERIFICADO)”. Um ActiveX não-assinado simplesmente não existe para o Internet Explorer na configuração de fábrica do navegador.
Em 2004, o lançamento do Windows XP SP2 mudou completamente a forma de instalação dos ActiveX. Eles passaram a necessitar de dois cliques e não interrompem a navegação do internauta (a janela do Java, como a antiga janela do ActiveX, aparece por cima do site). Desde então, os problemas com ActiveX maliciosos acabaram – também em parte porque as empresas que obtinham licenças para criar ActiveX também acabaram.
O Java, em sua tentativa de executar softwares dentro do navegador – igual o ActiveX – parece estar cometendo os mesmos erros.
Nas opções do NoScript é possível desativar o Java e configurar uma lista branca de sites autorizados, caso alguma página precise do plugin (Foto: Reprodução)Nas opções do NoScript é possível desativar o Java e configurar uma lista branca de sites autorizados, caso alguma página precise do plugin (Foto: Reprodução)
E bancos usam Java?
O Java é uma linguagem muito popular em empresas e todo tipo de sistema é desenvolvido em Java. Apesar dos problemas de segurança e usabilidade do recurso de applets, bancos podem utilizar a plataforma para criar recursos de proteção. Porém, a maioria dos bancos não usa mais o Java.
Se o seu banco reclamar que precisa de Java para funcionar, a melhor opção é usar o Firefox com o plugin NoScript, ou mesmo reservar um navegador com Java ativado só para acessar o banco. O NoScript permite que você configure uma lista branca de sites confiáveis nos quais o Java será permitido. Note que, nesse caso, o plugin do Java precisa estar ativado no Firefox e somente a opção Proibir Java do NoScript (configurável na lista de complementos, em “Opções”) é que deve ficar desativada.
Criminosos sabem disso tudo
O Java é o plugin mais atacado por sites maliciosos na web e também é o preferido para tirar proveito de usuários que visita sites legítimos que foram alterados por hackers.
Navegar na web com o Java ativado é simplesmente muito inseguro devido aos erros no sandbox e também um possível clique acidental em “Executar”. Como a quantidade de sites que usa o Java é baixíssima, é melhor usar uma lista de sites autorizados no NoScript, ou então reservar um navegador com Java ativado somente para esses sites.Depois desse longo “pacotão” com uma só pergunta, a coluna Segurança Digital espera ter deixado claro por que desativar o Java é uma escolha inteligente para proteger seu PC. Se você ainda tiver dúvidas, deixe sua pergunta na área de comentários, porque toda quarta-feira tem um pacotão de segurança aqui no G1. Até a próxima!

*Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança digital”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Internet Explorer é o navegador mais seguro contra malwares

Demais navegadores bloquearam muito menos sites que ofereciam algum risco. Foto: Geek
Demais navegadores bloquearam muito menos links que ofereciam algum risco
Foto: Geek

O Internet Explorer é seis vezes mais eficiente contra ataques de malwares que os concorrentes. É o que diz um estudo realizado pela NSS Labs que testou a eficiência dos navegadores em bloqueio de links para páginas que distribuem malwares.
Malware, termo que deriva das palavras malicious software, é um software destinado a se infiltrar em computadores alheios de forma ilícita, com o intuito de causar algum dano ou roubar informações, confidenciais ou não.O estudo testou o Internet Explorer 9, Internet Explorer 8, Safari 5, Chrome 10, Firefox 4 e Opera 11. Todos eles foram expostos às mesmas URLs maliciosas durante uma semana. No final, o Internet Explorer, com a ajuda do filtro de segurança SmartScreen, registrou os melhores resultados entre os programas testados.As URLs maliciosas utilizadas no teste foram extraídas de mensagens de spam que se espalham via email, mensagens instantâneas, redes sociais e outros sites. As páginas web que automaticamente instalam malware explorando vulnerabilidades nos navegadores não foram consideradas neste teste.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Programas ajudam a recuperar PC ou celular roubado; veja vídeo

ALEXANDRE ORRICO/DE SÃO PAULO
FILIPA SOUSA/COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Se você tem o computador roubado ou perde um celular, que atitude pode tomar para recuperar seu equipamento além de registrar uma ocorrência na polícia? Existem opções gratuitas e pagas de programas de rastreamento que podem ajudar. Parece coisa de filme de espionagem: eles tiram fotos com a câmera do dispositivo, capturam imagens da tela, geram relatórios de programas abertos e localizam os dispositivos no Google Maps, se eles estiverem conectados à internet.
Joshua Kaufman, designer de programas morador de Oakland, Califórnia, só recuperou seu MacBook roubado de sua casa por causa de um programa do tipo, o Hidden.
Depois de não obter retorno da polícia local sobre o furto, Kaufman criou o Tumblr This Guy Has My MacBook, em que postava fotos do suposto ladrão assistindo a vídeos do YouTube e dormindo em frente ao Mac. Deu certo: o designer conseguiu chamar a atenção da internet e de programas de televisão. No primeiro dia deste mês, a polícia usou o e-mail do taxista Muthanna Aldebashi (obtido em uma das capturas de tela) para agendar uma corrida falsa e efetuar a prisão. O estudante americano Mark Bao, de 18 anos, recuperou um MacBook Air de maneira parecida. Com um programa chamado BackBlaze, ele conseguiu descobrir a identidade do ladrão ­--era um colega de sua faculdade. Bao descobriu no disco rígido um vídeo do bandido dançando de forma desengonçada a música "Make It Rain", do rapper Tyga. Antes de entregar todo o material para a polícia, Bao subiu a coreografia do meliante para o site de compartilhamento de vídeos Vimeo. Outro rapper e fanático por tecnologia, Will.I.Am, vocalista da banda Black Eyed Peas, recuperou mais de US$ 10 mil em joias, itens pessoais e um iPad com auxílio do aplicativo Find My iPhone, da Apple, instalado no tablet. A Folha testou o Prey, programa para laptops e desktops com Windows, OS X e Linux.
Veja, abaixo, a experiência dos repórteres Alexandre Orrico e Filipa Sousa com o software.
*
Alexandre - De posse de um notebook com o Prey instalado, procurei um ponto com Wi-Fi gratuito. Depois de passar por um restaurante num shopping, me estabeleci num café na região central de São Paulo e comecei a usar o computador normalmente.
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Filipa - Saí da redação com o painel de controle do Prey ativo num iPad, pronta para iniciar uma caça ao Alexandre (eu não sabia da sua localização). O itinerário foi traçado pelo Google Maps.
Com a ajuda dos relatórios do aplicativo, que eram enviados de dois em dois minutos, eu conseguia ver na tela quando o "suspeito" se movimentava e quando estava parado.
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Alexandre - O único indício de que havia um monitoramento em curso era a luz da webcam, que acendia de dois em dois minutos para capturar a minha imagem.
Mas não dava para perceber o programa no gerenciador de tarefas, na barra inferior do Windows ou mesmo na lista de processos abertos.
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Filipa - Ao mesmo tempo em que recebia a indicação da localização do laptop, obtinha a indicação do melhor trajeto a ser feito até ele.
Quando finalmente cheguei ao local onde o nosso "suspeito" estava, atestei que o programa funcionou corretamente.
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Editoria de Arte/Folhapress

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ANTIVÍRUS E FIREWALL PODEM ATRAPALHAR
Os programas de rastreamento têm tantas funções de monitoramento que acabam por levantar preocupações sobre privacidade. Alguns podem até despertar a atenção de programas antivírus do computador, o que pode ser uma dor de cabeça para quem pretende instalar as aplicações de segurança. Se isso acontecer, você precisa adicionar uma exceção ao seu programa de antivírus (em alguns casos, é necessário reinstalar o software). Se você estiver usando o Prey no Mac ou no Linux, deve abrir o terminal e executar o comando "sudo /etc/init.d/cron start".
Outros programas de segurança, como o firewall, podem atrapalhar o funcionamento das ferramentas de monitoramento. O próprio firewall nativo do Windows 7, se ativado no nível máximo de proteção, pode impedir programas como o Hidden e o Prey de se conectarem à internet, inviabilizando as outras ferramentas, como o acesso à webcam. Para os programas funcionarem, o computador não pode ser formatado. Para tentar evitar que o ladrão faça isso, uma boa tática é deixar configurada uma conta de convidado sem senha. Apesar de todas as vantagens, é claro que essas ferramentas de rastreamento podem ser usadas para fins não tão nobres, como vigiar companheiros ou obter fotografias sem o conhecimento do usuário do computador em questão.
Para evitar isso, mantenha sempre um programa antivírus instalado e desconfie de sinais como a luz da webcam acendendo de tempos em tempos.
Márcio Neves/Folhapress
Simone Mozilli, que encontrou seu iPad perdido por meio do serviço Find my iPhone
Simone Mozilli, que encontrou seu iPad perdido por meio do serviço Find my iPhone

AVENTURA
Simone Mozilli, publicitária, recuperou seu iPad com a ajuda do aplicativo Find My iPhone. A aventura começou quando, em sua casa, deu falta do tablet, depois de ter ido a uma agência bancária.
Embora tivesse tido ajuda da polícia, a publicitária recuperou o aparelho sozinha.
Durante a procura por seu iPad, Simone Mozilli foi atualizando o Twitter com as novidades da busca. Em coisasdasimone.com.br/iPad ela conta sua história.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Governo estabelece novas regras para a movimentação de cheques

Quem quiser sustar um cheque alegando roubo, furto ou extravio vai ter dois dias para apresentar ao banco um boletim de ocorrência policial para validar a contraordem.

Gioconda Brasil /Brasília

A fama do cheque não é boa entre os comerciantes. Em alguns postos de gasolina ele não é aceito como opção de pagamento. Num deles fica claro o motivo: na mesa do gerente estão dezenas de cheques devolvidos por falta de fundos. “Ninguém voltou pra tentar fazer o pagamento de outra forma, então o prejuízo fica com a gente”, diz Alisson Proazzi, gerente do posto.Há seis anos, o posto não recebe cheques, mas em pequenos comércios, não tem jeito. “Se parar de receber cheque diminui ou altera o movimento”, diz Rubens Salles, gerente de salão de beleza.Agora bancos e correntistas terão regras mais rígidas para a concessão e a utilização dos cheques. Nos novos contratos as instituições terão de especificar as exigências para o cliente ter direito a talão de cheque. Em um ano, os contratos antigos também terão de ser adaptados às regras.
Esse é o mesmo prazo para que os bancos ofereçam aos comerciantes um serviço de consulta sobre a situação dos cheques. Em seis meses, a data de emissão das folhas de cheque terá de ser impressa nos talões.“Se o cheque foi confeccionado há um ano, dois anos, isso ajuda o comerciante ou quem for receber o cheque, se aquele cheque tem suspeitas de ser um cheque fraudado, roubado etc”, explica Sérgio Odilon dos Anjos, chefe do departamento de normas do Banco Central.Mas a principal mudança entra em vigor nesta sexta-feira (29) e mexe com a vida dos correntistas. Quem quiser sustar um cheque alegando roubo, furto ou extravio vai ter dois dias para apresentar ao banco um boletim de ocorrência policial para validar a contraordem. O registro só não será exigido nos casos de quebra de contrato.Segundo o Banco Central, as regras vão dar mais segurança, principalmente para os comerciantes que se vêm às voltas com numero impressionante: no ano passado, 61 milhões de cheques devolvidos no país. 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Após Sony, Microsoft admite problemas de segurança em games online

(EFE).- A empresa tecnológica Microsoft alertou nesta quarta-feira a seus usuários sobre possíveis tentativas de roubo de dados pessoais em sua plataforma de jogos online para o console Xbox, dias após a Sony suspender seu sistema equivalente para PlayStation por motivos similares.
A Microsoft anunciou no site do Xbox que detectou uma brecha de segurança no Xbox Live através de mensagens emitidas aos usuários do game "Modern Warfare 2" que utiliza dados pessoais dos usuários.
"Estamos cientes do problema e estamos trabalhando para resolvê-lo", indica o comunicado divulgado no site.Esta revelação ocorreu um dia após a Sony dos Estados Unidos reconhecer que o bloqueio de seus serviços online para PlayStation, que entrou em vigor há uma semana e segue ativo, foi uma medida de precaução para frear um caso de "phishing" - roubo de dados pessoais dos clientes.Segundo a Sony, dados como nome, endereço, e-mail, data de nascimento e senhas para entrar na rede PlayStation poderiam estar em posse de um hacker, que teria conseguido burlar os sistemas de segurança.Embora não tenha "evidências" de que um hacker teria realmente acessado os números e datas de validade dos cartões de crédito dos usuários, a empresa não descartou essa possibilidade e alertou a seus clientes para que tomassem precauções.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Programa permite que pais vigiem filhos no Facebook sem serem vistos

Software rastreia atividades suspeitas para enviar alertas aos pais.38% dos jovens ignoram os pedidos de amizade dos pais no Facebook.

Do G1, em São Paulo, com informações da AFP
A empresa de segurança on-line “Check Point” lançou na terça-feira (26) um programa que permite aos pais observarem seus filhos no Facebook sem estar conectados a eles na rede social.
O aplicativo “SocialGuard” examina o perfil do usuário no Facebook, como mensagens e pedidos de amizades, e usa um algoritmo para identificar potencial bullying, insinuações sexuais, conversas sobre drogas, violência ou suicídio. O programa é executado de forma invisível e rastreia atividades suspeitas para enviar alertas aos pais. De acordo com os criadores, os pais não precisam ter uma conta na rede social.
Programa monitora as atividades dos filhos no Facebook e envia alertas aos pais (Foto: Reprodução)
Programa monitora as atividades dos filhos no Facebook e envia alertas aos pais (Foto: Reprodução)
“O objetivo do software é proteger os adolescentes das ameaças sociais, ao mesmo tempo em que protege a privacidade e promove uma comunicação aberta”, explicou Bari Abdul, vice-presidente da “Check Point”.
O software também verifica se os contatos dos adolescentes na internet estão mentindo sobre a idade ou se são estranhos tentando ser amigos deles no Facebook. A empresa citou uma pesquisa que indica que 38% dos adolescentes ignoram os pedidos de amizade dos pais no Facebook. O programa está disponível neste link da empresa- http://www.zonealarm.com/security/en-us/home.htm - por US$ 2 mensais ou por US$ 20 por ano.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

'Não corrigimos falhas menores para não danificar o produto', diz Microsoft

G1 entrevistou Mike Reavey, diretor do Microsoft Security Response Center.Correção poderia prejudicar outras funções do produto, afirma executivo.

Laura Brentano e Altieres Rohr Do G1, em São Paulo
 
 
Mike Reavey, diretor do Microsoft Security Response Center (Foto: Divulgação)Mike Reavey é diretor do Microsoft Security
Response Center (Foto: Divulgação)
A Microsoft divulga todos os meses atualizações de segurança de seus produtos para corrigir falhas encontradas por hackers e pesquisadores. Porém, alguns problemas nunca receberam correção, mesmo depois de terem se tornado públicos.Segundo Mike Reavey, diretor do Microsoft Security Response Center, falhas com pouco risco não são corrigidas pois podem prejudicar outras funções do produto que estão funcionando normalmente. “Os próprios consumidores não iriam aplicar a correção de qualquer jeito”, afirmou Reavey em entrevista exclusiva ao G1.Reavey esteve em São Paulo para participar do Fórum BlueHat Security, organizado pela Microsoft para discutir as prevenções e os riscos à segurança digital. O Microsoft Security Response Center é responsável por encontrar e solucionar brechas existentes nos produtos da empresa.Reavey contou ao G1 como é o ritmo de trabalho da sua equipe e como a Microsoft lida com as novas ameaças. Entre as revelações do executivo está a de que o grupo de segurança não usa filtro de spam para que nenhum possível relato de vulnerabilidade seja perdido.
Veja abaixo a íntegra da entrevista.
Por que existem falhas publicadas na internet que ainda não receberam correção?
Mike Reavey – O Microsoft Security Response Center sempre vai investigar qualquer falha que apareça. Nós trabalhamos para ter certeza que a maioria das falhas serão consertadas antes que os nossos consumidores fiquem sabendo. Às vezes, há problemas detectados que possuem riscos menores ou que são pouco práticos para um ataque. Além disso, aquele problema talvez requeira uma mudança na configuração e na arquitetura do produto. Se nós consertarmos essa falha, talvez prejudique outras funções do produto.
Então, para ataques de pouca severidade ou impraticáveis, nós não queremos parar a funcionalidade de sistemas que estão funcionando pois os consumidores não iriam aplicar a correção de qualquer jeito. Porém, em casos de ataques grandes, não vamos apenas corrigir o problema, como vamos colocar soluções para que as pessoas se protejam.
No entanto, é importante saber que 85% das falhas que nós reportamos – de forma privada – foram corrigidas antes que houvesse qualquer notificação pública. Portanto, a grande maioria das falhas são concertadas antes que os usuários sejam expostos a qualquer tipo de risco.
Como funciona o trabalho do Microsoft Security Response Center?
Mike Reavey – O time do Security Response coordena qualquer vulnerabilidade que é encontrada em produtos da Microsoft, como Windows, Internet Explorer e Office. Nós não criamos a correção. Nós trabalhamos com engenheiros do produto, que conhecem bem o sistema, e eles nos ajudam a criar a correção. O que fazemos é trabalhar com a equipe do produto para entender a brecha encontrada pelo hacker. Mais do que apenas concertar um problema, nossa equipe tenta resolver o maior número possível de falhas. Desta forma, quando os consumidores baixam a atualização, ela irá durar por mais tempo.
Quantas pessoas trabalham no Microsoft Security Response Center?
Mike Reavey – Mais de 40 pessoas. Porém, nós temos funcionários dedicados nas equipes dos produtos que também trabalham nos problemas de segurança. Para a maioria das ocorrências, há centenas de pessoas trabalhando na atualização de segurança. E, para incidentes maiores, é possível ter mais de 1 mil funcionários focados na falha.
Como é feita a escala dos funcionários?
Mike Reavey – Em uma grande falha, nós trabalhamos no modelo chamado “seguindo o sol” (quando as tarefas são repassadas para equipes em outras partes do mundo). A Microsoft é uma empresa global que trabalha com equipes em várias partes do mundo, como China, Índia e Europa. Muitas falhas são resolvidas durante o horário comercial. Porém, em incidentes de alta prioridade, nós não paramos de funcionar e trabalhamos 24 horas por dia em sete dias por semana no modelo “seguindo o sol” (quando um escritório fecha na Califórnia, outra equipe pega as tarefas no Japão, por exemplo).
Como a Microsoft acompanha as mudanças na área da segurança?
Mike Reavey – O nosso trabalho nunca é chato. Nós acompanhamos o desenvolvimento do cenário de segurança ao longo dos anos e a Microsoft tem crescido junto com esse panorama. Porém, uma das razões que fazemos eventos como o “BlueHat” é porque a comunidade de pesquisadores está sempre encontrando novas maneiras inovadoras de testar a segurança dos produtos. Nós criamos uma relação com essa comunidade para entender a sua metodologia.
Como a Microsoft gerencia os avisos de brechas enviados pelos clientes?
Mike Reavey – Os tipos de vulnerabilidade estão sempre mudando e as defesas também. Nós recebemos mais de 100 mil e-mails no site da Microsoft Security por ano. Nós temos funcionários que olham todos esses e-mails para entender se algum deles envolve vulnerabilidade. A maioria dessas mensagens não tem relação com segurança. Por isso, acabamos selecionando 1 mil e-mails para investigar. Chegam perguntas de suporte como “minha conta do Hotmail está comprometida”. Mas isso é normal porque o endereço da Microsoft Security é muito procurado. Porém, não usamos filtro de spam e nem sistema automático porque podemos receber problemas críticos também. Realmente temos pessoas que cuidam do e-mail 24 horas por dia.
Quais os principais desafios das ameaças de hoje?
Mike Reavey – As ameaças estão ficando melhores e mais desafiadoras em várias áreas. Por
exemplo: quando eu cheguei na Microsoft (em 2003), você via vírus que atacavam as máquinas quando o usuário não estava fazendo nada. Hoje, não se vê mais isso pois as ameaças estão diferentes. O que está acontecendo hoje, mais do que nunca, é um esforço colaborativo, uma defesa de base da comunidade, onde não há um produto trabalhando por si só tentando resolver o problema. Eles estão trabalhando com outros. Eu acho que isso é necessário para tentar criar mais confiança na internet.
Como é sempre ter que corrigir um problema novo em um produto diferente?
Mike Reavey – É sempre muito desafiador para a Microsoft atualizar os seus produtos, pois há várias versões, em diversas línguas e com diferentes funções. Mesmo assim, atualizamos os sistemas todos os meses, na segunda terça-feira de cada mês, às 10h [horário do Pacífico, 15h de Brasília]. Algumas vezes, atualizamos 600 milhões de sistemas [de usuários] durante a primeira semana do mês. E, se nós “invalidamos” algo, as pessoas não irão instalar a atualização. Então, a prioridade número 1 nas nossas atualizações de segurança é ter sempre muita qualidade. Nós construímos processos e testamos sistemas e isso leva algum tempo. Por isso, realizar esses testes é um processo muito intenso e que leva tempo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Facebook lança ferramentas de segurança a seus usuários

O Facebook anunciou nesta terça-feira (19) o lançamento de ferramentas de segurança aos seus usuários. No pacote, estão um guia de privacidade, um serviço para fazer denúncias e mais uma camada de controle para a conta do usuário.
O Centro de Segurança da Família traz "artigos úteis para pais e adolescentes e vídeos sobre segurança e privacidade", segundo Arturo Bejar, diretor de engenharia do Facebook. A previsão é de que, nas próximas semanas, sejam adicionadas informações aos professores. Já o serviço de Relato Social, ou Social Reporting, permite que as pessoas façam denúncias. Os avisos poderão ser lidos tanto pela equipe do Facebook quanto pela própria comunidade da rede social. Por fim, a nova ferramenta de autenticação de dois fatores adiciona mais uma camada de segurança a conta do usuário, segundo o Facebook. "Quando esse novo recurso é ativado, pedimos ao usuário que digite um código todas as vezes que ele tenta acessar o Facebook a partir de um novo dispositivo", conta Bejar. A ideia é evitar o acesso não autorizado às contas.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Polêmica-Mãe de aluna morta em ataque quer processar escola

Noeli da Silva Rocha afirma que 'quer Justiça'.
Ela culpa falha na segurança da escola municipal Tasso da Silveira.

Carolina Lauriano Do G1 RJ

Mãe de aluna quer entrar na Justiça (Foto: Carolina Lauriano / G1)Noeli Rocha, mãe de aluna morta em escola,
quer entrar na Justiça (Foto: Carolina Lauriano / G1)
“Eu quero Justiça”, disse, nesta quinta-feira (14), a dona de casa Noeli da Silva Rocha, de 38 anos, mãe da menina Mariana Rocha, uma das 12 crianças mortas no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, no dia 7 de abril. Ela informou que pretende processar o colégio.
“Como é que eles deixam um bandido que fez isso subir e matar um monte de criança? Isso foi erro de quem? Não foi da escola? Então eles vão ter que me pagar”, desabafou ela, após a reunião de pais e professores na Tasso da Silveira.Segundo Noeli, há cerca de um mês o filho mais novo dela, Eduardo, de 11 anos, esqueceu o lanche em casa e ela tentou entregar na escola, porém foi impedida no portão. “Eu não tive acesso nem na secretaria da escola, tive que entregar do portão. (...) Como que deixam esse cara entrar?”, indagou ela.Noeli contou ainda que na quarta-feira (13) houve uma reunião na casa da mãe da menina Larissa Atanázio, morta no ataque. Ela não pode ir, mas foi informada que um advogado ficou encarregado de ir à prefeitura do Rio. “Vou entrar com uma ação, queria reunir todas as mães, tem umas que já estão concordando comigo. Não é questão material, mas que isso não fique impune”, disse ela.
A dona de casa disse que tirou o filho mais novo da Tasso da Silveira e ele já recebeu uma bolsa em um colégio particular da região. “Ele não dorme, não come”, disse ela. De acordo com Noeli, o menino chegou a ir à missa de sétimo dia das vítimas, mas passou mal e teve que deixar o local.
Procurados pelo G1, o Ministéio Público informou que não é responsável por esse tipo de ação; a Ordem dos Advogados do Rio (OAB-RJ) disse que não pretende entrar na Justiça; e o governo afirmou que ainda não tem informações sobre esse assunto.
Reunião de pais e professores
Na reunião desta quinta-feira, a segurança foi o principal tema do encontro, que durou cerca de uma hora. Segundo os pais, uma das decisões tomadas seria de que a Guarda Municipal faria segurança permanente na unidade, mas, procurada pelo G1, a assessoria da Guarda não confirma essa informação.
Os pais que estiveram na reunião contaram ainda que alguns seguem com receio de retornar as aulas. Ainda segundo os pais, uma das salas atacadas será transformada numa biblioteca e a outra será reservada para crianças com necessidades especiais.
Readaptação deve levar três semanas
As aulas, no entanto, serão retomadas gradativamente em até três semanas. Nos primeiros dias, a previsão é que os alunos participem apenas de atividades lúdicas e as turmas voltem às suas rotinas aos poucos.

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