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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Caixa terá juro de 1,35% no cheque especial

MAELI PRADO
DE BRASÍLIA
TONI SCIARRETTA
FABIO MAZZITELLI
DE SÃO PAULO

Após o Banco do Brasil provocar a concorrência com juros baixos, chegou a vez de a Caixa Econômica Federal surpreender com uma abordagem ainda mais agressiva.

O banco reabre na segunda oferecendo pacotes inéditos para clientes vindos de outros bancos e taxas de cheque especial que começam em 1,35% ao mês --há duas semanas, a média era 8,01%.A Caixa distribuirá aos correntistas de outros bancos formulários para "migração" da conta-salário e oferecerá linha de financiamento chamada "Crédito Azul", pela qual o cliente poderá quitar a "dívida cara" na concorrência e se refinanciar com juros menores no banco estatal.Apesar de o BB ser o maior banco brasileiro, a Caixa tem mais capacidade de abordar clientes de outras instituições. Além de ter 80% do crédito imobiliário no país, ela recebe clientes de outros bancos porque é a gestora do FGTS e implementa serviços sociais do governo, como pagamento de seguro-desemprego, PIS, Bolsa Família e o Fies (crédito estudantil). Juntando todos, o banco tem 56,8 milhões de clientes -- quase 30% da população do país.Bancada pela presidente Dilma Rousseff, a iniciativa dos bancos públicos visa estimular a economia por meio do consumo e forçar Itaú, Bradesco e Santander a reduzirem suas taxas sob o risco de perderem mercado, como ocorreu na crise de 2009.Se o BB informou que cobrará 3% ao mês no chamado rotativo do cartão de crédito (quando o cliente não paga a fatura integral) só no caso de clientes de outros bancos que aderirem ao banco, a Caixa atacará com um piso de 3,97% ao mês para todos nessa modalidade.No caso do crédito com desconto em folha de pagamento (consignado), o piso será de 0,84% ao mês, praticamente a mesma taxa de 0,85% que será cobrada pelo BB para aposentados do INSS, linha conhecida pelo baixo risco de calote.Para crédito pessoal, em um financiamento de R$ 15 mil em 36 meses, as taxas irão variar entre 2,33% ao mês a 2,53%.
A Caixa também anuncia na segunda uma linha de crédito de R$ 8 bilhões para capital de giro direcionado a micro e pequenas empresas.Para divulgar a redução nos juros, a Caixa fez um anúncio de 30 segundos na TV, estrelado pela atriz Camila Pitanga, batizado de "Caixa Melhor Crédito".
gerentes treinados.Em São Paulo, os gerentes da Caixa receberam ontem um folheto com o material de divulgação do corte nos juros, intitulado "Corte Histórico de Juros na Caixa", com a atriz Camila Pitanga como garota-propaganda ""ela já havia sido a estrela do comercial que mostrou os resultados de 2011 do banco.
Editoria de Arte/Folhapress

NOVOS CLIENTES
A ideia da ofensiva da Caixa, segundo comentou um gerente, é captar aqueles que ainda não são clientes, oferecendo algumas vantagens para que estabeleçam um vínculo sólido com a instituição financeira.A Caixa promete anunciar um novo sistema para estimular a portabilidade, mecanismo em que o cliente transfere pagamentos e dívidas de um banco para outro.A "portabilidade de dívidas" está disponível desde 2007, mas ainda não decolou. Isso porque, quando um cliente deseja migrar o empréstimo de um carro, por exemplo, tem de arcar com todos os custos burocráticos e cartoriais, o que anula ganhos com redução de juros.Procurados, Itaú e Bradesco disseram que estudam medidas semelhantes. O Santander afirmou que já tem reduzido as taxas para manter sua competitividade.

com Claudia Rolli e Marianna Aragão, de São Paulo

quinta-feira, 15 de março de 2012

Banco do Brasil é condenado a pagar R$ 600 mil por assédio moral

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Distrito Federal condenou o Banco do Brasil (BB) a pagar indenização de R$ 600 mil por assédio moral coletivo, pois foi evidenciado que o assédio por superior hierárquico era uma ferramenta de gestão em unidades do banco de diversas partes do País, de acordo com informações da assessoria de imprensa do TRT. A decisão determina que o valor seja revertido em benefício do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Conforme a assessoria, o Ministério Público do Trabalho (MPT) denunciou a prática de atos de humilhação, de constrangimento e tratamento agressivo contra quatro empregados da Ouvidoria Externa do banco, que perderam comissões e chegaram a pedir aposentadoria devido ao tratamento.Segundo o MPT, foram verificados inúmeros procedimentos de investigação de assédio moral contra o BB em todo Brasil, além de existirem ações trabalhistas que também mostram a existência de assédio no local. O MPT considerou que a política do banco não combate, de modo eficaz, o assédio moral, diz a assessoria.O banco alegou que desestimula esse tipo de conduta dos funcionários, mas ponderou que devido ao tamanho do seu quadro de pessoal, não há como impedir a ocorrência eventual do assédio. Segundo a decisão do TRT, a condenação ocorreu porque foi constatada a prática de assédio "que exige providências e reparações."
Procurado, o banco informou que "o Banco do Brasil já recorreu da decisão com base nos fundamentos adotados pelo próprio Tribunal, que reconheceu que o BB adota mecanismos para inibir a prática do assédio moral".

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Site do Banco do Brasil sai do ar em 3° ataque de hackers

Operação #OpWeeksPayment, do Anonymous, vai derrubar um site por dia até sexta-feira. Foto: Reprodução Operação #OpWeeksPayment, do Anonymous, vai derrubar um site por dia até sexta-feira
Foto: Reprodução

Hackers ligados ao grupo Anonymous seguem com a semana de ataques a sites de bancos e tiraram do ar a página do Banco do Brasil nesta quarta-feira, por volta das 10h. Este é o terceiro ataque da operação #OpWeeksPayment, que na segunda-feira derrubou o site do Itaú e na terça, o do Bradesco.
Segundo informações dos grupos @AntiSecBrTeam e @iPirateGroup, que coordenam a ação, será atacado um banco por dia até sexta-feira, com indisponibilidade prevista de 12 horas. Esta semana foi escolhida por ser o período de pagamento das principais empresas, com grande volume de transações pela internet. O objetivo, de acordo com os hackers, é chamar a atenção das pessoas para o Anonymous e o objetivo do movimento.A equipe do Terra tentou acessar o site do BB após o anúncio do grupo que teria derrubado a página e constatou inconstância no acesso. Consultado, o banco disse que apura as informações e se manifestará oficialmente quando tiver mais dados.
Febraban
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que "os ataques a sites dos bancos, se bem sucedidos, atingiriam e prejudicariam a população que utiliza os serviços eletrônicos para obter informações e realizar transações bancárias". O texto também menciona "mecanismos e contingências" das instituições financeiras para impedir os ataques. O comunicado conclui afirmando que a federação "vem postulando com empenho a aprovação de lei especifica que criminalize ataques e fraudes eletrônicas".
Controverso
No Facebook, a página Plano Anonymous Brasil - também atribuída ao grupo hacker - nega que os ataques desta semana tenham relação com o coletivo de ciberativistas. "Anonymous não tem como alvo a sociedade, os prejudicados por esta ação são única e exclusivamente os cidadãos", diz a mensagem publicada por volta das 14h30 desta terça-feira. Segundo o texto, a operação seria obra dos hackers do "@AntisecBrTeam, @iPiratesGroup e a @Lulzsecbrazil, grupos estes, que se declararam contra o Anonymous abertamente, e estão executando essa ação como tentativa de desmoralizar o coletivo". A nota termina pedindo para que as pessoas que não concordam com o ataque compartilhem o post.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

SP: cliente fica nu após detector de metais de banco barrá-lo

Um homem ficou nu dentro de uma agência bancária de São Paulo, no fim da manhã desta quarta-feira, após ser barrado pelo detector de metais. Segundo a Polícia Militar, o caso ocorreu por volta das 11h30 em uma agência do Banco do Brasil na avenida Nova Cantareira, no Tucuruvi, zona norte da capital paulista.
Revoltado ao ser barrado na porta com detector de metais, o cliente teria se desentendido com um funcionário da agência e decidiu tirar toda a roupa. Uma viatura da PM foi deslocada até o local. A ocorrência foi registrada no 20º DP.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Banco do Brasil reduz juros do crédito pessoal

O Banco do Brasil anunciou ontem a redução das taxas de juros para pessoas físicas no financiamento de carros, empréstimos pessoais e para o crédito consignado do INSS.

As mudanças ocorreram depois de o Banco Central anunciar na sexta-feira mudanças para facilitar o crédito nas compras de Natal. O Banco Central reduziu o volume de recursos que os bancos têm de reservar --de R$ 16,50 por operação de crédito para R$ 11.
Segundo o Banco do Brasil, o crédito consignado de 37 a 60 meses passou de 2,34% para 2,04%. Já para a compra de veículos novos ou usados, com até dez anos, a redução poderá ser de até 0,5 ponto percentual. No crédito pessoal, o corte é de até 0,2 ponto percentual entre 25 e 36 meses.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Folhas de cheques trarão data de emissão impressa a partir de hoje

Renata Giraldi
Da Agência Brasil
A partir desta sexta-feira (28) as folhas de cheques passarão a ter a data de confecção impressa, na lateral esquerda. O objetivo é aumentar a segurança, a transparência e a credibilidade nas operações.
A medida foi adotada atendendo a pedidos de comerciantes que reclamavam sobre o uso de folhas antigas de cheques.A decisão foi aprovada há seis meses pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Antes dessa decisão, apenas a data em que o correntista passava a ser cliente do banco vinha impressa nos cheques. Algumas instituições financeiras se anteciparam ao início do prazo de vigência da mudança e já incluíram a data de emissão.O Banco Central (BC) informou que nos contratos os bancos serão obrigados a esclarecer os clientes sobre a nova medida e as alterações adotadas para liberar os talões.
De acordo com o BC, a alteração ajuda aquele que recebeu o cheque como pagamento e tem suspeitas de que o documento seja fraudado ou roubado. Para os especialistas, o procedimento para sustar o cheque ficará mais difícil, pois o correntista terá que apresentar um boletim de ocorrência policial sobre os motivos da sustação.Pelas normas do BC, se o cheque foi roubado, poderá haver uma sustação provisória, mas em dois dias úteis o boletim de ocorrência terá de ser apresentado ao banco.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Bancários começam a retornar ao trabalho

Bancários de diversas cidades do país, especialmente do interior de São Paulo, já começaram a retornar ao trabalho, segundo informações do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro. A entidade propôs que os sindicatos de todo o país aceitassem a proposta apresentada na última sexta-feira pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) para o fim da greve, que chega nesta segunda-feira a 21 dias. Para o presidente da Contraf, o acordo firmado com a Fenaban "foi uma vitória e reforçará as reivindicações de outras classes de trabalhadores, que vão discutir daqui para a frente seus acordos coletivos anuais".
A proposta da Fenaban estabeleceu reajuste de 9% sobre os salários e de 12% sobre o piso da categoria, válido a partir de 1º de setembro. O valor do piso sobe de R$ 1.250 para R$ 1.400. Os bancários vão receber da instituição em que trabalham até 2,2 salários por ano, a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Pelo acordo, a categoria conquistou aumento real de 1,5%, e para o piso da categoria, o aumento real foi de 4,3%. Os bancários vão repor os dias de paralisação até 15 de dezembro, o que afastou a possibilidade de desconto dos dias parados. "Houve ganho político muito relevante, uma vez que o discurso do governo é de que aprovar reajustes acima da inflação e dar ganhos reais, realimentaria a inflação", disse Cordeiro.
Além do campo financeiro, ele cita ainda avanços na questão social e no que se refere à segurança. Ficou acertado, por exemplo, que os bancários não vão trabalhar no transporte de valores, o que "porá fim à violência que muitos sofrem, principalmente no interior, com a ocorrência inclusive de casos de mortes".
Ele cita ainda a proibição da divulgação pelos bancos de ranking sobre o desempenho individual de bancários, prática que, segundo o sindicalista, provocava constrangimentos no local de trabalho.

sábado, 15 de outubro de 2011

Bancários fazem acordo e greve pode acabar na terça-feira

TONI SCIARRETTA/FOLHA
DE SÃO PAULO

No segundo dia de negociações, os bancários e as principais instituições financeiras conseguiram chegar a um acordo de reajuste salarial de 9% e a greve, que já dura 18 dias, pode terminar. Agora, os bancários vão levar a proposta para votar o fim da greve em assembleias na segunda-feira. Se aprovada, voltam ao trabalho na terça.
Ambos os lados cederam, mas conseguiram garantir um reajuste salarial de mais de 1% acima da inflação, diferentemente dos trabalhadores dos Correios, que terminaram a greve, por ordem da Justiça, quase sem aumento real. Será o oitavo ano em que os bancários terão aumento real. Inicialmente, os bancários pediam ganho real de 5%, índice que os bancos consideraram "impraticável".
Se aprovado, o aumento vale a partir de setembro. O piso para os bancários que exercem função de caixa passa para R$ 1.900, no caso de jornadas de seis horas. Para a função de escriturário, o piso passa para R$ 1.400. O acordo prevê ainda aumento da PPR (Participação dos Lucros e Resultados) adicional de R$ 1.100 para R$ 1.400 e do teto da parcela adicional de R$ 2.400 para R$ 2.800.
"Foi um processo de negociação bastante longo, mas que finalmente levou a um acordo contruído na mesa de negociação", disse o diretor de Relações do Trabalho da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), Magnus Apostólico.
HISTÓRICO
De qualquer forma, a greve continua pelo menos até a segunda, atingindo o 21o dia de paralisação.
Ontem, os bancários tiveram a primeira reunião com os bancos desde o início da greve.
A paralisação deste ano já é a maior desde 2004, quando a greve durou 30 dias.
Neste ano, a greve teve forte adesão nos centros administrativos dos bancos. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo (ligado à CUT), a greve parou pelo menos 35 mil dos 170 mil bancários da região.
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress

 

sábado, 8 de outubro de 2011

Caixa não poderá negar crédito a inadimplentes há mais de cinco anos

DA AGÊNCIA BRASIL

Clientes que deixaram de pagar empréstimos há mais de cinco anos não poderão ter o crédito restringido pela Caixa Econômica Federal.
Por unanimidade, a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) determinou que qualquer informação negativa de correntistas inseridas em cadastro ou banco de dados interno antes desse prazo não pode ser usada na concessão de empréstimos e financiamentos.
Caso o cliente tenha o crédito rejeitado, o banco também terá de apresentar uma justificativa.
A decisão é válida para todo o país e tem como base o Código de Defesa do Consumidor. A legislação, de acordo com o tribunal, estabelece que os cadastros de consumidores não podem conter informações negativas de mais de cinco anos e garante acesso a esses dados pelos clientes. O Ministério Público Federal, autor da ação, alega que essa norma tem como objetivo impedir que o consumidor seja eternamente punido por fatos antigos, o que configura pena de caráter perpétuo, proibida pela Constituição Federal. O processo teve origem na 8ª Vara da Justiça Federal no Ceará, que condenou o banco em primeira instância. A Caixa recorreu no TRF-5, onde também perdeu a ação, mas decidiu contestar novamente a sentença por meio de embargos de declaração.
Para o TRF-5, a decisão não prejudica os riscos de negócio da Caixa, porque a instituição pode continuar a avaliar o perfil, a renda e o endividamento do cliente, desde que não sejam considerados dados de mais de cinco anos. Procurado pela Agência Brasil, o banco não informou se foi notificado nem se recorrerá da decisão no Superior Tribunal de Justiça.

Planalto manda cortar ponto de grevistas do BB e CEF

O governo decidiu aproveitar as primeiras greves da Era Dilma Rousseff para fixar um padrão de relacionamento com os funcionários que optam por cruzar os braços.
Por ordem do Planalto, repassada ao Ministério da Fazenda, as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal cortarão o ponto dos seus grevistas.A mesma providência já havia sido adotada em relação aos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, vinculada ao Ministério das Comunicações.Neste sábado (8), a greve dos bancários completa 12 dias. A paralisação dos Correios entra no 25o dia.
Nos dois casos, os trabalhadores são representados por entidades vinculadas à CUT, braço sindical do PT, o partido de Dilma.A despeito disso, Dilma mandou dizer que os gestores de bancos e empresas do governo devem se portar como administradores públicos, não como sincalistas.
Representadas pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), as casas bancárias ofereceram reajuste de 8%.A Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo financeiro) reivindica 12,85%. A negociação foi interrompida. Nesta sexta (7), segundo a entidade, 8.951 agências estavam fechadas.Os Correios chegaram a firmar um acordo com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telegráfos e Similares).
Deu-se numa audiência de conciliação do TST. Porém, o acerto foi desautorizado pelos trabalhadores em assembléias realizadas nos Estados.Nesta sexta, tentou-se repactuar o entendimento, de novo sob mediação do TST. Dessa vez, desautorizada por seus representados, a Fentect refugou o acordo.
Em nota veiculada na internet, a federação atribuiu o dissenso à insistência do governo em cortar o ponto dos grevistas.Na folha salarial de setembro, foram passados na lâmina seis dos 25 dias parados. Os negociadores dos Correios concordaram em devolver o dinheiro. Porém...
Porém, ficara combinado que o corte seria feito a partir de janeiro de 2012, em parcelas. E os outros dias parados seriam compensados com horas extras.Diante do fracasso das duas tentativas de acordo, o TST agendou para a próxima terça (11) o julgamento do dissídio da categoria postal.A Fenaban receava que os bancos públicos, diferentemente dos privados, fossem pagar os dias parados dos seus grevistas. Foi informada de que isso não vai acontecer.
Em 2007, assediado por greves de servidores públicos, Lula chegou a declarar que greve sem corte do ponto vira férias.Sob Dilma, o governo emite sinais de que está determinado a levar às últimas consequências as palavras do ex-sindicalista e fundador da CUT.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Vídeo mostra vigia atirando em cliente em banco na Grande SP

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que um vigia atira contra um correntista em uma agência bancária do Bradesco em São Bernardo do Campo (Grande SP). Os disparos foram dados quando a vítima estava de costas. As imagens foram exibidas pelo telejornal "SPTV", da TV Globo.
O crime ocorreu nesta segunda-feira. De acordo com os investigadores da Polícia Civil, Sandro Antônio Cordon, 33, era correntista do banco e já havia discutido com o segurança Jonatas Pereira Lima, 29, na semana passada. Hoje voltou a procurá-lo no primeiro andar da agência.
Após uma discussão, o vigilante sacou sua arma e atirou contra Cordon, que tentou se esconder dos tiros atrás de uma recepcionista que estava perto. O correntista não estava armado.
A discussão ocorreu por volta das 10h20, em uma agência do Bradesco da rua Marechal Deodoro, região central da cidade. Na semana passada, a porta giratória da agência travou quando a vítima tentava entrar no banco e, na ocasião, Cordon ameaçou o vigia. Nesta segunda, de acordo com a versão de Lima, o correntista fez menção que sacaria uma arma. Um dos tiros atingiu a vítima na barriga e outros três, nas costas. O Bradesco divulgou nota afirmando que "lamenta profundamente a perda e presta total solidariedade aos familiares". Segundo a assessoria do banco, o vigia era um funcionário terceirizado da empresa de segurança Protege. Por meio de nota, a Protege informou que "está empenhada em auxiliar a polícia na apuração dos fatos" e que "todos os seus vigilantes são qualificados, selecionados e treinados, conforme estabelece a legislação específica da atividade de segurança privada". A reportagem ainda não localizou o advogado de Lima.
Adriano Lima/Folhapress
Fachada da agência em São Bernardo onde vigia matou cliente a tiros
Fachada da agência em São Bernardo onde vigia matou cliente a tiros

 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Semana de pagamentos-Bancários prometem intensificar greve a partir de hoje

Agência Estado
 
SÃO PAULO - Os bancários prometem intensificar em todo o país, a partir desta semana, a greve deflagrada na última terça-feira, dia 27. "Queremos quebrar a intransigência dos bancos públicos e privados", diz o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeira, filiada à Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro. Amanhã, dia 3, o comando nacional se reúne, em São Paulo, para avaliar os rumos do movimento. A categoria reclama do "silêncio" da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Segundo a Contraf-CUT, a entidade patronal não manifestou, até agora, intenção de retomar as negociações. Os trabalhadores entraram em greve após rejeitar a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. De acordo com eles, esse percentual representa 0,56% de aumento real.Os bancários reivindicam reajuste de 12,8%. Esse percentual representa, destacam, 5% de aumento real mais a inflação do período. Além disso, a categoria quer valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), abertura de contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, extinção de metas que consideram abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.

Diálogo
"Os bancos, que lucraram mais de R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, têm plenas condições de fazer uma proposta que seja capaz de atender às reivindicações dos funcionários", diz Carlos Cordeiro. "Apostamos no diálogo e na negociação para resolver o impasse."De acordo com a Contraf-CUT, o movimento paralisa bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal. A entidade espera que amanhã os bancários de Roraima também suspendam as atividades. Na sexta-feira, dia 30, foram paralisadas 7.865 agências e centros administrativos, segundo balanço da representação sindical."O Brasil é um dos países com maior desigualdade do mundo. Aqui, um executivo de banco chega a ganhar até 400 vezes a renda de um bancário que recebe o piso da categoria. É preciso mudar essa realidade e tirar o país dessa vergonhosa posição entre as dez nações mais desiguais do planeta", ressalto o presidente da Contraf-CUT.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Bancários entram em greve a partir desta terça-feira, diz confederação

Trabalhadores querem 12,8% de reajuste; Fenaban oferece 8%.Com greve nos bancos, Febraban orienta uso de canais alternativos.

Do G1, em São Paulo

Os bancários decidiram entrar em greve em todo o país a partir desta terça-feira (27), por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após assembleias dos sindicatos da categoria realizadas em todo o país na noite desta segunda. A paralisação atingirá bancos públicos e privados.
Agência na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio já tinha cartazes com anúncio de greve na manhã desta terça-feira (27)  (Foto: Anay Cury/G1)
Agência na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio já tinha cartazes com anúncio de greve na manhã desta terça-feira (27) (Foto: Anay Cury/G1)
Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que coordena o Comando Nacional dos Bancários, disse que o objetivo do movimento é pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a retomar as negociações e a melhorar a proposta de aumento real de salários da categoria, cuja data-base para renovação da convenção coletiva de trabalho é 1º de setembro.
Seguindo orientação do Comando Nacional, a categoria recusou a proposta de 8% de reajuste, feita pela Fenaban durante a quinta rodada de negociações, na última sexta-feira (23), em São Paulo. “Isso significa apenas 0,56% de aumento real, continuando distante da reivindicação de 12,8% de reajuste (5% de ganho real mais a inflação do período)”, diz Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
ReivindicaçõesPara os trabalhadores, a proposta dos bancos não contém valorização do piso salarial, não amplia a participação nos lucros e não traz avanços em relação às reivindicações de emprego e melhoria das condições de trabalho. “Os bancários reivindicam fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, dentre outras reivindicações”, destaca a Contraf-CUT.
“Contamos com o apoio e a compreensão dos clientes e usuários, que sofrem com as altas taxas de juros, as tarifas exorbitantes, as filas intermináveis pela falta de funcionários, a insegurança e a precarização do atendimento bancário“, diz Cordeiro.
Em agência da Avenida Paulista, cartazes ainda estavam sendo colados na manhã desta terça-feira (Foto: Anay Cury/G1)Em agência da Avenida Paulista, cartazes ainda estavam sendo colados na manhã desta terça-feira (Foto:Anay Cury/G1)
Na noite desta segunda-feira, houve assembleias nos Sindicatos dos Bancários de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Campo Grande, Mato Grosso, Paraíba, Alagoas, Ceará, Piauí, Espírito Santo, Campinas, Piracicaba, Juiz de Fora, Dourados e Vitória da Conquista, entre outros, conforme levantamento feito até as 20h30 pela Contraf-CUT.Para a Fenaban, qualquer atitude que dificulte o atendimento de usuários é condenável, principalmente quando a negociação pode continuar e evitar qualquer paralisação. Aos clientes bancários, a entidade lembra que, mesmo numa greve, muitas agências funcionam normalmente e vários outros canais de atendimento (internet, telefone, terminais de autoatendimento e correspondentes) permitem a prestação de serviços.
FebrabanDiante da greve dos bancários em todo o país, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orienta os clientes a recorrerem a canais alternativos como internet, telefone e terminais de autoatendimento.
A entidade orienta os bancos a buscarem todos os meios legais para garantir o atendimento da população. “Precisamos tentar garantir que a população não seja prejudicada” diz a federação, em nota. A entidade diz considerar o ato do sindicato da categoria precipitado.
ImpasseA Fenaban afirma que apresentou, na sexta-feira (23), proposta que prevê reajuste a todos os salários, pisos salariais, benefícios e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em 8% a partir de 1º de setembro de 2011. “Considerando o acordo de 2010 e a proposta de 2011, os pisos estão acrescidos de mais de 25% e os salários, em geral, em mais de 16% em apenas dois anos”, diz a entidade.
A Fenaban diz estar preparada para dar continuidade à negociação até que um acordo seja alcançado.
De acordo com o diretor de relações do trabalho da Febraban, Magnus Apostólico, os sindicatos marcaram a greve precipitadamente em meio às negociações. "Na última sexta-feira pedimos a eles que marcassem outra reunião e eles resolveram ir para a greve. A negociação está completamente aberta", afirmou. Apostólico acredita que a paralisação foi premeditada. "Parece que o objetivo é greve e não negociação. Nem contraproposta foi apresentada. Se eu me sento à mesa para negociar e do outro lado tem um paredão de tênis que tudo que eu mando ele diz não e também não propõe nada, não há como negociar", explicou.
De acordo com o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, o aumento real de 0,56% é insuficiente. Ele disse que o lucro dos seis maiores bancos do País subiu, em média, nos últimos dois anos, cerca de 20%. "E os bônus dos executivos de bancos na maioria deles é 400 vezes maior do que a participação nos lucros e resultados (PLR) básica de um bancário", protestou. Segundo Cordeiro, no ano passado, a categoria conseguiu 3,08% de aumento real, valor bem superior ao oferecido até agora para 2011. "Foram cinco rodadas de negociação e os bancos não avançaram em nada sua proposta", disse.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Bancários de SP anunciam greve a partir de terça-feira

Os bancários de São Paulo, Osasco e região aprovaram por unanimidade nessa quinta-feira greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira, após realização de uma assembleia.

Segundo o sindicato dos bancários, os trabalhadores rejeitaram proposta da federação dos bancos (Fenaban) de aumento real de salários de 0,37%, "distante dos 5% de reajuste acima da inflação reivindicados pela categoria", totalizando 12,8%.
"A proposta apresentada pelos banqueiros prevê reajuste salarial de 7,8%, mesma correção que aplicariam à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), repondo praticamente a inflação do período, de 7,4%", informou o sindicato em nota.
Uma nova rodada de negociação com a Fenaban está marcada para esta sexta-feira, e uma segunda assembleia será realizada na segunda-feira.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Comissão investiga cobrança de tarifas indevidas do Itaú e do Santander

A Comissão de Defesa do Consumidor realizará nesta terça-feira (20) audiência pública para obter explicações sobre denúncia de cobranças indevidas de tarifas pelos bancos Santander e Itaú.

O debate foi proposto pelos deputados Nelson Marquezelli (PTB-SP) e Dimas Ramalho (PPS-SP). Eles citam notícias de que o procurador Cláudio Gheventer enviou recomendações para que os dois bancos restituíssem aos seus clientes valores relativos a tarifas bancárias cobradas indevidamente.
"Somente o Santander tem que ressarcir cerca R$ 265 milhões pelo repasse de encargos de operações de crédito, enquanto o banco Itaú Unibanco tem para restituir mais de R$ 165 milhões cobrados indevidamente por Comissão sobre Operações Ativas e multas por devoluções de cheques”, diz Marquezelli.
Marquezelli afirma que a comissão poderá solicitar punições caso os bancos não se expliquem na audiência e não devolvam aos clientes o dinheiro cobrado ilegalmente. "Não é admissível bancos desse quilate fazerem cobrança dos seus clientes sem saber que estão fazendo alguma coisa errada."
“Levando em conta o eficiente trabalho que vem sendo realizado por esta comissão no sentido de acabar com os abusos verificados na cobrança de tarifas bancárias no País, entendo que não podemos deixar de discutir o tema e avaliar o que ainda pode ser feito no âmbito do Congresso Nacional”, diz Ramalho.
Foram convidados:o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini; o procurador Claudio Gheventer;  o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban),Murilo Portugal; o presidente do Itaú, Roberto Setubal; o presidente do Banco Santander, Marcial Angelportela Alvarez.A audiência será realizada às 14h30. O local ainda não foi definido.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quadrilha fica 10 h em banco na Paulista e leva milhões

Josmar Jozino
do Agora
Uma quadrilha formada por 12 ladrões armados passou a madrugada na agência do banco Itaú da avenida Paulista, 1.948 (região central de São Paulo), no último dia 27 (sábado), e arrombou 170 dos 2.400 cofres particulares alugados por clientes.
Um delegado que pediu para não ter o nome divulgado disse que os ladrões pediram lanche, se alimentaram, roubaram pelo menos US$ 6 milhões (cerca de R$ 10 milhões) e fugiram.
Mas o valor roubado pode ser bem maior.
O advogado de um joalheiro dos Jardins (zona oeste) procurou a Polícia Civil ontem e disse que, só do cofre de seu cliente, correntista do banco há 42 anos, foram levados US$ 3 milhões (R$ 5 milhões) em joias, boa parte rubis.
Esse pode ter sido o maior roubo a banco do ano no Estado.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Banco infla calote para sonegar, afirma Receita

Ao inflarem valor do calote de clientes, instituições pagam menos Imposto de Renda e contribuição sobre lucro
Até julho, fisco autua em quase R$ 200 mi bancos que adotam esse recurso; no ano, valor pode somar R$ 600 mi
LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
A Receita Federal descobriu que bancos estão declarando uma inadimplência maior do que a realmente verificada em suas carteiras de crédito como forma de pagar menos impostos.
Dados obtidos pela Folha mostram que, até julho deste ano, as instituições financeiras foram autuadas em quase R$ 200 milhões por terem informado um calote maior do que o observado pelo fisco. Esse valor já supera em 20% o total de notificações de todo o ano passado.
A expectativa é que as notificações -que incluem os valores dos impostos que deixaram de ser recolhidos, multas e juros- cheguem a R$ 600 milhões neste ano e aumentem ainda mais em 2012.
O que os bancos deixam de receber de seus clientes pode ser abatido da base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Mas é preciso observar uma série de regras, como prazos para considerar o crédito perdido (que varia de seis meses a dois anos) e a abertura de processo judicial contra o devedor. Para os bancos, o que ocorre é uma interpretação diferente da lei pelas instituições e pelo fisco.
Segundo a Receita, porém, os bancos têm, cada vez mais, informado perdas que contrariam o que prevê a lei. A delegacia especializada em instituições financeiras de São Paulo (que abrange os principais bancos) tem 30 processos em curso para investigar a chamada "perda em crédito". Desses, pelo menos três poderão gerar processos criminais, ou seja, há indícios de que os bancos cometeram fraude e informaram dados sabidamente errados para diminuir o imposto devido.
Há dúvidas, também, quando o banco vende uma carteira de "créditos podres" para outra empresa cobrar.
A instituição financeira geralmente abate o valor que deixou de receber do cálculo do imposto.
A Receita, porém, entende que o banco desistiu da cobrança e não poderia deduzir o valor da base de cálculo. "Os bancos, às vezes, têm dificuldades operacionais para obter as comprovações de que fizeram a cobrança judicial de determinados créditos, dado o grande volume de operações. Também há divergências entre fisco e contribuintes quanto aos documentos que efetivamente comprovam tais providências", diz Lavínia Junqueira, advogada especialista em tributação bancária do escritório Trench, Rossi e Watanabe.

Tá valendo-Kassab sanciona lei que proíbe uso de celulares em bancos de SP

Instituições bancárias terão tempo para se adaptar às novas regras.
Lei prevê multa de R$ 2,5 mil quando determinação for desrespeitada.

Da Agência Estado

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sancionou a lei que proíbe o uso de celulares em bancos e caixas eletrônicos no município. A sanção foi publicada no sábado (27) no Diário Oficial e, desde então, já está em vigor. Porém, ela ainda não tem caráter punitivo, já que as instituições terão um tempo, ainda a ser definido, para se adaptar às novas regras.
A lei prevê multa de R$ 2,5 mil quando houver a infração. O valor dobra em caso de reincidência. O principal objetivo da nova lei é diminuir a ocorrência de assaltos a clientes na saída das agências bancárias.
De acordo com as informações do Diário Oficial, será proibido fazer e receber ligações, assim como mensagens de voz e de texto.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Brasileiro é infiel aos bancos e acha serviços caros e ruins, diz estudo

Consumidor do Brasil, porém, passou a confiar mais nos bancos em 2010.Em países mais afetados pela crise de 2008, confiança caiu.

Do G1, em São Paulo
Os consumidores brasileiros passaram a confiar mais em seus bancos no ano passado, mas mesmo assim são infiéis às instituições financeiras e acham que os serviços oferecidos são caros e ruins, aponta estudo divulgado nesta terça-feira (16) pela empresa de consultoria e auditoria Ernst & Young.De acordo com a pesquisa, chamada A New era of customer expectation (Uma nova era da expectativa do cliente, na tradução literal), o comportamento do consumidor brasileiro vai na contramão de outros países mais afetados pela crise de 2008, onde caiu a confiança dos consumidores sobre os bancos.
A média global indica que 59% dos entrevistados possuem contas em dois ou mais bancos. No Brasil, esse índice sobe para 66%Enquanto que, globalmente, 44% dos entrevistados afirmaram que a confiança com os bancos caiu no ano passado, no Brasil apenas 18% dos entrevistados afirmaram acreditar menos em seus bancos. Por outro lado, 33% dos brasileiros disseram confiar mais em suas instituições financeiras.
No entanto, a infidelidade é marca constante na relação entre clientes e bancos brasileiros, diz o estudo. A média global indica que 59% dos entrevistados possuem contas em dois ou mais bancos. No Brasil, esse índice sobe para 66% - tendência que se repete em outros mercados emergentes, como a China (96%) e a Índia (88%).No Brasil, 47% dos entrevistados disseram já ter trocado ou estar planejando trocar de banco, acima dos níveis de outros mercados emergentes, como na Índia (24%) e na China (40%).“Essa situação se explica num primeiro momento por fatores históricos, onde tanto o advento da conta salário quanto o processo de consolidação dos grandes bancos acabaram fazendo com que as pessoas, naturalmente, tivessem contas abertas em vários bancos”, analisa, em nota, Rodrigo Dantas e Silva, sócio de consultoria para o mercado financeiro da Ernst & Young Terco.Para Dantas e Silva, o desafio para os bancos fica ainda mais complexo porque os clientes não fecham as contas antigas, mas simplesmente mudam o banco de preferência.A qualidade dos serviços oferecidos é a maior causa de insatisfação por parte dos clientes bancários – razão citada por 48% dos consumidores de todo o mundo como principal motivo para planejarem trocar de instituição. Em segundo lugar aparecem os preços, apontados por 43% dos entrevistados como principal motivo para essa possível mudança. Outras razões para deixar uma instituição bancária e ir para outra incluem ofertas de produtos, proximidade e falta de confiança.
Confiança
“Os índices de confiança caíram de forma significativa em países profundamente afetados pela crise financeira de 2008. Nos EUA, por exemplo, 55% dos entrevistados acreditavam menos em seus bancos em 2010 do que no ano anterior. Na Europa, o Reino Unido viu a maior queda da confiança dos consumidores, 63% disseram não confiar mais em seus bancos. Isso é reflexo direto das dificuldades de instituições financeiras nesses países”, explica Dantas, em nota.Nos mercados emergentes, que sentiram menos os efeitos da crise econômica mundial, a percepção foi diversa. Além do Brasil, 75% dos entrevistados na Índia disseram, em 2010, que confiavam mais em seus bancos do que no ano anterior. Na China, esse número ficou em 23%, enquanto que 47% afirmaram que a confiança não foi impactada pela crise.“Nos mercados emergentes, onde os efeitos da crise foram menos sentidos, a confiança no setor foi reforçada. No Brasil, tal situação provavelmente se verificará novamente agora, neste novo cenário de turbulência global, o que reforça o alerta para os bancos, é necessário tratar não somente da gestão eficiente de capital e custos, mas ao mesmo tempo investir fortemente na melhora da experiência do consumidor”, afirma Rodrigo Dantas.Encontrar uma maneira efetiva para entregar um serviço personalizado para consumidores será um importante item de sucesso nos próximos anos. Enquanto o internet banking (83%) e os caixas eletrônicos (79%) são as ferramentas de relacionamento que os clientes mais aprovam atualmente, a satisfação com as centrais de atendimento é bem mais baixa (44%).
Estudo
Para produzir o relatório, a Ernst & Young fez uma pesquisa global com mais de 20,5 mil consumidores de bancos de varejo com o objetivo de avaliar o que pauta as relações com seus bancos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Nota suspeita tem mais batom do que tinta de caixa eletrônico

EDUARDO CUCOLO/FOLHA
DE BRASÍLIA

Com o anúncio de que notas de dinheiro com tinta rosa perderiam o valor pela suspeita terem sido roubadas de caixas eletrônicos, os brasileiros correram para trocá-las.
Em três meses, após a onda de assaltos a esses equipamentos, a maioria das cédulas enviadas ao Banco Central estavam, sim, manchadas, mas por outros tipos de marcas: entre elas, batom.
Das 28 mil cédulas entregues no período, apenas 5% tinham as marcas deixadas pelos dispositivos antifurto que mancham as notas. Nos outros 95% havia, além de batom, marcas de mercúrio cromo e canetas coloridas. Para João Sidney de Figueiredo Filho, chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, o receio de ter em mãos uma nota de origem criminosa fez com que muita gente entregasse ao banco cédulas com qualquer tipo de marca.
Ilustração

Só no mês de junho, quando o BC anunciou que as notas manchadas tinham perdido a validade, após o início da onda de saques, foram recebidas cerca de 22 mil cédulas.
No mês anterior, a instituição havia recebido 2.972 notas. Em julho, passada a fase de maior apreensão por parte da população, foram 2.947. O BC recomenda que as pessoas entreguem o dinheiro manchado aos bancos, que depois mandam as notas suspeitas para uma análise. Caso a mancha tenha sido provocada pela tinta do sistema contra roubo, a pessoa perde o dinheiro. Agora, se a mancha é só de batom mesmo, a quantia é reembolsada.

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